Onda de calor intensa atinge o Brasil causando incêndios e baixa umidade

A onda de calor que atinge o Brasil continua a causar temperaturas extremas e baixa umidade em grande parte do território nacional. O cenário atual está exacerbando problemas como incêndios e alertas de umidade crítica.

Na Serra do Cipó, em Minas Gerais, um incêndio devastador já consumiu mais de 470 hectares, enquanto previsões indicam uma queda brusca nas temperaturas para o fim de semana, com a formação de um ciclone extratropical que promete trazer chuvas e geadas.


incêndio no Parque da Serra do Cipó — (Vídeo: Reprodução/YouTube/Record News)

Incêndios Devastadores e Crise de Umidade no País

A onda de calor que assola o Brasil tem provocado uma série de eventos climáticos extremos, incluindo um aumento significativo no número de incêndios e uma crise de umidade em várias regiões. Na Serra do Cipó, em Minas Gerais, um incêndio iniciado na madrugada de domingo já consumiu mais de 470 hectares do parque nacional. As chamas, que se espalham rapidamente devido às altas temperaturas e à baixa umidade, mobilizaram mais de 50 pessoas no combate, que estão utilizando água do rio Cipó para controlar o fogo. As autoridades suspeitam que o incêndio possa ser de origem criminosa, dada a magnitude da destruição e a rápida propagação das chamas.

Além dos incêndios, a crise de umidade no país é alarmante. Em muitas áreas, a umidade relativa do ar caiu para níveis críticos, abaixo de 12%, muito aquém do nível ideal de 60% necessário para a saúde humana e o equilíbrio ambiental. Cuiabá, uma das capitais mais afetadas, experimenta temperaturas extremas que alcançam 40°C com uma umidade de apenas 13%. Outras cidades como Campo Grande, Brasília e Palmas também estão sofrendo com condições severas, evidenciando a gravidade da situação e os impactos adversos na qualidade de vida e na saúde da população. A combinação de temperaturas elevadas e baixa umidade está criando um cenário desafiador, com potencial para agravar os problemas ambientais e de saúde pública.

Alívio Temporário e Seus Desafios

O alívio esperado para o fim de semana chega com a formação de um ciclone extratropical, que trará uma frente fria capaz de amenizar as temperaturas extremas que têm assolado o Brasil. A previsão é que a nova frente fria traga chuvas e uma queda brusca nas temperaturas, variando de 2,5°C a 7,5°C abaixo da média para a época do ano. Este fenômeno climático deverá afetar principalmente as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.


Massa de ar polar trará alívio ao calor extremo — (Foto: Reprodução/METSUL)

Em São Paulo, por exemplo, a temperatura máxima deve cair de 29°C na quarta-feira (21) para apenas 15°C no domingo (25), marcando uma mudança drástica no clima. Embora a perspectiva de chuvas e temperaturas mais amenas ofereça alívio para a crise de calor e umidade, a transição repentina apresenta desafios próprios. A possibilidade de geadas e mudanças abruptas no clima podem trazer complicações para a população, como problemas de saúde associados à exposição repentina a temperaturas baixas e o impacto na agricultura e na infraestrutura.

As autoridades alertam para a necessidade de se preparar para essas variações climáticas inesperadas e acompanhar de perto as previsões meteorológicas. A adaptação a essas mudanças é crucial para mitigar os possíveis impactos negativos e garantir a segurança e o bem-estar das pessoas durante este período de instabilidade climática.

Jogo da Copa América é interrompido após auxiliar de arbitragem desmaiar em campo

Nesta terça-feira (25), durante o jogo entre Peru e Canadá, válido pela segunda rodada do grupo A da Copa América, o auxiliar de arbitragem passou mal devido a alta temperatura e o jogo foi paralisado.

Nos acréscimos do primeiro tempo, o bandeirinha Humberto Panjoj caiu no gramado e foi assistido pelo goleiro Crépeau, da seleção canadense. Durante a partida, a temperatura estava na casa dos 37 graus celsius.

Alta temperatura


Auxiliar de arbitragem sendo levado de maca para o hospital (Foto: Reprodução/Hector Vivas/Getty Images Embed)


A partida terminou com a vitória canadense pelo placar de 1 a o com um gol de Jonathan David aos 29 minutos do segundo tempo.

Além do gol marcado pela seleção do Canadá, o ponto alto da partida foi a alta temperatura. O nível técnico apresentado pelas duas seleções não foi um grande destaque, o que fez com que o calor da cidade de Kansas se destacasse mais do que o futebol.

O jogo aconteceu na cidade de Kansas City no estádio Children’s Mercy Park, casa do time Sporting Kansas City, e a temperatura durante o jogo estava de 37 graus celsius. Humberto Panjoj teve ajuda do goleiro canadense e recebeu atendimento, levantando minutos depois recebendo uma toalha molhada na nuca.

Bandeirinha substituído


Goleiro canadense pedindo ajuda para o auxiliar de arbitragem (Foto: Reprodução/Hector Vivas/Getty Images Embed)


Após uma melhora, o auxiliar foi retirado da partida, substituído após seis minutos do ocorrido, estando sem condições de continuar apitando a partida. Ele foi levado direto a um hospital para passar por exames e o primeiro tempo foi encerrado logo depois do desmaio.

A seleção canadense volta a campo no sábado (29), para jogar contra a equipe do Chile às 21:00 (Brasília) no Explora Stadium, em Orlando. Já a seleção peruana retorna também no sábado às às 21:00 (Brasília) para jogar contra a Argentina no Hard Rock Stadium, em Miami.

Capital paulista aponta recorde de calor para o mês de junho

Nesta segunda-feira (10), os termômetros na cidade de São Paulo indicaram uma temperatura máxima de 29 graus, sendo um recorde para o mês de junho na capital paulista. O Instituto Nacional de Meteorologia aponta que a maior temperatura registrada no mês de junho, em São Paulo, havia sido 28,8°C, no dia 8 de junho de 1992, 32 anos atrás.

A previsão da semana

Nesta semana, as máximas estão previstas entre 27° e 29°C, marcando uma temperatura bastante elevada, quando comparada com anos anteriores, estando 6°C mais quente que a média deste período, quando o normal seria uma média de quase 23 graus.

Sobre os próximos dias, a mínima apontada pela previsão é de 14°C, mostrando uma amplitude térmica alta nestes próximos dias. Hoje (10), e sábado (15), são os dias com a menor diferença entre a temperatura máxima e mínima (12°C), enquanto quinta-feira (13), é o dia com maior diferença, sendo 14 graus.

O calor diferente do comum e a falta das chuvas, podem ser justificados por um bloqueio atmosférico, que acaba levando as chuvas para os extremos, como consequência de afastá-las do centro do país, levando as chuvas para outros estados como Acre, Bahia e Rio Grande do Sul.


Post do Instagram explicando o bloqueio atmosférico (Vídeo: reprodução/instagram/@climatempo)


Temperatura em 2024

Em relação ao ano de 2024 como um todo, até o momento o mês de fevereiro registrou a maior temperatura média, com 30,1º C, seguido por março, abril, janeiro e maio, em ordem decrescente.

O mês de maio chamou a atenção por ter tido a maior discrepância em relação a média comum do período, além de que neste ano todos os meses mediram temperaturas acima da média de outros anos.

Agora em junho, está sendo projetado que aconteça a semana mais quente do mês desde 1992, fazendo com que este ano continue com as temperaturas acimas da média.

Onda de calor devastadora mata 33 pessoas em meio a eleições na Índia

Com a onda de calor nos estados indianos de Bihar, Uttar Pradesh e Odisha, pelo menos 33 pessoas morreram. As autoridades disseram que a onda de calor deve continuar durante o dia de hoje.

Verão particularmente quente

A Índia enfrenta um verão particularmente quente, o país está passando por uma forte onda calor nos últimos dias. Na área de Nova Délhi, as temperatura subiram para 52,9°C, e essa é a temperatura mais quente registrada durante a semana no país.

No entanto, mesmo com a previsão de queda nas temperaturas, os dias ainda devem permanecer muito quentes. A onda de calor está prevista para continuar na região leste do país, onde deve permanecer pelos próximos dois dias.

Ainda segundo as autoridades, apenas no estado de Bihar, morreram quatorze pessoas, sendo que entre elas, dez estavam incluídas na organização das eleições nacionais que atualmente estão em andamento no país. Isso ocorreu principalmente devido aos funcionários eleitorais terem que ficar de plantão o dia todo, muitas vezes ao ar livre.


Onda de calor vem afetando o país (Foto: reprodução/AFP/Noah Sheelam/Getty Images Embed)


Já no estado mais populoso do país, Uttar Pradesh, nove funcionários eleitorais, incluindo seguranças, morreram na última sexta-feira (31). De acordo com Kamal, diretor da faculdade de medicina onde esses funcionários foram levados, “Eles tinham febre alta quando chegaram. Pode ter sido devido à insolação. No momento, estamos tratando pelo menos 23 pessoas do serviço eleitoral”.

A última fase da votação está programada para ser realizada hoje, com os votos sendo contados na próxima terça-feira. Como forma de prevenção, o governo do estado de Odisha aconselhou as pessoas a evitarem atividades ao ar livre entre as 11h e 15h, quando as temperaturas devem atingir o seu pico.

Humanos não são os únicos afetados

Os humanos não têm sido os únicos afetados, com registros de alguns macacos e pássaros selvagens desmaiando ou adoecendo em Nova Délhi. No entanto, no zoológico local, os mais de 1.200 ocupantes contam com piscinas e irrigadores para aliviar o calor.

Atualmente, a capital indiana teve temperaturas chegando a 45,4°C na tarde da última sexta-feira (31). A primeira morte relacionada ao calor foi registrada ainda nesta semana, que foi agravada por uma escassez de água que a capital vem enfrentando.

São Paulo pode vivenciar recorde histórico de calor em maio

Na tarde da última quarta-feira (1º), o Instituto Nacional de Meteorologia registrou a temperatura máxima de 31,3 °C na cidade de São Paulo. De acordo com o Climatempo, essa pode ser considerada uma das tardes mais quentes que o município já teve.


Vista aérea da Avenida Paulista (Foto: reprodução/Gabriel Ramos/Unsplash)

Recordes de altas temperaturas

Segundo o Climatempo, a previsão da máxima para esta quinta-feira (2) foi de 33º em São Paulo. Essa temperatura é um recorde histórico de calor para a capital paulista. Desde que se iniciaram as medições meteorológicas regulares no Mirante de Santana em 1943, os termômetros não haviam marcado temperaturas acima de 31,7ºC no mês de maio.

Dados do Inmet mostram que em outros quatro diferentes anos houve altas temperaturas registradas em um dia de maio na cidade. Em 2003, os termômetros marcaram 30,1ºC e em 2010 e em 2024, São Paulo vivenciou um calor de 31,3ºC. A maior temperatura que já havia sido registrada até esta quinta-feira ocorreu em 03 de maio de 2001, quando os termômetros chegaram a 31,7ºC.


Termômetro em uma rua de São Paulo marcando 33ºC (Foto: reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil)

Madrugada quente e mínimas também altas

A madrugada da última quarta foi a mais quente de maio desde 1961, de acordo com o Climatempo. Além disso, o veículo informa que a temperatura mínima do dia 1º de maio foi de 20,9ºC, um recorde para o mês desde 2019, quando a mínima foi de 20,8ºC. A média das temperaturas mínimas para o mês é de 14,7ºC.

O país enfrenta uma onda de calor desde o último dia 22 de abril e, segundo o Climatempo, ela deve persistir até 10 de maio. O veículo analisa que as altas temperaturas são fora do comum e que elas já atingiram níveis excepcionais, principalmente nas regiões centrais do Brasil. Nesse cenário, a população experimenta temperaturas típicas do verão durante o outono brasileiro.

Abril se despede com calor extremo e chuvas

O outono no Brasil está cada vez mais quente e o fim do mês de abril não será diferente segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. O órgão emitiu um alerta ontem (27) para ondas de calor extremo nos estados do Centro-oeste e Sudeste. O destaque é para as temperaturas altas para o domingo na cidade do Rio de Janeiro.

Onda de calor e capitais com temperaturas extremas

Até quarta-feira, os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Paraná estão com 5° a mais das temperaturas previstas para o período. Fora dessas regiões, o calor bate recordes também com 33° em Vitória, 32° em Manaus, 31° em Teresina e Salvador. O Rio de Janeiro será a capital mais quente desse domingo com 37°.

Chuvas nos extremos do Brasil

Enquanto a área de baixa pressão não deixa a chuva se formar nessas regiões, a chuva fica nos extremos com alerta de temporais entre Alagoas e Rio Grande do Norte. A zona de convergência intertropical deixa o norte com concentração de precipitações principalmente em Belém, São Luís, Natal e Maceió.

No Sul, ela se concentra no Rio Grande do Sul e em partes de Santa Catarina com a passagem de uma frente fria. Em Passo fundo, a chuva virá mais intensa, enquanto em Porto Alegre, ela será mais espaçada.


Chuvas para o Sul e litoral do Nordeste (Foto: reprodução/sbaryam/Getty Images Embed)


Fim de abril com calor e chuva no país

O final do mês abril será marcado por grandes concentrações de calor nas regiões centrais como o Centro-oeste e Sudeste e as chuvas estarão intensas no extremo sul e no litoral do Nordeste para os próximos dias. O outono brasileiro continua com sua marca de variações de temperaturas em vários locais do país pelo tamanho continental de nosso território. Nos dois casos, os avisos do Instituto aconselham cautela aos moradores desses estados.

Março de 2024 bate recorde de calor global, revela relatório científico

Em março de 2024, foi divulgado pelo observatório europeu Copernicus (C3S) um relatório alarmante, anunciando o ponto mais alto já registrado em termos de calor. Este marco sinaliza o décimo mês consecutivo em que recordes de temperatura estão sendo quebrados, uma tendência destacada pelos especialistas.

Nos últimos 10 meses, cada um foi categorizado como o mais quente já documentado para aquele período específico, em comparação com os anos anteriores. O Copernicus revelou que os 12 meses entre abril de 2023 e março de 2024 foram os mais quentes registrados globalmente, com uma temperatura média 1,58ºC acima da era pré-industrial, no século 19.

Recordes de calor


Pela primeira vez na história, o mundo testemunhou um dia em que a temperatura média global ultrapassou os 2°C (Foto: reprodução/Freepik)

O planeta testemunhou o mês de junho alcançar sua maior temperatura já registrada. A partir desse ponto, a cada novo mês, essa marca foi ultrapassada: julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e agora, março. Adicionalmente, o número de dias com temperaturas excedendo 1,5ºC (considerado o “limite seguro” das mudanças climáticas) atingiu um novo pico, muito antes do término de 2023.

Pela primeira vez, o mundo observou um dia com a temperatura média global 2°C superior à era pré-industrial. Adicionalmente, em julho de 2023, a situação se agravou consideravelmente, com registros tão elevados de temperatura que sugerem ser o mês mais quente em 120 mil anos. Além disso, as temperaturas médias de setembro excederam o recorde anterior em 0,5°C, intensificando ainda mais a preocupação com o aquecimento global.

Principal causa do aumento das temperaturas

As emissões de gases de efeito estufa foram destacadas pelos cientistas do observatório europeu como a causa primordial deste calor sem precedentes. Adicionalmente, o fenômeno El Niño teve sua contribuição no aumento das temperaturas nos últimos meses.

As repercussões das alterações climáticas têm se manifestado em diversas localidades ao redor do globo recentemente. Por exemplo, uma seca sem precedentes desencadeou uma quantidade recorde de incêndios florestais na área amazônica, sob jurisdição da Venezuela, durante os meses de janeiro a março. No sul da África, as colheitas foram dizimadas, resultando em milhares de pessoas enfrentando a escassez de alimentos.

Ludmilla encerra bloco antes do previsto devido ao calor no Rio de Janeiro

O aguardado bloco da cantora Ludmilla, que começou às 9h desta manhã, surpreendeu ao encerrar às 11h20, quarenta minutos antes do previsto. O evento, que prometia ser uma festa animada, transformou-se em um cenário de caos, calor insuportável e tensão crescente entre os foliões.

Ludmilla, atenta às condições adversas, interrompia constantemente suas performances para solicitar socorro aos participantes, em meio a uma sensação térmica de 42ºC no Rio de Janeiro.

A decisão de encerrar o bloco antes do tempo estipulado foi tomada pela própria Ludmilla, que demonstrou preocupação com a saúde dos presentes. “Prezo a integridade de todo mundo. Tô vendo muita gente passando mal. E o clima é uma coisa que a gente não pode controlar”, afirmou a cantora durante o evento.

Assistência médica e críticas do público

Testemunhas relatam que o calor excessivo levou dezenas de foliões a passarem mal, resultando em pelo menos 30 atendimentos pela brigada de incêndio particular contratada para prestar os primeiros socorros. Ludmilla adotou uma estratégia de intercalar músicas com pausas para que os participantes pudessem se hidratar, enquanto centenas de garrafas d’água eram distribuídas pela produção do bloco.


Pessoa sendo socorrida durante o “Fervo da Lud” (Foto: reprodução/UOL)

No entanto, relatos indicam falhas na assistência médica oferecida. Isabele Silva, 19 anos, foi uma das pessoas que precisaram de ajuda e sua irmã, Maria Eduarda Silva, 23, criticou a falta de pronto-atendimento durante o bloco. “Carregamos ela pra cá no colo porque não teve atendimento nenhum durante o bloco. Só quando chegou aqui. Mesmo assim, não tem um respirador. Não tem oxigênio. Só deixaram ela ali”, lamentou.

Propostas para os próximos carnavais

Diante das circunstâncias, Ludmilla sugeriu uma mudança no horário do bloco para o próximo ano, visando evitar as altas temperaturas matinais. Entretanto, essa proposta não foi suficiente para aplacar a frustração dos fãs. Rafaela da Cunha, 40 anos, expressou sua decepção com o desfecho inesperado do evento, enquanto Giovanna Maria, 20 anos, criticou a organização do bloco, considerando a paralisação desnecessária.

Problemas em outros blocos

Este episódio não é isolado. Em São Paulo, o Bloco da Pabllo, comandado pela cantora Pabllo Vittar, também enfrentou problemas similares, sendo interrompido devido a tumultos e pessoas passando mal, mesmo após distribuição de água aos foliões. O bloco foi encerrado por volta das 16h15 do domingo, dia 11.

Paris se prepara para receber Olimpíada em meio a riscos das ondas de calor

Depois de testemunharmos uma Olimpíada em Tóquio, que também foi afetada pelo calor extremo, surge uma preocupação similar para os Jogos realizados em Paris. De acordo com uma pesquisa publicada na revista Npj Climate and Atmospheric Science, existe o risco de uma onda de calor histórica atingir Paris durante o período dos Jogos.

Paris mostra números graves

Outro estudo, publicado na revista Lancet Planet Health, mostrou que Paris tinha a taxa de mortalidade relacionada ao calor mais elevada entre 854 cidades europeias. Segundo o estudo, isso está relacionado à densidade populacional e à falta de áreas verdes na cidade.

No entanto, os números desse estudo, publicado em maio do ano passado, podem ter sido distorcidos pela tragédia da onda de calor que afetou a Europa em 2003, matando cerca de 15 mil pessoas na França, a maioria idosos que viviam sozinhos.

Outra preocupação é que Paris enfrentou graves ondas de calor nos últimos cinco anos, com um pico registrado de 42,6 °C na cidade em julho de 2019.

Polêmica em relação ao ar-condicionado

Uma polêmica que surgiu antes dos Jogos foi a ausência de ar-condicionado na Vila Olímpica. Inicialmente, ela foi construída sem o aparelho como parte dos esforços para tornar os Jogos Olímpicos mais sustentáveis. Assim, a vila foi criada com um sistema de resfriamento geotérmico natural, além de áreas mais arborizadas, resultando em uma diminuição de cerca de 6 graus em relação à temperatura exterior.


Paris se prepara para receber jogos olímpicos (Foto: reprodução/X/@Paris2024)

No entanto, devido ao risco das ondas de calor afetarem os Jogos, alguns países não consideraram essa medida suficiente. Por esse motivo, os organizadores começaram a oferecer o fornecimento de aparelhos de ar-condicionado portáteis às delegações visitantes para ajudar a mitigar possíveis problemas.

O calor também afetou a última edição dos Jogos realizados em Tóquio, no Japão. Eles foram realizados durante o período pandêmico e foram considerados os mais quentes da história.