Trump tem reunião na Casa Branca com líderes europeus

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, receberá na segunda-feira (18) o ucraniano Volodymyr Zelensky, além de sete líderes europeus, para uma reunião considerada crucial sobre o conflito na Ucrânia. 

De acordo com a agenda da Casa Branca, Trump terá primeiro um encontro reservado com Zelensky, no Salão Oval. Mais tarde o presidente americano participa de uma reunião ampliada na Sala Leste, que contará com Zelensky e os representantes da União Europeia. O objetivo é alinhar as principais lideranças europeias em apoio a Kiev.

Segundo encontro entre Trump e Zelensky

Além de Zelensky, participam do encontro os líderes Emmanuel Macron (França), Keir Starmer (Reino Unido), Friedrich Merz (Alemanha), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia), Mark Rutte (Otan), Giorgia Meloni (Itália) e Alexander Stubb (Finlândia). A reunião representa uma tentativa conjunta da Ucrânia e da União Europeia de obter confirmação de segurança por conta dos ataques russos, iniciada em fevereiro de 2022.

Este será o segundo encontro presencial entre Trump e Zelensky desde o início do conflito. A primeira reunião, realizada em fevereiro, terminou de maneira ríspida após o republicano adotar um tom duro e até repreender o presidente ucraniano na frente das câmeras, ao chamar de “ingrato”.


Encontro entre Trump e Putin no Alasca (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Agora, Zelensky reafirma que não vai aceitar abrir mão de territórios e defende que qualquer entendimento deve vir acompanhado de garantias. Diplomatas já circulam um esboço de proposta apresentada por Vladimir Putin para encerrar a guerra. O plano prevê a retirada parcial das tropas russas do norte da Ucrânia, mas impõe condições vistas como inaceitáveis por Kiev: validação da Crimeia, manutenção do domínio russo em boa parte do Donbass e a garantia de que a Ucrânia permanecerá fora da Otan.

Objetivo da reunião

A reunião em Washington também é vista como um movimento europeu para aproximar-se de Trump, dias depois da cúpula no Alasca, realizada na última sexta-feira. Naquele encontro, Putin conseguiu persuadir o republicano a desistir da cobrança por um cessar-fogo imediato e reiterou exigências já conhecidas: a anexação de territórios, o desarmamento da Ucrânia e o fim das sanções.

Trump inicia entrevista para novo diretor do Fed e há favoritos

O presidente dos EUA Donald Trump anunciou nesta quarta-feira(6) que vai entrevistar candidatos para ocupar a vaga de diretor do Federal Reserve(Fed). Há quatro nomes como opção de escolha, mas o provável favorito é Kevin Warsh para atuar na política monetária americana. 

A escolha de Trump

Em entrevista a repórteres no Salão Oval, o presidente americano fez elogios a dois candidatos, ambos coincidentemente chamados Kevin: o então conselheiro econômico Kevin Hassett e o 

ex-diretor do Fed, Kevin Warsh. Entretanto, após indicação de Trump para assumir a cadeira de diretor, o Senado ainda vai ter de confirmar sua nomeação para tomar posse.

“Tomarei essa decisão antes do final da semana”, disse Trump sobre seus planos de nomear um substituto para a diretora do Fed Adriana Kugler, 


Casa Branca (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Aerial Footage)


Por que a nova nomeação?

O candidato escolhido por Trump vai ocupar a vaga deixada por Adriana Kugler, diretora do Federal Reserve (Fed). Kugler fez o anúncio de sua saída do cargo de diretora para esta sexta-feira. Retornando a realizar atividades acadêmicas na Universidade de Georgetown. Mediante isso, quem assumir o cargo de diretor vai cumprir o restante do mandato de Kugler.

O presidente Donald Trump classificou a saída da diretora, antes do término do mandato, como uma “agradável surpresa”. Isso porque, com a abertura desta vaga, o indicado a diretor poderá posteriormente ocupar a presidência do Fed. Sobre Powell, Trump tem sido crítico. Sua insatisfação vem do fato de o presidente do Fed não ter cortado os juros desde que o republicano reassumiu a presidência dos Estados Unidos, em janeiro.

O Fed

O Fed, nos Estados Unidos, equivale ao nosso Banco Central, sendo responsável por garantir a estabilidade econômica e financeira do país. Trump quer corrigir o rumo que a economia está tomando e provavelmente fará mudança na presidência do banco. Entre as determinações do Fed, manter os preços estáveis e promover o máximo nível de emprego.

Justiça e empresários dos EUA avaliam legalidade do tarifaço de Trump

Nos Estados Unidos, um tribunal de apelações em Washington analisou nesta quinta-feira (31), se as tarifas criadas por Donald Trump são legais. A audiência durou quase duas horas e contou com a participação de representantes de cinco pequenas empresas e 12 estados americanos que contestam os impostos sobre importações.

Essas tarifas foram anunciadas em abril e afetam produtos de diversos países, incluindo China, Canadá, México e até o Brasil. Os advogados dos empresários e estados argumentam que Trump usou de forma errada a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, que não autoriza, segundo eles, a aplicação de tarifas tão amplas. Um dos juízes comentou que a lei nem sequer menciona a palavra “tarifa”.

Apesar disso, o governo defendeu que a medida foi necessária para proteger os Estados Unidos de riscos econômicos e até de segurança, como déficits comerciais e tráfico de drogas. A equipe de Trump afirmou que esses desequilíbrios prejudicam até mesmo a preparação militar do país.

A justiça americana questionou a legalidade das tarifas

Durante a audiência, uma juíza questionou a lógica do governo: ela disse que impor uma tarifa sobre o café, por exemplo, não resolveria um problema ligado às Forças Armadas.


Em discurso, Presidente da Reserva Federal Americana diz que valor dos produtos sancionados nas tarifas serão repassados ao consumidor (Foto: reprodução/X/@essenviews)


O grupo que entrou com a ação também ressaltou que o déficit comercial americano não é novidade e, por isso, não se trata de uma emergência.

A decisão final da Justiça pode levar semanas e, caso haja apelação, o caso pode chegar à Suprema Corte. Enquanto isso, Trump segue com a sua estratégia. Ele determinou que, a partir de sexta-feira (1), países com maior déficit comercial com os EUA pagarão tarifas mais altas.

Trump aplicou taxas para outros países também

O presidente também enviou cartas a quase 30 líderes de outros países avisando sobre as novas taxas, pressionando-os a fechar acordos comerciais melhores para os EUA. Até agora, nove acordos foram anunciados, mas alguns recuos também ocorreram.

O México, por exemplo, ganhou um prazo extra de 90 dias para evitar uma tarifa de 30%, após um telefonema entre Trump e a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum. Já a Coreia do Sul fechou um acordo na quarta-feira (30) para manter a tarifa em 25%.

Um novo decreto publicado na quinta-feira formalizou o tarifaço, incluindo países que ainda não chegaram a um entendimento com os EUA. O documento também altera algumas das tarifas anunciadas anteriormente, mas ainda não diz quando todas essas mudanças vão começar a valer.

Outro decreto elevou as tarifas sobre produtos canadenses, que passarão a pagar 35% a partir de sexta-feira (1).

Presidente dos EUA é diagnosticado com insuficiência venosa crônica

Nesta quinta-feira (17), a Casa Branca divulgou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica, condição que afeta o funcionamento normal das veias das pernas e compromete o retorno do sangue ao coração. A descoberta ocorreu após o presidente apresentar inchaço nas pernas e hematomas nas mãos, o que motivou uma avaliação médica e a realização de exames, incluindo um ultrassom vascular

Insuficiência venosa crônica

De acordo com a equipe médica responsável, a condição é considerada comum entre pessoas com mais de 70 anos — faixa etária em que se encontra o chefe do executivo americano. A insuficiência venosa crônica ocorre quando há falhas nas válvulas das veias das pernas, impedindo o fluxo adequado do sangue. Isso provoca acúmulo nos membros inferiores e pode causar dor, inchaço, sensação de peso, câimbras e, em casos mais avançados, escurecimento da pele e feridas.

A doença pode ter três origens principais. As causas congênitas envolvem má-formações presentes desde o nascimento, como defeitos nas válvulas das veias. Já as causas primárias são relacionadas a alterações nas próprias veias, como dilatações que impedem o fechamento adequado das válvulas. Nessas situações, fatores como idade avançada, histórico familiar, obesidade, sedentarismo, gravidez e uso de anticoncepcionais com estrógeno aumentam o risco de desenvolvimento. Por fim, causas secundárias decorrem de outras condições médicas, sendo a trombose venosa profunda a principal delas. Nesse caso, coágulos sanguíneos danificam permanentemente as válvulas das veias.


Presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com repórteres no Resolute Desk no Salão Oval da Casa Branca, em Washington (Foto: reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)


Acompanhamento médico

Especialistas alertam que, embora a insuficiência venosa crônica seja comum e progressiva, pode ser controlada com mudanças de hábitos e, em alguns casos, com medicação ou procedimentos médicos. O diagnóstico precoce e o acompanhamento são fundamentais para evitar complicações e garantir qualidade de vida.

O anúncio do diagnóstico de Trump reacende o debate sobre saúde vascular em idosos e líderes políticos. Apesar da repercussão internacional, a Casa Branca informou que o presidente segue com agenda ativa e está recebendo acompanhamento médico contínuo. A equipe não detalhou se haverá alterações na rotina presidencial, mas reforçou que o quadro é estável e não representa risco imediato à saúde.

Trump não foi informado a respeito da decisão de suspender o envio de armas para a Ucrânia

Conforme informado por veículos de imprensa dos EUA, o Pentágono teria tomado uma decisão acerca de suspender envios de armas para a Ucrânia, sendo que alguns assessores da Casa Branca só haviam recebido a informação por terceiros a respeito dessa questão. O presidente achou que não houve uma coordenação adequada quanto ao ocorrido. A agência Associated Press citou três membros do governo, e uma das fontes trouxe a revelação de que Donald Trump foi pego de surpresa quando soube da situação da suspensão e buscou entender o porquê do acontecimento.

Não avisaram a eles

Alguns dos integrantes do governo informaram à CNN que o enviado especial dos Estados Unidos na Ucrânia, Keith Kellogg, e o Secretário de Estado Marco Rubio só ficaram sabendo da situação pela imprensa, e não teriam sido informados pelos canais usuais e sigilosos que fazem parte do governo. O porta-voz do Pentágono informou ao Secretário de Defesa, Pete Hegseth, o fornecimento de uma estrutura para o presidente fazer a avaliação dos envios, e da ajuda militar nos estoques já existentes, informou ainda que isso foi organizado junto a todo o governo.

O presidente da Ucrânia já havia informado que tanto ele quanto Donald Trump, entraram em concordância quanto a ter um reforço na defesa do país ucraniano, após ter havido ataque massivo dos russos com drones e mísseis, a ligação ocorreu alguns dias depois da capital americana ter interrompido parcialmente o envio de apoio para as terras ucranianas, ele disse ainda que houve discussões sobre, possibilidade de inserir defesas antiaéreas, e que os dois durante a conversa concordaram em fazer um trabalho em conjunto para trazer reforços de proteção para os céus.


Donald Trump no dia 8 de julho de 2025 em reunião (Foto: reprodução/Aaron Schwartz/Getty Images Embed)


A conversa entre Trump e Putin

Após o anúncio de que a Casa Branca havia suspendido, parcialmente, o envio de apoio para o país presidido por Volodymyr Zelensky, o Kremlin comemorou, e informou que essa decisão iria facilitar para a guerra finalizar, pois o conflito se resolveria mais rápido com menos armamento em Kiev. Porém, conforme a agência de notícias russa Ria Novasti, disse, Trump e Putin não tocaram no assunto de interrupção parcial quando estiveram conversando dias depois do ocorrido.

Foi citado pelo governo americano, que houve razões de “interesse internacional” no anúncio de suspensão, mediante a uma revisão dos estoques das munições pertencentes a terra do tio Sam, a questão é que os níveis de armas estariam bem baixa, e algumas que eram de suma importância para a Ucrânia. Donald Trump, quando se tornou novamente presidente dos Estados Unidos da América, deixou bem claro que iria encerrar rapidamente o conflito que esta acontecendo entre a Rússia e a Ucrânia, ele havia prometido na ocasião em que assumiu o cargo quanto a isso.

Trump defende tarifas e papel global dos EUA

Durante uma coletiva de imprensa realizada na tarde de sexta-feira (27), na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um tom firme em relação à política comercial e à segurança nacional. Ele reafirmou que o país continuará a impor tarifas a nações que, segundo ele, “se aproveitam dos Estados Unidos”. Trump destacou que essas tarifas estão gerando receitas significativas para o governo e incentivando empresas a retornarem suas operações ao território americano, fortalecendo a economia interna.

Trump faz menção a Otan

O presidente também fez menção à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), dizendo esperar que a Espanha e outros membros que ainda não cumprem com o compromisso de aumento nos gastos com defesa passem a contribuir de forma mais significativa nos próximos anos. Segundo ele, os EUA têm arcado com uma parcela desproporcional dos custos da aliança militar e essa situação precisa mudar.

Em relação à economia doméstica, Trump defendeu seu projeto de reforma tributária, chamando-o de “grande e lindo”, e pediu que os impactos positivos das tarifas comerciais — como a geração de receita e a volta de investimentos — sejam levados em conta na sua aprovação. Ele também se posicionou sobre programas sociais importantes, como o Medicare e o Medicaid, garantindo que pretende fortalecê-los, diferentemente, segundo ele, dos democratas, que desejariam enfraquecê-los.

Mais sobre as criptomoedas

Sobre o mercado de criptomoedas, Trump surpreendeu ao afirmar que, embora não invista diretamente em bitcoin, enxerga valor estratégico no desenvolvimento desse setor. Ele afirmou que está empenhado em criar um ambiente favorável para a indústria de criptoativos nos EUA, considerando que essa tecnologia pode reduzir a pressão sobre o dólar e gerar novas oportunidades econômicas.


Criptomoedas (Foto: reprodução/Getty Images Embed/koto_feja)


No cenário internacional, Trump se colocou como um mediador global da paz, mencionando sua atuação em conflitos como os do Oriente Médio, a tensão entre Índia e Paquistão e crises em países africanos. Ele chegou a afirmar que impôs sanções comerciais como forma de dissuadir uma possível guerra entre Índia e Paquistão, que, segundo ele, poderia ter escalado para um conflito nuclear. “Ambos os países têm líderes fortes, e conseguimos chegar a um entendimento”, declarou.

Em relação aos protestos domésticos contra políticas de imigração, Trump criticou o governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmando que a situação no estado estava fora de controle antes da intervenção da Guarda Nacional. Ele afirmou ainda que teria respaldo legal para usar forças militares mais pesadas, se necessário, para restaurar a ordem.

Casa Branca informa que Estados Unidos e China fecham acordo sobre as terras raras

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades da Casa Branca, Estados Unidos e China finalmente chegaram a um acordo para agilizar a entrega de terras raras produzidas no país asiático. A notícia foi publicada nesta quinta-feira (26), após um longo processo para encerrar a disputa econômica entre as duas maiores potências do mundo.

Durante as tentativas de negociação ocorridas em maio deste ano, na cidade de Genebra, a China se comprometeu a retirar as restrições não tarifárias impostas aos EUA em 2 de abril, logo após o presidente Donald Trump anunciar um pacote de tarifas elevadas, com a maior taxa já aplicada sobre produtos chineses. No entanto, até o momento, ainda não foi esclarecido como essas medidas serão revertidas.

Na época das disputas tarifárias entre os dois países, Pequim havia cancelado a exportação de ímãs classificados como estratégicos e uma variedade de minerais. A decisão impactou a cadeia de suprimentos de equipamentos considerados essenciais por montadoras, empresas do setor aeroespacial, fabricantes de semicondutores e fornecedores da indústria militar, responsáveis por distribuir materiais para o mundo inteiro.

“O governo e a China concordaram com um entendimento adicional para uma estrutura de implementação do acordo de Genebra”, revelou um membro da Casa Branca.

China vs EUA

Desde que o presidente americano anunciou o pacote de tarifas elevadas, Estados Unidos e China vêm travando uma guerra econômica. Em fevereiro, os EUA aplicaram uma taxa extra de 10% sobre produtos chineses, que se somava à tarifa de 10% já existente, totalizando 20%.

No entanto, em 2 de abril, Trump comunicou seu plano de “tarifas recíprocas”, que resultaria em uma nova taxação de 34% sobre produtos chineses, elevando o total para 54%.

Como retaliação às tarifas impostas pelos EUA, Pequim estabeleceu uma tarifa de 34% sobre produtos americanos, o que intensificou a guerra comercial entre os dois países. Em resposta, a Casa Branca anunciou que as taxas sobre a China subiriam mais 50%, totalizando 104% para o país asiático.


Donald Trump e Xi Jinping juntos
(foto: reprodução/x/@joaomercio)


Acordo de paz entre os dois países

No início de junho, Trump declarou que havia um entendimento com a China, pelo qual Pequim se comprometeria a fornecer ímãs e minerais de terras raras, enquanto os Estados Unidos permitiriam a entrada de estudantes chineses em suas faculdades e universidades.

Base Militar dos EUA em Doha é atingida por 6 mísseis iranianos

Em menos de 48 após os bombardeios americanos contra as instalações nucleares iranianas de Fordow, Natanz e Isfahan, Teerã lança, na tarde de hoje (23/6), horário local, 6 mísseis contra a base militar Al Udeid, que fica na capital do Catar, em Doha. Explosões também foram ouvidas no local. O Ministério das Relações Exteriores do Catar declarou que exercerá seu direito de resposta contra a ação, a qual considerou flagrante violação à soberania do país.  

“Anunciação da Vitória”

O revide do Irã foi denominado pela Guarda Revolucionária do país como “Anunciação da Vitória”, segundo uma agência de notícias do país. Trata-se da operação militar iraniana, organizada contra as bases militares americanas no Oriente Médio, a ‘Al Udeid’, localizado no sudoeste de Doha, no Catar e ‘Ain al-Asad’, no Iraque, após os Estados Unidos terem lançado bombas do tipo GBU-57, que têm alto poder destrutivo, contra as instalações nucleares subterrâneas do inimigo de Israel, no último dia 21/6, na operação chamada Martelo da Meia-Noite.

Segundo relato da agência internacional de notícias Reuters, o exército do Irã classificou o ataque como “devastador e poderoso”. Os mísseis foram interceptados pela defesa aérea do Catar, segundo informou o Ministro da Defesa à rede de televisão Al Jazeera TV. Nem a base catariana e nem os 10 mil soldados americanos que lá estavam abrigados foram atingidos, segundo relato do Ministério da Defesa do Catar: “Confirmamos que não há feridos ou mortos como resultado do ataque”.


Mísseis iranianos lançados contra base militar em Doha (Vídeo: reprodução/X/@HerreraNews1)

Majed al-Ansari, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, afirmou o direito que o país tem de responder diretamente e nas mesmas proporções, o ataque feito pelo Irã, tendo em vista flagrante violação ao direito internacional, à Carta da ONU e à soberania nacional.

Casa Branca responde

De maneira bem suscinta e objetiva, sem qualquer detalhe adicional, a agência norte-americana Axios obteve a confirmação da Casa Branca e do Departamento de Estado de que estão “cientes e monitorando de perto” a situação.

A possibilidade de ocorrer uma retaliação iraniana era algo previsível para os Estados Unidos. Segundo três autoridades do Irã relataram ao jornal americano The New York Times, o país avisou previamente as autoridades do Catar que iria realizar um ataque e que a ação havia sido estrategicamente arquitetada, para que fosse permitido, a todos os envolvidos no conflito, uma saída.

Casa Branca divulga imagens de Trump durante ataque dos EUA a alvos nucleares no Irã

O departamento de comunicação da Casa Branca divulgou, na noite do último sábado (21), imagens do presidente Donald Trump coordenando os ataques a três instalações nucleares iranianas. Diretamente dos EUA e sob o seu comando, as plantas nucleares nas cidades de Fordow, Isfahan e Natanz, no Irã, foram bombardeadas. 

A ação foi condenada por membros da oposição ao governo Trump. Conforme informações, a ofensiva não teve o apoio do Congresso norte-americano.  A deputada Alexandria Ocasio-Cortez e o deputado Jim McGovern declararam que Donald Trump tomou uma decisão unilateral “arrastando os EUA para uma guerra no Oriente Médio“.

Sala de situação

Na investida dos EUA contra o Irã, na sala de situação da Casa Branca, juntamente com Donald Trump, estavam presentes: o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Estado Marco Rúbio, o secretário de Defesa dos EUA Peter Hegseth, além de militares e outras autoridades estratégicas estadunidenses. 

Em declaração após os bombardeios, o presidente Trump afirmou que a ação “quebrou as pernas” do regime liderado pelo Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, e declarou que a ação poderá “trazer paz” ou “tragédia” para o Irã, a depender dos próximos passos dados pelo país do Oriente Médio.


Donald Trump e demais autoridades dos EUA monitorando o ataque ao Irã (Foto: reprodução/Instagram/@whitehouse)


Em seu discurso, Donald Trump declarou, ainda, que caso haja uma retaliação por parte do Irã contra os EUA, a resposta “virá com muito mais força” do que foi nesta ofensiva. No entanto, autoridades iranianas, entre elas o próprio aiatolá Ali Khamenei, informaram que não se renderão e não farão acordos mediante “coerção”.  

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, publicou em suas redes sociais que os ataques “terão consequências duradouras” e que o Irã utilizará “todas as opções” para contra-atacar. Na madrugada deste domingo (22), horário local, o Irã bombardeou cidades israelenses, incluindo a cidade de Tel Aviv.

Reação mundial

Após os ataques dos EUA contra instalações nucleares iranianas, líderes de grandes potências mundiais condenaram a ofensiva realizada pela Casa Branca. Tanto autoridades da China quanto da Rússia criticaram a ação dos EUA, uma vez que, segundo informaram, a ofensiva agrava a situação no Oriente Médio.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da China declarou que “as ações dos EUA violam gravemente os propósitos e princípios da Carta da ONU e do direito internacional, e exacerbaram as tensões no Oriente Médio”. Informando ainda que o país está pronto para trabalhar pela paz na região. 


Publicação do Ministério das Relações Exteriores da China sobre a ofensiva dos EUA contra o Irã (Foto: reprodução/X/@MFA_China)

Kaja Kallas, vice-presidente da União Europeia, pede que as negociações sejam retomadas para um cessar-fogo entre Israel e Irã. Jean-Noel Barrot, ministro das Relações Exteriores francês, solicita que o conflito seja resolvido dentro dos termos do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). A Alemanha se mantém cautelosa e informa que o chanceler do país, Friedrich Merz, avalia a situação. Já o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declara apoio aos EUA, informando que a ação foi necessária para barrar a ascensão do programa nuclear iraniano.

Governo Trump manda revisar contratos da SpaceX após embate com Elon Musk

Em meio a uma disputa pública com Elon Musk, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou neste mês que a Nasa e o Departamento de Defesa realizem uma revisão detalhada dos contratos firmados com a SpaceX, segundo a Reuters. A medida pode abrir caminho para retaliações políticas e comerciais contra o bilionário, cujas empresas receberam bilhões de dólares em recursos públicos.

Revisão limita papel da SpaceX na defesa antimísseis dos EUA

O governo dos Estados Unidos deu início a uma apuração detalhada dos contratos firmados com a SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, após recentes atritos públicos entre o bilionário e o presidente Donald Trump. De acordo com fontes ouvidas pela agência Reuters, a Casa Branca solicitou que tanto o Departamento de Defesa quanto a Nasa revisem os acordos que somam cerca de US$22 bilhões.

Segundo pessoas próximas ao processo, o objetivo da revisão é reunir informações detalhadas sobre os acordos mantidos com a SpaceX, especialmente no contexto de um novo programa de defesa antimísseis que a empresa poderia integrar. Fontes ligadas ao Pentágono indicaram que está em avaliação a possibilidade de restringir a atuação da companhia nesse projeto estratégico.

A iniciativa da Casa Branca surge após Trump afirmar, no início de junho, que seu governo poderia rever contratos e benefícios concedidos às empresas de Musk. A declaração soou como uma resposta direta à troca de críticas públicas com o empresário, que até recentemente integrava o governo como conselheiro e líder de um órgão dedicado à eficiência administrativa, o DOGE.


Trump acompanha o sexto lançamento de teste da Starship, nave da SpaceX, em novembro de 2024, antes dos conflitos com Musk (Foto: reprodução/Brandon Bell/Getty Images Embed)


Especialistas apontam riscos de uso político de contratos

Embora ainda não esteja claro se contratos existentes podem ser legalmente revogados, a revisão alimenta suspeitas de uma possível retaliação e levanta preocupações sobre o uso de instrumentos públicos para fins pessoais ou políticos. Especialistas em governança veem riscos à transparência e à integridade na gestão dos recursos federais.

De acordo com fontes próximas ao governo, a principal motivação por trás da revisão dos contratos seria preparar o terreno para uma possível ação direta contra Elon Musk, caso o presidente decida adotar medidas mais duras. Uma das fontes chegou a afirmar que a análise busca fornecer “instrumentos políticos” que possam ser usados contra o empresário, caso necessário.

SpaceX e Departamento de Defesa não se pronunciaram. A Nasa afirmou que continuará trabalhando com parceiros do setor privado para cumprir as metas espaciais da atual gestão. Já a Casa Branca evitou comentar especificamente os contratos da SpaceX, mas ressaltou, segundo a Reuters, que todas as licitações passam por processos rigorosos de avaliação.