Netanyahu obtém aval para controlar a principal região de Gaza

Foi aprovado pelo Gabinete de Segurança de Israel, nesta sexta-feira (8), horário local, o plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tomar o controle da Cidade de Gaza, a maior cidade do enclave palestino, ampliando as operações militares na região. A reunião durou quase 10 horas e teve decisão favorável a Netanyahu. 

A estratégia de intensificar a pressão sobre o grupo Hamas, apontado por Israel como responsável por manter reféns e prolongar o conflito, se concentrará na região urbana mais povoada do território, com as Forças de Defesa de Israel (IDF) comandando a operação.

A proposta

Em entrevista à estadunidense “Fox News”, Benjamin Netanyahu afirmou que a intenção de Israel não é governar Gaza de forma permanente. Segundo o primeiro-ministro, o objetivo é estabelecer um perímetro de segurança e, posteriormente, entregar o controle do território as forças árabes que “governariam adequadamente”. Para Netanyahu, nem o Hamas nem a Autoridade Palestina, administrará a região. 


Detalhamento do plano de Benjamin Netanyahu aprovado pelo Gabinete de Segurança de Israel (Foto: reprodução/X/@IsraeliPM)



O plano de Netanyahu gerou críticas e foi visto por muitos especialistas como uma tentativa indireta de ocupar o território palestino, sinalizando que não haverá retirada das forças de segurança de Israel da região e nem um cessar-fogo no enclave.

Reação internacional

A Comunidade Internacional  recebeu o plano de Benjamin Netanyahu com preocupação. A proposta de entregar o controle de Gaza às forças árabes ainda necessita de respaldo, uma vez que não há clareza sobre quais países participariam desse esforço e sob quais condições. Além disso, tanto os EUA quanto a ONU já haviam rejeitado propostas anteriores semelhantes, indicando a falta de consenso sobre uma solução viável para um pós-conflito.


Críticas e rejeição do escritório de Direitos Humanos da ONU sobre o plano de Benjamin Netanyahu (Foto: reprodução/X/@UNHumanRights)

Conforme especialistas, o plano de Netanyahu ignora a Autoridade Palestina como gestora da Faixa de Gaza, uma vez que a Autoridade é reconhecida internacionalmente como representante legítima dos palestinos. 

Para muitos analistas, isso evidencia a tentativa do atual governo israelense de moldar a governança do enclave segundo seus próprios interesses de segurança, sem dialogar com lideranças palestinas responsáveis pela região. Assim sendo, a ocupação da Cidade de Gaza não apenas eleva o risco de novos confrontos, mas também reforça a fragmentação política no território palestino

Resposta do Hamas

O grupo Hamas reagiu duramente ao plano israelense, chamando a proposta de um “golpe” que mina as negociações em curso e coloca em risco a vida dos reféns. Em comunicado oficial, o grupo acusou Benjamin Netanyahu de usar os civis e os reféns como peças políticas para manter-se no poder.

O jogo de narrativas entre Israel e o grupo Hamas alimenta ainda mais o impasse diplomático e aprofunda a desconfiança mútua entre as partes envolvidas, aumentando a escalada do conflito na Faixa de Gaza, iniciado há quase dois anos.

Crise humanitária

Com a crise humanitária no enclave agravando-se sobremaneira, a escassez de alimentos e suprimentos necessários para a sobrevivência aumenta com o passar dos dias, mesmo com a pausa de ajuda humanitária. A disputa por alimentos na região tem deflagrado conflitos entre civis e forças militares.


Crise humanitária na Faixa de Gaza, pessoas em busca de alimentos, em 30 de julho de 2025 (Fotos: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


A aprovação do plano de Benjamin Netanyahu ocorre em meio ao colapso das negociações com o grupo Hamas, o qual, recentemente, divulgou vídeos mostrando reféns israelenses em estado de desnutrição e fragilidade, gerando protestos por parte das famílias e da comunidade internacional. Vale ressaltar que conforme o exército de Israel avança, o deslocamento interno no enclave se intensifica. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 1,9 milhão de pessoas deslocaram-se dentro do território palestino desde o início do conflito em 2023.

Trump reposiciona submarinos após ameaça de Medvedev

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (1), que ordenou o reposicionamento de dois submarinos nucleares em “regiões apropriadas”, em resposta a declarações do ex‑presidente russo Dmitry Medvedev, hoje vice‑presidente do Conselho de Segurança da Rússia. Medvedev havia criticado duramente ultimatos de Trump e alertado que a postura norte-americana poderia aproximar os países de uma guerra nuclear.

Troca de farpas entre Trump e Medvedev

Na quinta-feira (31), Medvedev declarou que Trump estaria brincando com um “jogo de ultimatos”, referindo‑se à redução de prazo para um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia de 50 para 10 dias, classificando isso como provocador. O ex-presidente russo também mencionou o sistema nuclear “Dead Hand”, símbolo da dissuasão soviética. Em reação, Trump postou em sua rede social: “Ordenei o posicionamento de dois submarinos nucleares … caso essas declarações tolas e inflamatórias sejam mais que apenas isso” e afirmou que “palavras são muito importantes e podem levar a consequências indesejadas”.

Fontes oficiais confirmaram que a ação representa um gesto de força diplomática, mesmo sem revelar localização ou tipo exato de submarino. A movimentação ocorre em meio à crescente tensão entre Washington e Moscou.

Panorama das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia

Enquanto esse atrito verbal se intensifica, as negociações de paz continuam estagnadas. Desde maio, delegações russas e ucranianas realizaram três rodadas de conversas em Istambul, mas não avançaram em temas críticos como cessar-fogo ou cessão territorial. A Rússia exige que a Ucrânia se retire de quatro regiões parcialmente ocupadas e aceite outras condições consideradas inaceitáveis por Kiev. O presidente russo Vladimir Putin afirmou desejar uma “paz estável e duradoura”, mas sem indicar disposição para concessões.

Donald Trump, por sua vez, estabeleceu um prazo até 8 de agosto para que um acordo seja firmado, sob ameaça de novas sanções e tarifas severas aos países que mantiverem apoio econômico à Rússia.

Intensificação do conflito e ameaças de retaliação

Sem avanços diplomáticos, a guerra segue intensa. Ataques aéreos e com drones russos têm atingido áreas civis, inclusive Kyiv, causando dezenas de mortes em bombardeios recentes. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reafirmou o apoio à mediação internacional e se mostrou aberto a negociações diretas com Putin, em linha com a proposta de Trump.


Equipes de resgate buscam vítimas após ataque com drones e mísseis russos a Kyiv, que deixou ao menos seis mortos e dezenas de feridos (Foto: reprodução/Yevhenii Zavhorodnii/Getty Images embed)


Enquanto isso, o governo norte-americano anunciou o envio do enviado especial Steve Witkoff para tentar destravar as conversas de paz. Paralelamente, Trump ameaçou impor tarifas de até 100% a países que continuem comprando energia russa, endurecendo ainda mais sua postura diante da estagnação nas negociações.

Clima de Tensão

A escalada verbal entre Trump e Medvedev, incluindo a sinalização nuclear através do reposicionamento de submarinos, reflete um momento tenso nas relações entre Estados Unidos e Rússia. Ao mesmo tempo, as negociações de paz entre Rússia e Ucrânia permanecem emperradas, com exigências consideradas inaceitáveis e ofensivas militares em curso. A combinação de diplomacia tensa, ameaças econômicas e movimento estratégico militar aponta para um impasse perigoso — cujas consequências podem ser graves se não houver avanços concretos nos próximos dias.

Alemanha exige trégua em Gaza e alerta, Israel corre risco de isolamento global

Alemanha reforçou nesta quinta-feira (31) seu posicionamento a favor de uma trégua imediata no conflito entre Israel e o Hamas, ampliando a pressão internacional por um cessar-fogo na Faixa de Gaza. O apelo foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul, durante uma visita oficial ao território israelense, destacando a necessidade urgente de encerrar a ofensiva militar em curso

Isolamento global

De acordo com Wadephul, a continuidade do conflito coloca Israel em risco de isolamento diplomático, em um momento em que cresce o apoio global à causa palestina. A preocupação alemã reflete um movimento mais amplo dentro da comunidade internacional, que busca alternativas diplomáticas para conter a escalada de violência no Oriente Médio.

Durante os últimos meses, o cenário internacional tem mudado significativamente. Diversos países, especialmente da Europa e América Latina, intensificaram seu apoio ao reconhecimento do Estado Palestino como forma de pressionar por uma solução de dois Estados. França, Reino Unido, Canadá e Portugal manifestaram recentemente a intenção de oficializar esse reconhecimento em uma próxima conferência da ONU, marcada para setembro. Atualmente, 144 dos 193 países-membros da ONU já reconhecem a Palestina como um Estado soberano.

A Europa tem demonstrado crescente adesão à causa palestina. Em maio do ano passado, Espanha, Irlanda e Noruega deram um passo conjunto nesse sentido, seguindo o caminho trilhado por Suécia, Polônia, Vaticano, Rússia e Ucrânia. Na América Latina, o reconhecimento é quase unânime, incluindo países como Brasil, Argentina, Chile e Colômbia. O continente africano também tem se alinhado majoritariamente a esse posicionamento, com poucas exceções.


Johann Wadephul, Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, em coletiva de imprensa com Gideon Sa’ar em Berlim, Alemanha (Foto: reprodução/Florian Gaertner/Getty Images Embed)


Relação diplomática

Nesse contexto, a Alemanha tenta desempenhar um papel de equilíbrio: apoiar a segurança de Israel, com quem mantém laços históricos e estratégicos, sem ignorar o crescente clamor global por justiça e paz na região. O alerta de Wadephul evidencia o dilema enfrentado por aliados tradicionais de Israel, diante do desgaste internacional gerado pelas ações militares em Gaza.

O apelo alemão se soma a uma série de pressões diplomáticas que buscam interromper o ciclo de violência. À medida que o reconhecimento da Palestina avança no cenário global, Israel se vê cada vez mais pressionado a reavaliar suas estratégias e considerar soluções negociadas para o conflito.

Trump critica Netanyahu após imagens de crianças famintas em Gaza

Imagens divulgadas nesta terça-feira (29) mostrando pessoas em Gaza em situação de fome e desnutrição impactaram o presidente dos Estados Unidos Donald Trump e a primeira-dama Melania. As declarações foram dadas a jornalistas a bordo do Air Force One, durante o voo da Escócia para Washington, D.C.

Trump afirmou que Melania acompanha com atenção as cenas vindas do território palestino e considera “terrível” a realidade vivida por crianças vítimas da guerra e da escassez. Para o republicano, qualquer pessoa, “a menos que seja muito insensível ou maluca”, só pode se sensibilizar ao ver crianças sofrendo. Ele destacou que, independentemente do debate político sobre a fome, “são crianças morrendo de fome”.

Primeira-dama se comove com a situação

Segundo Trump, a primeira-dama tem se mostrado especialmente abalada ao ver crianças debilitadas e marcadas pela desnutrição. “Ela vê as mesmas imagens que todos nós. É muito difícil assistir a isso”, relatou. Para ele, o sofrimento infantil em Gaza não é apenas um tema que gera comoção, mas uma situação que exige resposta rápida. Trump insistiu que a fome deve ser tratada como uma crise humanitária urgente, acima das disputas políticas.


Primeira-dama dos Estados Unidos se comove com imagens de pessoas famintas em Gaza (Vídeo: reprodução/Instagram/@globonews)


Críticas a Netanyahu e promessa de ajuda

Durante a conversa com os jornalistas, Trump também respondeu às declarações recentes do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que afirmou não haver fome no território palestino. “O que estamos vendo é outra realidade. As imagens mostram crianças visivelmente enfraquecidas e vivendo em condições graves de escassez”, rebateu.

O republicano lembrou ainda que anunciou planos para criar centros de alimentação em Gaza como forma de amenizar a situação. Para ele, negar o problema não ajuda a resolvê-lo. “É algo que não pode ser ignorado”, disse. O presidente defendeu que os Estados Unidos e outros países devem adotar medidas concretas para conter a crise e socorrer a população civil que sofre com a guerra e a falta de alimentos.

Trump ameaça Rússia com tarifa de 100% e pressiona por acordo de paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feiraa (14) que dará 50 dias para a Rússia aceitar um cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia. Caso Moscou não aceite os termos, ele promete taxar em 100% todas as exportações russas, além de impor tarifas secundárias a países que continuarem comprando produtos russos — como China e Índia.

“Vamos adotar tarifas secundárias”, afirmou Trump. “Se não chegarmos a um acordo em 50 dias, é muito simples, elas serão de 100%.” A estratégia visa pressionar financeiramente Moscou e acelerar uma solução diplomática para o conflito. Trump também prometeu apoio militar reforçado à Ucrânia, com o envio de armamentos de alta tecnologia, caso Vladimir Putin recuse o acordo proposto.

Efeitos colaterais: Brasil e aliados também na mira

Essa postura agressiva não se limita à Rússia. O Brasil, por exemplo, foi diretamente afetado. Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, com início em 1º de agosto, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, seu aliado político. A medida é vista como uma retaliação simbólica ao atual governo brasileiro e considerada uma forma de apoio indireto ao julgamento de Bolsonaro por participação na tentativa de golpe após as eleições de 2022.

Além disso, Trump sinalizou tarifas de 70% para produtos chineses e 60% para exportações europeias. A nova política tarifária busca reposicionar os EUA como potência dominante nas relações comerciais e diplomáticas, retomando o lema “America First” com força total.

Guerra se arrasta e Rússia intensifica ataques

A guerra entre Rússia e Ucrânia já dura mais de três anos e está longe de um desfecho. Nos últimos dias, a Rússia intensificou seus ataques com drones, atingindo cidades ucranianas e mantendo o controle de aproximadamente 20% do território da Ucrânia. Apesar de discursos diplomáticos por parte de Moscou, os ataques continuam diários, e Putin ainda não respondeu positivamente ao cessar-fogo proposto por Trump, já endossado por Kiev.


Resultado de recente ataque russo em Lviv, Ucrânia (reprodução/Ukrinform/NurPhoto/Getty Images embed)


Redefinição do equilíbrio global

Com sua nova abordagem geopolítica, Trump aposta no uso da força econômica para influenciar o cenário global. O ultimato à Rússia e as tarifas impostas a países como Brasil e China indicam uma postura mais direta e conflituosa, que pode redefinir o equilíbrio diplomático nos próximos meses.

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressa gratidão a Trump por envio de armas

Nesta segunda-feira, o governante da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu ao presidente Donald Trump, pelo recente envio de armas, fundamental para garantir a proteção da população europeia. O presidente dos EUA vem sinalizando apoio as terras ucranianas nos últimos dias, afirmando que as medidas serão essenciais para evitar novas mortes e preservar a vida no país. Conforme comentou o presidente estadunidense, Putin segue tomando decisões violentas que prolongam o conflito.

Insatisfação com Putin

Donald Trump afirmou nesta segunda-feira(14) nutrir um grande descontentamento quanto ao presidente da Rússia Vladimir Putin, que deverá contribuir para a finalização de novos acordos para o fim da guerra. Caso contrário, altas taxas serão impostas contra a Rússia.

Ainda na reunião, o governante dos EUA comenta que conseguiu acordar com a NATO para poder realizar o envio de mais armas para a Ucrânia, incluindo ainda o sistemas antimísseis Patriot. Trump ainda define que a terra do Tio Sam não gastará nada com esses envios, imbuindo todo o gasto de fabricação aos europeus. O porta-voz do Kremlin informou ser muito importante continuar havendo conversas sobre essa situação. Vale lembrar que o apoio dos norte-americanos a Kiev foi suspenso recentemente no início de julho deste ano.


Trump e Zelensky no dia 28 de fevereiro de 2025 (Foto: reprodução/Tierney L.Cross/getty Images Embed)


Acordo com a Otan

Na última quinta-feira (10), o presidente Donald Trump trouxe a informação de que esta fornecendo armas para a Ucrânia, por um acordo feito junto a Otan, assumindo todos os custos. Conforme divulgado pela Routers, o governante americano irá identificar armas dos stocks para efetuar o envio ao abrigo de autoridade para a retirada presidencial, o que permitiria que o presidente tivesse acesso aos armamentos em questão.

O ministro Russo declarou que Putin está aberto a novas negociações entre os três países, de modo a definir acordos que poderiam finalizar o conflito. Esta última semana havia sido marcada por intensos ataques ucranianos em terras russas, com a confirmação da morte de duas pessoas por ataques de drones ucranianos que tinham Moscou como alvo. A defesa aérea da Rússia chegou a identificar 155 drones.

Israel intensifica controle militar no Oriente Médio diante de ameaças nucleares

Em meio às crescentes tensões no Oriente Médio, o governo de Israel reforça sua presença militar na região com o objetivo de conter o avanço de programas nucleares que considera uma ameaça direta à sua existência. O ministro da Defesa, Israel Katz, ordenou a preparação de um plano estratégico de longo prazo para impedir a fabricação de mísseis e bombas atômicas por países adversários, principalmente o Irã.

A Operação Leão Ascendente e o suposto plano iraniano

A decisão de Katz vem na esteira da recente Operação Leão Ascendente, ofensiva militar que resultou na destruição de instalações militares iranianas e na morte de cientistas ligados ao programa nuclear do país.

A operação, celebrada nas redes sociais pela Força de Defesa de Israel (IDF), foi descrita como “uma das mais ousadas e bem-sucedidas da história de Israel”. Em sua conta oficial no Twitter, a IDF declarou que a missão foi parte de uma nova doutrina de defesa, que mescla ações preventivas e ofensivas para preservar a segurança nacional.


Israel Katz agradece apoio dos Estados Unidos na Operação Leão Ascendente (reprodução/X/@Israel_katz)

Segundo o general Effie Defrin, o Irã estaria muito próximo de obter urânio enriquecido em quantidade suficiente para construir armas nucleares. Ele afirma possuir provas da existência de um plano chamado de “Plano de destruição de Israel”, que teria como objetivo o aniquilamento do território israelense por meio de mísseis atômicos.

Diante dessa suposta ameaça iminente, Defrin declarou: “Não havia escolhas”, justificando a ofensiva como uma medida necessária para garantir a sobrevivência do povo judeu.

Controle regional como estratégia de sobrevivência

Para Israel, o domínio militar da região é uma questão de sobrevivência. O país tem adotado uma postura cada vez mais ofensiva frente a qualquer sinal de ameaça, buscando neutralizar riscos antes que eles se concretizem.

A instrução para desenvolver novos planos militares na região demonstra que Tel Aviv pretende manter sua influência estratégica sobre os países vizinhos, especialmente sobre áreas onde há indícios de desenvolvimento armamentista e presença de grupos terroristas.

O controle do Oriente Médio, para o governo israelense, deixou de ser apenas uma questão de geopolítica e passou a ser tratado como um imperativo existencial. Diante de inimigos declarados e da possibilidade de armas nucleares em mãos adversárias, Israel aposta em ações militares diretas como forma de garantir sua segurança e perpetuação enquanto Estado.

Base do Hezbollah no sul do Líbano é atacada por Israel  

A IDF (Israel Defense Forces), ou Forças de Defesa de Israel retomou os ataques ao sul do Líbano no dia de hoje (27/6), após um cessar-fogo sacramentado em novembro de 2024, que tem como justificativa a reconstrução de um local, desativado pelo próprio IDF no passado, que era utilizado pelo grupo terrorista Hezbollah, financiado pelo Irã, para gerenciar ataques contra as forças israelenses.

Reposicionamento do Hezbollah

Nas últimas semanas, a atenção do mundo ficou completamente voltada ao conflito entre Israel e Irã, e isso acabou dando espaço para um reposicionamento do grupo terrorista Hezbollah, retomando uma de suas bases no sul do Líbano, utilizada para gerenciar o “sistema de fogo e defesa” do grupo. Trata-se de uma instalação no subterrâneo de um vilarejo chamado Ali al‑Taher (situado entre a cidade israelita Kfar Tebnit e a vila libanesa Nabatieh al‑Fawqa).

Logo após os ataques de Israel, agindo muito rapidamente, o Presidente Libanês Joseph Aoun e seu primeiro-ministro Nawaf Salam fizeram um apelo à comunidade internacional para adoção de medidas eficazes para encerrar tis ataques na região.


Bombardeio no sul do Líbano (Vídeo: reprodução/X/@hoje_no)

Esse é o quarto ataque a um dos redutos do Hezbollah, na região suburbana localizada ao sul de Beirute, capital do Líbano, após o cessar-fogo celebrado entre Israel e o grupo financiado pelo Irã em 27 de novembro de 2024, que acabou deixando uma mulher morta e ferindo outras 20 pessoas, segundo o jornal Al Jazeera.

Tropas israelenses no Líbano

O acordo de cessar-fogo estipula que todos os disparos na fronteira entre Líbano e Israel devem cessar, deixando o território ao sul do Líbano livre de quaisquer armas ou combatentes não oficiais, ou seja, que as tropas israelenses devem deixar o local.

Ocorre que isso acabou não acontecendo, pois segundo a agência de notícias Reuters, permanecem em território libanês pelo menos 5 postos com tropas israelenses, atingindo, regularmente, membros do Hezbollah ou pessoas afiliadas ao grupo.

Israel e Irã afirmam o cessar-fogo organizado por Trump

Nesta segunda-feira (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um anúncio em suas redes sociais, declarando que negociou com Israel e Irã uma proposta de cessar-fogo. O mandatário afirmou que eles haviam chegado a um acordo e a paz entraria em vigor pouco tempo após os ataques já programados por ambos os lados.

Ainda na presente data, os próprios governos em conflito confirmaram a assinatura de um tratado de cessar-fogo, mas alertaram para a vigilância diante de possíveis novos ataques.

O cessar-fogo entre Israel e Irã

Na madrugada desta terça-feira (24), em horário de Brasília, foi confirmado pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o cessar-fogo entre Israel e Irã havia entrado em vigor. Em seguida, a imprensa iraniana declarou que o país fez seus últimos ataques, que já estavam programados, e agora seguiriam para uma solução mais pacífica.


Iraniano comemorando o cessar-fogo entre seu país e Israel (Foto: reprodução/Nikoubazl/NurPhoto/Getty Images Embed)


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou o acordo de trégua e afirmou que Israel já havia concluído seus objetivos de eliminar os armamentos nucleares iranianos, que apresentavam uma ameaça. Ele também foi firme em declarar que, se houvesse alguma violação nos acordos de cessar-fogo, Israel iria responder fortemente a qualquer atitude.

Apesar de já ter sido afirmado o acordo de paz, ainda há risco, devido aos ataques já planejados. No anúncio de Donald Trump, ele explicou que as interrupções nos ataques ocorreriam em cerca de seis horas, no momento, até ambos os países concluírem suas missões em andamento. Em alguns dos ataques mais recentes do Irã a Israel, quatro pessoas morreram e pelo menos 12 ficaram feridas.

O conflito Israel x Irã

Os ataques começaram no dia 13 de junho, quando Israel, sob a justificativa de que o Irã estava produzindo armamentos nucleares, lançou uma operação para conter o avanço do seu programa nuclear. Durante os últimos dez dias, as forças armadas israelenses vêm bombardeando regiões militares e nucleares no Irã. Isso despertou revolta no governo iraniano, que também iniciou ataques militares ao território de Israel.


Destroços em cidade destruída em Israel (Foto: reprodução/Amir Levy/Getty Images Embed)


Os Estados Unidos também participaram dos ataques, lançando bombas ao território iraniano, em localizações que possuíam armamentos nucleares. O principal alvo foi a usina de Fordow, que fica a 80 metros da superfície.

Em retaliação, o Irã bombardeou uma base militar americana no Catar, porém, todos os mísseis foram interceptados, causando dano mínimo e sem fatalidades. Ao longo de todo esse período, dezenas de pessoas acabaram morrendo e milhares foram feridas. A maioria das vítimas foi de civis, de acordo com as autoridades de ambos Israel e Irã.

Violação de cessar-fogo reacende tensão entre Irã e Israel

Um cessar-fogo arquitetado com a ajuda direta do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre Irã e Israel, foi comprometido poucas horas após entrar em vigor. O acordo previa a suspensão das hostilidades a partir das 7h da manhã (horário local), mas o clima de trégua foi quebrado por novos disparos de mísseis, acusações cruzadas e respostas militares que elevaram a tensão na região.

Israel denuncia ataque iraniano após início da trégua

De acordo com o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o Irã teria lançado um míssil contra o território israelense às 7h06 — apenas seis minutos após o horário combinado para o cessar-fogo — e outros dois às 10h25. “Os mísseis foram interceptados ou caíram em áreas abertas, sem causar vítimas ou danos”, informou a nota oficial. Ainda assim, os primeiros socorristas israelenses confirmaram que um dos projéteis atingiu a cidade de Beersheba, matando quatro pessoas e ferindo cerca de 20.

Como resposta, Israel realizou bombardeios contra instalações militares próximas a Teerã. Segundo o comunicado do governo israelense, os ataques mataram centenas de membros das forças de segurança iranianas e da milícia Basij. Apesar da escalada, Netanyahu afirmou que, após conversa com Donald Trump, o país decidiu não intensificar os ataques.

Trump critica ambos os lados e exige fim imediato dos ataques

O presidente Donald Trump, que atuou como mediador do cessar-fogo, demonstrou frustração com a violação do acordo. Em declaração à imprensa antes de partir para a cúpula da OTAN, Trump afirmou que tanto Irã quanto Israel desrespeitaram o tratado, ainda que “não intencionalmente”.

“Irã fez. Israel também fez. Não estou satisfeito com Israel. Não estou satisfeito com o Irã”, disse Trump. “Eles estão lutando há tanto tempo que já não sabem o que estão fazendo.” O ex-presidente exigiu a interrupção imediata dos ataques por ambas as nações.


O presidente estadunidense Donald Trump reforça o compromisso de Israel em cumprir acordo de cessar-fogo em sua rede social (reprodução/Truth Social/@realDonaldTrump)


Irã se diz alvo de agressão e nega existência formal de acordo

Pelo lado iraniano, o posicionamento foi de negação de um acordo definitivo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã não reconhece nenhum tratado formal de cessar-fogo, embora tenha sinalizado que cessaria os ataques caso Israel encerrasse sua ofensiva até as 4h da manhã, no horário local.

Antes mesmo da entrada oficial do cessar-fogo, Israel já havia atacado dezenas de alvos militares iranianos, segundo um porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF). O Irã, por sua vez, teria disparado cerca de 20 mísseis em resposta, ainda na madrugada.

Conflito segue indefinido após tentativa de mediação

A tentativa de conter o conflito entre Irã e Israel segue indefinida poucas horas após a implementação de um cessar-fogo. Apesar dos esforços de Donald Trump, as acusações mútuas e os ataques contínuos indicam que a trégua não foi respeitada de forma concreta por nenhum dos lados. Com vítimas civis já contabilizadas e novas ameaças em curso, a estabilidade na região segue incerta, e o risco de uma nova escalada permanece no horizonte.