Brasileiro Rafael Câmara avança à F2 com equipe campeã de Bortoleto

O automobilismo brasileiro segue ganhando destaque nas categorias de base da Fórmula 1. Após o sucesso de Gabriel Bortoleto, agora é Rafael Câmara quem assume o protagonismo ao confirmar sua estreia na Fórmula 2 pela equipe Invicta Racing, atual campeã da categoria. O jovem talento dá um passo importante em sua carreira e reforça a presença do Brasil no cenário internacional.

Novo desafio na Fórmula 2

O piloto brasileiro Rafael Câmara, recém coroado campeão da Fórmula 3, foi confirmado na Fórmula 2 pela equipe Invicta Racing, categoria de base imediatamente abaixo da Fórmula 1. Essa escolha ganha ainda mais destaque por se tratar da mesma escuderia que permitiu a Gabriel Bortoleto conquistar o título da F2 na temporada passada.

Câmara declarou estar honrado por ingressar na Invicta Racing e reconheceu a reputação da equipe no desenvolvimento de pilotos jovens. Ele destacou que acompanhar o caminho de Bortoleto e de outros nomes que passaram pela estrutura o motiva para atuar com excelência na nova etapa da carreira.


Gabriel Bortoleto inspira carreira de outro piloto brasileiro (Foto: reprodução/Instagram/@gabrielbortoleto_)

Trajetória, expectativas e pressão

A temporada 2025 da F3 foi excepcional para Rafael Câmara. Ele conquistou o título antecipadamente com certa folga e demonstrou consistência em diferentes circuitos. Sua performance já o coloca como um dos jovens mais promissores do automobilismo nacional. Agora, na F2, Câmara terá que lidar com um nível de exigência maior: corridas mais longas, adversários mais experientes e pressões para pontuar e se destacar rapidamente. Por ser mais intensa, a F2 é considerada teste decisivo para pilotos que desejam chegar à Fórmula 1.

Ingressar na Invicta Racing aumenta a responsabilidade, porque a equipe é vista como celeiro de talentos e foi palco do título de Bortoleto. A comparação com o antecessor é inevitável, e o novo piloto precisará provar que pode trilhar seu próprio caminho.

A escolha da equipe e o momento da transição revelam que o brasileiro está preparado para encarar esse salto. O apoio da Invicta e o histórico de sucesso da equipe servem como base sólida, mas agora cabe a Câmara transformar potencial em resultados. Será um ano de adaptação, aprendizado e cobranças. Se conseguir se manter firme sob pressão, sua trajetória pode acelerar rumo à F1.

Piloto brasileiro Pedro Clerot é confirmado na Fórmula 3

O automobilismo brasileiro ganhou mais um representante promissor nas categorias de base da Fórmula 1. O jovem Pedro Clerot, de 18 anos, foi confirmado como novo piloto da equipe Rodin Motorsports, que disputa a Fórmula 3 (F3) — uma das principais portas de entrada para o cenário mundial da F1.

Natural de Brasília, Clerot chega à F3 após uma trajetória marcada por conquistas expressivas. O piloto foi campeão da Fórmula 4 Brasil, categoria que disputou em sua temporada de estreia, pela equipe Full Time. Com sete vitórias e 11 pódios em 15 etapas, o desempenho sólido garantiu seu título e abriu caminho para a oportunidade internacional.

A estreia de Pedro na nova categoria está prevista para o início da temporada 2025. Ele dividirá o cockpit da Rodin Motorsports com Brando Badoer e Christian Ho, formando um trio de jovens talentos que prometem agitar o campeonato.


Pedro Clerot em ação na Catalunha (Foto: Reprodução/Getty Images Embed/Quality Sport Images)

“Estou muito feliz por me juntar à Rodin na minha estreia na Fórmula 3. Trabalhar com a equipe será algo especial. Acompanhei a última temporada de perto e acredito que, juntos, podemos alcançar grandes feitos”, comemorou Clerot.

O diretor esportivo da equipe, Benn Hutingford, também elogiou a contratação: “Pedro é um piloto que acompanhamos de perto. Seus resultados o tornaram um nome próspero para o futuro. A F3 é um passo exigente, mas confiamos que ele continuará evoluindo”, afirmou.

Trajetória promissora desde o kart até os monopostos

A paixão pelas pistas começou cedo. Aos 10 anos, Clerot iniciou sua jornada no kart, onde conquistou três títulos regionais e ganhou experiência competitiva. Em seguida, migrou para a Fórmula Delta, conquistando o vice-campeonato e o prêmio de melhor estreante da temporada de 2021.

No mesmo ano, participou da primeira edição da Fórmula 4 Brasil, criada para impulsionar jovens talentos rumo ao automobilismo internacional. O título conquistado consolidou seu nome como uma das grandes promessas do país.

Brasil segue forte na F3 e mira novos nomes na F1

O Brasil mantém um histórico positivo na Fórmula 3 desde a criação da categoria, em 2016. Com duas conquistas em sete temporadas, o país é o mais vitorioso da competição. Gabriel Bortoleto, campeão em 2023, e Rafael Câmara, vencedor em 2025, abriram caminho para a nova geração de talentos nacionais.

Em 2026, o automobilismo brasileiro será novamente representado por Fefo Barrichello, filho do ex-piloto de F1 Rubens Barrichello, e pelo próprio Pedro Clerot, reforçando o protagonismo do Brasil na base da categoria mais prestigiada do automobilismo mundial.

 

Bortoleto cresce com Sauber e mostra talento na Fórmula 1

O piloto brasileiro Gabriel Bortoleto vive um momento de afirmação em sua temporada de estreia na Fórmula 1. Vindo de conquistas precoces em Fórmula 2 e 3, o piloto chegou à categoria máxima com expectativas altas. Mesmo pilotando a Sauber, que vive processo de transição para Audi em 2026, Bortoleto vem apresentando um desempenho bastante significativo.

Ano de gradativo aprendizado na estreia

A evolução técnica do piloto, ainda que em um carro menos competitivo, ilustra o talento de Bortoleto nas pistas. Desde o GP da Áustria, o novato não apenas pontuou, como também repetiu boas performances. Em grandes corridas como as de Bélgica e Itália, ele garantiu lugares entre os dez primeiros, mostrando consistência e superando adversidades.


Em sua temporada de estreia, o brasileiro vem desempenhando grande papel (Foto: reprodução/X/@F1)

Há que se destacar também a classificação impressionante em Hungaroring, que o colocou à frente de nomes experientes e consolidou sua evolução. Ele também vem mostrando controle sobre os momentos de pressão, aprendendo rápido com erros como os do GP da Inglaterra.

Superando o veterano e construindo reputação

Em diversas ocasiões, Bortoleto superou seu colega de equipe, o experiente alemão Nico Hülkenberg. Isso reforça que parte do mérito das boas atuações se deve não só ao trabalho dele, mas à melhora, ainda que tímida, da Sauber como conjunto. A equipe buscou algumas melhorias e encontrou ritmos competitivos capazes de eventualmente surpreender. Embora haja consciência de que o carro ainda não é páreo para disputar com equipes mais tradicionais, as performances de Bortoleto indicam que ele está cumprindo o papel esperado de subir sem pressa, mas de forma constante.

A temporada segue, e com ela as expectativas aumentam: tão importante quanto pontuar, será manter regularidade, extrair o máximo da Sauber e reforçar que talento jovem também pode construir história. Bortoleto sabe que ainda há caminho pela frente, mas o que já mostra em 2025 deixa claro que ele merece estar na Fórmula 1 por mérito.

Tommy Hilfiger resgata espírito dos clubes de corrida em nova campanha com Jisoo

A Tommy Hilfiger apresenta sua campanha de Outono 2025, batizada de “The Hilfiger Racing Club”, que chega como um convite a revisitar a energia nostálgica dos clubes de corrida, agora traduzida pelo olhar contemporâneo da marca. O lançamento tem como grande destaque a participação de Jisoo, integrante do grupo de K-pop Blackpink, que mais uma vez reforça sua imagem como embaixadora global de estilo.

Fotografada por Yoon Ji Yong, a campanha consolida a quarta parceria entre Jisoo e a grife, criando uma narrativa que equilibra tradição e inovação. Com peças que revisititam o preppy nova-iorquino, o projeto aposta em sobreposições modernas, uso estratégico de texturas e itens icônicos como o casaco varsity em azul-marinho e jaquetas de linhas estruturadas em tonalidades neutras. A proposta reflete a dualidade entre o legado da marca e seu compromisso em dialogar com a moda atual.

Jisoo reafirma protagonismo global

A escolha de Jisoo não é por acaso. A artista sul-coreana carrega uma forte conexão com o público jovem e internacional, ampliando a visibilidade da Tommy Hilfiger em mercados estratégicos. Sua presença ajuda a traduzir a estética preppy de forma fresca e ousada, sem perder a sofisticação que acompanha o DNA da etiqueta.


Jisoo (Foto: reprodução/Instagram/@sooyaaa__)


Além de Jisoo, nomes como Nicholas Hoult e Claudia Schiffer também estrelam a campanha, reforçando o caráter plural e multicultural que sustenta o novo momento criativo da marca. A união desses embaixadores ressalta o objetivo de construir uma identidade global, que celebra tanto a diversidade quanto a herança norte-americana.

A tradição reinventada

Segundo Tommy Hilfiger, a campanha simboliza um marco no reposicionamento da grife, ao mesmo tempo em que preserva a essência original concebida nos anos 1980: a reinvenção do estilo preppy com liberdade e irreverência. Essa abordagem conecta passado e presente, criando um diálogo entre gerações que encontram no vestuário não apenas moda, mas também expressão cultural.


Jisoo (Foto: reprodução/Instagram/@tommyhilfiger)


Com “The Hilfiger Racing Club”, a marca mostra que é possível unir nostalgia e inovação, reafirmando sua relevância no cenário fashion global e consolidando Jisoo como um dos rostos mais emblemáticos de sua trajetória.

GP da Bélgica de 2021 teve corrida com metade dos pontos para os pilotos, relembre

O GP da Bélgica da Fórmula 1 de 2021 é lembrado como a corrida que teve a metade dos pontos para os pilotos. Isso aconteceu devido às fortes chuvas no Circuito de Spa-Francorchamps que impossibilitaram a continuação da corrida, que foi encerrada pela organização da prova e, com isso, foram dados somente metade dos pontos para os pilotos. 

A corrida 

No dia 29 de agosto de 2021, a corrida começou debaixo de chuva após 30 minutos de atraso. Os pilotos tiveram três voltas de aquecimento dos pneus, e a primeira tentativa de início do GP aconteceu com a presença do Safety Car na pista. A chuva não aliviou, e com isso, a bandeira vermelha foi acionada pela direção da prova mais uma vez, acontecendo diversas reclamações acerca da visibilidade de dentro dos carros. 

Inicialmente, a paralisação seria somente de 20 minutos, porém acabou durando 3 horas, perto do limite estabelecido de 4 horas para a realização de uma corrida. Devido ao tempo curto, a organização programou uma contagem regressiva de 60 minutos para o retorno da corrida, mas isso nunca aconteceu. Mesmo com a melhora do tempo, a chuva voltou a piorar e a FIA informou que o GP da Bélgica iria terminar antes mesmo do fim do cronômetro. 


Circuito do GP da Bélgica (Foto: reprodução/Instagram/@formula1)

Com somente uma volta sendo válida e três voltas realizadas ao todo, sob a presença do Safety Car, a organização entendeu e determinou que os pontos seriam distribuídos pela metade. Sem a disputa na pista, o top-10 foi o mesmo concluído na classificação, o que rendeu a Max Verstappen a sua sexta vitória na temporada, e o primeiro pódio da carreira de George Russell na Fórmula 1. 

Confira como ficou a classificação final 

Os dez pilotos que ganharam pontos foram Max Verstappen ficou com a primeira colocação e ganhou 12,5 pontos; em sequência veio George Russell que ganhou 9 pontos; Lewis Hamilton com 7,5; Daniel Ricciardo com 6; Sebastian Vettel com 5; Pierre Gasly com 4; Esteban Ocon com 3; Charles Leclerc com 2; Nicholas Latifi com 1; Carlos Sainz com 0,5; e os que não ganharam foram, Fernando Alonso, Valtteri Bottas, Antonio Giovinazzi, Lando Norris, Yuki Tsunoda, Mick Schumacher, Nikita Mazepin, Kimi Räikkonen, Sergio Perez e Lance Stroll. 

Verstappen na Mercedes: piloto dá sinal verde e agita bastidores da Fórmula 1 para 2026

Atual tetracampeão mundial de Fórmula 1, o holandês Max Verstappen está cada vez mais próximo de uma possível mudança para a Mercedes a partir da temporada 2026.

A movimentação ganhou força após o piloto sinalizar positivamente para o avanço das conversas, em meio ao clima de tensão nos bastidores da Red Bull.

A equipe alemã, comandada por Toto Wolff, já articula os próximos passos das negociações, enxergando em Verstappen a peça ideal para liderar seu novo projeto técnico com as mudanças de regulamento previstas para os próximos anos.

Mercedes articula investida por Verstappen em 2026

A Mercedes intensificou as conversas com Max Verstappen para contar com o tetracampeão a partir de 2026, após o piloto dar sinal verde para o avanço das negociações.

O holandês, atualmente na Red Bull, vive um clima de desgaste nos bastidores da equipe, marcado por disputas internas e instabilidade na gestão, o que tem alimentado rumores sobre uma possível saída antecipada, apesar de seu contrato vigente até 2028.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, conduz pessoalmente os contatos com o entorno de Verstappen e vê na chegada do piloto a oportunidade de recolocar a equipe na disputa direta por títulos com as novas regras que entram em vigor em 2026.

A vaga destinada a Verstappen, caso o acordo se concretize, seria a de George Russell, que tem contrato até o fim de 2025 e ainda não chegou a um novo acerto com a equipe. Já o jovem italiano Andrea Kimi Antonelli, estreante em 2025, seguiria no time como aposta de longo prazo.


— Max Verstappen e George Russell (Foto: reprodução/Bryn Lennon/Getty Images Embed)


A Mercedes acredita que Verstappen tem o perfil ideal para liderar o novo ciclo técnico da Fórmula 1, com motores híbridos e foco em combustíveis sustentáveis.

A equipe vê na contratação uma peça-chave para retomar o protagonismo perdido nos últimos anos e iniciar uma nova fase sob comando de um piloto com experiência, consistência e fome de vitórias.

Verstappen despista sobre futuro, mas clima na Red Bull alimenta especulações

Apesar das movimentações nos bastidores, Max Verstappen tem evitado declarações diretas sobre uma possível saída da Red Bull.

Questionado recentemente sobre o interesse da Mercedes, o holandês afirmou estar focado na temporada atual e desconversou sobre qualquer negociação futura.

Ainda assim, o ambiente instável na equipe austríaca segue alimentando os rumores de que o tetracampeão estaria cada vez mais aberto a uma mudança.

A relação de Verstappen com nomes importantes da Red Bull, como Christian Horner e Helmut Marko, foi abalada nos últimos meses por disputas internas e divergências de gestão. Esse cenário, somado ao desejo da Mercedes de se reerguer com o novo regulamento da Fórmula 1, cria o contexto ideal para uma possível transferência.


— Max Verstappen (Foto: reprodução/Kym Illman/Getty Images Embed)


O cenário de Verstappen na Mercedes ganha força a cada semana, impulsionado pelas incertezas na Red Bull e pelo interesse declarado da equipe alemã em liderar a nova era da categoria com um nome de peso no comando.

O futuro de Max Verstappen continua indefinido, mas a combinação entre instabilidade na Red Bull e o projeto ambicioso da Mercedes torna cada vez mais real a chance de uma das transferências mais impactantes da Fórmula 1 moderna.

Confira algumas características do GP do Canadá de Fórmula 1 

Neste domingo (15), acontece o Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1, sendo a décima corrida da temporada de 2025 desta categoria. Ao longo dos anos, o traçado da pista sofreu cinco alterações, sendo a última realizada em 2002. Michael Schumacher e Lewis Hamilton estão empatados como os maiores vencedores da história do GP, com sete vitórias.

Circuito Gilles Villeneuve 

A pista conta com 4,361km e está localizada na ilha de Notre Dame, sendo fundada em 1978, e no mesmo ano recebeu a sua primeira corrida, que foi vencida pelo canadense Gilles Villenueve, da Ferrari.


Muro dos campeões, onde diversos campeões já bateram (reprodução/Instagram/@f1)

Com 14 curvas e três setores, o circuito conta com curvas de alta velocidade que passam rente aos muros que protegem o Parque Jean-Drapeau. Além disso, conta com uma longa reta no terceiro setor, onde chegam as últimas curvas.  

Setores do circuito 

O primeiro setor começa na reta dos boxes, onde fica localizada a principal arquibancada do circuito. Na primeira curva, tem uma forte freada à direita e logo depois outra frenagem, para contornar outra curva, só que desta vez à esquerda, em 180°, para seguir em uma mini reta, que leva às curvas rápidas 3 e 4, onde os carros da Fórmula 1 passam rente ao muro a mais de 200 km/h. Logo depois ainda tem “flat”, que fazem a quinta curva para fechar o setor.

O setor começa antes das curvas 6 e 7, que são contornadas em média velocidade, e que levam à segunda reta da pista, onde os carros da categoria chegam a 320 km/h, com o DRS sendo ativado. Logo depois, vem as curvas 8 e 9, em alta velocidade, onde passam perto do muro. Ao fim da parcial, os pilotos vão para um pequeno trecho de aceleração.

O último setor do circuito canadense começa com uma forte frenagem na curva 10, onde levam para a principal e mais longa da pista, onde os carros chegam na velocidade máxima. No final da reta, tem as duas últimas curvas da pista (13 e 14), que é o principal ponto de ultrapassagem nas corridas, depois tem um grande trecho de DRS aberto. Na segunda parte da chicane, é onde fica localizado o “Muro dos Campeões”, onde grandes campeões como Damon Hill, Jacques Villeneuve, Michael Schumacher, Jason Button e Sebastian Vettel já bateram. E no final do muro, os carros voltam à reta principal para fecharem a volta.

Russell evita cravar permanência e deixa futuro na Mercedes em aberto para 2026

George Russell, piloto da Mercedes na Fórmula 1, foi questionado sobre a possibilidade de seguir na equipe a partir de 2026. Embora tenha contrato até o fim de 2025, o britânico adotou um discurso cuidadoso, sem confirmar sua permanência. A declaração acende alertas sobre o futuro da equipe alemã em meio às movimentações do grid para a nova era da categoria.

Russell mantém discurso aberto sobre o futuro na Mercedes

Ao ser questionado sobre o futuro de George Russell na Mercedes, o piloto britânico respondeu de forma diplomática, evitando qualquer afirmação categórica.

Com contrato vigente até o fim de 2025, Russell disse estar focado no momento atual e reiterou que decisões sobre 2026 ainda são prematuras. A declaração reforça a estratégia do piloto de manter todas as opções sobre a mesa, em meio a um cenário de muitas incertezas na Fórmula 1.

No entanto, optou por não entrar em detalhes sobre negociações futuras ou planos a longo prazo. Segundo ele, ainda é cedo para pensar na próxima era da categoria, que sofrerá mudanças técnicas significativas a partir de 2026.


— George Russell (Foto: reprodução/Sam Bloxham/Getty Images Embed)


Apesar da incerteza, o piloto afirmou que está feliz onde está, sinalizando que, por ora, não há qualquer conflito interno ou desejo explícito de mudança. A resposta cautelosa parece mais alinhada com uma postura estratégica diante de um cenário ainda em construção na Fórmula 1.

Mercedes espera fechar acordo antes das férias de verão

A situação contratual envolvendo o futuro de George Russell na Mercedes também entrou em foco pela perspectiva da própria equipe. Tanto Russell quanto Toto Wolff afirmam que um novo acordo está próximo de ser concretizado, a expectativa é acertar tudo antes das férias de verão da Fórmula 1.

Em entrevista ao portal alemão Motorsport-Total, Russell destacou a confiança que existe na continuidade da parceria, ele mencionou que 2026 será seu quinto ano na equipe, caso o vínculo seja renovado Mesmo assim, o piloto evitou assumir qualquer compromisso definitivo, ressaltando: “Nada é certo… Só o tempo dirá

A declaração reforça o tom cauteloso nas negociações, mesmo com sinais positivos e avaliações mútuas entre a Mercedes e seu principal piloto. Essas informações mostram que a escuderia não teme o impasse, e está conduzindo as conversas com base no desempenho recente de Russell, que soma 111 pontos e ocupa a quarta posição no Mundial.


— George Russell (Foto: reprodução/Mark Thompson/Getty Images Embed)


George Russell evita confirmar seu destino após 2025, mas sinaliza satisfação com a Mercedes. Com negociações em andamento e otimismo de ambas as partes, o desfecho sobre sua permanência deve ocorrer antes da pausa de verão da Fórmula 1. Até lá, o futuro de George Russell na Mercedes segue como uma das grandes interrogações do grid.

GP de São Paulo: descubra os acertos e erros da edição de 2024

O Grande Prêmio de São Paulo certamente pode ser descrito como uma experiência excepcional, repleta de emoções intensas e momentos memoráveis, que fugiram completamente da normalidade. Desde o primeiro dia de atividades dos pilotos na quinta-feira, quando todos se prepararam com entusiasmo para a corrida, até a deslumbrante vitória de Max Verstappen no domingo, cada etapa foi marcada por uma combinação de festa e caos.

No sábado, a classificação teve que ser adiada, trazendo uma imprevisibilidade que deixou os fãs ansiosos e em expectativa.


O campeão, Max Verstappen (Foto: Reprodução/Instagram/@f1)


Deu certo

O Grande Prêmio de Fórmula 1 em Interlagos teve uma corrida espetacular de Max Verstappen, que, após enfrentar uma sequência ruim e largar na 17ª posição devido a penalizações, conseguiu uma notável recuperação. Ele rapidamente subiu para a 11ª posição na primeira volta e, após uma estratégia inteligente durante um safety car virtual, assumiu a vice-liderança e, posteriormente, a liderança, conquistando a vitória e se aproximando do tetracampeonato.

Além da corrida, o evento contou com uma emocionante homenagem de Lewis Hamilton a Ayrton Senna, em que ele pilotou a icônica McLaren MP4/5B sob chuva, evocando nostalgia na torcida. Hamilton também quebrou protocolo durante sua visita à fanzone, se aproximando do público e expressando sua empolgação em rever os fãs brasileiros.

Por outro lado, a torcida argentina marcou presença no GP, apoiando Franco Colapinto, o primeiro piloto argentino na Fórmula 1 desde 2001. Apesar de um desempenho abaixo das expectativas, o apoio aos pilotos argentinos foi significativo, com um aumento de 25% nos voos da Argentina para o Brasil durante o evento.

Deu errado

Os fãs de automobilismo enfrentaram grandes dificuldades para entrar no Autódromo de Interlagos no dia da corrida. A classificação, originalmente marcada para sábado à tarde, foi adiada para domingo pela manhã, devido à forte chuva, resultando em longas filas que causaram atrasos e tumulto. Muitos torcedores, que chegaram antes das 3h da manhã, relataram confusão nas filas, furtos e falta de policiamento, especialmente para o Setor G, que se estendia até 750 metros da estação de trem.

A pista de Interlagos foi recapeada para o GP de São Paulo, mas as alterações, juntamente com a chuva, geraram reclamações dos pilotos. Max Verstappen e Fernando Alonso expressaram descontentamento com as condições da pista, mencionando que estava difícil de dirigir e causando dores físicas.

A classificação finalmente aconteceu no domingo de manhã, sob pista molhada, resultando em um caos com cinco bandeiras vermelhas devido a colisões. A corrida também foi marcada por incidentes, incluindo acidentes que levaram a interrupções repetidas e a desclassificação do piloto Nico Hulkenberg. Em meio a tudo isso, as dificuldades enfrentadas pelos fãs e as queixas dos pilotos ressaltaram os desafios da competição em Interlagos.

Usain Bolt parabeniza Mbappé por sprint na Champions League

Usain Bolt, o multicampeão olímpico, elogiou a atuação de Kylian Mbappé no Paris Saint Germain após apresentar o Prêmio Laureus, nesta segunda-feira. O atleta jamaicano espera ver o jogador de futebol no atletismo e revelou que gostaria de ter competido contra ele em sua modalidade de corrida, caso estivesse em atividade.

A velocidade de Mbappé

Após algumas análises feitas pela BBC, o atacante francês foi comparado com Bolt, que segue invicto na prova dos 100m, com a marca de 9s58. Já o atacante francês conseguiu o Sprint com 10s90 em jogo da Champions League, se aproximando do grande feito do jamaicano. Tal comparação foi vista com maus olhos para o nicho do atletismo. 

– Eu teria amado ter competido com Mbappé no meu auge para ver o quão perto ele estaria. Mas sinto que um dia ele precisa correr 100 metros, então vejo o tempo dele – disse Bolt.


Kylian Mbappé no estádio Parc des Princes (reprodução/Xavier Laine/Getty Images Embed)


O francês poderia alcançar uma média de 33km/h, menos do que já conseguiu em outras partidas da UEFA, mas só de chegar nesse resultado demonstra um grande feito. Em contraponto, dentro do atletismo esse resultado ia render a 2.302 posição, baseada em registros de tempo da prova de 100m deste ano.

Cada um no seu quadrado esportivo 

Mesmo sendo um grande feito, o atacante do PSG ainda chegaria muito depois de Bolt, por uma diferença de 12,1 metros, levando em conta os dois tempos.

– Mbappé é muito rápido com a bola, isso que é difícil de fazer. É um talento especial. Mas ainda posso vencê-lo em uma corrida de 100 metros – completa o ex-velocista. 

Em outras palavras, o craque do PSG comeria poeira. Um preparador físico até fez uma ilustração em 3D, simulando como seria esse desafio e tendo a comparação da atuação de Mbappé (36,1km/h) na Champions League e do recorde mundial de Usain Bolt (44,7km/h). 

Embora o astro das pistas de corrida já tenha se aventurado nos campos de futebol, as comparações demonstram que cada um se destaca em sua área específica do esporte e esse deve ser o foco de cada um.