Trump diz que Irã está interferindo nas negociações de cessar-fogo em Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteve em um encontro com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, na Escócia, nesta segunda-feira (28), onde discutiram sobre vários assuntos da geopolítica atual. Um dos destaques de Trump foi uma informação, dada pelo mesmo, sobre uma polêmica envolvendo o conflito entre Israel e Palestina. De acordo com o americano, o Irã interferiu nos acordos de cessar-fogo da guerra, algo que Donald recriminou.

A interferência do Irã

Donald Trump afirmou, durante o evento, que o Irã tem enviado sinais para o Hamas, interferindo portanto, na troca de informações entre países, durante a negociação para um cessar-fogo. O presidente repreendeu a ação, explicando como ele considera essa intervenção iraniana algo ruim para os acordos.


Donald Trump e Keir Starmer em encontro na Escócia (Foto: reprodução/Tolga Akmen/EPA/Bloomberg/Getty Images Embed)


O Irã tem enviado sinais ruins, eu lhe digo. Para um país que acabou de ser aniquilado, eles têm enviado sinais muito ruins, sinais muito desagradáveis. E eles não deveriam estar fazendo isso”, disse Trump.

Donald destacou que houve uma aparição recente, do ministro das Relações Exteriores do Irã, em um programa, falando sobre assuntos, que, de acordo com o americano, não deveriam estar sendo discutidos. Ele ainda declarou que os iranianos estão interferindo na negociação entre Israel e Hamas e expressou descontentamento com a atitude.

A tentativa de encerrar os conflitos

Na semana passada, os Estados e Israel reuniram seus negociadores que haviam discutido uma pausa no conflito no Catar. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que estaria disposto a utilizar métodos alternativos para poder recuperar os reféns do Hamas, além de pôr fim ao regime do grupo terrorista na região de Gaza.

Apesar de estarem dispostos a serem mais incisivos, um alto funcionário israelense afirmou que as negociações ainda podem ser retomadas, caso o Hamas esteja disposto a revisar a sua exigência sobre a quantidade de prisioneiros que devem ser libertados e devolvidos.

Trump expande negócios fora dos EUA e levanta dúvidas constitucionais

Em seu primeiro mandato, e agora cumprindo o segundo, Trump manteve participação ativa na Trump Organization – conglomerado internacional de propriedade privada, como hotéis, campos de golfe e resorts, fundado por Donald Trump -, mesmo enquanto exercia o cargo de presidente. Seus negócios continuam firmando contratos e licenças em diversos países por meio de contratos com sua marca.

A empresa comandada por Trump anunciou oito novos projetos em apenas dez meses, elevando sua receita de licenciamento institucional de US$ 6 milhões em 2022 para quase US$ 50 milhões no último ano. Embora ainda não tenha confirmado um acordo em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, tudo indica que isso pode acontecer em breve. Documentos corporativos apontam que cerca de três novos contratos internacionais estão a caminho, na Sérvia, Hungria e na própria capital dos Emirados Árabes Unidos. 

Expansão do império global de Trump

O crescimento internacional do portfólio da marca de Trump inclui resorts de luxo, hotéis e operações comerciais. Entretanto, Trump prometeu não iniciar novos negócios internacionais em seu primeiro mandato. Ele realizou apenas um contrato nos anos em 6 anos após sua primeira eleição, mas mesmo com as promessas de restringir novas negociações comerciais, seus negócios continuaram lucrando enquanto presidia. 

Por exemplo, o presidente sancionou recentemente uma legislação de criptomoedas. Diretamente, isso influencia em seu capital, já que provavelmente irá lhe render cerca de dezenas de milhões de dólares com o avanço das criptomoedas nos EUA. Já as viagens de Trump, parecem coincidentemente estarem ligadas a seus negócios pessoais e não somente às questões nacionais como presidente. Na última sexta-feira (25), Trump viajou para a Escócia, onde fechou acordos com a UE com relação às tarifas comerciais. A contradição, é que ele se encontrou com o primeiro-ministro do Reino Unido em um de seus resorts de golfe, possuindo dois no país europeu. 


Donald Trump em seu campo de golf na Escócia, em última viagem para o Reino Unido (Foto: reprodução/Christopher Furlong/Getty Images Embed)


Negociações de Trump com países do exterior

No seu segundo mandato, atualmente Trump cumpriu somente duas viagens ao exterior,  uma sendo esta última para a Escócia, além de algumas reuniões obrigatórias e o funeral do Papa. A segunda foi uma turnê pelo Oriente Médio, onde uma incorporadora assinou novos acordos com Trump e em seguida, em Doha, foi realizado um acordo que permite a criação de uma comunidade de golfe com a marca Trump. 

O ataque de 6 de janeiro poderia ter sido uma virada de página nos negócios de Trump, afetando a si e seus acordos quando bancos cortaram laços e suas redes sociais foram suspensas. Contudo, o resultado foi diferente do esperado. Seus negócios continuaram avançando com contratos de comunidade de golf – como um assinado por uma incorporadora saudita -, associações e criações de empresas, colocando seus filhos em negócios de licenciamento e até mesmo projetos sendo acelerados em nome de sua marca.

Cláusula dos emolumentos 

A cláusula dos emolumentos proíbe que qualquer pessoa que ocupe cargo público aceite presentes ou vantagens sem a aprovação do Congresso. Com a primeira vitória de Trump como presidente, os debates sobre a cláusula se iniciaram. A questão era se o presidente poderia manter seus negócios comerciais no exterior e na época da discussão, sua equipe até tratou o assunto com comprometimento e rigor, cancelando projetos e prometendo não iniciar novos. Entretanto, Trump delegou outros negócios aos filhos Eric e Don Jr – o último até mesmo reclamou das restrições em uma viagem à Índia, dizendo não receberem créditos por terem imposto as regras à si mesmos. 

Para Walter Shaub, ex-líder do Escritório de Ética Governamental – tendo atuado no primeiro mandato de Trump -, o que o presidente norte-americano está fazendo hoje é pior do que antes e ele afirma que Trump acabou com qualquer significado que o programa de ética governamental tinha. Shaub renunciou em 2017 e até mesmo confrontou a Casa Branca por conta da escolha de Donald Trump em manter seus empreendimentos. 

Trump acusa democratas de subornar Beyoncé e pede processo contra Kamala Harris

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Partido Democrata de pagar US$11 milhões à cantora Beyoncé. A princípio, o pagamento teve finalidade de garantir seu apoio à candidatura de Kamala Harris nas eleições presidenciais de 2024. Trump fez as declarações na rede Truth Social e afirmou que o pagamento configuraria compra de endosso político, o que, segundo ele, é ilegal.

Por outro lado, senadores democratas acusaram Trump de “abuso de poder” por adotar tarifas de 50% sobre a importação de produtos brasileiros. Nesse ínterim, o ex-presidente norte-americano Barack Obama pediu que o Partido Democrata adote uma postura mais firme. Ele também destacou a insatisfação popular e internacional com o rumo que os Estados Unidos têm seguido no novo mandato de Donald Trump, do Partido Republicano.

Acusações e contexto eleitoral

Na publicação, Trump criticou o uso da música Freedom, de Beyoncé, durante a campanha de Harris, que transformou o hit em símbolo dos eventos democratas. Poucos dias antes da eleição, Beyoncé subiu ao palco de um comício e declarou apoio a Kamala Harris com um discurso voltado à maternidade e à representatividade feminina.

Além disso, Donald Trump já havia acusado os democratas de pagarem US$3 milhões a outras celebridades, considerando o ato ilegal e parte de um “golpe eleitoral”. Trump pediu que Kamala Harris e todas as personalidades supostamente beneficiadas sejam processadas.


Beyoncé durante comício de Kamala, em 2024 (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)

Reações e rumores desmentidos

No ano passado, durante as eleições presidenciais americanas, Kamala Harris, então candidata democrata, recebeu apoio de celebridades como Oprah Winfrey, Katy Perry e Lady Gaga. Em novembro de 2024, Tina Knowles, mãe de Beyoncé, negou boatos sobre supostos pagamentos à artista. A equipe de Beyoncé também decidiu não comentar as novas acusações.

O episódio ocorre em meio a tensões entre republicanos e democratas após a vitória de Trump em 2024. Assim, permanece um cenário entre senadores democratas criticando o atual presidente por ações consideradas retaliatórias contra opositores, e, de outro lado, o presidente dos EUA pedindo processo às ilegalidades políticas.

Obama é investigado pelo Departamento de Justiça da Casa Branca

Na última quarta-feira (23), o Departamento de Justiça da Casa Branca, órgão subordinado a Donald Trump, divulgou a formação de uma força-tarefa a fim de investigar supostas acusações infundadas de Barack Obama contra o atual presidente americano. 

De acordo com a corporação, Obama e seus assessores ordenaram uma investigação sobre as conexões da campanha de Trump com a Rússia em 2016, a fim de destruir a candidatura do republicano.


O Departamento de Justiça dos EUA, sob Trump, investigou Obama por suposto envolvimento com a Rússia nas eleições de 2016 (Foto: reprodução/Roberto Schidt/AFP via Getty Images Embed)


A investigação

Nesta quarta-feira (23), o Departamento de Justiça americano, similar ao Ministério da Justiça no Brasil, anunciou em seu site oficial o início das investigações contra Barack Obama, ex-presidente dos EUA. O anúncio veio após a diretora da Inteligência Nacional americana, Tulsi Gabbard, promover ataques contra o ex-chefe da Casa Branca que, de acordo com ela, manipulava os órgãos de inteligência a fim de criar uma narrativa que conectasse Donald Trump com a Rússia durante a campanha eleitoral de 2016. 

Segundo Gabbard, após a primeira eleição de Trump, Obama determinou o início de uma investigação de “diretrizes incomuns”. Isso porque, o ex-presidente criou essa narrativa se utilizando de fontes obscuras ou desconhecidas.

 “As evidências que encontramos e divulgamos apontam diretamente para o presidente Obama como líder na elaboração dessa avaliação de Inteligência(…) Existem várias evidências e informações de Inteligência que confirmam esse fato”, declarou a diretora da Inteligência Nacional americana, Tulsi Gabbard. 

Para os especialistas políticos, o departamento fez essa notificação na tentativa de abafar comentários sobre o suposto envolvimento de Trump com o caso de Jeffrey Epstein. 

Entenda o caso Jeffrey Epstein

Jeffrey Epstein ficou conhecido pelas festas que organizava entre os anos 1990 e 2000, os eventos contavam com a presença de pessoas da alta sociedade americana, como políticos e celebridades. Em 2005, após uma denúncia, a polícia passou a investigar o empresário e concluíram que mais de 30 meninas haviam sido abusadas sexualmente por Epstein. 

Em 2008, ele foi condenado e cumpriu 13 meses de detenção por prostituição. Nove anos depois, em 2019, o empresário foi preso novamente, dessa vez, por abuso sexual de menores. Meses após a detenção, Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela e, segundo a autópsia, ele teria cometido suicídio. 

Daí em diante, membros dos partidos Republicano e Democrata passaram a cobrar a Justiça americana para mais investigações sobre o caso, visando maiores esclarecimentos sobre o possível envolvimento de pessoas públicas no processo. No entanto, em julho deste ano, o FBI, em conjunto com o Departamento de Justiça do governo Trump, informou que não havia evidências da participação de outros suspeitos e não seria aberto ao público nenhum arquivo sobre a condenação de Epstein. 

A partir daí, apoiadores do presidente americano passaram a pressioná-lo para a ampla divulgação do processo. Assim, após a publicação do Wall Street Journal sobre as supostas menções de Trump nos arquivos do caso, o presidente dos EUA solicitou publicamente que todos os documentos ligados à condenação de Epstein fossem abertos ao público. Pedido no qual não foi concedido pela Justiça americana. 

Hulk Hogan, ator e estrela da luta livre, morre aos 71 anos

O astro do wrestling, Hulk Hogan, faleceu na manhã desta quinta-feira (24), conforme apurado pelo site TMZ. De acordo com a publicação, a lenda da luta livre morreu em sua casa, em Clearwater, no estado americano da Flórida. A morte foi confirmada pelo agente de Hogan, mas a causa não foi oficialmente divulgada.

Lutador ficou conhecido por recordes na modalidade, filmes de ação e apoio a Donald Trump. Na TV, ele foi estrela desde reality shows a desenhos animados. 

História do ator

Terry Gene Bollea, conhecido como Hulk Hogan, nasceu em 11 de agosto de 1953, em Augusta, no estado americano de Geórgia. Ele se destacou como um dos nomes mais famosos da luta livre americana e fez muito sucesso nas décadas de 1980 e 1990.

Ele foi um dos protagonistas dos eventos das organizações World Wrestling Federation (WWF, hoje WWE) e World Championship Wrestling (WCW). Seu personagem carismático e o físico marcante fizeram com que ele recebesse convites para ser ator.


Hogan virou referência no mundo da luta livre (Foto: reprodução/Paul Kane/Getty Images embed)


Hogan fez parte do elenco de filmes como “Rocky III” (1982), quando interpretou Thunderlips. Ele também atuou em “Desafio total” (1989), “Comando suburbano” (1991) e “O senhor babá” (1993). Como ator, também estrelou a série “Thunder – Missão no Mar”, em 1994, e também atuou como si mesmo em diversos outros filmes. Seus filmes geralmente exploravam gêneros como ação, comédia e aventura. Passaram longe de ser sucessos da crítica, mas conquistaram muitos fãs.

Durante sua trajetória na luta livre, Hogan conquistou doze títulos mundiais, seis na WWF e seis na WCW, com uma marca de 1.474 dias seguidos como campeão na WWF entre 1984 e 1988. Ele também foi o primeiro lutador a vencer duas edições consecutivas do Royal Rumble, em 1990 e 1991. Oficializou sua aposentadoria nos ringues em 2012.

Presença em eventos políticos

Depois do sucesso como ator, ele se envolveu na política e rasgou sua camisa para declarar apoio à candidatura de Donald Trump. Hogan se envolveu na política, marcando presença em eventos republicanos nos Estados Unidos. Entre seus momentos mais marcantes, fez uma aparição na Convenção Republicana, onde expressou apoio ao ex-presidente Donald Trump, chegando a rasgar a própria camisa em um gesto simbólico de engajamento político.


Hulk Hogan discursa em evento republicano nos EUA (Foto: reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images embed) 


Além da emblemática aparição na Convenção Republicana, Hogan consolidou publicamente seu apoio a Donald Trump como um ponto de virada na sua trajetória política. Ele declarou que o político era seu “herói” e afirmou que, após anos tentando permanecer fora da política, não podia mais permanecer em silêncio diante da “tentativa de assassinato” ocorrida em julho de 2024, em um comício na Pensilvânia.

A postura de Hogan também refletia sua transição política: ex-fã de Obama, ele rompeu com o Partido Democrata após reclamações sobre o uso de seu tema musical “Real American” em 2011, e desde então passou a apoiar candidatos republicanos como Mitt Romney e Paul Ryan, antes de se aproximar definitivamente de Trump.

Juíza decide que arquivos do caso Jeffrey Epstein não serão abertos ao público

Na última quarta-feira (23), a Justiça americana negou o pedido de divulgação dos arquivos secretos sobre o caso do empresário Jeffrey Epstein, condenado por abuso sexual de menores de idade. Epstein era amigo pessoal do presidente estadunidense, Donald Trump. 

Após o jornal ‘Wall Street’ publicar que supostamente Trump teria sido mencionado no processo do empresário, o presidente pressionou para que as autoridades do judiciário autorizassem a divulgação dos arquivos secretos do caso. No entanto, o pedido foi negado pela juíza americana que afirmou que a lei não permite que um tribunal revele depoimentos do júri apenas com a justificativa de interesse público. 

Entenda o caso de Jeffrey Epstein

Jeffrey Epstein ficou conhecido pelas festas que organizava entre os anos 1990 e 2000, os eventos contavam com a presença de pessoas da alta sociedade americana, como políticos e celebridades. Em 2005, após uma denúncia, a polícia passou a investigar o empresário e concluíram que mais de 30 meninas haviam sido abusadas sexualmente por Epstein. 

Em 2008, ele foi condenado e cumpriu 13 meses de detenção por prostituição. Nove anos depois, em 2019, o empresário foi preso novamente, dessa vez, por abuso sexual de menores. Meses após a detenção, Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela e, segundo a autópsia, ele teria cometido suicídio. 

Daí em diante, membros dos partidos Republicano e Democrata passaram a cobrar a Justiça americana para mais investigações sobre o caso, visando maiores esclarecimentos sobre o possível envolvimento de pessoas públicas no processo. No entanto, em julho deste ano, o FBI em conjunto com o Departamento de Justiça do governo Trump informou que não haviam evidências da participação de outros suspeitos e não seria aberto ao público nenhum arquivo sobre a condenação de Epstein. 

A partir daí, apoiadores do presidente americano passaram a pressioná-lo para a ampla divulgação do processo. Assim, após a publicação do Wall Street Journal sobre as supostas menções de Trump nos arquivos do caso, o presidente dos EUA solicitou publicamente que todos os documentos ligados à condenação de Epstein fossem abertos ao público. Pedido no qual não foi concedido pela Justiça americana. 

Ligação de Donald Trump no caso

Na última semana, o jornal norte americano Wall Street publicou uma reportagem intitulada “Os amigos de Jeffrey Epstein enviaram-lhe cartas obscenas para o álbum do 50° aniversário. Uma delas era de Donald Trump” nela, o veículo afirma que o nome do presidente dos EUA é citado diversas vezes no caso do empresário, que morreu em 2019. 

De acordo com a reportagem, além de Trump, outras figuras públicas são citadas no processo. No entanto, mesmo que possivelmente o nome do presidente americano tenha sido redigido nos arquivos do caso, não há comprovações de que ele tenha cometido algum crime, apenas comprova sua ligação com Epstein. 


Donald Trump é mencionado no caso do empresário Jeffrey Epstein (Foto: Reprodução/Steven Hirsch/Getty Images embed)


Ainda segundo a reportagem, em 2003, Trump teria enviado um cartão de aniversário ao empresário o parabenizando pelos seus 50 anos. Na mensagem, o presidente americano teria redigido “que todo dia seja um novo segredo maravilhoso”, ao lado, um desenho de uma mulher nua. 

Após a publicação da reportagem, Donald Trump processou judicialmente o Wall Street Journal pelo conteúdo. Além disso, na última semana, a Casa Branca barrou a entrada de um jornalista do veículo em uma coletiva de imprensa que abordava a viagem do presidente americano à Escócia. 

Ordem de Trump sobre atletas trans é acatada por Comitê Olímpico dos EUA

Visando se alinhar à ordem executiva assinada neste ano pelo presidente Donald Trump, o Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOPC), atualizou sua política interna. Trump assinou a ordem tendo como objetivo proibir que mulheres trans possam competir em esportes femininos.

Após a publicação da declaração, o comitê optou por não responder ao pedido de comentários sobre a mudança.


Repercussão

De acordo com a ABC News, Gene Sykes, presidente do USOPC, e a CEO Sarah Hirshland mencionaram a ordem de Trump por meio de memorando enviado à comunidade da equipe dos EUA nesta semana.

Donald Trump assinou ordem executiva que proíbe mulheres trans de competirem em esportes femininos (Foto: reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)


A ABC News citou um documento que dizia que “como uma organização com carta federal, temos a obrigação de cumprir as expectativas do governo federal”.

A ordem executiva foi assinada por Trump em fevereiro, na qual o presidente diz querer homens fora dos esportes femininos, assim como proíbe meninas e mulheres trans de participarem em categorias femininas.

Apoiadores defenderam a medida por acreditarem que vai haver justiça nas competições, porém os críticos entendem que tal medida fere os direitos de uma minoria de atletas. O Departamento de Justiça deve assegurar também, pela ordem determinada, que todos os órgãos do governo exerçam a proibição no contexto escolar, seguindo a interpretação de Trump sobre o Título IX.


O que é o Título IX

O Título IX é uma lei americana que age contra a discriminação com base em sexo na educação. Esta mesma ordem busca impedir que novos vistos sejam concedidos a atletas trans que queiram participar de competições nos EUA.

Sarah Hirshland é CEO do USOPC (Foto: reprodução/Instagram/@usopc_ceo)


Trump se mostrou contrário a participação de atletas trans nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028. A medida visa também a participação do Departamento de Estado para que pressione o Comitê Olímpico Internacional (COI) a rever suas diretrizes, O COI permite a presença de atletas trans sob regras que evitam vantagens indevidas.

Especialistas acreditam que a nova política deve afetar apenas uma quantidade pequena de competidores.

Em dezembro de 2024, o presidente da Associação Atlética Universitária (NCAA) falou ao Senado americano que conhecia poucos atletas trans que competem dentro das instituições filiadas.

Justiça dos EUA barra ordem de Trump que restringia cidadania por nascimento

Nesta quarta-feira (23), a Justiça dos Estados Unidos suspendeu a ordem executiva do presidente Donald Trump. A ordem limitava o direito de cidadania automática para crianças nascidas em solo americano. A medida foi tomada por um tribunal federal de apelações, que considerou a ordem inconstitucional e determinou que ela não pode ser aplicada no território americano.

A norma aplicada por Trump entraria em vigor no próximo dia 27. Tal medida não só afetaria filhos de imigrantes indocumentados ou com vistos temporários. Além disso, aproximadamente 150 mil recém-nascidos por ano perderiam o direito à cidadania caso a regra fosse mantida.

O que é a 14ª Emenda e os impactos imediatos

Desde o fim da Guerra Civil, a 14ª Emenda da Constituição garante o direito de cidadania por nascimento em território dos EUA. Contudo, há exceções apenas para filhos de diplomatas, inimigos hostis, tripulantes de navios estrangeiros e membros de tribos nativas soberanas, conforme estabeleceu a Suprema Corte dos EUA em 1898.

Em contrapartida, Donald Trump argumenta que os EUA são o único país a conceder cidadania a qualquer criança nascida em seu território, independentemente da origem dos pais do recém-nascido. 

Ainda assim, Trump traz em seu governo a proposta “Protegendo o Significado e o Valor da Cidadania Americana”, que toma medidas anti-imigração durante o seu mandato.


Venda da cidadania americana ajudará dívidas dos EUA (Vídeo: reprodução/YouTube/Jornal da Record)

Relação política e estratégias de Trump

Apesar de a Suprema Corte ter suspendido a medida de Trump, seu governo ainda busca alternativas para reforçar as políticas migratórias no país. Donald Trump também lançou o “Golden Card”, um programa que concede cidadania a empresários mediante investimento de US$5 milhões (aproximadamente 27,6 milhões de reais). O governo apresentou a proposta em abril deste ano e visa atrair capital estrangeiro. A medida já gerou críticas por criar um privilégio seletivo.

A decisão judicial que barrou a medida do presidente dos EUA mostra um cenário incerto sobre os limites do poder presidencial e a interpretação da Constituição. Associações civis e estados governados por democratas comemoraram o bloqueio, enquanto aliados de Trump pretendem recorrer à Suprema Corte para restabelecer a medida.

Ex-presidente dos EUA Barack Obama pede firmeza de democratas

Durante a participação em um evento privado para arrecadações de fundos em Nova jersey no último dia 21, o ex-presidente norte-americano Barack Obama pediu uma postura mais firme dos democratas. O pedido veio após citar a insatisfação popular e internacional com a situação atual dos Estados Unidos no novo mandato de Donald Trump, que é Republicano. 

De acordo com fontes internas do evento, o jantar arrecadou cerca de 2,5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 14 milhões de reais) em doações presenciais e online para o Comitê Nacional Democrata – pauta que o partido democrata tem colocado as suas energias por conta das eleições para governadores.

Posicionamento direto

Em entrevista à CNN, o ex-presidente comentou que irá exigir que os democratas “simplesmente endureçam”. Ele também citou pessoas que não possuem um partido definido, democrata ou republicano, que tomem uma ação nesse momento político do país, que definiu como importante para tomadas de decisões de todos os lados, reconhecendo as diferentes visões dentro do partido.


Donald Trump e Barack Obama se encontraram no funeral de Jimmy Carter em janeiro de 2025 (Foto: reprodução/ROBERTO SCHMIDT/AFP/Getty Images Embed)


Barack também citou a questão da liberdade de expressão, pauta fortemente defendida pelos Republicanos no mandato atual de Donald Trump: “Não diga que se importa profundamente com a liberdade de expressão e depois fique quieto. Não, você defende a liberdade de expressão quando ela é difícil. Quando alguém diz algo de que você não gosta […]”.

Foco nas eleições

Além do posicionamento de Obama sobre o governo de Trump, Obama enfatizou o seu apoio para o Partido Democrata na disputa eleitoral para governadores, ação pedida por membros internos do partido diante do governo atual e da falta de poder. 

Obama está canalizando as energias para a disputa eleitoral pelo cargo de governador do estado de Nova Jersey e da Virgínia, enquanto o partido democrata tenta encontrar um líder para comandar a chapa. Com esse foco, o ex-presidente pediu doações para que o DNC (Comitê Nacional Democrata em português) esteja forte para disputar as eleições, enfatizando que será uma eleição pautada por mídias sociais e dados.

Críticas a Trump

No evento, Obama declarou que ficou surpreso com o que Trump fez e que não há mais barreiras dentro do Partido Republicano para Trump, destacando a política tarifária imposta pelo republicano nos últimos meses. 

Barack Obama declarou que essas ações de Trump são perigosas, uma vez que violam os direitos dos americanos e o governo se aproxima de um regime autocrático.

Domo de Ouro dos EUA aposta em novos parceiros fora da órbita de Musk

O governo Trump iniciou uma movimentação estratégica para reduzir a dependência da SpaceX no desenvolvimento do Domo de Ouro, sistema de defesa espacial avaliado em US$ 175 bilhões, segundo fontes. O governo norte-americano tem buscado alternativas ao estabelecer diálogos com o Projeto Kuiper, da Amazon, e grandes fabricantes do setor bélico. A decisão ocorre em meio ao desgaste público entre Trump e Elon Musk.

Segundo fontes ligadas à Casa Branca e ao Pentágono, a estratégia sinaliza uma abertura para novos parceiros, rompendo com a centralização da SpaceX, responsável por grande parte das operações via Starlink e Starshield.

Ruptura com Musk acelera novas alianças

O Afastamento entre Donald Trump e o bilionário Elon Musk ficou evidente após um atrito público no início de junho. Antes mesmo do episódio, autoridades já demonstravam receio sobre a concentração de responsabilidades nas mãos de uma única empresa. Com isso, empresas como a Rocket Lab e a Stoke Space foram convidadas a disputar contratos futuros do projeto.

Em declaração à Reuters, a SpaceX afirmou não ter interesse direto nos contratos mencionados. No entanto, devido à sua liderança em lançamentos orbitais e experiência com contratos governamentais, a companhia ainda é vista como peça estratégica em etapas futuras.


Presidente Donald Trump, durante declaração à imprensa sobre possível rompimento com a SpaceX (Vídeo: reprodução/YouTube/CNNBrasil)

Amazon e gigantes da defesa entram no radar

Com cerca de 78 satélites em órbita, o Projeto Kuiper, da Amazon, foi consultado para integrar a estrutura de comunicação do Domo de Ouro. A constelação da empresa continua em estágio inicial, mas já desperta interesse por seu potencial em aplicações militares, como rastreamento e resposta a ameaças aéreas.

Além da Amazon, empresas como Northrop Grumman, Lockheed Martin e L3Harris também foram acionadas. Essas companhias devem oferecer tecnologias para alerta e rastreamento de mísseis e até interceptação em órbita. A expectativa é que os contratos sejam licitados individualmente à medida que o projeto avança, estimulando a competitividade e o surgimento de soluções mais ágeis e econômicas.

Pressão por novos satélites e orçamento bilionário

Com o orçamento da Space Force saltando de US$ 900 milhões para US$ 13 bilhões, o Congresso dos Estados Unidos tem pressionado por uma aceleração na produção de satélites pelo setor privado. A expectativa é que parte desse montante seja direcionada a empresas emergentes, especialmente aquelas que oferecem alternativas à SpaceX.

No total, US$ 25 bilhões serão liberados na primeira fase do financiamento autorizado pelo Congresso, dentro do plano fiscal de Trump. A iniciativa busca acelerar o desenvolvimento de camadas orbitais do Domo de Ouro, inspirado no sistema israelense Domo de Ferro, mas com cobertura global e múltiplos níveis de proteção.