Juíza decide que arquivos do caso Jeffrey Epstein não serão abertos ao público

Na última quarta-feira (23), a Justiça americana negou o pedido de divulgação dos arquivos secretos sobre o caso do empresário Jeffrey Epstein, condenado por abuso sexual de menores de idade. Epstein era amigo pessoal do presidente estadunidense, Donald Trump.  Após o jornal ‘Wall Street’ publicar que supostamente Trump teria sido mencionado no processo do empresário, […]

24 jul, 2025
Foto destaque: Justiça americana nega pedido de abertura de processo de Jeffrey Epstein ao público. (Reprodução/ Anna Moneymaker/Getty Images Embed)
Foto destaque: Justiça americana nega pedido de abertura de processo de Jeffrey Epstein ao público. (Reprodução/ Anna Moneymaker/Getty Images Embed)
Donald Trump, presidente dos EUA

Na última quarta-feira (23), a Justiça americana negou o pedido de divulgação dos arquivos secretos sobre o caso do empresário Jeffrey Epstein, condenado por abuso sexual de menores de idade. Epstein era amigo pessoal do presidente estadunidense, Donald Trump. 

Após o jornal ‘Wall Street’ publicar que supostamente Trump teria sido mencionado no processo do empresário, o presidente pressionou para que as autoridades do judiciário autorizassem a divulgação dos arquivos secretos do caso. No entanto, o pedido foi negado pela juíza americana que afirmou que a lei não permite que um tribunal revele depoimentos do júri apenas com a justificativa de interesse público. 

Entenda o caso de Jeffrey Epstein

Jeffrey Epstein ficou conhecido pelas festas que organizava entre os anos 1990 e 2000, os eventos contavam com a presença de pessoas da alta sociedade americana, como políticos e celebridades. Em 2005, após uma denúncia, a polícia passou a investigar o empresário e concluíram que mais de 30 meninas haviam sido abusadas sexualmente por Epstein. 

Em 2008, ele foi condenado e cumpriu 13 meses de detenção por prostituição. Nove anos depois, em 2019, o empresário foi preso novamente, dessa vez, por abuso sexual de menores. Meses após a detenção, Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela e, segundo a autópsia, ele teria cometido suicídio. 

Daí em diante, membros dos partidos Republicano e Democrata passaram a cobrar a Justiça americana para mais investigações sobre o caso, visando maiores esclarecimentos sobre o possível envolvimento de pessoas públicas no processo. No entanto, em julho deste ano, o FBI em conjunto com o Departamento de Justiça do governo Trump informou que não haviam evidências da participação de outros suspeitos e não seria aberto ao público nenhum arquivo sobre a condenação de Epstein. 

A partir daí, apoiadores do presidente americano passaram a pressioná-lo para a ampla divulgação do processo. Assim, após a publicação do Wall Street Journal sobre as supostas menções de Trump nos arquivos do caso, o presidente dos EUA solicitou publicamente que todos os documentos ligados à condenação de Epstein fossem abertos ao público. Pedido no qual não foi concedido pela Justiça americana. 

Ligação de Donald Trump no caso

Na última semana, o jornal norte americano Wall Street publicou uma reportagem intitulada “Os amigos de Jeffrey Epstein enviaram-lhe cartas obscenas para o álbum do 50° aniversário. Uma delas era de Donald Trump” nela, o veículo afirma que o nome do presidente dos EUA é citado diversas vezes no caso do empresário, que morreu em 2019. 

De acordo com a reportagem, além de Trump, outras figuras públicas são citadas no processo. No entanto, mesmo que possivelmente o nome do presidente americano tenha sido redigido nos arquivos do caso, não há comprovações de que ele tenha cometido algum crime, apenas comprova sua ligação com Epstein. 


Donald Trump é mencionado no caso do empresário Jeffrey Epstein (Foto: Reprodução/Steven Hirsch/Getty Images embed)


Ainda segundo a reportagem, em 2003, Trump teria enviado um cartão de aniversário ao empresário o parabenizando pelos seus 50 anos. Na mensagem, o presidente americano teria redigido “que todo dia seja um novo segredo maravilhoso”, ao lado, um desenho de uma mulher nua. 

Após a publicação da reportagem, Donald Trump processou judicialmente o Wall Street Journal pelo conteúdo. Além disso, na última semana, a Casa Branca barrou a entrada de um jornalista do veículo em uma coletiva de imprensa que abordava a viagem do presidente americano à Escócia. 

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