Trump realizará comício com vidro à prova de balas após tentativa de assassinato

Nesta quinta-feira (15), foi anunciado pela mídia que o empresário, político, ex-presidente estadunidense e candidato republicano, Donald Trump, de 78 anos, fará suas apresentações públicas em espaço aberto, durante o período eleitoral, protegido por um vidro à prova de balas.

A medida de segurança foi elaborada pelo Serviço Secreto dos EUA, que tem como plano montar um cercado ao redor do palanque em que o candidato pelo partido dos republicanos, estará presente para discursar, com um vidro que o blinde do ataque de balas. Outras providências de prevenção e segurança também serão tomadas, como a adição de mais oficiais e aparatos avançados em tecnologia.


Donald Trump realizará comícios atrás de vidro balístico (Foto: Reprodução/Adam Gray/Getty Images Embed)


Força tarefa para a segurança do republicano

Após o atentado contra a vida de Donald Trump, que ocorreu no dia 13 do mês de julho de 2024, na cidade de Butler, no estado da Pensilvânia, EUA, em que resultou na morte de uma pessoa, e outras feridas, incluindo o próprio candidato, questões de segurança se tornaram alvo de grande preocupação para as autoridades norte-americanas.

A tentativa de homicídio contra o republicano que discursava durante um comício em local aberto, despertou a atenção de órgãos competentes pela segurança pública e de personalidades reconhecidas, como o Serviço Secreto norte-americano, que nos últimos tempos busca intensificar medidas protetivas para assegurar a integridade física dos candidatos as eleições presidenciais deste ano.

E uma das medidas adotadas pela organização, será a utilização de uma barreira de vidro à prova de balas para preservar a segurança do candidato Donald Trump, nos próximos comícios que acontecerão em locais abertos, conforme divulgado pela mídia nacional e estrangeira.

Como funciona o uso do vidro balístico

O objeto utilizado para a proteção do candidato presidencial tem por objetivo blindar o ataque de disparos de bala. Seu uso acontece da seguinte maneira, primeiramente o vidro passa pelo processo de translado aéreo, comandado pelo Departamento de Defesa estadunidense, e depois será posicionado no local estratégico ao redor do palanque de discurso, no ambiente do comício.


Candidato republicano afirma que não deixará de fazer comícios em locais abertos (Foto: Reprodução/Adam Gray/Getty Images Embed)


Apesar do momento de tensão, o representante do partido republicano ainda prosseguiu com seus comícios durante a campanha presidencial, após o atentado em Butler. Contudo, todos os eventos aconteceram em locais fechados e com a realização de revistas policiais no público participante. Conforme relatado pelo jornal The Guardian, o ex-presidente afirmou que ainda continuará com as apresentações em locais abertos.

Consequências do atentado na Pensilvânia

Após a tentativa de homicídio contra o republicano Donald Trump, Kimberly Cheatle, diretora do Serviço Secreto norte-americano, deixou o cargo quase duas semanas depois do ocorrido.

Já no mês de agosto, o nome que assumiu a nova posição de direção interina da organização de segurança, apontou as diversas falhas que aconteceram no dia do ataque a Trump, como também comentou o que deveria ter sido feito para prevenir a tragédia.

Cargo de vice-presidente de Kamala Harris está entre dois nomes

Em meio a uma série de entrevistas para escolher um vice-presidente de sua candidatura, a democrata Kamala Harris, atual vice de Joe Biden, deve ter um aliado escolhido e anunciado no comício da próxima terça-feira (6).

A candidata do Partido Democrata, segundo o portal Reuters, está entre dois nomes: os governadores de Minnesota e da Pensilvânia, que aparecem como principais candidatos para a vaga.


Vídeo explicando a importância do vice-presidente de Kamala Harris (Vídeo: Reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Escolha de Kamala Harris

Após a desistência da candidatura de reeleição de Joe Biden, a atual vice-presidente Kamala Harris foi a escolhida para ocupar a vaga de candidata pelo Partido Democrata, tendo que escolher um vice-presidente até o comício de oficialização da candidatura.

Durante os últimos dias, Kamala realizou uma série de entrevistas com três candidatos diferentes. Segundo a agência de notícias Reuters, ela está entre dois candidatos entrevistados, sendo eles os governadores da Pensilvânia e de Minnesota, Josh Shapiro e Tim Walz, respectivamente.

O comício em que a candidatura e o vice-presidente devem ser oficializados, acontece na próxima terça (6), na Filadélfia.

Segundo fontes próximas à candidata, aconteceram mais entrevistas além das três oficiais, com aproximadamente outros três candidatos, entre governadores e secretários de diferentes regiões.

Entre eles estão Pete Buttigieg (Secretário de Transportes), Andy Beshear (Governador de Kentuchy) e J.B Pritzker (Governador de Oliinois), que foram entrevistados pela vice-presidente.

Segundo informações de pessoas próximas, as entrevistas duraram em torno de 1h30min com a maioria dos candidatos entrevistados, que aconteceram durante os últimos dias.

Candidatura de Kamala Harris

Kamala Harris já está confirmada como candidata democrata para as eleições dos Estados Unidos, enfrentando Donald Trump, que deve ser o candidato republicano.

Após a escolha de vice-presidente, Kamala e sua equipe devem fazer campanha em diferentes estados, num intervalo de cinco dias, visitando Filadélfia, Pensilvânia, Eau Claire, Wisconsin, Detroit, Michigan, Carolina do Norte, Phoenix, Arizona, Las Vegas e Nevada.

Kamala e Trump disputam votos decisivos em 4 estados nas eleições americanas

Kamala Harris e Donald Trump, estão em disputa acirrada em quatro dos estados decisivos do país para a corrida presidencial americana, segundo pesquisas divulgadas pela emissora de TV americana Fox, feitas após Joe Biden desistir de disputar sua reeleição. As eleições iram acontecer no mês de novembro.

Ambos os candidatos têm os mesmos 49% nos estados de Michigan e Pensilvânia. Em Minnesota, Kamala tem 52% e Trump 46%. Em Wisconsin, Trump tem 50% e Kamala tem 49%.

No país, os estados decisivos são aqueles que não demonstram preferência clara por Republicanos ou Democratas durante o período eleitoral. Como o voto americano acontece de modo indireto, todos os delegados de um estado vão para um único candidato, colocando esses estados em posição de decisão do resultado do pleito.

Kamala em melhor posição que Biden

Em três desses estados, Kamala tem atualmente classificações numericamente mais altas do que Biden tinha em abril.

As pesquisas indicavam:

  • Wisconsin (abril): Biden 48%, Trump 48%, em julho Kamala tem 49%;
  • Michigan (abril): Biden 46%, Trump 49%, julho, Kamala tem 49%
  • Pensilvânia (abril): Biden 48%, Trump 48%, julho Kamala tem 49%

Conforme a pesquisa, também foi mostrado que a maioria dos eleitores desses 4 estados eram a favor da desistência de Joe Biden da corrida presidencial e apenas dois terços querem que ele complete o seu mandato.

Biden desistiu de concorrer à reeleição pelo Partido Democrata no último dia 21 e já declarou apoio a sua vice, Kamala Harris


Kamala Harris e Joe Biden (Foto: Reprodução/Instagram/@kamalaharris)

Principais desafios para o próximo presidente dos EUA

O próximo presidente americano ira encontrar muitos desafios em seu mandato, mas o principal deles está associado as questões econômicas do país, já que os Estados Unidos que atingiu o maior nível de inflação em 40 anos.

Outro tema importante que o futuro líder americano terá que lidar são as pautas sobre imigração e à política externa, tanto sobre o relacionamento com outros líderes mundiais quanto em relação às decisões tomadas sobre a guerra na Ucrânia e em Gaza.

FBI conclui que Trump foi ferido por bala de fuzil na Pensilvânia

O FBI (Federal Bureau of Investigation, ou Departamento Federal de Investigação) exterminou as incertezas que rondavam o ferimento sofrido por Donald Trump, em 13 de julho, na Pensilvânia. Concluindo que o ferimento do ex-presidente dos Estados Unidos foi causado por uma bala. 

Com clareza 

Após admitir incerteza quanto ao ferimento de Donald Trump durante o atentado na Pensilvânia, o FBI chegou a conclusão final sobre o que atingiu o ex-presidente dos Estados Unidos na orelha. O serviço de investigação definiu que Trump foi atingido por uma bala “inteira ou fragmentada.” 

Na quarta-feira (24), o diretor da agência, Christopher Wray, em depoimento, declarou que “não estava claro” o que havia atingido o candidato, que por sua vez acusou a agência de agir por viés político.

A declaração foi duramente criticada pelos aliados de Trump e em resposta a esses avanços, o FBI emitiu um comunicado: “O que impactou o ex-presidente na orelha foi uma bala, inteira ou fragmentada em pequenos pedaços”, afirmou à agência. 

Falha operacional e renúncia 

Já a diretora do Serviço Secreto, Kimberly Cheatle, durante a comissão da Câmara, admitiu que aquela havia sido “a maior falha operacional em décadas” da agência, que tem por principalmente função proteger presidentes e ex-presidentes americanos.

“A tentativa de assassinato do ex-presidente em 13 de julho é o fracasso operacional mais significativo do Serviço Secreto em décadas.”

Um dia depois de sua declaração e após enfrentar duros questionamentos quando a falha, Cheatle renunciou ao cargo. 

Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Joe Biden agradeceu pelo serviço prestado pela ex-diretora.

“Ela se dedicou abnegadamente e arriscou sua vida para proteger nossa nação ao longo de sua carreira no Serviço Secreto dos Estados Unidos.”



Conforme os integrantes da Câmara, a ex-diretora se recusou a responder perguntas básicas sobre as falhas operacionais, o que levou ao pedido de renúncia imediata.

Trump sofreu uma tentativa de assassinato em 13 de julho, quando foi atingido por um projétil na orelha durante um comício na Pensilvânia. O atirador, identificado como Thomas Matthew Crook, 20 anos, foi morto ainda no local dos disparos. 

Fala polêmica de Trump a cristãos gera críticas nas redes sociais

Após um comício realizado nesta última sexta-feira (26), falas de Donald Trump, candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, foram extremamente criticadas nas redes sociais. Na ocasião o ex-presidente disse que se os cristãos votarem nele daqui a quatro anos, ‘’não terão que votar de novo’’. 

Fala de Trump

O bilionário continua sua fala afirmando que seu governo irá ‘’consertar tudo’’, e seria a razão da comunidade cristã não precisar ir às urnas novamente, confira abaixo a fala completa de Trump. 

“Cristãos, saiam e votem, só desta vez. Vocês não terão que fazer mais isso. Mais quatro anos, quer saber, tudo estará resolvido, tudo ficará bem, vocês não terão mais que votar, meus cristãos lindos”. 


Donald Trump em comício ( Foto: Reprodução/Evan Vucci / AP / DPA)

Logo após o fim do comício, a frase do candidato tomou conta da internet com várias pessoas discuto e acreditando que poderia ser uma prova de uma possível tendencia antidemocrática e autoritária dele. Relembrado sua tentativa de anular a eleição de 2020 após ser derrotado para Joe Biden, essa atitude que levou os seus apoiadores a fazer o ataque ao capitólio em 6 de janeiro de 2021. 

Outra fala de Trump que voltou à tona aconteceu durante uma entrevista ao jornal Fox News em dezembro de 2023, onde ele comenta que se vencer as eleições em novembro atuaria como um ‘’ditador’’ durante o ‘’primeiro dia’’ de mandato para fechar a fronteira sul com o Mexico e expandir a perfuração de petróleo na região. 

Eleição americana

Após a decisão de Biden desistir de sua candidatura à reeleição e coloca a sua vice-presidente, Kamala Harris para ser tornar a candidata democrata a disputa se acirrou, com muitas pesquisas colocando-a e Trump empatados na margem de erro. 


A vice-presidente Kamala Harris (Foto: Reprodução/AP Photo/Tony Gutierrez)

A mais recente foi feita e divulgada pelo Jornal americano ‘’The New York Times’’ nesta terça-feira (23) possuindo a margem de erro de 3.3 pontos, o intuito entrevistou 1.142 eleitores do país entre os dias 22 e 24. 

Entre prováveis eleitores, aqueles que pensam em ir às urnas dia 5 de novembro, o ex-presidente tem o percentual de 48% e Kamala obtém 47%. Entre os registrados a intenção de voto de Trump continua com 48% enquanto a democrata abaixa para 46%.  

Kamala Harris ataca Trump em seu primeiro comício de campanha

Kamala Harris realizou nesta terça-feira (23), em Wisconsin, seu primeiro comício como candidata do Partido Democrata para as eleições presidenciais de 2024. A vice-presidente de Biden conseguiu a maioria dos delegados de seu partido e foi oficialmente indicada para substituir o presidente na corrida eleitoral na noite de segunda (22). Em seu discurso, Kamala disse que escolher Trump seria uma regressão e que as eleições são “uma escolha entre a liberdade e o caos”.

Comício em Wisconsin

A vice-presidente e candidata democrata Kamala Harris discursou em Milwaukee, no Wisconsin, considerado um estado-chave para as eleições presidenciais. A candidata disse que irá vencer Trump, repetindo o feito do presidente Biden em 2020. Ela agradeceu aos delegados democratas que garantiram a sua indicação, o que ocorreu cerca de 24 horas após a desistência de Biden. Kamala Harris, recebeu o apoio de dois membros sênior do partido, os líderes Chuck Schumer e Hakeem Jeffries. Apesar de ter a maioria, Kamala ainda precisa de uma formalização por parte do comitê do partido.

Kamala voltou a atacar o candidato republicano, dizendo que durante sua época como procuradora-geral da Califórnia “lidou com muitos criminosos” e que conhecia tipos como Trump, a quem chamou de retrocesso, pois disse que o candidato está focado no passado. A frase de Kamala foi dita enquanto falava sobre o Projeto 2025, muito criticado pelos democratas e também mencionado por Biden em um evento em Las Vegas este ano. A crítica dos democratas ao Projeto atribuído à campanha de Trump é devido às mudanças no poder presidencial e às ações nele que, supostamente, prejudicariam os norte-americanos.


Kamala Harris recebeu apoio para substituir Biden na campanha presidencial (Foto: reprodução/ Loren Elliott/Getty Images embed)


A candidata lembrou ainda sobre o escândalo envolvendo a ex-atriz pornô Stormy Daniels, que recebeu pagamentos por seu silêncio como gastos de campanha de Trump em 2016. O ex-presidente foi julgado culpado por fraude e sua pena será divulgada ainda neste mês. “Prometo que coloco meu histórico à prova contra o dele em qualquer dia da semana”, comentou Kamala.
Kamala Harris também mencionou as proibições sobre o aborto, prometendo que vai voltar a colocar esse direito na Constituição americana se for eleita.“Vamos parar com as proibições contra aborto, porque acreditamos que as mulheres podem tomar decisões sobre os próprios corpos, e não ter um governo para dizer o que fazer”, disse Kamala. Atualmente, a reversão Roe versus Wade fez com que muitos estados passassem a decidir sobre o assunto.

O apoio à Kamala

Apesar de não ser considerada uma candidata muito popular, uma pesquisa da Reuters/Ipsos mostrou que a intenção de voto estava 44% para Kamala e 42% para Trump, revelando um empate técnico entre os candidatos. Um levantamento feito pela Associated Press também ouviu os delegados democratas, mostrando que Kamala alcançou a aprovação de 2.579 delegados para concorrer ao assento na Casa Branca. 

Após a desistência de Biden para a reeleição, o presidente declarou seu apoio à Kamala Harris. As lideranças democratas também falaram o mesmo. O presidente do Comitê Nacional Democrata, que coordena a estratégia para apoiar candidatos do partido em todo o país, anunciou que o nome do candidato do partido será revelado no dia 7 de agosto. Já a convenção do Partido Democrata, que oficializa quem concorrerá a eleição, está marcada para acontecer entre os dias 19 e 22 de agosto.

Kamala Harris atualiza logotipo da Campanha Presidencial

Kamala Harris apresentou um novo logotipo para a corrida presidencial na segunda-feira, (22). O novo logotipo, com a frase “Harris for President” (Harris para presidente), foi integrado às redes sociais do presidente e da vice-presidente dos EUA.

No domingo, (21), Joe Biden anunciou a desistência nas eleições dos EUA e declarou apoio à indicação da vice-presidente Kamala Harris. No dia seguinte, os logotipos de Biden e Harris foram atualizados nas suas redes sociais, em apoio à candidatura à presidência de Kamala.


Kamala Harris estreia novo logotipo de campanha (Foto: Reprodução/x/@joebiden)


O site também apresentou atualizações em sua loja online de produtos, incluindo novos itens com a imagem de Harris.

Desistência de Biden

Biden vivia sob pressão dentro do partido democrata. Assim, alguns parlamentares apontaram que Joe Biden estava enfraquecido e acreditavam que as chances de vitória sobre o rival, Donald Trump, eram pequenas.

Parlamentares aliados pediram que ele desistisse da candidatura, por essas razões. Além disso, doadores ameaçaram retirar seu apoio financeiro ao partido. Esses dilemas internos e a pressão dos doadores descontentes desfavorecem Biden na corrida eleitoral.

Quem é Kamala Harris?

A atual vice-presidente já concorreu à presidência em 2020, mas abandonou a disputa por falta de apoio e financiamento. Apesar disso, Kamala foi fundamental na campanha presidencial de Joe Biden, para atrair jovens e minorias que não se sentiam representadas.

O fato de Kamala ser uma mulher negra com origem indiana e jamaicana aproximou eleitores negros, mulheres e imigrantes. Filha de pais imigrantes da Jamaica e da Índia, Kamala Harris cresceu em Oakland nos anos 60 e completou seus estudos de Direito e Ciências Políticas. Mais tarde, Harris foi promotora e senadora, e a primeira mulher a servir como vice-presidente nos Estados Unidos.

Kamala Harris na disputa

Kamala é atualmente a favorita para concorrer no lugar de Biden. Além do apoio de Biden, vários políticos democratas manifestaram apoio à vice-presidente. No entanto, sua candidatura ainda não foi oficializada, ela precisa conquistar a quantidade de delegados suficientes do partido para se tornar a candidata da chapa nas eleições de 2024.

Kamala Harris ataca Trump e declara: “Sei lidar com criminosos”

No seu primeiro comício eleitoral em Wilmington, Delaware, nesta segunda-feira (22), a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, atacou Donald Trump. Kamala disse que sabe quem é o candidato republicano e que “sabe lidar com criminosos”.

No seu discurso, Kamala Harris disse: “enfrentei criminosos de todos os tipos: predadores que abusaram de mulheres, fraudadores que enganaram consumidores, trapaceiros que quebraram as regras para seu próprio benefício. Então, ouçam-me quando digo: eu conheço o tipo de Donald Trump.”

Kamala na disputa

Após a desistência de Joe Biden de concorrer nas eleições dos EUA no domingo (21) e seu apoio à indicação da vice-presidente Kamala Harris. Assim, vários políticos do Partido Democrata declararam apoio público à vice-presidente, inclusive nomes do partido que poderiam disputar a indicação com ela.

Kamala é atualmente a favorita para assumir a candidatura democrata. No entanto, ela ainda precisa conquistar a quantidade necessária de delegados democratas para se tornar a líder da chapa nas eleições. A candidatura de Kamala ainda não foi oficializada.


 Joe Biden apoia candidatura Kamala Harris (Foto: reprodução/Instagram/@kamalaharris)

Apoio de Biden

Joe Biden, presidente dos EUA, participou do comício por telefone e fez um breve discurso antes de Kamala falar. Biden elogiou a vice-presidente e disse que “tomou a decisão certa” ao desistir da corrida eleitoral. Kamala agradeceu a Joe Biden pelo apoio e elogiou seu legado como presidente, dizendo que “o legado de Biden é incomparável”.

A campanha tomou um novo rumo e ela se esforça para agir rapidamente para os eleitores democratas. “Este é o primeiro dia completo da nossa campanha, então estou indo para Wilmington, Delaware, mais tarde para dizer ‘olá’ à nossa equipe na sede. Um dia se passou. Faltam 105. Juntos, vamos vencer isso”, disse a vice-presidente.

No comício, Kamala tocou em assuntos que pretende implementar caso seja eleita. A vice-presidente falou sobre o polêmico tema do aborto e prometeu colocar o direito ao aborto na lei dos EUA. Ela também prometeu fortalecer a classe média dos EUA.

FBI investiga as intenções de Crooks, atirador que feriu Trump

Após uma semana do atentado no comício de Donald Trump na Pensilvania. O FBI busca entender os reais motivos de Thomas Matthew Crooks de atirar no ex-presidente americano, as recentes investigações sugerem que o jovem não teria sido movido por ideologia política, e sim por ser o alvo de maior visibilidade próximo a ele. 

Informações sobre Thomas Crooks

O jovem nasceu em 2003 e morava em Bethel Park, uma cidade tradicionalmente republicana que ficou dívida depois da era Trump. Apesar da família politicamente mista (Mãe democrata e pai e irmã sendo libertário), Crooks era um republicano registrado, partido de Trump, embora já tenha doado 15 dólares para um causa progressista em janeiro de 2021 no dia de posse de Biden. 

Formando em engenharia desde maio, Thomas trabalhava em uma casa de repouso em Pittsburgh, em diversas entrevista ex-colegas de classe, vizinhos e professores afirmam que ele era educado e inteligente, porém distante e desajeitado, geralmente ficava sozinho e gostava de mexer com computadores e jogar videogame nos fins de semana. 


Crooks em sua formatura (Foto: reprodução/The Bethel Park School District)

Pessoas próxima ao garoto ainda não conseguiram associar a visão que tinham de Crooks com o atirador que subiu em um telhado, armado com o fuzil AR-15 e mirou no candidato durante o comício, ferindo Trump e três espectadores, um deles de forma fatal. 

Intenção do crime

Ao analisar o celular do atirador, os investigadores verificaram pesquisas de figuras políticas, incluindo Trump, Biden e o procurador-geral Merrick Garland em conjunto de datas de comício e convenções de ambos os partidos. As autoridades acreditam que Crooks buscava um evento para realizar um ataque, e o comício de do ex-presidente era o mais acessível. 

‘’O que podemos estar vendo aqui é alguém com a intenção de cometer violência em massa e, por acaso, escolheu um comício político’’. Comenta o fundador do Violence Project, James Densley. 


Donald Trump após tomar tiro em comício (Foto: reprodução/Evan Vucci/ AP)

Outra dúvida do FBI seria seu comportamento ao atirar, embora tivesse um explosivo no porta-malas de seu carro, Crooks parecia mirar somente em Trump e não na multidão em volta. Também, diferente de outros atiradores que buscam deixar mensagens para explicar suas ações, a faltas de pistas em seu quarto ou online dificultam entender sua real motivação.  

Trump dispõe de uma variedade de eleitores

A cada dia, os candidatos à presidência dos Estados Unidos passam por desafios diferentes que podem encantar ou afastar um de seus principais veículos para chegar ao comando de uma das potências mais importantes do mundo: os eleitores. Após os acontecimentos recentes, o cenário da corrida presidencial já foi mudado inúmeras vezes, e mais uma vez, agora com a recente convenção republicana, pôde-se ter um vislumbre mais vívido de como andam os eleitores de Donald Trump, candidato que cresce cada vez mais nas pesquisas.

Perfil dos eleitores de Trump

Com a convenção republicana, além de se ter uma breve do quadro de ideias apresentados pelos mais importantes políticos do Partido Republicano, a análise de outra parte do cenário foi importante, como a aparição de uma variedade de eleitores. O evento foi organizado para uma estimativa de 50 mil pessoas nos quatro dias de convenção, sendo 2,5 mil os delegados representantes do partido e todo o resto de pessoas comuns.


Eleitores usando curativo na orelha em apoio ao ex-presidente Donald Trump durante convenção (Foto: reprodução/ RNC/ BBC)

Em quatro dias de evento, foi possível observar a variedade de perfis comparecendo de forma completamente engajada, chegando até a carregar consigo objetos e imagens que reforçam a escolha do partido e o desejo de ter o ex-presidente e atual candidato Donald Trump como presidente mais uma vez. Com filas gigantes, revistas e caminhadas cansativas debaixo do sol, os eleitores ainda se sentiam enérgicos e orgulhosos do resultado de poderem chegar tão longe.

Em entrevista para os correspondentes do Jornal Nacional, Ismar Madeira e Daniel Silva, eleitores republicanos comentam suas opiniões e expõem suas ideias perante o futuro do país.

Acreditamos 100% em Trump para fazer a América grande de novo“, declara uma eleitora.

Com o recente atentado a Donald Trump, a compra de fotos do ex-presidente disparou. Antes da tentativa de assassinato, a foto mais procurada e comprada do candidato era a tirada na polícia quando havia indiciado por tentar reverter o resultado das eleições de 2020, na Geórgia. Atualmente, a fotografia mais procurada do ex-presidente é a do momento em que é retirado por seus seguranças no comício, na Pensilvânia. Em análise, eleitores acreditam que o disparate da foto se liga proporcionalmente com a imagem que o candidato quer passar para seus cidadãos.

A faixa etária dos eleitores de Trump também segue o padrão variado, passeando por jovens, adultos e idosos, apesar de ter uma maioridade entre o público mais velho.

Eu acredito em tudo que ele defende. Nós precisamos de um país mais forte“, expõe Donna, uma aposentada da cidade de Miami que estava como voluntária.

Voto em Trump porque economicamente, moralmente e socialmente, ele tem tudo que eu apoio“, comenta Ella, de 19 anos, vinda do Tennessee para a convenção republicana em Wisconsin.

Entretanto, apesar do grande número de eleitores fechados completamente com os ideais perpetuados por Trump, determinada parcela admite não concordar com várias das suas propostas, mas ainda achá-lo o candidato mais adequado no momento.

Eleições Americanas

A atual eleição para a presidência dos Estados Unidos já pode ser considerada uma das mais importantes para a história do país e do mundo. Com a mudança drástica de cenário nas pesquisas de forma constante para os dois candidatos, mesmo que um penda mais para o lado positivo e outro para o negativo, com certeza se torna uma das eleições mais engajadas da história dos Estados Unidos depois de 2020.

Após o atentado de Donald Trump, a intenção de voto dos americanos sofreu mudança e já chega a ser 58% voltada para Trump, enquanto a indecisão do atual presidente quanto a sua posição final a respeito da candidatura enfraquece a opinião sobre si.