Aliados aconselham Trump a priorizar imigração e criminalidade em debate

Conselheiros e aliados do ex-presidente, Donald Trump, o incentivaram a se concentrar fortemente na economia, criminalidade e inflação durante o debate desta quinta-feira (27), citando pesquisas que mostram sua vantagem nesses tópicos, conforme fontes disseram à CNN.

“Essas são questões que impactam as pessoas e precisam ser tratadas”, afirmou Jason Miller, conselheiro sênior de Trump, em uma chamada com repórteres na terça-feira (25), mencionando a inflação recorde recente, crimes cometidos por migrantes indocumentados e a gestão de Joe Biden na fronteira dos EUA com o México.

Alguns desses aliados também sugerem que Donald descreva o cenário internacional sobre Biden como caótico e se concentre na guerra de dois anos na Ucrânia e nos conflitos entre Israel e o Hamas, como exemplos.

“Isso não é mais teórico”, disse o deputado Mike Waltz, aliado de Trump, à CNN News Central, ao ser perguntado sobre o que espera ouvir do ex-presidente durante o debate. “A vida era assim sob a administração Trump – economicamente com a inflação, em relação à segurança na fronteira, em termos de criminalidade e do mundo… Basta olhar para o Oriente Médio… Veremos o contraste e ele ficará claro”.


Donald Trump durante debate (Foto: reprodução/Sam Wolfe/REUTERS)

Fontes próximas ao ex-presidente afirmaram que, embora Trump esteja ciente da importância do debate desta quinta-feira e da necessidade de passar uma mensagem clara, reconheceram sua tendência a divagar em discursos longos e fora do assunto, o que pode gerar consequências para serem administradas na manhã de sexta-feira (28).

Os conselheiros do mesmo, que revisaram os debates do ex-presidente com Biden em 2020, também sabem que sua abordagem agressiva no primeiro confronto desse ciclo pode ter afastado os espectadores. Naquele debate, O Republicado atacou repetidamente Biden e falou sobre ele, além de antagonizar os moderadores. Após o ocorrido, seus números nas pesquisas caíram logo.

O próprio Trump reconheceu isso em uma entrevista ao Washington Examiner, publicada na segunda-feira (23).

“Fui muito agressivo no primeiro”, disse Trump. “No segundo, eu estava diferente e fui muito bem. Foi um pouco injusto porque, no segundo, já havia muitos votos. Então provavelmente vou dar uma olhada na cena da época. É como uma luta. Depende de qual é a situação.”

Trump ao Washington Examiner

Os seus aliados também tentaram direcionar a narrativa em torno do debate, incentivando especulações sobre diversos assuntos, em um esforço que alguns próximos ao ex-presidente descreveram como tentativas de desviar a atenção e se antecipar a discussões desfavoráveis envolvendo Donald Trump.

Entre os tópicos discutidos está a possibilidade do candidato à presidência adiantar seu cronograma e anunciar seu companheiro de chapa antes ou durante a Convenção Nacional Republicana no próximo mês, ou mesmo já nesta semana.

Vários conselheiros seniores informaram à CNN que não há planos formais para o ex-presidente fazer tal anúncio esta semana; o gerente de campanha, Chris LaCivita, desmentiu um rumor sobre isso. No entanto, eles reiteraram que Trump pode mudar de ideia e fazer o anúncio durante o debate ou em seu comício na Virgínia no dia seguinte.

Expectativas da possível eleição de Donald Trump

Os aliados de Trump têm trabalhado para moldar a narrativa do debate, promovendo especulações sobre vários tópicos para desviar a atenção de questões desfavoráveis ao ex-presidente. Há conversas sobre ele ter que antecipar o anúncio de seu companheiro de chapa, mas seus conselheiros dizem que não há planos formais para isso esta semana, embora ele possa mudar de ideia.

As discussões com conselheiros incluem como lidar com questões específicas como aborto e proteção da democracia, mas focam principalmente nos pontos fortes de Trump contra Biden, como economia e criminalidade. Apesar de minimizar a importância da preparação, Trump reconheceu a necessidade de se preparar para o debate, embora considere a preparação tediosa.

A Assessoria de Trump espera que ele se concentre nas mensagens principais, mesmo sem uma plateia para reagir, o que pode ajudá-lo a manter o foco. Regras que silenciam os microfones podem evitar confrontos como os de 2020. A equipe tentou gerenciar as expectativas, retratando Biden como um oponente forte e criticando o formato do debate e a mídia, preparando uma justificativa caso Trump não se saia bem.

A estratégia de elevação das expectativas para Biden surgiu após a descoberta de que ele estava se preparando intensamente. Substitutos de Trump, como JD Vance e Doug Burgum, ajudaram a reforçar essa narrativa, enquanto Donald, embora frequentemente crítico de Biden, admitiu a possibilidade de que ele seja um debatedor competente.

Estratégia de Trump para enfraquecer Biden

Se Biden continuar com sua estratégia de contraste, Trump pode enfraquecê-la ao mostrar moderação e apresentar planos sólidos para os eleitores preocupados com suas finanças. Karl Rove sugeriu que Trump deve evitar parecer desequilibrado ou mencionar fraudes eleitorais, embora ele raramente siga esse conselho.

Apoiadores como Kristi Noem aconselham Trump a destacar os benefícios de suas políticas econômicas anteriores. Apesar de Trump não gostar de debates formais, ele participou de sessões de política, mas muitas vezes desvia do roteiro ao vivo.

O debate de quinta-feira pode favorecer Trump devido a microfones silenciados e à ausência de público ao vivo. Trump enfrentará Biden, a quem ele culpa por uma suposta perseguição. Sua equipe tem alternado entre retratar Biden como senil e como um hábil argumentador. Jason Miller afirmou que Biden estará bem preparado devido à sua vasta experiência.

Democratas, como Elizabeth Warren, esperam que Biden esteja à altura do desafio e destacam sua defesa das liberdades das mulheres e das famílias trabalhadoras, enquanto criticam Trump por favorecer doadores ricos e reduzir regulamentações.

Restrição de silêncio de Donald Trump é parcialmente revogada nos Estados Unidos

O retorno do direito a fala do ex-presidente Donald Trump sobre testemunhas de seu julgamento se tornou verídico nos Estados Unidos, nesta terça-feira (25).

De volta a palavra

Partes da ordem de silêncio, que impedia o ex-presidente dos Estados Unidos de se manifestar publicamente sobre testemunhas de seu julgamento, foi revogada mediante movimentação judicial.

Entretanto, a fala de Trump quanto ao assunto ainda possui algumas limitações: mesmo que o republicano possa agora trazer o nome de pessoas como Michel Cohen, seu ex-advogado e também da musa de filmes adultos Stormy Daniels, ele ainda é proibido de falar sobre promotores, funcionários do tribunal ou seus familiares. Parte da restrição foi mantida pelo juiz, Juan Merchan e se manterá de pé ao menos até que a sentença do empresário seja anunciada.

A nova decisão divulgada nesta terça-feira (25) também eleva o nível de declarações públicas permitidas, entretanto, mantém nas observações que a divulgação de qualquer dado de identificação pessoal dos jurados é proibido.

Novas circunstâncias

Merchan reverteu parte das imposições em detrimento da mudança de circunstâncias, uma vez que Trump foi condenado por 34 acusações de falsificação de registros comerciais.

Um fato sobre a decisão de reversão é que ela aconteceu dois dias antes do debate de Donald Trump com um de seus grandes rivais políticos, o democrata Joe Biden, onde a situação judicial do republicano provavelmente se tornará pauta.

O juiz alega que suas restrições de silêncio foram estritamente adaptativas em visão de abordar as preocupações quanto ao discurso extrajudicial de Trump e observa que foram mantidas pelos tribunais de recursos durante o julgamento. Merchan ainda reconheceu sua relutância quanto a suspensão da restrição, uma vez que existem fortes evidências para justificá-las.


Juan Merchan, juiz do caso de Trump e o suborno da estrela de filmes adultos Stormy Daniels (reprodução/Foto AP/Seth Wenig)

Merchan justificou as partes mantidas, ou seja, a proteção para funcionários dos tribunais e sua família, como uma forma de fazê-los se sentirem protegidos para execução de suas funções antes do julgamento, livres de ameaças, intimidações, assédios e danos.

Silêncio

Donald Trump recebeu restrição de silêncio em março deste ano, após pedido direto dos promotores que foram atendidos pelo juiz Juan Merchan.

A ordem de restrição contra o republicano foi acionada após diversas declarações insustentáveis feitas pelo ex-presidente em suas redes sociais. Elas envolviam figuras presentes em seu caso jurídico, como suas testemunhas. Mesmo restrito, Trump não se calou e violou a ordem por 10 vezes, sendo multado em US$ 10 mil e com a possibilidade de prisão citada.

Trump supera Biden em arrecadação de campanha após doação milionária

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos e empresário, teve um avanço nas arrecadações da campanha presidencial e superou Joe Biden, atual presidente do país e candidato à presidência deste ano, pelo segundo mês consecutivo. 

Após sua condenação no processo da ex-atriz pornô Stormy Daniels, que acusou o candidato republicano de suborno, Trump recebeu uma grande onda de apoio financeiro para sua campanha, com uma doação de US$ 50 milhões vindos de um bilionário, superando Joe Biden em US$ 81 milhões nos últimos dois meses. 

O doador da campanha de Trump em questão, é o bilionário Timothy Mellon, herdeiro de uma família de banqueiros. Mellon fez uma doação de US$ 50 milhões ao partido republicano, logo após a condenação do ex-presidente americano em Nova York, segundo a imprensa americana.

Arrecadamentos nos últimos meses 

Joe Biden, juntamente com o partido Democrata, arrecadaram o total de US$ 83 milhões para sua campanha eleitoral em maio, enquanto Donald Trump e o Partido Republicano receberam doações no total de US$141 milhões, de acordo com dados de documento federal e as declarações das campanhas.

O atual presidente entrou em maio com um valor de US$212 milhões em dinheiro, tendo batido o recorde de doações de um candidato democrata neste momento de campanha. Trump não revelou quanto tinha em seu banco, porém seu partido e sua campanha revelaram ter US$171 milhões em dinheiro, sem a inclusão dos comitês que apoiam. 

Os grandes eventos de Trump realizados em Los Angeles, Atlanta e Seattle foram cruciais para o recorde de arrecadação para sua campanha eleitoral, porém o que realmente impulsionou esse apoio foi sua condenação em Nova York. O ex-presidente sofreu um boom de arrecadação de fundos após ser declarado culpado. Só com doadores on-line, o empresário e seu partido receberam US$52,8 milhões nos cofres de campanhas nas 24 horas seguintes da condenação. 

Donald Trump teve seu segundo melhor mês de campanha, arrecadando o total de US$3 milhões em doações através de assinantes que foram adicionados à sua lista de e-mail, que foi feita para doadores mais modestos. 

O crescimento de Trump 

De acordo com os dados das campanhas dos candidatos, Donald Trump tinha uma desvantagem de cerca de US$ 100 milhões em relação a Biden em abril deste ano. Em um período de dois meses, este déficit de caixa foi reduzido pela metade e pela primeira vez, o comitê principal de campanha do empresário tem mais dinheiro do que o de Biden, e os valores estão de US$ 91,6 milhões a US$ 116,5 milhões. 


O ex-presidente teve um boom de crescimento em arrecadação para sua campanha nos últimos meses (Reprodução/Jim Watson/AFP)

De acordo com o diretor de comunicações de Donald Trump, Steven Cheung, os recordes de arrecadação para a campanha do republicano provam que a caça às bruxas contra a corrupção de Biden, a invasão ilegal da fronteira e uma inflação disparada uniram o povo americano com o pensamento de que o atual presidente poderá destruir o país se for eleito por mais quatro anos. 

No lado democrata, o partido tem tentado diminuir a importância das grandes arrecadações de seu rival, com Brian Derrick, criador da plataforma democrata de angariação de fundos chamada Oath, afirmando que apesar das grandes doações para a campanha de Trump, o partido democrata tem fundos suficientes para uma campanha forte. 

Tribunal de NY mantém ordem de silêncio contra Donald Trump ativa

Nesta terça-feira (18), uma lista de decisões foi publicada pela mais alta corte de Nova York e entre elas está a recusa em ouvir o recurso apresentado por Donald Trump contra a ordem de silêncio. 

Sem palavras 

A tentativa de Trump em voltar aos “plenos poderes de suas falas” sobre qualquer um dos envolvidos no processo criminal que o ex-presidente dos Estados Unidos é réu acabou não se concretizando, deixando Trump ainda vetado de se manifestar publicamente a respeito dos envolvidos na ação penal. 

O ex-chefe de estado norte-americano pediu que a ordem emitida pelo juiz Juan Merchan fosse encerrada antes da divulgação de sua sentença oficial, que está marcada para julho, onde Trump foi condenado por 34 acusações de fraude comercial com relação a subornos pagos para a estrela de filmes pornográficos Stormy Daniels, em troca do silêncio. 


Stormy Daniels, testemunha-chave na ação contra Donald Trump (Foto: reprodução/Getty Images embed/Michael M. Santiago)


O advogado do republicano, Todd Blanche, não quis se manifestar. 

Ordem de silêncio

Pouco antes do início do julgamento, em março deste ano, o juiz Juan Merchan atendeu aos pedidos dos promotores que consistia no impedimento de Donald Trump em fazer declarações públicas sobre quaisquer testemunhas, jurados, promotores e funcionários do tribunal, assim como de suas famílias. 

Mesmo restrito, Trump não se deixou intimidar e violou a ordem de silêncio por 10 vezes, sendo multado por Merchan em US$ 10 mil dólares por desacatar a medida. 

Além das multas, a possibilidade de encarceramento também foi colocada à tona para o caso de Trump se manter na posição de descumprimento da ordem de silêncio. 

No entanto, Trump não foi impedido de comentar sobre o juiz ou promotor distrital de Manhattan. 

Donald Trump tem 30 dias para apresentar uma moção de apelação, uma outra medida que pode acabar levando o tribunal a considerar seu pedido, conforme Gary Spencer, porta-voz do tribunal. 

Assim que o pedido de moção for apresentado, a corte novamente entra em critérios sobre ouvir ou não o caso. 

Em argumentação, a defesa do ex-presidente afirmou que o caso apresenta “questões constitucionais substanciais da mais alta importância”.

“Esta ordem de silêncio restringe o discurso político central do presidente Trump em questões de importância central no auge da campanha presidencial”, afirmaram os advogados, acrescentando que, por Trump ser um dos principais candidatos, a medida viola o direito dos eleitores americanos de ouvi-lo em assuntos de grande importância. 

A defesa de Trump ainda reforça que o caso apresenta questões constitucionais substanciais e que mesmo com o término do julgamento, a medida não possui prazo para expirar. 

Com a consideração da ordem de silêncio incondicional, os advogados do republicano argumentam que isso “minaria as justificativas” para a multas impostas ao cliente. 

Com o argumento dos precedentes de Donald Trump em gerar comentários ácidos, o gabinete de Bragg, no próprio processo, incentivou o tribunal a rejeitar o recurso.

Donald Trump anuncia proposta de tarifação a países devido à imigração ilegal

Nesta quinta-feira (6), o empresário, ator, político, e ex-presidente americano, Donald Trump (77 anos), realizou sua primeira apresentação pública, depois do julgamento em que recebeu 34 acusações criminais e ter sido condenado. No evento, o candidato à corrida para a Casa Branca, comentou sua posição a respeito da temática de imigração ilegal de estrangeiros ao território norte-americano, como também, sobre as medidas que futuramente pretende tomar, caso seja eleito, para atenuar tal problema no país.


Donald Trump discursa em Phoenix, Arizona (Foto: reprodução/Justin Sullivan/Getty Images Embed)


Entre as diversas deliberações que necessitam ser aplicadas acerca da problemática, que envolve não somente aspectos econômicos, como também social e cultural, conforme a opinião do republicano, uma das mais importantes e mais urgentes ações a serem tomadas, é a aplicação de uma taxa as diversas nações, que não mantém a fiscalização do trânsito de imigrantes que não possuem documentação legal para migrarem para o solo estadunidense, principalmente países asiáticos como a China.

Campanha eleitoral no estado do Arizona

Apesar das polêmicas que ultimamente têm acompanhado o nome do candidato a presidência dos Estados Unidos da América, Donald Trump tem se mantido enérgico e engajado na disputa que pode levá-lo a cadeira presidencial. Desse modo, o republicano não tem poupado esforços para manter fiéis seus antigos apoiadores, e também em angariar uma nova safra de eleitores, com a realização de discursos fervorosos e de cunho conservador, como o que fez no evento que participou no estado do Arizona, EUA, acerca da proposta de imposição de uma tarifa aos países que não monitoram os imigrantes ilegais para o território norte-americano.


Trump fez comentários e respondeu perguntas do público durante campanha eleitoral no Arizona (Foto: reprodução/Justin Sullivan/Getty Images Embed)


Em discurso, o ex-presidente estadunidense anunciou que se uma nação como a China não consegue monitorar o fluxo de pessoas que migram de modo ilegítimo para os Estados Unidos, a forma correta de combater o problema é tocando no setor da economia, ao aplicar uma tarifa aos países que não colaboram para solucionar a questão.

Trump afirma ter confiança em sua equipe jurídica após veredito de “culpado”

Na noite da última quarta-feira (5), Donald Trump falou rapidamente com repórteres e disse que ainda tinha confiança em equipe jurídica após ser declarado como culpado em julgamento criminal por fraude em Nova York.

Julgamento de Trump

Na última semana de maio, Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, foi condenado, de forma unânime em júri popular, em todas as 34 acusações feitas contra ele. Esse fato é um marco nos Estados Unidos, já que seria a primeira vez que um ex-presidente é acusado e condenado criminalmente.

A condenação se deu por fraude financeira ocorrida nas eleições de 2016, na qual Trump ocultou um pagamento de 130 mil dólares feitos para comprar o silêncio da atriz pornô Stormy Daniels, uma vez que ela teve um encontro sexual com o político.


 O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, comparece para seu julgamento secreto no Tribunal Criminal de Manhattan (Foto: reprodução/Getty Images embed)


Na última quarta-feira (5), Trump foi questionado por repórteres se havia perdido a confiança em sua equipe jurídica após ser considerado culpado em julgamento por fraude financeira. Segundo o ex-presidente, o sistema judicial é “manipulado e terrível“.

Além disso, o processo de subversão eleitorial ocorrido em âmbito estadual na Geórgia contra Trump foi suspenso por tempo indeterminado pelo Tribunal de Apelações da Geórgia. Esse fato representa uma vitória para o ex-presidente, uma vez que ele quer adiar questões legais até 2025, caso não consiga vencê-las.

Acho que estamos nos saindo muito bem. Tivemos um grande acontecimento na Geórgia hoje

Donald Trump

O pedido apresentado pelo Tribunal de Apelações da Geórgia indica que o julgamento de Donald Trump não ocorrerá antes da eleição presidencial de 2024. Esse caso ficará suspenso até que alguns juízes decidam se a promotora do distrito do condado de Fulton, Fani Willis, deve ser desqualificada, questão que deve ser resolvida até março de 2025.

O caso de Willis se dá pela acusação de que ela teve um relacionamento amoroso com Nathan Wade, promotor especial contratado pela promotora. Trump e seus corréus argumentam que Willis se beneficiava financeiramente do relacionamento com Wade e que, até mesmo as férias da dupla eram custeadas pelo promotor.

Segundo o principal advogado de defesa de Trump, Steve Sadow, a decisão de suspender o processo de julgamento foi correta e ele acredita que a promotora Fani Willis deve ser desqualificada por má conduta.

O Tribunal de Apelações da Geórgia suspendeu de forma adequada todos os processos contra o presidente Trump no tribunal de primeira instância, enquanto aguarda a decisão sobre nosso recurso argumentando que o caso deve ser arquivado e que a promotora Willis do condado de Fulton deve ser desqualificada por sua má conduta

Steve Sadow

A estratégia de Trump de colocar os promotores na defensiva, atacá-los na esfera pública e desafiá-los no tribunal foi ressaltada novamente, uma vez que essa decisão do tribunal reflete uma sequência de vitórias de Trump em julgamentos.

Atrasos na Flórida abrem vantagem

Já na Flórida, no caso dos documentos confidenciais de Trump, Aileen Cannon, juíza federal e supervisora do caso, demonstrou dedicar parte do seu tempo em questionar os investigadores e a autoridade de seus promotores, solicitações essas que foram feitas por Trump. Assim como na Geórgia, o caso dos documentos da Flórida não tem data de julgamento definida.

Na última quarta-feira (5), a juíza pareceu estar em disposição para uma audiência em que Trump colocaria investigadores federais sob juramento para que seus advogados pudessem questioná-los. Além disso, ela dedicará um tempo deste mês de junho para ouvir argumentos sobre a legalidade de seu promotor.

Corrida eleitoral de Donald Trump pode não sofrer grande impacto com sentença criminal

Em ano de eleições presidenciais, o canal de notícias CNN, iniciou um programa de sondagem para averiguar o desenvolvimento do processo eleitoral nos EUA, e a intenção de votos dos eleitores estadunidenses, acerca da disputa pelo cargo de presidente no período de 2024. A intenção é proporcionar uma forma de pesquisa mais ampla e abrangente sobre como as pessoas se sentem em relação aos futuros candidatos, que poderão disputar a corrida presidencial deste ano, e como elas têm reagido diante das notícias expostas nas mídias sobre essas personalidades.

Notícias, escândalos e sentenças

Um dos fortes candidatos à corrida até a Casa Branca é o empresário, político e ex-presidente americano Donald Trump, de 77 anos, do partido republicano, que recentemente tem causado um burburinho na mídia nacional e internacional, após ter sido declarado culpado por 34 acusações criminais, pela justiça dos Estado Unidos da América.


Trump e seu advogado saem do tribunal e falam à mídia depois que Trump foi considerado culpado após julgamento (Foto: reprodução/Pool/Getty Images Embed)


A opinião dos eleitores pouco foi impactada

Conforme as opiniões expressadas por eleitores fiéis ao republicano, o fato de Trump ir a julgamento pelas supostas acusações de ter cometido diversos crimes, justamente nesse período do ano, se trata de uma manobra política, realizada pela oposição, na tentativa de ganhar vantagem na disputa eleitoral. E ainda, segundo a opinião dos simpatizantes do empresário e político, os julgamentos contra Donald Trump, são uma forma de manipulação da mente das pessoas, para alterar a intenção de voto da população, e com isso mudar os resultados do processo eleitoral.


Uma bandeira com o ex-presidente dos EUA e candidato presidencial balança em meio a grupo de apoiadores (Foto: reprodução/Alon Skuy/Getty Images Embed)


Trump reafirmou inocência diante das acusações, e seu advogado, Todd Blanche, disse que irá apelar judicialmente acerca do caso contra seu cliente. A sentença final será anunciada no mês de julho. Entretanto, eleitores do partido opositor, apostam que as medidas judiciais aplicadas ao republicano, são imparciais, sem viés político e que a justiça está sendo executada após um longo período de mentiras e ocultações do representante do partido dos republicanos. Contudo, mesmo se Trump for condenado criminalmente, ele ainda poderá disputar as eleições, e caso vença, também poderá assumir o cargo.

Trump recebe veredito pela acusação de 34 crimes

O ex -presidente dos Estados Unidos Donald Trump, foi declarado ontem (30), responsável por 34 acusações envolvendo um pagamento de 130 mil dólares (aproximadamente 675 mil reais) a atriz pornô Stormy Daniels. Eles mantiveram um caso extraconjugal no ano de 2006, e Daniels recebeu esses valores 10 anos depois, em 2016, durante as eleições.

O pagamento foi feito no intuito de silenciar Daniels, já que poderia ser um dos motivos para que o republicano não fosse eleito. Contudo, para que acontecesse de forma discreta, foram constatadas fraudes contábeis entre o decorrer do ano de 2017.

O ex-advogado de Trump, Michael Cohen fez um trato com a atriz para que o caso não viesse a público, sendo o intermediador do pagamento realizado. O valor foi devolvido a Cohen após a eleição do ex-presidente.

Acusações

Falsificações em registros, fraudes financeiras e pagamentos ocultos somaram 34 acusações, sendo elas: 11 com falsos comprovantes de honorários ao ex-advogado, Michael Cohen e mais 11 de cheques emitidos para reembolsos realizados a ele, além de 12 a registros ligados a despesas legais.

Donald Trump enfrenta mais três processos criminais e um civil, ambos em tramitação com acusações de conspiração e manipulação de documentos confidenciais. Há 5 meses da eleição, o ex-presidente precisa ir além das campanhas e lidar com a justiça.


Trump na saída da Trump Towers pós coletiva com jornalistas para falar sobre seu julgamento (foto: reprodução/Michael M. Santiago/Getty Images)


Sentença definitiva

A sentença está prevista para acontecer no dia 11 de julho pelo juiz que assumiu o caso, Juan Merchan, podendo determinar até 4 anos de prisão a Trump.

O júri composto por 12 representantes, sendo sete homens e 5 mulheres, se reuniram durante dois dias em Manhattan para estudar o caso a fundo e chegar à decisão de inocência ou culpa do republicano, mas antes de anunciar o veredito, se reuniram a portas fechadas.

Segundo a opinião de especialistas americanos, é improvável que o candidato à presidência seja preso por questões como: Réu primário, idade e por já ter sido eleito anteriormente como presidente da república. Para eles, a condenação pode se transformar em liberdade condicional ou pagamento de multa.

Trump, que já havia feito declarações de que está passando por uma interferência eleitoral e reiterou aos jornalistas presentes do lado de fora do tribunal após o julgamento de ontem, que está sendo vítima de uma perseguição política. Ele acredita que querem impedir que ele seja reeleito o presidente dos Estados Unidos após sua vitória nas eleições de 2016.

Condenação de Trump não afeta campanha de Biden, entenda

Antes da deliberação do júri de Manhattan ser divulgada nesta quinta-feira (30), os conselheiros do atual presidente Joe Biden já sabiam que a condenação do ex-presidente Donald Trump não causaria alterações nas estratégias que eles já haviam decidido para as eleições de 2024.

Alimentando esperanças

Mesmo assim, isso alimentou esperanças dos apoiadores de Biden, uma vez que 12 pessoas consideraram Trump culpado é possível existirem eleitores indecisos que, ao se atentarem na campanha de Biden e nas acusações contra Trump poderiam votar para impedir o ex-presidente de retornar à Casa Branca.

Os assessores de Joe debateram se o termo “criminoso” seria utilizado para descrever o republicano durante a campanha. Apesar das implicações legais do ex-presidente estão esclarecidas, eles acreditam que os eleitores se preocupam com outras questões.


Condenação de Trump e o pleito eleitoral (Vídeo: reprodução/Youtube/CNN Brasil)

No caso de Donald Trump se tratam de 34 cinco acusações meses antes do pleito eleitoral. Em relato à CNN, pessoas próximas da campanha de reeleição de Joe afirmam que uma possível absolvição poderia ter ajudado Trump. Contudo, de acordo com a lei e constituição dos EUA, uma pessoa não pode ser impedida de se candidatar ainda que seja condenada.

Reação de Biden

Dick Durbin, senador de Illinois e também presidente do Comitê Judiciário, disse em comunicado: “Alinhado com o estado de direito, o júri decidiu que o ex-presidente era culpado em todas as acusações e, cabe agora ao cidadães americanos decidir se ele merece sentar no assento atrás da Mesa do Resolute no Salão Oval“. 


Tweet de Joe Biden (Foto: reprodução/Twitter/X/@joebiden)


Biden acompanhou a decisão do júri dentro de sua rotina, em sua casa de praia em Delaware com sua família. Coincidentemente, o dia que marcou o veredito histórico é o mesmo dia que marca o nono aniversário da morte do filho de Biden, Beau, que dizia que queria ser presidente dos EUA.

Possível pronunciamento

Ainda existe a chance de Biden se pronunciar ainda nesta sexta-feira (31) quando retornar à Casa Branca para realizar agendas com o primeiro-ministro belga para discutir planos relacionados à defesa da Ucrânia.

Acredita-se que a estratégia de Biden será alertar a população a respeito da ameaça que Trump apresenta à democracia ao invés de focar nesse novo condição de criminoso condenada de seu rival.

Os dois irão a debate no dia 27 de unho pela CNN. 

Donald Trump é declarado como culpado por justiça americana

Nesta quinta-feira (30), o empresário, ator, político, e ex-presidente americano Donald Trump, de 77 anos, filiado ao partido republicano, foi sentenciado criminalmente, pela acusação de fraude contábil no valor de 130 mil dólares (aproximadamente R$ 681,434), para calar a modelo, diretora, roteirista, e atriz estadunidense de filmes pornográficos, Stormy Daniels, durante o período eleitoral no ano de 2016.


Donald Trump deixa o tribunal após ser considerado culpado de todas as 34 acusações (Foto: reprodução/Pool/Getty Images Embed)


Trump declarou inocência acerca da acusação e seu advogado, Todd Blanche, em entrevista ao canal americano de notícias CNN, declarou que irá apelar judicialmente contra a sentença deferida ao empresário. Donald alega estar sofrendo assédio político, visto que este ano ocorrerão as eleições ao cargo presidencial, e o que julgamento é uma estratégia eleitoral da oposição, para denegrir sua imagem pública, e prejudicar sua campanha política.


Donald Trump participa de entrevista coletiva após veredito do julgamento de fraude (Foto: reprodução/Spencer Platt/Getty Images Embed)


Resolução do caso

A sentença final será anunciada em julho, no dia 11, podendo variar desde uma punição miníma ou prisão, dependendo do que o juiz Juan Merchan optar. Entretanto, caso o ex-presidente dos EUA seja sentenciado ou encarcerado, ele ainda poderá concorrer ao cargo de presidente e até mesmo assumir a posição, em caso de vitória, pois não há nada que fira alguma lei presente na constituição norte-americana, além de poder também, apelar judicialmente contra a decisão determinada pela justiça.

Trump e seu histórico com a justiça

O empresário e político americano, Donald Trump, possui uma longa história de casos pendentes com o tribunal dos Estados Unidos da América, sendo o processo de fraude contábil, o primeiro a ser julgado e sentenciado criminalmente, entre os demais casos que tramitam na justiça. Ainda há mais três processos que deverão ser analisados esse ano, porém sem data definida para os julgamentos.


Um júri de NY considerou Trump culpado de vários crimes, tornando-o o primeiro ex-presidente (EUA) condenado criminalmente. (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)


O 45º presidente dos EUA recebeu as acusações pelos supostos crimes de levar consigo documentos sigilosos e não os devolver após deixar o cargo; também responde judicialmente por tentar alterar o resultado eleitoral na Geórgia, e pela tentativa de permanência irregular na cadeira da presidência, após sofrer a derrota durante a corrida presidencial no ano de 2020.