Musk nega rumores de captação de US$ 10 bilhões pela xAI

O empresário e dono da xAI, Elon Musk, negou a informação que sua empresa está levantando capital, em seu perfil no X, nesta sexta feira (19). Musk se pronunciou após a publicação de uma reportagem da CNBC, mostrando um levantamento de US$ 10 bilhões (R$ 53,2 bilhões), em uma avaliação US$ 200 bilhões (R$ 1,064 trilhão), obtido pela companhia. O bilionário afirmou que a xAI não está obtendo capital atualmente, e disse que a notícia não é verdadeira.

XAI mira liderança e infraestrutura em IA

A matéria da CNBC apontava que os recursos seriam destinados principalmente à expansão de infraestrutura, incluindo a construção de grandes data centers equipados com processadores gráficos de empresas como Nvidia e AMD. Esses chips são fundamentais para o desenvolvimento de modelos avançados de inteligência artificial e, segundo a publicação, também serviriam para reforçar a contratação de especialistas altamente qualificados no setor.

Fundada em 2023, a xAI busca competir diretamente com empresas já consolidadas no mercado de IA, como a OpenAI, criadora do ChatGPT, e a Anthropic, responsável pelo Claude. Para isso, a companhia tem ampliado a capacidade de seu supercomputador Colossus, instalado em Memphis, considerado o maior do mundo. O objetivo é acelerar o treinamento de modelos de próxima geração, além de consolidar espaço em um mercado que desperta cada vez mais interesse de investidores.


Símbolo da xAI (Foto: reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)


Gigantes da IA seguem atraindo bilhões

Caso a avaliação citada pela CNBC se confirmasse, a xAI mais que dobraria seu valor de mercado em relação aos US$ 75 bilhões (R$ 399 bilhões) estimados em julho pela Pitchbook. Esse salto a colocaria entre as startups mais valiosas do planeta, atrás apenas de gigantes como a OpenAI, a chinesa ByteDance e a SpaceX, também comandada por Musk.

Enquanto isso, outras concorrentes seguem movimentando cifras bilionárias. A OpenAI discute a possibilidade de uma nova venda de ações, que abriria a chance de elevar sua avaliação para cerca de US$ 500 bilhões (R$ 2,66 trilhões).

Já a ByteDance prepara uma recompra de papéis que deve avaliar a companhia em mais de US$ 330 bilhões (R$ 1,755 trilhão). A Anthropic, por sua vez, anunciou recentemente ter obtido US$ 13 bilhões (R$ 69 bilhões) em investimentos, alcançando um valor de mercado estimado em US$ 183 bilhões (R$ 972 bilhões). Apesar da negativa de Musk, o interesse do mercado em startups de IA continua em alta, mesmo diante de questionamentos sobre o ritmo e a sustentabilidade dos gastos no setor tecnológico.

Larry Ellison supera Musk em disputa bilionária por riqueza global

O cenário do poder econômico global testemunhou uma reviravolta digna de roteiro cinematográfico, com Larry Ellison, cofundador da Oracle, alcançando o cobiçado posto de pessoa mais rica do mundo pela primeira vez. Essa conquista inédita pôs fim ao reinado de mais de um ano de Elon Musk, dono da Tesla e SpaceX, que por um breve período viu seu império financeiro ser superado.

O mais rico do mundo por algumas horas

A ascensão meteórica de Ellison nas primeiras horas de negociação na Bolsa de Valores de Nova York foi impressionante. Uma valorização expressiva nas ações da Oracle, que chegou a ultrapassar os 40% em seu pico matinal, impulsionou sua fortuna em um expressivo montante de US$ 101 bilhões. Às 10h10, pelo horário local, Ellison oficialmente desbancou Musk do topo do ranking de bilionários.


O salto na fortuna foi através da empresa Oracle (Foto: reprodução/X/@ForbesBR)

Contudo, a liderança de Ellison foi efêmera. À medida que o dia de negociação avançava, a valorização das ações da Oracle desacelerou, encerrando o pregão com uma alta de 35,9%. Essa moderação foi suficiente para que Elon Musk, impulsionado por uma leve alta de 0,24% nas ações da Tesla, recuperasse o primeiro lugar. Ao final do dia, Musk reassumiu seu posto de homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 384,2 bilhões, enquanto Ellison o seguia de perto, com US$ 383,2 bilhões, uma diferença de “apenas” 1 bilhão de dólares.

O motor da ascensão, resultados da Oracle e o boom da IA

O notável salto nas ações da Oracle, que catapultou Ellison à liderança, foi desencadeado pela divulgação de resultados trimestrais que superaram as expectativas do mercado. A gigante de software tem prosperado significativamente em seu negócio de armazenamento de dados em nuvem, um setor que se beneficia diretamente do avanço exponencial da inteligência artificial.

A demanda crescente por poder computacional e capacidade de armazenamento para alimentar aplicações de IA tem se tornado um motor crucial para a Oracle. O investimento maciço da empresa em infraestrutura de nuvem, oferecendo serviços pela internet, tem se mostrado uma aposta acertada. Essa estratégia posicionou a Oracle como uma fornecedora vital para startups e empresas de IA que buscam expandir suas operações.


A Oracle, fundada em 1977, foi a empresa que fez Larry se tornar o mais rico do mundo (Foto: reprodução/X/@EstadaoLink)

O acordo recém-anunciado com a OpenAI, responsável pelo ChatGPT, para o fornecimento de 4,5 gigawatts em capacidade de data centers, é um testemunho dessa nova dinâmica. Esse contrato bilionário, estimado em US$ 300 bilhões ao longo de cinco anos, solidifica a Oracle como um player importante na corrida pela infraestrutura de IA.

Um olhar sobre Larry Ellison, de programador a magnata

A trajetória de Larry Ellison é um conto de ambição e visão empreendedora. Abandonando a faculdade, ele cofundou a Oracle, que se transformaria em uma das maiores empresas de tecnologia do planeta. Nascido no sul de Chicago e criado por seus tios, Ellison demonstrou desde cedo aptidão para a programação. Sua jornada profissional começou na Ampex, onde trabalhou em um projeto de banco de dados para a CIA, batizado de Oracle — um prenúncio de seu futuro sucesso.

Em 1977, com dois sócios, ele fundou a empresa que levaria o nome desse projeto. A Oracle abriu seu capital em 1986, um dia antes da Microsoft, marcando sua entrada no mercado financeiro. Ellison ocupou o cargo de CEO até setembro de 2014, quando assumiu as posições de presidente do conselho e diretor de tecnologia.


Larry Ellison em coletiva na casa branca (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images Embed)


A riqueza de Ellison não se limita à Oracle. Ele detém uma participação significativa na Tesla, é investidor em esportes, como vela e tênis (patrocinando o torneio Indian Wells), e possui um vasto portfólio imobiliário, que inclui a ilha de Lanai, no Havaí. Sua vida pessoal é marcada por um estilo extravagante, com megaiates, jatos particulares e propriedades de luxo, que frequentemente geram discussões sobre o uso de sua vasta fortuna.

A dança dos bilionários e o futuro da tecnologia

A disputa pelo topo da lista de bilionários tem sido dinâmica. Antes de Musk e Ellison, nomes como Jeff Bezos (Amazon) e Bernard Arnault (LVMH) ocuparam o pódio. A ascensão de Zuckerberg, da Meta, ao terceiro lugar, com US$ 264,1 bilhões, demonstra a força do setor de tecnologia e a constante reconfiguração do poder econômico.

O sucesso recente da Oracle, impulsionado pela revolução da inteligência artificial, reafirma a capacidade da empresa de se adaptar e prosperar em mercados em constante evolução. A empresa, que já era um pilar em bancos de dados corporativos, agora se consolida como uma fornecedora essencial para a infraestrutura que alimenta o futuro da tecnologia. Enquanto Elon Musk mantém sua posição de liderança por ora, a performance impressionante de Larry Ellison e da Oracle demonstra que a competição no Olimpo dos bilionários está mais acirrada do que nunca.

Fortunas disparam: Musk lidera a Lista da Forbes de 2025 e Buffett se destaca pela generosidade

A lista Forbes 400 de 2025 mostra que os bilionários americanos de 2025 seguem acumulando fortunas históricas, totalizando US$ 6,6 trilhões (R$ 35,85 trilhões), alta de 22,2% em relação ao ano anterior. Elon Musk lidera o ranking com US$ 428 bilhões, enquanto Warren Buffett se destaca pelo compromisso com doações. Apesar do crescimento das fortunas, a maioria mantém participação modesta em iniciativas sociais, enquanto alguns se destacam mais que outros.

A Forbes também destaca o desempenho das mulheres na lista. Alice Walton, filha do fundador do Walmart, lidera entre elas com um patrimônio de US$ 109,5 bilhões. Por outro lado, Donald Trump aparece na 201ª posição, com US$ 7,2 bilhões. O levantamento evidencia que nem todos os nomes de destaque ocupam o topo do ranking.

Riqueza concentrada e generosidade proporcional

O levantamento também revela que, mesmo com recorde de patrimônio, a filantropia proporcional não acompanhou o crescimento das fortunas. Entre os bilionários americanos de 2025, apenas 11 destinaram mais de 20% de suas riquezas a causas sociais, incluindo Buffett, Bill Gates, Melinda French Gates e MacKenzie Scott. Além disso, grande parte da lista destinou parcelas menores de suas fortunas: menos de 5% no total e menos de 1% para quatro em cada dez bilionários.

Warren Buffett segue como maior doador em valores absolutos, com US$ 64,8 bilhões destinados a fundações e projetos filantrópicos ao longo da vida. Por outro lado, nomes como Elon Musk, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg aparecem com participação mínima nas iniciativas sociais, evidenciando contraste entre crescimento financeiro e distribuição voluntária de recursos.

Top 10 bilionários dos EUA em 2025

  1. Elon Musk | US$ 428 bilhões | Tesla, SpaceX
  2. Larry Ellison | US$ 276 bilhões | Oracle
  3. Mark Zuckerberg | US$ 253 bilhões | Meta
  4. Jeff Bezos | US$ 241 bilhões | Amazon
  5. Larry Page | US$ 179 bilhões | Google
  6. Sergey Brin | US$ 166 bilhões | Google
  7. Steve Ballmer | US$ 153 bilhões | Microsoft
  8. Jensen Huang | US$ 151 bilhões | Semicondutores
  9. Warren Buffett | US$ 150 bilhões | Berkshire Hathaway
  10. Michael Dell | US$ 124 bilhões | Dell Technologies

Fora do top 10, Bill Gates ocupa a 14ª posição, com patrimônio de US$ 124 bilhões, mantendo destaque por suas doações bilionárias e atuação em causas sociais globais.


Bill Gates, cofundador da Microsoft, durante jantar na Sala de Jantar de Estado da Casa Branca em 4 de setembro de 2025, em Washington, DC (Foto: reprodução/Alex Wong/Getty Images Embed)

Mulheres e bilionários americanos de 2025: Alice Walton lidera

O presidente Donald Trump aparece na 201ª posição, com US$ 7,2 bilhões. Suas doações representam apenas 0,03% da fortuna, mostrando que a participação em doações varia entre os bilionários. Enquanto isso, entre as mulheres, Alice Walton lidera o ranking com US$ 109,5 bilhões, fruto da herança do Walmart. Diferente de outros herdeiros, ela se concentra em curadoria de arte e filantropia, sem participar diretamente da gestão da rede varejista. Assim, consolida seu papel como a mulher mais rica e influente em doações nos Estados Unidos.

Tesla perde espaço e atinge menor fatia do mercado dos EUA

A Tesla viu sua participação de mercado nos Estados Unidos cair para 38% em setembro de 2025, o menor nível desde 2017, afirma pesquisa da Cox Automotive. A retração aconteceu mesmo com o histórico de domínio da marca no setor de veículos elétricos, e reflete o avanço acelerado da concorrência e a ausência de novos lançamentos atrativos. Com foco em outras tecnologias, como robótica e inteligência artificial, a empresa de Elon Musk enfrenta um momento desafiador no cenário automotivo norte-americano.

Falta de inovação afeta desempenho

Nos últimos anos, a Tesla reduziu o ritmo de lançamentos no setor automotivo e redirecionou parte de seus investimentos para o desenvolvimento de robotáxis e robôs humanoides. Embora a empresa continue sendo referência em tecnologia, a ausência de modelos populares mais acessíveis afeta diretamente sua competitividade no mercado de elétricos, cada vez mais disputado.


Publicação de Tesla Motors (Foto: reprodução/Instagram/@teslamotors)


O último grande lançamento, o Cybertruck, não atingiu o mesmo sucesso de modelos anteriores, como o Model 3 e o Model Y. Embora a Tesla tenha promovido atualizações no Model Y, o público e os especialistas consideraram as mudanças insuficientes. Como resultado, as vendas vêm caindo, e o domínio da empresa começa a perder força.

Concorrência acelera com novos modelos

Enquanto a Tesla desacelera, concorrentes norte-americanos, europeus e principalmente chineses vêm ganhando espaço com opções mais acessíveis e inovação constante. Essas montadoras têm se beneficiado de incentivos fiscais e políticas de incentivo à eletrificação da frota, assim aproveitando o momento para conquistar consumidores antes fiéis à Tesla.

Stephanie Valdez Streaty, em entrevista à Reuters, diretora de insights da Cox Automotive, avalia que a estagnação da Tesla acontece em um momento crítico. Com os incentivos fiscais prestes a expirar, ela alerta que as vendas podem cair ainda mais. Para ela, o cenário exige da montadora uma resposta rápida e estratégica, especialmente diante de rivais que crescem de forma agressiva no mercado global.

Elon Musk é excluído de jantar da Casa Branca com líderes de big techs

O evento acontece nesta quinta-feira (04), na Casa Branca, e irá reunir as principais big techs dos Estados Unidos, entre elas o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, o cofundador da Microsoft, Bill Gates, Tim Cook, executivo da Apple, e Sam Altman, CEO da OpenAI.

O empresário sul-africano, dono do X e fundador da Tesla, ficou de fora da lista de convidados. A relação entre Trump e Musk ficou abalada após o empresário deixar o cargo de destaque que ocupava no governo de Trump.

Disputa de poder entre Trump e musk

A relação entre Donald Trump e Elon Musk começou como uma parceria estratégica. Musk investiu pesado na campanha do republicano e chegou a ocupar um cargo de destaque no governo, prometendo cortar gastos. O rompimento ocorreu quando Musk criticou duramente um pacote bilionário de despesas aprovado por Trump, chamando a medida de irresponsável e prejudicial ao déficit público. A crítica pública foi o estopim para o desgaste, com Trump reagindo de forma agressiva e tratando Musk como inimigo político.


Entenda o rompimento de Donald Trump e Elon Musk em detalhes (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

O embate ganhou força nas redes sociais e se intensificou na esfera política. Musk passou a considerar a criação de um terceiro partido e fez acusações que atingiram diretamente a imagem de Trump, enquanto o ex-presidente revidava com ataques pessoais e ameaças de cortar contratos ligados às empresas do bilionário. O que antes era uma aliança de conveniência se transformou em uma disputa aberta por poder e influência.
O impacto do embate entre Donald Trump e Elon Musk no setor tecnológico

O impacto do embate entre Donald Trump e Elon Musk no setor tecnológico

O rompimento entre Donald Trump e Elon Musk provocou turbulência no setor tecnológico. A exclusão de Musk de eventos estratégicos evidencia a ruptura política e afeta diretamente suas empresas, incluindo Tesla e SpaceX. A tensão se refletiu na confiança dos investidores, contribuindo para a queda de 14% nas ações da Tesla em junho de 2025. Ao mesmo tempo, o movimento “Tesla Takedown” ganhou força, com protestos e boicotes que buscam desmoralizar a imagem pública de Musk e de suas empresas.

O conflito também impactou o Vale do Silício. Aliados de Musk foram pressionados a escolher um lado, criando divisões que ameaçam projetos em conjunto, especialmente em inteligência artificial e veículos elétricos. O efeito vai além das empresas diretamente envolvidas, atingindo a confiança do mercado e a colaboração no setor tecnológico americano.

Congresso Americano torna público arquivos do caso Jeffrey Epstein, condenado por exploração sexual menores

Um comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou nesta terça-feira (2) mais de 30 mil páginas enviadas pelo Departamento de Justiça sobre o caso de Jeffrey Epstein, condenado por exploração sexual e facilitação à exploração de menores, e de sua ex-namorada, Ghislaine Maxwell. A divulgação dos arquivos secretos foi promessa de campanha de Donald Trump e voltou à tona em junho deste ano, após Elon Musk mencionar que o nome do presidente constava nas investigações. 

Imagens e entrevistas do caso Epstein 

Morto em 2019, Jeffrey Epstein foi um bilionário financista que administrava grandes fortunas em Wall Street, conhecido por ser próximo de poderosos como o presidente americano, Donald Trump, o príncipe britânico, Andrew, e o empresário Bill Gates. Em 2008, Epstein foi condenado por exploração sexual e facilitação à exploração de menores. Após um acordo polêmico, cumpriu 13 meses de prisão e recebeu imunidade contra acusações federais. 

Em 2019, Jeffrey foi novamente acusado e preso por tráfico sexual. Um mês depois da prisão, aos 66 anos, ele foi encontrado morto com sinais de suicídio. O agressor aguardava novo julgamento. 


Protesto na Times Square, NY, com outdoor com a frase: “Trump, por que você não divulga os arquivos do Epstein?” em julho deste ano
(Foto: reprodução/Adam Gray/Getty Images Embed)


Os arquivos divulgados pelo Congresso Americano incluem centenas de imagens, vídeos com entrevistas das vítimas com o rosto à mostra e 33 mil páginas de processos antigos relacionados a Epstein e sua ex-namorada, Ghislaine Maxwell. A oposição, como o deputado democrata Robert Garcia, da Califórnia, criticam o ato por ter liberado grande parte dos documentos que já eram públicos. 

Ligação com Trump 

Entre os anos de 1990 e 2000, o agressor sexual manteve relações de amizade com o presidente dos EUA, Donald Trump. O presidente nunca foi investigado pelo caso e, segundo ele, se afastou de Jeffrey após o conhecimento das denúncias. Na sua campanha presidencial de 2024, Trump prometeu que, sendo eleito, tornaria público os arquivos dos documentos secretos da investigação do caso e questionou a ausência de uma lista de clientes de Epstein. 


Registro de Donald Trump em festa com Jeffrey Epstein em 1992
(Vídeo: reprodução/YouTube/CNBC television)


Em junho deste ano, durante briga com Trump, o bilionário Elon Musk publicou no X que o nome do presidente aparecia nos arquivos da investigação, o que fez com que o caso voltasse à mídia. Musk apagou a postagem e pediu desculpas. Um mês depois, o Departamento de Justiça americano afirmou que Epstein cometeu suicídio e que não havia uma “lista de clientes”. 

Elon Musk se mantém como maior bilionário do mundo, de acordo com lista da Forbes

Pelo 16º mês seguido, Elon Musk segue sendo o homem mais rico do mundo, com uma fortuna por volta de US$400 bilhões, de acordo com a lista da Forbes divulgada em setembro. No último mês, o patrimônio líquido dos dez bilionários aumentou somente em 1%, sendo um reflexo de um panorama misto nos mercados de ações. 

No mês de agosto, o mercado financeiro mundial apresentou uma dinâmica mista. Embora houvessem novos recordes nas ações americanas, os bilionários observaram variações em seus patrimônios. A soma do patrimônio líquido de todos os dez só teve um aumento de 1%, equivalente a US$21 bilhões. 

Os 10 bilionários mais ricos do mundo

De acordo com a Forbes, os dez bilionários mais ricos do mundo em 1º de setembro de 2025 são:

1º lugar: Elon Musk

Elon Musk tem destaque na lista. Pela 16º vez seguida, ele ocupa o primeiro lugar. Seu patrimônio líquido é de US$415,6 bilhões. Musk ampliou em US$14,4 bilhões sua fortuna, devido à valorização de 8% das ações da Tesla.

2º lugar: Larry Ellison

Larry Ellison se manteve em sua posição de segundo homem mais rico, mesmo com uma queda de cerca de US$28,7 trilhões no mês. Seu patrimônio líquido é de US$270,9 bilhões. 

3º lugar: Mark Zuckerberg

O CEO da Meta teve uma queda de US$13,7 bilhões, mas mesmo assim continuou no top 3 da lista. As suas ações tiveram um recuo de quase 5%, motivado pelas preocupações com os custos de IA e uma nova reestruturação do setor. Seu patrimônio líquido é de US$253 bilhões.

4º lugar: Jeff Bezos

 Após as ações da Amazon caírem 2,3%, Bezos viu sua fortuna cair em US$5,5 bilhões, respectivamente. Bezos foi o homem mais rico do mundo entre 2018 e 2021, mas agora ocupa a quarta posição na lista, com patrimônio líquido de US$240,9 bilhões.

5º lugar: Larry Page

Larry Page foi um dos bilionários que se deram bem. Com uma alta de quase 9$ das ações da Alphabet – empresa em que atua como conselheiro e acionista -, sua fortuna subiu mais de US$20 bilhões. Atualmente, ele acumula US$178,3 bilhões como patrimônio líquido.

6º lugar: Sergey Brin

Sergey foi cofundador do Google junto a Larry Page e hoje atua como conselheiro e acionista controlador da Alphabet, como Page. Sua fortuna também teve um crescimento devido a alta das ações da Alphabet, subindo US$15,1 bilhões e acumulando US$165,9 bilhões em patrimônio líquido.

7º lugar: Bernard Arnault

Bernard Arnault foi uma das surpresas da lista. Ele subiu da 10º posição para a 7º, após ter um acréscimo de US$21 bilhões em sua fortuna. Arnault é CEO e presidente da LVMH, sendo dono de mais de 70 marcas, que incluem Louis Vuitton, Tiffany & Co, Christian Dior e outras marcas de luxo. Seu patrimônio líquido é de US$154,1 bilhões.

8º lugar: Steve Ballmer

O ex-CEO da Microsoft teve um acréscimo de US$4,4 bilhões em sua fortuna em agosto, acumulando US$151,3 bilhões como patrimônio líquido. 

9º lugar: Jensen Huang

Jensen Huang caiu da 6º posição para a 9º, após quedas nas ações da Nvidia. Huang foi cofundador da Nvidia e atualmente ocupa a posição de CEO da empresa. Seu patrimônio líquido é de US$150,4 bilhões.

10º lugar: Warren Buffett

Buffet é um dos maiores investidores do século, tendo comprado sua primeira ação com 11 anos e declarado impostos aos 13 anos. Ele ocupa o cargo de CEO da Berkshire Hathaway, mas deve sair do cargo no fim deste ano. Apesar de ter ganhado US$7 bilhões em agosto, ele caiu para a 10º posição, tendo um patrimônio líquido de US$150,4 bilhões.


Larry Ellison, o segundo bilionário mais rico do mundo, junto de Donald Trump, Sam Altman e Masayoshi Son (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images Embed)


Mulher mais rica do mundo

A posição de mulher bilionária mais rica do mundo continua sendo da Alice Walton. Ela é filha de Sam Walton e sua riqueza deriva de sua herança no Walmart, deixada por Walton. Sua fortuna é de US$106,5 bilhões, ocupando o 17º lugar na posição global. A herança de Sam Walton foi dividida entre ela e seus irmãos Rob, Jim e John Walton, que já faleceu e deixou suas ações para a viúva Christy Walton e o filho deles, Lukas Walton. Ambos também estão na lista global de bilionários da Forbes.

SpaceX interrompe decolagem da Starship segundos antes do lançamento

A SpaceX cancelou novamente o esperado voo de teste do foguete Starship, sendo o décimo voo de teste até agora. Desta vez, faltavam apenas dez segundos para a decolagem da nave ao espaço, quando de repente o voo foi interrompido devido às condições climáticas, nesta segunda-feira (25).

A decolagem estava sendo transmitida ao vivo e contava com mais de 1 milhão de espectadores, que aguardavam ansiosamente o voo nas redes sociais da SpaceX. Durante o lançamento, a apresentadora da transmissão anunciou a suspensão do teste. Após o anúncio, a empresa – comandada por Elon Musk – confirmou o cancelamento por meio de suas redes oficiais no X (antigo Twitter).

Problemas climáticos

O cancelamento do voo do foguete Starship, já na reta final da contagem regressiva, foi atribuído a problemas climáticos, como citou a apresentadora durante a transmissão ao vivo. Segundo a comunicação feita no momento, o clima seria o principal fator da interrupção, mas a SpaceX não veio a público para dar mais detalhes sobre. 

Entretanto o avanço do projeto é esperado, já que a Nasa demonstra interesse em utilizar a tecnologia da Starship em possíveis missões à Lua. O interesse da Nasa evidencia a importância do projeto e aumenta as expectativas de que os testes irão continuar, mas sem data até o momento. 


Trajetória que o Starship iria fazer no teste (Vídeo: reprodução/X/@SpaceX)


Novo calendário

Para as expectativas dos espectadores e admiradores do projeto, a equipe responsável pela Starship já iniciou uma análise para uma nova data para o teste, de acordo com postagem no perfil oficial na rede social X. Mesmo em meio à frustração devido aos cancelamentos que vem ocorrendo – primeiro no domingo (24) e depois nesta segunda-feira (25) -, a equipe está empenhada em conseguir resultados significativos. 

Esse voo em questão é de suma importância, já que seria a primeira vez em que a Starship realizaria uma decolagem com carga útil na nave, lançada com apoio do propulsor Super Heavy – outro foguete que já foi lançado pela SpaceX ao espaço ano passado e que teve resultados positivos. 

O projeto complexo da SpaceX é mais do que um novo passo da tecnologia, mas também um avanço significativo na exploração espacial. Entre os objetivos do projeto, estão incluídos a realização de envios de foguetes tripulados à Marte. A definição de uma nova data permanece na expectativa e no aguardo para uma nova exploração da vasta galáxia em que vivemos.

Elon Musk processa a Apple e OpenAI por acusação de monopólio e cobra bilhões de dólares

A xAI, startup de inteligência artificial do bilionário Elon Musk, processou a Apple e a OpenAI (fabricante do ChatGPT) em um tribunal federal dos EUA, no Texas, nesta segunda-feira. A ação acusa as empresas de conspirar para impedir a concorrência no setor de IA. O processo afirma que ambas bloquearam mercados para manter seus monopólios e impedir que inovadores como a xAI e outras empresas do grupo “X” possam competir.

Entenda a situação

No início deste mês, Musk já havia ameaçado processar a Apple, afirmando no X que a empresa “impossibilita” qualquer concorrente da OpenAI de alcançar o primeiro lugar na App Store. O ChatGPT, da OpenAI, tem o apoio da Microsoft e da startup DeepSeek. Alguns especialistas que não estão envolvidos no processo acreditam que a posição dominante da Apple no mercado de smartphones pode ser um fator relevante na questão.

De forma mais abrangente, o processo pode dar aos tribunais dos Estados Unidos a oportunidade de discutir questões relacionadas à IA e ao antitruste, segundo Christine Barholomew, professora da faculdade de direito da Universidade de Buffalo. As práticas da Apple na App Store já são alvo de diversos processos judiciais, incluindo um em andamento com a Epic Games, criadora do jogo “Fortnite”. Nesse caso, um juiz ordenou que a Apple permitisse mais concorrência nas opções de aplicativos.


Elon Musk no dia 30 de maio no ano de 2025 em evento (Foto: reprodução/kevin Dietsch/Getty Images Embed)


Sobre o ChatGPT

Após se tornar o aplicativo de consumo com crescimento mais rápido da história em 2022, o ChatGPT foi adquirido por Elon Musk por US$ 33 bilhões. A intenção era aprimorar o chatbot Grok, usado nos veículos da Tesla. A xAI foi lançada há pouco menos de dois anos e conta com o apoio da Microsoft.

A Apple pode argumentar que a integração da IA em seu sistema operacional é justificada por razões de segurança e operacionais, conforme comentou Herbert Hovenkamp, professor da faculdade de direito da Universidade da Pensilvânia. Em outra ação, Musk está processando a Open Hall e seu CEO, Sam Altman, em tribunal na Califórnia para impedir a conversão de uma organização sem fins lucrativos.

SpaceX se prepara para 10º teste de voo para Starship

A SpaceX, empresa de Elon Musk, se prepara para o décimo teste de voo de seu foguete Starship, neste domingo (24), dentro do complexo de lançamento em Starbase, Texas. A expectativa é que o novo lançamento estabeleça avanços significativos no desenvolvimento da nave, após uma série de testes anteriores que enfrentaram falhas em fases iniciais do voo.

Preparativos e planos para o futuro

O foguete, composto pelo propulsor Super Heavy, de 70 metros, e pelo estágio superior Starship, com 52 metros de altura, estava posicionado em seu suporte de lançamento horas antes do horário previsto para decolagem, marcado para 19h30 (horário do leste dos EUA). Elon Musk deve fornecer atualizações sobre os últimos avanços no projeto pouco antes do início da missão.

O desenvolvimento da Starship é considerado importante para os planos de Musk, tanto para os negócios de lançamento da SpaceX quanto para suas ambições de exploração de Marte. A Nasa planeja utilizar o foguete em 2027 para levar astronautas à Lua, marcando o retorno de missões tripuladas ao satélite natural desde a era Apollo.


Empresário Elon Musk (Foto: reprodução/Allison Robbert/Getty Images Embed)


O sucesso da Starship também está relacionado ao futuro do serviço de internet via satélite Starlink, outra iniciativa de destaque da SpaceX. Musk pretende usar a capacidade de carga da Starship para colocar satélites maiores em órbita, para trabalhar em conjunto com o Falcon 9, responsável atualmente pelos lançamentos do projeto.

Imprevistos e detalhes do plano de voo

Este ano, a Starship enfrentou muitos contratempos, incluindo falhas no início de voos, problemas em trajetórias suborbitais e uma grande explosão na plataforma de testes em junho, que deixou detritos espalhados próximos ao México. Mesmo assim, a empresa manteve um ritmo acelerado de produção e testes, desenvolvendo novas unidades da nave em suas instalações no Texas.

O teste deste domingo vai manter o padrão de separação entre o Super Heavy e a Starship em altitude elevada. O primeiro retornará ao Golfo do México para pouso em águas calmas, enquanto o estágio superior prosseguirá em trajetória suborbital, simulando o lançamento de satélites Starlink e testando a reativação de motores no espaço. Durante a reentrada atmosférica sobre o Oceano Índico, o foguete enfrentará temperaturas extremas, colocando à prova o escudo térmico e os flaps de direção, elementos essenciais para sua rápida reutilização.

De acordo com a SpaceX, o perfil de reentrada foi projetado para submeter os flaps traseiros a forças máximas, garantindo que os limites estruturais da nave sejam testados sob condições extremas, aprendendo com os desafios enfrentados em voos anteriores.