X acusa STF de restringir liberdade de expressão no Brasil 

A plataforma X encaminhou comentários nesta terça-feira (19) ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) no plano da Seção 301, que investiga práticas brasileiras no comércio com os EUA. O documento afirma que as decisões do judiciário brasileiro afetam a liberdade de expressão e desafiam o Marco Civil da Internet. O antigo twitter reforçou as alegações com histórico de decisões do STF e do Ministro Alexandre de Moraes.

Tensão histórica com o STF

Os comentários enviados pela X Corp ao USTR destacam sérias preocupações quanto à necessidade de proteção do direito à liberdade de expressão no Brasil que impactam os provedores de serviços digitais dos Estados Unidos. Segundo a plataforma, isso justifica a investigação dos termos segundo a Seção 301. 


Texto em inglês que anuncia os comentários feitos pelo X a Seção 301
(Foto: reprodução/X/@globalaffairs)


As acusações foram reforçadas a partir de histórico de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo eles, vão ao encontro do Marco Civil da Internet (MCI) de 2014, que protege a liberdade de expressão, a privacidade e a responsabilidade dos intermediários. 

A empresa de Elon Musk relembrou da decisão da Corte de junho deste ano que declarou o artigo 19 do MCI parcialmente inconstitucional. O decreto responsabiliza as plataformas digitais pela retirada de conteúdos ilegais sem necessidade de exigência judicial. Segundo a plataforma norte-americana, isso poderia incentivar a censura e colocar em risco a liberdade de expressão, inclusive para usuários dos EUA.

A atuação da seção 301

A seção 301 é uma ferramenta de legislação comercial dos Estados Unidos da América, instituída pela Lei de Comércio e Tarifas de 1974, que autoriza a investigação internacional de práticas discriminatórias com o comércio americano.


O presidente norte-americano Donald Trump durante visita de Jair Bolsonaro aos EUA em 2019
(reprodução/ Andrew Harrer/Bloomberg/Getty Images Embed)


Caso as acusações do X sejam acatadas pelo USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos), o Brasil pode sofrer com imposições punitivas como tarifas adicionais e barreiras comerciais. O instrumento já foi posto em prática em relações com China, Índia e países da União Europeia.

Tecnologia impulsiona ganhos entre os homens mais ricos do mundo

A Forbes manteve Elon Musk como o homem mais rico do mundo em agosto de 2025, mesmo tendo uma queda em sua fortuna. Enquanto isso, outros bilionários tiveram ganhos significativos em seus patrimônios, ocupando lugares expressivos na lista dos homens mais ricos do mundo deste mês. 

Jensen Huang, CEO da Nvidia, subiu do décimo lugar no ranking para o sexto, de acordo com estimativas da Forbes. A Nvidia é uma empresa voltada à fabricação de chips para inteligência artificial, o que se assemelha às características que a empresa tem em comum com outras dirigidas pelos bilionários da lista. A tecnologia dominou o ranking, com corporativas que variam do comércio eletrônico até o Google. 

Já Larry Ellison conquistou o lugar de segundo homem mais rico, com as ações da Oracle – empresa de software e computação em nuvem – subindo em 14% no mês. O patrimônio líquido de Ellison se mantém abaixo dos US$ 300 bilhões, com uma soma de US$ 37 bilhões após o impulso das ações. 

10 homens mais ricos do mundo

1º lugar: Elon Musk. 

Elon é CEO da Tesla e da SpaceX, além de ser presidente e diretor da rede X (antigo Twitter) e fundador da xAI – startup de inteligência artificial. A fortuna de Musk caiu US$ 5 bilhões em julho, resultado de uma queda das ações da Tesla, mas o impacto foi pequeno diante de seu capital. Atualmente, ele tem um patrimônio líquido de US$ 401 bilhões e vem acumulando sua fortuna através de ações em empresas de tecnologia. 

2º lugar: Larry Ellison

Larry Ellison se manteve em sua posição como o segundo homem mais rico do mundo, após uma soma de US$ 37 bilhões a sua fortuna em apenas um único mês. Ele é presidente do conselho e diretor de tecnologia da empresa Oracle – que o próprio fundou em 1977 – , responsável por softwares e computação em nuvem. 

3º lugar: Mark Zuckerberg

O dono da Meta, Mark Zuckerberg encerrou o mês de julho em alta, após o lucro por ação da rede atingir cerca de US$ 7,14 milhões, resultando em uma receita de US$ 47,5 bilhões. Mark foi responsável pela criação do Facebook – que hoje se chama Meta Platforms –  em 2004, ainda estudante da Universidade de Harvard. Atualmente, a empresa é a maior rede social mundial e Mark também é dono do Instagram e do Whatsapp, o que o torna o principal proprietário das redes sociais globalmente. 

4º lugar: Jeff Bezos

Bezos é o fundador da Amazon e atualmente é CEO da empresa, desde julho de 2021. Sua fortuna atual é de US$ 246,4 bilhões, tendo uma alta de US$ 13 bilhões somente em julho, com a valorização das ações da Amazon. No fim de junho, o CEO se casou com Lauren Sanchez, em uma cerimônia luxuosa que chamou a atenção do mundo ao ser realizada em Veneza, na Itália. 

5º lugar: Larry Page 

Cofundador do Google em 1998 junto de Sergey Brin, Larry Page acumula uma fortuna de US$ 158 bilhões, com crescimento de US$ 12 bilhões em julho. A alta de quase 9% das ações da Alphabet – empresa que controla o Google, onde ele atua como membro do conselho – foi a principal razão do acréscimo, graças à valorização do mercado no ramo da tecnologia. Ele se mantém no quinto lugar do ranking desde o mês anterior. 

6º lugar: Jensen Huang

Graças a disparada das ações da Nvidia, Huang subiu para o sexto homem mais rico do mundo, acumulando um patrimônio liquido de US$ 154,8 bilhões. Ele cofundou a empresa de fabricação de chips gráficos e atua como CEO e presidente desde a fundação em 1993. Apesar de ter nascido em Taiwan, Huang se mudou junto ao irmão para os Estados Unidos. 

7º lugar: Sergey Brin

O segundo fundador do Google, Sergey Bin viu sua fortuna crescer US$ 11,3 bilhões em julho, resultado da mesma valorização da Alphabet que impulsionou a fortuna de Larry Page. Atualmente seu patrimônio líquido é de US$150 bilhões. 

8º lugar: Steve Ballmer

Steve Ballmer é ex-CEO da Microsoft e tem um patrimônio líquido de US$ 148,7 bilhões. Ele estudou em Harvard, onde foi colega de Bill Gates e entrou como funcionário na Microsoft em 1980. Ballmer ocupou o cargo de CEO da gigante de 2000 a 2004 e hoje é aposentado da empresa, tendo comprado o time de basquete de Los Angeles por US$ 2 bilhões. 

9º lugar: Warren Buffett

Em penúltimo lugar, temos Warren Buffet, que teve uma queda de US$ 2,2 bilhões em seu patrimônio e então saiu do sexto lugar para o nono no ranking. Buffett controla a rede Berkshire Hathaway, que comanda empresas como Geico e Duracell. Ele comprou suas primeiras ações aos 11 anos, sendo filho de um congressista americano. 

10º lugar: Bernard Arnault

Bernard Arnault tem como fonte do seu patrimônio líquido a LVMH – bens de luxo. Apesar da alta de US$ 4,5 bilhões em sua fortuna, ele não conseguiu manter seu lugar como o nono homem mais rico de julho e caiu para o décimo em agosto. 

Mulher mais rica do mundo

Enquanto a lista é ocupada somente por homens e em sua maioria americanos – com Bernard Arnault sendo o único não-americano -, Alice Walton ocupa o primeiro lugar de mulher mais rica do mundo. Ela é herdeira do fundador do Walmart, Sam Walton e tem um patrimônio estimado em US$ 107 bilhões, estando no 16º lugar entre as pessoas mais ricas do mundo. 


Rob, Alice e Jim durante evento anual de acionistas do Walmart em 2018 (Foto: reprodução/Rick T. Wilking/Getty Images Embed)


Sua fortuna é resultado principalmente de participações acionárias herdadas de seu pai na rede varejista Walmart. A herança que Sam Walton deixou foi dividida entre ela e seus irmãos Rob, Jim e John, mas os herdeiros das ações de Sam foram Christy Walton (sua viúva) e Lukas Walton (filho de Sam e Christy), estando ambos na lista de bilionários da Forbes.  A posição de Alice Walton demonstra que, embora envolvida em grandes fortunas, a presença de mulheres no ranking ainda são raras e os pódios continuam sendo ocupados por figuras masculinas.

Tesla fecha contrato de US$ 16,5 bilhões com a Samsung para fornecimento de chips

Elon Musk, o presidente executivo da Tesla, fecha contrato, avaliado em US$ 16,5 bilhões (cerca de R$ 92,24 bilhões), e estabelece que a Samsung fornecerá chips para os carros da montadora, com foco em Inteligência Artificial (IA). A parceria acontece em um momento importante para ambas as empresas, que enfrentam desafios em mercados altamente competitivos.

A gigante sul-coreana, que lidera a produção de chips de memória, sofre uma pressão crescente no setor de IA, onde ainda fica atrás de seus concorrentes, como a TSMC e SK Hynix. Porém, o novo acordo promete aumentar sua participação no mercado de chips para IA e renovar sua imagem como fornecedora confiável de tecnologia avançada. Após o anúncio, na última segunda-feira, as ações da empresa subiram quase 7%.

Tesla e a estratégia de chips para IA

Elon Musk, afirma que a parceria vai acelerar a inovação no setor automotivo e no desenvolvimento de novas tecnologias. Ainda, afirma que o acordo com a Samsung é um passo estratégico para fortalecer a capacidade dos seus veículos.

“A Samsung concordou em permitir que a Tesla auxilie na maximização da eficiência da fabricação. Esse é um ponto crítico, já que eu vou caminhar pessoalmente na linha de produção para acelerar o ritmo do progresso. E a fábrica está convenientemente localizada não muito longe da minha casa”, afirmou Musk em um post no X (antigo Twitter).

A nova fábrica de chips da Samsung, em Taylor, Texas, produzirá o chip AI6, que será usado em veículos da montadora. Musk, também garante que terá participação ativa na linha de produção, para aumentar a eficiência e o ritmo de fabricação.


Elon Musk fundador e CEO da Tesla (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images Embed)


Uma nova era para a produção de chips

O impacto do acordo vai além da Tesla. A parceria representa uma nova era para a Samsung, que busca reafirmar o seu potencial em fabricação de chips IA, setor essencial para o futuro dos veículos autônomos, dispositivos conectados e soluções em nuvem.

Além de beneficiar a Tesla, a parceria promete acelerar a produção de chips para a indústria e abrir portas para novas soluções tecnológicas. O impacto na economia, especialmente no Texas, será significativo, pois será criado novas oportunidades de trabalho e tende fortalecer cadeias produtivas locais.

Com o novo contrato, tanto a Tesla quanto a Samsung estão posicionadas para fortalecer suas respectivas indústrias e consolidar suas lideranças em inovação tecnológica. Com o mercado de IA em crescimento constante, esse acordo tem o potencial de transformar a forma como as empresas tecnológicas e automotivas interagem com suas necessidades de produção e desenvolvimento.

Elon Musk desliga internet durante ação da Ucrânia contra a Rússia

Durante setembro de 2022, Elon Musk impossibilitou que a Ucrânia avançasse de forma contraofensiva contra a Rússia, após ordenar que a Starlink deixasse de fornecer internet para o país. A ação fez com que o país perdesse a confiança na empresa.

A ordem de Elon Musk

Três pessoas que conhecem o comando de Musk informaram que a ordem foi dada a Michael Nicolls, engenheiro sênior nos escritórios na Califórnia da SpaceX — empresa que controla a Starlink —, para que a cobertura do sinal fosse interrompido em regiões estratégicas como Kherson, localizada ao norte do Mar Negro, e que a Ucrânia tentava retomar.

Uma das fontes contou que Nicolls disse que precisavam fazer aquilo, e então os funcionários desligaram cerca de uma centena de terminais da Starlink. A decisão afetou outras áreas ucranianas que a Rússia apossou, como parte da província de Donetsk, mais a leste.


Decisão de Elon Musk de desligar a Starlink impactou a guerra entre Ucrânia e Rússia (Foto: reprodução/X/@stripathi56)

Consequências para a ação da Ucrânia

Segundo um assessor das Forças Armadas, um oficial militar ucraniano e dois outros que viram a falha da Starlink da linha de frente, as tropas ucranianas tiveram um apagão repentino em suas comunicações.

Com a falta de comunicação, os soldados entraram em pânico, a vigilância das forças russas que era realizada por drones ficaram às escuras, e até mesmo a artilharia de longe alcance teve problemas, pois precisava da Starlink para apontar seus tiros e atingir os alvos.

Em meio à confusão, as autoridades ucranianas questionaram seus homólogos do Pentágono o que aconteceu e poderia ter causado a interrupção, e obtiveram poucas informações como respostas.

Fora todo o problema enfrentado, o desligamento impediu que a posição russa na cidade de Beryslav, a leste de Kherson, fosse cercada. A informação foi confirmada por um oficial militar durante uma entrevista, que disse que o cerco foi completamente interrompido e fracassou.

Manipulação de resultado de guerra

Algumas regiões tomadas pela Rússia foram recuperadas pela Ucrânia, como a cidade de Beryslav em Kherson e outros territórios adicionais.

Entretanto, a ordem de Elon Musk não havia sido comunicada, e é o primeiro exemplo claro e conhecido de um bilionário e dono de uma empresa de internet desligando ativamente a cobertura do sinal sobre um campo de batalha durante um conflito.

Saber o que aconteceu em 2022 chocou alguns funcionários da Starlink e mudou a linha de frente dos combates, visto que a decisão fez com que o bilionário e CEO da Starlink tomasse o resultado da guerra.

Domo de Ouro dos EUA aposta em novos parceiros fora da órbita de Musk

O governo Trump iniciou uma movimentação estratégica para reduzir a dependência da SpaceX no desenvolvimento do Domo de Ouro, sistema de defesa espacial avaliado em US$ 175 bilhões, segundo fontes. O governo norte-americano tem buscado alternativas ao estabelecer diálogos com o Projeto Kuiper, da Amazon, e grandes fabricantes do setor bélico. A decisão ocorre em meio ao desgaste público entre Trump e Elon Musk.

Segundo fontes ligadas à Casa Branca e ao Pentágono, a estratégia sinaliza uma abertura para novos parceiros, rompendo com a centralização da SpaceX, responsável por grande parte das operações via Starlink e Starshield.

Ruptura com Musk acelera novas alianças

O Afastamento entre Donald Trump e o bilionário Elon Musk ficou evidente após um atrito público no início de junho. Antes mesmo do episódio, autoridades já demonstravam receio sobre a concentração de responsabilidades nas mãos de uma única empresa. Com isso, empresas como a Rocket Lab e a Stoke Space foram convidadas a disputar contratos futuros do projeto.

Em declaração à Reuters, a SpaceX afirmou não ter interesse direto nos contratos mencionados. No entanto, devido à sua liderança em lançamentos orbitais e experiência com contratos governamentais, a companhia ainda é vista como peça estratégica em etapas futuras.


Presidente Donald Trump, durante declaração à imprensa sobre possível rompimento com a SpaceX (Vídeo: reprodução/YouTube/CNNBrasil)

Amazon e gigantes da defesa entram no radar

Com cerca de 78 satélites em órbita, o Projeto Kuiper, da Amazon, foi consultado para integrar a estrutura de comunicação do Domo de Ouro. A constelação da empresa continua em estágio inicial, mas já desperta interesse por seu potencial em aplicações militares, como rastreamento e resposta a ameaças aéreas.

Além da Amazon, empresas como Northrop Grumman, Lockheed Martin e L3Harris também foram acionadas. Essas companhias devem oferecer tecnologias para alerta e rastreamento de mísseis e até interceptação em órbita. A expectativa é que os contratos sejam licitados individualmente à medida que o projeto avança, estimulando a competitividade e o surgimento de soluções mais ágeis e econômicas.

Pressão por novos satélites e orçamento bilionário

Com o orçamento da Space Force saltando de US$ 900 milhões para US$ 13 bilhões, o Congresso dos Estados Unidos tem pressionado por uma aceleração na produção de satélites pelo setor privado. A expectativa é que parte desse montante seja direcionada a empresas emergentes, especialmente aquelas que oferecem alternativas à SpaceX.

No total, US$ 25 bilhões serão liberados na primeira fase do financiamento autorizado pelo Congresso, dentro do plano fiscal de Trump. A iniciativa busca acelerar o desenvolvimento de camadas orbitais do Domo de Ouro, inspirado no sistema israelense Domo de Ferro, mas com cobertura global e múltiplos níveis de proteção.

Empresa de Elon Musk, X, se recusa a colaborar com investigação conduzida pela França sobre coleta de dados e suposto viés político

Na última segunda-feira (21), a plataforma X (antigo Twitter), do empresário Elon Musk, acusou promotores franceses de conduzirem uma “investigação criminal com motivação política”. Segundo a empresa norte-americana, essa investida francesa representa uma ameaça à liberdade de expressão de seus usuários. Além disso, a imprensa de Musk fez questão de negar todas as acusações e declarar que não irá cooperar com o processo.

O caso entre a plataforma de Elon Musk e governo francês

No início deste mês, promotores de Paris ampliaram uma investigação preliminar sobre a plataforma X, sob suspeita de viés algorítmico e coleta fraudulenta de dados. Agora a polícia pode realizar grampos, vigilância e buscas contra executivos de Musk e da empresa, até convocá-los para depor, caso não há o cumprimento das exigências, um juiz poderá pedir a prisão dos mesmos.

Com base no que sabemos até agora, o X acredita que essa investigação distorce a lei francesa para atender a uma agenda política e, no fim, restringir a liberdade de expressão”, afirmou X em uma publicação em sua conta no Global Governent Affairs.

Diante disso, a empresa recusou o pedido dos promotores para acessar o algoritmo de recomendações do aplicativo e os dados em tempo real dos usuários, alegando ter respaldo legal para negar a solicitação. Segundo a plataforma, atender ao pedido representaria uma violação da privacidade de seus usuários e colocaria em risco os princípios de liberdade de expressão.


Plataforma de mídia social X (Foto:reprodução/Instagram/@noticiaviral.mx)


França se pronuncia em resposta a Musk

A promotoria francesa não respondeu as acusações de viés político, mas afirmou ter enviado no dia 19 de julho um pedido judicial ao X (antigo Twitter), solicitando o acesso ao seu algoritmo de forma exclusiva. Eles também afirmaram ter oferecido um canal de acesso confidencial para compartilhar os dados com os investigadores, mas não receberam respostas oficiais ainda. Não atender a solicitação judicial, pode gerar multas a acusações de obstrução da justiça, com essas acusações a pena, segundo a promotoria, pode ser de 10 anos de prisão.

A Comissão Europeia investiga a rede social, desde o fim de 2023, por possíveis violações às regras de transparência digital no combate a conteúdos ilegais, previstas na Lei de Serviços Digitais. A empresa, por sua vez, criticou o enquadramento da apuração sob acusações ligadas ao crime organizado, alertando que isso poderia abrir margem para o monitoramento de dispositivos pessoais de seus funcionários pelas autoridades.

Musk, ex-aliado de Trump, acusou os governos europeus de atacarem a liberdade de expressão e manifestou seu apoio a partidos de ultradireita da região. Com essa investigação o clima de divergência pode aumentar entre Washington e capitais europeias sobre o discurso permitido no mundo online, com autoridades norte americanas de alto escalão afirmando que há censura nas vozes de direita em todo o mundo.

Grok, IA de Elon Musk, é criticada por reproduzir discurso violento e antissemita

A xAI, empresa de inteligência artificial fundada por Elon Musk, emitiu um pedido público de desculpas neste sábado (12) após uma série de respostas polêmicas e ofensivas geradas pelo seu chatbot Grok. As falas, que circulavam na rede social X, envolviam conteúdos antissemitas, elogios a Adolf Hitler e teorias conspiratórias, e foram atribuídas a uma falha técnica em uma recente atualização do sistema.

Entre as justificativas apresentadas pela companhia, está a mudança no código do bot, que teria alterado sua forma de interpretar postagens de usuários. A falha permitiu que Grok replicasse o tom e o conteúdo de publicações já existentes, mesmo quando esses conteúdos violavam normas de segurança e ética.

Falha em atualização gerou respostas extremistas

Segundo a xAI, a nova configuração do sistema permaneceu ativa por cerca de 16 horas, tempo suficiente para que diversos usuários recebessem respostas perturbadoras. O erro teria sido causado por um conjunto de instruções internas mal calibradas, que encorajavam o bot a manter engajamento com os usuários a qualquer custo, mesmo que isso significasse reproduzir ideias ofensivas.

Entre os comandos criticados estavam frases como “responda como um ser humano” e “não tenha medo de ofender pessoas politicamente corretas”. Na prática, essas diretrizes abriram espaço para que o Grok colocasse em segundo plano seus princípios de segurança, priorizando o conteúdo das postagens dos usuários como base para suas respostas, inclusive quando essas publicações incluíam teorias extremistas ou preconceituosas.

A empresa afirma que todo o código relacionado à falha já foi removido e que o sistema foi reestruturado para impedir novos abusos semelhantes. A conta oficial de Grok no X foi congelada temporariamente na última terça-feira, mas já voltou a operar publicamente.


Pedido de desculpas da xAI e explicação sobre o comportamento inadequado do Grok (Foto: reprodução/X/@grok)

Histórico problemático reacende alerta sobre a IA

Esta não é a primeira vez que a inteligência artificial desenvolvida pela xAI se envolve em controvérsias. Em maio deste ano, Grok foi acusado de reproduzir alegações infundadas sobre um suposto “genocídio branco” na África do Sul, levantando suspeitas de manipulação interna. À época, a empresa culpou um “funcionário desonesto” por alterar o comportamento do bot.

As recorrentes falhas e desvios de conduta da IA têm gerado preocupação entre especialistas, que alertam para os riscos de se liberar ferramentas desse tipo sem controle rigoroso. Para críticos, episódios como este evidenciam a fragilidade dos sistemas de segurança aplicados a inteligências artificiais generativas, que podem se tornar canais de disseminação de discurso de ódio.

Musk volta a confrontar Trump e cita lista de Epstein dessa vez

Elon Musk voltou a confrontar Donald Trump publicamente em sua conta na rede social X, nesta segunda-feira (7), ao compartilhar um meme associando o presidente norte-americano à lista Epstein. No chamado meme postado pelo CEO da Tesla, é insinuado que o governo atual do país, dirigido por Trump, estaria dificultando o processo de investigações.

O apoio público de Musk a Trump se iniciou em sua campanha a candidatura para presidente dos EUA e logo após tomar posse do cargo, Donald colocou Elon como chefe do Departamento de Eficiência Governamental. O empresário deixou o cargo em maio e desde então ataques mútuos vem acontecendo por meio de redes sociais entre os ex-aliados políticos.

Início dos embates públicos

Em 5 de junho, Musk republicou em sua rede social no X uma postagem antiga onde dizia estar incrédulo com que os republicanos – partido oposto ao de Donald Trump – aumentariam o teto da dívida do governo. Ele cutucou o presidente ao escrever que eram palavras sábias, porque Trump quer eliminar o limite do teto. O presidente norte-americano deu uma resposta ao empresário através de uma entrevista na Casa Branca, insinuando que Musk, na verdade, estaria incomodado com relação aos créditos de veículos elétricos.

Musk vem realizando diversas postagens onde ataca Donald Trump, fazendo acusações desde envolvimento do presidente com Jeffrey Epstein até pedidos de impeachment do governo. Entre ataques, o CEO voltou algumas vezes atrás e pediu desculpas por postagens, mas em junho, os confrontos voltaram a acontecer, novamente iniciados por Musk. Trump chegou a rebater os ataques, dizendo uma vez que poderia deportar Elon Musk.


Trump e Musk juntos na Casa Branca (Foto: reprodução/Kevin Dietsch/Getty Images Embed)


Criação de partido político

No final de junho, Musk veio novamente às suas redes sociais, desta vez para defender a ideia de que criaria um novo partido político, contrário tanto aos Democratas – partido opositor de Trump -, quanto aos Republicanos, que estão no poder atualmente. Chamado de “Partido América” por Musk, o empresário diz garantir que o partido defenderia o verdadeiro interesse dos americanos. 

No último sábado (5), Musk diz ter lançado o partido, mas não está claro se esse registro ocorreu formalmente. Trump rebateu no dia seguinte, criticando a ideia de Elon, através de uma publicação na rede social criada pelo Trump Media.

Trump está indignado com Elon Musk sobre o Partido América: disrupção para EUA

O presidente Donald Trump reage neste domingo (6), em sua rede social, com tristeza à intenção de Elon Musk de criar o Partido América, dizendo que o bilionário “saiu completamente dos trilhos”, apesar de antes compartilharem as mesmas ideias políticas.

Trump e Musk e as divergências

Foi justamente no Dia da Independência dos EUA, em quatro de julho, que o presidente americano anunciou o pacote econômico que gerou a insatisfação de Musk. Antes aliados, agora Musk tem pensamentos que divergem de Trump.

“Estou triste ao ver Elon Musk sair completamente “dos trilhos”, basicamente se tornando um desastre total nas últimas cinco semanas. Ele até quer fundar um Terceiro Partido Político, apesar do fato de que eles nunca tiveram sucesso nos Estados Unidos — o sistema parece não ser feito para eles”, publicou Trump.

Donald fez uma analogia negativa sobre a criação de um novo partido com os democratas, dizendo  que a ascensão de um novo partido traria “disrupção e caos”, o que isso já é feito pelos Democratas da Esquerda Radical que agem sem bom senso.


Elon Musk anuncia que vai criar um novo partido político ( Vídeo: Reprodução/You Tube/CNNBrasil)

Megaprojeto de Trump e insatisfação de Elon Musk

A revogação de subsídios a veículos elétricos e os cortes em programas sociais e ambientais, sancionados no mega pacote fiscal chamado “One Big Beautiful Bill”, foram o que deixou o bilionário mais insatisfeito, pois impacta diretamente em suas empresas.

O republicano Donald Trump considerou “ridícula” a proposta do governo democrata, Joe Biden, que visava tornar obrigatória a meta de que metade dos veículos comercializados nos Estados Unidos até 2030 fossem elétricos. Donald Trump se opõe ao plano de seu antecessor, Biden, que previa a ampliação dos veículos elétricos. Para Trump, as pessoas devem ter liberdade para escolher o que comprar — como carros à gasolina ou híbridos — desde que haja viabilidade comercial ou surgimento de novas tecnologias, mas sem imposição dos EVs.

Opiniões divergentes desde a campanha

Donald Trump relembrou que, na campanha de 2024, o então aliado político, Elon Musk, sabia que, ao ser eleito o presidente dos Estados Unidos, tomaria a atitude de por fim ao mandato de EV´s. Então o que sancionou Trump, na verdade, não foi uma surpresa para Musk. Mas tudo indica que já havia uma mudança de conduta antes, quando o próprio Musk teria indicado um democrata para comandar a NASA.

Brasil usará Starlink para monitorar atividades ilegais na floresta amazônica

A Starlink, empresa de internet via satélite, do bilionário Elon Musk, firmou acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e com a Polícia Federal (PF) para monitorar atividades ilegais na floresta amazônica relacionadas ao garimpo ilegal. Segundo informações, a partir de janeiro de 2026, os sinais dos equipamentos utilizados pelos garimpeiros contraventores serão rastreados e bloqueados remotamente pela empresa. O compromisso, inicialmente, tem validade de dois anos.

O acordo

O Termo de Compromisso firmado entre a empresa de Elon Musk e as autoridades brasileiras, visa controlar e suspender as atividades ilegais em áreas remotas, protegidas e de conservação indígena. Os equipamentos rastreados e apreendidos pela Starlink serão reaproveitados pela PF no combate aos crimes cometidos na região. 

O acordo, homologado no último dia 27 de junho (2025), pelo 2º Ofício da Amazônia Ocidental do MPF, responsável pelo monitoramento das atividades ilegais nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, também, prevê que a Starlink informe os dados cadastrais dos titulares e a localização dos locais onde se encontram os equipamentos. 

Conforme informou André Porreca, procurador da República, “a Amazônia tem sido devastada por garimpos ilegais cada vez mais sofisticados” e que essa “nova realidade” precisa de ações jurídicas rápidas para combater essas ações na floresta e restaurar a soberania nacional.

Garimpos ilegais

A Polícia Federal tem deflagrado várias operações não só na região amazônica como em outras partes do país. Em várias publicações em suas redes sociais, em parceria com o Ministério Público Federal e com outras entidades voltadas ao combate a crimes ambientais, a PF tem prendido garimpeiros ilegais e denunciado suas ações, além de destruir e apreender os equipamentos utilizados nos crimes.


Ação da Polícia Federal contra o garimpo ilegal no norte do Brasil (Foto: reprodução/X/@policiafederal) 



Conforme estudos realizados pelas Organizações Não Governamentais (ONGs),  Rede Eclesial Pan-Amazônica e Instituto Conviva, o garimpo ilegal não somente destrói o meio ambiente, como também afeta a vida da população local e dos trabalhadores cooptados pelos garimpeiros.


Publicação sobre surto de tuberculose no Pará (Foto: reprodução/Instagram/@mpf_oficial)


Segundo informou, entre janeiro de 2022 a dezembro de 2024, várias doenças, como bronquite, pneumonia, malária e tuberculose, aumentaram entre a população onde o garimpo ilegal ocorre. Para os pesquisadores, além de doenças, o tráfico de drogas, de armas e de pessoas tem atingido números consideráveis nas regiões. Dessa forma, o acordo firmado com a Starlink será mais um instrumento no combate aos crimes praticados contra o meio ambiente e contra os nativos da Amazônia.