Trump faz ameaças à Tesla após críticas de Elon Musk

O presidente dos EUA, Donald Trump, veio à seu perfil na rede social Truth Social, nesta terça-feira (1), para criticar o bilionário Elon Musk, com quem Trump já trabalhou em seu atual mandato. Musk saiu do governo em abril, por conta de desentendimentos relacionados ao corte de gastos do governo. Em seu post, Donald chegou a ameaçar cortar os subsídios que Elon recebia, por estar contra as políticas do presidente em relação à regulamentação de veículos elétricos.

A ameaça de Trump

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, postou em seu perfil na Truth Social um texto em crítica à posição do CEO da Tesla, o bilionário Elon Musk, sobre a regulação do mercado de veículos elétricos, que Musk é contra, desde antes de sua saída do governo americano. Essa cobrança excessiva de impostos foi justamente um dos fatores que distanciaram as duas figuras, se posicionando atualmente em lados opostos da discussão.


Donald Trump gesticulando para seus apoiadores, ao sair da Casa Branca (Foto: reprodução/SAUL LOEB/AFP/Getty Images Embed)


Carros elétricos são bons, mas ninguém deveria ser forçado a ter um. Elon talvez receba mais subsídios do que qualquer outro ser humano na história – de longe – e, sem esses subsídios, ele provavelmente teria que fechar as portas e voltar para casa, na África do Sul. Sem mais lançamentos de foguetes, satélites ou produção de carros elétricos – e nosso país economizaria uma fortuna. Talvez devêssemos pedir para o Doge dar uma boa olhada nisso? Há muito dinheiro a ser economizado!!!”, disse Trump, em sua rede social.

Em sua publicação, o presidente chegou a ameaçar cortar os subsídios recebidos pela empresa de Musk.

A outra mensagem de Trump

Donald Trump também direcionou uma mensagem aos congressistas republicanos em defesa do projeto de cortes de gastos, que iniciou sua votação no Senado nesta segunda-feira (30). Trump afirmou que a não aprovação do projeto leva a um grande aumento de 68% dos impostos, que seriam os maiores da história.

Alguns senadores republicanos se posicionam contra o projeto, como Thom Tillis e Rand Paul. Além deles, Elon Musk também se manifestou contra a ação, aconselhando Trump a cortar todos os impostos.

Após críticas de Elon Musk, Trump diz que pode deportá-lo

Ao ser indagado por um repórter nesta terça-feira (1), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que pode deportar Elon Musk, seu antigo aliado político. O presidente disse ser necessário verificar e, se preciso, colocar o DOGE contra Musk. O DOGE, Departamento de Eficiência Governamental, tem por objetivo controlar os gastos do governo, e assim que tomou posse do país, Trump anunciou com felicidade o papel de Musk em seu governo.


Trump ameaça deportar Elon Musk após críticas ao seu governo (Vídeo: reprodução/X/@sputnik_brasil)

Trump falou com a imprensa antes de ir para a inauguração de um centro de detenção remoto para imigrantes na Flórida, intitulado “Alcatraz do Jacaré”, ao mesmo tempo em que cobra parlamentares para apresente um extenso projeto de lei cujo objetivo seja aumentar as deportações no país.

Desavenças entre Trump e Elon Musk

No dia 30 de maio, Musk deixou a presidência do DOGE de forma amigável, com Trump elogiando o bilionário e vice-versa. Em contrapartida, desde então eles vem trocando indiretas e farpas nas redes sociais.

Trump estava pressionando o Congresso dos Estados Unidos para que um projeto de lei a respeito de cortes de gastos, energia, fronteira e impostos fosse aprovado. O projeto foi altamente criticado por Musk, tendo chamando-o de “abominação”, e tendo falado mais de uma vez os malefícios de sua aprovação, como o aumento do “déficit orçamentário” e do trabalho da equipe que comandou durante o período que presidiou enquanto presidiava o DOGE.

Ao ser perguntado sobre o dono da Tesla por repórteres ao receber o chanceler alemão, Friedrich Merz, na Casa Branca, o presidente dos EUA comentou estar muito decepcionado com ele, e que não sabia se o relacionamento que tinham seria mantido. Segundo Trump, Elon tinha conhecimento do projeto e não tinha problema algum com ele antes de sair do governo estadunidense.

Em resposta, Elon desmentiu Donald, afirmou que nunca viu o projeto e também que, se não fosse por ele, Trump nunca teria sido eleito o presidente dos Estados Unidos.

Deportação de Elon Musk

O dono do X (antigo Twitter) se tornou um cidadão estadunidense no início dos anos 2000, tendo nascido em Pretória, uma das três capitais oficias da África do Sul.

Depois de Elon Musk ter feito novas críticas ao projeto de lei de corte de impostos e gastos, além de ter garantido que puniria os parlamentares que apoiassem o projeto, Trump informou que poderia cortar recursos para a Tesla, declarando que talvez o bilionário receba mais subsídios que o necessário.

Segundo aliados, uma reconciliação entre o presidente e o CEO é pouco provável e não deve ser esperada.

Elon Musk prepara nova versão da Grok e levanta preocupações sobre uso político da IA

Nesta sexta-feira (27), Elon Musk anunciou que a próxima versão da inteligência artificial conversacional Grok, desenvolvida pela sua empresa xAI, tem lançamento previsto para logo após 4 de julho. Especialistas em tecnologia e ética alertam para os riscos de que Musk esteja tentando direcionar o comportamento da IA de acordo com suas próprias convicções políticas.

Nas últimas semanas, a Grok causou polêmica ao afirmar, em resposta a um usuário da rede X (ex-Twitter), que a maioria dos casos de violência política nos EUA desde 2016 veio da direita. Mesmo citando dados oficiais, Musk rejeitou a resposta, chamando-a de “objetivamente falsa” e acusando a IA de repetir o discurso da mídia tradicional. Após o episódio, ele prometeu reformular o chatbot e pediu que usuários enviassem fatos controversos, considerados “politicamente incorretos, mas verdadeiros”, para treinar a nova versão do sistema.

Preocupações sobre viéses em IA’s

A reformulação da Grok levantou debates sobre o controle que figuras poderosas podem exercer sobre sistemas de IA amplamente acessíveis. Integrada à rede social X, a Grok tem alcance a milhões de usuários, o que torna qualquer desvio de neutralidade uma preocupação real para especialistas em ética digital e desinformação.

Em declarações à imprensa, analistas temem que Musk esteja conduzindo a IA para refletir seus próprios pontos de vista. Casos anteriores alimentam essa suspeita. Em maio, a Grok mencionou, sem relação com o tema da pergunta, um suposto “genocídio branco” na África do Sul, narrativa promovida por Musk ao longo dos anos. A xAI, por sua vez, atribuiu o erro a uma “modificação não autorizada” no sistema.

Embora assessores afirmem que a IA não pode ser totalmente controlada por uma única pessoa, as ações recentes de Musk sugerem o contrário. Nick Frosst, cofundador da Cohere, acredita que o bilionário quer criar uma IA que reflita suas próprias opiniões. Para Frosst, isso pode tornar o modelo menos útil para a maioria dos usuários, exceto para quem compartilha totalmente a visão de Musk e quer apenas repetir suas ideias.


Anúncio de Elon Musk sobre a nova versão da Grok (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

Os desafios de reprogramar uma IA

Alterar o funcionamento de um chatbot não é algo simples. Refazer todo o treinamento do modelo leva tempo, custa caro e pode acabar criando novos problemas, especialmente se envolver a remoção seletiva de informações. Segundo especialistas, o caminho mais prático é ajustar os chamados pesos no código e inserir prompts, instruções e parâmetros que moldam como a IA entende e responde às perguntas.

Dan Neely, executivo da empresa de tecnologia Vermillio, que protege celebridades de deepfakes gerados por IA, afirmou à CNN que a xAI provavelmente está usando esse tipo de ajuste para reconfigurar a Grok em temas mais delicados, sem precisar treinar o modelo do zero.

Musk não explicou quais serão as mudanças, mas afirmou que a próxima versão do Grok 4 contará com um “modelo de codificação especializado” e será mais precisa na busca pela verdade objetiva. No entanto, nenhuma IA está livre de viés. Afinal, os dados de treinamento são escolhidos por humanos e refletem suas decisões e limitações.

Mesmo que no futuro alguns usuários escolham assistentes de IA que combinem com suas crenças, Nick Frosst acredita que modelos com viés assumido acabam sendo menos úteis. Segundo ele, a maioria das pessoas quer uma IA que resolva problemas, não uma que apenas repita ideologias.

Tesla realiza testes de seus primeiros robotáxis no Texas

No último domingo (22), a montadora americana de veículos elétricos do bilionário Elon Musk, a Tesla, realizou seus primeiros testes com robotáxis na rua, operando na cidade de Austin, no Texas. O teste em pequena escala levou às ruas veículos do tipo Model Y. Agora, o novo desafio da empresa de Musk é implementar um sistema em milhões de veículos no prazo de um ano.

De acordo com analistas do setor de tecnologia, a Tesla possuí vantagens em relação aos seus concorrentes no ramo de veículos elétricos e autônomos. Um dos fatores que pode ser determinante para a aceleração do processo de implantação dos robotáxis é que a Tesla tem capacidade de fabricação em massa, sendo pioneira em atualizações remotas de software.

Além disso, a montadora possui um diferencial em relação às suas concorrentes, especificamente à Waymo. Ela não utiliza sensores radar e lidar, focando apenas em um sistema de câmeras atreladas a um conjunto de inteligência artificial.


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Model Y, veículo da Tesla utilizado no teste do robotáxi (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)


O robotáxi da tesla

O experimento realizado pela Tesla na cidade de Austin, no Texas, consistia no envolvimento de uma dúzia de carros não tripulados, com operação em áreas delimitadas e monitores de segurança no banco do passageiro da frente. O teste envolveu também um planejamento estratégico para evitar condições climáticas adversas, além da seleção de influenciadores defensores da marca.

Levando em consideração que os veículos da Tesla utilizam sistemas de IA, o professor de engenharia da computação da Carnegie Mellon University, Philip Koopman, aponta que o principal desafio para o aperfeiçoamento dos veículos da marca será o ‘treinamento’ dos robotáxis para situações extremas e complexas de tráfego. Para Koopman, isso pode levar anos, mas para ele, não há motivo para acreditar que a empresa de Musk fará um desenvolvimento rápido, levando em consideração a Waymo.


Sawyer Merritt, um dos influenciadores convidados a participar dos testes, comenta sobre sua experiência (Vídeo: reprodução/X/@SawyerMerritt)

Os primeiros robotáxis

Esse sistema de táxis autônomos vem sendo trabalhado nos EUA há muito tempo, mais precisamente em 2009, quando o Google iniciou o desenvolvimento de seu veículo não tripulado. O protótipo realizou sua primeira volta em meados de 2015, também na cidade de Austin. 

Desde então, a Waymo desenvolveu uma frota de cerca de 1500 robotáxis em cidades selecionadas no território americano. De acordo com um porta voz da marca, a empresa planeja inserir cerca de 2 mil veículos adicionais nas ruas até o final de 2026.

Mark Zuckerberg chega de helicóptero em megaiate de luxo na Grécia

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, que está na Grécia, chegou ao seu iate a bordo de um helicóptero. Zuckerberg pousou diretamente no convés do barco avaliado em R$ 1,6 bilhão. A primeira parada do empresário foi na vila de Alepochori. De acordo com a imprensa internacional, amigos próximos acompanhavam o bilionário, que chegou em sua embarcação de luxo neste domingo (15).

O megaiate de Zuckerberg, Launchpad, fica atracado em Fort Lauderdale, na Flórida, nos Estados Unidos. O empresário é dono do barco de luxo desde 2024.


– Iate de Mark Zuckerberg em passagem pela Polinésia Francesa em dezembro de 2024 (Foto: reprodução/Sylvain Lefevre/Getty Images Embed)

As instalações da embarcação

O barco de Zuckerberg possui 118 metros de comprimento. A embarcação de luxo é nove metros menor que o iate Koru, do fundador da Amazon e dono do The Washington Post, Jeff Bezos. Além disso, conta com uma piscina no convés principal, um heliporto e acomodações luxuosas que podem alojar dezenas de hóspedes e tripulantes.


-iate de Jeff Bezos, Koru, avaliado em mais de R$ 2 bilhões (Foto: reprodução/Joe Raedle/Getty Images Embed)

Segundo homem mais rico do mundo

Zuckerberg se tornou em outubro, o segundo homem mais rico do mundo. Ele alcançou uma fortuna de US$ 206 bilhões, de acordo com a Bloomberg. O empresário superou Jeff Bezos, que se tornou o terceiro homem mais rico, com o patrimônio avaliado em US$ 205 bilhões.

Esta foi a primeira vez que o cofundador da Meta, empresa que controla o Facebook, Whatsapp e Instagram, ocupou a segunda posição na lista da Bloomberg. É também a maior fortuna avaliada que Zuckerberg já alcançou.

Em 2024, o patrimônio de Mark Zuckerberg aumentou em US$ 78 bilhões. O fundador da Tesla, Elon Musk, segue em primeiro lugar no ranking. Musk acumula a fortuna de US$ 256 bilhões

Governo Trump manda revisar contratos da SpaceX após embate com Elon Musk

Em meio a uma disputa pública com Elon Musk, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou neste mês que a Nasa e o Departamento de Defesa realizem uma revisão detalhada dos contratos firmados com a SpaceX, segundo a Reuters. A medida pode abrir caminho para retaliações políticas e comerciais contra o bilionário, cujas empresas receberam bilhões de dólares em recursos públicos.

Revisão limita papel da SpaceX na defesa antimísseis dos EUA

O governo dos Estados Unidos deu início a uma apuração detalhada dos contratos firmados com a SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, após recentes atritos públicos entre o bilionário e o presidente Donald Trump. De acordo com fontes ouvidas pela agência Reuters, a Casa Branca solicitou que tanto o Departamento de Defesa quanto a Nasa revisem os acordos que somam cerca de US$22 bilhões.

Segundo pessoas próximas ao processo, o objetivo da revisão é reunir informações detalhadas sobre os acordos mantidos com a SpaceX, especialmente no contexto de um novo programa de defesa antimísseis que a empresa poderia integrar. Fontes ligadas ao Pentágono indicaram que está em avaliação a possibilidade de restringir a atuação da companhia nesse projeto estratégico.

A iniciativa da Casa Branca surge após Trump afirmar, no início de junho, que seu governo poderia rever contratos e benefícios concedidos às empresas de Musk. A declaração soou como uma resposta direta à troca de críticas públicas com o empresário, que até recentemente integrava o governo como conselheiro e líder de um órgão dedicado à eficiência administrativa, o DOGE.


Trump acompanha o sexto lançamento de teste da Starship, nave da SpaceX, em novembro de 2024, antes dos conflitos com Musk (Foto: reprodução/Brandon Bell/Getty Images Embed)


Especialistas apontam riscos de uso político de contratos

Embora ainda não esteja claro se contratos existentes podem ser legalmente revogados, a revisão alimenta suspeitas de uma possível retaliação e levanta preocupações sobre o uso de instrumentos públicos para fins pessoais ou políticos. Especialistas em governança veem riscos à transparência e à integridade na gestão dos recursos federais.

De acordo com fontes próximas ao governo, a principal motivação por trás da revisão dos contratos seria preparar o terreno para uma possível ação direta contra Elon Musk, caso o presidente decida adotar medidas mais duras. Uma das fontes chegou a afirmar que a análise busca fornecer “instrumentos políticos” que possam ser usados contra o empresário, caso necessário.

SpaceX e Departamento de Defesa não se pronunciaram. A Nasa afirmou que continuará trabalhando com parceiros do setor privado para cumprir as metas espaciais da atual gestão. Já a Casa Branca evitou comentar especificamente os contratos da SpaceX, mas ressaltou, segundo a Reuters, que todas as licitações passam por processos rigorosos de avaliação.

Trump pretende manter Starlink na Casa Branca mesmo após rompimento com Elon Musk

Nesta segunda-feira (09), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que não pretende descontinuar o serviço da Starlink na Casa Branca. O serviço de internet via satélite é de uma das empresas do bilionário Elon Musk, com quem o presidente trocou insultos na semana passada. 

“Talvez eu mude um pouco o Tesla de lugar, mas acho que não faremos isso com o Starlink. É um bom serviço”, disse o presidente norte-americano.

Desde a corrida presidencial de Trump em 2024, o bilionário Elon Musk se juntou ao republicano, iniciando um vínculo que não viria a durar por muito tempo. Isso porque, no último dia 30 de maio Musk informou sua saída oficial do governo.

Apesar do rompimento no último dia 30, a desavença só se tornou pública na última quinta-feira (05), quando ambos trocaram farpas através das redes sociais.


Matéria da CNN Politics sobre a desavença entre Trump e Musk (Foto: reprodução/X/@CNNPolitics)


O estopim da briga

A troca de ofensas entre o presidente norte-americano e o bilionário da Tesla começou na última quinta-feira (05), quando Musk criticou o novo projeto de lei orçamentária proposto pelo governo Trump. 

Nomeado de “One Big Beautiful Bill”, o projeto visa implementar cortes permanentes de impostos, principalmente sobre heranças e rendas individuais, além da inclusão de novas reformas em programas sociais, políticas de imigração e energia. 

No último dia 30, Musk já havia criticado o projeto, alegando que, diferente do que é defendido por Trump, a nova medida apenas aumentará o déficit do governo. A oposição do bilionário atrapalhou os esforços republicanos para a implementação do projeto no congresso.

O presidente, por sua vez, afirma que Musk ficou chateado, pois parte do projeto pode atingir a Tesla, empresa do bilionário, já que retira incentivos fiscais para carros elétricos.

Os insultos trocados por Trump e Musk

Na última quinta-feira (05), a desavença política entre o presidente norte-americano Donald Trump e o bilionário Elon Musk se tornou pública, após ambos trocarem insultos pelas redes sociais. 

Através da rede social “Truth Social”, Trump ameaçou cortar todos os laços do governo com as empresas de Musk, alegando que “A maneira mais fácil de economizar dinheiro no nosso orçamento é encerrar os subsídios e contratos governamentais do Elo”.

Em resposta, Musk ameaçou desativar a nave espacial Dragon, da SpaceX, muito importante para o projeto espacial norte-americano que visa colocar novamente o homem na lua. Além disso, Musk afirmou que sem ele Trump não teria vencido as eleições:

“Sem mim, Trump teria perdido a eleição, os democratas controlariam a Câmara e os republicanos estariam em desvantagem de 51 a 49 no Senado. Quanta ingratidão”, publicou o bilionário na última quinta-feira (05).

Ele ainda afirma que o nome de Trump está nos arquivos da investigação do caso Epstein (empresário acusado de ter abusado de mais de 250 meninas menores de idade) e que “essa é a verdadeira razão pela qual eles não foram tornados públicos”. 

Elon Musk apagou algumas das suas publicações que insultavam Trump e o seu governo, entretanto, a desavença ainda não tem um desfecho. 

Investidores criticam atuação de Elon Musk e pressionam conselho da Tesla por mudanças

A imagem pública de Elon Musk e sua atuação polêmica em múltiplas frentes têm causado desconforto entre investidores da Tesla. Diversos acionistas, entre eles sindicatos que gerenciam fundos de pensão bilionários, exigem do conselho da montadora de veículos elétricos uma postura mais firme diante do comportamento do CEO, considerado prejudicial à reputação e ao desempenho da empresa. O grupo quer que Musk se dedique integralmente à Tesla ou dê lugar a outro líder.

Conselho sob pressão

Grandes investidores da Tesla, como sindicatos, têm pressionado por mais responsabilidade do conselho de administração. A Federação Americana de Professores (AFT), que representa quase 2 milhões de profissionais da educação, lidera esse movimento. Seus fundos de aposentadoria somam US$ 4 trilhões (R$ 22,32 trilhões), com US$ 8,8 bilhões (R$ 49,1 bilhões) investidos em ações da Tesla.

A presidente da AFT, Randi Weingarten, criticou duramente o conselho da Tesla e Elon Musk em entrevista à Forbes. Segundo ela, a população “não gosta do Elon Musk” e a diretoria precisa assumir sua responsabilidade. “Não queremos que a Tesla fracasse, porque se isso acontecer, muitos aposentados vão perder muito dinheiro (…). Se é para manter o Musk no cargo, garantam que ele esteja lá. Ou escolham outro CEO”, declarou.


Antes do rompimento, Trump discursa ao lado de Elon Musk em frente a um carro da Tesla (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images Embed)


Preocupações semelhantes motivaram nove tesoureiros e controladores estaduais a enviarem uma carta à presidente do conselho da Tesla, Robyn Denholm. Segundo o tesoureiro de Illinois, Michael Frerichs, nenhuma outra empresa listada permitiria tamanha negligência do CEO sem consequências.

O maior fundo de aposentadoria dos EUA, o CalPERS, que representa servidores públicos da Califórnia, adotou uma postura neutra publicamente, dizendo que seus investimentos seguem critérios técnicos. No entanto, vendeu 4,5 milhões de ações da Tesla no terceiro trimestre de 2024.


Tesla anuncia robotáxi, veículo elétrico autônomo para transporte sem motorista (Foto: reprodução/Instagram/@teslamotors)


Imagem abalada e perdas financeiras

Elon Musk lidera várias empresas, Tesla, SpaceX, X (antigo Twitter), Neuralink e xAI, o que gera dúvidas sobre sua dedicação à Tesla. A situação piorou quando ele assumiu um cargo no governo Trump focado em reduzir gastos, provocando queda de ações, protestos e até vandalismo contra a montadora.

Uma pesquisa realizada pela consultoria GBAO com 2 mil americanos ilustra esse desgaste: 55% dos entrevistados têm uma imagem negativa de Musk. A Tesla também foi citada como a marca menos apreciada entre os interessados em carros elétricos. Além disso, mais de 50% dos consumidores disseram que teriam uma visão mais favorável da empresa se Musk deixasse o cargo de CEO.

Apesar de uma recuperação nas ações da Tesla, que subiram mais de 50% impulsionadas pela expectativa do lançamento de robotáxis e pelo afastamento político de Musk do governo Trump, o sentimento de insatisfação permanece. Grandes fundos, como o CalPERS, já reduziram suas posições na Tesla e outros, como o do estado de Maryland, seguem atentos ao cenário.

Até o momento, o conselho da Tesla não respondeu às cobranças. Weingarten, Frerichs e Lierman confirmaram que suas cartas não receberam qualquer retorno. A presidente da AFT afirmou que a entidade estuda a possibilidade de entrar com uma ação judicial contra o conselho, caso continue a omissão. “Musk causou um enorme prejuízo à marca da Tesla. Se o conselho não fizer seu trabalho, vamos forçá-lo a cumprir seu dever”, declarou Weingarten.

Elon Musk perde US$25 bilhões após briga com Trump

O empresário Elon Musk viu um declínio abrupto em seu patrimônio, nesta quinta-feira (5). Após sua saída do governo de Donald Trump, Elon tem criticado medidas e atitudes do presidente americano, o qual também retruca ao bilionário. Essas provocações ocasionaram uma queda brusca nas ações da Tesla, o que impactou diretamente na fortuna de seu CEO.

A queda da fortuna de Elon Musk

O CEO da Tesla, Elon Musk sofreu, nesta quinta-feira (5), uma queda repentina de sua fortuna, avaliada em cerca de US$420,5 bilhões. Em apenas uma tarde, o patrimônio de Musk caiu em US$25,5 bilhões, fazendo com que o número chegasse a US$395 bilhões.

Esse declínio abrupto se deve à oposição que tem exercido contra o governo do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Depois de sair do governo, Elon tem feito várias críticas às ações econômicas do presidente. Trump, em resposta, tem também criticado o empresário. Essa discussão chegou a gerar até ataques pessoais.


Elon Musk e Donald Trump no Salão Oval, durante a despedida de Musk do governo (Foto: reprodução/Kevin Dietsch/Getty Images Embed)


Por conta disso, a Tesla teve uma queda em suas ações, que foram reduzidas em 17%, subtraindo US$55, por ação, do antigo valor, o que resultou no preço de US$277, por cada ação. Isso ocorre em um momento delicado para a Tesla, visto que o restante do mercado se mantém estável.

Essa queda brusca é totalmente destoante do preço que teve em dezembro de 2024, após a eleição do presidente Trump, quando era pensado que o apoio de Elon Musk poderia impulsionar um maior sucesso da empresa.

O conflito Musk x Trump

Após deixar seu cargo no governo dos EUA, no dia 29 de maio, Elon Musk começou a fazer várias críticas a Donald Trump e suas medidas econômicas.

Em uma reunião no Salão Oval, com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump afirmou que Elon estaria insatisfeito com ele e disse que o bilionário sofre de “síndrome de aversão a Trump.” Musk não gostou nada dessa fala e retrucou, declarando que sem seu apoio, durante a campanha à presidência, Trump nunca teria sido garantido.


Celulares exibindo posts da briga entre Donald Trump e Elon Musk (Foto: reprodução/Justin Sullivan/Getty Images Embed)


Além de críticas relacionadas ao trabalho dos dois, Musk e Trump também partiram para ofensas pessoais, o que esquentou muito o embate. Com toda essa polêmica, o presidente dos EUA, em reposta ao dono da Tesla, sugeriu que o governo deveria considerar cortar todos os contratos governamentais que os dois têm.

Trump e Musk: Briga pública com troca de acusações e ameaças de retaliação agitam as redes sociais 

O magnata Elon Musk e o presidente americano Donald Trump agitaram as redes sociais na data de ontem, quinta-feira (05). O conflito de interesses se tornou confronto público com troca de acusações, ameaças de corte de verbas e contratos, pesquisa de opinião pública para criação de um novo partido político e exposição dos bastidores do poder e da vida particular de ambos.

O início

Em 28 de maio (2025), após 128 dias à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), o empresário Elon Musk, que ocupava o cargo de Conselheiro Sênior da Casa Branca, pediu demissão. O acordo previa que Musk permanecesse no cargo por 130 dias com a tarefa de diminuir os gastos públicos. A cerimônia de saída do cargo ocorreu no salão oval da Casa Branca. Com troca de elogios e agradecimentos de ambos os lados.

No entanto, especulações de que havia um conflito de interesses entre Elon Musk e Donald Trump tomaram corpo na última terça-feira (03). Quando o empresário criticou abertamente a política orçamentária de Trump e o seu “Projeto Grande e Belo”, chamando-o de “uma abominação repugnante”.


Publicação de Elon Musk sobre a política orçamentária do presidente Donald Trump (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

Em resposta às críticas do bilionário, Donald Trump informou que Musk está irritado porque a Casa Branca não deu continuidade ao “mandato do carro elétrico”. Este projeto incentiva a produção de carros sustentáveis, interesse da empresa Tesla, focada em tecnologia e veículos elétricos, da qual Musk é diretor executivo. Trump declarou, ainda, estar “ muito decepcionado” com Elon Musk e que “o ajudou muito”. Porém, não sabe se a relação dos dois “poderá ser como antes”.


Resposta de Donald Trump às críticas de Elon Musk (Vídeo: reprodução/X@cb_doge)

A partir das falas do presidente americano, o empresário utilizou sua rede social X, (antigo Twitter), do qual é proprietário, e fez uma sequência de posts em relação a Donald Trump. O presidente, por sua vez, também utilizou sua rede social “Truth”, semelhante ao X, para responder ao magnata.

Sequência de publicações

Desde a tarde de ontem, quinta-feira (05), Elon Musk tem publicado em seu perfil oficial declarações suas e de outros usuários ironizando as falas de Donald Trump. Até, então, o alvo era o “Projeto Grande e Belo” e a política orçamentária do governo Trump que, segundo Musk, aumentará a dívida pública dos EUA e levará a américa “de volta à escravidão”. 

Em contrapartida, Donald Trump expôs descontentamentos antigos entre ele e o seu agora ex Conselheiro Sênior. Em declarações, o presidente americano informou que Musk “estava se tornando insuportável” e pediu para que ele fosse embora. Declarou, ainda, que ninguém mais queria comprar carros elétricos e que, ao saber que Trump não daria continuidade ao projeto, o empresário “simplesmente ficou louco”.


Publicação do presidente Donald Trump sobre Elon Musk, em tradução livre (Foto: reprodução/Truth/@realDonaldTrump)

Tanto as publicações quanto os comentários são diversos entre apoiadores e opositores. O empresário Elon Musk expôs vários vídeos e postagens, inclusive do presidente Donald Trump, da época em que havia concordância entre os dois. No entanto, o embate até então político passou para o campo pessoal e sobre amizades antigas do presidente americano.

Envolvimento com Jeffrey Epstein

Elon Musk, em suas postagens, fez declarações as quais ligam Donald Trump a Jeffrey Epstein, magnata americano e criminoso sexual. Falecido em agosto de 2019 enquanto cumpria pena no Centro Correcional em Nova York, nos EUA. Epstein foi um investidor bilionário, que possuía conexões financeiras, políticas e culturais com a elite estadunidense. Condenado por operar uma rede sexual, inclusive com abuso de menores de idade.


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Publicação de Elon Musk sobre o possível envolvimento do presidente americano Donald Trump com Jeffrey Epstein (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

Em resposta as declarações de Musk sobre o envolvimento do presidente Donald Trump com Epstein, a porta-voz da Casa Banca, Karoline Leavitt, classificou como “episódio lamentável” e que as falas de Elon Musk deve-se a insatisfação do empresário pois, o “Projeto Grande e Belo” não atende os interesses de Musk.

No mais, Leavitt informa que “o presidente está focado em aprovar esta legislação histórica e tornar nosso país grande novamente”. Em acordo com sua porta-voz, o presidente Donald Trump, em sua última publicação na rede social Truth, na manhã desta sexta-feira (06), declarou que os EUA “estão crescendo” e que “empresas estão chegando ao país”. Ao que parece, uma forma de focar em sua política orçamentária, uma vez que, faz parte de um dos seus mais ambiciosos projetos.