União Europeia prepara multa bilionária contra rede social de Elon Musk

Autoridades da União Europeia estão prestes a aplicar uma punição pesada contra a rede social X, comandada por Elon Musk. A plataforma é alvo de uma investigação por não seguir regras estabelecidas por uma nova legislação europeia voltada ao combate à desinformação e ao conteúdo ilegal online.

Fontes ligadas ao processo afirmam que as penalidades devem envolver uma multa considerável e exigências para que o X altere suas práticas. O anúncio oficial está previsto para acontecer entre junho e setembro, período de verão no continente europeu. Será a primeira vez que a Lei de Serviços Digitais será usada para impor sanções a uma grande empresa do setor.

Multa bilionária e tensões políticas

Os valores exatos da multa ainda estão sendo definidos, mas uma das fontes afirmou que ela pode ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão. O objetivo seria usar o caso como exemplo para mostrar às demais plataformas digitais que a lei precisa ser levada a sério. Ao mesmo tempo, os reguladores analisam como a decisão pode afetar as já delicadas relações entre Europa e Estados Unidos, especialmente com o cenário político americano em destaque.

Mesmo com esses cuidados, representantes da Comissão Europeia disseram que a investigação sobre o X corre de forma separada de qualquer discussão política ou comercial. A apuração começou em 2023 e, desde então, os indícios de que a rede social descumpriu a legislação só aumentaram.

A movimentação da União Europeia acontece em meio a um cenário mais amplo de tensão com os Estados Unidos, especialmente após o ex-presidente Donald Trump — que é novamente pré-candidato à Casa Branca — anunciar novas tarifas sobre produtos europeus.

A medida reacendeu discussões sobre comércio internacional e pode complicar ainda mais o clima entre os dois lados do Atlântico, justamente quando autoridades europeias se preparam para impor sanções a uma empresa ligada a um aliado próximo de Trump, Elon Musk.


Elon Musk e Donald Trump (Foto: reprodução/Brendan Smialowski/Getty Images Embed)


Empresa ainda pode negociar mudanças

Apesar do cenário, ainda há espaço para diálogo. Caso a empresa aceite fazer ajustes que atendam às preocupações da UE, pode ser que as penalidades sejam revistas ou até evitadas. Além disso, o X está sendo investigado em outro processo, ainda mais amplo, que analisa como a plataforma lida com conteúdos sensíveis, como discurso de ódio, fake news e outros tipos de publicações consideradas nocivas à democracia.

Procurada, a Comissão Europeia reafirmou que aplica suas leis de forma justa, sem direcionamentos específicos contra nenhuma empresa. Já a rede social de Musk não quis comentar.

O empresário, por outro lado, já deixou claro que não concorda com as regras europeias e, em julho do ano passado, chegou a dizer que está disposto a enfrentar qualquer punição na Justiça.

Caso a empresa resista em cumprir as exigências, o impasse pode acabar em uma batalha judicial com possíveis repercussões para o futuro da regulação digital no continente.

Elon Musk sairá do governo Trump nas próximas semanas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a membros de seu círculo íntimo, incluindo integrantes de seu gabinete, que Elon Musk deixará o governo nas próximas semanas. Segundo o site americano “Político”, Trump está satisfeito com o desempenho do empresário à frente da iniciativa com o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). No entanto, ambos decidiram que é o momento de Musk retornar aos negócios e assumir um papel de apoio, conforme relataram três fontes próximas ao presidente.

Musk deve seguir como conselheiro informal de Trump

Um alto funcionário do governo afirmou que Elon Musk deve continuar atuando de forma informal como conselheiro e permanecerá presente com frequência nos arredores da Casa Branca. Já destacou que o empresário não se afastará completamente da influência de Donald Trump.

Segundo as fontes do site “Político”, a transição deverá coincidir com o término de seu período como “funcionário especial do governo”, uma designação temporária que o isenta de certas regras éticas e de conflito de interesses por até 130 dias.

O anúncio teria ocorrido durante uma reunião de gabinete realizada em 24 de março.

Afastamento era previsto

Trump agradeceu a Elon Musk publicamente após a reunião, destacando os desafios enfrentados pelo bilionário, como ameaças de morte e atos de vandalismo contra os veículos da Tesla. O presidente ainda o chamou de “patriota” e “amigo meu”.

A possibilidade da saída já vinha sendo sinalizada. Em entrevista à Fox News na última quinta-feira, ao ser questionado sobre sua permanência após o fim da posição especial de funcionário do governo, o empresário indicou que sua missão estaria cumprida, afirmando:

“Acho que teremos realizado a maior parte do trabalho necessário para reduzir o déficit em US$ 1 trilhão dentro desse prazo”.


Elon Musk e Donald Trump durante comício de campanha em 2024 (Foto: reprodução/Justin Merriman/Bloomberg)

Na noite desta segunda-feira (31), Trump afirmou aos repórteres que em algum momento Musk iria querer voltar para sua empresa, e que ele o manteria no governo apenas enquanto pudesse.

O afastamento acontece em um momento de crescente insatisfação entre alguns membros da equipe de Trump e aliados externos. Muitos consideram a imprevisibilidade do bilionário um obstáculo e começam a vê-lo como um peso político.

Governo Trump amarga derrota na Suprema Corte de Wisconsin

O governo Trump sofreu um baque direto nesta terça-feira (1) ao perder a eleição da vaga de juiz para a Suprema Corte do estado de Wisconsin. Com a eleição de Susan Crawford, a ala liberal manteve a maioria democrata no tribunal. 

A juíza Crawford derrotou o conservador republicano Brad Schimel, que foi procurador-geral do estado. Schimel reconheceu a vitória em um telefonema à democrata e em um discurso para os seus apoiadores. A vencedora liderou a eleição com 9 pontos de vantagem com uma margem aproximada de 191 mil votos e 88% da contagem dos votos. 

Supremas Cortes estaduais

Cada estado americano tem a sua própria Suprema Corte, equivalente à segunda instância da Justiça brasileira. Questões que interferem em regras eleitorais locais, por exemplo, são decididas nessas cortes estaduais. Em 38 dos 50 estados americanos, é o povo que elege os magistrados. 

Em Wisconsin, o tribunal é composto por sete juízes. Três mantêm uma linha ideológica próxima ao Partido Republicano, partido do presidente Donald Trump, e quatro eram mais alinhados às políticas do Partido Democrata. Com a abertura de uma vaga, o governo Trump tentou eleger um candidato aliado e manter a maioria da corte a seu favor. 

Bilionário derrotado

Susan celebrou ao lado de seus apoiadores em Madison, na capital do estado. “Tenho que dizer a vocês, como uma menina que cresceu em Chippewa Falls, eu nunca poderia imaginar que estaria confrontando o homem mais rico do mundo em favor da justiça e por Wisconsin. E vencemos!”, disse Crawford. 

Os democratas consideram a conquista um passo à frente em direção ao seu objetivo de recuperar a maioria na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos em 2026. 

Esta noite, o povo de Wisconsin rejeitou de maneira firme a influência de Elon Musk, Donald Trump e dos interesses especiais de bilionários.

Ken Martin, presidente do Comitê Nacional Democrata

Segundo a Reuters, aparentemente os eleitores estavam conscientes dos desdobramentos desta eleição em outros estados. O eleitor West Roberts, de 26 anos, antes do encerramento da votação na noite de terça, disse que “apoiar pessoas comuns é mais importante do que apoiar pessoas que estão dando respaldo a Elon Musk ou aos multimilionários”

Em contrapartida, na cidade de Genesse, o aposentado Gary Christenson prometeu votar em Schimel. “Se um liberal entrar aqui, eles vão continuar a tentar destruir os esforços de Trump em enxugar o governo”, disse o eleitor republicano. 

O presidente Trump preferiu não comentar sobre a derrota em uma uma rede social. Ao invés disso, comemorou a vitória de uma medida favorável em uma votação à parte no estado que tinha maior importância de identificação com seus eleitores. 

Durante a corrida para a vaga na Suprema Corte estadual, o presidente Trump defendeu o patriotismo de Schimel nas redes sociais e acusou Crawford de “liberal de esquerda radical”, acusando-a de libertar pedófilos e estupradores, afirmando que sua eventual vitória seria um desastre. 


Empresário Elon Musk compartilha postagem em que Trump acusa Susan Crawford de libertar pedófilos e estupradores (Foto: Reprodução/X/@elonmusk)

Milhões de dólares gastos na campanha

De acordo com o Centro Brennan, da Universidade de Nova Iorque, esta campanha se tornou a competição judicial mais cara na história norte-americana, com gastos que ultrapassaram os 90 milhões de dólares, gastos pelos candidatos, pelos partidos estaduais e outros grupos de apoio. A campanha de Shimel gastou mais de 53 milhões de dólares, enquanto a campanha de Crawford investiu mais de 45 milhões. 

O assessor do presidente norte-americano, Elon Musk, foi até Wisconsin e empreendeu esforços para a campanha do candidato de Trump. Com o equilíbrio do tribunal em risco, Musk e grupos políticos aliados investiram mais de 21 milhões de dólares para a campanha do rival de Crawford. 

No domingo, dia 31 de março, Musk entregou pessoalmente cheques de um milhão de dólares a eleitores durante um comício da campanha de Brad Schimel, o que os democratas consideram ilegal. No entanto, a ação não foi suficiente e o governo Trump teve o seu primeiro grande fracasso no teste eleitoral do seu segundo mandato. 


Elon Musk presentei eleitor com um cheque de $1 milhão de dólares durante evento de campanha em Wisconsin (Reprodução/Jeffrey Phelps/AP)

Apesar do golpe em Wisconsin, Trump e seus aliados puderam comemorar o sucesso de duas eleições suplementares para a Câmara dos Representates na Flórida, que manteve a maioria republicana. 

Relevância de Wisconsin na política americana

O estado de Wisconsin, localizado no Meio-Oeste do país, é um dos estados-pêndulos dos Estados Unidos, considerados aqueles que podem dar a vitória para qualquer um dos lados partidários na corrida presidencial e mantém o suspense até o fim da contagem de votos. 

Wisconsin é uma velha briga entre democratas e republicanos e foi palco para as vitórias de Barack Obama em 2008 e 2012. Os progressistas dominavam o estado desde o fim dos anos 1980, porém Hillary Clinton inesperadamente perdeu a eleição para Trump no estado em 2016. 

Em 2020, Biden derrotou Trump em Wisconsin com uma diferença de apenas 20 mil votos. Desde então, é difícil prever se quem vence ali é o campo conservador ou o progressista. 

O progressismo político na história americana nasceu em Wisconsin durante as décadas de 1890 e 1900. O estado é pioneiro na adoção de direitos do trabalho, reformas econômicas, sociais e educacionais, além de ter sido o primeiro estado do país a abolir a pena de morte. Wisconsin também foi pioneiro por ser um grande centro educacional. A primeira universidade norte-americana a aceitar cursos na modalidade a distância, por meio de correspondências, e o primeiro jardim de infância norte-americano foram criados naquele estado. 

Wisconsin possui um dos maiores rebanhos de gado bovino e é o maior produtor de queijo e manteiga. Também é o segundo maior produtor de leite dos Estados Unidos. Porém, no momento, as principais atividades que movimentam a economia são a prestação de serviços financeiros e imobiliário, a indústria manufatureira e o turismo. 

Juíza progressista derrota candidato apoiado por Musk e Trump em eleição histórica nos EUA

Em uma eleição histórica, a juíza progressista Susan Crawford derrotou o candidato conservador Brad Schimel, apoiado pelo bilionário Elon Musk e pelo presidente Donald Trump, para uma vaga na Suprema Corte de Wisconsin.

A vitória de Crawford mantém a maioria liberal de 4 a 3 no tribunal. Estes, deverão decidir em breve sobre questões cruciais como direitos reprodutivos e redistritamento eleitoral.


Susan Crawford ganha disputa pela Suprema Corte do Wisconsin (Foto: Reprodução/AP)

Investimento recorde e apoio de figuras influentes

A campanha de Schimel recebeu mais de US$ 20 milhões em apoio financeiro de Musk e seus aliados, tornando esta a corrida judicial mais cara da história dos EUA. Musk, que compareceu pessoalmente a comícios em Wisconsin, enfatizou a importância da eleição para o futuro do país e do mundo. Além disso, o ex-presidente Donald Trump endossou publicamente Schimel, buscando consolidar uma maioria conservadora no tribunal.

Apesar disso, desse investimento e do respaldo de Trump, os eleitores optaram por Crawford, sinalizando uma possível resistência à crescente influência de Musk na política americana. Analistas políticos, decerto, sugerem que a tentativa de Musk de “comprar” a eleição pode ter gerado um efeito contrário. Isto é, mobilizando eleitores preocupados com a integridade do processo democrático.


Cobertura da vitória de Susan Crawford sobre Brad Schimel, candidato de Musk e Trump, na eleição para Suprema Corte de Wisconsin (Vídeo: Reprodução/YouTube/milwaukee Journal Sentinel)

Além disso, grupos de defesa da democracia criticaram a intervenção de Musk, argumentando que grandes doações de bilionários podem minar a confiança pública nas instituições. Essa preocupação foi, então, amplamente discutida nos meios de comunicação e nas redes sociais durante a campanha.

Implicações para o cenário político nacional

Ademais, a derrota de Schimel é vista como um revés para Trump e Musk, especialmente considerando os esforços do ex-presidente para consolidar o poder conservador no judiciário. Durante seu mandato, Trump nomeou 234 juízes federais, inclinando a Suprema Corte dos EUA para a direita. Ou seja, a vitória de Crawford pode indicar uma mudança no sentimento público em relação à administração atual e influenciar futuras eleições de meio de mandato.

Além disso, a eleição destaca a crescente preocupação com a influência de grandes doadores na política americana. A tentativa de Musk de influenciar a eleição com contribuições financeiras foi um ponto focal da campanha de Crawford, que argumentou que a democracia não deve estar à venda.

Observadores políticos sugerem que a vitória de Crawford pode servir como um modelo para outras campanhas progressistas enfrentando adversários com recursos financeiros significativos. A mobilização de eleitores em resposta à influência de grandes doadores pode sinalizar uma mudança na dinâmica eleitoral nos EUA.

Reações e perspectivas futuras

Após a derrota, Musk e Trump intensificaram as críticas ao judiciário. Musk chegou a pedir uma “onda imediata de impeachments judiciais”, alegando que juízes estariam impedindo a agenda conservadora. Essas declarações foram condenadas por diversas entidades jurídicas, que as classificaram como “riscos sérios para nossa estrutura constitucional”.

Enquanto isso, Crawford prometeu proteger os direitos e liberdades básicas dos cidadãos de Wisconsin, incluindo direitos reprodutivos e eleitorais. Sua vitória é um sinal de que os eleitores estão atentos e dispostos a desafiar a influência de figuras poderosas na política estadual e nacional.


Brad Schimel, candidato de Musk e Trump, reconhece derrota, diz parabenizar Crawford e agradece aos seus apoiadores em seu dircuso de concessão (Vídeo: Reprodução/YouTube/WISN 12 NEWS)

Analistas preveem que essa eleição pode ter um efeito em outras disputas judiciais e legislativas, encorajando candidatos progressistas a desafiar a influência de grandes doadores. A mobilização popular demonstrada em Wisconsin pode servir de exemplo para outros estados.

Grok, IA de Musk, critica dono por amplificar fake news no X

De acordo com o Grok, a inteligência artificial do X, Elon Musk – o dono da rede – é o maior propagador de desinformação da rede social. A afirmação surgiu quando um usuário perguntou: “Quem é o maior disseminador de fake news” do X.  

Contudo, em outro momento, a IA apresentou exemplos de fake news que o empresário divulgou e sugeriu que ele possivelmente exerce algum controle sobre ela.  

Os usuários marcaram o Grok e fizeram perguntas diretamente à inteligência artificial, usando o recurso de menção (@grok) para obter essas respostas.  


Grok confirma que Musk compartilhou desinformação (Foto: reprodução/X/@slpng_giants_pt)

Grok detalha fakes publicadas por Musk

Logo após uma usuária pedir exemplificação das desinformações publicadas por Musk, a IA do X detalhou que o bilionário mentiu ao dizer que no estado do Michigan tinha mais eleitores que moradores.   

Ainda mais em outra resposta, o Grok afirmou que Musk divulgou uma imagem falsa de Kamala Harris, retratada como uma ditadora comunista. A imagem foi criada por inteligência artificial e publicada pelo bilionário, atingindo um bilhão de visualizações.  

Outra desinformação amplificada por Musk no X foi de que as “crianças são essencialmente imunes à COVID-19”. O Grok afirmou que especialistas em saúde desmentiram essa declaração.  

Além disso, ao questionarem a importância da vacinação em crianças, a IA afirmou que as vacinas são seguras. Essa declaração contradiz o que Musk afirmou durante a pandemia de Covid-19.  


Grok afirmando que Musk disseminou fake news durante a pandemia (Foto: reprodução/g1)

A mesma pergunta em outras IAs

Desde que as respostas do Grok viralizaram nas redes sociais, procuramos saber das principais IAs se ‘elas também consideram Elon Musk o maior propagador de fakes da internet’.   

O ChatGPT se recusa a rotulá-lo como disseminador de fakes, embora reconheça a figura polêmica do bilionário. E se limita a dizer que alguns compartilhamentos são duvidosos e imprecisos.  

Já o Copilot, desenvolvido pela Microsoft, afirmou que Musk compartilha, por vezes, desinformações e inclusive lembrou que, recentemente, o bilionário republicou “informações controversas” sobre a série “Adolescência”, da Netflix. Mas, que apesar disso, não o considera o maior disseminador de mentiras da rede X.   

Por fim, o Gemini, do Google, reconhecido por não se envolver em temas controversos, declarou que “existem evidências indicando que Elon Musk tem desempenhado um papel na disseminação de desinformação no X”.  

Protestos contra Tesla e Elon Musk reúnem manifestantes em diversos países

No último sábado (29), mais de 200 protestos contra a Tesla e seu CEO, Elon Musk, foram registrados nos Estados Unidos, Canadá e Europa. Além disso, o movimento, batizado de “Tesla Takedown”, reuniu ativistas e consumidores insatisfeitos que questionam a influência política do empresário e suas recentes decisões à frente da companhia.

Por que os protestos aconteceram?

Os manifestantes acusam Musk de utilizar sua posição para favorecer interesses políticos e econômicos, especialmente após sua aproximação com o governo do ex-presidente Donald Trump. Além disso, grupos ambientalistas criticam a Tesla por prometer uma revolução sustentável, mas continuar envolvida em práticas que consideram prejudiciais ao meio ambiente e aos trabalhadores da empresa.


Manifestantes durante um comício Tesla Takedown do lado de fora de um showroom da Tesla em Columbus, Ohio, EUA (Foto: reprodução/Brian Kaiser/Bloomberg/AFP/Getty Images Embed)


Nos Estados Unidos, manifestantes se concentraram em frente a concessionárias da Tesla em diversas cidades, como Washington, Nova York e Los Angeles. Além disso, em algumas regiões, os protestos tomaram a forma de performances públicas e ações simbólicas, como por exemplo danças e encenações teatrais.

Impacto e Repercussões

O boicote à Tesla tem ganhado força nas redes sociais, e especialistas já especulam sobre possíveis reflexos na reputação e nas vendas da montadora. Embora a Tesla continue sendo líder no mercado de veículos elétricos, a crescente insatisfação pública pode afetar sua posição de destaque.



Protestantes segurando cartazes alinham-se na Orchard Lake Road em frente a uma concessionária Tesla durante um protesto nacional “Tesla Takedown”, contra o Departamento de Eficiência Governamental de Elon Musk, em West Bloomfield, Michigan, EUA  (Foto: Reprodução/Amy Lemus/NurPhoto/AFP/Getty Images Embed)


Até o momento, Elon Musk não se pronunciou oficialmente sobre os protestos. No entanto, a mobilização crescente indica que a relação entre o bilionário e o público pode estar passando por um momento decisivo.

Giulia Be compartilha foto de Connor Kennedy na cama e movimenta a web

Neste domingo (23), Giulia Be, que atualmente mora nos Estados Unidos, postou no Instagram uma foto ao lado do noivo, Connor Kennedy. A imagem mostra o empresário e ativista de 30 anos relaxando na cama do casal, acompanhado do cachorro deles. O casal anunciou recentemente que irá se casar em novembro deste ano.

Quem é Connor Kennedy?

Connor é filho de Robert F. Kennedy Jr, é ambientalista e político nos Estados Unidos, além disso, atuou no governo de Donald Trump. Ele é sobrinho-neto do ex-presidente americano John F. Kennedy, assassinado em 1963. Antes de ficar com Giulia, Connor teve um relacionamento com a cantora Taylor Swift.


Foto postada pela artista neste final de semana (Foto: Reprodução/Instagram/@giulia)


O começo do relacionamento com Giulia Be

Giulia e Connor se conheceram através de amigos em comum, e a cantora contou que já tinha viajado com uma das irmãs de Connor antes de serem apresentados pessoalmente. Durante a fase inicial do relacionamento, Connor, que usava iMessage, decidiu baixar o WhatsApp para poder conversar com Giulia, já que o aplicativo é muito popular fora dos Estados Unidos.

Em uma entrevista ao podcast PodPah, Giulia contou mais sobre o começo da relação com Connor. Ela revelou que, antes de se encontrarem pessoalmente, os dois passaram muito tempo se conhecendo e conversando sobre diversos assuntos.

“A gente falava sobre infância, filmes preferidos, sobre trauma, sobre ex-namoros (…) Pedi isso pro universo. (…) E eu achei ele. Ele é literalmente a melhor pessoa do mundo”, disse Giulia, visivelmente emocionada.

O relacionamento deles é conhecido por uma grande conexão e cumplicidade, algo que Giulia sempre quis experimentar em sua vida. O casamento está marcado para novembro deste ano, e o casal parece estar mais feliz do que nunca. A previsão é que a festa tenha mais de 600 convidados na Igreja Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo, incluindo Donald Trump e Elon Musk, empresário dono da Tesla e SpaceX.

EUA têm aumento nos pedidos de auxílio-desemprego semanais

Na semana passada, o número de estadunidenses que solicitaram o auxílio-desemprego cresceu moderadamente, podendo indicar que o mercado de trabalho manteve-se estável. Todavia, o país vem passando por uma época difícil desde que Donald Trump tomou posse do poder, por conta das tensões comerciais que vem causando, além dos profundos cortes nos gastos do governo.

Segundo dados desta quinta-feira (20) do Departamento do Trabalho, os pedidos iniciais do auxílio aumentaram em 2 mil, totalizando 223 mil em dado com ajuste sazonal, considerando a semana que se encerrou no sábado, dia 15. A Reuters consultou alguns economistas, os quais previam 224 mil pedidos para a mesma semana.

Com as demissões ainda em baixa escala, e diversas contratações ocorrendo, os pedidos variam, neste ano, na faixa de 203 a 242 mil.


Estados Unidos veem alta no pedido de auxílio-desemprego (Vídeo: Reprodução/X/@ForbesBR)

Auxílio-desemprego e programa de apoio ao desempregado

Segundo o UFCE, programa de apoio ao desemprego para funcionários federais, houve pouco impacto na demissão de funcionários públicos pelo governo de Trump. Os dados do programa foram informados com uma semana de atraso.

Analistas confirmaram que determinadas decisões do Departamento de Eficiência Governamental (Doge), do bilionário Elon Musk, dificultam a solicitação de seguro-desemprego para alguns dos trabalhadores demitidos.

O governo admitiu em um processo judicial que 25 mil trabalhadores recém-contratados perderam os seus empregos. Foi determinado por um juiz que tais demissões eram ilegais, o que fez com que eles fossem reintegrados, tendo sido inseridos em uma licença administrativa, num primeiro momento, temporariamente.

Empresas prejudicadas pelo governo Trump

Diversas empresas tiveram a confiança abalada devido à ação de tarifas de Trump, dificultando o planejamento por conta da instabilidade desta política, comentam especialistas.

Ainda na incerteza que cerca a economia estadunidense, nesta quarta-feira (19), o Federal Reserve conversou a sua taxa de juros de referência na faixa de 4,25% a 4,50%. Entretanto, as autoridades do banco central dos Estados Unidos apontaram uma redução de custos de empréstimos, até o final do ano, em meio ponto percentual.

Tesla recolhe quase todos os Cybertrucks nos Estados Unidos

A Tesla está recolhendo quase todos os seus Cybertrucks nos EUA por uma falha em um painel externo que pode se soltar enquanto o veículo está em movimento, podendo levar a mais acidentes. Esta ação serve não só para aumentar a segurança dos usuários, mas também para tentar salvar as ações da empresa, que estão em declínio desde o início deste ano.

O problema dos veículos

A empresa de veículos, Tesla, do bilionário Elon Musk, fez um anúncio nesta quinta-feira (20), que tem feito um recall de quase todos os Cybertrucks nos Estados Unidos. Essa recolhida se deve ao fato de que existe um painel externo, feito de aço inoxidável, que pode se soltar do veículo no momento em que ele está em movimento, tornando-se um perigo nas estradas e podendo ocasionar acidentes. A empresa irá, portanto, recolher os veículos e substituir o conjunto do painel por uma nova peça que irá proporcionar mais segurança e durabilidade aos veículos.


Carro da Tesla em sua loja (Foto: reprodução/Emily Elconin/Bloomberg/Getty Images Embed)


A NHTSA (Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário), informou à Tesla, no dia 21 de fevereiro, que um proprietário de um de seus veículos reclamou do descolamento do painel lateral do veículo. A empresa avisou que um painel solto pode gerar ruídos de dentro da cabine e ser notado visualmente ao sair do veículo. A Tesla afirmou estar ciente sobre os 151 pedidos de garantia, que podem ser relacionados à essa questão, porém também disseram que não houve registros de nenhum acidente.

O recall abrange por volta de 46 mil veículos, que foram fabricados entre o ano de 2023 e o final de fevereiro deste ano, segundo a NHTSA. Apesar de não ser oficialmente divulgado pela automotiva, a maioria dos veículos recolhidos estão em circulação atualmente, de acordo com estimativas de analistas.

A Tesla realiza uma grande parcela dos recalls de veículos nos EUA. No ano de 2024, foram 5,1 milhões de chamados, segundo a BizzyCar, empresa de gerenciamento de recalls. Apesar disso, a maioria dos problemas nos automóveis são resolvidos com atualizações de software remotas.

A situação da Tesla

A medida do recall visa ajudar na imagem da Tesla, visto que perderam quase metade de suas ações, neste ano, por conta da crescente concorrência, uma linha de automóveis desatualizada e as reações negativas às atitudes do CEO Elon Musk na supervisão de cortes no orçamento federal, durante o atual governo do presidente dos EUA, Donald Trump.


Foto de Elon Musk (Foto: reprodução/Samuel Corum/Getty Images Embed)


As ações da montadora caíram 1,4% em negociações do pré-mercado. Logo após a eleição de Trump os papéis da empresa foram bastante impulsionados, devido à conexão entre Musk e o presidente, porém hoje em dia, já possuem uma queda de 42%.

Há uma mudança de sentimento em relação à marca. Clientes atuais e possíveis clientes estão se afastando da montadora. Isso é observado pelos protestos e boicotes em lojas da Tesla, com pessoas chegando a destruir alguns de seus veículos pessoais.

Filha de Elon Musk, Vivian Jenna Wilson é a nova capa da Vogue Teen

Vivian Jenna Wilson, filha de Elon Musk, conquistou um novo espaço na mídia ao estrelar sua primeira capa para a Teen Vogue. A jovem de 20 anos, que anteriormente mudou legalmente seu nome e se afastou da identidade do pai, usou a entrevista para falar sobre sua trajetória pessoal, sua paixão pela cultura drag e sua perspectiva sobre questões sociais.

Na entrevista com a comediante e também escritora, Ella Yurman falou sobre sua estreia como modelo e sobre política, e ainda sobre a relação familiar paterna e sobre o governo atual de Donald Trump, com o qual descreveu, segundo a revista Vogue, como “caricatura maligna”.

Mudança de nome 

Em 2020, ainda segundo a revista Vogue, Vivian escreveu uma petição para de forma legal mudar seu nome, pois não queria ter sua imagem ligada ao seu pai, Elon Musk, de “nenhuma maneiro ou formato”,  embora Vivian nunca tenha feito declarações sobre o pai publicamente, suas tentativas de se distanciar e contradizê-lo publicamente em suas redes sociais foi o que acabou chamando atenção do público.



O sonho de entrar em reality shows

Vivian ainda declarou que sua vida vai além de ser filha, do então milionário, e que mal pensa nessa questão, pois está morando em Tóquio, estuda línguas e antes de se tornar modelo almejava ser tradutora. Mas mediantes aos novos rumos de sua carreira, está considerando novas possibilidades. Vivian ainda disse que: “não ganha dinheiro por ser famosa, mas que vive na cabeça de muitas pessoas sem pagar aluguel” ironizou.

E ainda contou que sente que ser streaming no Twitch até seria divertido, mas que seu sonho é estar em um reality show, embora seja patético. “Como uma pequena queer super dramática, reality shows são algo que adoro além da conta.” conclui.

Vivian ainda falou sobre política e como o novo governo vem administrando as leis em relação a pessoas trans, e sua luta contra disforia de gênero e saúde mental. A entrevista para a Teen Vogue reflete um momento importante, e mostra que Vivian Jenna Wilson segue determinada em se expressar livremente e a defender pautas que considera essenciais para a comunidade.