Lula afirma que países do BRICS são vítimas de acordos comerciais e tarifaços

Durante um encontro virtual realizado na manhã desta segunda-feira (08) com representantes do Brics, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que as nações que compõem o grupo têm sido alvo de medidas econômicas consideradas “arbitrárias e ilegais”. 

A fala foi divulgada pelo Palácio do Planalto após a reunião convocada por Lula. Ele fez referência às restrições impostas pelos Estados Unidos, em especial ao aumento de tarifas adotado durante o governo de Donald Trump.

Polêmicas da conferência

Durante a conferência virtual do Brics, Lula afirmou que os países do grupo vêm sendo alvo de políticas comerciais abusivas e sem fundamento legal. Segundo ele, a utilização de tarifas como forma de pressão tornou-se prática comum, servindo tanto para ampliar espaço nos mercados globais quanto para interferir em assuntos internos de outras nações. O presidente ressaltou ainda que decisões de caráter extraterritorial fragilizam instituições nacionais e que sanções indiretas limitam a autonomia necessária para ampliar relações econômicas com parceiros estratégicos.


Lula comandou reunião do Brics desta segunda-feira (08) (Vídeo: reprodução/YouTube/G1)

No mesmo contexto, Donald Trump utilizou argumentos ligados à política doméstica dos Estados Unidos, incluindo o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, para justificar a elevação de 50% nas tarifas aplicadas sobre produtos brasileiros. 

Lula também destacou que a consolidação de regras compartilhadas é indispensável ao crescimento equilibrado e defendeu que a intensificação do comércio e da integração financeira entre os países do Brics representa uma alternativa sólida diante do avanço do protecionismo, lembrando ainda o potencial das complementaridades econômicas entre os membros do bloco.

Observações de Lula

O presidente também apontou a existência de uma falha estrutural na governança multilateral relacionada ao universo digital. Para ele, a ausência de um modelo democrático de regulação pode consolidar projetos de concentração de poder nas mãos de poucas corporações de determinados países. Lula advertiu que, sem garantir soberania digital, as nações ficarão suscetíveis à influência externa e à manipulação de dados. Ressaltou, no entanto, que não se trata de estimular um isolamento tecnológico, mas de incentivar a cooperação internacional a partir de ecossistemas nacionais autônomos, supervisionados e sustentáveis.

O encontro ocorreu cerca de dois meses após a última reunião presencial dos chefes de Estado do Brics no Rio de Janeiro. O Brasil, que ocupa a presidência rotativa do bloco em 2025, convocou a nova rodada de diálogos justificando preocupação com a preservação do multilateralismo em um cenário internacional considerado cada vez mais instável.

Na pauta discutida pelo grupo estiveram temas como o aumento tarifário imposto pelos Estados Unidos, o conflito na Faixa de Gaza, a guerra entre Rússia e Ucrânia e a preparação para a COP30, conferência global sobre mudanças climáticas marcada para novembro em Belém–PA.

Trump provoca suspense ao falar sobre ataques a cartéis na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja ataques contra cartéis na Venezuela ao declarar: “Vocês vão descobrir”. A fala, feita neste domingo (7) ao sair da Casa Branca, reacende especulações sobre ofensivas americanas e aumenta a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro.

Em paralelo, Trump planeja ataques coordenados com navios de guerra, um submarino nuclear e mais de 4.500 militares enviados ao sul do Caribe. Essas ações reforçam a pressão sobre Caracas e, consequentemente, elevam a atenção internacional para a região.

Trump planeja ataques a cartéis na Venezuela

Fontes próximas ao governo indicam que Trump estuda ataques dentro do território venezuelano contra organizações criminosas. Essa estratégia busca enfraquecer os cartéis que atuam na Venezuela e em rotas de narcotráfico na região.

Já na primeira semana de setembro, as forças americanas atacaram uma embarcação ligada ao cartel Tren de Aragua, no sul do Caribe. Onze indivíduos morreram, sem registros de feridos entre os militares dos EUA. O Comando sul supervisionou a operação dentro de sua área de responsabilidade.

Pressão sobre Maduro e recompensas relacionadas a cartéis

A secretária de Justiça, Pam Bondi, anunciou uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro. Segundo autoridades americanas, ele é acusado de ligação com Tren de Aragua, Sinaloa e, supostamente, com o Cartel de Los Soles.

Enquanto isso, Maduro nega todas as acusações e enviou jatos para sobrevoar a força-tarefa americana. Em contrapartida, Trump reagiu com ameaças de retaliação, ampliando a escalada de tensões entre os governos.


Maduro reage a alerta de Trump e pede redução da tensão militar no Caribe (Vídeo: reprodução/YouTube/SBT News)

Tensões entre EUA e Venezuela com ofensivas de Trump

A fala de Trump aumenta a pressão sobre Caracas e, por isso, coloca a Venezuela novamente no foco internacional. Também, analistas destacam que essas ações podem impactar diretamente o tráfico de drogas e a segurança regional.

Consequentemente, a vigilância sobre os movimentos de Washington e Maduro permanece elevada, enquanto a região acompanha a escalada com cautela. Além disso, analistas destacam que essas ações podem produzir efeitos diretos no tráfico de drogas e na segurança regional.

Angelina Jolie se emociona ao comentar sobre a falecida mãe

Emocionada, Angelina Jolie celebrou no Instagram o que teria sido o 73º aniversário de sua mãe, Marcheline Bertrand, falecida há 15 anos após lutar contra câncer de mama e de ovário. Na homenagem, Jolie relembrou com carinho a maneira como a mãe assinava suas cartas com a expressão “Beije o céu”, frase que agora ecoa um significado ainda mais profundo em sua memória.

A atriz estendeu seu amor a todos que enfrentam o luto ou a batalha contra o câncer, aproveitando a data para reforçar a importância dos exames preventivos, mamografia, ultrassonografia e testes de sangue, sobretudo para quem tem histórico familiar. Em entrevista rara à W Magazine, ela também abriu o coração sobre a influência maternal em sua carreira, revelando que o sonho de Marcheline de ser atriz a levou a abraçar a profissão e que, por anos, atuaram juntas com a mãe como sua agente e parceira de equipe.

Mensagem a todos

Além de resgatar memórias afetivas, Angelina enviou “amor para aqueles que também perderam entes queridos” e “força para quem está lutando” pela vida. Ao dividir lembranças tão íntimas, Jolie não só mantém vivo o legado de afeto e empatia de Marcheline, mas também estimula outras mulheres a cuidarem de si mesmas e a transformarem a dor em solidariedade e prevenção.


Angelina Jolie atendendo fãs em Toronto (Foto: reprodução/Cindy Ord/Getty Images Embed)


Sobre o legado de Marcheline, a mesma fundou iniciativas, como a All Tribes Foundation, voltada à sobrevivência cultural e econômica de povos indígenas, e a campanha Give Love Give, focada na conscientização sobre câncer ginecológico através da música.

Carreira de Angelina

Atualmente com 50 anos, Angelina Jolie segue equilibrando cinema e ativismo humanitário. Em 2024, ela ganhou destaque por sua interpretação de Maria Callas no filme “Maria”, que lhe rendeu indicação ao Globo de Ouro. Em 2025, voltou ao Festival de Cannes após 14 anos, como madrinha do Troféu Chopard e prestigiou a première de “Eddington”.


Angelina Jolie em Cannes (Foto: reprodução/Lionel Hahn/Getty Images Embed)


Paralelamente, sua atuação como enviada especial da ONU já soma mais de 60 missões, incluindo visita ao Brasil para apoiar lideranças indígenas e refugiados em São Paulo. No campo pessoal, Jolie é mãe de seis filhos, três biológicos e três adotivos, e mantém a vida familiar como prioridade, celebrando seu aniversário em meio à intimidade com as crianças.

Japão afirma que acordo comercial com os EUA ainda não foi concluído

O principal negociador tarifário de Tóquio, Ryosei Akazawa, anunciou no sábado (6), para alguns jornalistas após retornar de uma negociação, que seu amplo acordo comercial com os Estados Unidos ainda não está fechado, uma vez que algumas medidas aguardadas pelo país asiático ainda não foram implementadas pelo governo americano.

De acordo com Akazawa, as ordens presidenciais relacionadas a produtos farmacêuticos e semicondutores ainda não foram emitidas por Washington, deixando questões – chave do acordo em aberto.

Negociações com os EUA continuam

Akazawa explicou, que embora já tenham sido emitidas ordens presidenciais sobre ajustes em tarifas, e também sobre automóveis e peças automotivas, “o país ainda não recebeu as ordens para garantir o status de nação mais favorecida para produtos farmacêuticos e semicondutores”, explicou Akazawa aos reportes após retornar de negociações em Washington. Ele ressaltou que, sem essas ordens, não é possível afirmar que o acordo esteja completamente resolvido.


Ryosei Akazawa ao lado de secretário dos Estados Unidos (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)


O ministro japonês afirmou que Tóquio continuará pressionando as autoridades americanas, para que as medidas restantes sejam adotadas. Ele destacou que o status de nação mais favorecida é essencial para os setores do país, especialmente farmacêutico e de semicondutores, que ainda não alcançaram as condições comerciais desejadas.

Análise econômica e diálogo com Washington

Além disso, Akazawa anunciou que o Japão analisará os efeitos das mudanças tarifárias impostas aos automóveis americanos. O estudo irá avaliar o impacto econômico das mudanças, bem como comparar a competitividade das condições comerciais japonesas contra outros países. Essa análise ajudará Tóquio a ajustar sua estratégia de negociação, e garantir que os interesses do setor industrial sejam protegidos.

O governo japonês enfatiza que, apesar de avanços em algumas áreas, o processo de negociação com os Estados Unidos continua delicado, e a conclusão plena do acordo depende da emissão das ordens presidenciais pendentes. A expectativa é de que Tóquio continue dialogando com Washington nas próximas semanas, buscando garantir que todos os setores estratégicos recebam tratamento adequado, levando em conta o acordo comercial bilateral.

Caribe vira palco de nova escalada militar entre Trump e Maduro

Nesta quinta-feira (4), dois caças venezuelanos sobrevoaram um destróier americano no Caribe. A capital Washington classificou o episódio como provocativo e prometeu reação imediata.

No dia seguinte, Donald Trump ordenou o envio de dez caças F-35 para Porto Rico, o que ampliou a tensão militar com Caracas. Assim, os jatos modernos se somam a sete navios de guerra e um submarino com 4,5 mil militares a bordo. Em paralelo, fuzileiros navais treinam operações terrestres e marítimas.

O Pentágono divulgou nota alertando que “o cartel que controla a Venezuela” não deve interferir em ações dos Estados Unidos. Caracas respondeu acusando Washington de preparar uma invasão.

Histórico de ações e reações

Na semana passada, militares americanos bombardearam um barco acusado de transportar drogas. Consequentemente, o ataque deixou 11 mortos e gerou protestos de Nicolás Maduro. Logo, especialistas afirmam que a ofensiva marca uma mudança de paradigma.


Caças venezuelanos sobrevoaram navio americano (Vídeo: reprodução/YouTube/Record News)

Em contrapartida, o novo secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que as operações continuarão. Ele também anunciou intensificação do combate ao narcotráfico na região.

Maduro eleva tom contra Washington

Diante das movimentações, Maduro convocou 4,5 milhões de milicianos e reforçou a prontidão das Forças Armadas Bolivarianas. Para ele, os EUA representam a maior ameaça ao país em cem anos.

Em discurso transmitido pela TV estatal, o líder venezuelano disse que Caracas não aceitará provocação estrangeira. Ele acusou Washington de usar a pauta do narcotráfico como pretexto para pressionar governos que não seguem sua linha política.

Apoio internacional a Trump

Diante disso, a crise ganhou respaldo em países sul-americanos após Argentina, Equador e Paraguai apoiaram a ofensiva americana contra o Cartel de los Soles, classificado como organização terrorista.

Trump afirmou que os caças enviados não sobrevoaram o destróier americano, mas advertiu: “Se nos colocarem em perigo, serão abatidos”. Apesar disso, ainda não está claro até onde a escalada militar pode chegar. Contudo, entre ameaças e movimentações, o Caribe tornou-se novamente palco de uma disputa geopolítica de alto risco.

Taylor Swift chega ao Brasil para acompanhar partida da NFL

Segundo informações do portal Hugo Gloss, Taylor Swift está no Brasil para acompanhar uma partida da NFL (Liga de Futebol Americano dos EUA), que acontecerá em São Paulo, na Neo Química Arena, nesta sexta-feira (05), entre os times Los Angeles Chargers e Kansas City Chiefs. O noivo da cantora, Travis Kelce, é atleta e astro da equipe de Kansas City e ocupa a posição de “tight end”.

Chegada ao Brasil

Taylor Swift chegou ao Brasil nesta sexta (05) para prestigiar o noivo durante a segunda partida da NFL que acontecerá no país, mais especificamente em Itaquera, São Paulo, no estádio do Corinthians, a Neo Química Arena. Embora não seja um evento da cantora, a presença de Taylor já era cogitada pela equipe da Secretaria de Segurança Pública (SSP), que montou uma operação especial para o evento caso ela viesse.

A Polícia Militar e outras entidades de segurança de São Paulo estarão envolvidas para garantir a ordem e a segurança do público, bem como uma passagem tranquila da cantora no Brasil. De acordo com informações, a cantora deve chegar de helicóptero ao estádio para assistir ao jogo entre Los Angeles Chargers e Kansas City Chiefs.


Taylor Swift e noivo Travis Kelce (Reprodução/Instagram/@hugogloss)

Noivado

Taylor Swift e Travis Kelce oficializaram o noivado no dia 26 de agosto, após uma publicação nas redes sociais. O casal se conheceu em um show da cantora, em outubro de 2023, e iniciou o namoro após Taylor ser vista em um camarote acompanhando uma partida do Chiefs da NFL no mesmo ano.



A última visita de Taylor Swift ao Brasil foi em 2023, durante a turnê “The Eras Tour“, que contou com seis shows: três em São Paulo e três no Rio de Janeiro. Até o momento, não há informações sobre a permanência da artista no país ou outros shows confirmados, assim como não há confirmações de futuras partidas do Kansas City Chiefs no Brasil.

EUA alertam sobre impactos do reconhecimento da Palestina

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alertou nesta quinta-feira (4) que o reconhecimento da Palestina por outros países pode gerar complicações diplomáticas e regionais. Em visita ao Equador, Rubio afirmou que o reconhecimento poderia dificultar um cessar-fogo e levar a ações indesejadas. Ele também evitou comentar sobre discussões israelenses relacionadas aos conflitos na região de Gaza.

Países que reconhecem o Estado palestino

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece a Palestina como estado observador não-membro, o que contribui para que os EUA não reconheçam o país como soberano. Porém, mais de 100 países reconhecem a Palestina, gerando tensão diplomática. Recentemente, Bélgica, Canadá, França, Austrália e Reino Unido anunciaram seu posicionamento na Assembleia Geral da ONU, marcada para o final deste mês.


Mais detalhes sobre a situação da Palestina. (Vídeo/Reprodução/YouTube/CNN Brasil)


O movimento desses países antes da assembleia mostra descontentamento com o avanço israelense no território palestino. Para o presidente americano Donald Trump e o líder israelense Benjamin Netanyahu, essas articulações alimentam o terrorismo na região e fortalecem o grupo Hamas.

As articulações antes da assembleia geral da ONU

Às vésperas da Assembleia Geral da ONU, marcada para o final deste mês, o posicionamento de países influentes na assembleia gerou tensão inesperada, reafirmando o apoio ao reconhecimento da Palestina como Estado. A Bélgica, por exemplo, anunciou medidas restritivas a produtos provenientes de assentamentos israelenses na Cisjordânia, evidenciando um movimento crescente de nações ocidentais para pressionar Israel a reduzir hostilidades e retomar negociações com os palestinos.

Espera-se que a Assembleia Geral seja marcada por debates acentuados sobre os direitos do povo palestino e a expansão de assentamentos em territórios ocupados. Embora resoluções simbólicas possam ser aprovadas, a falta de consenso entre os membros permanentes do Conselho de Segurança, especialmente com o veto dos EUA, limita a eficácia prática dessas iniciativas. Especialistas apontam que, sem ações concretas, os textos terão mais impacto político do que mudanças reais.

Elon Musk é excluído de jantar da Casa Branca com líderes de big techs

O evento acontece nesta quinta-feira (04), na Casa Branca, e irá reunir as principais big techs dos Estados Unidos, entre elas o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, o cofundador da Microsoft, Bill Gates, Tim Cook, executivo da Apple, e Sam Altman, CEO da OpenAI.

O empresário sul-africano, dono do X e fundador da Tesla, ficou de fora da lista de convidados. A relação entre Trump e Musk ficou abalada após o empresário deixar o cargo de destaque que ocupava no governo de Trump.

Disputa de poder entre Trump e musk

A relação entre Donald Trump e Elon Musk começou como uma parceria estratégica. Musk investiu pesado na campanha do republicano e chegou a ocupar um cargo de destaque no governo, prometendo cortar gastos. O rompimento ocorreu quando Musk criticou duramente um pacote bilionário de despesas aprovado por Trump, chamando a medida de irresponsável e prejudicial ao déficit público. A crítica pública foi o estopim para o desgaste, com Trump reagindo de forma agressiva e tratando Musk como inimigo político.


Entenda o rompimento de Donald Trump e Elon Musk em detalhes (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

O embate ganhou força nas redes sociais e se intensificou na esfera política. Musk passou a considerar a criação de um terceiro partido e fez acusações que atingiram diretamente a imagem de Trump, enquanto o ex-presidente revidava com ataques pessoais e ameaças de cortar contratos ligados às empresas do bilionário. O que antes era uma aliança de conveniência se transformou em uma disputa aberta por poder e influência.
O impacto do embate entre Donald Trump e Elon Musk no setor tecnológico

O impacto do embate entre Donald Trump e Elon Musk no setor tecnológico

O rompimento entre Donald Trump e Elon Musk provocou turbulência no setor tecnológico. A exclusão de Musk de eventos estratégicos evidencia a ruptura política e afeta diretamente suas empresas, incluindo Tesla e SpaceX. A tensão se refletiu na confiança dos investidores, contribuindo para a queda de 14% nas ações da Tesla em junho de 2025. Ao mesmo tempo, o movimento “Tesla Takedown” ganhou força, com protestos e boicotes que buscam desmoralizar a imagem pública de Musk e de suas empresas.

O conflito também impactou o Vale do Silício. Aliados de Musk foram pressionados a escolher um lado, criando divisões que ameaçam projetos em conjunto, especialmente em inteligência artificial e veículos elétricos. O efeito vai além das empresas diretamente envolvidas, atingindo a confiança do mercado e a colaboração no setor tecnológico americano.

Caso Jeffrey Epstein: brasileira diz ter sido abusada pelo milionário quando criança

Nesta quarta-feira (3), Marina Lacerda, brasileira de 37 anos, revelou ter sido abusada pelo empresário Jeffrey Epstein durante sua adolescência. Lacerda foi uma das vítimas a comparecer a uma entrevista coletiva para pressionar o Congresso dos EUA a aprovar uma lei que obrigue a ampla divulgação dos documentos anexados na investigação do caso. 

De acordo com o depoimento da brasileira, ela teria conhecido o empresário em 2002, após ser convidada a uma proposta de trabalho quando tinha apenas 14 anos. Segundo ela, na época, uma amiga teria a convidado para fazer mensagem em um “cara velho” e, após a realização do trabalho, Marina receberia cerca de US$300.

Depoimento de Marina Lacerda

Em entrevista à ABC News, Marina Lacerda diz ter participado de um grupo de meninas que eram forçadas a ter casos sexuais com Jeffrey Epstein. De acordo com a brasileira, ela teria acreditado que poderia receber uma proposta de emprego do milionário e que, assim, poderia deixar de ser mais uma imigrante e mudar a situação financeira de sua família. 

Ainda de acordo com o depoimento dado ao veículo de notícia, Marina disse que os abusos duraram três anos e, quando ela completou 17 anos, Epstein teria perdido o interesse na adolescente por ser “velha demais”. 

A brasileira contou também que, em 2008, chegou a ser procurada pelo FBI, mas não teria sido ouvida pela Justiça americana, pois o empresário havia feito um acordo judicial. No entanto, em 2013 foi chamada para depor após a investigação ter sido reaberta. 

Entenda o caso Jeffrey Epstein

Jeffrey Epstein ficou conhecido pelos eventos que organizava entre os anos 1990 e 2000, essas festas contavam com a presença de figuras públicas americanas, como políticos e celebridades. Nesse contexto, em 2005, após uma denúncia, a polícia passou a investigar o milionário e concluíram que ele havia cometido crime sexual com mais de 30 meninas.


Segundo jornal americano, Donald Trump teria sido mencionados em documentos anexados na investigação sobre crimes sexuais cometidos pelo empresário Jeffrey Epstein (Foto: reprodução/Davidoff Studios/Getty Images Embed)


Três anos depois do início da investigação, em 2008, Epstein foi condenado e cumpriu 13 meses de detenção por prostituição. Já em 2019, o milionário foi preso novamente, dessa vez, pelo crime de abusar sexualmente de menores de idade. Ainda durante o cumprimento da pena, o empresário foi encontrado morto. De acordo com a autópsia, ele teria cometido suicídio. 

Nesse sentido, após a saída de Elon Musk do governo de Donald Trump, em que o dono da plataforma X acusou o presidente americano de envolvimento no caso Epstein, membros dos partidos Republicano e Democrata passaram a cobrar a Justiça dos EUA para mais investigações, visando maiores esclarecimentos sobre o possível envolvimento de pessoas públicas no processo. No entanto, em julho deste ano, o FBI em parceria com o Departamento de Justiça do governo Trump informou que não havia evidências da participação de outros suspeitos e, por isso, os documentos anexados no processo contra o empresário não poderiam ser divulgados publicamente.

Dessa forma, o caso passou ser mais ainda comentado após a publicação do Wall Street Journal sobre as supostas menções de Trump nos arquivos do processo, opositores e apoiadores do presidente dos EUA se organizaram no Congresso a fim de aprovar um projeto de lei que obrigue a Justiça dos EUA a divulgar à sociedade americana todos os documentos anexados na investigação. 

Suposta ligação de Trump no caso Epstein

Em julho desse ano, o Wall Street Journal publicou uma reportagem intitulada “Os amigos de Jeffrey Epstein enviaram-lhe cartas obscenas para o álbum do 50° aniversário. Uma delas era de Donald Trump” nela, o jornal afirma que o nome do presidente americano é mencionado diversas vezes nos documentos anexados na investigação.

De acordo a reportagem, em 2003, Trump teria enviado um cartão de aniversário a Epstein o parabenizando pelos seus 50 anos. Nesse cartão, segundo o jornal, havia o desenho de uma mulher nua, além da seguinte mensagem: “que todo dia seja um novo segredo maravilhoso”, ao lado, um desenho de uma mulher nua. 

Além de Trump, o veículo também acusa a menção de outras figuras públicas no caso. Ainda assim, mesmo que possivelmente o nome do presidente dos EUA tenha sido referido na investigação, não há comprovações de que ele tenha cometido algum delito, apenas comprova sua relação com Epstein. Após a publicação da reportagem, Donald Trump processou judicialmente o jornal americano Wall Street pela acusação.

Ministro do interior da Venezuela condena ataque dos EUA a barco

Um ataque militar americano matou 11 pessoas num barco terça-feira (02), no Sul do Caribe, próximo à Venezuela. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, informou que o ataque faz parte da campanha contra o narcoterrorismo.

Já o ministro do interior da Venezuela, Diosdado Cabello, na quarta-feira (03) no canal de TV (Con el mazo dando). Transmitido pela rede venezolana de Televisión (VTV), ele comentou sobre o ocorrido e criticou o ataque dos EUA. Cabello chamou de “Barbárie”, ainda acusou os EUA de violação do direito internacional, por um lado tem discursos de direitos humanos e por outro faz esses ataques.  

Campanha americana 

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confirmou que o ataque foi realizado alegando que a embarcação transportava uma grande quantidade de drogas. O Departamento de Defesa (DoD), porém, não divulgou detalhes da operação, tampouco apresentou provas que justifiquem tamanha letalidade. Tanto o secretário de Estado, Marco Rubio, quanto o secretário de Defesa, Pete Hegseth, reforçam o discurso de que a campanha tem como objetivo combater o narcoterrorismo e interromper as rotas de tráfico na região.

Ainda assim, as ações do governo americano levantam questionamentos sobre a legalidade da operação, já que, em diversas ocasiões, o Pentágono se manteve em silêncio e não apresentou evidências de que os ataques tenham sido, de fato, direcionados exclusivamente a narcotraficantes. Apesar da falta de clareza e comprovações, Trump não demonstra intenção de recuar. Ao contrário, sinaliza que a chamada “guerra contra o narcotráfico” só deverá ser encerrada com a prisão dos principais líderes de cartéis ou até mesmo a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.


Navio anfíbio USS Iwo Jima (Foto/reprodução/JONATHAN NACKSTRAND/Getty Images Embed)


Tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela

Em 2020, o Departamento de Justiça dos EUA denunciou o presidente venezuelano Nicolás Maduro por narcoterrorismo, vinculando-o à rede conhecida como Cartel dos Soles. 

Em março de 2025, Trump revogou licenças concedidas à Chevron para operar na Venezuela, revertendo concessões da administração de Biden e aplicou uma imponente tarifa de 25% sobre produtos importados de países que comprem petróleo venezuelano. 


Matéria CNN Brasil sobre ataque dos EUA a barco Vídeo:(reprodução/X/CNNBrasil) 

Em julho de 2025, o Tesouro dos Estados Unidos classificou o Cartel de los Soles como uma organização terrorista global. Na mesma ocasião, Washington dobrou a recompensa pela captura de Nicolás Maduro, elevando o valor para US$ 50 milhões.

No mês seguinte, em agosto, o governo americano deslocou para a costa da Venezuela três destróieres, um submarino nuclear, navios anfíbios e cerca de 4 mil militares. A operação foi apresentada como parte da campanha contra o narcoterrorismo, mas Caracas classificou a medida como um ato de agressão. Em resposta, o governo venezuelano mobilizou milhões de milicianos bolivarianos, além de forças policiais e militares, alertando que, em caso de ataque, o país se transformaria em “uma República em armas”.

Agora, em setembro, o cenário se agravou com o ataque a uma embarcação que resultou na morte de 11 pessoas, aumentando ainda mais as tensões na região.