Veja as principais notícias e manchetes do Brasil e no Mundo hoje. Textos feitos por especialistas e assista a vídeos de Política, Celebridades e mais.
Após o anúncio da desistência de Joe Biden, Donald Trump se pronunciou na Truth Social, rede social onde o ex-presidente é mais ativo. Para contextualizar, Joe Biden desistiu da candidatura de reeleição, algo que não acontecia no país desde 1968, tendo indicado para a chapa, a sua vice-presidente, Kamala Harris.
A decisão deve ocorrer na Convenção Nacional Democrata, que está marcada para 19 de agosto.
Desistência de Joe Biden (Vídeo: reprodução: Vídeo/Youtube/G1)
Veja o que Trump falou
Donald Trump realizou duas postagens na Truth Social, ironizando Joe Biden e a escolha de abri mão da campanha de reeleição. Outro ponto citado pelo republicano, foi sobre uma suposta ameaça à democracia, por parte do Partido Democrata.
“É um novo dia e Joe Biden não se lembra de ter abandonado a disputa ontem! Ele está pedindo sua agenda de campanha e marcando conversas com os presidentes Xi, da China, e Putin, da Rússia, sobre o possível começo da Terceira Guerra Mundial. Biden está ‘afiado, decisivo, enérgico e pronto pra luta’!”
Donald Trump, no Truth Social
“Os democratas escolhem um candidato, o Desonesto Joe Biden, ele perde feio o debate, depois entra em pânico, e comete erro atrás de erro, é avisado de que não poderá vencer, e decidem que eles vão escolher outro candidato, provavelmente [Kamala] Harris — Inédito! Essas pessoas são a verdadeira AMEAÇA PARA A DEMOCRACIA”
Donald Trump, no Truth Social
Indicação de Biden
Biden indicou, para a vaga deixada, a vice-presidente Kamala Harris. O atual presidente emitiu um comunicado no seu perfil no X, falando sobre a honra de ter sido presidente e que acredita que o afastamento será o melhor para o país e para o partido, mas salientando que cumprirá seu mandato até o final. O candidato democrata será decidido em 19 de agosto, na Convenção Nacional Democrata.
No último domingo (21), o atual presidente Joe Biden comunicou a sua desistência da sua campanha de reeleição, como candidato democrata. A decisão foi exposta um mês antes da data da Convenção Nacional Democrata, quando a chapa é oficializada para a eleição, que ocorrerá em 5 de novembro.
A vice-presidente, Kamala Harris, foi indicada ao cargo por Biden, que mesmo com a desistência, cumprirá seu mandato vigente como presidente dos Estados Unidos.
Vídeo sobre a desistência de Joe Biden (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)
A Desistência
Desde 1968, com Lyndon Baines Johnson, os Estados Unidos não viam uma desistência da campanha de reeleição. Biden já possuía o apoio do partido, tendo conquistado um alto número de delegados, que o possibilitava ter a indicação do partido democrata.
Mesmo com a indicação do atual presidente, não há garantia de que Kamala Harris seja a escolhida para a vaga deixada por Joe Biden, apesar de ser a decisão provável. A chapa e a candidatura final devem ser definidas na Convenção Nacional Democrata, que acontece em 19 de agosto.
Como será a convenção?
Caso não haja consenso entre o partido, em relação a um candidato, a convenção pode ser aberta, algo que também não é visto desde 1968, na última vez que ocorreu uma desistência de tentativa de reeleição.
Para garantir a candidatura para a chapa, o mínimo de votos dos delegados que um candidato precisa, são 300, tendo em vista que não podem ser mais que 50 de apenas um único Estado. É realizado um primeiro turno com os delegados e eleitores chamados de “leais” ao Partido Democrata.
Se não tiver um candidato com mais de 50% dos votos neste primeiro turno, as rodadas de votação seguem, até que um candidato seja o escolhido, precisando de, pelo menos, 1976 votos para que seja o escolhido.
Os Estados Unidos testemunharam um evento histórico neste domingo, 21 de julho, com a desistência do atual presidente Joe Biden de concorrer à reeleição. A decisão, que foi divulgada em uma carta publicada na conta de Biden nas redes sociais, gerou reações imediatas nos mercados financeiros. Apesar de rumores sobre a possível desistência devido à sua condição física, a confirmação trouxe uma nova dinâmica ao cenário político e econômico do país. A vice-presidente Kamala Harris agora surge como a principal candidata do partido Democrata, o que obrigou os investidores a reavaliarem suas estratégias.
Nos mercados, as primeiras reações foram positivas. Os principais índices de ações dos Estados Unidos registraram altas expressivas. O índice Nasdaq futuro liderou os ganhos, subindo cerca de 0,7%, enquanto o Russell 2000, que tem uma maior concentração de empresas menores e mais ligadas à economia local, avançou 0,2%. A expectativa de uma nova liderança no partido Democrata trouxe um alívio momentâneo, afastando o temor de políticas protecionistas mais rígidas que poderiam ser implementadas em um eventual segundo mandato de Trump.
Joe Biden desiste de reeleição nos EUA (Foto: Reprodução/Mario Tama/GettyImages)
Impacto nos títulos e na moeda americana
A resposta dos mercados não se limitou às ações. Os rendimentos dos títulos de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos, considerados um barômetro de segurança para os investidores, caíram 0,45% (0,02 ponto percentual). Analistas de instituições como Gavekal Research e Goldman Sachs já haviam sugerido que uma vitória de Trump poderia levar a taxas mais altas devido à piora da percepção fiscal e planos de redução de impostos corporativos. A queda nos rendimentos dos títulos, portanto, sinaliza uma menor expectativa de aumento nas taxas de juros, pelo menos no curto prazo.
No mercado cambial, a desvalorização do dólar foi um reflexo direto da mudança no cenário político. O índice DXY, que mede a força do dólar contra as principais moedas globais, caiu 0,2%. A queda nos rendimentos dos títulos contribuiu para um enfraquecimento do dólar frente ao euro, à libra esterlina e ao iene japonês. Especialistas apontam que a política econômica de Trump, focada em aumentar tarifas sobre importações, poderia ter levado a um fortalecimento do dólar devido à maior demanda por produtos internos e manutenção de juros elevados pelo Federal Reserve.
Perspectivas futuras
Com a desistência de Biden, o mercado agora volta suas atenções para Kamala Harris e sua capacidade de manter a unidade dentro do partido Democrata enquanto enfrenta um cenário político altamente polarizado. A volatilidade nos mercados deve continuar à medida que novas pesquisas e declarações dos candidatos moldam as expectativas dos investidores. Além disso, a política monetária do Federal Reserve e as decisões de política fiscal continuarão a desempenhar papéis cruciais na direção dos mercados.
A decisão do atual presidente de não buscar a reeleição marca um ponto de inflexão na política americana e terá implicações profundas tanto no cenário doméstico quanto internacional. À medida que os investidores ajustam suas estratégias, o equilíbrio entre risco e oportunidade continuará a ser recalibrado em resposta às rápidas mudanças no panorama político dos Estados Unidos.
Neste domingo (21), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou em suas redes sociais a renúncia à sua candidatura à reeleição presidencial.
Horas depois da publicação, Biden declarou apoio à sua atual vice-presidente, Kamala Harris, como candidata à presidência. A notícia gerou grande repercussão entre as celebridades.
Ariana Grande (Foto: reprodução/Taylor Hill/Getty Images Embed)
Ariana Grande
A cantora Ariana Grande compartilhou nos stories do Instagram a postagem de Biden apoiando Kamala Harris, junto com um link para registro de voto. Nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório, e os cidadãos devem se inscrever para votar.
Spike Lee
O cineasta Spike Lee postou uma foto de Kamala Harris em seu Instagram com a legenda: “MAIS UMA VEZ UMA IRMÃ VEM NOS RESGATAR!”
Demi Lovato
Demi Lovato também utilizou os stories do Instagram para repostar o anúncio de Biden, acrescentando: “Vamos fazer isso!”. A cantora também compartilhou uma foto dela com Kamala.
Cardi B
A rapper Cardi B relembrou um vídeo postado em 30 de junho, onde sugeria que Kamala deveria ser a candidata. Na legenda, Cardi comentou: “PAREM DE BRINCAR COMIGO!!!! Verifique a data… disse isso em 30 DE JUNHO!”
Barbra Streisand
A cantora, atriz e cineasta Barbra Streisand postou em sua rede social “X” que Joe Biden entrará para a história pelas suas conquistas significativas em seu mandato de 4 anos. Barbra enfatizou a sua gratidão pelo atual presidente defender a democracia do país.
Lil Nas X
Lil Nas X, também no “X”, despediu-se de Biden e manifestou seu apoio a Kamala Harris, dizendo que o assento presidencial está pronto para ela.
Publicação de Joe Biden em seu Instagram (Foto: reprodução/Instagram/@joebiden)
Carta de Joe Biden
Na carta, Biden destacou os avanços dos últimos três anos e meio, como a consolidação da economia, a redução dos custos de medicamentos, a ampliação do acesso à assistência médica e a aprovação de legislações de segurança de armas e climática. Ele decidiu renunciar à candidatura para focar em cumprir seus deveres como presidente até o fim do mandato.
Após a renúncia, Biden anunciou seu apoio à candidatura de Kamala Harris. Nascida em Oakland, Califórnia, Harris se formou em Ciências Políticas, Economia e Direito. Foi procuradora-geral de São Francisco e a primeira mulher negra e de descendência indiana eleita para o cargo. Em 2016, venceu a eleição para o Senado da Califórnia, tornando-se a segunda mulher negra no Senado.
Com a eleição de Joe Biden como presidente em 2020, Kamala se tornou a primeira pessoa negra e de origem indiana a tomar posse como vice-presidente dos EUA.
O Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, deu uma entrevista nesta terça-feira (16) a TV Record, onde disso que o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump vai usar o seu atentado que ocorreu na Pensilvânia durante o comício como forma de “tirar proveito” para ganhar as eleições em novembro.
“Eu não sei quais foram as respostas que os democratas deram, não sei quais foram as respostas que os políticos deram. Sinceramente, acredito que o Trump irá se aproveitar disso. Aquela foto dele com o braço erguido, aquilo se fosse encomendado não saía melhor. Mas de qualquer forma ele vai explorar isso, e cabe aos democratas encontrar um jeito de não permitir que isso seja a razão pela qual ele possa ter votos”, afirmou o atual presidente em entrevista.
O Presidente do Brasil ainda argumentou que episódios como esse de agressão, e atentado como o sofrido por Trump, “comovem a sociedade”.
“É muito difícil você não sensibilizar uma parcela da sociedade quando é agredido, quando é morto, e aí o teu herdeiro ganha, porque isso comove a sociedade. É importante lembrar que o ser humano normal é mais emoção do que a razão. Então ele fica emocionado, deprimido e diz: ‘vou votar no coitadinho’”, completou.
Nas redes sociais
Em suas redes sociais, Lula condenou veementemente o ataque sofrido por Donald Trump.
O atentado contra o ex-presidente Donald Trump deve ser repudiado veementemente por todos os defensores da democracia e do diálogo na política. O que vimos hoje é inaceitável.
No último sábado (13), o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofreu uma tentativa de homicídio durante o comício na Pensilvânia. Ele foi atingido por um tiro de raspão na orelha. O atirador, foi identificado como Thomas Matthew Crooks, além do disparo contra o ex-presidente, o atirador matou uma pessoa e outras duas ficaram feridas antes de ser morto por agentes do Serviço Secreto americano.
Donald Trump após atentado na Pensilvânia. (Foto: Evan Vucci / @evanvucci)
O atual Secretária de Segurança Interna dos EUA, Alejandro Mayorkas, deu sua declaração e informou que o ataque foi fruto de uma “falha” nas forças de segurança, ainda anunciou uma revisão completa para entender como o tiroteio aconteceu e evitar futuros incidentes. Mayorkas desmentiu as alegações de que o departamento de segurança teria negado pedidos de Trump por mais proteção.
Na preparação para os Jogos Olímpicos de Paris, a Seleção masculina de basquete dos Estados Unidos venceu a Austrália nesta segunda-feira. Em um amistoso disputado em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, os norte-americanos triunfaram por 98 a 92.
Em uma série de disputa de amistosos antes de embarcar para Paris, o chamado Dream Team venceu, anteriormente, a Seleção Canadense por 86 a 72. Os estadunidenses ainda enfrentam três Seleções antes das Olimpíadas: Sérvia, Sudão do Sul e a atual campeã mundial, Alemanha.
EUA marcando ponto durante a partida (Foto: reprodução/Instagram/@usabasketball)
O destaque dos norte-americanos e cestinha do time foi Anthony Davis, jogador do Los Angeles Lakers, com 17 pontos. Na Austrália, o maior pontuador foi o atleta do Houston Rockets, Jock Landale, com 20 pontos.
Os Estados Unidos jogaram sem dois atletas que irão para os Jogos Olímpicos. Kevin Durant, que está em processo de recuperação após uma lesão na panturrilha. O jogador do Phoenix Suns também desfalcou o Dream Team contra o Canadá.
Campeão com o Boston Celtics nesta temporada, Derrick White também não atuou na partida. O atleta foi convocado para substituir Kawhi Leonard, que foi cortado após decisão da Federação de Basquete dos EUA.
A partida
O Dream Team venceu o primeiro quarto do jogo por 32 a 21. A Austrália iniciou a partida marcando pontos com o maior pontuador da partida, Landale, mas foi superada pelos Estados Unidos. A Seleção norte-americana controlou o jogo e encerrou o quarto com 11 pontos de vantagem.
Landale, o maior pontuador do jogo (Foto: reprodução/Instagram/@basketballaus)
Na segunda parte da disputa, os EUA venceram por 21 a 16. No início da partida, os estadunidenses abriram 16 pontos de vantagem. O quarto terminou com a parcial de 53 a 37. O terceiro quarto foi disputado e encerrou com a Austrália vencendo por 1 ponto de diferença (24 a 23).
No último quarto, a Austrália dominou a partida e disputou todos os pontos possíveis em busca da vitória. Os australianos venceram o quarto por 31 a 22, mas a vitória ficou com os Estados Unidos: 98 a 92.
EUA e Austrália nas Olimpíadas
O Dream Team está no Grupo C dos Jogos Olímpicos e enfrentará a Sérvia, Porto Rico e Sudão do Sul. A Seleção norte-americana entrará em quadra buscando o quinto ouro consecutivo na competição.
Os australianos estão no Grupo A, com a Grécia, Canadá e Espanha. Após o bronze em Tóquio 2020/2021, a Austrália vai em busca de ganhar a segunda medalha olímpica na modalidade.
No último domingo (14), o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viajou rumo a convenção republicana, que ocorre em Milwaukee, onde o candidato republicano das eleições é oficializado no final da semana. A convenção, que tem início nesta segunda-feira (15), terá segurança reforçada pelo presidente Joe Biden, após o atentado contra Trump, ocorrido no último sábado (13), algo que todos pensaram que adiaria a presença do ex-presidente no evento.
Trump falou sobre a convenção
Após o atentado sofrido por Donald Trump, era esperado que o republicano adiasse sua presença na convenção, porém o ex-presidente fez o contrário e falou no último domingo (14) sobre o assunto:
“Com base nos terríveis eventos de ontem, eu ia adiar minha viagem para Wisconsin e a Convenção Nacional Republicana por dois dias, mas acabei de decidir que não posso permitir que um ‘atirador’ ou potencial assassino force mudanças no cronograma, ou em qualquer outra coisa. Portanto, partirei para Milwaukee, como planejado, às 15h30 HOJE. Obrigado!”
Donald Trump, sobre a viagem para a convenção.
Trump ainda agradeceu as energias e orações enviadas para ele após o episódio de sábado (13), acrescentando que está ansioso para seu discurso na convenção dos republicanos, que começa hoje, em Wisconsin.
Vídeo sobre o atentado contra Trump (Vídeo: Reprodução/YouTube/BBC News)
O atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um discurso breve na Casa Branca, sobre o ocorrido com Donald Trump. Biden falou que haverá uma investigação independente do atentado, além de aumentar a segurança ao ex-presidente, disponibilizando todos os recursos necessários para isso.
O atentado contra Trump
Donald Trump sofreu uma tentativa de assassinato, num comício feito na Pensilvânia, onde Trump estava discursando para o público presente no local. Após os tiros, uma pessoa faleceu, além do atirador que também foi morto. O ex-presidente e outros presentes ficaram feridos após o ataque.
Desde 1835, os EUA sofreram pelo menos 16 atentados diretos no país envolvendo presidentes ou candidatos à presidência do país.
Neste sábado (13), Trump foi atingido na orelha por um dos vários disparos durante sua coletiva do partido republicano. Os investigadores estão tratando o incidente como uma tentativa de assassinato contra o ex-presidente e candidato à presidência.
Trump na coletiva de imprensa (Foto: reprodução/instagram/@realdonaldtrump)
11 sobreviventes desses atentados ao país
Andrew Jackson escapou ileso em 1835 quando Richard Lawrence falhou em disparar contra ele. Theodore Roosevelt foi atingido por um tiro durante sua campanha em 1912, mas sobreviveu graças a um óculos e um manuscrito que amorteceram o impacto.
Franklin D. Roosevelt evitou os disparos em 1933, mas o prefeito Anton Cermak foi fatalmente ferido no incidente. Harry S. Truman sobreviveu a um ataque à Blair House em 1950, mas um policial foi morto.
George C. Wallace ficou paralisado após ser baleado em 1972. Gerald R. Ford enfrentou duas tentativas em 1975 por Lynette Fromme e Sara Jane Moore. Ronald Reagan foi ferido em 1981 por John Hinckley Jr., enquanto Bill Clinton escapou ileso em 1994 de um ataque à Casa Branca.
George W. Bush sobreviveu a uma tentativa em 2005 durante uma visita à Geórgia. Mais recentemente, em 2024, Donald Trump foi alvo de disparos durante um comício, resultando na morte do atirador, Thomas Matthew Crooks.
Esses incidentes variaram em motivação, incluindo desde desacordos pessoais até questões ideológicas, levando a processos judiciais e debates sobre segurança presidencial nos EUA.
Presidentes assassinados nos EUA
Abraham Lincoln foi assassinado por John Wilkes Booth em 1865 durante uma peça teatral, James Garfield foi baleado por Charles Guiteau em 1881, William McKinley foi morto por Leon Czolgosz em 1901, e John F. Kennedy foi assassinado em 1963 em Dallas, Texas, por Lee Harvey Oswald. Robert F. Kennedy foi morto em 1968 em Los Angeles, Califórnia, por Sirhan Sirhan.
Esses eventos não apenas interromperam vidas promissoras, mas também moldaram debates sobre segurança e os desafios enfrentados pelos líderes públicos em um país em constante evolução.
O presidente da Turquia Tayyip Erdoğan, acusou nesta quinta-feira (11), em entrevista ao Newsweek, o presidente dos Estados Unidos Joe Biden e membros de seu governo, de serem cúmplices de possíveis crimes contra civis cometidos por Israel desde que iniciou a ofensiva contra o grupo militar palestino, Hamas, na Faixa de Gaza.
Erdoğan criticou a administração do governo Joe Biden, afirmando que eles apoiam as supostas violações do direito internacional por Israel na Faixa de Gaza. Ele endureceu seu discurso ao acusar o exército israelense de cometer assassinatos brutais contra civis.
Pontos-chave da entrevista
O presidente turco está em Washington para a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em comemoração do aniversário de 75 anos da aliança. Ele concedeu uma rápida entrevista à Newsweek e fez duras acusações à ajuda dos Estados Unidos para Israel neste conflito contra o Hamas.
Erdoğan chamou os ataques do exército de Israel a hospitais, escolas e centros de ajuda a civis, de assassinatos brutais e os denominou como crimes de guerra.
Ao comentar sobre a ajuda do Governo de Joe Biden, que fornece armas para o exército de Israel, ele chamou a administração dos Estados Unidos de cúmplices de todas as possíveis violações do direito internacional.
Concluindo, Erdoğan fez um questionamento sobre possíveis sanções a Israel devido aos ataques a civis na Faixa de Gaza. Segundo o presidente turco, nenhum país do ocidente está levantando tal questão e permanecem de olhos fechados para a situação em Gaza.
Joe Biden e Erdogan se cumprimentam (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Beata Zawrzel/NurPhoto)
Israel responde
O governo israelense nega qualquer acusação de violação do direito internacional ou de cometer crimes de guerra no conflito contra o Hamas. Referente ao ataque aos civis, o exército afirma que faz as averiguações internas necessárias.
Desde o início do conflito em 07 de outubro de 2023, entidades não-governamentais e a Cruz Vermelha afirmam que mais de 38 mil palestinos, de maioria civis inocentes, foram mortos.
Vários países acusam Israel de cometer crimes de guerra, entre eles o Brasil. Todas as propostas de cessar-fogo enviadas para as partes envolvidas no conflito foram negadas, e não existe no momento perspectiva para retirada do exército de Israel da Faixa de Gaza.
Em 2023, houve um aumento significativo no número de concessões para refugiados concedidas no Brasil. Porém, uma parcela considerável desses estrangeiros não tem vontade de permanecer no país. Os imigrantes indianos, por exemplo, têm utilizado o Brasil como ponto de partida para uma perigosa travessia até Estados Unidos, passando por nove países diferentes. Este roteiro é orquestrado por venezuelanos e abrange várias etapas clandestinas.
São Paulo como ponto de partida
Tudo começa em Guarulhos, no Aeroporto Internacional de São Paulo, onde estrangeiros desembarcam em voos vindos da Europa em busca de asilo. Em junho, cerca de 400 pessoas – predominantemente indianos – encontraram-se acampando nas instalações do aeroporto devido a complicações relacionadas com o sistema de cadastro de refugiados. Após a solicitação de refúgio, os imigrantes podem obter documentos brasileiros como o CPF (Cadastro de Pessoa Física) e concede acesso a serviços públicos. No entanto, um número considerável acaba tendo estadia de curta duração no país.
Brasil é o inicio de uma rota de imigração ilegal até os Estados Unidos (Foto: reprodução/TV Globo)
Após a liberação, os imigrantes ficam hospedados em um hotel no centro de São Paulo por cerca de uma semana. De lá, vão até a rodoviária e embarcam em ônibus para Campo Grande (MS) e depois para Corumbá, na fronteira com a Bolívia. Na cidade, motoristas de táxi e aplicativos os levam até a fronteira, onde atravessam ilegalmente para Porto Quijarro.
Depois das liberações, os imigrantes ficam hospedados em um hotel no centro de São Paulo por aproximadamente uma semana. De lá, seguem até a rodoviária e viajam para Campo Grande (MS), e em seguida, para Corumbá, na fronteira com a Bolívia. Na cidade, táxis locais e motoristas de aplicativos facilitam o transporte até a fronteira boliviana, onde atravessam de forma ilegal para Porto Quijarro.
Perigos da rota para os EUA
Após entrar na Bolívia, os imigrantes ainda passam por outros nove países antes de tentar entrar nos Estados Unidos. A travessia entre a América do Sul e a América Central passa pela perigosa Selva de Dárien, entre a Colômbia e o Panamá. Essa região é dominada por grupos criminosos, que extorquem e violentam os migrantes.
Imigrantes na Selva de Dárien, entre a Colômbia e o Panamá (Foto: reprodução/Federico Rios/The New York Times)
Segundo o procurador do Ministério Público Federal, muitos imigrantes são enganados e passam por situações desumanas. “Há muitos relatos de pessoas que são estupradas, violentadas… é um pesadelo”, afirma o procurador.
Fraude e regulamentação de refúgio
A Polícia Federal (PF) alertou o Ministério da Justiça sobre possíveis fraudes em pedidos de refúgio no Brasil. De janeiro a junho de 2023, 8.327 pessoas pediram refúgio no Aeroporto de Guarulhos, mas apenas 117 continuaram o processo no país, o que significa que 99,59% deixaram o Brasil ou estão irregulares. A PF solicita uma regulamentação mais condizente com os verdadeiros propósitos de refúgio, destacando que muitos utilizam o refúgio como subterfúgio para migração irregular.
PF em operação contra suspeitos de levar brasileiros ilegalmente (Foto: reprodução/Lalo de Almeiada/FolhaPress)
Selva de Dárien: rota suicida
O Estreito de Dárien, uma selva densa entre a Colômbia e o Panamá, é uma das rotas mais perigosas do mundo. Controlada por organizações criminosas, a passagem exige pagamentos elevados e não garante segurança. Extorsão, rapto e agressões sexuais são comuns. Em 2023, mais de meio milhão de pessoas atravessaram o estreito, enfrentando perigos naturais e violência.
A travessia na selva inclui montanhas íngremes, rios de correnteza forte e trilhas lamacentas. A falta de água potável e a presença de doenças transmitidas por vetores tornam a viagem ainda mais perigosa. Muitos migrantes deixam marcas para identificar corpos ao longo do caminho, na esperança de que possam ser recuperados no futuro.
A busca por segurança e uma vida melhor leva essas pessoas a arriscarem suas vidas em uma rota traiçoeira, movidas pela esperança de alcançar os Estados Unidos.