Meta anuncia fim dos filtros do Instagram: entenda as mudanças

Os filtros criados por usuários da plataforma serão excluídos da rede social Instagram no dia 14 de janeiro de 2025. A decisão foi tomada pela Meta em agosto de 2024 e ocorre por conta do encerramento do Meta Spark, ferramenta utilizada para a criação dos filtros.

O decreto tem a ver com uma reestruturação financeira da empresa que decidiu priorizar investimentos em outras áreas. A Meta declarou que a decisão não se estende aos efeitos produzidos pela plataforma e confirmou que eles permanecerão. 

Impacto para criadores de conteúdo

Apesar da ação ser benéfica à empresa Meta, o impacto entre os criadores de conteúdo das redes sociais será grande. A exclusão dos filtros feitos por usuários não será restrita apenas ao Instagram, e afetará também o Facebook e o Messenger. 


Filtros de RA do Instagram (Foto: reprodução/G1)

Assim, criadores de conteúdo das redes sociais que utilizam da ferramenta para comercialização de produtos ou de alcance como fonte de renda terão que se reestruturar neste novo ano. A decisão gerou grandes debates e dividiu opiniões.

Alguns usuários que não fazem parte do grupo de criadores de conteúdo também não avaliaram positivamente o banimento dos filtros devido à estética proposta pelos efeitos. No entanto, conforme a psicóloga Daniela de Oliveira, a mudança poderá deixar o espaço virtual menos tóxico.

Inteligência Artificial como alternativa

No final de 2024, o CEO do Instagram, Adam Mosseri, expôs a ferramenta “Move Gen”. O novo recurso tem como base a inteligência artificial (IA) e poderá substituir filtros e efeitos. Em vídeo, o executivo demonstrou como será a funcionalidade da ferramenta com modificações de roupas e inserções de imagens de fundo em vídeos.

Segundo Mosseri, a ferramenta permitirá que os usuários possam alterar qualquer aspecto dos vídeos apenas com um comando de voz. O recurso está em procedimento e ainda não tem data de lançamento prevista, embora a expectativa seja para a disponibilidade ainda este ano. 

Meta busca prevenir a divulgação de anúncios falsos que utilizam imagens de pessoas públicas

A Meta anunciou nesta segunda-feira (21) que está testando um novo método para prevenir a propagação de anúncios falsos que fazem uso de imagens de pessoas públicas. A empresa afirma que essa prática viola suas políticas, além de prejudicar usuários. Assim, a plataforma pretende usar o reconhecimento facial, em um processo que compara as imagens dos anúncios com a de perfis destas figuras públicas nas redes.


Verificação biométrica e detecção facial (Foto: reprodução/
filadendron/ Getty Images Embed)


Segundo a Reuters, a Meta disse que vai inscrever cerca de 50 mil figuras públicas em um teste que envolve comparar automaticamente suas fotos de perfil com imagens usadas em anúncios suspeitos de golpe. Se as imagens corresponderem e a Meta acreditar que os anúncios são formas de golpe, ela os bloqueará.

A ideia aqui é: implementar o máximo de proteção que pudermos para eles. Eles podem optar por não participar se quiserem, mas queremos ser capazes de tornar essa proteção disponível e fácil para eles“, afirma Monika Bickert, vice-presidente de política de conteúdo da Meta.


O que é o “celeb-bait” ?

Em alguns casos, cibercriminosos criam perfis falsos de celebridades, usando sua reputação para dar golpes em pessoas em busca de ganhos financeiros. Vale lembrar que quando a Meta fechou seu sistema de reconhecimento facial em 2021, excluindo os dados de escaneamento facial de um bilhão de usuários, ela citou “crescentes preocupações sociais“.

Problemas legais para a empresa

Em agosto desse ano, a empresa foi condenada a pagar ao Texas US$ 1,4 bilhão para resolver um processo estadual acusando-a de coletar dados biométricos ilegalmente.

Além disso, a Meta está com o nome enrolado em processos que a acusam de não fazer o esforço adequado para impedir golpes que usam imagens de pessoas famosas, geralmente geradas por inteligência artificial, para enganar os usuários a doar dinheiro para esquemas de investimento inexistentes.

A tecnologia de reconhecimento facial requer a coleta e o armazenamento de dados biométricos, que são informações sensíveis. A coleta sem o consentimento explícito pode violar leis de privacidade. A vigilância em massa por meio de reconhecimento facial pode ter um efeito negativo sobre a liberdade de expressão, já que as pessoas podem evitar participar de manifestações ou eventos públicos devido à possibilidade de serem identificadas.

Também há a preocupação com ataques cibernéticos, tendo em vista que a tecnologia de reconhecimento facial pode se tornar alvo, resultando no roubo de dados biométricos, que são praticamente irrecuperáveis. 

Feed Zero: a tendência da Geração Z em evitar publicações no Instagram

A Geração Z tem adotado um comportamento inusitado nas redes sociais, conhecido como “Feed Zero”. Segundo a Meta, jovens dessa geração estão evitando postar fotos no feed do Instagram e preferindo interações mais rápidas e passageiras, como Stories, onde conteúdos desaparecem em 24 horas. Essa tendência mostra uma busca por menor exposição e maior autenticidade dos jovens no ambiente online.

Menos exposição nas redes

O “Feed Zero” é uma tendência que mostra o distanciamento da Geração Z em relação à ideia de manter registros permanentes nas redes sociais. Ao contrário dos Millennials, que cultivavam perfis cheios de fotos e memórias, os jovens de hoje optam por um comportamento mais discreto. O foco está nas interações temporárias, como os Stories, onde a postagem se apaga em 24 horas, e essa abordagem é vista como uma maneira de preservar a privacidade e evitar a superexposição na internet.

Além disso, a Geração Z parece ter desenvolvido uma certa aversão à manutenção de um “museu” pessoal online. Muitas vezes, ao postarem fotos, preferem cobrir seus rostos ou limitar as publicações para não deixar vestígios digitais permanentes. A Meta explica que essa escolha está relacionada à percepção de que a internet, cada vez mais pública, não deve guardar todas as informações e momentos pessoais.


Os motivos vão desde problemas pessoais ou uma busca por autenticidade (Foto: reprodução/Matt Cardy/Getty Images Embed)


Possíveis razões e novas tendências

Muitos desses jovens também sofrem de problemas relacionados a autoestima ou a socialização, mesmo estando em um ambiente virtual, preferem isolar-se na própria bolha pessoal, como ocorre em nichos específicos.

Esse comportamento da Geração Z também está relacionado à busca por autenticidade. Ao contrário de perfis “perfeitos” ou irreais, que muitas vezes mostravam apenas os melhores ângulos e momentos, os jovens preferem postagens mais espontâneas que são menos editadas, refletindo de maneira mais fiel a realidade vivida, ou até postagens que podem não fazer sentido para gerações mais antigas, mas que carregam o humor característico da Geração Z.

Essa tendência vai na contramão da evolução das próprias plataformas, como o Instagram, que recentemente aumentou o número de fotos permitidas em carrosséis, incentivando mais publicações elaboradas. Contudo, para a Geração Z, menos é mais, e a espontaneidade supera a estética e o excesso de informação nas redes sociais.

Virginia trava guerra na justiça após boatos de paternidade da filha

A influenciadora, Virginia Fonseca, está processando Facebook após postagens na rede social, questionarem a paternidade da sua filha mais velha, Maria Alice, de 3 anos. Alguns perfis na chegaram a afirmar que Maria Alice não era filha do cantor Zé Felipe, e sim do ex-namorado de Virginia, o YouTube, Pedro Rezende.

A informação foi revelada pela colunista Fabia Oliveira, do Metrópoles, os boatos surgiram quando a apresentadora estava no oitavo mês de gestação do seu terceiro filho, José Leonardo. A defesa da apresentadora alega que ela tentou resolver a situação de forma amigável, notificando extrajudicialmente o Facebook, mas, a empresa não tomou nenhuma providência.

Na quarta-feira (04), a apresentadora realizou algumas correções requeridas pela justiça no processo e juntou uma série de documentos relacionados aos ataques na internet, a defesa de Virginia pede que os perfis de fofoca retirem as postagens que iniciaram os boatos, e caso não aconteça recebam uma multa de diária de R$ 20 mil.

Entenda o caso

Os boatos sobre a paternidade da filha primogênita começaram a surgir, após a mãe da empresária, Margareth Serrão, falar que a influenciadora, Emily Garcia, sentia inveja de Virginia. Emily reagiu falando que existi um segredo, “que quase ninguém sabe”, pessoas começaram a especular que o Pai da filha da Virginia seria seu ex-namorado.

Na época que os boatos começaram a circular, a influenciadora, usou as redes sociais para pedir que respeitem a sua família e avisou que medidas judiciais seriam tomadas. Além de Maria Alice, Virginia e Zé Felipe, são pais de Maria Flor e José Leonardo.


Virginia, Zé Felipe, Maria Alice e Maria Flor (Foto: reprodução/Instagram/@virginia)


Virginia fala sobre boatos

A empresária, que deu à luz ao seu terceiro filho, no último domingo(08). Quando estava no oitavo mês de gestação falou sobre os boatos que circulam a respeito da maternidade de Maria Alice. A apresentadora do SBT, ficou indignada com a situação, “Aguentei até agora por achar um absurdo essas falas, e sem nexo algum. Mas deu! Respiro minha família, e ver pessoas me humilharem assim é, no mínimo, triste!”. Desabafou Virginia.

A apresentadora também disse que não aceita mais comentários sobre sua família e que tomará as medidas judiciais adequadas contra aqueles que espalharam os rumores.

Justiça impede WhatsApp de compartilhar dados com outras redes sociais da Meta

O Whatsapp foi proibido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) de compartilhar os dados pessoais dos seus usuários para fins publicitários e comerciais com as outras redes sociais da Meta, o Facebook e o Instagram. A decisão foi tomada na última quarta-feira (14), e foi motivada por uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), que acusam a Meta, dona das três plataformas, de violar a privacidade dos usuários ao impor uma nova política de privacidade em 2021.  

Ação judicial contra a Meta

Além disso, a empresa terá que permitir que os usuários escolham se desejam aderir às novas regras, sob pena de multa diária de R$ 200 mil caso não cumpra a determinação em até 90 dias. A liminar contra o WhatsApp e as demais plataformas da Meta surge em meio a um crescente debate sobre privacidade digital e proteção de dados no Brasil. Em 2021, o WhatsApp introduziu uma nova política de privacidade que obrigava os usuários a aceitarem o compartilhamento de seus dados pessoais com o Facebook e o Instagram. Essa política, segundo o MPF e o Idec, violava os direitos dos consumidores ao coletar e compartilhar dados de forma abusiva e sem consentimento adequado.

De acordo com a ação civil pública, a política apresentava informações vagas e confusas sobre o uso dos dados, o que impedia os usuários de entenderem plenamente como suas informações seriam utilizadas. Isso levou à acusação de que a Meta estaria infringindo a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), legislação que regula o uso de dados no Brasil.


Justiça proíbe que os três apps da Meta se conectem com as informações dos usuários (Foto: reprodução/ Shutterstock)

O que a Meta comentou

Segundo a Meta, a atualização da política de privacidade do WhatsApp em 2021 não ampliou a capacidade de compartilhamento de dados com outras plataformas do grupo. A empresa declarou que está tomando as medidas legais necessárias para evitar qualquer impacto negativo aos seus usuários.

Além disso, o MPF e o Idec solicitaram uma indenização de R$ 1,7 bilhão por danos morais coletivos, baseando-se em precedentes semelhantes na União Europeia. A decisão é vista como um marco importante na proteção dos direitos digitais dos brasileiros.

Mark Zuckerberg entra no top 3 dos mais ricos do mundo após valorização da Meta

O cofundador e CEO da Meta, Mark Zuckerberg, teve um aumento de quase US$ 8 bilhões em sua fortuna nesta quinta-feira (01). Após a divulgação dos resultados trimestrais da empresa, o bilionário agora encontra-se na terceira posição dos mais ricos do mundo.

Ficando acima das expectativas do mercado, a Meta anunciou um rendimento de 13,5 bilhões na quarta-feira (31), com um aumento de 22% em sua receita, o que é uma ótima notícia para os seus acionistas. Esse crescimento coloca Zuckerberg ao lado de Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, e atualmente do X (ex-Twitter), e de Jeff Bezos, fundador da Amazon, como terceira pessoa mais rica do mundo, com um patrimônio de aproximadamente US$ 177 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes.

Resultados da Meta

O relatório financeiro da empresa, acontece após grandes empresas de tecnologia divulgarem resultados decepcionantes, mostrando que o retorno financeiro dos investimentos em Inteligência Artificial (IA), pode demorar mais do que o esperado. Esses investimentos visam consolidar a Meta como uma líder na tecnologia de IA e garantir seu crescimento contínuo no setor.

A própria Meta foi uma das empresas que investiram bilhões de dólares na evolução das IAs generativas. A empresa afirmou que continuará investindo cerca de US$ 37 bilhões a US$ 40 bilhões ainda esse ano, e que a previsão de despesas pode chegar a quase US$ 100 bilhões de dólares.


Eduardo Saverin, um dos brasileiros mais ricos do mundo (Foto: Reprodução/ Edgar Su/ Reuters)

Brasileiro ganha com a alta da Meta

O aumento nas ações da empresa, também beneficiou o brasileiro Eduardo Saverin, que é cofundador do Facebook e o brasileiro mais rico do mundo. Tendo participação nos lucros da empresa, sua fortuna aumentou significativamente, lucrando até US$ 1,7 bilhão, ocupando a 68° no ranking mundial da Forbes com um patrimônio de US$ 27,4 bilhões.

O empresário continua a lucrar com os ganhos gerados pela sua antiga parceria com Mark Zuckerberg, seu ex-colega de Harvard, mesmo após ter se distanciado dele.

Empresa Meta diz que removerá posts atacando judeus

Dono das redes sociais Facebook e Instagram, o grupo Meta anunciou nesta terça-feira (09), que começará a excluir postagens rotulando o povo judaico de “sionista” ou que visam acusá-lo de “causar danos”. O comunicado vem como um esforço da empresa em tentar equilibrar ataques de ódio e liberdade de expressão em suas plataformas, especialmente durante o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas, na Faixa de Gaza.

Alvo de ataques

Os estereótipos contra a nação judaica perduram por várias décadas, incluindo o de serem gananciosos e avarentos, de serem conspiradores e de controlar bancos, mídias e outras instituições de influência na sociedade. A empresa Meta tem como alvo a palavra “sionista”, referente ao sionismo, movimento surgido no século 19 na comunidade judaica europeia, que vai um crescimento de sentimentos antissemitista na época. 

“Vamos agora remover conteúdo que tenha como alvo os ‘sionistas’ com comparações desumanizantes, apelos a danos ou negações de existência com base no fato de ‘sionista’ nesses casos muitas vezes parecer ser um substituto para o povo judeu”, disse a Meta em comunicado oficial. 


A população judaica é alvo de ataques de discurso de ódio que permeiam as redes sociais (Foto: reprodução/Jupiterimages/Getty Images embed)


O nome ‘sionista’ surgiu em referência ao Monte Sião, usado como símbolo da terra prometida e é comumente usado para se referir ao povo judeu. A atualização na política da Meta passa a tratar a palavra como referência e quando for associada para discursos de ódio e conteúdo antissemita nas plataformas, tais mensagens serão removidas.

Abordagem da Meta

No início do mês, o grupo comunicou estar adotando uma forma mais sutil de agir em respeito aos discursos de ódio. Além de “sionista”, termos como “shahid”, em árabe, por exemplo, que é normalmente traduzido como “mártir”, passarão pelo mesmo crivo. Toda essa análise é feita pelo Conselho de Supervisão, também chamado de Oversight Board, que fornece uma verificação de conteúdo julgado controverso e decide se ele deve ser banido ou não. 

Criado em 2020, o conselho da Meta é um comitê independente e conta com 20 membros de diversos países e formações acadêmicas. Segundo Paolo Carozza, que faz parte do conselho, a recomendação de relaxamento do termo “shahid”, que antes tinha uma “proibição geral” nas plataformas, foi bem recebida e aclamada pelos membros do comitê.

Meta enfrenta proibição do governo brasileiro sobre dados para IA

A ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais), órgão do governo brasileiro, ordenou que a Meta (proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp) pare de utilizar dados de seus usuários para treinar inteligência artificial (IA). Um dos principais motivos é a preocupação com a proteção dos dados pessoais dos cidadãos brasileiros. 

A ordem foi emitida recentemente e publicada hoje (2) no Diário Oficial da União(DOU). A decisão aplica-se a todas as operações da Meta no Brasil. A Meta terá que suspender a coleta e uso de dados dos usuários para treinar suas IAs até que ajuste suas práticas de acordo com a legislação brasileira.

Meta usou dados sem consentimento

A Meta estava utilizando posts, mensagens e interações dos usuários para melhorar seus algoritmos de inteligência artificial (IA), sem ao menos informar aos usuários que suas contas e informações estavam sendo usadas para esse propósito. Além disso, a empresa não forneceu informações detalhadas sobre como e onde essa ferramenta seria utilizada, o que levanta questões de consentimento e transparência.


Meta poderá pagar até 50mil reais por dia se nao cumprir lei (Foto: reprodução/pixabay)

Meta sob pressão para reavaliar práticas

O governo brasileiro decidiu que a Meta precisa reavaliar suas práticas de coleta e uso de dados no Brasil. Enquanto isso, suas atividades de treinamento de IA estão suspensas e, caso haja descumprimento, a empresa estará sujeita a uma multa de 50 mil reais por dia. A Meta terá que apresentar um plano ao governo em até 5 dias após a data de publicação do documento, explicando como vai cumprir essa ordem sem violar os direitos dos usuários e cumprindo as leis brasileiras de proteção de dados.

Em nota, a Meta afirmou estar desapontada com a decisão da ANPD, alegando que já cumpre com as leis de privacidade e regulamentações no Brasil. A empresa declarou que continuará a trabalhar com a ANPD para esclarecer suas dúvidas e concluiu que a decisão do governo é um retrocesso para a inovação e a competitividade no desenvolvimento de IA, atrasando a chegada dos benefícios da IA para a população brasileira.

Meta enfrenta críticas na Austrália por abandonar acordos com mídias locais

Neste sábado (29), o primeiro-ministro Anthony Albanese criticou duramente a Meta por encerrar os acordos de pagamento com mídias locais na Austrália, destacando preocupações sobre a responsabilidade das plataformas digitais sobre o jornalismo.

Isso vem depois que a Meta deixou de renovar seus acordos comerciais feitos em 2021, após uma legislação de 2021 obrigar a Meta a negociar pagamentos com organizações de notícias, sob o risco de receber multas no valor de 10% da sua receita na Austrália.


Primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese (Foto: reprodução/Bloomberg/Bloomberg/Getty Images Embed)


Acordos no valor de 250 milhões de dólares australianos

Os acordos que atualmente estão em vigor geram cerca de 250 milhões de dólares australianos por ano às editoras de mídias locais, o que representa um valor significativo para essas empresas.

Eles têm a responsabilidade de manter as notícias em suas plataformas. A arrogância demonstrada por essas empresas internacionais de mídia social não está em conformidade com a responsabilidade social que elas têm.”

Primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese

Anuncio feito em fevereiro

Em anúncio feito em fevereiro, a Meta anunciou que deixaria de renovar seus acordos comerciais com essas empresas, justificando que cada vez menos usuários utilizavam o Facebook para acessar notícias. Por essa razão, decidiu não renovar seus acordos comerciais quando os atuais chegassem ao fim. A empresa ainda acrescentou que os usuários continuam tendo liberdade de compartilhar links de notícias em seus feeds.

No entanto, logo após o anúncio da Meta, o secretário-assistente do Tesouro, Stephen Jones, afirmou que o governo australiano iria reagir, já que a empresa não se trata de uma startup, e sim de uma das empresas mais lucrativas do mundo.

Algumas empresas locais, como a Seven West Media e a Nine Entertainment, que atuam no setor de mídia, atribuíram o fim do acordo à razão para o corte de alguns empregos que ocorreram recentemente.

Meta discute possível parceria com Apple

Com o campo cada vez mais competitivo, a Meta, conhecida por ser a empresa dona do Facebook, iniciou as discussões sobre a integração do seu modelo generativo de IA com o da sua conhecida rival Apple.

A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal no último domingo (23), sendo que isso se torna uma possibilidade apenas depois da integração da chamada “Apple Intelligence”, com a incorporação da tecnologia ao ChatGPT e Siri.

Anúncio se alinha com planos da Apple

Ainda de acordo com a Reuters, o anúncio está alinhado com os planos da Apple de adicionar tecnologia de outras empresas de IA em seus dispositivos. A expectativa é que a empresa, conhecida pela fabricação do iPhone, faça alianças com outras gigantes da tecnologia em diferentes regiões do mundo, como a China. Durante sua conferência anual de desenvolvedores, que ocorreu recentemente, a empresa chegou a anunciar seu primeiro parceiro, o ChatGPT da OpenAI.


Apple vem avançando cada vez mais no campo da inteligência artificial  (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


Caso a empresa feche outros acordos, os usuários terão a opção de escolher quais outros modelos externos desejam usar, além dos próprios sistemas internos já integrados com os dispositivos da empresa. Nestes casos, as marcas parceiras não teriam que pagar nada, apenas vender as assinaturas premium dentro do “Apple Intelligence”, com as empresas lucrando através da manutenção de uma parte da receita das assinaturas.

Uma das principais vantagens de manter aberta a negociação com outras empresas é que a Apple deixa de depender excessivamente da OpenAI, tendo assim outras opções caso algum problema ocorra.

Anthropic e outra empresa que negocia com a Apple

Outra empresa que atualmente está negociando com a Apple é a startup de IA Anthropic, que tem a intenção de trazer sua IA para o Apple Intelligence. No entanto, tanto a Meta quanto a Anthropic não comentaram sobre a possível parceria.