Grupo Hamas reitera acordo de paz em Gaza, mas primeiro-ministro de Israel mantém exigência rígida

Grupo Palestino Hamas reiterou nesta quarta feita (3) sua disposição para cumprir com o acordo abrangente na Faixa de Gaza, que incluiria a libertação de todos os cidadãos israelenses presos, em troca o Hamas solicita a soltura dos prisioneiros palestinos detidos em Israel. A declaração ocorre em meio a um cenário de impasse diplomático e militar, marcado por pressões de líderes internacionais e exigências conflitantes entre as partes envolvidas no conflito.

Pressão internacional

A decisão do grupo palestino veio logo após o pronunciamento do presidente norte-americano, Donald Trump, em cobrar publicamente a libertação dos cerca de 20 reféns ainda mantidos na Faixa de Gaza. Em resposta, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, desqualificou a proposta, classificando-a como uma repetição de promessas sem avanços concretos. Para o primeiro-ministro israelense, o conflito na região só pode ser considerada encerrada se todos os reféns forem libertos, o Hamas for desarmado, a Faixa de Gaza for desmilitarizada do poder de fogo e uma nova administração civil for estabelecida na região sob rígido controle de segurança de Israel.

As negociações entre os dois lados vêm sendo marcadas por idas e vindas. Em agosto, o Hamas aceitou uma proposta de cessar-fogo mediada por atores regionais, que previa a suspensão de operações militares israelenses por 60 dias e a libertação parcial de reféns e prisioneiros. A proposta do acordo estabelece um esboço para futuras negociações de paz mais amplas entre as nações, visando encerrar o conflito que já se estende por quase dois anos. No entanto, a implementação das medidas encontrou resistência em postos-chaves, especialmente no que diz respeito às condições impostas por Israel para garantir sua segurança.


Palestinos detidos na fronteira entre Israel e Gaza, após serem detidos por forças israelenses que operavam na faixa de Gaza (Foto: reprodução/David Furst/Getty Images Embed)


Apesar das dificuldades, a diplomacia internacionais de países como o Egito e o Catar, continuam buscando métodos para uma ação diplomáticas que permitam avanço na construção de um acordo definitivo na região. A pressão de líderes da comunidade internacional de segurança e paz também tem aumentado, sobretudo diante do impacto humanitário da guerra sobre a população civil da Faixa de Gaza, que enfrenta escassez de alimentos de recursos de assistência básica, deslocamentos em massa da população e destruição de infraestrutura social.

Negociação diplomática

O desenrolar dos próximos dias será crucial para chegar a um acordo definir se as declarações recentes resultarão em avanços concretos ou se permanecerão apenas como movimentos estratégicos de retórica. Diante da pressão de potências globais e a mediação de países árabes na região, existem a possibilidade de uma trégua no conflito entre as duas nações ou de um acordo abrangente ainda não está descartada, mas depende diretamente da disposição das lideranças em abrir mão de posições rígidas em favor de um consenso que possa oferecer estabilidade à região e esperança às populações afetadas.

A postura do Hamas em reafirmar abertura para um pacto total e a resposta negativa de Israel revelam a complexidade das negociações. Enquanto o grupo palestino tenta manter o foco na troca de prisioneiros, o governo israelense insiste em condições estruturais de segurança e governança como pré-requisito para encerrar a ofensiva militar. Nesse cenário, o futuro das tratativas depende da capacidade de ambas as partes em flexibilizar exigências e encontrar um terreno comum que permita, ao menos, aliviar as tensões e abrir caminho para uma solução duradoura.

Ministro de Israel acusa Lula de antissemitismo após saída da IHRA

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, utilizou a rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, para expressar sua opinião em português. Em sua publicação, ele acusou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de ser um “antissemita declarado e apoiador do Hamas”. Essa declaração foi feita em referência à decisão do Brasil de se retirar da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) no final de julho.

A Postagem

Na última terça-feira (26), o ministro utilizou suas redes sociais para expressar suas críticas. A postagem, redigida em português, continha uma imagem gerada por inteligência artificial que retratava o presidente Lula como um fantoche, com Khamenei controlando-o por trás.

Agora ele revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e apoiador do Hamas ao retirar o Brasil da IHRA — o organismo internacional criado para combater o antissemitismo e o ódio contra Israel — colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega abertamente o Holocausto e ameaça destruir o Estado de Israel”, afirmou o ministro em suas redes.

Essas provocações só servem para piorar as relações diplomáticas entre o Brasil e Israel, que andavam tensas desde o começo do conflito na Faixa de Gaza. A situação se complicou de vez no mês anterior, quando o Brasil abandonou a aliança e apoiou a ação que acusa Israel de genocídio no Tribunal Internacional de Justiça.


Postagem do Ministro de Israel ao presidente Lula (Foto: reprodução/X/@Israel_katz)


Contexto

No começo do mês, a StandWithUs, organização que apoia Israel, criticou as explicações do governo para deixar a IHRA, apresentadas pelo assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, o embaixador Celso Amorim. Eles afirmaram que a Aliança, criada nos anos 90 e que o Brasil integrou em 2021, visa lutar contra o antissemitismo e disseminar o conhecimento sobre o Holocausto globalmente. Em entrevista ao Roda Viva, o embaixador argumentou que a memória do Holocausto não deveria servir para justificar o “genocídio na Palestina”.

Lula também já criticou duramente o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o que resultou em sua declaração como “persona non grata” em Israel. Diante da crise, o Brasil retirou seu embaixador do governo israelense, enviando-o para a Suíça em 2024, e até o momento não indicou um novo nome ao governo israelense.

IPC confirma fome em Gaza: meio milhão de pessoas em catástrofe alimentar

O Sistema Internacional de Classificação de Insegurança Alimentar, Integrated Food Security Phase Classification (IPC), uma iniciativa envolvendo agências da ONU e ONGs internacionais para analisar situações relacionadas a nutrição e segurança alimentar de populações, confirmou nesta sexta-feira (22) que a região de Gaza está sofrendo com fome extrema — a escala mais grave da avaliação, sinalizando um colapso humanitário que afeta meio milhão de pessoas e exige ação urgente da comunidade global.

O que é o IPC e qual sua importância

O IPC é uma iniciativa apoiada pela ONU e por 19 organizações humanitárias, com o objetivo de mensurar crises alimentares no mundo usando uma escala padronizada de cinco fases — da segurança alimentar (fase 1) até fome ou catástrofe (fase 5). A classificação de fome (fase 5) exige que ao menos 20% dos domicílios enfrentem escassez extrema de alimentos, 30% das crianças sofram de desnutrição aguda e a taxa de mortalidade diária ultrapasse 2 por 10 mil habitantes. O IPC não declara fome oficialmente, mas oferece análise técnica que embasa decisões de órgãos como ONU, governos e ONGs.

Por que Gaza foi classificada como em situação crítica

Segundo o relatório, mais de 500 mil pessoas em Gaza já vivem sob condições de “catástrofe” e fome, especialmente na cidade de Gaza, com projeções de expansão para Deir al-Balah e Khan Younis até o fim de setembro. A situação é impulsionada por quase dois anos de conflito intenso, bloqueios que interrompem a entrada de alimentos, destruição de 98% das áreas agrícolas e deslocamentos em massa. Em julho, mais de 12 mil crianças foram diagnosticadas com desnutrição aguda — o pior número já registrado — e espera-se que mais de 640 mil pessoas enfrentem fome até setembro.


Criança sofre de desnutrição e recebe atendimento em hospital palestino (Foto: reprodução/Hassan Jedi/Getty Images Embed)


A gravidade da crise e o que isso significa

Líderes mundiais como António Guterres declararam que a fome em Gaza é “uma catástrofe man-made” e uma “falha da humanidade”. O alerta técnico do IPC funcionou como marco para intensificar pressões por cessar-fogo imediato, acesso humanitário irrestrito e escalada de ajuda emergencial. No entanto, autoridades israelenses contestam o relatório, questionando metodologia e dados levantados.

Crise humanitária

A confirmação da fome em Gaza pelo IPC representa um apelo urgente — não apenas técnico, mas moral. Fome é evitável, mas exige vontade política, acesso seguro a ajuda e resposta humanitária à altura da tragédia vivida pela população. Cada dia importa.

Estados Unidos suspendem vistos de visitantes para moradores de Gaza

Neste domingo (17), o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o Departamento de Estado suspendeu os vistos de visitantes para os residentes de Gaza. Segundo ele, a medida foi tomada após o recebimento de “evidências” de que algumas organizações que facilitam esses vistos para os EUA mantêm relações com grupos terroristas do Hamas. Rubio informou que a suspensão dos vistos para indivíduos de Gaza será mantida enquanto o processo que permite a entrada temporária nos EUA por motivos médicos e humanitários for revisado.

Entenda a situação

Neste sábado (16), o Departamento de Estado dos EUA anunciou, por meio de uma publicação no X, que todos os vistos de estudante de pessoas nascidas em Gaza seriam suspensos. O departamento já havia informado que as evidências para essa decisão foram apresentadas por membros do Congresso. A ativista Laura Loomer reivindicou o crédito pela suspensão, alegando ter alertado sobre a situação. Ela criticou especificamente a “Heal Palestine”, uma organização americana sem fins lucrativos que se dedica a fornecer ajuda essencial a famílias palestinas.

Já o grupo que retorna com os palestinos, levando-os ao Oriente Médio, criticou a decisão do Governo de Trump em suspender os vistos de visitantes, afirmando em nota que se trata de um programa de tratamento médico, não um programa de reassentamento de refugiados. Neste ano de 2025, o país dos Estados Unidos emitiram quase 4.000 vistos para os passaportes de pessoas da autoridade Palestina, permitindo que eles busquem tratamento médico no país em questão, esse número ainda inclui palestinos que vivem fora de Gaza, podendo ser habitantes da Cisjordânia.


Marco Rubio em conversa com Donald Trump no dia 16 de julho de 2025 (Foto: reprodução/Anna Moneymaker/getty images Embed)


Fome real

No mês passado, Donald Trump reconheceu a real situação de fome em Gaza, o que resultou em seu rompimento com Benjamin Netanyahu. Na ocasião, ele afirmou que não se pode fingir que nada está acontecendo em Gaza e que os Estados Unidos precisam se envolver mais. A declaração foi feita em entrevista a jornalistas que o questionaram sobre a crise humanitária na região.

O secretário de Estado Marco Rubio esclareceu, sem citar nomes, que não manterá relações com grupos que simpatizam com o Hamas. O atual governo dos EUA, apesar de manter relações com Israel, deixou clara a necessidade de ajudar o povo palestino após ser questionado sobre a crise humanitária.

Seis jornalistas são mortos após ataques de Israel em Gaza

Neste domingo (10), um bombardeio israelense na Cidade de Gaza deixou seis jornalistas mortos, de acordo com informações do hospital Al-Shifa. Entre as vítimas, estavam quatro profissionais da rede televisiva Al Jazeera.

O Exército de Israel confirmou ter atingido e matado o repórter Anas Al-Sharif, alegando que ele chefiava uma célula do grupo Hamas. A emissora disse que outro de seus nomes de destaque em Gaza, Mohammed Qreiqeh, também foi morto no mesmo ataque.

Ataque em Gaza

Segundo a rede Al Jazeera, a morte de Anas Al-Sharif, considerado um dos melhores jornalistas de Gaza, juntamente com seus colegas, representaria uma tentativa de silenciar vozes antes de uma possível ocupação da região. Como informa o diretor do Hospital Al-Shifa, Mohammad Abu Salmiya, Al-Sharif estava em uma tenda com outros jornalistas, próximo à entrada, quando foram acertados.


Imagens do ataque israelense numa tenda em que estavam os jornalistas (reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Ainda segundo Salmiya, o ataque resultou na morte de pelo menos sete pessoas. O Exército de Israel afirmou que já havia apresentado documentos e informações de inteligência que, comprovavam de forma conclusiva a ligação de Al-Sharif com o Hamas, apontando também que materiais encontrados na Faixa de Gaza confirmariam sua participação na parte militar do grupo.

Mês passado, após ser acusado pelas Forças de Defesa de Israel de integrar o Hamas, Al-Sharif postou uma resposta em suas redes sociais dizendo que é apenas um jornalista sem afiliações políticas.

Preocupação antiga

Em julho, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas manifestou preocupação pela segurança de Anas Al-Sharif, reiterando que ele temia ser morto após ser alvo do que considerava uma campanha de difamação organizada por militares israelenses.

A organização também informou que desde o início do conflito, há quase dois anos, cerca de 186 profissionais de imprensa foram mortos em ataques realizados por Israel. A ONU demarcou as acusações feitas contra Al-Sharif como injustificadas e acompanhadas de ameaças virtuais.

Tel Aviv reúne multidão contra plano de ocupação da Cidade de Gaza

Uma manifestação tomou as ruas de Tel Aviv neste sábado (7) para protestar contra o plano de Benjamin Netanyahu de ocupar a Cidade de Gaza. A princípio, a decisão do gabinete de segurança, anunciada um dia antes, amplia as operações militares no território palestino, apesar dos alertas das Forças Armadas e oposição popular.

De acordo com organizadores, mais de 100 mil pessoas participaram da manifestação, exigindo o cessar imediato da campanha militar e a libertação de reféns. A maioria dos israelenses apoia o fim da guerra para resgatar cerca de 50 reféns em Gaza. Em contrapartida, as autoridades acreditam que apenas 20 pessoas estejam vivas.

Cenário de guerra versus cessar-fogo

Diante do cenário atual, Israel passa por constantes críticas dentro e fora de seu território, o que ocasionou entrar na mira de aliados europeus após a ampliação do conflito. Ainda assim, negociações diplomáticas possibilitaram a libertação da maioria dos reféns, mas tentativas de cessar-fogo falharam em julho.

Em meio às tensões, manifestantes exibiram bandeiras de Israel, fotos de reféns e cartazes contra Netanyahu. Além disso, alguns cobraram uma ação de Donald Trump, enquanto outros denunciaram inúmeras mortes de civis palestinos.


Manifestação pró-Palestina na Baía de Sydney, Austrália (Vídeo: reprodução/YouTube/Euro News)

Reações internacionais e riscos

Donald Trump acusou o Irã de interferir em negociações de cessar-fogo ao enviar sinais ao Hamas. Além da acusação feita pelo americano, a Alemanha se pronunciou através do ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul. Este reforçou o apelo por trégua imediata, o que acarreta pressão global sobre Israel. Netanyahu afirmou que Israel não pretende governar Gaza permanentemente. Segundo o primeiro-ministro, o objetivo é criar um perímetro de segurança e entregar o controle às forças árabes, excluindo o Hamas e a Autoridade Palestina.

O apoio internacional à causa palestina tem sido crescente, mas o intenso conflito de Israel pode trazer consequências como um isolamento diplomático e travar a comunidade internacional que busca alternativas diplomáticas para conter a contínua violência no Oriente Médio.

Netanyahu obtém aval para controlar a principal região de Gaza

Foi aprovado pelo Gabinete de Segurança de Israel, nesta sexta-feira (8), horário local, o plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para tomar o controle da Cidade de Gaza, a maior cidade do enclave palestino, ampliando as operações militares na região. A reunião durou quase 10 horas e teve decisão favorável a Netanyahu. 

A estratégia de intensificar a pressão sobre o grupo Hamas, apontado por Israel como responsável por manter reféns e prolongar o conflito, se concentrará na região urbana mais povoada do território, com as Forças de Defesa de Israel (IDF) comandando a operação.

A proposta

Em entrevista à estadunidense “Fox News”, Benjamin Netanyahu afirmou que a intenção de Israel não é governar Gaza de forma permanente. Segundo o primeiro-ministro, o objetivo é estabelecer um perímetro de segurança e, posteriormente, entregar o controle do território as forças árabes que “governariam adequadamente”. Para Netanyahu, nem o Hamas nem a Autoridade Palestina, administrará a região. 


Detalhamento do plano de Benjamin Netanyahu aprovado pelo Gabinete de Segurança de Israel (Foto: reprodução/X/@IsraeliPM)



O plano de Netanyahu gerou críticas e foi visto por muitos especialistas como uma tentativa indireta de ocupar o território palestino, sinalizando que não haverá retirada das forças de segurança de Israel da região e nem um cessar-fogo no enclave.

Reação internacional

A Comunidade Internacional  recebeu o plano de Benjamin Netanyahu com preocupação. A proposta de entregar o controle de Gaza às forças árabes ainda necessita de respaldo, uma vez que não há clareza sobre quais países participariam desse esforço e sob quais condições. Além disso, tanto os EUA quanto a ONU já haviam rejeitado propostas anteriores semelhantes, indicando a falta de consenso sobre uma solução viável para um pós-conflito.


Críticas e rejeição do escritório de Direitos Humanos da ONU sobre o plano de Benjamin Netanyahu (Foto: reprodução/X/@UNHumanRights)

Conforme especialistas, o plano de Netanyahu ignora a Autoridade Palestina como gestora da Faixa de Gaza, uma vez que a Autoridade é reconhecida internacionalmente como representante legítima dos palestinos. 

Para muitos analistas, isso evidencia a tentativa do atual governo israelense de moldar a governança do enclave segundo seus próprios interesses de segurança, sem dialogar com lideranças palestinas responsáveis pela região. Assim sendo, a ocupação da Cidade de Gaza não apenas eleva o risco de novos confrontos, mas também reforça a fragmentação política no território palestino

Resposta do Hamas

O grupo Hamas reagiu duramente ao plano israelense, chamando a proposta de um “golpe” que mina as negociações em curso e coloca em risco a vida dos reféns. Em comunicado oficial, o grupo acusou Benjamin Netanyahu de usar os civis e os reféns como peças políticas para manter-se no poder.

O jogo de narrativas entre Israel e o grupo Hamas alimenta ainda mais o impasse diplomático e aprofunda a desconfiança mútua entre as partes envolvidas, aumentando a escalada do conflito na Faixa de Gaza, iniciado há quase dois anos.

Crise humanitária

Com a crise humanitária no enclave agravando-se sobremaneira, a escassez de alimentos e suprimentos necessários para a sobrevivência aumenta com o passar dos dias, mesmo com a pausa de ajuda humanitária. A disputa por alimentos na região tem deflagrado conflitos entre civis e forças militares.


Crise humanitária na Faixa de Gaza, pessoas em busca de alimentos, em 30 de julho de 2025 (Fotos: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


A aprovação do plano de Benjamin Netanyahu ocorre em meio ao colapso das negociações com o grupo Hamas, o qual, recentemente, divulgou vídeos mostrando reféns israelenses em estado de desnutrição e fragilidade, gerando protestos por parte das famílias e da comunidade internacional. Vale ressaltar que conforme o exército de Israel avança, o deslocamento interno no enclave se intensifica. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 1,9 milhão de pessoas deslocaram-se dentro do território palestino desde o início do conflito em 2023.

Netanyahu afirma que irá assumir controle total de Gaza

Gabinete de segurança de Israel se reunirá esta semana para definir os próximos passos e coordenar a ofensiva em Gaza. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anuncia nesta segunda-feira (4) que irá assumir o controle total da Faixa de Gaza.

A decisão ocorre após o fracasso das negociações de cessar-fogo e prevê uma ação militar ampliada para derrotar o Hamas, libertar reféns e impedir futuras ameaças. O gabinete de segurança israelense se reunirá ainda nesta semana para definir os próximos passos da operação.

Israel define nova ofensiva após fracasso de negociações de cessar-fogo

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu decidiu ampliar a ofensiva em Gaza após o colapso das negociações por um cessar-fogo com o Hamas.

Segundo a imprensa israelense, o governo avalia agora uma nova fase do conflito, com a intenção declarada de assumir o controle total da Faixa de Gaza, tanto no aspecto militar quanto administrativo.

A medida marca um rompimento com propostas anteriores que incluíam uma gestão internacional ou árabe moderada da região.

De acordo com fontes do governo, os objetivos centrais são eliminar a presença do Hamas, resgatar reféns israelenses e evitar que Gaza volte a representar uma ameaça futura. Atualmente, cerca de 75% do território está sob domínio das forças israelenses.


Netanyahu planeja expandir a guerra na Faixa de Gaza (Vídeo: reprodução/YouTube/G1)

Netanyahu faz apelo à unidade e declara objetivos claros da ofensiva

Devemos continuar unidos e lutar juntos para alcançar todos os nossos objetivos de guerra: a derrota do inimigo, a libertação de nossos reféns e a garantia de que Gaza não representará mais uma ameaça a Israel”, disse o primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu, conforme reportado nos veículos que cobriram o anúncio da intensificação da campanha israelense em Gaza.

Em mensagem direcionada à nação, Netanyahu reforçou que Israel considera essencial consolidar o controle militar e civil sobre toda a Faixa de Gaza, exigindo coesão interna para enfrentar o Hamas e evitar risco futuro.

Ele também anunciou que o gabinete de segurança será convocado ainda esta semana para definir os próximos passos da ofensiva, incluindo possíveis cenários de anexação ou ocupação prolongada.

A decisão de Netanyahu de assumir o controle total de Gaza representa uma mudança significativa na condução do conflito, com impactos diretos sobre a população palestina e o cenário diplomático internacional.

Enquanto parte da comunidade global pede contenção e retomada das negociações de paz, Israel aposta na força militar para atingir seus objetivos estratégicos. Nos próximos dias, as deliberações do gabinete de segurança devem definir o ritmo e a intensidade das ações que seguirão na Faixa de Gaza.

Trump diz que Irã está interferindo nas negociações de cessar-fogo em Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteve em um encontro com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, na Escócia, nesta segunda-feira (28), onde discutiram sobre vários assuntos da geopolítica atual. Um dos destaques de Trump foi uma informação, dada pelo mesmo, sobre uma polêmica envolvendo o conflito entre Israel e Palestina. De acordo com o americano, o Irã interferiu nos acordos de cessar-fogo da guerra, algo que Donald recriminou.

A interferência do Irã

Donald Trump afirmou, durante o evento, que o Irã tem enviado sinais para o Hamas, interferindo portanto, na troca de informações entre países, durante a negociação para um cessar-fogo. O presidente repreendeu a ação, explicando como ele considera essa intervenção iraniana algo ruim para os acordos.


Donald Trump e Keir Starmer em encontro na Escócia (Foto: reprodução/Tolga Akmen/EPA/Bloomberg/Getty Images Embed)


O Irã tem enviado sinais ruins, eu lhe digo. Para um país que acabou de ser aniquilado, eles têm enviado sinais muito ruins, sinais muito desagradáveis. E eles não deveriam estar fazendo isso”, disse Trump.

Donald destacou que houve uma aparição recente, do ministro das Relações Exteriores do Irã, em um programa, falando sobre assuntos, que, de acordo com o americano, não deveriam estar sendo discutidos. Ele ainda declarou que os iranianos estão interferindo na negociação entre Israel e Hamas e expressou descontentamento com a atitude.

A tentativa de encerrar os conflitos

Na semana passada, os Estados e Israel reuniram seus negociadores que haviam discutido uma pausa no conflito no Catar. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que estaria disposto a utilizar métodos alternativos para poder recuperar os reféns do Hamas, além de pôr fim ao regime do grupo terrorista na região de Gaza.

Apesar de estarem dispostos a serem mais incisivos, um alto funcionário israelense afirmou que as negociações ainda podem ser retomadas, caso o Hamas esteja disposto a revisar a sua exigência sobre a quantidade de prisioneiros que devem ser libertados e devolvidos.

Entram em Gaza caminhões de comida em pausa humanitária

Nesta segunda-feira(28), vários caminhões chegaram com ajuda na Faixa de Gaza. Após uma pausa humanitária ser estabelecida por Israel, para resolver o problema da fome em massa que ocorre com os palestinos. Conforme a Cruz egípcia, foram enviados cerca de 135 veículos com 1.500 toneladas de ajuda ao local em questão, além de terem enviado itens de Higiene Pessoal e ajuda para Gaza.

Atividades suspensas conforme situação em Gaza

Segundo informações do Exército israelense, serão suspensas as atividades militares em Gaza diariamente das 10h até as 20h no horário local de 4h até as 14h em Brasília. A espera um novo aviso em Al Mawasi, no Sul, em Deir balah, e ao norte na cidade de Gaza, estarão ativas rotas de apoio seguras para os comboios que levarão a comida para acabar com essa situação na localidade em questão. O secretário da ONU falou que tudo isso é um show de horrores, já o governo de Netanyahu falou nesta segunda que “Não há fome ou política de fome em Gaza”.

A Guerra entre Israel e Palestina, começou em 2023 no dia 7 de outubro, quando um ataque terrorista do Hamas matou 1.200 israelenses em solo do país, além de ter tido 251 pessoas reféns para Gaza, a partir dai houve uma ofensiva do país de Benjamin Netanyahu matando quase 60 mil palestinos, a maioria mulheres e crianças, conforme os dados informados pelas autoridades de saúde locais chancelados pela ONU, reduzindo grande parte do enclave a escombros deslocando quase toda a população.


Soldado verificando ajuda humanitária (Foto: reprodução/Amir Levy/Getty Images Embed)


Crise humanitária em Gaza

Nas últimas semanas, vários moradores do enclave, faleceram por desnutrição, conforme o ministério da saúde do território informou, eles informaram ainda que desde quando o conflito se iniciou, já morreram 127 pessoas por conta de desnutrição, entre elas 85 crianças. No sábado uma bebê de cinco meses, Zainab Abu Haleeb morreu por falta de alimentação conforme o indicado por profissionais da área, em vídeo divulgado pelo Reuters na quinta-feira crianças da Palestina estariam lidando com essa questão constantemente.

Philippe Lazzarini, comissário-geral da UNRWA, disse na quinta-feira (24) “que as pessoas que vivem na Palestina, estão como cadáveres ambulantes“, conforme ele informou que um colega disse sobre essa questão, comentando sobre essa situação toda. Foi divulgado pelo crescente exercito egípcio, que neste domingo seria enviado 1.200 toneladas de ajuda alimentar para Gaza.