A nova era das buscas: Inteligência artificial redesenha o jogo do SEO

As Ferramentas de Inteligência Artificial Generativa como ChatGPT, Gemini, Perplexity e o novo modo de busca do Google não são apenas novidades tecnológicas; elas representam uma profunda mudança no comportamento de busca online, ameaçando a visibilidade de conteúdos que, até então, prosperavam sob as regras do SEO (Search Engine Optimization) tradicional.

Desde que o Google se estabeleceu como o portal de informação dominante no final dos anos 1990, o SEO ditou o manual para quem desejava as primeiras posições. Contudo, a lógica mudou: em vez de clicar em um link, o usuário moderno busca uma resposta direta e completa fornecida pela própria IA. Este novo panorama exige uma adaptação urgente, definindo um novo conceito: o Generative Engine Optimization, ou GEO.

A nova disputa por citações nas respostas das IAs

O GEO, Otimização Generativa de Mecanismos, é a fronteira mais recente da estratégia digital. Ele não se concentra em disputar o ranqueamento tradicional, mas em garantir que marcas e sites se tornem as fontes citadas e referenciadas nas respostas sintetizadas pelas IAs. Conforme aponta Luiz Bernardo, Sócio-Fundador da Prosperidade Conteúdos, a adaptação é crucial. “O futuro das buscas é conversacional. O GEO está apenas começando, mas já redefine o papel do SEO tradicional. Em vez de disputar cliques, as marcas precisarão disputar citações nas respostas das inteligências artificiais. Quem entender essa lógica antes, vai sair na frente na nova era da descoberta digital”, afirma o especialista.


Conteúdo explicando o GEO (Vídeo: reprodução/YouTube/Tropical Hub)

A migração de cliques para citações exige uma recalibragem das táticas de conteúdo. Para garantir presença nas respostas generativas, é fundamental que as empresas produzam conteúdo que seja, acima de tudo, objetivo e solucionador. As IAs priorizam a clareza; textos que respondem a perguntas reais do público-alvo, com parágrafos curtos (entre 60 e 120 palavras) e foco direto no ponto, aumentam drasticamente as chances de serem citados. Ferramentas que mapeiam as dúvidas dos usuários, como o autocomplete do Google ou o AlsoAsked, tornam-se essenciais nesse processo.

Os pilares da relevância no GEO

Além da objetividade, a autoridade e a originalidade são fatores decisivos. Em um mar de informações genéricas, o conteúdo que se destaca é aquele que só a própria marca pode fornecer: estudos de caso, dados exclusivos, números de mercado e materiais visuais próprios, como gráficos e tabelas. Quanto mais embasado e singular o conteúdo, maior a sua “relevância” para os modelos de IA, que são treinados para identificar fontes confiáveis.

O GEO também expande o foco para além do website da empresa. A distribuição de conteúdo em múltiplos canais, como LinkedIn, YouTube, Medium e Reddit, é uma tática poderosa, especialmente quando o material inclui links para o texto completo. Além disso, formatos de dados estruturados e de fácil leitura, como PDFs, planilhas e checklists, são preferidos por diversos modelos de IA.


Conteúdo mostrando os números de pesquisa do GEO (Vídeo: reprodução/YouTube/Joabel Kasper)

 

A reputação digital nunca foi tão importante. Menções em veículos de imprensa, backlinks de sites confiáveis e avaliações positivas em plataformas como Google Meu Negócio e Reclame Aqui constroem a credibilidade que as IAs buscam ao selecionar uma fonte. Por fim, a arquitetura do site deve ser amigável para a leitura por máquinas. O uso de metadados, dados estruturados e a inclusão de seções de FAQ (Perguntas Frequentes) no final dos textos facilitam a compreensão e a extração de informações pelas plataformas generativas, aumentando a probabilidade de um trecho da página ser utilizado como a resposta definitiva. Ignorar o GEO é, em essência, optar pelo desaparecimento na principal via de busca da próxima década.

Google Cloud amplia presença no Brasil com chips de inteligência artificial

Na era da tecnologia, o que mais tem sido investido pelas empresas é definitivamente a inteligência artificial. Apenas em 2025, mais da metade das empresas brasileiras relataram aumentos financeiros com a adoção da IA. Com esse cenário em avanço, o Google Cloud tomou um passo à frente, apostando no fortalecimento de sua presença no Brasil.

A companhia busca trazer seus chips de inteligência artificial para os data centers do país, reforçando assim sua estratégia de mercado e fortalecendo sua presença, através de infraestrutura local. De acordo com Oliver Parker, vice-presidente da inteligência artificial do Google Cloud, os clientes brasileiros devem contar com um maior desempenho, além de estruturas com melhores custos e o uso do Gemini em alta escala. 

Chips locais do Google 

O principal movimento da companhia é a implementação de TPUs no Brasil. Os chips desenvolvidos pelo Google têm como função acelerar aplicações da inteligência artificial. Com sua presença nacional, a ferramenta não somente vai apresentar uma melhoria de performance, como também reduzirá os custos para os usuários locais. 

Além do melhor desempenho e custo enfatizados por Oliver Parker, o vice-presidente também ressaltou que o Google é “o único provedor que permite que os usuários executem o Gemini em sua própria infraestrutura”, trazendo uma alternativa para empresas de terceiros que buscam uma soberania e segurança digital. 



Oliver Parker, vice-presidente da inteligência artificial do Google Cloud (Foto: Divulgação)

Diferenciais na estratégia

A estratégia do Google não se limita somente às grandes corporações, o que os posicionam de forma diferente no mercado brasileiro de tecnologia. Em entrevista para a Forbes Brasil, Marcel Silva, head de vendas do Google Cloud na América Latina, destaca que a gigante adota políticas comerciais flexíveis, além de existirem estratégias específicas para empresas de pequeno e médio porte. De acordo com Marcel, as políticas funcionam como “soluções adaptadas a necessidades”, fazendo com que o pagamento do cliente seja proporcional ao quanto ele estiver utilizando da nuvem geral e na IA.

O Google Cloud já realizou trabalhos com a Dasa – utilizando IA para aprimoração de imagens e modelos de treinamento nos diagnósticos -, e também com a Receita Federal, que usa o Gemini na função de processamento de imagens, possibilitando assim que seja detectado se há itens proibidos ou suspeitos em pacotes. Com o reforço da infraestrutura local e aplicação da IA nos serviços brasileiros, o Google Cloud vem se posicionando cada vez mais fortemente no mercado, oferecendo alternativas de escolhas para as empresas em meio a corrida mundial da tecnologia.

Google revoluciona buscas no Brasil com Modo IA em português

Nesta segunda-feira (8), o Google disponibilizou oficialmente o Modo IA em português brasileiro, integrando sua versão de busca com inteligência artificial. O recurso chegou ao público no Brasil após ser lançado nos EUA em maio. Agora, usuários na versão web e nos apps Android e iOS poderão acessar uma experiência de busca mais contextual, rápida e interativa.

O sistema utiliza o modelo de IA Gemini 2.5, que traz avanços em raciocínio e multimodalidade. Ele busca simultaneamente em várias fontes, como gráficos de conhecimento e dados em tempo real, e oferece respostas unificadas, baseadas em texto, voz e imagens (por upload ou câmera).

Buscas mais naturais e profundas

Com o Modo IA, o Google transforma buscas em diálogos interativos. Por exemplo, ao perguntar sobre wearables que monitoram sono, o sistema organiza informações sobre anéis, relógios e tapetes inteligentes em um único resultado. Em seguida, você pode aprofundar com perguntas como “o que acontece com a frequência cardíaca durante o sono profundo?” para obter detalhes rápidos e links de referência.


Publicação de Google Brasil (Vídeo: reprodução/Instagram/@googlebrasil)


Além disso, o recurso suporta consultas multimodais: você pode usar a voz ou uma imagem para encontrar respostas. Essa abordagem promove um percurso de busca fluido, intuitivo e prático, que combina a compreensão linguística com processamento visual e contextual.

Estratégia global e benefícios locais

O lançamento do Modo IA em português representa uma etapa importante na expansão global da IA do Google. Segundo Robby Stein, vice-presidente de produto do Google Search, essa fase amplia o acesso a “respostas mais relevantes e culturalmente alinhadas”. A chegada ao Brasil coloca o país como prioridade na agenda de democratização de IA da empresa.

Enquanto isso, em nível técnico, o modelo Gemini 2.5, com sua capacidade de “pensar antes de responder”, reforça a qualidade das respostas. Essa inteligência avançada é essencial para lidar com perguntas complexas em áreas como viagens, comparações ou recomendações personalizadas.

Google aposta em lançamento de novo smartphone com recursos de IA integrados

O Google fez o anúncio de sua nova linha Pixel 10, um smartphone que conta com tecnologia avançada e design diferenciado, sendo um celular dobrável. A empresa apostou na integração total de inteligência artificial em todas as funções presentes no smartphone, inovando no mercado de tecnologia e transformando a interação entre usuários e dispositivos. 

O Galaxy Pixel 10 conta com a inovação da integração do Gemini – o sistema de IA do Google -, mas com um diferencial que é a integração dos sistema de IA com o sistema do smartphone, não apenas tendo a inteligência artificial como um aplicativo isolado, e sim como um recurso inteligente distribuído e presente em todas as funções do celular. Essa abordagem inovadora de tecnologia promete unir a experiência do usuário com recursos no cotidiano digital.

Trabalho conjunto entre funções

A grande aposta do Google para a nova linha é de fato a integração com o Gemini, que não se limita a ser somente um aplicativo de inteligência artificial, mas está presente em todo o sistema operacional do dispositivo, oferecendo uma experiência tecnológica contínua em cada função. Entre os recursos presentes, um que se destaca é o Gemini Live. A ferramenta permite que o usuário aponte para um objeto e receba informações detalhadas sobre suas funções. Essa combinação entre câmera, IA e interface permite que o usuário tenha a experiência de uma assistência proativa e intuitiva, o que é inédito e um passo gigante no mercado de tecnologia.


Gemini, a inteligência artificial do Google (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


Mercado de tecnologia

Apesar das inovações presentes na linha Pixel 10, o smartphone chega com preços proporcionais a outros smartphones, em especial aos dos concorrentes. A faixa de preço se mantém entre 700 e 900 dólares, parecido com os valores dos concorrentes. Ainda assim, vale destacar que o Google não irá disponibilizar a comercialização dessa linha no Brasil, ficando restrito a mercados selecionados. 

A estratégia da empresa ao realizar esse movimento, não se mantém em rivalizar diretamente em números de vendas com outras fabricantes, mas sim estabelecer um padrão de referência no ecossistema Android. Ao exibir as tecnologias alcançadas no avanço, o Google pretende influenciar e incentivar outros fabricantes a adotarem recursos parecidos, elevando o mercado de smartphones como um todo. 

Comandos de voz e texto, a nova era da edição de fotos no Google Fotos impulsionada pelo Gemini

O Google Fotos revoluciona a edição de imagens ao integrar uma inteligência artificial que permite editar fotos usando apenas comandos de voz e texto. Essa nova funcionalidade, impulsionada pelo Gemini, transforma o processo de edição, tornando-o mais acessível e intuitivo para todos os usuários. Anteriormente, a edição de fotos exigia que o usuário navegasse por menus, selecionasse ferramentas específicas e ajustasse manualmente os controles deslizantes. Agora, basta descrever a alteração desejada para que o aplicativo a realize, como se um editor profissional estivesse ao seu lado.

Edição de Imagens por Comando de Voz: Simples, Criativa e Poderosa

Essa abordagem conversacional elimina as barreiras técnicas, permitindo que qualquer pessoa, independentemente de sua experiência com edição de imagens, consiga obter resultados impressionantes. Por exemplo, é possível pedir para “remover os carros do fundo” de uma foto de paisagem ou “restaurar essa foto antiga” para que o aplicativo corrija automaticamente cores desbotadas, arranhões e outros defeitos. As possibilidades são vastas: você pode combinar múltiplos comandos em uma única solicitação, como “remover os reflexos e corrigir as cores desbotadas”, ou simplesmente pedir para “melhorar” a imagem e deixar que a IA sugira e aplique as edições mais adequadas.


É possível pedir para “remover os carros do fundo” de uma foto de paisagem ou “restaurar essa foto antiga. (Foto: reprodução/X/@CNNBrasil)

Essa inovação não se limita a ajustes básicos. A criatividade dos usuários é incentivada com recursos que vão além da remoção de objetos ou correção de iluminação. Que tal “mudar o fundo da imagem” para um cenário de praia ou “adicionar um chapéu de festa” a um amigo? A IA do Google Fotos torna essas modificações complexas incrivelmente simples, transformando a edição em uma experiência divertida e quase mágica. A edição se torna um diálogo natural entre o usuário e a tecnologia, onde as ideias fluem livremente e são concretizadas em questão de segundos.

Transparência e Segurança com Credenciais de Conteúdo C2PA

Além da revolução na edição, o Google também está introduzindo um importante recurso de transparência no Google Fotos. A empresa integrou as Credenciais de Conteúdo C2PA, um padrão da indústria que oferece informações detalhadas sobre a origem e o histórico de edição de uma imagem. Essa iniciativa visa combater a desinformação e aumentar a confiança no conteúdo digital, permitindo que os usuários verifiquem como uma foto foi capturada ou modificada.

Os primeiros a se beneficiarem dessa tecnologia são os futuros dispositivos Pixel 10, que terão o padrão C2PA integrado diretamente na câmera. O recurso será gradualmente disponibilizado para todos os dispositivos Android e iOS nas próximas semanas, garantindo que mais pessoas tenham acesso a essa ferramenta de verificação. Com a edição cada vez mais poderosa e acessível, a capacidade de rastrear as alterações em uma imagem torna-se crucial para a autenticidade e a segurança no mundo digital. O Google, ao implementar o C2PA, mostra seu compromisso em equilibrar a inovação com a responsabilidade, garantindo que a “mágica” da IA seja usada de forma ética e transparente.

Google anuncia que Meet terá ferramenta de tradução simultânea em português

De acordo com o anúncio feito pela Google no evento ‘Google for Brasil 2025’, realizado nesta terça-feira (10), às ferramentas da empresa no Brasil contarão com algumas novidades importantes para o decorrer do ano. A principal delas fica por conta da adição da tradução simultânea para português nas reuniões realizadas via Meet. As novidades estarão disponíveis nas próximas semanas para assinantes do Google One, e até o final deste ano para os clientes corporativos do Workspace.

De acordo com o Google, essa nova ferramenta fará a tradução conforme o idioma favorito de seu ouvinte, praticamente em tempo real. Foi reforçado pela empresa norte-americana que as características de fala durante a tradução serão o mais próximo possível de uma conexão humana, fazendo com que a experiência pareça familiar e clara.

Como utilizar a tradução simultânea

Caso o usuário esteja em uma reunião em que algum dos participantes fale um idioma que o usuário não conheça ou não tenha familiaridade, poderá iniciar a tradução simultânea, fazendo com que seja possível ouvir a pessoa em seu idioma de preferência, com a voz, o tom e a emoção dela se refletindo.

Se por um acaso tiver mais de um usuário de língua estrangeira na reunião, também é possível utilizar o recurso. Você passa a ouvir cada um em seu idioma de preferência, fazendo com que a identificação durante a chamada fique mais fácil e compreensível.


Veja como irá funcionar a ferramenta de tradução simultânea, divulgada nesta terça-feira (Vídeo: reprodução/YouTube/Google Cloud LATAM)

Novos recursos chegando

Além do recurso de tradução, o evento trouxe outras novidades da empresa para seus usuários brasileiros, o próprio Meet ganhou uma outra ferramenta, chamada de ‘anota para mim’. A função permite que o usuário faça anotações automaticamente durante videoconferências.

Já no Google Docs, será possível criar um documento completo utilizando inteligência artificial. O ‘quero ajuda para criar’ torna possível o usuário criar um documento completo com a ajuda do Gemini, utilizando apenas um único comando para isso. Já o ‘quero ajuda para analisar’ estará presente no Google Planilhas e, possivelmente, pode chegar também no Gemini e no Google Chat. A função promete simplificar a automação de planilhas, sintetizando as informações mais importantes.

Google desenvolve algoritmo para identificar textos escritos por IA

Há quase um ano, uma das principais vertentes para os que compartilham e geram conteúdo, em especial para a área jornalística, cresceu exponencialmente: a checagem de conteúdo online.

A maior preocupação e crescimento da checagem de conteúdo se deu especialmente pelo aprimoramento e popularização da Inteligência Artificial generativa, a qual inicialmente ficou conhecida por gerar imagens, e mais recentemente pela criação de textos, como é feito pelo ChatGPT.

Reconhecimento de textos feitos por IA

A identificação de textos produzidos por Inteligência Artificial já era almejado por muitos, contudo, era um problema não solucionado. Agora, o Google solucionou parcialmente o problema, após gerar um algoritmo que acrescenta algo como uma marca d’água no conteúdo produzido por Inteligência Artificial generativa.

Essa solução já havia sido pensado durante certo tempo, mas não souberam como acrescentá-la sem afetar o conteúdo gerado. A criação dos pesquisadores do Google DeepMind apareceu pela primeira vez ontem (23/10), em um artigo da “Nature”.

Os pesquisadores colocaram um sistema chamado “SynthID-Text” no Gemini, IA da Mountain View, o qual realiza modificações leves no texto wur foi criado a partir de modelos de linguagem, fazendo com que seja possível verificar se o texto foi gerado por uma epssoa que não é humana.

O foco não é diminuir a qualidade para o leitor, mas os algoritmos identificam a marca d’água, a fim de identificar os textos não redigidos por seres humanos. Esse mesmo sistema já havia sido implementado para imagens, e é a primeira vez que é utilizado também para textos.


Ferramenta do Google inicia solução de identificação de texto produzido por IA (Foto: Reprodução/Freepik/@rawpixel-com)

Textos gerados por Inteligência Artificial

Os modelos de linguagem são treinados para imitar a fala humana, trabalhando com a chance de uma determinada sequência de palavras ser mais adequada para atender ao pedido do usuário. O SynthID-Text trabalha modificando pequenas partes dessa sequência, sendo basicamente imperceptível para o usuário.
Esta ferramenta não é infalível, e nem funciona para respostas factuais, como para responder a capital de um país. Ademais, não é possível informar se um texto foi gerado por IA caso tenha sido parafraseado.
Após os testes no Gemini, o Google DeepMind disponibilizou o algoritmo publicamente, a fim de que possa ser testado e adaptado em demais modelos de linguagem.

Google Anuncia novas funcionalidades do Gemini

Um dia após o anúncio da nova versão do ChatGPT, que irá interagir com o uso de imagem e áudio, o Google revelou que pretende utilizar funcionalidades de mídia em seu APP de IA o Gemini.

Projeto Astra

Na última terça-feira durante o evento Google I/O que ocorreu na Califórnia, foi revelado o “Projeto Astra” IA que irá interagir com o usuário pelo meio de imagem e vídeos exibidos pela câmera do smartphone em tempo real, vale lembrar que essa IA também fará o uso de textos.

Segundo o CEO da Google, essa funcionalidade irá expandir o modo em que as pessoas poderão realizar perguntas e receber respostas. A empresa também bateu o martelo referente a inclusão da IA generativa nas buscas, algo que deve acontecer até o final de 2024.

O Astra irá “enxergar”

Em um vídeo de demonstração é possível ver a interação onde o Astra irá “enxergar” o que o usuário apontar para a câmera, e dizer o que é o objeto, até mesmo responder perguntas sobre, como por exemplo poderá até identificar um bairro somente apontando a câmera para a janela, veja o vídeo de demonstração abaixo:


Vídeo de apresentação (Vídeo: reprodução/youtube)


É notável que o vídeo foi gravado sem edições, e que além de objetos, localizar o óculos da usuária, e identificar o bairro, o Gemini foi capaz de identificar um código de programação e dizer a funcionalidade das linhas do código.

Quando poderá ser acessado?

É importante lembrar que quando se trata de uma IA, nem todos os avanços ficam disponíveis para todo o mundo, e alguns deles depende de fatores como a versão do dispositivo, se compatível com a atualização. E claro, que deve considerar que as atualizações são feitas na estrutura do APP, ou seja, não é algo que irá aparecer como uma nova função para adicionar, mas sim irá aparecer, conforme o usuário aceita e atualiza o aplicativo.