Atualização do Google Maps informa onde seu carro está estacionado

O gerente sênior de produtos do Google Maps, Rio Akasaka, anunciou na semana passada uma nova função do aplicativo, que lembrará ao motorista onde seu veículo está estacionado. Desde o anúncio, o recurso grava automaticamente o local do estacionamento, exibindo no mapa um ícone personalizado do automóvel.

Atualização do Google Maps

Para que a função funcione no celular, é preciso que ele esteja conectado ao carro via USB, bluetooth ou CarPlay, detectando assim quando o veículo é desligado e a viagem é encerrada, para então marcar no mapa onde ele está. É possível acessar a localização do estacionamento por até dois dias.


Gerente sênior do Google Maps demonstra nova função (Foto: reprodução/LinkedIn/Rio Akasaka)


Akasaka espera que os usuários fiquem contentes com a nova atualização, como disse na postagem do LinkedIn do anúncio, desejando que eles sorriam ao abrir o aplicativo e verem onde seu carro está, sem precisar mais procurar durante longos minutos ou se perder tentando encontrá-lo.

Até o momento, somente no sistema iOS (iPhones e iPads) é possível personalizar o ícone do automóvel e salvar onde ele está estacionado automaticamente. Para os dispositivos Android, o local do estacionamento deve ser salvo manualmente.

Novos recursos com IA

Com a expansão do aplicativo e necessidade dos usuários, a Google vem trazendo inúmeras atualizações para auxiliá-los, como a sugestão de roteiros através de Inteligência Artificial generativa, para uma busca mais efetiva sobre lugares para se visitar em um dia de chuva, por exemplo.

Por enquanto disponível somente nos Estados Unidos, e para um pequeno grupo como teste, a ideia é que mais de 250 milhões de lugares sejam averiguados junto a comentários de mais de 300 milhões de usuários, a fim de elaborar sugestões completas sobre locais a serem visitados.

Criado em 2005 e lançado em 2007, o Google Maps é utilizado por mais de um bilhão de pessoas todos os meses, não somente para se localizar ou planejar rotas, mas também para salvar caminhos offline, buscar locais necessários por perto — como farmácias — e explorar locais com a função Street View.

Google enfrenta nova investigação da União Europeia por uso de conteúdo em treinamentos de IA

O Google, empresa controlada pela Alphabet, voltou ao centro das atenções regulatórias na Europa. A Comissão Europeia abriu uma nova investigação antitruste para apurar se a gigante de tecnologia estaria utilizando conteúdo de editoras e vídeos publicados no YouTube para treinar seus modelos de inteligência artificial sem oferecer compensação adequada ou a opção de exclusão. Esta é a segunda apuração envolvendo o Google em menos de um mês, evidenciando a crescente preocupação do bloco com o poder das big techs no desenvolvimento e controle de tecnologias emergentes.

Além das implicações legais, o caso também reacende o debate global sobre transparência na construção e no treinamento de modelos de IA. Especialistas alertam que, sem regras claras e acordos justos com produtores de conteúdo, gigantes tecnológicas podem ampliar ainda mais sua vantagem competitiva, prejudicando tanto os criadores quanto a diversidade informacional online.

Preocupações sobre conteúdo usado sem autorização

Segundo o órgão europeu de concorrência, há indícios de que o Google possa estar recorrendo a material jornalístico para alimentar seus relatórios gerados por IA, os chamados AI Overviews, sem negociar condições justas com as editoras. O mesmo tipo de questionamento é feito em relação ao uso de vídeos hospedados no YouTube, enviados por criadores independentes.


IA do Google (Foto: reprodução/Lorenzo Di Cola/NurPhoto via Getty Images Embed)


A vice-presidente responsável pela política antitruste na UE, Teresa Ribera, afirmou que o Google pode estar “abusando de sua posição dominante como mecanismo de busca para impor condições comerciais desleais”. Ela destacou ainda que um ecossistema de informação saudável depende de remuneração adequada às editoras, que precisam de recursos para continuar produzindo conteúdo de qualidade.

Ribera reforçou que o bloco não permitirá que intermediários digitais determinem unilateralmente como o conteúdo deve ser usado, em especial em tecnologias tão sensíveis como a inteligência artificial generativa.

Google rebate acusações e associações criticam gigante

O Google, por sua vez, rejeitou a queixa apresentada por editoras independentes em julho — uma denúncia que motivou a investigação atual. Em nota, a empresa afirmou que a reclamação “corre o risco de sufocar a inovação em um mercado que está mais competitivo do que nunca”.

Apesar da defesa, o movimento contrário ao Google ganha força. A Independent Publishers Alliance, o Movement for an Open Web que reúne anunciantes e editores digitais e a organização britânica Foxglove criticaram duramente as práticas da companhia, afirmando que o uso indevido de conteúdo ameaça tanto a sustentabilidade financeira do jornalismo quanto a livre concorrência no setor.

A abertura da nova investigação aprofunda ainda mais o clima de tensão entre União Europeia e Estados Unidos, já que a regulação europeia sobre grandes plataformas digitais vem se tornando um ponto de atrito nas relações diplomáticas. Enquanto isso, o Google terá de responder formalmente às preocupações de Bruxelas e comprovar que seus sistemas de IA respeitam direitos autorais e normas de mercado.

Gemini 3 leva Larry Page ao topo: terceira pessoa mais rica do planeta

Larry Page, cofundador do Google, superou Jeff Bezos e assumiu a terceira posição entre os mais ricos do mundo nesta quarta-feira (19). A alta veio depois que as ações da Alphabet subiram com o lançamento da nova inteligência artificial Gemini 3.

O movimento também favoreceu Sergey Brin, outro cofundador da empresa. Ambos figuram agora entre os principais bilionários do planeta, enquanto investidores reagiam com otimismo aos resultados do terceiro trimestre e à estratégia de inovação da companhia.

O impacto da Gemini 3 na Alphabet

As ações da Alphabet subiram 7%, atingindo um recorde histórico após o anúncio em 18 de novembro de 2025, refletindo a empolgação de investidores e analistas com o novo modelo de IA. O Gemini 3 já está presente em produtos como a busca do Google, aplicativos e serviços corporativos.

O salto fez a capitalização de mercado da empresa se aproximar de US$ 3 trilhões. Para o mercado, foi um sinal claro de que a Alphabet se mantém à frente na corrida global por inteligência artificial.

Fortunas em alta: Page e Brin

Larry Page detém cerca de 3,2% da Alphabet. O valor das ações fez sua fortuna crescer aproximadamente US$ 7,6 bilhões, chegando a US$ 240,9 bilhões e superando Jeff Bezos na lista da Forbes.


Larry Page aumenta patrimônio após alta das ações da Alphabet (Foto: reprodução/X/@EmpreHouse)


Sergey Brin, com participação de 2,9%, também registrou aumento expressivo em seu patrimônio: cerca de US$ 7 bilhões, totalizando US$ 223,4 bilhões e garantindo a quinta posição entre os bilionários. O movimento mostra como a valorização da empresa impacta diretamente a riqueza dos fundadores.

Tecnologia e perspectivas futuras

O terceiro trimestre de 2025 trouxe resultados financeiros sólidos para a Alphabet, com destaque para o desempenho do Google Cloud. A integração do Gemini 3 aos produtos da empresa reforça sua posição como líder em tecnologia e inovação.

Analistas lembram que o mercado é volátil e que fortunas podem oscilar conforme a ação da empresa. Ainda assim, o lançamento do Gemini 3 projeta um caminho de crescimento e consolida a Alphabet como referência global em inteligência artificial.

Google anuncia investimento de US$ 40 bilhões para expansão de data centers no Texas

O Google anunciou um investimento de US$ 40 bilhões para ampliar sua infraestrutura de centro de dados no Texas, com a construção de três novos complexos. O projeto aumentará o número de data centers que a empresa já tem no estado norte-americano de dois para cinco, reforçando sua presença na corrida da inteligência artificial.

O investimento alto marca um momento estratégico para a gigante de tecnologia, que aposta no crescimento da demanda por IA. De acordo com a Bloomberg, o CEO do Google, Sundar Pichai afirmou que a construção dos data centers disponibilizará milhares de empregos, através de treinamentos.

Novos centros de dados

Os três novos data centers do Google serão distribuídos entre os condados de Armstrong e Haskell. Segundo a Bloomberg, um dos complexos em Haskell será alocado ao lado de uma nova usina solar com sistema de armazenamento de energia em baterias, que visa reduzir o impacto na rede elétrica do local e tornar o funcionamento mais sustentável.

Pichai reforçou que o investimento de US$ 40 bilhões não apenas irá alavancar a empresa na computação para IA, mas também irá fomentar a economia local por meio da criação de novos empregos e capacitação técnica. A empresa investirá em programas de treinamentos profissionais para estudantes de universidades e aprendizes de eletricista.


Data center do Google no Texas (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Ron Jenkins)


Por que o Texas?

O estado do Texas vem se tornando um polo atrativo para a criação de data centers, principalmente por sua combinação de disponibilidade de terrenos e custo de energia para uso industrial mais barato. Essas características tornam o estado do sul dos EUA especialmente competitivo entre as empresas de tecnologia, como o Google – que já mantém dois polos no local. Conforme a Bloomberg, o governador do Texas, Greg Abbott, afirmou que o estado pode se tornar o estado com o maior número de data centers do Google no mundo, se todos os projetos obterem sucesso.

Não somente o Google, mas também empresas como a OpenAI e Anthropic também tem anunciado grandes planos para erguer centros de dados no Texas. O centro de IA da OpenAI tem previsão para inaugurar em 2026, na cidade de Abilene; já a Anthropic anunciou um investimento de US$ 50 bilhões em data centers em estados norte-americanos, incluindo o Texas.

A nova era das buscas: Inteligência artificial redesenha o jogo do SEO

As Ferramentas de Inteligência Artificial Generativa como ChatGPT, Gemini, Perplexity e o novo modo de busca do Google não são apenas novidades tecnológicas; elas representam uma profunda mudança no comportamento de busca online, ameaçando a visibilidade de conteúdos que, até então, prosperavam sob as regras do SEO (Search Engine Optimization) tradicional.

Desde que o Google se estabeleceu como o portal de informação dominante no final dos anos 1990, o SEO ditou o manual para quem desejava as primeiras posições. Contudo, a lógica mudou: em vez de clicar em um link, o usuário moderno busca uma resposta direta e completa fornecida pela própria IA. Este novo panorama exige uma adaptação urgente, definindo um novo conceito: o Generative Engine Optimization, ou GEO.

A nova disputa por citações nas respostas das IAs

O GEO, Otimização Generativa de Mecanismos, é a fronteira mais recente da estratégia digital. Ele não se concentra em disputar o ranqueamento tradicional, mas em garantir que marcas e sites se tornem as fontes citadas e referenciadas nas respostas sintetizadas pelas IAs. Conforme aponta Luiz Bernardo, Sócio-Fundador da Prosperidade Conteúdos, a adaptação é crucial. “O futuro das buscas é conversacional. O GEO está apenas começando, mas já redefine o papel do SEO tradicional. Em vez de disputar cliques, as marcas precisarão disputar citações nas respostas das inteligências artificiais. Quem entender essa lógica antes, vai sair na frente na nova era da descoberta digital”, afirma o especialista.


Conteúdo explicando o GEO (Vídeo: reprodução/YouTube/Tropical Hub)

A migração de cliques para citações exige uma recalibragem das táticas de conteúdo. Para garantir presença nas respostas generativas, é fundamental que as empresas produzam conteúdo que seja, acima de tudo, objetivo e solucionador. As IAs priorizam a clareza; textos que respondem a perguntas reais do público-alvo, com parágrafos curtos (entre 60 e 120 palavras) e foco direto no ponto, aumentam drasticamente as chances de serem citados. Ferramentas que mapeiam as dúvidas dos usuários, como o autocomplete do Google ou o AlsoAsked, tornam-se essenciais nesse processo.

Os pilares da relevância no GEO

Além da objetividade, a autoridade e a originalidade são fatores decisivos. Em um mar de informações genéricas, o conteúdo que se destaca é aquele que só a própria marca pode fornecer: estudos de caso, dados exclusivos, números de mercado e materiais visuais próprios, como gráficos e tabelas. Quanto mais embasado e singular o conteúdo, maior a sua “relevância” para os modelos de IA, que são treinados para identificar fontes confiáveis.

O GEO também expande o foco para além do website da empresa. A distribuição de conteúdo em múltiplos canais, como LinkedIn, YouTube, Medium e Reddit, é uma tática poderosa, especialmente quando o material inclui links para o texto completo. Além disso, formatos de dados estruturados e de fácil leitura, como PDFs, planilhas e checklists, são preferidos por diversos modelos de IA.


Conteúdo mostrando os números de pesquisa do GEO (Vídeo: reprodução/YouTube/Joabel Kasper)

 

A reputação digital nunca foi tão importante. Menções em veículos de imprensa, backlinks de sites confiáveis e avaliações positivas em plataformas como Google Meu Negócio e Reclame Aqui constroem a credibilidade que as IAs buscam ao selecionar uma fonte. Por fim, a arquitetura do site deve ser amigável para a leitura por máquinas. O uso de metadados, dados estruturados e a inclusão de seções de FAQ (Perguntas Frequentes) no final dos textos facilitam a compreensão e a extração de informações pelas plataformas generativas, aumentando a probabilidade de um trecho da página ser utilizado como a resposta definitiva. Ignorar o GEO é, em essência, optar pelo desaparecimento na principal via de busca da próxima década.

YouTube lidera consumo em TVs Conectadas no Brasil

O YouTube consolidou sua posição como a plataforma de streaming mais assistida em TVs conectadas (CTVs) no Brasil em 2025, um marco que reflete a profunda transformação nos hábitos de consumo de vídeo da população. A notícia foi revelada durante o evento Brandcast 2025, onde a vertical de vídeos do Google divulgou dados da pesquisa Cross Platform View, realizada pela Kantar IBOPE Media.

De acordo com o levantamento, o YouTube alcançou uma participação de 56% nas residências com pessoas maiores de 18 anos, estabelecendo-se como o player dominante no ambiente da tela grande. O estudo aponta para uma mudança significativa no comportamento da audiência brasileira: pela primeira vez, o consumo via TV conectada superou o realizado em smartphones.


App do YouTube na Smart TV (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Onfokus)

Atualmente, mais de 80 milhões de brasileiros já acessam o vasto catálogo de conteúdo da plataforma diretamente pela televisão. Em apenas três anos, a participação da TV conectada saltou de 41% para impressionantes 53%, sublinhando a preferência do público por uma experiência de visualização mais imersiva e, frequentemente, coletiva.

Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, comentou sobre o fenômeno, ressaltando o desejo crescente dos usuários: “Cada vez mais os brasileiros desejam assistir ao conteúdo do YouTube também por meio da TV, levando a personalização para uma experiência coletiva.

Novas soluções de publicidade e monetização para criadores

A liderança na audiência nas TVs conectadas vem acompanhada de uma ofensiva no campo da publicidade e do e-commerce. Durante o Brandcast, a plataforma apresentou uma série de soluções inovadoras visando capitalizar o tráfego e o engajamento na TV.

Um dos destaques é o Shoppable CTV, com lançamento previsto no Brasil até o final de 2025. Essa ferramenta permitirá ao público adquirir produtos diretamente na tela da TV ou, alternativamente, enviar os itens de interesse para o celular, facilitando a jornada de compra sem interromper a visualização. Complementando essa estratégia de shoppable video, o Shoppable Masthead oferecerá às marcas a oportunidade de destacar produtos em anúncios de vídeo imersivos.


Post sobre a ascenção do YouTube em SmartTV's (Foto: reprodução/X/@CNNBrasil)

No que tange à otimização da entrega de anúncios, o YouTube anunciou o Peak Points, uma solução baseada em inteligência artificial que identifica e posiciona ads nos momentos de maior atenção do espectador. Marco Bebiano, diretor de negócios de diversos segmentos do Google Brasil, salientou que essas inovações representam um novo patamar na relação entre marcas e consumidores. “Essas novidades oferecem às marcas formas de se conectarem com a audiência de maneira mais integrada e orgânica, aproveitando os picos de atenção em cada conteúdo,” afirmou.

Fortalecendo o ecossistema de criadores

O evento também reforçou o compromisso da plataforma com seus criadores de conteúdo. Patricia Muratori, diretora do YouTube na América Latina, classificou os creators como “as novas startups do entretenimento“, destacando a relação autêntica e de confiança que estabelecem com suas audiências.

Para ampliar as oportunidades de receita deste ecossistema, o YouTube planeja lançar, em 4 de novembro, o Programa de Afiliados do YouTube Shopping. A iniciativa permitirá que os criadores marquem e promovam produtos de varejistas parceiros, como Mercado Livre e Shopee, em seus vídeos e, notavelmente, nos Shorts. Esta expansão da monetização por afiliação é um passo estratégico para consolidar a plataforma não apenas como um hub de entretenimento, mas também como um motor significativo para o comércio eletrônico no país.

Google Cloud amplia presença no Brasil com chips de inteligência artificial

Na era da tecnologia, o que mais tem sido investido pelas empresas é definitivamente a inteligência artificial. Apenas em 2025, mais da metade das empresas brasileiras relataram aumentos financeiros com a adoção da IA. Com esse cenário em avanço, o Google Cloud tomou um passo à frente, apostando no fortalecimento de sua presença no Brasil.

A companhia busca trazer seus chips de inteligência artificial para os data centers do país, reforçando assim sua estratégia de mercado e fortalecendo sua presença, através de infraestrutura local. De acordo com Oliver Parker, vice-presidente da inteligência artificial do Google Cloud, os clientes brasileiros devem contar com um maior desempenho, além de estruturas com melhores custos e o uso do Gemini em alta escala. 

Chips locais do Google 

O principal movimento da companhia é a implementação de TPUs no Brasil. Os chips desenvolvidos pelo Google têm como função acelerar aplicações da inteligência artificial. Com sua presença nacional, a ferramenta não somente vai apresentar uma melhoria de performance, como também reduzirá os custos para os usuários locais. 

Além do melhor desempenho e custo enfatizados por Oliver Parker, o vice-presidente também ressaltou que o Google é “o único provedor que permite que os usuários executem o Gemini em sua própria infraestrutura”, trazendo uma alternativa para empresas de terceiros que buscam uma soberania e segurança digital. 



Oliver Parker, vice-presidente da inteligência artificial do Google Cloud (Foto: Divulgação)

Diferenciais na estratégia

A estratégia do Google não se limita somente às grandes corporações, o que os posicionam de forma diferente no mercado brasileiro de tecnologia. Em entrevista para a Forbes Brasil, Marcel Silva, head de vendas do Google Cloud na América Latina, destaca que a gigante adota políticas comerciais flexíveis, além de existirem estratégias específicas para empresas de pequeno e médio porte. De acordo com Marcel, as políticas funcionam como “soluções adaptadas a necessidades”, fazendo com que o pagamento do cliente seja proporcional ao quanto ele estiver utilizando da nuvem geral e na IA.

O Google Cloud já realizou trabalhos com a Dasa – utilizando IA para aprimoração de imagens e modelos de treinamento nos diagnósticos -, e também com a Receita Federal, que usa o Gemini na função de processamento de imagens, possibilitando assim que seja detectado se há itens proibidos ou suspeitos em pacotes. Com o reforço da infraestrutura local e aplicação da IA nos serviços brasileiros, o Google Cloud vem se posicionando cada vez mais fortemente no mercado, oferecendo alternativas de escolhas para as empresas em meio a corrida mundial da tecnologia.

Google revoluciona buscas no Brasil com Modo IA em português

Nesta segunda-feira (8), o Google disponibilizou oficialmente o Modo IA em português brasileiro, integrando sua versão de busca com inteligência artificial. O recurso chegou ao público no Brasil após ser lançado nos EUA em maio. Agora, usuários na versão web e nos apps Android e iOS poderão acessar uma experiência de busca mais contextual, rápida e interativa.

O sistema utiliza o modelo de IA Gemini 2.5, que traz avanços em raciocínio e multimodalidade. Ele busca simultaneamente em várias fontes, como gráficos de conhecimento e dados em tempo real, e oferece respostas unificadas, baseadas em texto, voz e imagens (por upload ou câmera).

Buscas mais naturais e profundas

Com o Modo IA, o Google transforma buscas em diálogos interativos. Por exemplo, ao perguntar sobre wearables que monitoram sono, o sistema organiza informações sobre anéis, relógios e tapetes inteligentes em um único resultado. Em seguida, você pode aprofundar com perguntas como “o que acontece com a frequência cardíaca durante o sono profundo?” para obter detalhes rápidos e links de referência.


Publicação de Google Brasil (Vídeo: reprodução/Instagram/@googlebrasil)


Além disso, o recurso suporta consultas multimodais: você pode usar a voz ou uma imagem para encontrar respostas. Essa abordagem promove um percurso de busca fluido, intuitivo e prático, que combina a compreensão linguística com processamento visual e contextual.

Estratégia global e benefícios locais

O lançamento do Modo IA em português representa uma etapa importante na expansão global da IA do Google. Segundo Robby Stein, vice-presidente de produto do Google Search, essa fase amplia o acesso a “respostas mais relevantes e culturalmente alinhadas”. A chegada ao Brasil coloca o país como prioridade na agenda de democratização de IA da empresa.

Enquanto isso, em nível técnico, o modelo Gemini 2.5, com sua capacidade de “pensar antes de responder”, reforça a qualidade das respostas. Essa inteligência avançada é essencial para lidar com perguntas complexas em áreas como viagens, comparações ou recomendações personalizadas.

Instabilidade no Google Meet causa interrupções em serviços online

Na tarde desta segunda-feira (8), usuários do Google Meet enfrentaram uma onda de instabilidade que impactou a utilização da plataforma de videoconferência. As reclamações começaram a surgir por volta das 14h, indicando uma falha generalizada no serviço. Segundo dados do Downdetector, um renomado site que monitora o desempenho de serviços online, a situação se normalizou gradualmente, com os problemas estabilizados aproximadamente duas horas após o início, por volta das 16h.

Google resolve instabilidade em menos de uma hora após pico de reclamações

O pico de reclamações foi registrado pouco depois das 15h, quando cerca de 6 mil usuários reportaram dificuldades. Em seguida, o número de incidentes começou a diminuir progressivamente. Às 16h, o volume de queixas já estava em torno de apenas 100, demonstrando a rápida resolução da falha pela equipe técnica do Google. As principais queixas relatadas pelos usuários envolviam a impossibilidade de iniciar novas chamadas, problemas na realização de ligações em grupo e dificuldades de acesso ao próprio site da plataforma.


Na rede social X tiveram vários usuários comentando sobre a queda do serviço de reuniões (Foto: reprodução/X/@TechTudo)

O Google Workspace, painel oficial que exibe o status de funcionamento de todos os serviços oferecidos pela gigante da tecnologia, confirmou a ocorrência do problema. A big tech informou que sua equipe de engenheiros iniciou imediatamente uma investigação para identificar a causa raiz da instabilidade. A resolução foi confirmada por volta das 16h, com um comunicado oficial da empresa.

Nossos engenheiros resolveram o problema revertendo a alteração que causou a falha. Agradecemos imensamente a paciência de todos enquanto trabalhávamos diligentemente para solucionar a situação“, declarou o Google em nota, reforçando o compromisso da empresa em manter a confiabilidade de seus serviços.

Google identifica causa da falha e reverte mudança em tempo recorde

A rápida intervenção e a comunicação transparente foram pontos cruciais para minimizar o impacto negativo sobre os usuários, que dependem do Google Meet para diversas atividades, desde reuniões de trabalho até interações sociais e educacionais. A natureza do problema e a rapidez com que foi solucionado indicam um incidente pontual, possivelmente relacionado a uma atualização recente ou a uma configuração específica que foi rapidamente identificada e corrigida.

Pixel 10 Pro XL aposta na inteligência artificial como diferencial de mercado

No cenário em constante evolução dos smartphones, a Google lança o Pixel 10 Pro XL, um aparelho que se posiciona não apenas como o mais recente da linha, mas como uma redefinição da experiência mobile. Este modelo de ponta integra de forma harmoniosa poder de processamento, capacidades de inteligência artificial e um sistema de câmeras de última geração, estabelecendo um novo padrão para o que um smartphone pode oferecer.

Inovação em desempenho e inteligência artificial

O coração do Pixel 10 Pro XL é o seu novo chip Tensor G5, projetado para elevar o desempenho a um nível sem precedentes. Com um aumento de performance de até 60% em tarefas de IA e uma velocidade geral 34% superior, o aparelho garante uma fluidez e responsividade notáveis em todas as atividades, desde multitarefas intensas até o uso diário.

A grande novidade é a capacidade de rodar o modelo de IA Gemini Nano diretamente no dispositivo. Isso significa que a inteligência artificial não depende de uma conexão com a nuvem para funcionar, permitindo recursos proativos e personalizados. O usuário pode desfrutar de sugestões inteligentes, comandos de voz mais rápidos e um assistente de câmera que otimiza as fotos em tempo real, tudo com maior privacidade e eficiência.


Além do desempenho e da fotografia, o Pixel 10 Pro XL foi construído para durar (Foto: reprodução/X/@pplware)

Fotografia e tela de nível profissional

O Google sempre se destacou na fotografia computacional, e o Pixel 10 Pro XL leva essa reputação a novas alturas com seu sistema de câmeras triplas. A configuração inclui uma lente wide de 50 MP, uma ultrawide de 48 MP com função macro e uma telefoto de 48 MP com zoom óptico de 5x. Um dos recursos mais impressionantes é o Pro Res Zoom, que utiliza o poder da IA para alcançar um zoom digital de até 100x com clareza e detalhes impressionantes.

A qualidade de imagem é complementada pela tela Super Actua de 6,8 polegadas. Com um pico de brilho de 3300 nits, a visualização é impecável mesmo sob luz solar intensa. A taxa de atualização adaptativa, que varia de 1 a 120 Hz, assegura uma navegação fluida e economiza bateria ao exibir conteúdo estático.

Durabilidade, sustentabilidade e bateria de longa duração

Além do desempenho e da fotografia, o Pixel 10 Pro XL foi construído para durar. Ele conta com uma bateria robusta de 5200 mAh que, com o modo de economia extrema, pode durar até 100 horas. O carregamento é rápido e compatível com o novo sistema magnético PixelSnap Qi2, oferecendo conveniência e eficiência. O aparelho também demonstra o compromisso da Google com a longevidade e a sustentabilidade. Sua construção utiliza materiais reciclados e ela possui a proteção IP68, garantindo resistência à poeira e à água.

Mais notavelmente, a Google promete sete anos de atualizações de sistema e segurança, assegurando que o dispositivo permaneça relevante, seguro e com recursos atualizados por um período excepcionalmente longo. O Pixel 10 Pro XL não é apenas um smartphone poderoso, mas um investimento em tecnologia que visa durar e evoluir com o tempo.