Trump sugere mudança de regime no Irã após ataques dos EUA

No último fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar polêmica ao sugerir, por meio das redes sociais, uma possível mudança de regime no Irã. A declaração veio um dia após os EUA entrarem oficialmente em um conflito com o Irã, ao bombardearem três instalações nucleares no país, incluindo a central de Fordow, que sofreu danos estruturais significativos.

Publicação de Donald Trump

A fala de Trump foi publicada na rede Truth Social e chamou atenção pelo uso de um novo slogan: “MIGA” — Make Iran Great Again, ou “Tornar o Irã grande novamente”. A expressão remete ao famoso lema de campanha do presidente, “MAGA” — Make America Great Again. Em sua publicação, Trump declarou: “Não é politicamente correto usar o termo ‘mudança de regime’, mas se o atual regime iraniano não é capaz de tornar o Irã grande novamente, por que não haveria uma mudança de regime??? MIGA!!!”.

Apesar do tom provocativo do presidente, autoridades do governo norte-americano tentaram amenizar o impacto da declaração. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os ataques realizados no sábado (21) não tinham como objetivo derrubar o governo iraniano, mas sim impedir o avanço do país no desenvolvimento de armas nucleares. “Esta missão não era e não tem sido sobre mudança de regime”, garantiu Hegseth em coletiva no Pentágono neste domingo (22).

O conflito é intensificado

A tensão entre Irã e Israel havia se intensificado desde o dia 13, quando militares israelenses lançaram uma ofensiva contra instalações nucleares iranianas. O Irã respondeu com ataques, e os EUA, aliados históricos de Israel, decidiram intervir diretamente. Trump já vinha sinalizando esse possível envolvimento, tendo declarado no último dia 17 que os EUA “já tinham o controle do céu do Irã”, indicando uma aliança estratégica com o governo israelense. Em outra declaração polêmica, mencionou saber o paradeiro do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e ameaçou agir contra ele caso a situação se agravasse.


Base nuclear iraniana antes do bombardeio (reprodução/x/@g1)

Desde fevereiro, Trump retomou a política de “pressão máxima” contra o Irã, com o objetivo de forçar a retomada de negociações sobre o programa nuclear do país. Segundo analistas, a entrada dos EUA no conflito pode ampliar ainda mais as vulnerabilidades internas do regime iraniano. Para a doutora em Direito Internacional Priscila Caneparo, apenas os EUA têm poder militar suficiente para interromper o programa nuclear iraniano — algo que nem Israel conseguiria fazer sozinho.

Irã solicita apoio da Rússia após bombardeios liderados pelos EUA

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, enviou seu ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, a Moscou nesta segunda-feira (23), buscando reforço político e militar do Kremlin. A iniciativa ocorre após A medida foi tomada após os Estados Unidos conduzirem sua mais intensa operação militar contra a República Islâmica desde a revolução de 1979. Segundo fontes iranianas citadas pela Reuters, Khamenei pretende obter maior comprometimento da Rússia diante das ameaças crescentes por parte dos EUA e de Israel.

Preocupações com mudança de regime

A ação diplomática evidencia o aumento das tensões no Oriente Médio. Pronunciamentos de Donald Trump e de líderes israelenses sobre uma possível eliminação de Khamenei e substituição do regime ampliaram a inquietação entre aliados. “O país não ficou impressionado com o apoio da Rússia até o momento”, afirmaram fontes ouvidas pela Reuters, que também disseram esperar ações mais concretas do Kremlin contra a pressão ocidental.

Apesar de manter relações próximas com Teerã, a Rússia tem demonstrado moderação. Com seu exército envolvido na guerra na Ucrânia, Putin resiste a qualquer confronto direto com Washington. O governo russo confirmou a recepção do chanceler iraniano, mas não revelou detalhes sobre os assuntos discutidos. Em entrevista à agência TASS, Araqchi afirmou que os dois países estavam “coordenando posições sobre a atual escalada no Oriente Médio”, sugerindo alinhamento tático, mas não necessariamente militar.


Pronunciamento de Donald Trump sobre ataques dos Eua (Vídeo: reprodução/YouTube/@bandjornalismo)


Mediação e interesses nucleares

Putin já se ofereceu em outras ocasiões para mediar as tensões entre Teerã e Washington, propondo alternativas diplomáticas para garantir o acesso iraniano à energia nuclear civil. Conforme afirmou o presidente da Rússia, Israel garantiu a segurança dos especialistas russos envolvidos na construção de novos reatores em Bushehr. No entanto, o acordo de cooperação estratégica firmado no início do ano entre os dois países não prevê compromissos de defesa recíproca, o que reduz sua eficácia prática.

Em território russo, determinados grupos têm cobrado que o país adote uma atitude mais alinhada à dos Estados Unidos no caso ucraniano, oferecendo ao Irã armamentos, equipamentos de defesa aérea e suporte via satélite. No âmbito internacional, Rússia, China e Paquistão apresentaram uma proposta no Conselho de Segurança da ONU para um cessar-fogo imediato na região. Durante a sessão, o embaixador russo Vassily Nebenzia criticou os Estados Unidos: “Mais uma vez, somos solicitados a acreditar nos contos de fadas dos Estados Unidos”, declarou.


Putin se manifestou por meio de suas redes sociais (Foto: reprodução/x/@darthputinkgb)


Histórico de desconfiança e interesses mútuos

Apesar de manterem colaborações ocasionais, os laços entre Irã e Rússia são permeados por interesses divergentes e uma dose considerável de desconfiança. A compra de armamentos iranianos por Moscou e a assinatura de acordos bilaterais reforçam uma parceria pragmática, mas não necessariamente sólida. Enquanto o Irã pressiona por um engajamento mais firme, Moscou pondera com cautela os possíveis custos diplomáticos e militares de tal envolvimento. Diante de um cenário instável, ambos os países buscam garantir espaço de influência sem comprometer sua segurança nacional.

Israel bombardeia alvos estratégicos no Irã e intensifica tensão regional

Israel realizou, nesta segunda-feira (23), uma série de ataques direcionados contra estruturas simbólicas e estratégicas do regime iraniano. Segundo o ministro da Defesa, Israel Katz, as Forças de Defesa atuaram com “força sem precedentes” para atingir o que classificou como “entidades de opressão” ligadas ao governo do aiatolá Ali Khamenei. Entre os alvos, estão a prisão de Evin, a instalação nuclear de Fordow e um quartel da Guarda Revolucionária. Os bombardeios também afetaram o centro ideológico do regime em Teerã.

Prisão política e instalações militares atingidas

Durante a ofensiva, foram bombardeados locais associados à repressão interna e à estrutura de poder iraniana. “Estamos atacando com força sem precedentes alvos do regime no coração de Teerã, incluindo a sede da Basij, a prisão de Evin para presos políticos, o relógio ‘Destrua Israel’ na Praça da Palestina, entre outros”, declarou Katz. A prisão de Evin é conhecida por abrigar dissidentes, jornalistas e ativistas, além de seu histórico de violações aos direitos humanos. Um vídeo divulgado mostra explosões nas imediações da penitenciária.

O Irã respondeu à ação com o lançamento de mísseis e drones “de norte a sul” contra o território israelense, conforme relatado pela Guarda Revolucionária. Apesar do ataque em larga escala, o Exército de Israel afirmou que até o momento não houve registro de vítimas ou danos significativos. As forças de defesa israelenses seguem mobilizadas para interceptar os projéteis e conter novas ofensivas. A situação elevou o grau de alerta nas principais cidades israelenses e reacendeu temores de um conflito direto e prolongado.


Imagens da prisão iraniana sendo explodida (Vídeo: reprodução/Youtube/@uol)


Fordow e o papel dos Estados Unidos

O bombardeio à instalação nuclear de Fordow ocorre dois dias após os Estados Unidos atacarem a mesma área com bombas antibunker, sinalizando uma atuação conjunta com Israel. Fordow, localizada em Qom, é uma das mais protegidas estruturas nucleares iranianas, construída dentro de uma montanha para resistir a ataques aéreos. De acordo com autoridades americanas, 14 bombas GBU-57 foram lançadas no local. “Os ataques destruíram completamente as capacidades nucleares do Irã”, afirmou o presidente Donald Trump.

Teerã reconheceu os danos nas instalações atingidas, mas afirmou que não há risco imediato à população local. O governo iraniano condenou os ataques e prometeu retaliações, embora até o momento não haja confirmação de novas ações militares. O bombardeio de estruturas nucleares reacendeu o debate internacional sobre os limites da contenção armada e o papel das potências no equilíbrio do Oriente Médio. Ainda é cedo para avaliar os impactos estratégicos da ofensiva, mas analistas apontam para um novo estágio de tensão no conflito Irã-Israel.


Trump diz que ataque destruiu instalações nucleares em Fordow (Foto: reprodução/x/@realdonaldtrump)

Alvos simbólicos e sinal político

Além dos danos materiais, os ataques visaram elementos de alto valor simbólico para o regime iraniano, como a sede de segurança interna da Guarda Revolucionária e o chamado relógio “Destrua Israel”. Esses alvos indicam um esforço claro de Israel para minar não apenas a estrutura bélica do Irã, mas também sua narrativa ideológica. A movimentação militar em Teerã e a resposta iraniana ampliam os riscos de confrontos diretos em uma região historicamente instável. A comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos desse novo capítulo da crise.

Irã ataca Israel após envolvimento americano no conflito 

O Irã realizou um ataque retaliatório contra Israel na madrugada deste domingo (22), horário local. De acordo com informações do Serviço Nacional de Emergência Médica e Desastres de Israel (MDA), pelo menos 23 pessoas ficaram feridas. As cidades alvos dos bombardeios foram Tel Aviv e Ness Ziona, no centro de Israel, que tiveram prédios residenciais atingidos. 

Novos alertas

No início da ofensiva, as Forças de Defesa israelenses (IDF) emitiram um alerta à população do país para se protegerem em abrigos devido ao novo ataque. Conforme declarou a IDF, a maioria dos mísseis lançados pelo Irã foram interceptados. Em resposta, as forças aéreas israelenses contra-atacaram destruindo instalações militares iranianas nas regiões de Yazd, Isfahan, Ahvaz e Bushehr.


Publicação das Forças de Defesa de Israel (IDF) sobre os últimos ataques realizados pelo Irã (Vídeo: reprodução/X/@idfonline)

Conforme informou o IDF, a Força Aérea e a Marinha israelenses estão trabalhando conjuntamente com as demais autoridades militares do país para bloquear os ataques iranianos. Segundo declaração, na última madrugada, horário local, foram interceptados “30 veículos aéreos não tripulados lançados em direção ao território israelense”. Ao todo, desde a operação conjunta entre as forças de defesa, foram interceptados 500 mísseis vindos do Irã.

Posicionamento da ONU

Após os ataques dos EUA contra instalações nucleares iranianas, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez um apelo para um cessar-fogo na região. Alertando que os Estados-Membros devem seguir as diretrizes estabelecidas pela Organização. Em sua fala, Guterres pede “para que reduzam a tensão e cumpram suas obrigações sob a Carta da ONU e outras normas do direito internacional.” Israel e os EUA são acusados pela comunidade internacional de promover violações das normas e por não respeitar a soberania iraniana.


Declaração de António Guterres sobre os últimos acontecimentos envolvendo o conflito entre Israel/EUA e o Irã (Foto: reprodução/X/@UN_News_Centre)

Para António Guterres a escalada do conflito no Oriente Médio entra em um momento delicado e a diplomacia deve ser utilizada para evitar uma “espiral de caos” na região. Além de Guterres, altos funcionários da ONU, demais organizações multilaterais e autoridades de grandes potências mundiais também demonstraram preocupação com o envolvimento do governo de Donald Trump no conflito entre Israel e Irã.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, disse não haver sinais de vazamentos de radiação até o momento e continuará monitorando a situação de perto.  Contudo, Grossi convocou uma reunião de emergência para a próxima segunda-feira (23), junto ao Conselho de Diretores da AIEA para realizar avaliações adicionais nas instalações. 

Irã responde com novos ataques a Israel após instalações nucleares serem alvejadas

Em resposta aos últimos ataques realizados por Israel, as forças aéreas iranianas realizaram nesta sexta-feira (20), uma nova ofensiva contra o território israelense. A ação fez com que autoridades do governo de Benjamin Netanyahu emitissem um alerta à população para buscarem abrigos até o final desta ofensiva.

Em nota, as Forças de Defesa de Israel (IDF) informam que diversas áreas do país estão sob ataque iraniano. Solicitando para a população obedecer às instruções do Comando Interno até que a Força Aérea de Israel possa eliminar por completo a ameaça.

Novo comunicado

Agora há pouco, as Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram um novo comunicado para a população deixar as áreas protegidas nos locais que estiveram sob o ataque iraniano. Conforme informado, a situação já está controlada e, no momento, o Comando da Frente Interna avalia a situação. 

Em sua página oficial de notícias, o Mossad, Serviço de Inteligência de Israel, informa que há 17 feridos, sendo que 3 deles possuem ferimentos graves. Contudo, não há informações de quais cidades foram atingidas nessa nova ofensiva iraniana. Estima-se que Haifa, cidade israelense ao norte do país, foi alvo de mísseis lançados pelo Irã.


Relato de feridos em Israel após novo ataque iraniano (Vídeo: reprodução/X/@MOSSADil)

Antes do ataque, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou que o Irã tem buscado a paz, no entanto, informou que “a única maneira de acabar com a guerra imposta é parar incondicionalmente a agressão inimiga e fornecer uma garantia definitiva para acabar com as aventuras dos terroristas sionistas para sempre”. Pezeshkian acrescenta que haverá respostas mais duras, caso os ataques israelenses continuem contra a população iraniana.

Início e desdobramentos do conflito

Na madrugada de 13 de junho (2025), horário local, iniciou-se o conflito armado entre Israel e Irã com o governo israelense de Benjamin Netanyahu, utilizando mais de 200 caças para atacar alvos estratégicos iranianos. Ao todo, mais de 100 locais foram alvejados. Incluindo instalações nucleares nas cidades de Fordow, Natanz e Isfahan. 

Militares e funcionários do alto-escalão iraniano foram mortos. Entre eles, Mohammad Bagheri, Hossein Salami, Amir Ali Hajizadeh e Gholam-Ali Rashid, generais com posições estratégicas dentro das forças armadas do país. Cientistas nucleares também foram alvejados, além de centenas de civis.

Antes da ofensiva, o Mossad, Serviço de Inteligência de Israel, sabotou o sistema de defesa aéreo iraniano, fazendo com que a capacidade do país em se defender fosse reduzida. Abrindo espaço para o ataque coordenado israelense, inclusive contra a capital Teerã e contra a TV estatal iraniana.  Segundo Netanyahu, o ataque ocorreu para impedir a expansão nuclear do Irã, o qual é acusado pelo governo israelense de desenvolver meios para obtenção de armamento nuclear.  


Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel informando sobre o início do conflito armado contra o Irã (Vídeo: reprodução/Instagram/@israelipm)


O Irã revidou o ataque contra Israel no dia seguinte, 14 de junho (2025), utilizando drones, mísseis balísticos e hipersônicos. As principais cidades israelenses alvos foram Bat Yam, Ramat Gan, Rehovot, Haifa, além de Tel Aviv. O “Domo de Ferro”, sistema de defesa de Israel, conseguiu interceptar em torno de 90% dos ataques iranianos. 

O contra-ataque israelense foi direcionado às cidades iranianas de Kermanshah, Abadan, Piranshahr e Teerã. A ofensiva deixou mortos, feridos e destruição de edificações e instalações dos dois lados, pesando mais para o lado do Irã, até o momento.

Hoje, sexta-feira (20), o conflito entra em seu oitavo dia com ataques de ambos os países. A ofensiva, que estava restrita a algumas áreas específicas, agora se alastra para diversos novos pontos. Tanto Israel quanto o Irã têm lançado sucessivos ataques mútuos, colocando o mundo em alerta para uma possível desestabilização geopolítica no Oriente Médio, em uma possível escalada envolvendo vários países aliados, com desdobramentos globais.

Iranianos vivem momentos de terror durante ataque israelense noturno

Em Teerã, iranianos relatam que vivem “um pesadelo” depois de mais uma série de ataques de Israel no Irã na noite de terça-feira (17) para quarta (18). O exército israelense lançou uma ofensiva que envolveu mais de 50 aeronaves que atacaram instalações iranianas que produzem centrífugas e mísseis.

Relatos

A CNN falou com iranianos que não quiseram ser identificados por questões de segurança.

Uma iraniana de 28 anos afirmou “viver um pesadelo”. Outro, de 32 anos, contou que uma enxurrada de bombas foi ouvida a cerca de sete quilômetros de sua casa. Ele conta que escutou de 30 a 40 explosões. “O som era insano e a rua estava destruída“, relatou. O homem ainda afirmou que ele e sua família cogitam deixar suas casas.

Alguns moradores também afirmaram que existe um clima de desconfiança entre as autoridades na capital do Irã. Um homem conta que filmava as ruas vazias de Teerã e foi parado por um policial à paisana. Ele relata que o agente pediu para ver sua identidade e olhou seu telefone.

Troca ofensiva entre os países

As ofensivas entre Israel e Irã começaram na sexta-feira (13) de madrugada. Tiveram início quando o governo de Israel coordenou ataques direcionados ao centro do programa nuclear do Irã e aos altos líderes militares do país.


Iranianos observam destroços após ataques no dia 13 de junho de 2025 (Foto: reprodução/Majedi Saeed/Getty Images Embed)


Em seguida, a capital iraniana respondeu com retaliação, o que aumentou o receio de possível eclosão de um conflito de proporções maiores no Oriente Médio.


Ofensiva do Irã contra Israel (Foto: reprodução/X/@astronomiaum)

No total, mais de 200 pessoas foram mortas desde o começo da troca ofensiva entre os dois países. As Forças de Defesa de Israel (FDI) declararam que os ataques têm o objetivo de impedir o desenvolvimento do programa nuclear iraniano, o qual a FDI considera uma ameaça à existência israelense.

Grupo de políticos brasileiros que estava em Israel chega ao Brasil

Chegou ao Brasil nesta quarta-feira (18), a comitiva de políticos que estava em Israel, vieram em dois voos diferentes. O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, cedeu uma aeronave. Desta aeronave, desembarcaram em Natal, capital do Rio Grande do Norte, nove pessoas nesta manhã. Na última segunda-feira (16), o grupo deixou o território israelense com destino a Jordânia, onde conseguiram chegar com segurança. Israel e Irã estão em guerra. A comitiva se deslocou para Arábia Saudita, onde passaram a noite. A seguir, partiram para Cabo Verde, na África. Em seguida, embarcaram em avião particular rumo ao Brasil.

Na segunda-feira (16), 12 autoridades brasileiras deixaram Israel pela fronteira com a Jordânia. Desses doze, nove embarcaram na aeronave de Lucena, os outros três partiram da Arábia Saudita rumo a Doha, no Qatar, e embarcaram em um voo comercial, que pousou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo, próximo das 10h40 desta quarta-feira.

A comitiva foi a Israel para participar de uma feira de tecnologia, porém, com o avanço do combate entre Irã e Israel, optaram por deixar o país. A volta do grupo estava prevista para o dia 20 de junho.


Cícero Lucena, prefeito de João Pessoa (PB), está de volta ao Brasil, após fazer parte de comitiva de políticos brasileiros que foram para uma feira de tecnologia em Israel (Foto: reprodução/Instagram/@cicerolucena)


Os nove que desembarcaram em Natal

  • Álvaro Damião, prefeito de Belo Horizonte (MG)
  • Cícero Lucena, prefeito de João Pessoa (PB)
  • Cláudia da Silva, vice-prefeita de Goiânia (GO)
  • Francisco Nélio, tesoureiro da CNM
  • Francisco Vagner, secretário de Planejamento de Natal (RN)
  • Janete Aparecida, vice-prefeita de Divinópolis (MG)
  • Johnny Maycon, prefeito de Nova Friburgo (RJ)
  • Márcio Lobato, secretário municipal de Segurança Pública de Belo Horizonte (MG)
  • Welberth Porto, prefeito de Macaé (RJ)

Quem também voltou para o Brasil em voo fretado foi o filho do prefeito Cícero Lucena, o deputado federal Mersinho Lucena (PP -PB). Ele viajou ao Oriente Médio para participar da remoção do pai e das demais autoridades.


Segue o conflito entre Irã e Israel (Foto: reprodução/Instagram/@cnnbrasil)


Quais foram as três autoridades que pousaram em Guarulhos

Desembarcaram no Aeroporto de Guarulhos: Davi de Matos, chefe executivo do Centro de Inteligência, Vigilância e Tecnologia de Segurança Pública do Rio de Janeiro (Civitas); Flávio Guimarães, vereador do Rio de Janeiro (RJ) e Gilson Chagas, secretário de Segurança Pública de Niterói.

Nas últimas horas, o clima de tensão aumentou diante da possibilidade dos EUA atacar o Irã. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei afirmou nesta quarta-feira (18) que qualquer ataque direto dos EUA ao país terá “consequências sérias e irreparáveis”.

Cristiano Ronaldo presenteia Trump com uma camisa pedindo paz

O presidente do Conselho Europeu se encontrou com Donald Trump na cúpula do G7, realizada no Canadá, nesta segunda-feira (16), e o presenteou com uma camisa autografada por Cristiano Ronaldo. O presente de CR7 veio acompanhado de uma mensagem de paz, além do autógrafo. Um gesto simbólico que repercutiu amplamente na imprensa internacional e gerou debates sobre o papel do esporte como ferramenta de diplomacia.

A Mensagem

“Ao presidente Donald Trump. Jogando pela paz”, diz a frase escrita por Cristiano Ronaldo logo abaixo de sua assinatura, em letras firmes e visíveis.

A iniciativa foi interpretada como um apelo por diálogo e conciliação, especialmente diante do atual cenário geopolítico. Um dia após o gesto do jogador, o jornal americano Axios publicou que Trump estaria avaliando bombardear o Irã, em meio ao agravamento das tensões com Israel, após o território iraniano ter sido atingido por mísseis. Ainda segundo a reportagem, aviões de guerra já estariam sendo preparados para uma possível ofensiva no Oriente Médio, aumentando a tensão no cenário internacional.


Post da entrega da camiseta (Foto e Vídeo: reprodução|X|@PortugalFPF)


Reações

Com esse gesto, Cristiano foi chamado de “mensageiro da paz” e até mesmo “embaixador da unidade”. Internautas destacaram o simbolismo da atitude, em um momento em que o mundo volta sua atenção para conflitos e possíveis ações militares. A imagem de Trump segurando a camisa viralizou nas redes, com a hashtag #RonaldoForPresident ganhando força e movimentando discussões sobre a influência de figuras públicas em assuntos diplomáticos.

Esta não é a primeira vez que Cristiano Ronaldo se envolve em causas sociais. Ao longo dos anos, ele financiou tratamentos médicos, apoiou iniciativas humanitárias e realizou doações milionárias a hospitais.

Fora das quatro linhas, o craque segue demonstrando que sua influência vai muito além do futebol, consolidando-se como uma das figuras mais admiradas e respeitadas do cenário mundial. Seu gesto, simples, indireto e poderoso, reforça como o esporte pode unir, inspirar e impactar positivamente o mundo.niciativas humanitárias e realizou doações milionárias a hospitais. Fora das quatro linhas, o craque segue demonstrando que sua influência vai muito além do futebol, consolidando-se como uma das figuras mais admiradas e respeitadas do cenário mundial.

Trump afirma que fim do conflito entre Israel e Irã é a melhor opção

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que um fim real ao conflito entre Israel e Irã é a melhor opção para resolver a questão, ao contrário de um cessar-fogo, que seria apenas uma solução temporária. Ele também não descartou a possibilidade de desistir completamente das negociações. Além disso, o presidente contou sobre o papel dos americanos na guerra, afirmando que os iranianos não deveriam atacá-los, senão eles também iriam entrar em conflito.

A declaração de Trump

Após deixar a Cúpula do G7, no Canadá, que começou a ser organizada antes dos conflitos no Oriente Médio, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a bordo da aeronave Air Force One, deu depoimentos a repórteres sobre o conflito entre Israel e Irã. De acordo com o americano, o cessar-fogo não seria uma boa opção para a guerra. Ao invés disso, ele sugere um fim real em toda a situação.


Donald Trump em reunião do G7 (Foto: reprodução/SUZANNE PLUNKETT/POOL/AFP/Getty Images Embed)


Trump também deu a entender que deixar de apoiar qualquer um dos dois lados também é uma opção viável para os EUA. Ele diz que o melhor é esperar pelas próximas 48 horas para averiguar como Israel irá se posicionar diante desta situação.

O papel dos EUA no conflito

Quando questionado sobre o envolvimento militar dos Estados Unidos no embate entre Israel e Irã, o presidente Donald Trump garantiu que as forças armadas iranianas não teriam armas nucleares, desejando inclusive, que os planos de programas nucleares do Irã fossem eliminados antes mesmo da intervenção militar americana.


Donald Trump dando entrevistas em avião (Foto: reprodução/BRENDAN SMIALOWSKI/AFP/Getty Images Embed)


Sobre o seu apelo para a saída de Teerã, Trump informou que não havia nenhum motivo específico para a atitude, somente uma questão de segurança.

Ele também aproveitou para elogiar as tropas militares americanas no Irã e afirmar que, caso os iranianos interferissem com eles, os estadunidenses não teriam problema em exercer força contra o exército iraniano. Além disso, Trump declarou que, dependendo do prosseguimento da situação, ele enviará seu vice-presidente J. D. Vance, junto de Steve Witkoff, para se encontrar com os iranianos, ainda esta semana.

Ali Khamenei afirma que Israel iniciou guerra e alerta Irã

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta sexta‑feira (13) que Israel iniciou uma guerra aberta contra seu país. Segundo ele, o regime sionista não sairá ileso “das consequências de seu crime”.

Em comunicado oficial, Khamenei alertou que Teerã não aceitará ataques no estilo “atacar e fugir” sem responder com ações duras e estratégicas. O objetivo é resguardar sua soberania e demonstrar sua força regional.

Israel teria iniciado ação ofensiva

Khamenei acusou Israel de iniciar uma guerra direta contra o Irã ao realizar ataques a alvos iranianos sem sofrer consequências imediatas por suas ações. Em discurso enfático, ele afirmou que o regime sionista “não sairá ileso das consequências de seu crime”. Khamenei deixou claro que tais agressões não serão toleradas pelo governo iraniano.


Momento da declaração de Ali Khamenei contra Israel (Vídeo: reprodução/X/@GloboNews)


Com essa declaração contundente, o aiatolá sinaliza que futuros ataques israelenses contra interesses iranianos terão respostas severas. Essas reações podem incluir medidas militares de grande impacto, sanções ou ações diplomáticas fortes. O Irã busca, assim, manter pressão constante sobre o adversário e reforçar sua posição geopolítica na região.

Alerta sobre retaliação firme do Irã

Ao afirmar que sua resposta não será “mediana”, o líder supremo reforça que Teerã não aceitará provocações tímidas ou limitadas. Ele também indica que o país está em estado de máxima prontidão diante do que chama de ameaças e provocações do regime sionista.

Esse posicionamento firme aumenta as tensões na região e serve como alerta ao Ocidente. A mensagem de Teerã é clara: qualquer ataque a alvos iranianos, sejam militares, econômicos ou simbólicos, terá respostas à altura. A escalada do conflito poderá afetar a estabilidade regional e gerar repercussões no cenário internacional.

Com a retórica forte de Khamenei, o Irã assume postura assertiva na disputa com Israel. Mesmo sem anunciar ações específicas, o discurso serve de alerta estratégico. O mundo observa atentamente o desenrolar dessa tensão, pois qualquer incidente pode deflagrar respostas com impacto regional.