Crise na Coreia do Sul: presidente enfrenta impeachment após tentativa de lei marcial

A Coreia do Sul mergulhou em uma das maiores crises políticas das últimas décadas após o presidente Yoon Suk Yeol decretar e, horas depois, revogar a lei marcial. A medida, descrita por ele como necessária para conter “forças antiestatais”, foi rejeitada pelo Parlamento e gerou uma onda de protestos. Agora, Yoon enfrenta pressão popular e política para renunciar, com parlamentares oposicionistas acusando-o de traição.

Com uma taxa de aprovação de apenas 20% e envolvido em suspeitas de corrupção, o presidente vê seu governo em colapso. A oposição, fortalecida por sua maioria parlamentar, não apenas rejeitou a lei marcial, como também avança com investigações contra a primeira-dama.


A crise — (Vídeo: Reprodução / YouTube / BBC NEWS)

Desenvolvimento

A decisão de decretar a lei marcial colocou em xeque a governabilidade de Yoon. O decreto restringia direitos civis, limitava a atuação da imprensa e substituía a legislação regular por regras militares. Em reação, 190 membros da Assembleia Nacional votaram pela suspensão imediata, obrigando o presidente a recuar.

Do lado de fora do Parlamento, manifestantes comemoraram a revogação como uma vitória democrática. “A Coreia do Sul, como nação, se esquivou de um tiro, mas o presidente Yoon pode ter dado um tiro no próprio pé”, afirmou Danny Russel, do Asia Society Policy Institute.

No entanto, o impacto da decisão foi devastador para o governo. Além do desgaste político, a medida reforçou as críticas de que Yoon, no cargo desde 2022, não tem capacidade para administrar o país.

Corrupção e crise política

Desde o início de seu mandato, o governo Yoon é alvo de denúncias de corrupção, incluindo suspeitas envolvendo a primeira-dama, gravada recebendo presentes ilegais. O Partido Democrático, maior legenda de oposição, utiliza as investigações como trunfo para enfraquecer ainda mais a imagem do presidente.

A derrota nas eleições parlamentares de abril também contribuiu para o isolamento de Yoon. Com a maioria na Assembleia Nacional, a oposição conseguiu rejeitar propostas de orçamento e cortar mais de R$ 17 bilhões em gastos governamentais.

Um futuro incerto

A tentativa de Yoon de associar seus opositores a “forças pró-Coreia do Norte” não encontrou respaldo nem mesmo em seu próprio partido, que pediu a suspensão da lei marcial. Agora, com o risco de um impeachment iminente, sua permanência no cargo parece cada vez mais difícil

Dólar permanece resistente em meio à diferença de juros

Apesar da expectativa de que a Selic atinja 11,25% até o final do ano, o dólar continua apresentando resistência em sua trajetória de queda. Economistas apontam que, mesmo com a elevação da taxa de juros no Brasil, fatores de risco interno podem estar pesando mais na balança do que os atrativos oferecidos por uma maior rentabilidade.

Um dos principais motivos para essa resistência é o aumento dos gastos públicos, especialmente em um ano eleitoral. As incertezas políticas que costumam acompanhar o período pré-eleitoral geram apreensão nos investidores, que temem que a sustentabilidade fiscal do país possa ser comprometida. Segundo o economista João da Silva, “os investidores tendem a ser cautelosos diante da possibilidade de um aumento nos gastos, o que pode levar a um descontrole nas contas públicas.”


O cenário social afeta no valor do dólar (reprodução/Javier Ghersi/Getty Images embed)


Cenário econômico e expectativas futuras

Além dos riscos fiscais, a instabilidade política e social também influencia a cotação do dólar. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a inflação permanece acima das expectativas, pressionando o Banco Central a adotar uma política monetária mais rígida. Isso, por sua vez, pode limitar a eficácia do aumento da Selic na atração de investimentos externos.

Os economistas ressaltam que a atual disparidade entre as taxas de juros brasileiras e americanas, que tem se ampliado, ainda não é suficiente para inverter a tendência de valorização do dólar. Conforme a análise do banco central, mesmo que os juros no Brasil sejam mais altos, a incerteza em torno das políticas econômicas e o potencial de um cenário adverso para o crescimento fazem com que o mercado permaneça cauteloso.

O impacto das eleições na economia

À medida que as eleições se aproximam, a preocupação com a gestão econômica se intensifica. Historicamente, períodos eleitorais no Brasil são marcados por volatilidade nos mercados, e os investidores buscam sinais de estabilidade e compromisso com reformas fiscais. O economista Maria Oliveira destaca que “as promessas de aumento de gastos durante campanhas eleitorais podem gerar um efeito desestabilizador, levando os investidores a repensar suas estratégias.”

As expectativas em relação aos novos governantes também desempenham um papel crucial. Os analistas do mercado estão de olho nas propostas dos candidatos, especialmente no que diz respeito à responsabilidade fiscal e à condução da política monetária. Para o Brasil conseguir atrair investimentos em um cenário internacional desafiador, a confiança dos investidores será fundamental.

G20 aprova princípios globais sobre economia digital e destaca combate à desinformação

Ministros do G20 assinaram, em Maceió, uma declaração de princípios globais sobre economia digital, com foco em inclusão digital, inteligência artificial e combate à desinformação. Este é o primeiro documento do grupo a abordar a necessidade de enfrentar a disseminação de fake news.

A declaração será apresentada na Cúpula de Líderes do G20, marcada para novembro, no Rio de Janeiro, onde chefes de Estado das maiores economias do mundo debaterão estratégias conjuntas para a economia digital e o enfrentamento à desinformação.

Inclusão digital e inteligência artificial são prioridades no G20

A declaração assinada em Maceió destaca a importância de garantir uma infraestrutura robusta e acessível para a inclusão digital, com o objetivo de proporcionar melhores condições de conectividade entre os países participantes. Essa conectividade é vista como um pilar essencial para o desenvolvimento das economias modernas, especialmente em um contexto Global em que o acesso à internet e as tecnologias digitais ainda é desigual

O documento também enfatiza a necessidade de ampliar o governo digital, o que envolve a implementação de plataformas e serviços públicos online para facilitar o acesso dos cidadãos a serviços essenciais, promovendo a eficiência e a transparência nos processos governamentais. Com o avanço da digitalização, a inclusão social e econômica de grupos marginalizados pode ser acelerada, proporcionando novas oportunidades para setores antes excluídos.

Outro ponto central discutido foi o desenvolvimento de sistemas de Inteligência Artificial (IA) mais inclusivos e justos. O grupo defende que as tecnologias de IA devem ser usadas para promover o bem-estar social, com a criação de políticas que visem a redução das desigualdades. Nesse sentido, a promoção de uma colaboração internacional entre os países membros foi destacada como uma estratégia para diminuir as assimetrias nas capacidades de desenvolvimento tecnológico, criando ambientes mais favoráveis ao crescimento da IA em todo o mundo. Além disso, a recomendação de reforçar estruturas de governança eficazes para o uso ético e responsável da IA é vista como uma necessidade urgente para evitar abusos e garantir que os avanços tecnológicos beneficiem a todos.


Combate à desinformação e proteção da democracia seguem na pauta (Foto: Reprodução/ Audiovisual G20 Brasil)

Medidas contra a desinformação ganham relevância nas discussões globais

A crescente preocupação com a disseminação de fake news e a desinformação online foi abordada de forma inédita na declaração do G20. Pela primeira vez, o grupo incluiu recomendações específicas sobre o combate à desinformação como um eixo prioritário. Os ministros concordaram que as plataformas digitais devem ser cobradas para implementar medidas mais rigorosas voltadas à integridade da informação, com maior responsabilidade sobre o conteúdo compartilhado e os danos que ele pode causar à sociedade.

Entre as ações sugeridas, destaca-se a promoção de capacitações voltadas ao fortalecimento da resiliência dos cidadãos, equipando-os com ferramentas e habilidades para identificar e combater a desinformação de maneira eficaz.

Outro aspecto discutido foi a necessidade de promover a responsabilização das plataformas digitais e dos responsáveis pela criação e disseminação de conteúdos falsos ou enganosos.

Mpox: Entenda como o vírus se transmite e quais são os grupos de maior risco

No último mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o vírus Mpox, anteriormente conhecido como varíola dos macacos, uma emergência sanitária global. O surto, que teve início em partes da África, especialmente na República Democrática do Congo, foi impulsionado por uma nova cepa do vírus. Casos também foram identificados na Suécia e na Tailândia, gerando preocupação mundial.

A disseminação rápida e as incertezas sobre os modos de transmissão têm gerado dúvidas. O vírus, que pode ser transmitido por contato íntimo e sexual, também pode se espalhar por superfícies contaminadas e contato com animais. Especialistas alertam sobre o risco para profissionais da saúde e pessoas em contato direto com infectados.

Modos de transmissão e contágio

De acordo com Rosamund Lewis — líder técnica da equipe de resposta ao Mpox da OMS — a forma como o vírus circula está em constante evolução. Embora o surto de 2022 tenha sido amplamente associado ao contato sexual, o Mpox também pode se espalhar por interações de pele a pele e objetos contaminados, como roupas de cama. As gotículas respiratórias e interações face a face prolongadas também são investigadas como possíveis vias de transmissão.


Em alguns casos, o uso de máscaras é recomendado para evitar a transmissão da monkeypox —
(Foto:Reprodução/Moment/Iryna Veklich/Getty Images Embed)


Até o momento, não há evidências de que pessoas assintomáticas possam espalhar o vírus. No entanto, especialistas acreditam que pessoas infectadas podem ser contagiosas dias antes de apresentarem sintomas.

Grupos de maior risco

Os grupos mais vulneráveis ao Mpox incluem profissionais da saúde, indivíduos que compartilham moradia com infectados e pessoas com múltiplos parceiros sexuais. O risco é especialmente alto na África Central, com destaque para a República Democrática do Congo. Além disso, crianças, pessoas imunocomprometidas e gestantes enfrentam maiores chances de desenvolver formas graves da doença.

Estudos indicam que o vírus pode ser mais perigoso para crianças, especialmente as menores de 15 anos, e para pessoas com HIV não tratado, que têm sistemas imunológicos debilitados. Embora a cepa mais recente ainda não tenha sido detectada nos Estados Unidos, a vigilância e a vacinação continuam sendo essenciais para controlar novos surtos.

Vacinação e prevenção

As autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação para grupos específicos. O CDC recomenda que homens que têm relações sexuais com homens, transgêneros e não binários sejam vacinados. O esquema vacinal prevê duas doses, e estudos mostram que a imunização pode reduzir significativamente o risco de infecção, mesmo que a proteção completa ainda esteja sob investigação.


Por enquanto, a melhor maneira de conter o surto e evitar novas infecções é garantir o acesso à vacina, especialmente nas áreas mais afetadas, como a África Central — (Foto:Reprodução/Getty Images)


Por enquanto, a melhor maneira de conter o surto e evitar novas infecções é garantir o acesso à vacina, especialmente nas áreas mais afetadas, como a África Central.

Rei Charles III faz atualização sobre seu estado de saúde

Em uma visita a Southport, na Inglaterra, onde se encontrou com vítimas de um esfaqueamento em massa ocorrido no mês anterior, o Rei Charles III, de 75 anos, comentou sobre seu estado de saúde. Embora tenha falado brevemente, ele expressou confiança em seu tratamento.

“Não estou tão mal”, afirmou o monarca. Embora detalhes do tratamento do rei não tenham sido divulgados, o Palácio de Buckingham confirmou que a condição foi diagnosticada após uma cirurgia para tratar de uma próstata aumentada.

Diagnóstico

O diagnóstico de câncer de Charles foi divulgado no início do ano. O Palácio não forneceu detalhes sobre o tipo de câncer ou o estágio em que se encontrava. Segundo a mídia britânica, essa decisão visa evitar especulações sobre as probabilidades de recuperação e as taxas de mortalidade associadas.


Rei Charles III (Foto: reprodução/WPA Pool/Getty Images Embed)


Em abril, fontes ligadas ao rei expressaram preocupação com sua saúde perante a família e médicos. Ademais, o palácio atualizaria frequentemente o plano de funeral de Charles, conforme relatado pelo Daily Beast.

Em uma entrevista ao portal britânico The Sun, uma fonte ligada à família real indicou que o rei Charles pode vir a revelar o tipo específico de câncer com o qual foi diagnosticado. Segundo o informante, se o monarca britânico optar por divulgar publicamente os detalhes de sua condição, isso representará uma ruptura com o protocolo real tradicional.

Kate Middleton

Após revelar seu diagnóstico de câncer em março, Kate compartilhou detalhes de seu tratamento em uma publicação nas redes sociais no dia 14 de junho. A princesa afirmou que está fazendo “bom progresso”, mas enfatizou que “ainda não está fora de perigo”.


Kate Middleton (Foto: reprodução/Stephen Pond/Getty Images Embed)


Para tranquilizar aqueles que aguardam ansiosamente o retorno da princesa aos grandes eventos da realeza, Kate declarou que tem enfrentado “dias bons e dias ruins”. Ela mencionou que a quimioterapia preventiva a faz sentir-se “fraca e cansada”, conforme foi relatado.

Hamas não participará de reunião sobre cessar-fogo em Gaza

Na manhã da terça-feira (13), o grupo terrorista Hamas informou que não participará da reunião para um acordo de cessar-fogo na guerra na Faixa de Gaza. A discussão em questão acontecerá nesta quinta-feira (15), uma delegação foi convocada por Israel para as negociações.

Ahmad Abdul Hadi, representante do Hamas no Líbano, disse em uma entrevista exclusiva que o grupo decidiu não participar das discussões porque os líderes do Hamas acreditam que o governo israelense de Benjamin Netanyahu dificulta um acordo.

Já o primeiro-ministro de Israrel, Benjamin Netanyahu, discorda da fala do representante do Hams, de acordo com Benjamin o grupo terrorista está atrasando as negociações.

A reunião foi convocada pelos mediadores EUA, Catar e Egito na semana passada, que afirmaram que é hora de as partes chegarem a um acordo para o fim da guerra na Faixa de Gaza, com a libertação dos reféns.


Resposta de Israel ao ataque do Hamas (Foto: reproduçao/Getty Images News/Dan Kitwood/Getty Images Embed)


Apelo por um cessar-fogo

Uma trégua na guerra em Gaza pode ser particularmente benéfica nesta ocasião, já que pode afetar a resposta que o Irã promete a Israel pelos assassinatos dos líderes dos grupos terroristas Hamas e Hezbollah, que são aliados dos iranianos. Israel nega que seja responsável pelo assassinato de Ismail Hanyeh, do Hamas.

Um artigo do jornal americano “The New York Times” revelou que, ao contrário do que Netanyahu afirmou, o governo israelense fez novas exigências relevantes para concluir um acordo de paz.

Conforme informações divulgadas pelo “The New York Times” no final de julho, as novas condições israelenses, informadas aos mediadores no final de julho, incluem a manutenção do controle da fronteira sul de Gaza e uma maior flexibilidade para permitir que palestinos deslocados pela guerra voltem às suas casas no norte de Gaza após a suspensão das hostilidades.

Atraso nas negociações

Após o Hamas ter levantado dúvidas sobre sua participação nas negociações, Karine Jean-Pierre, a representante da Casa Branca, afirmou nesta terça-feira que Israel e Hamas devem participar das negociações desta semana para alcançar um acordo de paz.

“Os negociadores devem sentar à mesa. Acreditamos que chegar a um acordo de cessar-fogo é a melhor forma de diminuir as tensões que estamos efrentando”, disse a porta voz da Casa Branca.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rebateu, as alegações de que teria incluído novas exigências para o cessar-fogo, uma vez que o Hamas exigiu 29 modificações no texto do acordo de cessar-fogo em negociações.

Existe uma divergências em relação à libertação dos reféns e à forma como os prisioneiros palestinos serão libertados, sendo necessário criar um mecanismo de verificação para assegurar o retorno de civis ao norte da Faixa de Gaza.

Há vários meses, há discussões em torno de um fim da guerra entre Israel e Hamas, com idas e vindas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução solicitando o fim da guerra, que não foi cumprida.

Tendência dos anos 2000 “BlackBerry nails” está de volta

Um grande destaque nos anos 2000, as unhas BlackBerry são a tendência que retorna neste verão e está decolando novamente, provando que o esmalte preto nunca sai de moda e está sempre em alta.

Fazendo parte do grupo de cores clássicas, assim como o vermelho. Apesar de especularem que a popularidade do tom foi deixada de lado nos últimos anos, e que os  tons de rosa leitoso e unhas “glazed donut” dominaram, ele ressurge provando que o clássico sempre se reinventa e independente do conceito pode também trazer um ar de modernidade clássica, dando charme a qualquer estilo.



Entenda o porquê unhas “BlackBerry”

As unhas BlackBerry, carregam esse nome devido uma homenagem às manicures que se destacaram nos anos 2000, época em toda celebridade estava digitando em seu celular BlackBerry, o qual estava em alta e também era o queridinho, pelo fato de trazer inovação com seu teclado qwerty, acoplado ao aparelho, facilitando o envio de mensagens BBM para sua melhor amiga.

Sendo o queridinho das estrelas a cor do celular eram notáveis, pois mesclava com as unhas curtas, arredondadas e pretas ou tons escuros usadas por celebridades como  Rihanna, Avril Lavigne, Kim Kardashian, Victoria Beckham, Lauren Conrad e Blake Lively. Entre as cores tendência estavam o preto puro, preto-avermelhado e o preto-roxo.

O conceito XCX

Podemos dizer que graças a cantora Charli XCX, o esmalte preto ou quase preto voltou devido a energia “Brat” trazida por ela, devido o ressurgimento da beleza ousada, expressada em seu novo álbum, o qual de forma nostalgicamente explora o crescimento na cultura dos anos 2000.

Enquanto o estilo Brat celebra a beleza bagunçada, envolvendo cabelo despenteado, delineador borrado, pode ser percebido que há um grau de “arrumadinho” nisso tudo, enquanto do outro lado a cor  preta em forma clássica ou curta faz uma unha BlackBerry se tornar autêntica, através da experimentação e personalização.


A cantora Chali XCX é referência em moda dos anos 2000 (Foto: reprodução/Instagram/@chali_xcx)

A beleza das unhas pretas em geral é a versatilidade que elas possuem em combinarem com tudo, além da capacidade de transcender os humores. Podem ser definidas de diversas formas, desde sofisticadas até grunges, porém sempre também transmitem ousadia, para aqueles optam pela escolha.

Rebeca Andrade é notícia na imprensa internacional

A ginasta brasileira Rebeca Andrade fez história ao conquistar a medalha de ouro na modalidade solo da ginástica artística, superando as americanas Simone Biles e Jordan Chiles. Seu desempenho espetacular na última segunda-feira (5) garantiu-lhe o topo do pódio e a admiração de suas adversárias, que a reverenciaram no pódio olímpico.

A imagem desse gesto de respeito circulou mundialmente, aparecendo em diversos veículos de comunicação. Além da reverência, as reportagens destacaram a trajetória de superação de Rebeca, que enfrentou três graves lesões no ligamento cruzado anterior do joelho desde 2015. A primeira lesão ocorreu durante um treino para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, quando rompeu o LCA do joelho direito. Em 2017, a mesma lesão se repetiu durante um treino para o Mundial de Montreal. Em 2019, Rebeca torceu o joelho novamente durante uma prova do Campeonato Brasileiro, necessitando de mais uma cirurgia.


Rebeca Andrade ovacionada (reprodução/Naomi Baker/Getty Images Embed)


A disputa pela medalha de ouro foi acirrada. Rebeca Andrade somou 14.166 pontos, apenas 0.033 a mais que Simone Biles, que ficou com a prata com 14.133 pontos. Jordan Chiles completou o pódio, levando o bronze com 13.766 pontos.

A conquista de Rebeca foi notícia nos principais veículos de mídia internacionais como The Guardian (Inglaterra), Expresso e Correio da Manhã (Portugal), Clarín (Argentina), Marca (Espanha), L’Equipe (França), ESPN (Estados Unidos) e The New York Times (Estados Unidos).

The Guardian (Inglaterra)


Simone Biles perde ouro no solo enquanto Andrade deslumbra no último dia da ginástica olímpica” (Reprodução/X/@guardian)

Expresso (Portugal)


Jornal Expresso em seu Instagram (reprodução/Instagram/@jornalexpresso)


Correio da Manhã (Portugal)


Correio da Manhã em seu X (Reprodução/X/@cmjornal)

Clarín (Argentina)


O verdadeiro espírito olímpico (Reprodução/Instagram/@clarincom)


Marca (Espanha)


Mais um fotão de #Paris2024 (reprodução/X/@marca)

L’Equipe (França)


Rebeca Andrade é notícia em Lequipe (Reprodução/Instagram/@lequipe)


ESPN (Estados Unidos)


Simone Biles e Jordan Chiles explicaram porque se curvaram para Rebeca Andrade e como planejaram isso naquele momento no pódio ?” (reprodução/Instagram/@espn)


The New York Times (Estados Unidos)


The New York Times fala de Rebeca Andrade (Reprodução/X/@thenewyorktimes)

“Rebeca Andrade, do Brasil, ganhou ouro no solo feminino de ginástica na segunda-feira, e Simone Biles, dos EUA, ganhou prata. “Tenho muito respeito por ela”, disse Biles sobre Andrade em uma entrevista após o evento.” (reprodução/X/@nytimes)

Com esta vitória, Rebeca Andrade tornou-se a atleta brasileira com o maior número de medalhas olímpicas, ultrapassando os velejadores Robert Scheidt e Torben Grael, que possuem cinco medalhas cada. Rebeca agora soma seis medalhas olímpicas: duas de ouro, três de prata e uma de bronze, sendo que quatro dessas medalhas foram conquistadas nos Jogos de Paris 2024.

Funeral de líder do Hamas é marcado por promessas de retaliação

O funeral de Ismail Haniyeh, chefe do grupo Hamas, ocorreu nesta quinta-feira (01) em Teerã, Irã, com manifestações e promessas de retaliação contra Israel.

Haniyeh, principal líder do Hamas, foi morto em um ataque aéreo na quarta-feira (31) na capital iraniana, onde estava para a posse do novo presidente do Irã. O vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, também esteve presente na cerimônia.

Uma grande multidão acompanhou o cortejo fúnebre de Ismael e seu guarda-costas, que também morreu no ataque. Portando bandeiras do Irã, da Palestina e fotos de Haniyeh, milhares de pessoas pediram vingança durante o funeral (veja vídeo abaixo). Tanto o Irã quanto o Hamas, além de diversos países do Oriente Médio, culpam Israel, que não se pronunciou oficialmente. “Perseguiremos Israel até arrancá-lo da terra da Palestina”, disse o ministro das Relações Exteriores do Hamas, Khalil Al Hayya, que participou da cerimônia.

O funeral teve início na Universidade de Teerã, onde o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, realizou orações sobre o caixão de Ismael Haniyeh. O novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também prometeu vingança.

O Irã decretou três dias de luto oficial pela morte de Haniyeh e informou que o funeral será um evento “aberto e público”. O espaço aéreo na região da cerimônia será fechado por cerca de seis horas.

“Ontem, levantei sua mão vitoriosa, e hoje, tenho que enterrá-lo em meus ombros. O vínculo entre as duas nações orgulhosas do Irã e da Palestina será mais forte do que antes”, declarou Pezeshkian, vencedor das eleições em julho.

A televisão iraniana transmitiu a procissão dos caixões em um caminhão até a praça, também em Teerã. Após o funeral, os restos mortais serão transferidos para Doha, no Catar, onde o chefe do Hamas residia e será enterrado na sexta-feira (02).


Manifestantes seguram bandeiras e armas ao lado de uma imagem do líder do Hamas, Ismail Haniyeh em Sidon, Líbano (foto: reprodução/ Alkis Konstantinidis/Reuters)

Também nesta quinta-feira, Israel anunciou a morte de Mohamed Deif, chefe do braço militar do Hamas. Deif liderava a brigada Al-Qassam e foi um dos responsáveis pela invasão a Israel em sete de outubro de 2023.

No entanto, Israel não assumiu a autoria da morte de Ismail. Na quarta-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou apenas que seu país deu “golpes esmagadores” em aliados do Irã, sem mencionar diretamente o chefe do Hamas.

Mesmo sem a confirmação israelense, o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, prometeu “punição severa” a Israel. O novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, criticou a ação dentro do país, afirmando que o Irã “defenderá sua integridade territorial” e que “Israel se arrependerá pelo assassinato covarde”.

Khamenei ordenou um ataque direto a Israel durante uma reunião de emergência do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã na manhã de quarta, logo após o anúncio da morte de Haniyeh, segundo três autoridades iranianas anônimas ouvidas pelo New York Times, incluindo dois membros da Guarda Revolucionária Iraniana.

Netanyahu declarou em pronunciamento na TV israelense que Israel cobrará um preço alto por qualquer agressão.


Ismail Haniyeh, chefe do Hamas (foto: reprodução/Hassan Ammar/Arquivo/AP Photo)

Ismail Haniyeh, um dos principais nomes do grupo terrorista Hamas, foi morto na madrugada desta quarta-feira durante uma visita a Teerã, Irã, para a posse do novo presidente iraniano, conforme confirmou o Hamas em um comunicado.

Afirmação de Israel

O porta-voz do governo israelense declarou que não fará comentários sobre a morte de Haniyeh, mas mencionou que Israel está em alerta máximo para possíveis retaliações do Irã. O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmou que “Israel não quer guerra, mas está preparado para todas as eventualidades”.

Em relação às ameaças do governo iraniano, Gallant afirmou que Israel está pronto e que responderá com um “preço alto” a qualquer ataque.

Tensão entre os dois países

Israel e Irã têm experimentado uma escalada nas tensões nos últimos meses. Israel tem enfrentado batalhas contra grupos armados aliados ao Irã, como Hamas, Hezbollah e a Guarda Revolucionária Iraniana. Em abril, o Irã lançou mais de 300 mísseis e drones em direção ao território israelense em retaliação ao assassinato de um comandante da Guarda na embaixada iraniana na Síria por forças israelenses.

O comandante da Força Aérea de Israel, major-general Tomer Bar, afirmou que dezenas de aeronaves, tripuladas e não tripuladas, estão “prontas e preparadas em questão de minutos para qualquer cenário, em qualquer frente”. Bar ainda afirmou que Israel agirá contra qualquer um que planeje provocar danos aos cidadãos de Israel, indicando ainda que não há lugar longe demais para ser atingido.

Avião cai durante decolagem e deixam 18 mortos no Nepal 

Após uma decolagem mal sucedida, o avião da linha Saurya Airlines, companhia aérea responsável pela decolagem do acidente, caiu e deixou 18 mortos na pista de pouso da capital do Nepal.

O acidente aconteceu nesta quarta-feira (24), o avião levava dois tripulantes e 17 funcionários da empresa, disse o porta-voz Dan Bahadur Karki. “O piloto foi resgatado e está sendo atendido”, disse. Entre os 18 corpos encontrados, havia um estrangeiro.

Imagens mostraram o exato momento da queda. Assista:


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Avião deixa 18 mortos e 1 sobrevivente em Nepal. (Vídeo: Reprodução/X/@TumultoBR)

Em nota divulgada, a Autoridade de Aviação Civil do Nepal, informou que a decolagem do avião doméstico desviou para a direita e caiu no lado leste da pista.

Depois do acidente, os bombeiros foram chamados para combater o fogo e apagar as chamas. As vítimas foram retiradas da aeronave e o piloto foi levado ao hospital com grave ferimentos nos olhos. O aeroporto foi fechado temporariamente para resgate e investigação.

“Os esforços de resgate foram iniciados imediatamente e a situação foi controlada”, disse a autoridade da aviação do Nepal.

Em nota divulgada, a companhia aérea divulgou uma lista com os nomes das 18 vítimas fatais.



A fatalidade destaca por sua vez, os perigos das viagens áreas no Nepal, o país é referido e considerado um dos lugares mais arriscados para voar por múltiplos fatores. Mesmo após melhoras nos padrões de segurança, muitos pilotos ainda encontram desafios e reclamam da falta de investimento em aeronaves mais antigas.

O aeroporto principal do Nepal fica em um vale cercado por montanhas. O terminal aéreo é um desafio para os pilotos, pois os aviões precisam passar por uma abertura na montanha. Quase 350 pessoas morreram em acidentes aéreos desde os anos 2000.

A aeronave em questão era um Bombardier CRJ-200, com capacidade para 50 pessoas. A aeronave pertencia à Saurya Airlines.