Kim Kardashian questiona pouso na Lua e a NASA responde em tom firme

Kim Kardashian declarou, em episódio recente de seu reality exibido nesta quinta-feira, que não acredita no pouso do homem na Lua em 1969, levantando dúvidas sobre fotos, bandeira e registros da missão. A fala viralizou nas redes e levou a NASA a responder oficialmente, reafirmando que realizou seis viagens lunares e destacando as evidências científicas, imagens e amostras que comprovam cada etapa das missões.

NASA reage a Kim Kardashian após comentário viral nas redes sociais

A fala de Kim Kardashian ganhou grande repercussão e levou o administrador interino da NASA, Sean Duffy, a responder diretamente pela rede social X. Em tom firme, ele afirmou: “Sim, Kim, já fomos à Lua… seis vezes”, reforçando que todas as missões do programa Apollo foram amplamente documentadas e verificadas por diferentes países.


Sean Duffy responde comentário de Kim Kardashian (Foto: reprodução/X/@SecDuffyNASA)


Duffy destacou que a agência mantém registros públicos, fotos, vídeos, amostras lunares e dados técnicos que comprovam cada etapa das viagens. A resposta, que rapidamente se espalhou pela plataforma, foi vista como um esforço da NASA para conter a propagação de dúvidas infundadas e reafirmar a importância histórica e científica das missões. A interação também reacendeu o interesse do público nos esforços atuais da agência, que trabalha no programa Artemis, planejando o retorno de astronautas à superfície lunar nos próximos anos.


Sean Duffy responde comentário de Kim Kardashian (Foto: reprodução/X/@SecDuffyNASA)


Reação do público e impacto nas novas missões lunares

A declaração de Kim Kardashian também movimentou especialistas, fãs e divulgadores científicos, que passaram a usar o assunto como oportunidade para explicar como funcionam as missões espaciais, desde a coleta de rochas até o rastreamento independente feito por observatórios ao redor do mundo. Nas redes, cientistas reforçaram que o negacionismo sobre o programa Apollo costuma ressurgir quando personalidades públicas comentam o tema sem base técnica, o que amplia a circulação de dúvidas já esclarecidas há décadas.

Ao mesmo tempo, a discussão impulsionou o interesse do público sobre os próximos passos da exploração lunar. Com o programa Artemis em andamento, a NASA planeja enviar astronautas novamente à superfície da Lua, desta vez com foco em pesquisas prolongadas e na preparação de futuras missões a Marte. A agência destacou que a retomada das viagens, somada ao vasto material histórico já disponível, reforça a importância de compreender o papel da ciência no avanço tecnológico. 

Chuva de meteoros Orionídeas poderá ser visualizada no céu do Brasil nas madrugadas de terça, quarta e quinta

Na noite desta terça-feira (21), no céu do Brasil, uma chuva de meteoros Orionídeas será vista, e também nas madrugadas de quarta-feira e quinta-feira. As Orionídeas são uma chuva anual de meteoros que ocorre quando a Terra passa por uma região do espaço cheia de fragmentos deixados pelo cometa Halley. Ele é visto pelas pessoas na Terra, parecendo que os meteoros vêm da constelação de Órion, especialmente de uma região próxima à estrela Betelgeuse ao leste.

Sobre a chuva de meteoros Orionídeas 

Como dito anteriormente, a chuva de meteoros Orionídeas é um fenômeno, formado por fragmentos deixados pelo cometa Halley. Além disso, esses meteoros têm uma intensidade que pode ser até 20 vezes maior que a de um meteoro normal, com meteoros cortando o céu a uma velocidade média de 66 quilômetros por segundo. E, segundo a NASA, é um dos fenômenos mais bonitos do ano. Mesmo que a contagem por hora não seja altíssima, os rastros luminosos das Orionídeas costumam ser longos e brilhantes.


imagens da chuva de meteoros orionídeas (Vídeo: reprodução/Youtube/InfoMoney)

Ademais, todos os anos, entre os meses de outubro e novembro, a Terra cruza essa trilha de detritos deixados pelo cometa Halley. Ao entrarem na atmosfera, essas pequenas partículas queimam rapidamente, formando os riscos luminosos que podem ser visíveis no céu noturno.

Como assistir

Para conseguir assistir os meteoros passarem, a NASA recomenda procurar um local escuro e aberto, longe de luzes artificiais da cidade. Olhar para o leste, em direção à constelação de Órion, de onde os meteoros parecem surgir, evite o uso de telescópios, o que a NASA recomenda é observar a olho nu. Se for para um lugar longe das luzes artificiais, é recomendado que chegue com antecedência para permitir que os olhos se adaptem da melhor forma à escuridão (no mínimo cerca de 20 minutos).


Imagem de um Céu com estrelas (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Nigel Killeen)

Para concluir, o momento de maior visibilidade desses meteoros no céu do Brasil ocorrerá na noite dessa terça-feira, e entre meia-noite e 2h da manhã de quarta (22) e quinta-feira (23). Portanto, busque um lugar que tenha pouca iluminação artificial para observar o máximo possível dessa passagem, observar a leste e aproveitar os rastros luminosos das Orionídeas.

 

Segundo eclipse solar do ano acontece neste domingo

O segundo e último eclipse solar deste ano ocorrerá hoje (21), no penúltimo domingo do mês, a partir das 14h30, no horário de Brasília. Entretanto, sua visão será parcial, não podendo ser visto totalmente de nenhum lugar do mundo.

O fenômeno poderá ser visto parcialmente da Nova Zelândia, costa leste da Austrália, além de algumas ilhas do Pacífico e certas partes da Antártica, não sendo visível do Brasil.

Ainda assim, será possível acompanhar a transmissão ao vivo pelo YouTube, através pelo canal do portal “Time and Date”.

Último eclipse solar do ano

O eclipse solar parcial de hoje (21), o último do ano, acontece quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra, cobrindo uma parte do astro com sua sombra, o que parece uma “mordida” no Sol.

Este fenômeno pode ser dividido em três partes: o Início, quando a Lua se move sobre o disco solar; o Máximo, quando o eclipse atinge seu ápice; e o Fim, quando a Lua segue seu fluxo, deixando de cobrir o Sol.

Tipos de eclipse

Um dos tipos e eclipse solar é o anular, também conhecido como “eclipse anelar” ou “eclipse em anel”, que acontece quando o diâmetro que vemos da Lua é menor que o do Sol, transformando o Sol em um grande anel ao redor.

É previsto que em 2027 ocorra este tipo de eclipse, o qual poderá ser visto inclusive do Brasil.


Eclipse solar anular previsto para 2027 poderá ser visível por todo o Brasil (Vídeo: Reprodução/X/@astronomiaum)

O eclipse total do Sol acontece quando os três corpos celestes, Lua, Sol e Terra, ficam em uma linha reta perfeita, fazendo com que a Lua bloqueie quase todos os raios solares que chegariam em nosso planeta. Assim, por alguns minutos, o dia vira noite.

No eclipse solar parcial, o alinhamento dos três corpos celestes não é perfeito, pois a parte central da sombra da Lua não atinge nosso planeta, tornando a visão parcial.

Segundo a Nasa, esse tipo de eclipse acontece pelo menos duas vezes no ano em algum lugar da Terra, enquanto que o eclipse total acontece a cada 18 meses, sendo difícil de acontecerem no mesmo local.

SpaceX interrompe decolagem da Starship segundos antes do lançamento

A SpaceX cancelou novamente o esperado voo de teste do foguete Starship, sendo o décimo voo de teste até agora. Desta vez, faltavam apenas dez segundos para a decolagem da nave ao espaço, quando de repente o voo foi interrompido devido às condições climáticas, nesta segunda-feira (25).

A decolagem estava sendo transmitida ao vivo e contava com mais de 1 milhão de espectadores, que aguardavam ansiosamente o voo nas redes sociais da SpaceX. Durante o lançamento, a apresentadora da transmissão anunciou a suspensão do teste. Após o anúncio, a empresa – comandada por Elon Musk – confirmou o cancelamento por meio de suas redes oficiais no X (antigo Twitter).

Problemas climáticos

O cancelamento do voo do foguete Starship, já na reta final da contagem regressiva, foi atribuído a problemas climáticos, como citou a apresentadora durante a transmissão ao vivo. Segundo a comunicação feita no momento, o clima seria o principal fator da interrupção, mas a SpaceX não veio a público para dar mais detalhes sobre. 

Entretanto o avanço do projeto é esperado, já que a Nasa demonstra interesse em utilizar a tecnologia da Starship em possíveis missões à Lua. O interesse da Nasa evidencia a importância do projeto e aumenta as expectativas de que os testes irão continuar, mas sem data até o momento. 


Trajetória que o Starship iria fazer no teste (Vídeo: reprodução/X/@SpaceX)


Novo calendário

Para as expectativas dos espectadores e admiradores do projeto, a equipe responsável pela Starship já iniciou uma análise para uma nova data para o teste, de acordo com postagem no perfil oficial na rede social X. Mesmo em meio à frustração devido aos cancelamentos que vem ocorrendo – primeiro no domingo (24) e depois nesta segunda-feira (25) -, a equipe está empenhada em conseguir resultados significativos. 

Esse voo em questão é de suma importância, já que seria a primeira vez em que a Starship realizaria uma decolagem com carga útil na nave, lançada com apoio do propulsor Super Heavy – outro foguete que já foi lançado pela SpaceX ao espaço ano passado e que teve resultados positivos. 

O projeto complexo da SpaceX é mais do que um novo passo da tecnologia, mas também um avanço significativo na exploração espacial. Entre os objetivos do projeto, estão incluídos a realização de envios de foguetes tripulados à Marte. A definição de uma nova data permanece na expectativa e no aguardo para uma nova exploração da vasta galáxia em que vivemos.

Tripulantes se juntam à Estação Espacial Internacional durante missão Crew-11

Os membros da missão Space X Crew 11, da NASA, aterrissaram com sucesso à Estação Espacial Internacional, na madrugada deste sábado (2) às 4h46 pelo horário de Brasília, depois de viajarem usando a nave Crew Dragon, para se juntarem ao time de astronautas da expedição 73 na Estação Espacial Internacional.

A expedição durou certa de duas semanas, tendo início com os tripulantes entrando em quarentena para se prepararem.

Objetivos da missão e preparações

A missão Crew-11 é a 11ª missão de rotação da ISS realizada por tripulantes e se trata de um trabalho de rotatividade dos cientistas no laboratório em órbita feita através de um voo pela Space X, empresa comandada por Elon Musk. O lançamento estava previsto para acontecer na quinta-feira (31), tendo que ser adiado, pois as condições climáticas não estavam favoráveis para iniciar a missão.

Para partirem, os membros da missão utilizaram a nave Crew Dragon, veículo usado em parceria com a Nasa para transportar pessoas e cargas que vão e voltam da ISS. Um vídeo publicado pelo perfil oficial da Space X mostra os tripulantes dentro da nave prestes a ser lançada.


Tripulantes da Crew-11 se preparando para partir (Vídeo: reprodução/X/SpaceX)


Durante o trajeto, estavam presentes o cosmonauta Oleg Platonov, da Roscosmos, os astronautas da Nasa Zena Cardman e Mike Fincke e o astronauta Kimiya Yui, membro da JAXA (Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial). Eles entraram em quarentena no dia 17 de julho no Centro Espacial Johnson da Nasa, em Houston, para se prepararem para o trajeto, tendo contato com outras pessoas à distância, dentro dos limites.

Chegada ao destino e recepção

Ao realizarem o pouso na Estação Espacial, os integrantes da missão foram recebidos de forma feliz e acolhedora pelos tripulantes da expedição.

Em um vídeo publicado na rede social, uma das tripulantes da expedição 73 declarou que se sente muito feliz ao ver a felicidade dos membros da Crew-11 por terem cumprido a missão. Zena Cardman, que foi nomeada a comandante da missão, agradeceu as outras pessoas pela recepção e afirmou estar feliz e grata pela jornada ter sido cumprida e por ver a Estação Espacial pela primeira vez.


Membros da expedição 73 dando boas-vindas aos tripulantes da SpaceX (Vídeo: reprodução/X/@Space_Station)


O retorno de Cardman e dos outros tripulantes da Crew-11 à Terra está previsto para acontecer em 2026.

Nasa registra momento raro de eclipse solar no espaço

Um eclipse solar foi registrado nesta sexta-feira (25) no espaço, por meio de uma captura do Observatório de Dinâmica Solar (SDO) da Nasa. O observatório verificou que o eclipse ocorreu parcialmente, com 62% do sol sendo coberto pela Lua, durando cerca de 35 minutos.

Captura foi feita pela visão do observatório

O SDO concluiu que o eclipse ocorreu após sua órbita ser deslocada para trás da Terra. O satélite observa o sol de maneira constante, e passou atrás da Lua e da Terra no mesmo dia, causando o eclipse a partir da sua observação.

O observatório, se mantendo em órbita ao redor da Terra e se mantendo por meio da energia solar, sofreu uma queda de energia após registrar o eclipse, pois a bateria se esgotou durante o trabalho.

Além da captura feita pelo SDO, imagens de outro eclipse solar artificial foram feitas pela Agência Espacial Europeia durante a missão Proba-3, onde a agência fez o uso de satélites que bloquearam o sol e projetaram uma sombra sobre um telescópio posicionado em um dos satélites, fotografando a sombra em cima da coroa solar.

Eclipse solar total (Foto: reprodução/X/@cassianobdmais)

O Observatório de Dinâmica Solar da Nasa (SDO, em inglês) registrou, na sexta-feira (25), um momento raro de eclipse solar no espaço, fenômeno onde um objeto celeste passa pela sombra de outro objeto bloqueando parcial ou totalmente a luz do sol. O Eclipse, que agora está entre os diversos registros capturados pelo observatório, ocorreu parcialmente, com 62% do Sol sendo encoberto pela Lua, e durou cerca de 35 minutos. Como foi feita a captura do Eclipse

Datas para novos eclipses foram determinadas

Além do trabalho feito pelo SDO, capturas de eclipse estão sendo realizadas desde 1969, iniciadas com a missão Proba-3 da Agência Espacial Europeia que levou Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins para o espaço onde os astronautas fotografaram um eclipse solar total, enquanto a tripulação da Apollo 12 observou um eclipse solar total do espaço em 24 de novembro de 1969.

Em algumas regiões da Groenlândia, Islândia e Espanha, foi concluído que um novo eclipse total tem previsão para acontecer no dia 12 de agosto de 2026, durando aproximadamente 2 minutos e 18 segundos, enquanto o próximo eclipse total parcial está previsto para o dia 21 de setembro, com 80% do Sol bloqueado pela Lua em regiões da Nova Zelândia, Tasmânia (na Austrália), Oceano Índico e Antártida. Os observadores que irão fazer o registro terão que usar óculos especiais e câmeras ou telescópios com filtros solares.

Nova missão da Nasa levará astronautas à Lua novamente

A primeira e única vez em que um homem pisou na Lua foi em 1972, e até hoje é considerada um dos eventos mais gloriosos e importantes da humanidade. Séculos após o programa Apollo, responsável por realizar a primeira missão à Lua, a Nasa irá realizar outro programa com destino ao satélite. Chamado de programa Artemis, a missão representa o retorno do ser humano à Lua. 

Com previsão de lançamento para 2027, o projeto envolve uma série de missões preparatórias, com diferentes etapas para garantir o sucesso da jornada dos astronautas ao satélite terrestre. Após encerrar as viagens à Lua na década de 70, devido aos custos, a Nasa retoma os esforços de exploração com essa nova missão, focando não somente no retorno, mas também em criar a possibilidade de presença contínua do ser humano em seu solo. 

Missões e astronautas

O programa foi dividido em sete missões, com objetivo de retornar à Lua e a estudar. O programa não deve acontecer rapidamente, sendo necessário várias missões para alcançar o objetivo final, estabelecendo a presença humana no solo a longo prazo. Vale ressaltar que a primeira missão ocorreu em 2022, quando a Nasa enviou um voo sem tripulantes somente para sobrevoar a Lua. Já a segunda missão, denominada Artemis II, está programada para ser o primeiro voo com tripulantes, para testar a nave usada. Novamente, a nave somente irá sobrevoar o satélite, sem realizar pouso e tem previsão para ocorrer em abril de 2026, após ser adiada duas vezes em 2024 e 2025.

Na terceira missão, os tripulantes finalmente poderão pousar no solo da Lua. Vai ser a primeira missão do programa em que o ser humano irá retornar à superfície do corpo celeste após 50 anos. O pouso está previsto para acontecer na região polo sul lunar e a data está marcada para 2027. A quarta missão está marcada para ser o segundo pouso dos astronautas na Lua e como o início da montagem da construção da primeira estação espacial no satélite, e deve acontecer em 2028.

A quarta missão tem como previsão 2030 e deve levar novos astronautas para realizarem pesquisas. Na penúltima missão, a sexta, irá ocorrer a configuração da câmara de ar para o uso dos tripulantes e cientificamente. Já a sétima e última missão, está prevista para transportar um rover de habitação lunar até a superfície do satélite. Esse será um passo essencial para o início da construção da base permanente. 

Os quatro astronautas a participarem da segunda missão do programa Artemis são: Reid Wiseman (comandante da missão); Victor Glover (piloto da missão); Christina Koch (primeira especialista da missão); e Jeremy Hansen (segundo especialista da missão). Christina Koch vai ser a primeira mulher a sobrevoar a Lua, enquanto Jeremy Hansen será o primeiro canadense a viajar para fora da órbita terrestre. 

Primeira viagem à Lua

A primeira viagem do ser humano à Lua foi, e ainda é, considerado o evento mais importante da humanidade nos estudos espaciais. A missão Apollo ocorreu entre 1969 e 1972, com o primeiro pouso em 1969. Ao todo, foram realizados seis pousos tripulados, com destaque para o Apollo 11, que foi a primeira missão com sucesso onde humanos pisaram na Lua. 


Um dos últimos homens a pisar na Lua, Eugene Cernan, posando junto a bandeira americana (Foto: reprodução/Heritage Images/Getty Images Embed)


 A última missão realizada foi a Apollo 17, onde os astronautas Eugene Cernan e Harrison Schmitt foram os últimos humanos a pisarem no nosso satélite. O cancelamento repentino do programa Apollo, após essa última expedição, ocorreu devido a altos custos e mudanças de prioridades da Nasa, já que o objetivo principal – que era pousar na Lua – havia se concretizado. Após décadas sem humanos pisarem na Lua, o programa Artemis surge como uma nova possibilidade, com novas tecnologias avançadas e colaboração entre países.

Missão Ax-4 retorna à Terra com astronautas de quatro países

A missão Axiom 4 (Ax-4) retorna à Terra nesta terça-feira (15), com previsão de chegada às 6h30 (horário de Brasília), na costa da Califórnia. A nave espacial denominada Dragon, da SpaceX, traz de volta quatro astronautas de diferentes países. A missão foi conduzida pela empresa Axiom Space, que irá transmitir a amerissagem, além do YouTube da Nasa.

Após 18 dias acoplados à Estação Espacial Internacional (ISS), os quatro astronautas – entre eles, uma americana, um indiano, um polonês e um húngaro – encerram sua missão focada em experimentos científicos. A conexão entre a iniciativa privada e a pesquisa demonstram um passo importante no avanço da exploração espacial.

Os astronautas da missão Ax-4

A tripulação da nave espacial é composta por quatro profissionais de diferentes países: a veterana Peggy Whitson (EUA), o piloto Shubhanshu Shukla (índia), e os especialistas Sławosz Uznański‑Wiśniewski (Polônia) e Tibor Kapu (Hungria). Eles passaram mais de duas semanas na ISS, onde produziram cerca de 60 experimentos, que envolviam desde biologia do câncer e pesquisa celular até fisiologia humana e cultivo de plantas. 


Astronautas se preparam para embarcar na nave em 24 de junho (Foto: reprodução/Giorgio Viera/Getty Images Embed)


Entre os estudos realizados, estão incluídas iniciativas fundamentais para a saúde do ser humano no espaço, como avanços no monitoramento e tratamento de diabetes. Essa missão trouxe o retorno da Índia, Polônio e Hungria em missões espaciais patrocinadas pos seus governos, respectivamente.

Objetivo da empresa Axiom Space

A Axiom Space, responsável pela missão, tem como objetivo construir a Axiom Station, primeira estação espacial comercial mundial. A cápsula Dragon, desenvolvida pela SpaceX – empresa fundada e comandada por Elon Musk -, demonstra uma parceria entre empresas privadas e a NASA em um novo modelo de exploração espacial.

Com o sucesso da Ax-4, a Axiom Space avança em sua meta de criar um laboratório e ampliar a presença comercial no espaço. A estrutura do laboratório permanece em fase de desenvolvimento, com a data prevista de lançamento ainda não definida pela empresa.

Nasa desmente vínculo com brasileira que anunciou viagem espacial em 2029

A Nasa negou nesta quarta-feira (11) qualquer vínculo com a mineira Laysa Peixoto, de 22 anos, que fez afirmações sobre sua suposta participação em uma missão espacial. Em um comunicado destinado à imprensa brasileira, a agência espacial americana confirmou que Peixoto não integra seus programas oficiais.

Recentemente, Laysa viralizou nas redes sociais ao afirmar que a agência a teria selecionado para se tornar astronauta de carreira e atuar em missões espaciais. Segundo suas declarações, ela concluiu o treinamento de astronauta da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA, sigla em inglês) em 2022. No entanto, a Nasa negou que o jovem faça parte do seu time de astronautas.

Esta pessoa não é funcionária da Nasa, pesquisadora principal ou candidata a astronauta. O Programa L’Space é um workshop para estudantes – não é um estágio ou emprego na Nasa. Seria inapropriado alegar afiliação à Nasa como parte dessa oportunidade”, afirmou a instituição em comunicado.


Laysa Peixoto comemora escolha para uma missão espacial (Foto: reprodução/Instagram/@astrolaysa)


Entenda o que aconteceu

Na última quinta-feira (5), Laysa Peixoto publicou em seu Instagram que foi escolhida para se tornar astronauta de carreira. Segundo ela, a seleção permitiria sua participação em voos espaciais tripulados, incluindo missões para estações espaciais, à Lua e a Marte.

“É uma honra levar a bandeira do Brasil comigo como a primeira mulher brasileira a cruzar essa fronteira”, escreveu a mineira. Logo, o assunto viralizou, ganhando projeção nacional, e diante da polêmica começaram as especulações sobre a veracidade das informações. O que levou a agência americana a se pronunciar.

Nasa nega ser filiada à ‘missão Titans’

A estudante brasileira declarou nas redes sociais que participará do voo inaugural da Titans Space em 2029. No entanto, a empresa não tem licença do órgão regulador dos voos espaciais tripulados nos Estados Unidos. Uma vez que essa empresa oferece viagens para “turistas espaciais” por valores a partir de US$ 1 milhão.

Embora a própria Titans Space tenha confirmado a presença da jovem mineira na missão, o nome dela não aparece no site oficial da empresa entre os membros da equipe técnica de astronautas anunciados para o projeto. Por fim, a Nasa também reforçou que não tem qualquer afiliação com a missão espacial da Titans.

Laysa Peixoto, 1ª astronauta do Brasil, vai ao espaço

Laysa Peixoto 22, será a primeira mulher brasileira a integrar uma missão tripulada no espaço como astronauta de carreira, em voo inaugural, pela empresa Titans Space, prevista para 2029, sob o comando do astronauta veterano da Nasa, Bill McArthur. O acontecimento histórico desperta o interesse de mais pessoas pela ciência astronomia no Brasil.

A Astronauta Brasileira vai representar o Brasil em uma nova fase de exploração espacial com viagens para estações espaciais privadas, além de missões tripuladas para Lua e Marte, futuramente.

“É uma enorme alegria representar o Brasil como astronauta em uma era que mudará para sempre a história da humanidade. É uma honra levar a bandeira do Brasil comigo, como a primeira mulher brasileira a cruzar essa fronteira”, comemorou Laysa, em publicação no Instagram nesta quinta-feira (5).

Sonho parecia impossível.

Já selecionada para a missão, Laysa segue com seu treinamento em voos suborbitais e missões privadas ao espaço, paralelamente à formação como piloto. “Ainda não caiu completamente a ficha, mas sinto uma gratidão imensa por toda a trajetória percorrida até aqui e por todos que fizeram e fazem parte dela. Esse era o sonho mais impossível que eu poderia ter”, escreveu. 


Foto destaque: Laysa em aeronave (Foto: reprodução/Instagram/@astrolaysa)

Caminho trilhado por Laysa.


A jovem astronauta cursou física na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG e participou de atividades e estudos no Observatório Astronômico da instituição. Laysa realmente sonha alto: conquistou a medalha de prata na 23 Olimpíada brasileira de Astronomia em 2020, além da medalha de bronze na Competição Internacional de Astronomia e Astrofísica.

Mas ela vislumbrava mais, a cientista identificou um objeto celeste inédito em 2021, quando tinha 18 anos, um asteroide, durante uma campanha promovida pela NASA em parceria com o programa International Astronomical Search Collaboration (IASC). O asteroid descoberto pela brasileira foi batizado inicialmente com as letras de seu nome. (LPS 0003): Laysa Peixoto Sena.

Laysa continuou avançando na carreira: após dois anos, ela ingressou na NASA e lá passou a liderar uma equipe de pesquisa com foco em desenvolvimento de tecnologias para exploração espacial. Os projetos da brasileira para serem lançados no espaço são o MADSS, que é uma sonda planejada para ir a Saturno em 2029, e o AquaMoon, projetado para extrair e transformar água da superfície lunar.