Casa Branca informa que Estados Unidos e China fecham acordo sobre as terras raras

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades da Casa Branca, Estados Unidos e China finalmente chegaram a um acordo para agilizar a entrega de terras raras produzidas no país asiático. A notícia foi publicada nesta quinta-feira (26), após um longo processo para encerrar a disputa econômica entre as duas maiores potências do mundo.

Durante as tentativas de negociação ocorridas em maio deste ano, na cidade de Genebra, a China se comprometeu a retirar as restrições não tarifárias impostas aos EUA em 2 de abril, logo após o presidente Donald Trump anunciar um pacote de tarifas elevadas, com a maior taxa já aplicada sobre produtos chineses. No entanto, até o momento, ainda não foi esclarecido como essas medidas serão revertidas.

Na época das disputas tarifárias entre os dois países, Pequim havia cancelado a exportação de ímãs classificados como estratégicos e uma variedade de minerais. A decisão impactou a cadeia de suprimentos de equipamentos considerados essenciais por montadoras, empresas do setor aeroespacial, fabricantes de semicondutores e fornecedores da indústria militar, responsáveis por distribuir materiais para o mundo inteiro.

“O governo e a China concordaram com um entendimento adicional para uma estrutura de implementação do acordo de Genebra”, revelou um membro da Casa Branca.

China vs EUA

Desde que o presidente americano anunciou o pacote de tarifas elevadas, Estados Unidos e China vêm travando uma guerra econômica. Em fevereiro, os EUA aplicaram uma taxa extra de 10% sobre produtos chineses, que se somava à tarifa de 10% já existente, totalizando 20%.

No entanto, em 2 de abril, Trump comunicou seu plano de “tarifas recíprocas”, que resultaria em uma nova taxação de 34% sobre produtos chineses, elevando o total para 54%.

Como retaliação às tarifas impostas pelos EUA, Pequim estabeleceu uma tarifa de 34% sobre produtos americanos, o que intensificou a guerra comercial entre os dois países. Em resposta, a Casa Branca anunciou que as taxas sobre a China subiriam mais 50%, totalizando 104% para o país asiático.


Donald Trump e Xi Jinping juntos
(foto: reprodução/x/@joaomercio)


Acordo de paz entre os dois países

No início de junho, Trump declarou que havia um entendimento com a China, pelo qual Pequim se comprometeria a fornecer ímãs e minerais de terras raras, enquanto os Estados Unidos permitiriam a entrada de estudantes chineses em suas faculdades e universidades.

Guerra no oriente médio: Donald Trump fala sobre bombardeios dos EUA nas bases nucleares do Irã

Donald Trump falou neste sábado, 21, às 20h50 (pelo horário de Brasília) sobre os ataques dos Estados Unidos às três principais bases nucleares do Irã. Que ocorreram minutos antes do pronunciamento do presidente.

No pronunciamento, realizado dentro da Casa Branca, o presidente afirmou que os ataques executados pelo país nas três principais instalações nucleares do Irã foram de alta precisão. Ele ainda pediu que guardassem os nomes: Fordow, Natanz e Isfahan, pois os bombardeios tiveram como objetivo acabar com a capacidade nuclear iraniana, já que, segundo ele, isso cessará as ameaças nucleares feitas pelo país.

Trump também continuou dizendo que só existem duas opções: paz ou tragédia para o Irã, e pediu que os ataques ocorridos nos últimos dias fossem encerrados. Ele ainda destacou o dia dos bombardeios como o mais doloroso e fatal de todos, e garantiu que, caso a paz não aconteça de imediato, os Estados Unidos continuarão atacando com urgência e com habilidade.

O país norte-americano entrou na guerra após uma semana intensa de confrontos aéreos entre Israel e Irã. Aviões de combate do exército americano explodiram as principais unidades nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Isfahan.

O presidente chamou os ataques como um grande sucesso

“Durante 40 anos, o Irã repete ‘morte à América, morte a Israel’. E agora nós estamos quebrando as suas pernas com essas bombas”, afirmou.

Donald Trump chamou o Irã de bully, expressão usada para se referir a alguém valentão, e declarou que o país é o “valentão do Oriente Médio”.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou neste domingo (22) que os Estados Unidos ultrapassaram um limite inaceitável ao atacar instalações nucleares do país. O pronunciamento foi feito durante uma coletiva de imprensa na cidade de Istambul. O chanceler também afirmou que os bombardeios realizados pelos Estados Unidos violam a Carta da ONU e o direito internacional, e ressaltou que Teerã já notificou o Conselho de Segurança da organização para a realização de uma reunião de emergência.



Ali Khamenei, líder supremo do Irã (Foto: reprodução/x/@QGdoPOP)

EUA e Israel

Trump também aproveitou a ocasião para parabenizar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e os militares americanos e israelenses que, de acordo com ele, trabalharam juntos para exterminar as ameaças. Ressaltou ainda que não há força militar capaz de fazer o que os Estados Unidos fizeram.

Na manhã deste domingo (22), o governo americano realizou uma coletiva de imprensa no Pentágono, sede responsável pelo Departamento de Defesa, para esclarecer os combates feitos ao Irã.

Polícia Federal já sabe onde está a deputada Carla Zambelli, e sua prisão pode acontecer a qualquer momento

A Polícia Federal revela que já sabe onde está a deputada Carla Zambelli, que se encontra na Itália, após ter sido condenada a 10 anos de prisão. De acordo com a PF, a prisão de Zambelli pode ocorrer até este sábado (14).

Em entrevista concedida à página pessoal de Andréia Sadi, o diplomata brasileiro na Itália, Renato Mosca, informou que o governo italiano já recebeu o pedido de extradição de Carla Zambelli, registrado na última quinta-feira (12). A solicitação agora está sob responsabilidade das autoridades italianas, que devem atender à ordem da Interpol para efetuar a prisão da deputada foragida.

“Evidente que há uma mobilização para deter a deputada porque ela está na lista de difusão vermelha da Interpol. As autoridades judiciais italianas acataram o pedido e, hoje, ela poderá ser presa a qualquer momento”, revelou o embaixador ao Estúdio i.

Ele ainda explicou que, no momento, não há uma ação ou um mandado de captura e apreensão. De acordo com a legislação italiana, Zambelli não pode ser detida enquanto estiver em sua residência no país. Além disso, foi revelado que há um pedido de prisão provisória em andamento contra a ex-parlamentar. Segundo o embaixador, existe um mandado de prisão provisória com objetivo de extradição, baseado no pedido feito pelo governo brasileiro à Interpol e validado pela Justiça italiana.

Condenação

 Carla Zambelli foi sentenciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pelos delitos de violação ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por lançamento de informações fraudulentas no Banco Nacional de Mandados de Prisão. Entre os registros estava um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes.

Ela também está sendo investigada pelo uso ilegal do porte de armas e por constrangimento indevido, quando perseguiu um eleito do atual presidente Lula no período das eleições de 2022, em que ele era o candidato.

Após a sentença, a parlamentar deixou o país usando a fronteira da Argentina, de onde partiu para os EUA e agora está em Roma, na Itália. Após sua fuga para o exterior, o STF emitiu a solicitação para incluir o nome da deputada licenciada na lista vermelha de procurados da Interpol. A solicitação foi aprovada, permitindo que ela possa ser presa fora do Brasil, mesmo tendo cidadania italiana.


Embaixador Renato mosca fala sobre o mandado de extradição de Zambelli (vídeo: reprodução/YouTube/Veja+)


Pedido de licenciamento do mandato

 Zambelli está afastada do mandato por 127 dias, durante os quais Coronel Tadeu a substituirá na Câmara. Em entrevista ao blog da Natuza Nery, ela declarou que não deseja ser vista como foragida e que está tentando se “regularizar” junto às autoridades italianas. A deputada também afirmou que deixou o país em busca de proteção contra o que considera uma perseguição política.

Investigação revela o que pode ter provocado a queda do avião na índia

O que de fato ocorreu com a aeronave AI171 da companhia Air India, que caiu nesta quinta-feira a poucos quilômetros do aeroporto, matando 241 pessoas e deixando apenas um sobrevivente? O caso está sendo investigado por especialistas indianos, com o apoio de peritos americanos e do Reino Unido, para identificar as possíveis causas da queda.

Esta é a primeira vez que o Boeing 787-8 Dreamliner, que entrou em operação em 2011, se envolve em um acidente, de acordo com informações obtidas pelos operadores do aeroporto. A queda teria ocorrido a apenas 1,5 km da pista do Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel, na cidade de Ahmedabad, no estado de Gujarat, Índia.

O jornal BBC entrevistou agentes aéreos e pilotos que atuam na Índia para entender o que pode ter provocado a queda da aeronave. Alguns profissionais, que preferiram não se identificar, afirmaram que costumam voar frequentemente com o Dreamliner, partindo dos aeroportos internacionais do país, e tentam compreender quais razões poderiam ter causado o impacto contra os prédios residenciais na região central de Ahmedabad, minutos após a decolagem.

Falhas para decolar

O Boeing 787-8 Dreamliner foi comandado pelo capitão Sumeet Sabharwal e pelo segundo piloto Clive Kundar. Ambos tinham ampla experiência, totalizando mais de 9 mil horas de voo. Sabharwal contava com uma trajetória de mais de 22 anos na aviação comercial.

A aeronave, que transportava 242 passageiros, deslocava-se pela pista do Aeroporto Internacional de Ahmedabad na tarde do dia 12 de junho. O avião levantou voo às 13h39, horário local (5h09 pelo horário de Brasília), informou a companhia aérea Air India.

Segundo o ministro do Interior da Índia, o avião carregava 100 toneladas de combustível ao decolar de Ahmedabad. Ainda de acordo com o órgão responsável pela aviação indiana, minutos após a decolagem, a cabine emitiu um sinal de alerta.

Depois disso, a aeronave não respondeu mais. Ainda não está claro o que motivou o pedido de socorro, porém informações fornecidas pelo único sobrevivente indicam que, antes da decolagem, ele ouviu um forte estrondo e percebeu que a aeronave enfrentava dificuldades para levantar voo.



 Boeing 787-8 Dreamliner da companhia Air India (Vídeo:reprodução/YouTube/BBC)


Avião voando baixo

O serviço BBC Verify autenticou imagens que mostram a aeronave voando próxima ao solo sobre um bairro residencial. As informações divulgadas revelaram que o avião alcançou uma altitude de 109 metros e, ao descer, ficou entre árvores e edifícios antes de explodir.

“Não haveria tempo para reagir se ele perdesse os dois motores”, afirmou um piloto.

Segundo imagens de câmeras de segurança verificadas pela BBC, a aeronave permaneceu no ar por cerca de 30 segundos. Logo depois, ocorreu a colisão com as áreas residenciais, que foram destruídas devido ao impacto da queda.

Trump pretende manter Starlink na Casa Branca mesmo após rompimento com Elon Musk

Nesta segunda-feira (09), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que não pretende descontinuar o serviço da Starlink na Casa Branca. O serviço de internet via satélite é de uma das empresas do bilionário Elon Musk, com quem o presidente trocou insultos na semana passada. 

“Talvez eu mude um pouco o Tesla de lugar, mas acho que não faremos isso com o Starlink. É um bom serviço”, disse o presidente norte-americano.

Desde a corrida presidencial de Trump em 2024, o bilionário Elon Musk se juntou ao republicano, iniciando um vínculo que não viria a durar por muito tempo. Isso porque, no último dia 30 de maio Musk informou sua saída oficial do governo.

Apesar do rompimento no último dia 30, a desavença só se tornou pública na última quinta-feira (05), quando ambos trocaram farpas através das redes sociais.


Matéria da CNN Politics sobre a desavença entre Trump e Musk (Foto: reprodução/X/@CNNPolitics)


O estopim da briga

A troca de ofensas entre o presidente norte-americano e o bilionário da Tesla começou na última quinta-feira (05), quando Musk criticou o novo projeto de lei orçamentária proposto pelo governo Trump. 

Nomeado de “One Big Beautiful Bill”, o projeto visa implementar cortes permanentes de impostos, principalmente sobre heranças e rendas individuais, além da inclusão de novas reformas em programas sociais, políticas de imigração e energia. 

No último dia 30, Musk já havia criticado o projeto, alegando que, diferente do que é defendido por Trump, a nova medida apenas aumentará o déficit do governo. A oposição do bilionário atrapalhou os esforços republicanos para a implementação do projeto no congresso.

O presidente, por sua vez, afirma que Musk ficou chateado, pois parte do projeto pode atingir a Tesla, empresa do bilionário, já que retira incentivos fiscais para carros elétricos.

Os insultos trocados por Trump e Musk

Na última quinta-feira (05), a desavença política entre o presidente norte-americano Donald Trump e o bilionário Elon Musk se tornou pública, após ambos trocarem insultos pelas redes sociais. 

Através da rede social “Truth Social”, Trump ameaçou cortar todos os laços do governo com as empresas de Musk, alegando que “A maneira mais fácil de economizar dinheiro no nosso orçamento é encerrar os subsídios e contratos governamentais do Elo”.

Em resposta, Musk ameaçou desativar a nave espacial Dragon, da SpaceX, muito importante para o projeto espacial norte-americano que visa colocar novamente o homem na lua. Além disso, Musk afirmou que sem ele Trump não teria vencido as eleições:

“Sem mim, Trump teria perdido a eleição, os democratas controlariam a Câmara e os republicanos estariam em desvantagem de 51 a 49 no Senado. Quanta ingratidão”, publicou o bilionário na última quinta-feira (05).

Ele ainda afirma que o nome de Trump está nos arquivos da investigação do caso Epstein (empresário acusado de ter abusado de mais de 250 meninas menores de idade) e que “essa é a verdadeira razão pela qual eles não foram tornados públicos”. 

Elon Musk apagou algumas das suas publicações que insultavam Trump e o seu governo, entretanto, a desavença ainda não tem um desfecho. 

Saída de MC Poze provoca tumulto na porta do sistema penitenciário

Depois da libertação do funkeiro MC Poze do Rodo, que estava preso desde a última quinta-feira (29), milhares de fãs aguardaram a saída do cantor na porta do presídio. Ao sair, o funkeiro foi recebido pela esposa, Vivi Noronha, que o esperava dentro do carro do casal. Entre os presentes estava o MC Oruam, que subiu em cima de um ônibus e acenou para a multidão. No entanto, em uma postagem nas redes sociais, o cantor revelou ter sofrido violência por parte da Polícia Militar, que, logo após o ocorrido, teria cometido represálias contra os fãs do artista.


“Vocês não querem tumulto na frente do presídio? Então vai prender bandido. MC não é bandido. Vai prender inocente? Nós vai lá na frente do presídio mesmo”, escreveu Oruam.

No início da semana, o Poder Judiciário estadual do Rio de Janeiro acatou a solicitação do habeas corpus e ordenou a soltura do artista, que estava sendo investigado por suposto envolvimento com o crime organizado e por fazer apologia à organização por meio de suas músicas.

De acordo com a Seap, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, o artista deixou a unidade prisional ao lado de seus advogados, às 14h50, vestindo a roupa padrão fornecida aos detentos: uma camisa branca, uma bermuda preta e um chinelo.

Liberdade por ausência de documentos oficiais

Segundo o habeas corpus, a prisão do MC não atendia aos requisitos legais necessários para sua manutenção. A defesa também ressalta que a associação do artista aos membros da facção criminosa foi baseada em uma presunção relacionada ao seu perfil: um jovem negro e oriundo da periferia.

“O paciente é primário e ostenta bons antecedentes”, afirmam os advogados do MC. O comunicado também destaca que ele já havia sido inocentado em duas acusações semelhantes à atual. Em relação ao suposto envolvimento de Poze com o tráfico de drogas, os argumentos foram pautados nas letras das canções do cantor, ressaltando mais uma vez que não há comprovações que indiquem que o funkeiro traficava.


Mc Poze do Rodo foi solta nesta terça-feira (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN)

Protesto pela prisão do MC

Durante a prisão de Poze, fãs e alguns famosos protestaram contra a detenção do MC. Centenas de pessoas foram às ruas na noite do dia 29, pedindo a libertação do cantor. Pelo menos 100 motos foram até o portão do presídio de Benfica, mas o “rolezinho”, como foi descrito pela Seap, foi dispersado por bombas de efeito moral lançadas pelos policiais.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que as medidas foram necessárias, pois houve ameaça de invasão por parte dos motoqueiros.

PGR emite mandado de prisão preventiva e solicita a inclusão do nome da deputada na lista de procurados da Interpol

A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu, nesta terça-feira (3), a inclusão do mandado de prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli na lista de procurados da Interpol, após sua saída do país. A deputada, que deixou o Brasil e comunicou estar na Flórida, EUA, e que pretende ir para a Itália devido ao seu passaporte italiano, afirmou que solicitará licença do cargo político para se submeter a um tratamento médico.

O encargo, sigiloso, foi entregue por Paulo Gonet, procurador-geral da República. A Rede Globo teve acesso aos documentos.

“Não se trata de antecipação do cumprimento da pena aplicada à ré, mas da imposição de prisão cautelar, de natureza distinta da prisão definitiva, com o fim de assegurar a devida aplicação da lei penal”, segundo o relatório.

“Há necessidade, além disso, para a eficácia da medida requerida e igualmente para assegurar a aplicação da lei penal, da inclusão do nome da parlamentar requerida na difusão vermelha da INTERPOL, com a suspensão de seu passaporte e imediata comunicação aos países”, concluiu o procurador, que solicitou o congelamento dos bens da parlamentar.

A deputada está sendo considerada foragida

Segundo a PGR, a deputada já deve ser considerada foragida por ter se retirado do país, comunicado publicamente sua permanência no continente europeu e pela transgressão da determinação condenatória expedida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), onde foi decidido que a pena fosse cumprida em regime fechado.

A deputada foi sentenciada há 20 dias, por unanimidade, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão em razão da violação aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

No ano de 2023, a parlamentar teve seu passaporte confiscado enquanto estava sendo investigada; no entanto, o documento foi devolvido, e ela não estava proibida de deixar o país. Mas, em 2025, após ser condenada, a legisladora federal deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina, seguiu para a capital do país, Buenos Aires, e de lá pegou um voo para o estado da Flórida, nos Estados Unidos.

Procurados pela GloboNews, os ministros do STF entenderam a viagem inesperada da deputada como uma fuga do país para evitar as resoluções do julgamento.


Carla Zambelli, deputada federal (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN)

Ações contra Zambelli

Essa não é a única condenação para a deputada. Em março deste ano, ela foi condenada a 5 anos e 3 meses de reclusão, além de ter a cassação do mandato, porém a sentença foi suspensa após a requisição do ministro Nunes Marques.
Ela também é alvo de outras investigações no STF e pela Justiça Eleitoral.

Zambelli também é ré em processo penal pelo STF devido ao porte ilegal de armas e constrangimento ilegal, após perseguir com uma arma de fogo e coagir um eleitor do atual presidente Lula, que na época era candidato à presidência. O caso ocorreu em outubro de 2022. Ela também está sendo apurada em duas ações sigilosas.

Justiça condena Léo Lins por piadas preconceituosas

A Justiça Federal de São Paulo condenou o comediante Léo Lins a oito anos e três meses de prisão em regime fechado. A sentença veio após a divulgação de um vídeo, publicado em 2022, no qual ele faz piadas consideradas discriminatórias contra diferentes grupos sociais. A decisão, proferida pela 3ª Vara Criminal Federal, também determinou o pagamento de multa de cerca de R$ 1,4 milhão, além de uma indenização de R$ 303,6 mil por danos morais coletivos.

O Ministério Público Federal (MPF), autor da denúncia, afirmou que o conteúdo do vídeo atinge diretamente minorias como negros, pessoas com deficiência, LGBTQIAPN+, judeus, indígenas, nordestinos, evangélicos e outros. Ainda segundo o MPF, a publicação alcançou mais de três milhões de visualizações antes de ser removida por ordem judicial em 2023.

Condenação destaca desprezo pelas consequências

Durante o show, Léo Lins reconheceu o teor ofensivo das piadas e chegou a dizer que sabia dos riscos jurídicos. Ainda assim, manteve o tom debochado e desrespeitoso ao longo da apresentação. A forma como ele reagiu, de acordo com a decisão, tornou sua conduta ainda mais grave.


Léo Lins é condenado a 8 anos de prisão (Vídeo: reprodução/YouTube/Splash)

A juíza responsável pelo caso ressaltou que, embora o humor seja uma forma legítima de expressão, ele não pode ser usado como escudo para disseminar ódio, intolerância ou preconceito. “O exercício da liberdade de expressão não é absoluto nem ilimitado”, destacou a decisão, que afirmou ainda que, em casos de conflito, a dignidade da pessoa humana e a igualdade devem prevalecer.

Caso reacende debate sobre os limites do humor

Com a condenação, o caso reacende um debate já antigo: até onde vai o direito de fazer piada, e quando ele cruza a linha da violência simbólica? Para muitos, o episódio mostra que o riso não deve servir como escudo para discursos de ódio. Alguns, no entanto, enxergam na decisão um risco à autonomia artística e à livre expressão.

Enquanto isso, a assessoria de Léo Lins ainda não se manifestou sobre a decisão. O humorista pode recorrer da sentença, que por enquanto marca uma das decisões mais duras já aplicadas no país envolvendo conteúdo humorístico e preconceito.

MEC reforça ensino presencial e muda regras do EAD no Brasil

O Ministério da Educação (MEC) decidiu agir para garantir mais qualidade no ensino superior brasileiro. Na última segunda-feira (19), o governo publicou uma portaria que determina novas regras para os cursos oferecidos na modalidade semipresencial. A principal mudança obriga instituições a oferecerem, no mínimo, 40% da carga horária presencial em graduações das áreas de Saúde, Engenharia, Produção, Construção, Agricultura, Silvicultura, Pesca e Veterinária.

Governo impõe presença obrigatória em cursos estratégicos

Por outro lado, cursos de outras áreas, como Administração, Comunicação e Economia, deverão reservar ao menos 30% da carga horária para atividades com presença física. Além disso, todos os cursos, independentemente da área, precisam incluir no mínimo 20% de aulas presenciais ou síncronas ao vivo, com participação direta dos professores.

Com essa decisão, o MEC pretende equilibrar os avanços da educação digital com a necessidade de manter uma formação sólida e conectada à prática profissional.


Lula assina nova política para cursos EAD no ensino superior brasileiro (Vídeo: reprodução/YouTube/Sbt Brasil)

Medicina, Direito e Psicologia terão ensino 100% presencial

Ao mesmo tempo, em que amplia o controle sobre o EAD, o MEC também estabelece limites mais rígidos para determinadas áreas. Cursos como Medicina, Direito, Enfermagem, Odontologia e Psicologia só poderão ser oferecidos no formato totalmente presencial. Em contrapartida, outras formações em Saúde e nas licenciaturas poderão ser mantidas em modelo semipresencial — desde que cumpram os critérios mínimos de qualidade definidos pela nova política.

Além disso, o decreto estabelece que nenhum curso poderá ser 100% a distância. Mesmo nas graduações classificadas como EAD, será obrigatório que os alunos participem de atividades físicas, como estágios, práticas laboratoriais, ações de extensão e avaliações presenciais. Essas provas devem representar o maior peso na nota final e avaliar, sobretudo, a capacidade dos estudantes de analisar, sintetizar e aplicar conhecimentos, na prática.

Polos precisarão ter estrutura mínima e mediadores capacitados

Outra mudança importante envolve os polos de apoio ao EAD, que funcionam fora do campus principal das instituições. A partir de agora, esses espaços precisarão oferecer uma infraestrutura mínima obrigatória, como laboratórios, salas de estudo, coordenação acadêmica e conexão de internet estável. Além disso, o MEC proíbe o uso compartilhado de polos entre instituições, visando assegurar suporte exclusivo e qualificado aos estudantes.

O MEC também introduziu uma nova função pedagógica: a de mediador pedagógico. Ao contrário dos antigos tutores, que exerciam funções administrativas, os mediadores atuarão diretamente no processo de ensino-aprendizagem e precisarão ter formação compatível com o curso e vínculo direto com a instituição. A meta é qualificar o acompanhamento oferecido aos estudantes e promover mais interação com os professores.

Com a implementação da nova política, o governo pretende conter o crescimento desordenado dos cursos EAD, que nos últimos anos superaram as matrículas presenciais. Embora a modalidade tenha ampliado o acesso à educação superior, a falta de regulação favoreceu a proliferação de graduações com baixo desempenho em avaliações como o Enade.

Com regras mais claras e ênfase na presença física, o MEC reforça a credibilidade do ensino a distância e assegura uma formação mais sólida, prática e alinhada às demandas do mercado. As instituições terão até dois anos para se adaptar às mudanças, mas o recado já foi dado: educação de qualidade exige presença, estrutura e compromisso.

Surfistas avistam tubarão na Barra da Tijuca e interrompem aula

Surfistas que participavam de uma aula na manhã de domingo (18), na Praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, se depararam com um visitante inesperado. Um tubarão surgiu nadando próximo à arrebentação, no Posto 5, e levou o instrutor Pablo Duarte a agir com rapidez, retirando imediatamente seus alunos da água como medida de precaução e segurança.

Enquanto todos voltavam à areia em segurança, o fotógrafo Juan Duarte, filho de Pablo, pegou sua câmera e conseguiu registrar o momento raro. “O tubarão tinha entre 2,5 e 3 metros”, descreveu Juan. Apesar do susto, todos saíram ilesos e a situação foi contornada com calma e agilidade.

Biólogo identifica a espécie e tranquiliza banhistas

Após analisar as imagens captadas, o biólogo marinho Marcelo Szpilman identificou o animal como um tubarão-martelo. De acordo com ele, o tamanho da nadadeira dorsal e o padrão de nado confirmam a espécie, que costuma ser avistada na costa brasileira.


Tubarão foi flagrado na Praia da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro (Vídeo: reprodução/Youtube/SBT News)


“O tubarão provavelmente seguia um cardume de peixes para se alimentar, o que explica sua aproximação da arrebentação”, explicou Szpilman. O especialista ressaltou que o tubarão não demonstrou nenhum sinal de agressividade durante o avistamento. “Não há motivo para alarde”, tranquilizou.

Encontros com tubarões no Rio são raros

Szpilman também destacou que o risco de ataques de tubarões no litoral do Rio de Janeiro continua sendo extremamente baixo. “Nos últimos 200 anos, apenas oito incidentes envolvendo tubarões foram registrados em toda a região”, afirmou o biólogo. Segundo ele, o medo generalizado costuma ser alimentado mais pela desinformação do que por dados reais.

O episódio, embora incomum e inesperado, reforça a importância de mantermos o respeito à vida marinha e à preservação da natureza. Para os surfistas que vivenciaram a cena de perto, ficou o susto — e um registro raro que certamente permanecerá marcado na memória, nas conversas e nas lentes de uma manhã extraordinária.