A Academia Brasileira de Cinema divulgou nesta segunda-feira (8) os seis filmes finalistas que disputam a vaga brasileira para o Oscar 2026. A princípio, o anúncio do escolhido será feito no próximo dia 15 de setembro, em cerimônia oficial.
À primeira vista, entre os concorrentes estão Baby, de Marcelo Caetano; Kasa Branca, de Luciano Vidigal; Manas, de Marianna Brennand; O agente secreto, de Kleber Mendonça Filho; O último azul, de Gabriel Mascaro; e Oeste outra vez, de Erico Rassi.
Elenco e direção de O Agente Secreto no 78º Festival Anual de Cinema de Cannes, França (Foto: reprodução/Andreas Rentz/Getty Images Embed)
Favoritismo recai sobre Kleber Mendonça Filho
Embora O último azul, vencedor do Urso de Prata em Berlim, seja forte candidato, as apostas se concentram em O agente secreto. Atualmente, o filme de Kleber Mendonça Filho venceu prêmios importantes em Cannes, incluindo melhor direção e melhor ator para Wagner Moura. Além disso, já possui distribuição garantida nos Estados Unidos pela Neon, empresa responsável por Anora, último vencedor do Oscar.
Portanto, essa vantagem fortalece as chances de O Agente Secreto conquistar a indicação. A estreia do longa está marcada para novembro, um fator que mantém o título em alta no debate crítico e no interesse do público.
Reconhecimento internacional e expansão do cinema nacional
Ao passo que o cinema brasileiro vive momentos de destaque, os filmes têm tido cada vez mais visibilidade. Além da corrida pelo Oscar, a produção nacional tem marcado presença em festivais de renome. O Festival do Rio, por exemplo, exibirá O Agente Secreto e trará também a aguardada série Tremembé, inspirada em casos criminais brasileiros como de Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga e os irmãos Cravinhos.
Por outro lado, um marco recente foi o sucesso de Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, vencedor da Federação Internacional de Críticos de Cinema, a FIPRESCI Grand Prix, como melhor filme de 2025. Desse modo, a produção emocionou plateias em mais de 30 países e registrou milhões de espectadores apenas no Brasil.
Com resultados expressivos, o cinema nacional reafirma sua relevância global. A criação da “Casa do Cinema Brasileiro”, no Rio de Janeiro, reforça ainda mais esse novo capítulo da história cultural do país.
