Ministro da Defesa da Coreia do Sul assume responsabilidade por lei marcial e renúncia cargo

O Ministro da Defesa da Coreia do Sul apresentou nesta quarta-feira (4), o seu pedido de demissão ao presidente Yoon Suk Yeol. Kim Yong-hyun se desculpou e assumiu a responsabilidade pela crise causada pela lei marcial. A lei foi decretada pelo presidente e revogada pelo Parlamento.

O Ministro enviou uma declaração aos jornalistas nesta quarta-feira (4). Ele pede desculpas e assume total responsabilidade por todos os assuntos relacionados à lei.

Em primeiro lugar, lamento profundamente e assumo total responsabilidade pela confusão e preocupação causadas ao povo e relação à lei marcial emergencial. Assumi total responsabilidade por todos os assuntos relacionados à lei marcial e apresentei minha renúncia ao presidente”, disse Kim

O ministro se tornou alvo de pedidos de impeachment, assim como o presidente, após o decreto da lei marcial.

O pedido de demissão

Kim Yong-hyun também renunciou ao cargo após o chefe do gabinete da presidência e outros dez assessores também entregarem seus cargos. Entre eles estão: Chung Jin-suk, chefe de gabinete presidencial; o conselheiro de Segurança Nacional, Shin Won-sik; e Sung Tae-yoon, chefe de gabinete para política, além de outros sete assessores do primeiro escalão do governo.

Os pedidos de renúncia foram entregues ao presidente. Entretanto, por Kim Yong-hyun ser um Ministro, o chefe do Executivo precisa aprovar o pedido.


Prostestos da Coreia do Sul contra a lei marcial (Foto: reprodução/Carta Capital)

A lei marcial

O presidente da Coreia do Sul anunciou a medida nesta terça-feira (3), a fim de restringir direitos civis, substituindo a legislação comum por leis militares. Em discurso, Yoon disse que a lei era necessária para “Proteger o país das forças comunistas norte-coreanas” e para “Eliminar elementos anti-estado“. A medida pegou os sul-coreanos de surpresa e mobilizou a população sul-coreana a realizar vários protestos.

A lei permaneceu em vigor por seis horas no país e logo o presidente anunciou que iria revogar o decreto após os deputados fazerem uma votação de emergência para rejeitar a medida.

CCJ aprova PEC que proíbe o aborto no Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, em 27 de novembro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a proibição do aborto no Brasil. O texto agora segue para análise em uma comissão especial, responsável por discutir o mérito da proposta e com poder para sugerir alterações no conteúdo. A formação dessa comissão dependerá de uma decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), cujo mandato está vigente até o final de 2024.

No Brasil, o aborto é considerado crime pela legislação vigente, com punições previstas no Código Penal para quem o realiza ou auxilia na prática. Contudo, existem exceções em que a interrupção da gravidez é legalmente permitida. Essas situações são: quando a gestação oferece risco de morte para a mulher, nos casos de gravidez resultante de estupro e, desde 2012, quando o feto é diagnosticado com anencefalia, uma condição incompatível com a vida fora do útero.

Segundo o deputado Bacelar (PV-BA), a PEC 164/12 é inconstitucional. 

“Ao proibir o aborto em quaisquer circunstâncias, esse texto é incompatível com os direitos fundamentais e com os princípios da dignidade da pessoa humana”, afirma o deputado.


Protesto contra projeto de lei antiaborto (Foto: reprodução/ NELSON ALMEIDA / Colaborador/ Getty Images Embed)


Países em que o aborto é legalizado

O aborto é legal em diversos países, com regulamentações que variam conforme os contextos culturais, sociais e políticos. Em muitos locais, ele é permitido sem a necessidade de justificativa, desde que respeite um limite gestacional. Na América Latina, países como Uruguai, Argentina e Colômbia legalizaram o procedimento dentro de prazos específicos, geralmente até 12 ou 14 semanas. No Canadá, o aborto é completamente descriminalizado, sem restrições de tempo.

Na Europa, a maioria dos países, como França, Espanha e Suécia, permite o aborto, também com limites entre 10 e 18 semanas. Na Ásia, países como Japão e Coreia do Sul permitem o procedimento sob condições específicas. Na Oceania, o aborto é legal em toda a Austrália e Nova Zelândia, com variações nos prazos. Na África, nações como África do Sul e Tunísia também legalizaram a prática, embora o acesso seja limitado em regiões mais conservadoras.

Estados Unidos

O principal retrocesso em relação ao aborto nos Estados Unidos ocorreu em 2022, quando a Suprema Corte do país derrubou a decisão que havia garantido o direito constitucional ao aborto em nível federal por quase 50 anos. Com essa reversão, os estados passaram a ter autonomia para determinar suas próprias leis sobre o tema, resultando em uma onda de proibições e restrições severas em várias regiões do país, especialmente nos estados governados por legisladores conservadores.

Tiktok enfrenta futuro incerto nos EUA

Nesta segunda-feira (16), o TikTok esteve frente a frente com o governo dos Estados Unidos em uma audiência no Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia. O tema central foi a contestação da plataforma e de sua empresa-mãe, ByteDance, contra a lei que obriga a venda do aplicativo de vídeos curtos por seus proprietários chineses, sob risco de proibição nos EUA.

Tensões entre Estados Unidos e China

A decisão vem em meio a tensões crescentes entre EUA e China, com o governo americano alegando preocupações de segurança nacional, e o aumento de

A lei em questão foi aprovada pelo Congresso dos EUA em abril, dando prazo até janeiro de 2025 para que a ByteDance deixe de ser proprietária do TikTok. Caso contrário, o aplicativo será banido do país.


Protestos contra o banimento da plataforma de vídeos vem sendo realizados no país (Foto: reproduçao/NewsAnna Moneymaker/Getty Images Embed)


A administração do presidente Joe Biden vem argumentando que alcance da plataforma em solo americano poderia ser utilizado pela China para obter dados de usuários e influenciar conteúdos, ameaçando a segurança nacional.

Proibição violaria à primeira emenda, da constituição do país

Por outro lado, a defesa do TikTok rebate que a proibição seria uma violação à Primeira Emenda, que protege a liberdade de expressão. A empresa afirma que a plataforma dá voz a 170 milhões de americanos e que a venda forçada poderia prejudicar a tecnologia que torna o aplicativo único.

O aplicativo ainda é amplamente conhecido pelo seu apelo entre o público jovem, que consome intensamente a plataforma.

Especialistas acreditam que, independentemente da decisão do Tribunal de Apelações, o caso será levado à Suprema Corte, que terá a difícil tarefa de equilibrar questões de liberdade de expressão e segurança nacional. Enquanto isso, o futuro do TikTok permanece incerto nos Estados Unidos.

Maduro antecipará o Natal na Venezuela para 1º de Outubro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (2), que o Natal será antecipado para o dia 1º de outubro. A decisão foi divulgada durante um pronunciamento transmitido pela televisão estatal, no qual Maduro afirmou que a medida é um gesto de agradecimento ao povo venezuelano.

Embora ainda seja setembro, o espírito natalino já está presente. Portanto, para homenagear e agradecer a todos vocês, decidi que este ano as celebrações de Natal começarão em 1º de outubro”, declarou o presidente. A antecipação das festividades natalinas ocorre em um contexto de tensões políticas no país, com manifestações contra o governo após suspeitas de fraude eleitoral nas recentes eleições.

Oposição contesta resultado das eleições

A decisão de antecipar o Natal foi anunciada no mesmo dia em que a Promotoria venezuelana pediu a prisão de Edmundo González Urrutia, ex-candidato da oposição. Urrutia, com a opositora María Corina Machado, acusa Maduro de ter fraudado os resultados das eleições de 28 de julho para garantir sua reeleição. A oposição realizou uma contagem independente dos votos, que mostrou boletins de urna apontando para a vitória de Urrutia.

No entanto, o governo venezuelano e suas autoridades, alinhadas ao chavismo, consideram as ações da oposição como ilegais. O mandado de prisão contra Urrutia menciona crimes como usurpação de funções, falsificação de documentos públicos, incitação à desobediência civil, formação de quadrilha, sabotagem e associação ilícita. As acusações foram detalhadas pelo portal argentino Infobae.


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (Foto: Reprodução/Federico Parra/AFP)

Repercussão internacional e medidas dos EUA

Além dos acontecimentos internos, a situação na Venezuela chamou a atenção internacional, especialmente dos Estados Unidos. Também nesta segunda-feira, autoridades americanas apreenderam um jato presidencial de Maduro, que estava estacionado na República Dominicana. Os Estados Unidos alegam que a compra do Dassault Falcon 900 violou sanções econômicas impostas ao regime venezuelano, sendo o jato transferido para a Flórida.

A decisão de Maduro de antecipar o Natal ocorre em meio a um cenário de crise política e econômica no país. Com a medida, o presidente parece buscar uma forma de apaziguar os ânimos da população, tentando desviar o foco das tensões políticas que têm marcado sua gestão. Enquanto isso, a oposição e a comunidade internacional continuam a pressionar por respostas e transparência em relação ao processo eleitoral e às sanções econômicas em vigor.

ONU denuncia abuso de força e detenções arbitrárias na Venezuela pós-eleições

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, expressou preocupação com o aumento de detenções arbitrárias e o uso desproporcional da força na Venezuela desde as eleições presidenciais realizadas em 28 de julho. De acordo com Türk, essas ações têm contribuído para um clima de medo no país, onde mais de 2,4 mil pessoas foram presas após o anúncio da reeleição de Nicolás Maduro.

Mortes e Prisões Marcam Resposta do Governo

Conforme relatado pela ONU, muitas dessas detenções envolvem acusações de incitação ao ódio ou violação da legislação antiterrorismo. Além disso, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, informou que pelo menos 25 pessoas morreram e 192 ficaram feridas em protestos que eclodiram após a divulgação dos resultados eleitorais. A repressão violenta foi amplamente criticada por organizações de direitos humanos, que veem nas ações do governo uma tentativa de silenciar a oposição.

Os protestos ocorreram em diversas cidades venezuelanas, incluindo Caracas, e envolveram tanto bairros pobres quanto áreas tradicionalmente chavistas. A oposição, liderada por figuras como Edmundo González Urrutia, contesta a legitimidade da vitória de Maduro, alegando fraude eleitoral. O Centro Carter, um dos poucos observadores internacionais presentes, afirmou que as eleições não atenderam aos padrões de imparcialidade democrática.


Policial joga bomba de gás lacrimogêneo contra manifestantes na Venezuela (Yuri CORTEZ/AFP)

ONU e TPI Mantêm Pressão Internacional

A situação na Venezuela atraiu a atenção não só da ONU, mas também do Tribunal Penal Internacional (TPI). Karim Khan, procurador-geral do TPI, confirmou que seu escritório recebeu diversos relatos de violência contra manifestantes. Khan afirmou que está monitorando de perto os eventos no país e poderá abrir investigações se houver evidências suficientes de crimes contra a humanidade.

Volker Türk pediu a libertação imediata de todos os detidos de forma arbitrária e a garantia de julgamentos justos para os acusados. Ele destacou que o uso desproporcional da força e ataques a manifestantes, especialmente por apoiadores armados do governo, não devem ser tolerados. Além disso, Türk expressou preocupações sobre possíveis novas legislações que poderiam restringir ainda mais o espaço cívico e democrático na Venezuela.

Apesar das pressões internacionais, o governo de Maduro continua a descrever os protestos da oposição como atos de terrorismo. Tarek William Saab, em declarações recentes, comparou a situação no país à guerra na Ucrânia, acusando os Estados Unidos de financiarem uma tentativa de golpe contra um governo legitimamente eleito. A retórica agressiva do governo indica que, por enquanto, pouco deve mudar na abordagem adotada para lidar com a oposição interna.

Multidão protesta contra guerra em Gaza durante abertura da Convenção Democrata

Nesta segunda-feira, milhares de manifestantes pró-palestinos, majoritariamente pacíficos, realizaram uma marcha em Chicago, enquanto o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, comparecia ao dia de abertura da Convenção nacional democrata. A manifestação foi um ato para demonstrar força contra o apoio do governo Biden à Israel na guerra de Gaza.

Tensão aumenta com rompimento de barreiras de segurança

Embora a maioria das manifestações tenha sido pacifica, dezenas de pessoas quebraram parte da cerca de segurança de perímetro, o que chamou a atenção da tropa de choque, conforme relatado uma testemunha à Reuters. Um porta-voz da cidade informou que as autoridades estavam no local e que mais informações seriam divulgadas posteriormente.

Críticas à vice-presidente Kamala Harris durante o protesto

Foi quando os manifestantes chegaram a um parque e fizeram uma pausa como forma de amplificar seus pedidos de cessar-fogo, os gritos e bordões ficaram cada vez mais intensos, isso antes da cerca ser violada. Em meio a gritos e palavras de ordem, a multidão demonstrou sua insatisfação com a vice-presidente Kamala Harris, apelidando-a de “Killer Kamala” (Kamala Assassina). A policia local precisou formar um perímetro ao redor do parque a pé e alguns de bicicleta.

Horas antes do discurso de Biden, os organizadores da marcha se decepcionaram em relação a quantidade de manifestantes, que foi menor do que o esperado. A passeata foi iniciada perto do local onde delegados indicaram Kamala como Candidata a presidência nas eleições de novembro. “Era esperado uma quantidade de manifestantes que fosse o suficiente para que enchesse um parque e a rota da marcha”, disse Hatem Abudayyeh, porta voz dos organizadores.

Mas, durante a tarde, haviam vários manifestantes reunidos para ouvir o discurso, porém o parque estava apenas metade cheio. A coalizão organizadora, composta por mais de 200 grupos, defendia uma ampla gama de causas, desde direitos reprodutivos até justiça racial, com muitos manifestantes vindos de comunidades palestinas e árabes de Illinois e estados vizinhos.


Manifestação pró-Palestina em Chicago (Foto: reprodução/Tyler Pasciak LaRiviere/Sun-Times)

Roman Fritz, um jovem de 19 anos e delegado de Wisconsin, usava um lenço com o tradicional padrão palestino e planejava participar da marcha, mas sem intenção de interromper os eventos oficiais. Ele também expressou apoio à candidatura de Kamala como forma de derrotar Trump.

Diversos delegados muçulmanos e seus aliados, insatisfeitos com o apoio dos EUA à ofensiva israelense em Gaza, estão pressionando por mudanças na plataforma democrata, incluindo um embargo de armas, o que pode resultar em interrupções nos discursos durante a convenção.

Alguns manifestantes expressaram ceticismo quanto à possibilidade de mudanças na plataforma do partido. Mwalimu Sundiata Keita, que viajou de Cincinnati, Ohio, para participar do protesto, comentou: “Isso nunca vai acontecer. A política do partido é de apoio a Israel, e isso não deve mudar.”

Abudayyeh afirmou na segunda-feira: “Os democratas estão no comando. Esta é a guerra deles. Eles são responsáveis e cúmplices, e têm o poder de pará-la.”

Outro grande protesto está previsto para quinta-feira, quando Kamala deve aceitar formalmente a indicação. Grupos pró-palestinos têm protestado há meses contra o apoio militar e financeiro dos EUA a Israel, que, segundo autoridades de saúde de Gaza, já resultou na morte de mais de 40.000 palestinos. A ofensiva de Israel foi uma resposta ao ataque do Hamas em 7 de outubro, que matou 1.200 pessoas, de acordo com fontes israelenses.

Primeira missa do Papa é marcada por protestos contra as touradas

Papa Francisco tem pregação interrompida por ativistas na manhã de terça (7). O auditório onde acontecia o sermão foi invadido pelo grupo de defesa animal Peta, que protestava contra as touradas na Europa. O papa precisou parar seu discurso e aproveitou para observar o protesto. Essa foi a primeira missa do papa após suas férias em julho.

O grupo estava com cartazes com palavras de ordem como “tourada é pecado” em alusão ao fato de estarem interrompendo uma missa. Segundo os ativistas, alguns padres católicos oferecem bençãos aos toureiros. A ONG Peta reivindicou a autoria do protesto e cobrou que Francisco se posicionasse contra a prática da tourada que é comum na Europa.

O auditório estava lotado de fiés e os ativistas tiveram que ser contidos pela guarda do Vaticano. O grupo foi retirado do local. Até o momento o Papa Francisco ainda não se pronunciou sobre o episódio, mas tem um histórico de posicionamento favorável a pautas de proteção ambiental apesar de nunca ter se pronunciado em relação a causa animal.

As touradas na Europa

As touradas é um tipo de tauromaquia, uma prática cultural secular comum na Europa. Ela consiste em um toureiro que lida ou pega touros bravos para performar para uma multidão. A prática é questionada pelos grupos de defesa aos animais já que é vista como uma agressão aos touros usados que geralmente são mortos após a apresentação.


Touradas ainda são comuns na Europa (reprodução/Merbe/Getty Imagens)


Uma das reclamações do grupo Peta é a ligação da prática das touradas com a Igreja Católica: “Todos os anos, dezenas de milhares de touros são atormentados e abatidos em festivais de touradas ao redor do mundo, muitos dos quais são realizados em homenagem a santos católicos”, disse a ONG.

O que é o Peta?

O Peta é uma organização não governamental americana de proteção aos animais. É a maior organização de defesa da causa animal do mundo com mais de 9 milhões de apoiadores e pretende proteger animais de qualquer ato de exploração humana desnecessária ou abusiva. Sua filosofia é que os animais têm direitos e precisam ser protegidos. O grupo é conhecido por fazer manifestações controversas e reclamações contra jogos que usam animais. Além disso há relatos de que a ONG já matou animais em seus abrigos através da eutanásia para liberar espaço.

Primeiro-ministro do Reino Unido anuncia criação de força especializada contra protestos violentos

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (5) a formação de um “exército permanente” de policiais especializados para lidar com os protestos violentos fomentados por grupos de direita radical no Reino Unido.

A decisão segue uma reunião de emergência do Comitê Cobra, que reuniu ministros, funcionários públicos, policiais e agentes de inteligência para abordar a crise crescente. 


Policiais contendo manifestantes no Reino Unido (Foto: Reprodução/Justin Tallis/Getty Images/Embed)


Reforço na justiça criminal 

Starmer destacou que a resposta da justiça criminal será “intensificada”, enquanto a polícia trabalha para identificar e prender os responsáveis pelos tumultos. Centenas de detidos foram registrados em diversas cidades, após um ataque a facadas em Southport, que resultou na morte de três meninas durante uma aula de dança. O assassinato chocou o país e desencadeou uma onda de violência que se espalhou por Londres, Hull, Liverpool, Bristol, Manchester, Stoke-on-Trent, Blackpool e Belfast, com relatos de ataques a lojas e policiais.

Em Rotherham, um hotel que abrigava requerentes de asilo foi alvo de um ataque no domingo (4/8). Apesar de alguns protestos menores em outras áreas não terem resultado em violência, a situação em Liverpool foi especialmente tensa. Cerca de mil manifestantes anti-imigração, alguns deles proferindo insultos islamofóbicos, confrontaram contra-manifestantes, exigindo um esforço considerável da polícia para manter a ordem.

Resposta do governo e condenação da violência 

A secretária do Interior, Yvette Cooper, condenou as “cenas vergonhosas de violência e vandalismo” e prometeu “justiça rápida” para os envolvidos. A desinformação nas redes sociais, que erroneamente vinculou o ataque a um imigrante radical, exacerbou a situação. O suspeito, Axel Rudakubana, de 17 anos, foi identificado como britânico e enfrenta acusações de homicídio e posse de arma branca. Ele permanecerá em custódia até a audiência marcada para outubro.

A imigração, já um tema sensível no Reino Unido, tornou-se ainda mais controversa após o Brexit, que prometeu reduzir o fluxo de imigrantes. Embora o número de imigrantes que entraram irregularmente tenha aumentado, o debate sobre imigração continua polarizando a opinião pública. A desinformação sobre o ataque e a crescente influência de grupos de extrema-direita nas redes sociais intensificaram os protestos, revelando uma complexa rede de influenciadores e organizações que exploram a crise para promover suas agendas.

Segundo ONGs, sobe para 12 o número de mortes em protestos na Venezuela

A Venezuela segue tendo vários protestos em todo o país. Nessa terça (30/07), ONGs que estão na Venezuela informam que o número de mortos nesses protestos aumentou para 12 mortes.

Ontem foi o segundo dia de grandes protestos na Venezuela, protestos que sofreram uma violenta repressão das forças venezuelanas, o fato deixou algumas pessoas feridas e várias outras pessoas presas.

A ONG Foro Penal, por meio de seu diretor Alfredo Romero, publicou que houve duas mortes em Caracas, uma em Tachira, 3 mortes em Aragua, 3 em Yaracuy e 2 em Zúlia.

A decima segunda morte teria sido de um militar, segundo informações de Tarek Saab, procurador-geral venezuelano.

Os protestos acontecem depois da líder da oposição, Marina Colina Machado, declarar que tem provas da vitória de Edmundo Gonzalez contra Nicolás Maduro. Corina revela ter cópias de 84% das atas eleitorais, e inclusive as publicou em um site.


Ao fundo, a líder da oposição Marina Corina Machado, comandando protestos no país (Foto: reprodução/Alfredo Lasry R/Getty Images Embed)


Pressão da comunidade internacional

Boa parte da comunidade internacional pressiona o governo de Nicolás Maduro, a recontar os votos de maneira pública. A OEA, por exemplo, não reconhece o resultado publicado pelo CNE, responsável pelas eleições venezuelanas.

Protestos de venezuelanos ocorrem inclusive em outros países além da Venezuela, foi registrado protestos na Espanha, México e Argentina.

As detenções na Venezuela

Além da divulgação do número de mortes, a ONG Foro Penal também divulgou o número de detenções que estão acontecendo durante esses protestos. 177 foram presas até ontem à tarde, a maioria dessas detenções ocorreram na capital venezuelana, Caracas.

Mas ao contrário da Foro Penal, o Ministério Público da Venezuela revelou um número bem maior de detenções, segundo a instituição foram feitas 7 49 detenções.

Podemos ter noção da intensidade de protestos no país, por meio de um relatório da ONG Laboratório da Paz, foi informado que houveram 210 protestos por toda a Venezuela, e que parte dela ocorreram repressões das forças de segurança venezuelanas.

Nicolás Maduro convoca as Forças Armadas após resultado das eleições na Venezuela

A Venezuela terá forças de segurança nas ruas a partir desta quarta-feira (31), em um esforço para conter os protestos dos opositores à vitória de Nicolás Maduro nas eleições presidenciais. A medida foi anunciada ontem (30), em reunião conjunta do Conselho de Estado e de Defesa com a presença de autoridades governamentais.

Maduro informou o público em pronunciamento no mesmo dia e disse querer ver a força policial nas ruas até que haja o estabelecimento do plano de paz.

Protestos contra o resultado da eleição

Desde que o resultado das eleições foi anunciado na noite de domingo (28), indicando a vitória de Nicolás Maduro com 51% dos votos e a derrota de seu rival Edmundo González, parte da população irrompeu em protestos contestando os números divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Tanto a oposição no país quanto a comunidade internacional questionam a vitória do presidente, pedindo por transparência e pela divulgação da contagem completa dos votos. Maduro viu o pedido como uma “tentativa de desestabilizar” o país, que até o momento, teve cerca de 11 mortos e vários feridos nos protestos em diversas regiões do país, de acordo com ONGs venezuelanas.

Segundo Tarek William Saab, o procurador-geral da Venezuela, informou na terça-feira (30) que mais de 700 manifestantes já foram presos. Maduro prometeu penas de 15 a 30 anos de prisão e que não haverá perdão.


Protestos irromperam na Venezuela desde a divulgação da vitória de Maduro (Foto: reprodução/Jesus Vargas/Getty Images embed)


Nicolás Maduro convocou apoiadores para comparecerem ao Palácio de Miraflores para protestar em apoio ao governo. Maduro também imputou a responsabilidade do que está acontecendo à oposição, culpando María Corina Machado e Edmundo González diretamente, dizendo que “a Justiça vai chegar para eles”.

“A responsabilidade é sua, senhor Edmundo González Urrutia, por tudo o que está acontecendo na Venezuela, pela violência criminosa, pelos delinquentes, pelos feridos, pelos falecidos, pela destruição. O senhor será o responsável direto, senhor González Urrutia, e a senhora também, senhora Machado”, disse Maduro.

Nicolás Maduro afirma que seu país está sofrendo uma tentativa de desestabilização e que a oposição, apoiada pela direita internacional extremista e o imperialismo dos EUA, quer tomar o poder por meio da violência, da manipulação e da mentira. Maduro alega que sedes do CNE foram alvo de grupos criminosos, a quem chamou de “terroristas”, com máquinas queimadas e funcionários eleitorais agredidos.

As acusações e medidas de Maduro

Maduro parabenizou Jorge Rodríguez, o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, por aprovar um projeto de lei que reconheceu o resultado eleitoral divulgado pelo CNE. O presidente chamou a luta pelo reconhecimento das eleições como uma “batalha definitiva contra o fascismo, o ódio e a intolerância”, acusando a oposição de impor uma guerra civil na Venezuela para tomar o poder por meio de um golpe de Estado.

Maduro também acusou o narcotráfico colombiano de apoiar González, chamando o político de “Guaidó 2.0”, em referência ao presidente interino da Venezuela, Juan Gerardo Guaidó Márquez. O presidente também chamou González de covarde e o culpou pela derrubada de monumentos de figuras históricas venezuelanas, incluindo imagens de Hugo Chávez.


A oposição vai às ruas com a população para protestar contra o resultado das eleições (Foto: reprodução/Alfredo Lasry R/Getty Images embed)


O governo de Maduro anunciou a criação de duas comissões especiais neste período tumultuoso. Uma delas contará com assessoria da Rússia e da China e irá avaliar o sistema de biossegurança da Venezuela e os ataques ao sistema de comunicação do CNE, os quais Maduro acusou o empresário Elon Musk de estar por trás.

A outra comissão será comandada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e será composta por especialistas em tecnologia e por membros da casa legislativa, com a missão de defender a opinião pública do país nas redes sociais.