Justiça do Rio nega habeas corpus e mantém Oruam preso

A Justiça do Rio de Janeiro negou nesta quarta-feira (6) o pedido de habeas corpus feito pela defesa do rapper Oruam, que permanece preso desde 31 de julho. A solicitação aberta pela defesa pedia a substituição da prisão por monitoramento com tornozeleira eletrônica, alegando haver excesso na medida e falhas processuais. 

A decisão foi negada pela desembargadora Marcia Perrini Bodart, da 4ª Câmara Criminal, que entendeu não haver ilegalidade evidente que justificasse a soltura. Segundo os advogados de Oruam, a prisão poderia ser substituída por medidas menos restritivas. No entanto, a desembargadora destacou que trechos do processo apontam para um “padrão de conduta” do rapper. 

Oruam foi denunciado pelo Ministério Público do Rio por tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o policial civil Alexandre Alves Ferreira. Um dia antes de sua prisão, Oruam e amigos atiraram pedras contra os policiais que foram em sua residência cumprir um mandado de prisão contra um adolescente. 

Alegação da defesa

A defesa de Oruam pediu sua liberdade com base na suposta irregularidade da prisão, afirmando haver inconsistências na atuação policial e ausência de fundamentos que justifiquem uma medida tão rigorosa. Eles também solicitaram que o rapper passasse a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

A desembargadora, entretanto, não aceitou os argumentos da defesa. Segundo ela, além da gravidade das acusações contra Oruam, o comportamento dele durante o ocorrido teria incluído desacatado e ameaças aos agentes de segurança e justificaria a continuidade da prisão. A Justiça interpretou os atos como uma ameaça à ordem pública, sendo necessárias medidas mais rigorosas.


Vídeo usado pela Justiça para negar pedido de habeas corpus (Vídeo: reprodução/X/@Metropoles)


Acusações contra o rapper

Além de tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o policial civil Alexandre Alves Ferreira, Oruam também é investigado por associação ao tráfico de drogas. A denúncia menciona ainda crimes de resistência à prisão, desacato, ameaça, lesão corporal e lesão ao patrimônio. 

De acordo com a acusação inicial, a tentativa de ameaça teria vindo através do rapper dizer que é filho de Marcinho VP. Marcinho é um dos principais líderes da facção criminosa CV (Comando Vermelho) e está preso desde 1996. Oruam frequentemente aborda a prisão de seu pai, pedindo liberdade em suas apresentações, como por exemplo, no Lollapalooza 2024.

Justiça torna Oruam réu por tentativa de homicídio contra delegado no Rio

A Justiça do Rio de Janeiro tornou réu o rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, por tentativa de homicídio qualificado. A decisão foi tomada pela juíza Tula Corrêa de Mello, do III Tribunal do Júri da Comarca da Capital, após o episódio ocorrido em 22 de julho, durante uma operação da Polícia Civil no Joá, Zona Oeste da cidade.

Na ocasião, os agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão relacionado a um adolescente suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo o Ministério Público, o menor estaria na residência de Oruam, que reagiu com violência à presença dos policiais. O artista e outros envolvidos teriam lançado pedras pesadas contra os agentes, ferindo o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz.

Ação violenta e repercussão social

Na decisão que recebeu a denúncia, a magistrada destacou o impacto negativo do episódio, especialmente pela influência pública do réu. “As ações dos acusados, em especial de Oruam, incitam a população à inversão de valores, deslegitimando o trabalho das forças de segurança”, escreveu.

Segundo as investigações, uma das pedras arremessadas pesava quase cinco quilos. A juíza também ressaltou que o comportamento do rapper, amplamente conhecido entre jovens, pode encorajar atitudes semelhantes. “É preciso medidas firmes e extremas, como a prisão, para preservar a paz pública e a aplicação da lei penal”, completou.

A gravidade do caso também levantou debates sobre a responsabilidade de figuras públicas diante de sua influência sobre o comportamento de fãs e seguidores. Para o Ministério Público, o episódio vai além de uma simples reação a uma operação policial, revelando uma tentativa consciente de obstruir a justiça. A promotoria reforça que atitudes como essa não podem ser naturalizadas, especialmente quando envolvem riscos à vida de agentes do Estado.


Oruam torna-se réu por tentativa de homicídio contra delegado (Foto: reprodução/Instagram/@reserva.oruaam)

Prisão preventiva decretada

Além de aceitar a denúncia, a Justiça decretou a prisão preventiva de Oruam e de Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, também acusado no caso. O argumento para a decisão inclui a possibilidade de fuga e a necessidade de garantir a continuidade da investigação.

O artista, que ganhou projeção nacional com hits no rap e parcerias com grandes nomes da música, ainda não se manifestou publicamente sobre o processo. A defesa também não emitiu nota até o momento. O caso será julgado pelo Tribunal do Júri, responsável por crimes dolosos contra a vida.

Enquanto isso, o cenário que consagrou Oruam como voz de uma geração agora o vê no centro de uma acusação que pode marcar sua carreira de forma definitiva.

Rapper Oruam, filho de Marcinho VP, tem prisão decretada no RJ

A Justiça do Rio de Janeiro, decretou na tarde desta terça-feira (22) a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, filho de Marcinho VP. Segundo informações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o cantor foi indiciado por tráfico de drogas, associação ao tráfico de drogas e ligação com o Comando Vermelho (CV), desacato, resistência, ameaça e dano ao patrimônio público.

Confusão entre Oruam e os agentes cariocas

Na noite desta segunda-feira (21), agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) estiveram na casa de Oruam, na zona Oeste do Rio de Janeiro, para apreensão de um menor de idade, procurado por roubo. O adolescente teve o celular e um cordão apreendidos. Além disso, segundo o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, o jovem, conhecido como Menor Piu, é considerado um dos maiores ladrões de veículos e suspeito de atuar como segurança do “Doca”, um dos supostos líderes do CV.

O secretário de Polícia Civil explica que o DRE tinha um mandado de busca e apreensão contra o Menor Piu por vários crimes, mas como era madrugada, eles não poderiam entrar na residência do Oruam. Então os agentes aguardaram a movimentação e quando o menor saiu da casa, foi feita a abordagem.


Após confusão durante a madrugada, Justiça do Rio decreta prisão de Oruam (Vídeo: reprodução/YouTube/SBT News)


Supostamente, Oruam e mais oito pessoas começaram o tumulto atirando pedras e ofendendo os policiais, um dos agentes ficou ferido. Segundo os investigadores, em uma tentativa de intimidação, Oruam chegou a se identificar como filho de “Marcinho VP”, um das lideranças da facção. 

No tumulto, o adolescente escapou. O delegado alega que Oruam e os outros indivíduos impediram que uma ação do Estado fosse concretizada. Durante a confusão, um dos envolvidos correu para dentro do imóvel e foi preso em flagrante pelos crimes de desacato, resistência, lesão corporal, ameaça, dano e associação ao tráfico. 

Oruam faz live durante fuga

Oruam e as outras pessoas deixaram o local antes de serem detidos. Toda a ação, desde a abordagem policial até a fuga para o Complexo da Penha, foi registrada e divulgada pelo próprio artista em seu Instagram e no X (antigo Twitter).

Caso P. Diddy tem veredito final com absolvição de 3 acusações

Nesta manhã (2), o julgamento do rapper Sean “Diddy” Combs chegou ao veredito final, com absolvição de três acusações e condenação pelas outras duas. O caso que gerou tanta polêmica no mundo devido a popularidade de Diddy no meio artístico veio à tona no início de 2024 e em setembro do mesmo ano, Sean foi preso em Nova Iorque.

O veredito ocorreu por meio de julgamento com um grupo de 12 júris e agora o juiz irá decidir a pena para cada condenação do magnata da indústria musical. Os crimes pelos quais P.Diddy estava enfrentando em corte eram de conspiração para extorsão, tráfico sexual e transporte para prostituição.

Veredito final

Com duas condenações e três absolvições, o rapper agora aguarda sua pena, que vai ser decidida pelo juiz Arun Subramanian. As duas condenações são pelo crime de transporte para prostituição e as três absolvições são por uma acusação de conspiração de extorsão e duas de tráfico sexual por força, fraude ou coerção. Ambos os crimes absolvidos são considerados os mais graves entre os cinco indiciamentos.

Com relação as duas acusações por tráfico sexual, as vítimas eram Cassie Ventura, “Jane” e trabalhadoras do sexo comercial. Cassie e “Jane” são ambas ex-parceiras do rapper e tiveram relações duradouras com ele. Entretanto, “Jane” é um pseudônimo para o verdadeiro nome da ex-namorada de Diddy, depondo anonimamente.


Janice Combs, mãe de Sean “Diddy” Combs deixando o Tribunal Federal de Manhattan após o veredito (Foto: reprodução/Timothy A. Clary/Getty Images Embed)


Pena pelas condenações 

Sean foi condenado pelas duas acusações com menor tempo de prisão, tendo em média pena máxima de 10 anos por cada crime. Contudo, o juiz ainda irá decidir os anos que o magnata irá cumprir, cabendo a ele a decisão pela pena imposta a Diddy. 

Os outros três indiciamentos tem como penas as mais rigorosas entre as cinco. A acusação de conspiração de extorsão é a punição mais pesada, com sentença máxima de prisão perpétua. Já as acusações por tráfico sexual – nas quais as vítimas são suas ex-namoradas e trabalhadoras do sexo comercial – tem entre sentença mínima de 15 anos e máxima de prisão perpétua.

Kendrick Lamar anuncia que fará um show único no Brasil em setembro

Considerado um dos maiores rappers na atualidade, Kendrick Lamar confirma show único em São Paulo, o mesmo trará a “Grand National Tour” para o Allianz Parque, no dia 30 de setembro de 2025.

A Turnê

A “Grand National Tour” não é uma simples apresentação, mas sim um passo muito importante na carreira do rapper americano, a turnê tem sido muito elogiada por sua abordagem, cenários, coreografias e narrativas que levam o público para uma reflexão, sobre temas que envolvem identidade, trauma, fama e redenção. A noite contará com nomes de peso como a dupla argentina Ca7riel & Paco Amoroso, que abrirá o show com um estilo considerado irreverente e com a mescla de gêneros como funk, o trap e o rock alternativo.

A venda está prevista para o próximo dia 2, pela plataforma Ticketmaster, com preços que variam entre R$280, para meia-entrada e cadeira superior, e R$990, para inteira e pista premium. A expectativa é que os ingressos se esgotem rapidamente, pelo fato de Kendrick ter uma grande popularidade e por ser um show único.


Anúncio da apresentação do rapper no Brasil (Foto: reprodução/Instagram/@livenationbr)


Kendrick Lamar

O artista é um dos principais astros do hip-hop americano da década, com letras que trazem um engajamento político e com uma estética inovadora, Lamar conquistou 17 prêmios no Grammy e foi o primeiro artista de rap a ganhar o Prêmio Pulitzer de Música, em 2018, com o álbum DAMN, obra marcada por profunda reflexão e identidade afro-americana, o rapper já se apresentou no Brasil outras duas vezes, sendo a última no ano de 2023 na GP Week.

O Músico dominou as paradas ano passado com a música “Not Like Us”, uma canção contra o rival Drake, rapper canadense. Kendrick alcançou de forma mais rápida 100 milhões de players nesse ano, também foi responsável pelo show no intervalo da Super Bowl, em fevereiro deste ano, com participação de SZA, Serena Williams e até Samuel L. Jackson.

R. Kelly sofre overdose quase fatal em cela solitária e advogados acusam agentes penitenciários

A equipe jurídica de R. Kelly confirmou que o cantor sofreu uma overdose que quase o matou. O episódio teria acontecido enquanto o rapper estava confinado em cela solitária. Os advogados de Kelly revelaram o incidente nesta terça-feira (17).

R. Kelly está preso desde 2022 e cumpre sentença de 30 anos. O artista foi condenado por crimes como produção de pornografia infantil, aliciamento de menores, extorsão e tráfico sexual.


R. Kelly em audiência no Tribunal Criminal de Leighton, em Chicago, em setembro de 2019 (Foto: reprodução/Antonio Perez/Getty Images Embed)


Suposto plano de assassinato

Segundo documentos que o USA Today teve acesso, o episódio aconteceu depois de Kelly ser confinado em uma solitária, no dia 10 de junho. Agentes da penitenciária FCI Butner Medium I, na Carolina do Norte, teriam dado ao cantor medicamentos adicionais, além dos que ele utiliza normalmente. A dose maior de remédios teria causado seu desmaio na cela.

O advogado Beau Brindley alegou que Kelly deveria receber somente sua medicação regular. Em um mesmo dia, no entanto, funcionários administraram ao cantor uma dose maior que o normal. Três dias depois, o artista começou a sentir fraqueza e tontura.

Ele começou a ver manchas escuras na visão. Tentou se levantar, mas caiu no chão. Ele rastejou até a porta da cela e perdeu a consciência

Descreve o relatório.

Kelly foi socorrido e levado no dia 13 de junho ao Hospital da Universidade Duke, em Durham, onde foi confirmado que ele sofreu uma overdose quase fatal. O rapper seguiu em observação por dois dias antes de retornar à prisão. De acordo com a defesa, a decisão foi tomada de forma contrária às recomendações médicas.

Beau Brindley alega que os agentes penitenciários colocaram a vida de Kelly em risco deliberadamente.

Isso não foi um erro. Foi uma dose que colocou sua vida em risco e quase a tirou.

Afirmou.

A defesa do artista também entrou com um pedido de emergência e solicitou sua libertação imediata sob a justificativa de que o cantor corre risco de vida na prisão. Essa é a terceira tentativa de obter sua liberação.

Na nova proposta apresentada, a equipe jurídica de Kelly alega que três funcionários da penitenciária – entre eles o diretor e o vice-diretor – orquestraram uma tentativa de assassinar o cantor. O plano envolveria a participação de um detento que possui uma doença terminal, identificado como Mikeal Glenn Stine. Stine seria supostamente um membro do grupo supremacista branco “Irmandade Ariana” (Aryan Brotherhood).

De acordo com os advogados, Stine foi transferido de propósito para a mesma unidade de Kelly com o objetivo de assassiná-lo. Em depoimento no dia 19 de maio, o próprio detento teria admitido o plano. Segundo ele, os funcionários da penitenciária lhe garantiram que as provas do crime seriam manipuladas e isso impediria uma condenação. De acordo com Stine, também lhe prometeram que ele teria a chance de fugir durante o transporte e viver seus últimos meses de vida como um homem livre.

O carcereiro teria desistido do plano e contado a Kelly depois de observar o cantor por algumas semanas.

Contei a verdade a ele. Disse que fui enviado para matá-lo. Expliquei como e por quem. E avisei que sua vida estava em perigo real.


R. Kelly é o nome artístico de Robert Sylvester Kelly, de 58 anos (Foto: reprodução/Scott Olson/Getty Images Embed)


A condenação de R. Kelly

R. Kelly recebeu a condenação de 30 anos de prisão em junho de 2022. A juíza Ann Donnelly alegou que o cantor usou a fama e influência para atrair fãs jovens e cometer crimes sexuais. “Ele prejudicou os jovens, os vulneráveis e os que não têm voz, em busca de gratificação sexual”, afirmou Donnelly, que chamou Kelly de “predador”. O rapper foi condenado por várias acusações de extorsão, suborno, trabalho forçado e por infringir a Lei Mann, que proíbe o tráfico sexual interestadual.

Kanye West altera nome novamente; veja como ele será chamado agora

Nesta terça-feira (10), o site Page Six teve acesso aos documentos comerciais de Kanye West, na Califórnia. Eles mostram que o ex-marido de Kim Kardashian mudou de nome legalmente mais uma vez. Agora ele responde por Ye Ye.

O diretor financeiro do rapper, Hussain Lalani, registrou a documentação. Anteriormente, Kanye já havia adotado o nome Ye West, mas agora suas empresas, incluindo Yeezy Apparel, Yeezy Record Label, LLC e Getting Out Our Dreams Inc., passaram a listar o novo nome (Ye Ye) como referência ao empresário.


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Kanye West anuncia mudança de nome (reprodução/X/@kanyewest)

Kanye West ainda não oficializou a mudança nas redes sociais

O rapper, agora, Ye Ye, não anunciou publicamente seu novo nome nas redes sociais. No início do mês, ele informou que encerraria sua conta no X, onde usava seu nome de nascimento como usuário. Em 1º de junho, ele tuitou: “Vou finalmente parar de usar o Twitter @kanyewest porque meu nome é Ye.” Em seguida, afirmou que criaria um novo perfil com o nome Ye.

A primeira mudança oficial de nome aconteceu em 2021, quando ele adotou Ye legalmente. Apesar de já usar o nome desde 2018, ele precisou aguardar três anos até obter a aprovação judicial. Além de batizar um de seus álbuns com o nome Ye, o rapper também registrou diversas marcas comerciais sob essa identidade.

Mudança de nome é uma tendência no rap dos EUA

Bem como sabemos, alterar o nome artístico não é novidade no mundo do hip-hop. O rapper Sean “Diddy” Combs já adotou diversas alcunhas ao longo da carreira, incluindo Puffy, Puff, Puff Daddy, P. Diddy, Diddy, Love e Sean John.

Outro ícone que se reinventou várias vezes foi Snoop Dogg, conhecido por apelidos como Snoop Doggy Dogg, Snoop Doge, Bigg Snoop, Tha Doggfather, Snoop Lion, DJ Snoopadelic, Snoopzilla e Uncle Snoop. Essas mudanças chegam de acordo com as fases musicais, evoluções artísticas ou até rebranding comercial. No caso de Kanye West, a transição para Ye e agora Ye Ye segue essa tradição do rap.

Caso Diddy: Ex-namorada quebra silêncio e mostra conversas de áudio com Diddy

Em novo dia de julgamento, o júri no tribunal ouviu uma série de mensagens de áudio, em uma conversa entre Sean Combs, o P. Diddy, como é conhecido, e sua ex-namorada, tratada pelas investigações como Jane. Jane é uma das principais testemunhas nas acusações de importunação sexual contra o rapper.

Calhou do depoimento de Jane ocorrer no momento em que promotores federais buscam provar que Diddy e seu círculo íntimo utilizaram de ameaças, drogas e violência para obrigar que ela e outra ex-namorada fizessem parte das ‘noites de hotel’, que consistia na obrigação das moças a se relacionarem sexualmente com outros homens como parte de performances. Foi relatado pela moça que as chamadas noites de hotel duravam ao menos 24 horas, sendo que Combs lhe oferecia drogas para se manter acordada e continuar com as apresentações. O rapper se diz inocente diante das acusações de conspiração para extorsão, tráfico sexual e transporte para prostituição.


Diddy alega ser inocente às acusações de tráfico sexual (Vídeo: Reprodução/YouTube/CNN Brasil)

As mensagens entre Jane e Diddy

As mensagens expostas para o júri são de novembro de 2021, com a última mensagem enviada em agosto de 2023. Em 2021, Jane relata a Diddy sobre seus sentimentos em relação à participação dela nas chamadas noites de hotel.

Preciso de um respiro e uma pausa de você. Isso não me faz sentir nada bem, você não me merece.

Em resposta através de uma mensagem de áudio, o rapper diz que a moça é doida e profere um xingamento.

Você é doida pra c***lho. Fique triste, enlouqueça, faça o que quiser.

Durante uma discussão do casal em 2023, Jane expressa sua frustração com a forma que Diddy a tratava, alegando que não gostaria mais de participar das noites de hotel. O rapper lhe enviou uma mensagem de áudio ameaçando interromper seu apoio financeiro para a moça. 

É melhor você começar a trabalhar, só isso, porque você me colocou no meu trabalho.

O testemunho de Jane

Em testemunho, Jane alega que seu trabalho era cuidar de Sean, cuidar dele e garantir que ele estivesse feliz, incluindo participar dos atos que Diddy o obrigava, enquanto o trabalho dele era de apoiá-la financeiramente. Foi contado em testemunho que a partir de 2023, o rapper passou a realizar o pagamento mensal de US$ 10.000 (cerca de R$ 55 mil) para que Jane tivesse condições de manter a casa de aluguel que mora com seu filho. Ainda segundo ela, o pagamento do aluguel acontece até os dias de hoje por Diddy.

O julgamento de Diddy continua a ganhar capítulos, entrando na sua quinta semana de julgamento federal. Jane era esperada a prestar novo depoimento nesta segunda-feira (09) para andamento no inquérito.

Mulher grita no tribunal e é expulsa durante julgamento de Diddy

Mais um capítulo conturbado marcou o julgamento do rapper Sean “Diddy” Combs, que voltou a dominar as manchetes. Segundo o site TMZ, uma mulher presente na audiência foi expulsa do tribunal após causar tumulto durante a exibição de vídeos e ligações telefônicas feitas por Diddy da prisão.

A mulher, que não teve sua identidade revelada, se levantou e começou a gritar frases de defesa ao réu em tom exaltado. Ela foi imediatamente contida e escoltada por policiais que faziam a segurança da sala.

As falas da mulher, de forte teor emocional e incitativo, chamaram atenção pelo conteúdo agressivo. Entre os gritos registrados estava: “Vocês estão rindo do legado de um homem negro. Puxe sua arma, ninja, eu te desafio.”.

Entenda o julgamento de Diddy

O rapper Sean Combs, conhecido como Diddy, enfrenta uma série de acusações graves, incluindo tráfico sexual, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que ele teria usado sua influência na indústria da música para encobrir crimes e manipular vítimas. O julgamento tem atraído atenção internacional pela gravidade dos relatos e pela presença constante da mídia.

Na sessão seguinte ao tumulto, os advogados de Diddy entraram com um pedido para retirar trechos de vídeos exibidos, alegando que poderiam prejudicar a imparcialidade do júri por seu conteúdo emocionalmente carregado.

A promotoria reagiu com firmeza, afirmando que os vídeos “são provas essenciais que mostram o comportamento recorrente e abusivo do réu”. O clima esquentou entre as partes, obrigando o juiz a intervir em duas ocasiões.

Além disso, uma nova testemunha-chave foi chamada ao tribunal: uma ex-funcionária de Diddy que alegou ter trabalhado em eventos organizados pela equipe do artista e testemunhado “práticas sistemáticas de coerção, abuso psicológico e físico”.


Foto destaque: Mãe do rapper e familiares acompanham o julgamento (Foto: reprodução/Seth Mening/Ap)

Segurança reforçada e tensão no tribunal

O incidente acendeu um alerta sobre a segurança no tribunal. Após o tumulto, a equipe de segurança foi reforçada, e novos protocolos de triagem para o público foram adotados. Clima de tensão domina os corredores do fórum, com jornalistas, advogados e espectadores atentos a cada movimentação. O juiz responsável pelo caso não comentou o episódio, mas garantiu que as sessões seguirão conforme o cronograma.

Met Gala 2025: Doja Cat aposta em alfaiataria criativa

O MET Gala, evento beneficente mais aguardado do calendário da moda, volta a transformar a escadaria do Metropolitan Museum of Art de Nova York em passarela de estilo e expressão. Realizado anualmente para arrecadar fundos para o Instituto de Trajes do museu, o baile também marca a abertura da principal exposição de moda do departamento.

Em 2025, o tema do baile é “Superfine: Tailoring Black Style”, para celebrar o dandismo negro, a alfaiataria sob medida e a moda como forma de resistência e afirmação de identidade. O código de vestimenta, “Tailored for You” (“Feito sob medida para você”), chama os convidados a explorarem a criatividade através do corte e do estilo.

Ousadia no tapete azul

A rapper Doja Cat, que marcou presença no ano passado com look ousado, este ano não é diferente. A cantora, que procura sempre inovar, escolheu para o evento terno risca de giz com detalhes em estampa de oncinha, alfaiataria com corte criativo.


Doja Cat Met Gala 2025 (Foto: reprodução/Angela Weiss/Getty Images Embed)


Ombreiras largas, cintura marcada, design inspirado no sutiã de cone de Jean-Paul Gaultier e usado por Madonna fazem do look assimétrico e divertido. A assinatura é Marc Jacobs.