Sem passaporte, Bolsonaro pede autorização do STF para viajar até Israel 

Através de seus advogados, Bolsonaro solicitou nesta semana a devolução do passaporte apreendido em fevereiro na esteira da operação “Tempus Veritatis” da Polícia federal. 

PF apreendeu o passaporte em fevereiro

A PF, que já havia indiciado Bolsonaro por fraude e associação criminosa no inquérido dos cartões de vacina, ao mesmo tempo investigava sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, sendo que no dia 08/02 acabou deflagrando uma operação autorizada pelo Supremo Tribunal de Federal, na figura do ministro Alexandre de Morais. Na oportunidade foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva. 


Jair Bolsonaro em marcha da Avenida Paulista (Foto: reprodução/ Getty Images Embed)


Bolsonaro que não teve seu nome entre as ordens de prisão, teve que entregar seu passaporte e na oportunidade também foi proibido de entrar em contato com os outros investigados. 


Post da Polícia Federal no X no dia da Operação Tempus Veritatis (reprodução/@policiafederal)

Convite de Bibi Nethanyahu

O Ex-presidente solicitou agora a devolução de seu passaporte para viajar para Israel informando que foi convidado por Benjamin Netanyahu para visitar o país em maio. O pedido pode ser analisado pela segunda turma ou plenário do Supremo, mas ainda não tem data para ocorrer. 

A solicitação acontece na mesma semana em que o jornal internacional The New York Times publicou vídeos em que o ex-presidente se encontrava na embaixada da Hungria em São Paulo entre os dias 12 e 14 de fevereiro, ou seja, logo após a operação da Polícia Federal que apreendeu seu passaporte. A suspeita é que o investigado estivesse tentando se proteger de um eventual pedido de prisão e, pedir asilo político no país. 

Existem advogados defendendo que as embaixadas são consideradas territórios dos países correspondentes e em tese estariam fora da jurisdição brasileira, outros que embaixadas têm direito à inviolabilidade, mas não são território estrangeiro. 

No meio desse imbróglio jurídico, o juiz Moraes solicitou esclarecimentos a Bolsonaro, que por meio de sua defesa, declarou que é ilógico sugerir que a visita à embaixada se tratasse de uma tentativa de fuga, pois o mesmo estaria contribuindo para as investigações. 

No pedido da defesa, o ex-presidente pede para viajar a Israel entre os dias 12 e 18 de maio. 

Bolsonaro tem 48 horas para explicar ao STF por que pernoitou na embaixada da Hungria

O ex-presidente, Jair Bolsonaro, passou dois dias na embaixada da Hungria, em Brasília, após ter o passaporte apreendido pela Polícia Federal em investigação que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que Bolsonaro explique, dentro de 48 horas, o motivo de ter se hospedado no ambiente diplomático.

Entre os dias 12 e 14 de fevereiro, imagens do circuito interno de câmeras da embaixada divulgadas pelo jornal The New York Times, mostram o ex-presidente na embaixada húngara. A PF vai averiguar se houve alguma violação das leis neste ato.


https://www.youtube.com/watch?v=7aMSTJWx91o
Bolsonaro esteve por duas noites na embaixada da Hungria (Vídeo: reprodução/YouTube/Record News)

Bolsonaro se pronuncia sobre passagem pela embaixada da Hungria

Alexandre de Moraes é o relator do inquérito que investiga Jair Bolsonaro por uma suposta tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito. No dia 8 de fevereiro, o ministro determinou a apreensão do passaporte do ex-presidente, para que Bolsonaro não deixasse o país. 

Os advogados de Bolsonaro confirmam que ele passou duas noites na embaixada da Hungria. Após o pedido de Moraes, Bolsonaro foi questionado por jornalistas sobre o que motivou essa ação. “Por ventura, dormir na embaixada, conversar com embaixador, tem algum crime nisso?”, questionou o ex-presidente.

Atualmente, Bolsonaro responde a mais quatro inquéritos no STF, entre eles, a falsificação do documento vacinal contra a Covid-19.

Embaixadas são áreas invioláveis

O que chama a atenção no fato de Bolsonaro ter passado dois dias na embaixada da Hungria é que, pelo direito internacional, ele só poderia ser preso por agentes brasileiros com o consentimento do governo húngaro. Segundo a Convenção de Viena (da qual o Brasil é signatário), as embaixadas e espaços consulares são invioláveis perante o Estado receptor.


Bolsonaro e Orbán durante visita a Hungria em fevereitro de 2022 (Foto: reprodução/Alan santos)

Bolsonaro já demonstrou publicamente sua proximidade com Viktor Orbán, o primeiro-ministro de extrema-direita da Hungria, chamando-o de “irmão” em certa ocasião, durante o período em que governou.

Se, eventualmente, o ex-presidente Jair Bolsonaro se refugiasse no interior da embaixada da Hungria, no Brasil, de fato, não haveria a possibilidade de o STF, a Polícia Federal cumprir nenhum tipo de mandado naquele lugar, já que ele é inviolável”, explicou o advogado Rafael Paiva, ao portal Band News.

O advogado, também professor de direito penal, explica que Bolsonaro, assim como qualquer outro cidadão brasileiro, não poderia ser preso dentro de uma embaixada.

Robinho é preso pela Polícia Federal em Santos

Na noite desta quinta-feira (21), o ex-jogador Robinho foi preso pela Polícia Federal, em Santos, pela acusação de estupro coletivo na Itália, em 2013. De acordo com Luis Bacci, da TV Record, Robinho está em uma viatura a caminho da delegacia. O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) o condenou a nove anos de prisão.



Assinada oficialmente nesta quinta-feira (21) pela presidente Maria Thereza de Assis Moura, a condenação do ex-jogador de futebol Robinho estava nas mãos da Justiça Federal de Santos, visto que a cidade é a residência atual do ex-atleta.

No documento, o STJ alega que Robinho deve cumprir os nove anos de prisão da qual foi sentenciado ainda na Itália – local onde foi condenado por crime de estupro. Na última quarta-feira (20), o órgão já havia validado o pedido de prisão do jogador por meio de uma votação entre ministros.

Robson de Souza, mais conhecido como Robinho, foi condenado pelas autoridades italianas em 2013 após ser acusado de participar de um estupro coletivo de uma jovem de 23 anos. O caso ocorreu em uma boate em Milão, durante a época na qual o jogador integrava o time de futebol europeu Milan.

Qual o próximo passo do STJ para o caso

No momento, deverá ser entregue para a Justiça de Santos a cópia da certidão do julgamento, contando ainda uma versão traduzida da decisão da corte italiana.

Condenado como culpado em primeira instância ainda em 2017 na Itália, Robinho mudou-se para o Brasil antes mesmo da condenação. Desta forma, o ex-atleta conseguiu viver em liberdade, visto que no país a Constituição Federal não permite que brasileiros natos sejam extraditados.

O pedido de extradição ocorre quando um Estado pede para que o indivíduo seja sendo julgado criminalmente em seu país de origem por um crime que tenha cometido no exterior. Em 2023, a justiça italiana pediu, desta vez, para que o jogador cumprisse a pena em no Brasil e outro processo foi aberto.

O que diz Robinho e sua equipe de defesa

Em suas redes, Robinho compartilhou um longo depoimento no qual ainda nega as acusações de estupro firmadas pelas autoridades e afirma que a justiça italiana “cometeu erros gritantes e gravíssimos durante todo o meu julgamento.”


Ex-atleta Robinho faz vídeo para o Instagram falando sobre sua sentença de prisão por crime de estupro (Foto: reprodução/Instagram/@robinho)

Além disso, ainda nesta quinta-feira (21), os advogados do ex-atleta acionaram o Supremo Tribunal Federal para que a prisão instantânea de seu cliente fosse evitada. No entanto, o próprio STJ afirmou que estes tipos de recursos de ajuda não impedem que o mandado de prisão seja realizado.

Advogados de Robinho recorrem ao STF para evitar prisão imediata por estupro

Hoje (21), a defesa de Robinho de Souza, ex-jogador, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), buscando evitar sua prisão imediata no Brasil para cumprimento da pena de estupro. O crime, julgado e condenado na Itália, tem gerado intensos debates jurídicos quanto à sua execução no território nacional.

Após sorteio, o ministro Luiz Fux, designado como relator do caso, recebeu o pedido. Até agora, não foi emitida uma decisão formal pelo magistrado, deixando-se a expectativa em torno da resposta do STF.

Ontem (20), os advogados de Robinho solicitam a suspensão da execução da pena determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) até que se esgotem todas as possibilidades de recurso. Após a homologação da sentença italiana, a Corte Especial do STJ, por 9 votos a 2, validou o pedido de extradição da Itália e determinou que o jogador cumpra a pena no Brasil.

Argumentação da defesa



A defesa de Robinho afirma ao STF que o ex-jogador não representa ameaça à execução da decisão (Fotografia: Reprodução/Terra)

Os advogados, em comunicado ao STF, argumentam que Robinho não representa risco para o cumprimento da decisão, ressaltando a necessidade de aguardar o trânsito em julgado da discussão. Além disso, contestam a legalidade do pedido italiano, alegando contrariedade à Constituição brasileira.

A defesa sustenta, além disso, que à época do delito, não existiam leis no Brasil que autorizassem a transferência de penas definidas no exterior, questionando assim a retroatividade da legislação aplicada ao caso.

Decisão do STF

Assim que o processo de homologação se encerrar, a decisão da Corte Especial do STJ, proferida na quarta-feira, determina que Robinho seja preso em Santos, onde reside. No entanto, o ex-jogador ainda pode recorrer ao STF por meio de habeas corpus ou recurso extraordinário.

Justificou o relator do caso no STJ, ministro Francisco Falcão, a validade da extradição, apontando que a Constituição brasileira não permite a extradição de brasileiros natos, tornando a transferência de execução da pena a alternativa cabível. Também destacou a necessidade de evitar impunidade, em conformidade com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

Robinho se manifesta pela primeira vez sobre condenação

O ex-jogador de futebol Robinho falou pela primeira vez neste domingo (17) sobre sua condenação a nove anos de prisão pelo estupro coletivo de uma jovem albanesa em 2013. Robinho foi às redes sociais para afirmar que possui provas de sua inocência e acusou o Tribunal de Milão de racismo. A Justiça italiana solicita agora ao Estado brasileiro que a sentença seja homologada, transferindo a execução da pena para o Brasil.

Robinho afirma ser inocente

Na próxima quarta-feira (20), a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) começa a julgar o pedido italiano para que o ex-jogador possa cumprir sua pena no Brasil. O caso não será revisitado, ou seja, não haverá nova avaliação de provas e testemunhos, pois Robinho já teve sua sentença decretada.

Segundo a publicação de Robinho via Instagram, a Justiça italiana “cometeu erros gritantes e gravíssimos” durante o seu julgamento. Robinho disse, ao narrar sua versão em vídeo, que não ficou com ninguém à força. “Como pode estar uma garota estar totalmente embriagada, como ela diz estar e, minutos antes, ela estava mandando mensagem dizendo que só se aproximaria quando a minha esposa não estivesse no local”, indagou o ex-jogador.

Ele disse ainda que após contato, a jovem estava “tranquila” e mandou mensagem para uma amiga pedindo para buscá-la, antes de ir para outra festa. Robinho afirma estar comprometido em provar sua inocência e lutar pela justiça verdadeira. De acordo com ele, a decisão feita pela justiça italiana foi baseada em racismo. 



Robinho faz um paralelo com a situação no país. “Só me leva a crer que esses mesmo que me condenaram são os mesmos que permitem com que aconteça inúmeras vezes histórias de racismo contra inúmeros estrangeiros fora do Brasil“. O ex-jogador afirma que se a situação fosse com um cidadão europeu branco, o julgamento teria sido completamente diferente.

O pedido da Justiça italiana

O crime de violência sexual ocorreu em 2013 na Itália, quando Robinho jogava pelo clube Milan. O ex-jogador foi acusado de estuprar, juntamente com outros cinco homens, uma mulher albanesa em uma boate em Milão. A vítima havia consumido álcool em grande quantidade, mas os condenados afirmaram que a relação foi consensual. Após nove anos do ocorrido, em 19 de janeiro de 2022, a justiça do país o condenou em última instância para cumprir a pena.


Robinho foi condenado enquanto jogava como atacante no Milan (Foto: reprodução/Giuseppe Cacace/AFP/Veja)

O ex-jogador veio para o Brasil antes da execução da ordem de prisão na Itália e tem vivido no país desde então, já que a legislação brasileira impede a extradição de brasileiro natos para cumprimento de penas no exterior. Em novembro de 2023, o Ministério Público Federal (MPF) defendeu que Robinho cumprisse a pena em solo brasileiro. Em fevereiro deste ano, o governo italiano apresentou pedido de homologação de sentença estrangeira promulgada em 2017. 

Por identidade de razões não se há de admitir que pena lá estabelecida seja simplesmente homologada e executada no Brasil“, afirmaram os advogados de Robinho. Ou seja, a defesa do ex-jogador afirma que a homologação viola a Constituição, proibindo, portanto, a extradição de brasileiro nato e o cumprimento da pena no Brasil. Essa argumentação foi incluída no conteúdo do processo.

STF garante licença-maternidade à mãe não gestante em união homoafetiva

Nesta quarta-feira (13), o Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu o direito à licença maternidade para mães não gestantes em relações homoafetivas. A decisão ocorreu em unanimidade, após o relator Luiz Fux reconhecer a viabilidade do amparo.

Em contraponto, a mãe não gestante, ou seja, a que no processo de fertilização forneceu o óvulo para que a parceira pudesse gestar, terá direito a apenas 5 dias, tempo igualado à licença paternidade no Brasil, enquanto a maternidade se estende a 4 meses, podendo chegar a 6 quando o empregador faz parte do programa Empresa Cidadã.

O ministro Alexandre de Moraes defendeu o direito igual do benefício para as mães 

“A Constituição estabeleceu uma licença maior para a mãe, vislumbrando a condição de mulher. Se as duas são mulheres, as duas são mães, é o Supremo que vai dizer uma pode e a outra está equiparando a licença-paternidade? Estamos replicando o modelo tradicional, homem e mulher”

Alexandre de Moraes

Repercussão

A deputada Erika Hilton do PSOL, ativista da causa LGBTQIA+, comemorou a vitória com um post na rede social X, sem deixar de se posicionar a favor dos direitos iguais para as mães gestantes e não gestantes. Em maioria, os seguidores apoiaram Hilton.


Foto/Reprodução/ X/@ErikaHilton
https://twitter.com/ErikakHilton/status/1768022155860590963?t=O_ef2xPjLI_wCi9SUFxPAg&s=19

O início

A discussão teve início com o caso de uma servidora municipal de São Bernardo dos Campos (SP) que pediu licença-maternidade de 120 dias após o nascimento do filho, gerado por inseminação artificial. Mesmo com a comprovação de que era de fato seu filho, a licença foi negada pela administração por falta de amparo legal.

Com a negativa, a servidora levou o caso à Justiça de São Paulo, que chegou à corte em 2019.

Uber pede ao STF que suspenda processos pendentes sobre vínculos empregatícios

Nesta segunda-feira (4), a Uber encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de suspensão de processos nas primeiras instâncias sobre vínculo empregatício entre motoristas e entregadores e a plataforma. A empresa tomou essa medida após o STF decidir que vai criar uma categoria profissional para o grupo de trabalhadores autônomos por plataforma, delimitando regras e garantindo direitos previdenciários. As informações são do G1 e da Folha.

No mesmo dia, o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou no Palácio do Planalto projeto de lei que regulamenta o trabalho de motoristas de aplicativos.

O ministro Edson Fachin, relator do caso, deverá decidir se interrompe a tramitação dos processos movidos pelos trabalhadores. No pedido dirigido ao STF, a Uber citou que acumulou 17 mil processos sobre a questão até maio do ano passado.

O portal Folha teve acesso ao documento enviado pela Uber ao STF, no qual a empresa afirma que um eventual reconhecimento do vínculo vai “inviabilizar a intermediação oferecida pela Uber por meio da sua plataforma digital, porque o vínculo empregatício é incompatível com seu modelo de negócio”.


Uber enfrenta milhares de processos judiciais nas varas trabalhistas (Foto: reprodução/Velozes e Curiosos)

STF aplica repercussão geral

Na última sexta-feira (1), por unanimidade, os ministros concluíram pela aplicação da chamada “repercussão geral” na discussão sobre a existência ou não de vínculo de emprego entre motoristas de aplicativo e as plataformas que prestam serviços.

Isso significa que, a partir de agora, as decisões tomadas pelo Supremo sobre este tema valerão como base para os casos semelhantes que surgiram na Justiça, inclusive nas instâncias inferiores.

‘Uberização’ já é discutida à tempos

O chamado emprego “uberizado” gera discussões desde que popularizou-se no país como alternativa ao desemprego e a crise. Entidades de trabalhadores e aplicativos buscam elaborar uma proposta para regulamentar as atividades executadas por meio de plataformas.

Os principais problemas apontados por especialistas são a falta de regras quanto à contribuição previdenciária e ausência de direitos dos trabalhadores do setor. Isso os deixa desprotegidos em casos de acidente ou de doenças que exijam afastamento do trabalho. Também não recebem salário-maternidade e não deixam pensão por morte para dependentes.

Hacker ataca TV Justiça e deixa mensagem para a alta cúpula do canal

Nesta sexta-feira (01), foi relatado que a rede da TV Justiça, canal de televisão público administrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sofreu um ataque de hacker em seu sistema. As informações são do Portal Leo Dias.

Alegadamente, a equipe técnica está atualmente tentando recuperar o controle do sistema na sede em Brasília, cuja invasão parece ter sido o principal objetivo do ataque, além da entrega de uma mensagem em áudio. Nenhum canal da emissora fez um pronunciamento sobre o caso até o momento, e relata-se que o arquivo de MP3 deixado pelos hackers foi divulgado somente à alta cúpula da TV Justiça, para evitar vazar a informação de que a rede da emissora foi invadida.


Plenário do Supremo Tribunal Federal (Foto: reprodução/Portal Leo Dias)

Sem indícios

No entanto, a TV Justiça continua no ar sem alterações em sua programação, permanecendo ao vivo até em seus canais no Youtube (@STF_oficial e @RadioeTVJustica), além de continuar publicando matérias em seu site (https://radioetvjustica.jus.br/), sem qualquer menção de uma invasão no seu sistema.

De acordo com as principais fontes do caso, a equipe técnica está averiguando qual foi o objetivo dos hackers, e se é um caso de “sequestro” da emissora, no qual seria demandado um resgate pela restauração do sistema.

Ataque à Record TV

Este tipo de ataque já ocorreu em 2022 com a emissora Record TV, em um caso ondo no qual criminosos invadiram a rede central da emissora em São Paulo, onde ficam armazenados arquivos como reportagens, quadros televisivos, e programas a serem lançados. Durante este incidente, a Record foi salva pelo fato de que os hackers não tiveram acesso a arquivos confidenciais, apenas produtos jornalísticos de que o Departamento de TI já possuía cópias.

Ainda assim, foi o maior ataque contra uma emissora de televisão do mundo, e a Record sofreu com várias alterações na sua programação durante as negociações, em que os hackers cobraram um valor de US$ 5 milhões e vários dados de funcionários e ex-funcionários foram vazados.

Jair Bolsonaro fala em pacificação e não cita STF durante manifestação em São Paulo

Aconteceu neste domingo (25), durante a tarde, na Avenida Paulista, em São Paulo, uma manifestação em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Presente em trio elétrico com apoiadores, Bolsonaro afirmou em discurso para eleitores, que “busca pacificação e deseja borracha no passado”, além de ressaltar que não houve tentativa de golpe no atentado de 8 de janeiro de 2023.

Durante as suas falas, Bolsonaro não citou o Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes ou a Polícia Federal, e do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bolsonaro disse: “Com essa fotografia, mostramos que podemos até ver um time de futebol sem torcida ser campeão, mas não conseguimos entender como existe um presidente sem povo ao teu lado”, sem mencionar os nomes dos concorrentes. Também pediu ao Congresso que faça nova análise para os “pobres coitados do 8 de janeiro”, avaliando que as penas contra aqueles que invadiram as sedes dos Três Poderes “fogem ao mínimo da razoabilidade”.

“Saí do Brasil e essa perseguição não terminou. É joia, é questão de importunação da baleia, dinheiro que teria mandado para fora, é tanta coisa que eles até mesmo acabam trabalhando contra si. O que eu busco é a pacificação, é passar uma borracha no passado. É buscar uma maneira de continuarmos em paz. Não continuaremos sobressaltados”

Jair Bolsonaro em discurso na Avenida Paulista, em São Paulo

Revista Veja mostra a manifestação completa (Vídeo: reprodução/YouTube/vejapontocom)


No final da fala, o ex-presidente também pediu que os eleitores “caprichem no voto”, fazendo referência as eleições municipais de 2024. E falou aos apoiadores, também, sobre “nos prepararmos para 2026“, a qual Bolsonaro não poderá se candidatar pois foi considerado inelegível por oito anos.

Informações gerais do evento

A ideia do evento foi rebater todas as acusaões à Bolsonaro. O ex-presidente é investigado em um inquérito que apura suposto plano golpista para mantê-lo à frente do Palácio do Planalto após a derrota nas eleições de 2022 e em outros casos, como suposto desvio de jóias, a acusação de que ele teria participado de um plano de golpe de Estado nos atentados de 8 de janeiro de 2023, e a exaltação o estado democrático de direito. 

Apoiadores de Bolsonaro estiveram ao lado do ex-presidente

Dois trios elétricos foram alugados pelo pastor Silas Malafaia para que Bolsonaro e outras figuras políticas pudessem discursar. O evento começou com oração da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), e seguiu com discursos dos deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO), além do senador Magno Malta (PL-ES) e do pastor Silas Malafaia.

Os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), também estiveram presentes. Tarcício de Freitas, governador de São Paulo discursou: “Minha gente, quem eu era? Eu não era ninguém, e o presidente apostou em pessoas como eu. Como tantos outros que surgiram, que tiveram posição de destaque, que ele acreditou”.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) também marcou presença, além de vários deputados distritais: o líder da bancada o PL na Câmara Legislativa, Joaquim Roriz Neto; Thiago Manzoni (PL); Iolando Almeida (MDB); Paula Belmonte (Cidadania); Pastor Daniel de Castro (PP); e Roosevelt Vilela (PL). Entre os deputados federais pelo DF, estavam: Bia Kicis, presidente do PL no DF, e Alberto Fraga (PL).

Matéria por Carol Aguilera (Lorena – R7)

Bolsonaro quer adiar depoimento à PF sobre tentativa de golpe

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou, nesta segunda-feira (19), o adiamento do depoimento à Polícia Federal. Bolsonaro e dois ex-assessores do presidente foram convocados pela PF por conta de uma investigação do suposto envolvimento em tramas golpistas envolvendo militares e membros do governo. O depoimento está marcado para quinta-feira (22).

Além de tentar adiar o depoimento à PF, a defesa de Bolsonaro pediu acesso à delação premiada feita por Mauro Cid, ex-ajudante de ordem da Presidência e braço direito do ex-presidente.

O que a defesa afirma

Os advogados do ex-presidente enviaram um documento ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que Bolsonaro se nega a depor até que sua defesa consiga ter acesso integral aos celulares apreendidos. Um trecho retirado do documento afirma que Jair Bolsonaro “opta por não prestar depoimento ou fornecer declarações adicionais até que seja garantido o acesso à integralidade das mídias dos aparelhos celulares apreendidos, sem abrir mão, por óbvio, de ser ouvido em momento posterior e oportuno”.

Segundo a defesa de Bolsonaro, a operação que investiga a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2022contém excertos de supostas conversas presentes nos celulares apreendidos ao longo de todo este procedimento investigatório, mídias as quais a Defesa não teve acesso até hoje.”

Ainda no documento enviado ao STF, os advogados declaram que Jair Bolsonaro tem o interesse de cooperar com a investigação e comprovar sua inocência, porém, no momento, quer preservar seu direito à ampla defesa.

Bolsonaro na mira da PF

A investigação da Polícia Federal “Tempus Veritatis” veio a público no dia 8 de fevereiro e investiga Bolsonaro, ex-ministros e ex-assessores que estavam no cargo durante o mandato do ex-presidente. A operação está apurando o possível envolvimento de Jair e outros ex-membros do governo na tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2022.


Imagem de reunião ministerial do dia 15 de julho de 2022 que embasou operação da PF (foto: reprodução/ vídeo/ O Tempo)

A PF investiga uma reunião ministerial, realizada em 15 de julho de 2022, em que Bolsonaro afirmou aos ministros que eles não poderiam esperar o resultado para agir. O vídeo da reunião foi encontrado no computador de Mauro Cid. Os advogados de defesa do ex-presidente declaram, contudo, que Bolsonaro nunca cogitou realizar um golpe de estado.