Corpo de menina de 11 anos é encontrado após queda no Cânion Fortaleza

Uma menina de 11 anos, que estava com os pais visitando o Cânion Fortaleza, em Cambará do Sul (RS), caiu de um mirante na tarde de quinta-feira (10) e foi encontrada morta após cerca de 10 horas de buscas. A confirmação da morte foi feita pelo Corpo de Bombeiros por volta das 23h do mesmo dia. A família é de Curitiba, no Paraná.

Operação de resgate envolveu várias equipes e uso de drone

O Corpo de Bombeiros mobilizou equipes de Canela, Gramado e do Batalhão de Busca e Salvamento de Porto Alegre, além da Brigada Militar com apoio aéreo. Com a ajuda de um drone, a menina foi localizada às 17h30, a cerca de 70 metros abaixo do local onde caiu.


Vídeo mostra o momento do resgate do corpo de menina que caiu de cânion em Cambará do Sul, RS (Vídeo: Reprodução/YouTube/@bandjornalismo)

Devido ao clima e à topografia, o acesso ao local precisou ser feito com equipamentos de corda, e o trabalho de resgate durou até o anoitecer. Quando os bombeiros chegaram até a criança, ela já não apresentava sinais vitais.

Detalhes sobre o acidente e a vítima

Segundo os bombeiros, a menina tinha diagnóstico de transtorno do espectro autista. Conforme o secretário de Turismo de Cambará do Sul, Andrews Mohr, a família estava no mirante e, ao se deslocarem para sentar em um banco próximo, a menina teria saído correndo. O pai tentou alcançá-la, mas não conseguiu evitar a queda.

No local onde o acidente ocorreu, não há nenhuma proteção ou grade de segurança. A queda aconteceu em uma parte central do penhasco, sem vegetação para amortecer a queda.

Características do Cânion Fortaleza

O Cânion Fortaleza é uma das atrações naturais mais visitadas do Parque Nacional da Serra Geral, localizado a 23 km do centro de Cambará do Sul. Com aproximadamente 7,5 km de extensão, 2 mil metros de largura e altitude de 1.157 metros, o cânion possui paredões que se assemelham a muralhas.

O local atrai turistas que buscam trilhas, paisagens e contato com a natureza. O acesso se dá pela rodovia CS-012, no km 22.

Posicionamento das autoridades e apoio à família

O Corpo de Bombeiros divulgou uma nota oficial detalhando o atendimento, ressaltando o empenho das equipes e lamentando o ocorrido, além de informar que a Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias vão cuidar dos procedimentos seguintes. A Urbia, empresa responsável pela administração do parque, informou que está colaborando com as autoridades e dando suporte à família no local.

Veja a nota oficial divulgada pelo Corpo de Bombeiros após a operação de resgate no Cânion Fortaleza:

Hoje quinta-feira dia 10 de Julho por volta das 13:30hs o Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para atendimento de uma ocorrência no Cânion Fortaleza em Cambara do Sul, onde uma menina teria caído da borda do cânion em direção ao precipício. Equipes dos Pelotões de Canela e Gramado deslocaram ao local e prontamente outra equipe do Batalhão de Busca e Salvamento de Porto Alegre juntamente com o apoio do Batalhão de Aviação da Brigada Militar deslocaram para apoio. Por volta das 17:30hs com auxílio de um Drone do Corpo de Bombeiros, a vítima foi localizada a cerca de 70 metros de altura do ponto da queda, de imediato as equipes iniciaram a montagem dos equipamentos para acessar por cordas o cânion, haja visto que devido as condições climáticas, as aeronaves não conseguiam operar com segurança no local. As equipes seguiram os trabalhos no local noite a dentro e próximo das 23h chegaram até a vítima que infelizmente já estava sem vida. Agora as equipes efetuam a ascensão do cânion, para finalização dos trabalhos de resgate no local, dando início em seguida os tramites da Policia Civil e Instituto Geral de Perícias. O Corpo de Bombeiros Militar lamenta com profundo pesar o ocorrido e presta sua solidariedade aos familiares.”

Outros acidentes recentes na Serra gaúcha

Nos últimos dias, outros acidentes foram registrados em pontos turísticos da Serra gaúcha. No sábado (5), duas pessoas, um homem e uma mulher de 61 anos, morreram em um acidente no Mátria Parque de Flores, em São Francisco de Paula.

Já na quarta-feira (9), um adolescente de 13 anos, natural do Uruguai, caiu de um brinquedo no Alpen Park, em Canela, e precisou passar por cirurgia após ser levado ao hospital da cidade.

Inmet emite aviso sobre chegada de frente fria a partir da próxima quarta-feira

A região Centro-Sul do país deve sofrer com a chegada de uma frente fria no decorrer desta semana. As temperaturas começam a despencar já nesta última semana de maio, se estendendo até os primeiros dias de junho. Estados como São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Campo Grande poderão registrar temperatura mínima abaixo da casa dos 10°C.

Inmet emite alertas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois avisos alertando sobre a queda de temperatura, com uma diminuição de até 5°C nas temperaturas de estados da região Centro-Sul. O primeiro aviso de queda de temperatura é referente ao período de 28 e 29 de maio, para os estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, parte de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. Já o segundo aviso vale para os dias 29 e 30 de maio em parte de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Acre.


Um dos alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia sobre a queda nas temperaturas. (Foto: Reprodução/X/@inmet_)

Fenômenos ocasionados pela frente fria

O avanço da massa polar deve avançar pela região sul do país e, posteriormente, atingir outras regiões. Especialistas preveem que a onda de frio seja dividida em dois. A primeira onda se inicia já nesta terça-feira (27), com um aumento da frente fria e provocando chuva no Sul e instabilidades em São Paulo e no Mato Grosso. Já a segunda onda se inicia no dia sábado (31), se estendendo até domingo (01), contando com o reforço do ar polar e, potencialmente, derrubando as temperaturas das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Segundo o Climatempo, o avanço dessa frente fria traz a possibilidade de geadas na região Sul do país, afetando não só a população, mas também as plantações agrícolas. O vento gelado dessa onda de frio é do tipo continental, ocasionando um fenômeno chamado ‘friagem’, que pode avançar sobre Rondônia, Acre e no sul do Amazonas.

Tragédia familiar abala técnico do Grêmio Mano Menezes

Uma tragédia abalou profundamente a família do técnico do Grêmio, Mano Menezes, e comoveu o mundo do futebol. No fim da tarde de sexta-feira, 16 de maio, um grave acidente de trânsito tirou a vida de dois de seus familiares: Maria Sophia Dumoncel, de apenas 16 anos, e seu irmão, Arthur Dumoncel, de 9 anos. O acidente ocorreu na BR-293, nas proximidades de Santana do Livramento, interior do Rio Grande do Sul, por volta das 15h20.

Detalhes sobre o acidente

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, as vítimas estavam em um Honda CR-V com placas de Dom Pedrito. O veículo saiu da pista na altura do km 303, capotou e foi parar em uma área de mata. Maria Sophia e Arthur faleceram ainda no local. Eles eram filhos de Álvaro Dumoncel, casado com Camila Menezes, filha de Mano Menezes. A mãe das crianças, Mirela Gomez da Costa, também foi mencionada com pesar na nota oficial do clube. Outras três pessoas ficaram gravemente feridas, sendo que uma delas, um homem de 42 anos, infelizmente não resistiu após ser socorrido e morreu no hospital.

Declaração do Grêmio

Diante da gravidade da situação, o Grêmio se manifestou por meio de uma nota oficial nas redes sociais, prestando solidariedade ao técnico, sua esposa Maria Inês, sua filha Camila e demais familiares. Em sinal de respeito e apoio, o clube informou que Mano foi liberado da concentração em São Paulo, onde o time enfrenta o São Paulo pelo Campeonato Brasileiro, e retornou imediatamente a Porto Alegre para estar junto à sua família neste momento de dor.


Foto de Maria Sophia e Arthur (Foto: reprodução/x/@g1)

Com a ausência do treinador, o comando da equipe nesta partida ficará sob responsabilidade do auxiliar técnico Sidnei Lobo, com o suporte de James Freitas, que está a caminho de São Paulo para compor a comissão técnica.

A perda de duas vidas tão jovens é devastadora e impossível de dimensionar. Neste momento de imensa tristeza, a solidariedade e o acolhimento são fundamentais. A dor de Mano Menezes e sua família é compartilhada por todos que compreendem o valor da vida e a gravidade de uma perda tão precoce.

Nova frente fria deve avançar por todo o país durante o fim de semana

Mais uma frente fria atingirá o Brasil neste ano e, dessa vez, a onda de frio poderá percorrer por todo o país, mas, principalmente, atingir as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. De acordo com a Climatempo, pelo menos cinco capitais podem ter recorde de temperaturas baixas neste fim de semana.

O que diz a Meteorologia

Foi destacado pela empresa de meteorologia brasileira Climatempo, que as capitais do Sul do país deveriam ter as menores marcas registradas a partir deste sábado (10). Fábio Luengo, meteorologista da empresa também completa que em outras regiões, como no Sudeste, um frio mais intenso deve ocorrer no domingo (11).

Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), nos próximos dias pode ocorrer de ter temperaturas baixas de até 5°C no Sul, Centro-Oeste e boa parte do Sudeste. Nesta sexta-feira (9), a massa de ar deve se mover para o interior do Centro-Oeste, todo o estado de São Paulo e Triângulo Mineiro. Já para o fim de semana, existe grandes chances do ar frio avançar ainda mais pelo país, podendo chegar até a região Norte.


Mapa de temperatura para o Brasil nos próximos dias (Foto: Reprodução/ G1/ Climatempo)

Também existe previsão de geada para a região Sul e alguns estados do Sudeste. Curitiba, Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e Campo Grande são as cinco capitais que podem ter recordes de baixas temperaturas neste fim de semana.

Recorde de frio

É esperado que, graças a essa nova frente fria, além de temperaturas mínimas recordes, também tenham baixa em temperaturas máximas registradas por todo o país nos próximos dias.

No Rio de Janeiro, uma das capitais com recorde de temperatura, os números podem divergir entre a menor mínima e a menor máxima do ano. A previsão para o sábado é de uma máxima de 19°C, o que seria a menor marca do ano. Já no domingo, a mínima pode de se apresentar aos 12°C, também sendo a menor deste ano. A última vez em que a cidade teve uma máxima menor ou igual aos 19°C foi em julho de 2017.

Nas outras capitais esse fenômeno também têm chances de acontecer. Em São Paulo, o recorde de menor mínima tem a expectativa de ser quebrado. As previsões para domingo apontam 7°C, quando a menor mínima do ano foi, até então, 10,4°C. Em Curitiba, a mínima pode chegar na casa dos 2°C nesse fim de semana, caso aconteça, será a menor marca do ano.

Em Florianópolis, a mínima pode ser de 6°C para este sábado quando a marca de menor mínima do ano foi de 6,5°C até agora. Para Campo Grande o recorde já havia sido quebrado em julho deste ano, quando a menor mínima foi de 9°C. Para esse sábado, é possível que a capital receba uma mínima de 6°C.

Segundo os meteorologistas, o lento deslocamento da onda de frio deve favorecer as mínimas noturnas, o que não é comum. De acordo com eles, as mínimas acontecem entre a madrugada e o início da manhã.

Geadas também são uma possibilidade de acontecimento para os próximos dias, principalmente para as áreas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O ar frio está aumentando as chances de geadas e precipitações invernais. O Inmet diz que, a tendência deve acompanhar a evolução do ar frio e seco.

As previsões para esse fenômeno são fortes para o domingo (11), onde pode ocorrer geada generalizada em grande parte da região Sul. Tal acontecimento pode se repetir no centro-leste e sul do Mato Grosso do Sul, boa parte do estado de São Paulo, em parte de Minas Gerais e região serrana do Rio de Janeiro.

Neves em pontos isolados também não é uma oportunidade descartada, especificamente para as áreas serranas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além disso, o Norte também será uma região afetada pela onda de frio, causando a friagem.

Cidade temporária deverá ser construída em Porto Alegre para abrigar vítimas das chuvas

Com o objetivo de oferecer um lar provisório para os gaúchos que perderam a moradia na tragédia climática que vem assolando o sul do país, a prefeitura de Porto Alegre está planejando construir uma cidade improvisada. Nesta terça-feira (14), a discussão ainda estava em âmbito interno, em processo de avaliação municipal e sem detalhes definidos. Não há previsão de quando a proposta deverá ser colocada em prática.

De sambódromo a abrigo

Um dos bairros que não foram atingidos pelas enchentes é o de Porto Seco. Seria uma ótima opção para esse projeto. O Complexo Cultural Porto Seco, sambódromo da cidade, fica parado o restante do ano após o carnaval.


Carnaval 2024 – Complexo Cultural Porto Seco em Porto Alegre RS (Foto: reprodução/instagran/@ricardogomes.poa)

Porto Seco está localizado ao norte da capital do Rio Grande do Sul, e é um bairro muito carente. O Complexo Cultural teria que ser ajustado, pois sua estrutura está danificada pelas constantes depredações.

A ideia da gestão municipal é instalar umas 5 mil barracas no Complexo, atendendo a cerca de 10 mil pessoas. A segurança do espaço ficaria por conta das Forças Armadas. Para isso, o Presidente da República teria que decretar a GLO (Garantia da Lei de Ordem). Essa missão é de competência única e exclusiva dele.

Esforços do município, estado e União

O projeto municipal dos espaços temporários deverá ser pauta de reuniões com autoridades estaduais e com a comitiva presidencial, que deverá estar em Porto Alegre na próxima quarta-feira.

Além do Complexo Cultural, existem outros terrenos de posse do estado e da União que podem ser usados para instalação dessas cidades provisórias, como é o caso de uma área utilizada pela Trensurb.

De acordo com o balanço divulgado pela Defesa Civil no início da noite, o estado do Rio Grande do Sul está com 149 pessoas mortas, 112 desaparecidas e 806 feridas. Cerca de 2.124.553 pessoas foram afetadas, 538.245 estão desalojadas e 79.494 foram para abrigos. As equipes resgataram 76.483 pessoas e 11.002 animais.

O rombo da catástrofe climática já é de meio bilhão de reais no Sul do país

A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) divulgou nesta terça-feira (6) o prejuízo de meio bilhão acumulado pelos municípios do estado do Rio Grande do Sul, no período de 29 de abril a 5 de maio. Além disso, já são registrados 276 feridos, 111 desaparecidos e 83 mortos.

No entanto, ainda de acordo com a CNM, o número do prejuízo está subestimado. Apenas 19 municípios já levantaram e disponibilizaram os dados reacionados aos danos. 336 municípios no total foram atingidos em algum nível pelas chuvas.

Há apenas 6 meses de outro evento

A tragédia que assola o sul do país é um segundo tempo de eventos extremos relacionados às mudanças climáticas. Em setembro de 2023, um ciclone extratropical atingiu o estado, deixando um rastro de destruição com um prejuízo financeiro de mais de R$ 3 bilhões de reais e 51 mortes. 

Na ocasião, o governo federal prometeu R$ 741 milhões referentes a recursos aos municípios para combate de eventos extremos, de acordo com informações da CNM. No entanto, foram repassados apenas R$ 81 milhões.

A agricultura sempre leva a pior

O evento de 2023 não atingiu somente o sul, mas também várias localidades em todo o país. O montante do prejuízo foi cerca de R$ 105,4 milhões de reais. A maior parcela das perdas foi na agricultura, contabilizando cerca de R$ 53 bilhões. Veja as demais áreas:

  1. Agricultura: R$ 53,6 bilhões em prejuízos (50,8%)
  2. Pecuária: R$ 15,3 bilhões (14,5%)
  3. Sistema de transportes: R$ 10,9 bilhões (10,3%)
  4. Abastecimento de água potável: R$ 10,8 bilhões (10,2%)
  5. Obras de Infraestrutura: R$ 3,9 bilhões (3,7%)
  6. Habitação: R$ 3,5 bilhões (3,3%)
  7. Comércios locais: R$ 1,7 bilhão (1,7%)
  8. Indústria: R$ 1,6 bilhão (1,6%)

Presidente Lula e comitiva em reunião com governadaor Eduardo Leite (Foto reprodução/instagran/@estadao)

Nesta segunda-feira (6), o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional deram início a várias reuniões com participação de lideranças partidárias, com o objetivo de articular medidas emergenciais para auxiliar a assistência e reconstrução do estado. Pretende-se criar um “orçamento de guerra” como em 2020, por ocasião da pandemia da Covid.

Deputados pedem a liberação de emendas para locais afetados pelas chuvas

Nesta sexta-feira (3), a bancada gaúcha realizou uma reunião emergencial para mapear demandas e estratégias para abrandar a destruição gerada pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Uma das exigências é a liberação imediata de emendas parlamentares.

Emendas

Em meio à grande destruição em mais de 130 municípios gaúchos devido às fortes chuvas, uma reunião realizada na Assembleia Legislativa terminou com um pedido das autoridades para que emendas parlamentares sejam liberadas e que medidas sejam tomadas para amenizar a destruição causada pelas chuvas.

Pedimos a liberação imediata dos R$ 450 milhões da bancada gaúcha na área da saúde e também um recurso, que não é muito, da assistência social e do Ministério da Agricultura. A reunião foi de sugestão, mas também de encaminhamento imediato”. Disse Dionilso Marcon, coordenador da bancada.

Conforme o deputado, recursos de emendas já foram enviados em enchentes anteriores. Um novo envio de montantes deve acontecer em breve, mas o tempo entre o empenho e o pagamento é demorado e preocupa os congressistas.

Além disso, Marcon mencionou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ao que comentou que mostraria ao presidente, ainda na segunda-feira (6), os projetos pensados para auxiliar os municípios gaúchos. Quatro projetos de lei que foram encaminhados e considerados de urgência estão na Comissão Externa que trata das chuvas, a fim de que a prevenção de mais destruição seja feita rapidamente.

As propostas de urgência vieram de Afonso Hamm (PP-RS), Maria do Rosário (PT-RS), Bibo Nunes (PL-RS) e Lucas Redecker (PSDB-RS). Para além desses pedidos, foi reforçado o pedido de envio de helicópteros para resgate e reforço no auxílio para as famílias atingidas, como suspensão de contas de água, luz, liberação de FGTS e outros.


Municípios do Rio Grande do Sul são atingidos por fortes chuvas (Foto: reprodução/Anselmo Cunha/Getty Images Embed)


Na próxima segunda-feira (6), haverá uma nova reunião com a presença dos ministros Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação Social, e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Chuvas no Sul

Desde segunda-feira (29), o Rio Grande do Sul tem enfrentado fortes chuvas. O estado já registra 39 mortes e 68 pessoas ainda estão desaparecidas segundo a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros. O volume de chuvas ficou acima da média do que é esperado para o mês de maio inteiro.

Na última quinta-feira (2), houve o rompimento parcial de uma barragem localizada entre os munícios de Bento Gonçalves, Cotiporã e Veranópolis. Já nesta sexta-feira (3), como informado pelo governo, quatro barragens no Rio Grande do Sul estão em nível de emergência.

Devido ao estrago causado pelas enchentes e ao impedimento de deslocamento das pessoas pelo estado, o Governo Federal decidiu adiar a realização do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que estava programado para este domingo (5).

Pesquisa do Datafolha revela que 39% dos brasileiros se sentem inseguros nas ruas à noite 

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (28) mostra que a sensação de insegurança nas ruas entre os brasileiros tem aumentado. Conforme o Datafolha, quase 40% das pessoas entrevistadas dizem sentir muita insegurança nas ruas após escurecer. O levantamento do Datafolha ouviu 2.002 pessoas maiores de 16 anos, entre os dias 19 e 20 de março. 

Segurança nas cidades brasileiras 

Segundo a pesquisa Datafolha, 26% dizem sentir pouco de insegurança e 21% se sentem “mais ou menos seguras”, dando uma queda considerável em relação à última pesquisa que marcava 26%. Os que se sentem seguros são 14%, número que se mantém estável desde março de 2022. 


Imagem de Porto Alegre, representando a região Sul do Brasil, que tem o menor percentual de insegurança, registrando 32% (Foto: reprodução/ Paulo Hoeper/ Via Getty Images – Embed)


No Sudeste, temos o maior percentual de insegurança, chega a 45% o número de pessoas que se sentem muito inseguros pelas ruas. Em relação a gêneros, a diferença em relação à insegurança é 12%. Apenas 33% dos homens dizem se sentir inseguros nas ruas da sua cidade, já as mulheres chegam a 45%. 

Em termos de cor, os pretos são os que apresentam a maior taxa de percepção de insegurança, com 42%. Em seguida aparecem os brancos, com 40%, e os pardos, com 38%. 

Interior e metrópoles 

O Datafolha analisou também a percepção de insegurança nas cidades grandes é muito superior às regiões do interior. 52% dos entrevistados dizem se sentir muito inseguro, em contrapartida, no interior, 31% não têm sensação de segurança nas ruas. Nas metrópoles, apenas 7% se sentem seguros, no interior o percentual é mais que o dobro chegando a 19%.  

Situação econômica 

A pesquisa também detalha que a sensação de segurança para os brasileiros nas ruas está diretamente ligada a situação financeira. Entre as pessoas que consideram uma melhora na situação econômica, 27% se sentem inseguros nas ruas. Em compensação, para aqueles que tiveram uma piora na condição financeira o percentual passa da metade, chegando a 53% no grau de insegurança contra apenas 10% que se sentem seguros pela cidade após anoitecer. A margem de erro é de dois pontos percentuais, podendo variar para mais ou para menos.