Casa Branca divulga imagens de Trump durante ataque dos EUA a alvos nucleares no Irã

O departamento de comunicação da Casa Branca divulgou, na noite do último sábado (21), imagens do presidente Donald Trump coordenando os ataques a três instalações nucleares iranianas. Diretamente dos EUA e sob o seu comando, as plantas nucleares nas cidades de Fordow, Isfahan e Natanz, no Irã, foram bombardeadas. 

A ação foi condenada por membros da oposição ao governo Trump. Conforme informações, a ofensiva não teve o apoio do Congresso norte-americano.  A deputada Alexandria Ocasio-Cortez e o deputado Jim McGovern declararam que Donald Trump tomou uma decisão unilateral “arrastando os EUA para uma guerra no Oriente Médio“.

Sala de situação

Na investida dos EUA contra o Irã, na sala de situação da Casa Branca, juntamente com Donald Trump, estavam presentes: o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Estado Marco Rúbio, o secretário de Defesa dos EUA Peter Hegseth, além de militares e outras autoridades estratégicas estadunidenses. 

Em declaração após os bombardeios, o presidente Trump afirmou que a ação “quebrou as pernas” do regime liderado pelo Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, e declarou que a ação poderá “trazer paz” ou “tragédia” para o Irã, a depender dos próximos passos dados pelo país do Oriente Médio.


Donald Trump e demais autoridades dos EUA monitorando o ataque ao Irã (Foto: reprodução/Instagram/@whitehouse)


Em seu discurso, Donald Trump declarou, ainda, que caso haja uma retaliação por parte do Irã contra os EUA, a resposta “virá com muito mais força” do que foi nesta ofensiva. No entanto, autoridades iranianas, entre elas o próprio aiatolá Ali Khamenei, informaram que não se renderão e não farão acordos mediante “coerção”.  

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, publicou em suas redes sociais que os ataques “terão consequências duradouras” e que o Irã utilizará “todas as opções” para contra-atacar. Na madrugada deste domingo (22), horário local, o Irã bombardeou cidades israelenses, incluindo a cidade de Tel Aviv.

Reação mundial

Após os ataques dos EUA contra instalações nucleares iranianas, líderes de grandes potências mundiais condenaram a ofensiva realizada pela Casa Branca. Tanto autoridades da China quanto da Rússia criticaram a ação dos EUA, uma vez que, segundo informaram, a ofensiva agrava a situação no Oriente Médio.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da China declarou que “as ações dos EUA violam gravemente os propósitos e princípios da Carta da ONU e do direito internacional, e exacerbaram as tensões no Oriente Médio”. Informando ainda que o país está pronto para trabalhar pela paz na região. 


Publicação do Ministério das Relações Exteriores da China sobre a ofensiva dos EUA contra o Irã (Foto: reprodução/X/@MFA_China)

Kaja Kallas, vice-presidente da União Europeia, pede que as negociações sejam retomadas para um cessar-fogo entre Israel e Irã. Jean-Noel Barrot, ministro das Relações Exteriores francês, solicita que o conflito seja resolvido dentro dos termos do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). A Alemanha se mantém cautelosa e informa que o chanceler do país, Friedrich Merz, avalia a situação. Já o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declara apoio aos EUA, informando que a ação foi necessária para barrar a ascensão do programa nuclear iraniano.

Irã responde com novos ataques a Israel após instalações nucleares serem alvejadas

Em resposta aos últimos ataques realizados por Israel, as forças aéreas iranianas realizaram nesta sexta-feira (20), uma nova ofensiva contra o território israelense. A ação fez com que autoridades do governo de Benjamin Netanyahu emitissem um alerta à população para buscarem abrigos até o final desta ofensiva.

Em nota, as Forças de Defesa de Israel (IDF) informam que diversas áreas do país estão sob ataque iraniano. Solicitando para a população obedecer às instruções do Comando Interno até que a Força Aérea de Israel possa eliminar por completo a ameaça.

Novo comunicado

Agora há pouco, as Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram um novo comunicado para a população deixar as áreas protegidas nos locais que estiveram sob o ataque iraniano. Conforme informado, a situação já está controlada e, no momento, o Comando da Frente Interna avalia a situação. 

Em sua página oficial de notícias, o Mossad, Serviço de Inteligência de Israel, informa que há 17 feridos, sendo que 3 deles possuem ferimentos graves. Contudo, não há informações de quais cidades foram atingidas nessa nova ofensiva iraniana. Estima-se que Haifa, cidade israelense ao norte do país, foi alvo de mísseis lançados pelo Irã.


Relato de feridos em Israel após novo ataque iraniano (Vídeo: reprodução/X/@MOSSADil)

Antes do ataque, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou que o Irã tem buscado a paz, no entanto, informou que “a única maneira de acabar com a guerra imposta é parar incondicionalmente a agressão inimiga e fornecer uma garantia definitiva para acabar com as aventuras dos terroristas sionistas para sempre”. Pezeshkian acrescenta que haverá respostas mais duras, caso os ataques israelenses continuem contra a população iraniana.

Início e desdobramentos do conflito

Na madrugada de 13 de junho (2025), horário local, iniciou-se o conflito armado entre Israel e Irã com o governo israelense de Benjamin Netanyahu, utilizando mais de 200 caças para atacar alvos estratégicos iranianos. Ao todo, mais de 100 locais foram alvejados. Incluindo instalações nucleares nas cidades de Fordow, Natanz e Isfahan. 

Militares e funcionários do alto-escalão iraniano foram mortos. Entre eles, Mohammad Bagheri, Hossein Salami, Amir Ali Hajizadeh e Gholam-Ali Rashid, generais com posições estratégicas dentro das forças armadas do país. Cientistas nucleares também foram alvejados, além de centenas de civis.

Antes da ofensiva, o Mossad, Serviço de Inteligência de Israel, sabotou o sistema de defesa aéreo iraniano, fazendo com que a capacidade do país em se defender fosse reduzida. Abrindo espaço para o ataque coordenado israelense, inclusive contra a capital Teerã e contra a TV estatal iraniana.  Segundo Netanyahu, o ataque ocorreu para impedir a expansão nuclear do Irã, o qual é acusado pelo governo israelense de desenvolver meios para obtenção de armamento nuclear.  


Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel informando sobre o início do conflito armado contra o Irã (Vídeo: reprodução/Instagram/@israelipm)


O Irã revidou o ataque contra Israel no dia seguinte, 14 de junho (2025), utilizando drones, mísseis balísticos e hipersônicos. As principais cidades israelenses alvos foram Bat Yam, Ramat Gan, Rehovot, Haifa, além de Tel Aviv. O “Domo de Ferro”, sistema de defesa de Israel, conseguiu interceptar em torno de 90% dos ataques iranianos. 

O contra-ataque israelense foi direcionado às cidades iranianas de Kermanshah, Abadan, Piranshahr e Teerã. A ofensiva deixou mortos, feridos e destruição de edificações e instalações dos dois lados, pesando mais para o lado do Irã, até o momento.

Hoje, sexta-feira (20), o conflito entra em seu oitavo dia com ataques de ambos os países. A ofensiva, que estava restrita a algumas áreas específicas, agora se alastra para diversos novos pontos. Tanto Israel quanto o Irã têm lançado sucessivos ataques mútuos, colocando o mundo em alerta para uma possível desestabilização geopolítica no Oriente Médio, em uma possível escalada envolvendo vários países aliados, com desdobramentos globais.

Israel intensifica ofensiva contra o Irã com apoio estratégico dos Estados Unidos

O governo israelense intensificou os ataques contra alvos no Irã. Israel tem direcionado os ataques contra as estruturas nucleares iranianas como parte da estratégia que visa destruir significativamente a infraestrutura militar do regime dos aiatolás. Em um cenário de crise e instabilidade regional, os Estados Unidos surgem como apoio à nação israelense e sustentação política e apoio militar.

Apoio internacional dos EUA

O Presidente Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu se reuniram para fortalecer o diálogo contínuo entre os dois países. A aproximação dos EUA tem garantido a Israel apoio logístico e respaldo internacional para garantir ações à defesa israelense, principalmente diante da ameaça nuclear iraniana. Ainda que os Estados Unidos não tenham confirmado oficialmente qualquer ação no Irã, o alinhamento entre EUA e Israel demonstra uma aliança sólida para finalizar o conflito no Oriente Médio.

Diante das múltiplas ofensivas iranianas, surge uma grande instabilidade geopolítica na região. Netanyahu justificou seus ataques ao Irã como medidas preventivas necessárias para preservar sua soberania e segurança nacional. Os alvos selecionados são instalações nucleares e militares, que fazem parte da operação estratégica altamente planejada, que busca desestabilizar toda a capacidade técnica iraniana, como também erradicar toda a moral de suas lideranças militares e políticas.


Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em coletiva de imprensa com o presidente dos EUA, Donald Trump – Washington (Reprodução/JIM WATSON/Getty Images Embed)


Comunidade internacional

A comunidade global acompanha com atenção os desdobramentos do conflito. Especialistas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) temem um conflito em alta escala, com impacto direto sobre o equilíbrio das forças militares e nucleares no Oriente Médio.

O governo norte-americano estuda uma possibilidade de ação militar no Irã, mas gera expectativa e apreensão entre as potências globais.

O apoio militar dos Estados Unidos a Israel sinaliza que os próximos capítulos no Oriente Médio ainda são um cenário não definido nas estratégias para neutralizar o conflito na região. No entanto, Washington tem um papel relevante na mediação, ou ampliação, do conflito. Israel e irã carregam cenários históricos de tensões e interesses estratégicos.

O mundo assiste a mais um capítulo da disputa entre Tel Aviv e Teerã, com os olhos voltados para os desdobramentos deste conflito e os riscos que ele representa para a paz global.

Israel inicia novos ataques contra o Irã e emite ordem de retirada

As Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram comunicado sobre novos ataques contra várias cidades do Irã, nesta quinta-feira (19). Em declaração, as autoridades informam que um reator nuclear inativo na região iraniana de Arak foi alvejado. Nesta nova operação, foram utilizados 40 caças da Força Aérea israelense, atingindo também a capital Teerã. 

A nota informa que a construção do reator, iniciada em 1997, somente não foi concluída por pressão da comunidade internacional, que se posicionou contra a produção de armamento nuclear iraniana. A instalação em Arak, segundo declarou, foi projetada para produzir plutônio de alto rendimento, um dos componentes utilizados a fim de desenvolver armas nucleares. 

Nesse tipo de armamento, o plutônio age para a liberação de grande quantidade de energia, ocasionando uma reação em cadeia com explosões sucessivas. Na região, além de plutônio, havia também óxido de deutério, popularmente conhecido como “água pesada”, outro componente utilizado na produção de armamento nuclear, servindo como base para geração de energia. 

Segundo informações, muitos acordos foram feitos para que os reatores das instalações nucleares na região de Arak fossem convertidos para a produção de plutônio de baixo rendimento, impedindo assim que o componente pudesse ser utilizado para o desenvolvimento de armas nucleares. A nota, emitida pelo IDF, informa que o Irã rejeitou essa proposta.


Comunicado das Forças de Defesa Israelenses sobre ataques contra a região de Arak (Vídeo: reprodução/X/@idfonline)

Na noite de ontem, quarta-feira (18), horário de Brasília, as Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram um comunicado para que a população iraniana nas cidades de Arak e Khondab deixasse os locais, informando que as vidas delas estariam em risco caso não saíssem da região. Outras regiões, como as cidades de Natanz e Teerã, também foram atingidas.

Ataques mútuos

Desde o início do conflito, os dias estão marcados por ataques dos dois lados, com promessas de eliminação e destruição em massa. Tanto o governo israelense quanto o governo iraniano têm realizado várias publicações com a cronologia dos fatos, cada um com sua versão. O fato é que o número de mortos e feridos é alto. Segundo informações, estima-se que no Irã, as vítimas estejam entre 500 e 600 mortos. Em Israel, calcula-se entre 20 e 24. Autoridades do Irã falam em mais de 200 mortos israelenses. 


Publicação sobre feridos em um prédio atingido na cidade israelense de Haifa (Foto: reprodução/X/@MOSSADil)

O número de feridos pelos bombardeios faz com que hospitais iranianos e israelenses trabalhem em sua capacidade máxima. Nas cidades de Teerã e Isfahan, no Irã, os hospitais estão sobrecarregados. Estima-se que mais de 1.300 pessoas foram gravemente feridas no país desde o início da ofensiva. Em Israel, o número de pessoas feridas está em torno de 600. As cidades de Haifa, Tel Aviv e Bat Yam concentram o maior número de casos. 

Novos militares iranianos foram nomeados para ocupar o lugar dos generais mortos no início do conflito. Entre eles, o brigadeiro general Sayyid Majid Mousavi, para a posição de Comandante da Força Aeroespacial do IRGC. A nomeação foi feita pelo líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, que prometeu “desferir duros golpes” contra Israel, a quem ele chama de regime sionista.

Pressão internacional e diplomacia

A comunidade internacional tem se posicionado de maneira estratégica para a resolução do conflito entre Israel e Irã, visando um cessar-fogo imediato, evitando uma escalada no Oriente Médio. Países como China, Rússia, Egito, França, Turquia e os EUA têm procurado intermediar as negociações com os dois países envolvidos. A região é conhecida pela grande produção de petróleo e a oscilação no preço do produto pode desestabilizar a economia global, causando impacto direto nos países exportadores e compradores.

No entanto, os EUA, por meio de seus interlocutores, têm feito declarações de apoio a seu aliado no Oriente Médio. O presidente estadunidense Donald Trump tem declarado por meio de suas redes sociais apoio incondicional a Israel. Em uma das postagens, Trump exige a rendição do líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, e a evacuação em massa da capital iraniana, Teerã. 


Publicação sobre evacuação em massa da capital iraniana, Teerã (Vídeo: reprodução/X/@MOSSADil)

Após as falas de Donald Trump, até o momento, milhares de pessoas deixaram a cidade de Teerã temendo um ataque estadunidense em apoio a Israel. A evacuação em massa gerou caos em redes de supermercados, postos de gasolinas, causando quilômetros de congestionamento, implementando abrigos improvisados e lotação nos transportes públicos. Os destinos mais acessados, segundo informações das mídias locais, são cidades iranianas ao norte do país, entre elas Alborz, Gilan e Mazandaran.

O conflito armado entre Israel e Irã, iniciado na madrugada, horário local, do dia 13 de junho (2025), entra hoje em seu sétimo dia e, apesar da pressão de grandes potências mundiais e organizações multilaterais, não dá sinais de que haverá um cessar-fogo em breve. Com a possível entrada dos EUA no conflito, lutando ao lado de Israel e demais aliados, o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, informa que lutará até o fim e a entrada dos estadunidenses na ofensiva “causará danos irreparáveis”, afirmando que a nação iraniana não se renderá.

Iranianos vivem momentos de terror durante ataque israelense noturno

Em Teerã, iranianos relatam que vivem “um pesadelo” depois de mais uma série de ataques de Israel no Irã na noite de terça-feira (17) para quarta (18). O exército israelense lançou uma ofensiva que envolveu mais de 50 aeronaves que atacaram instalações iranianas que produzem centrífugas e mísseis.

Relatos

A CNN falou com iranianos que não quiseram ser identificados por questões de segurança.

Uma iraniana de 28 anos afirmou “viver um pesadelo”. Outro, de 32 anos, contou que uma enxurrada de bombas foi ouvida a cerca de sete quilômetros de sua casa. Ele conta que escutou de 30 a 40 explosões. “O som era insano e a rua estava destruída“, relatou. O homem ainda afirmou que ele e sua família cogitam deixar suas casas.

Alguns moradores também afirmaram que existe um clima de desconfiança entre as autoridades na capital do Irã. Um homem conta que filmava as ruas vazias de Teerã e foi parado por um policial à paisana. Ele relata que o agente pediu para ver sua identidade e olhou seu telefone.

Troca ofensiva entre os países

As ofensivas entre Israel e Irã começaram na sexta-feira (13) de madrugada. Tiveram início quando o governo de Israel coordenou ataques direcionados ao centro do programa nuclear do Irã e aos altos líderes militares do país.


Iranianos observam destroços após ataques no dia 13 de junho de 2025 (Foto: reprodução/Majedi Saeed/Getty Images Embed)


Em seguida, a capital iraniana respondeu com retaliação, o que aumentou o receio de possível eclosão de um conflito de proporções maiores no Oriente Médio.


Ofensiva do Irã contra Israel (Foto: reprodução/X/@astronomiaum)

No total, mais de 200 pessoas foram mortas desde o começo da troca ofensiva entre os dois países. As Forças de Defesa de Israel (FDI) declararam que os ataques têm o objetivo de impedir o desenvolvimento do programa nuclear iraniano, o qual a FDI considera uma ameaça à existência israelense.

Ali Khamenei afirma que Israel iniciou guerra e alerta Irã

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta sexta‑feira (13) que Israel iniciou uma guerra aberta contra seu país. Segundo ele, o regime sionista não sairá ileso “das consequências de seu crime”.

Em comunicado oficial, Khamenei alertou que Teerã não aceitará ataques no estilo “atacar e fugir” sem responder com ações duras e estratégicas. O objetivo é resguardar sua soberania e demonstrar sua força regional.

Israel teria iniciado ação ofensiva

Khamenei acusou Israel de iniciar uma guerra direta contra o Irã ao realizar ataques a alvos iranianos sem sofrer consequências imediatas por suas ações. Em discurso enfático, ele afirmou que o regime sionista “não sairá ileso das consequências de seu crime”. Khamenei deixou claro que tais agressões não serão toleradas pelo governo iraniano.


Momento da declaração de Ali Khamenei contra Israel (Vídeo: reprodução/X/@GloboNews)


Com essa declaração contundente, o aiatolá sinaliza que futuros ataques israelenses contra interesses iranianos terão respostas severas. Essas reações podem incluir medidas militares de grande impacto, sanções ou ações diplomáticas fortes. O Irã busca, assim, manter pressão constante sobre o adversário e reforçar sua posição geopolítica na região.

Alerta sobre retaliação firme do Irã

Ao afirmar que sua resposta não será “mediana”, o líder supremo reforça que Teerã não aceitará provocações tímidas ou limitadas. Ele também indica que o país está em estado de máxima prontidão diante do que chama de ameaças e provocações do regime sionista.

Esse posicionamento firme aumenta as tensões na região e serve como alerta ao Ocidente. A mensagem de Teerã é clara: qualquer ataque a alvos iranianos, sejam militares, econômicos ou simbólicos, terá respostas à altura. A escalada do conflito poderá afetar a estabilidade regional e gerar repercussões no cenário internacional.

Com a retórica forte de Khamenei, o Irã assume postura assertiva na disputa com Israel. Mesmo sem anunciar ações específicas, o discurso serve de alerta estratégico. O mundo observa atentamente o desenrolar dessa tensão, pois qualquer incidente pode deflagrar respostas com impacto regional.

Em meio à conflitos, Trump alerta: “Todos deveriam se retirar de Teerã”

Nesta segunda-feira (16) em meio a escalada do conflito entre Irã e Israel, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump fez um pronunciamento forte em suas redes sociais, onde ele alerta que todos deveriam se retirar de Teerã imediatamente. Foi dito pelo presidente americano que o país iraniano deveria ter firmado acordo nuclear com os EUA. O Irã comunicou que não haverá negociação enquanto estiver sob ataque.

O conflito entre Israel e Irã se iniciou na noite da última quinta-feira (12), pois de acordo com Israel, o objetivo dos ataques seria para impedir um avanço no programa nuclear do pais iraniano. Porém, os países vivenciam esses conflitos a alguns anos, muito por conta de rivalidades impostas ainda no período da guerra fria.

A medida em que o conflito entre Israel e Irã continua escalando, as lideranças mundiais se posicionam em relação a acordos e possíveis tratativas. As ofensivas dos países seguem devastando e afetando toda a população das regiões afetadas, além da economia global.

Fala de Trump

Em publicação no Truth Social, o presidente americano comenta sobre o momento de tensão que o conflito vem gerando. Pouco tempo após a publicação, foi confirmado por uma autoridade da Casa Branca que o post refletia sobre a urgência nas tratativas e que o Irã deveria se sentar na mesa de negociações. Para Trump, o país iraniano deveria ter assinado o acordo que previa limitar atividades nucleares. Ainda segundo o presidente, o Irã não pode ter uma arma nuclear e pede para que todos evacuem a capital do Irã, Teerã.

Desde abril, Estados Unidos e Irã realizaram um total de cinco negociações indiretas referente ao programa nuclear iraniano. No último sábado (14), o ministro das Relações Exteriores de Omã anunciou o cancelamento da sexta rodada de conversas O Irã comunicou a Omã e Catar que não irá negociar com os americanos enquanto seu território estiver sob ataques israelenses e até que a resposta de Teerã seja concluída.


Post da Casa Branca ressaltando as palavras do presidente Donald Trump. (Foto: Reprodução/X/@WhiteHouse)

Netanyahu seria responsável

O atual ministro das relações exteriores do Irã, Abbas Araghchi, utilizou suas redes sociais para se pronunciar sobre os ataques que o país vem sofrendo. Na visão dele, as ofensivas israelitas tem como objetivo frear as negociações entre Estados Unidos e Irã. As conversas entre os países tinha como objetivo firmar acordo que limitava atividades nucleares realizadas pelos iranianos. Para Araghchi, os ataques de Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, são criminosos.

No último sábado (14) aconteceria mais um encontro para negociar as tratativas de um possível acordo entre Irã e Estados Unidos, porém, os ataques fizeram com que a sexta reunião entre os dirigentes dos países fosse cancelada. Araghchi afirmou que, caso Trump seja sincero em relação à diplomacia e esteja interessado em interromper esta guerra, os próximos passos serão importantes.

Misseis israelenses atingem base militar no oeste da capital iraniana em novo ataque

Nesta segunda-feira (16), as forças armadas de Israel bombardearam o Irã, atacando uma base militar em Teerã, conforme divulgou a agência de notícias iraniana Fars. O primeiro-ministro de Israel já havia emitido um alerta ao Irã, para que se retirassem da cidade de Teerã, além das forças armadas israelenses já terem também publicado um aviso de evacuação a respeito dessa situação também, direcionado ao distrito 3 na capital iraniana, que se localiza numa região de muitos ministérios e embaixadas. O confronto continua se intensificando entre os países em questão.

O conflito

A intensidade entre Israel e Irã chegou a um novo patamar de intensidade. Entrando numa fase delicada, tendo novos riscos e novos desdobramentos regionais, chegando a ter impactos globais da economia. Com algumas áreas residenciais atingidas, principalmente as localizadas em Teerã, e ainda instalações nucleares e de petróleo, sendo atingidas no Irã. Já em Israel, ataques foram feitos em refinarias e cidades, como, por exemplo, em Tel Aviv, atacada, durante o início desta semana, deixando alguns feridos, conforme divulgado por autoridades do Irã.


Pessoas observam local destruído em Teerã 13 de junho de 2025(foto:reprodução/ Majedi Saeed/Getty Images Embed)


Situação caótica

Alguns mísseis israelenses chegaram a atingir o ministério da defesa do Irã, que se localiza em Teerã. Um dos locais atingidos foi o prédio do ministério de relações exteriores, que também foi atacado, deixando feridos, conforme autoridades do Irã. O principal ponto que sofreu com o ataque foi a instalação de urânio de Natanz, localizada em terras iranianas. O ministério de Petróleo da antiga Pérsia comunicou que o depósito de combustível e gasolina de Shahran pegou fogo. Testemunhas relataram que ele foi tomado por um grande incêndio, divulgado pelo “The New York Times”.

Morte de chefe da inteligência

Neste domingo (15), os ataques de Israel em Teerã mataram o chefe da inteligência da guarda revolucionária, Mohammad Kazemi, Hassan Mohaqeq, sendo o vice de Kazemi, e o general Mohsen Baqeri também perderam suas vidas durante seu bombardeio. O chefe da guarda, Hossein Salami, acabou morrendo também nos primeiros bombardeios na sexta-feira (13).

Irã aponta mais de 60 mortos em ofensiva israelense

A imprensa iraniana informou neste sábado (14) que 60 pessoas morreram em um ataque israelense em um conjunto residencial em Teerã, na capital do Irã. Dentre os mortos, encontram-se 20 crianças. 

No mesmo dia, as forças iranianas lançaram mísseis contra Israel. Conforme o jornal The Times of Israel, duas pessoas morreram e 19 ficaram feridas. Ao todo, são três mortos e aproximadamente 82 pessoas feridas nos ataques entre a sexta-feira (13) e o sábado. 

As forças de Israel informaram que aproximadamente 100 mísseis foram disparados contra o território israelense na sexta-feira, porém o Domo de Ferro conseguiu interceptar a maioria. Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), os mísseis atingiram um número limitado de edifícios, danificados pelos estilhaços provocados pelas operações de interceptação. 

Entre mortos e feridos

Conforme informações do serviço de emergência israelense Magen David Adom (MDA), as operações resgataram uma mulher de 60 anos inconsciente e sem sinais vitais. Um homem que aparentava ter 45 anos foi declarado morto. 

Segundo a BBC, as pessoas resgatadas que estão sendo tratadas em hospitais israelenses sofreram ferimentos por estilhaços, inalação de fumaça e estão em choque. 


Ataques israelenses atingiram civis que agora temem novos bombardeios (Reprodução/Youtube/Metrópoles)

Um representante do Irã na ONU disse que 78 pessoas morreram nos ataques israelenses na sexta-feira e, pelo menos, 320 ficaram feridas, sendo a “esmagadora maioria” de civis.

Como começou

Israel lançou um ataque aéreo na madrugada da sexta-feira, no horário local, contra instalações militares e nucleares em território iraniano. O governo israelense argumentou que a operação visava conter a evolução do programa nuclear naquele país. 

Além da infraestrutura nuclear, Israel fez ataques fatais contra importantes líderes do governo do Irã. Morreram o chefe da Guarda Revolucionária (IRGC), Hossein Salami, o chefe das Forças Armadas, Hohammad Baghei, além de dois cientistas nucleares iranianos. 

A destruição de uma grande parte do arsenal de mísseis do Irã também foi resultado dos ataques, de acordo com informações do governo israelense. 

Reação iraniana

Como resposta, o governo do Irã prometeu vingança e disparou uma sequência de mísseis balísticos contra Israel na noite desta sexta-feira. Foi possível ouvir fortes explosões tanto em Jerusalém quanto em Tel Aviv. Segundo o jornal israelense Haaretz, ao menos 40 pessoas ficaram feridas nos primeiros ataques de retaliação. 

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou que o governo de Israel cometeu um “grande erro” e alertou que as mortes de seus líderes e a violação do espaço aéreo iraniano não ficarão impunes. Khamenei prometeu que Israel pagará caro pelas mortes dos iranianos e alegou que a ação israelense foi uma “declaração de guerra”.


O líder-supremo do Irã promete retaliação e vingança (Reprodução/X/@GugaNoblat)

Ainda em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu assegurou que o conflito seguirá pelo tempo que for preciso e que os bombardeios contra o Irã não cessarão. O objetivo de Netanyahu é impedir que a república islâmica possua qualquer arma nuclear. 

Estamos em um momento decisivo na história de Israel.

Benjamin Netanyahu

Mais ataques virão

O chefe da IDF alertou que, neste sábado, o exército de Israel retomará os ataques a alvos em Teerã.

Em uma análise da situação, o Chefe do Estado-Maior General e o Chefe da Força Aérea israelenses afirmaram que as Forças de Defesa continuarão seguindo os planos operacionais e que seus caças estão prontos para reiniciar os ataques na capital iraniana. 

A Organização das Nações Unidas (ONU) recebeu uma carta do Ministério das Relações Exteriores do Irã em que acusa Israel de desencadear o conflito. 

Dinâmica da sucessão presidencial no Irã

De acordo com a Constituição Iraniana, quando o presidente morre, o primeiro vice-presidente assume os poderes e funções do presidente de forma interina e com a aprovação do Líder Supremo. O vice-presidente, o presidente do parlamento e o chefe do poder judiciário devem providenciar, no período de 50 dias, uma eleição para escolher um novo líder.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, é quem dá a palavra final para o vice-presidente assumir o cargo. Com esse poder de intervenção nos assuntos internos e externos na República Islâmica, o líder supremo ofusca os poderes do presidente no país.

Quem decide é o líder supremo

Khamenei, ao declarar cinco dias de luto, anunciou que Mohammad Mokhber irá assumir a presidência de forma interina, respeitando a Constituição Iraniana. Segundo analistas, a realização do pleito não deve mudar os rumos políticos do Irã. A expectativa é de que a linha-dura ligada aos setores religiosos permaneça no poder.


Líder Supremo do Irã: aiatolá Ali Khamenei (Foto: reprodução/ Majid Saeedi/Getty Images embed)


Não há expectativas de mudanças significtivas

Ebrahim Raisi, diferente de seu antecessor, fez uma aliança estreita com Ali Khamenei. Muitas pessoas acreditavam que ele seria o líder supremo quando Khamenei morresse. Gregory Brew, analista do Eurasia Group, fez suas considerações:

É muito provável que a liderança do regime, incluindo Khamenei, trabalhe para realizar uma eleição presidencial para garantir que um substituto adequado suceda Raisi, ao mesmo tempo que mantém fora candidatos reformistas ou moderados, como tem sido a prática desde 2021. 

Gregory Brew

Ainda de acordo com Brew, o clérigo Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá, estaria sendo apontado como possível sucessor no cargo de líder supremo. Porém, essa nomeação iria contra uma tradição da Revolução Islâmica, que fundou o regime atual em 1979. Ela se opõe a qualquer sistema que se assemelhe à monarquia, derrubada pela revolução.

O acidente aéreo que vitimou Ebrahim Raisi no último domingo está sendo realmente um golpe para a linha-dura do regime teocrático de Teerã.