Trump provoca suspense ao falar sobre ataques a cartéis na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja ataques contra cartéis na Venezuela ao declarar: “Vocês vão descobrir”. A fala, feita neste domingo (7) ao sair da Casa Branca, reacende especulações sobre ofensivas americanas e aumenta a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro.

Em paralelo, Trump planeja ataques coordenados com navios de guerra, um submarino nuclear e mais de 4.500 militares enviados ao sul do Caribe. Essas ações reforçam a pressão sobre Caracas e, consequentemente, elevam a atenção internacional para a região.

Trump planeja ataques a cartéis na Venezuela

Fontes próximas ao governo indicam que Trump estuda ataques dentro do território venezuelano contra organizações criminosas. Essa estratégia busca enfraquecer os cartéis que atuam na Venezuela e em rotas de narcotráfico na região.

Já na primeira semana de setembro, as forças americanas atacaram uma embarcação ligada ao cartel Tren de Aragua, no sul do Caribe. Onze indivíduos morreram, sem registros de feridos entre os militares dos EUA. O Comando sul supervisionou a operação dentro de sua área de responsabilidade.

Pressão sobre Maduro e recompensas relacionadas a cartéis

A secretária de Justiça, Pam Bondi, anunciou uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro. Segundo autoridades americanas, ele é acusado de ligação com Tren de Aragua, Sinaloa e, supostamente, com o Cartel de Los Soles.

Enquanto isso, Maduro nega todas as acusações e enviou jatos para sobrevoar a força-tarefa americana. Em contrapartida, Trump reagiu com ameaças de retaliação, ampliando a escalada de tensões entre os governos.


Maduro reage a alerta de Trump e pede redução da tensão militar no Caribe (Vídeo: reprodução/YouTube/SBT News)

Tensões entre EUA e Venezuela com ofensivas de Trump

A fala de Trump aumenta a pressão sobre Caracas e, por isso, coloca a Venezuela novamente no foco internacional. Também, analistas destacam que essas ações podem impactar diretamente o tráfico de drogas e a segurança regional.

Consequentemente, a vigilância sobre os movimentos de Washington e Maduro permanece elevada, enquanto a região acompanha a escalada com cautela. Além disso, analistas destacam que essas ações podem produzir efeitos diretos no tráfico de drogas e na segurança regional.

Lula denuncia estímulo a ataques e diz que Brasil não se submeterá

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou neste sábado (6) tentativas de interferência estrangeira nos rumos do país. Em pronunciamento transmitido em rede nacional, Lula afirmou que o país “não aceitará ordens de quem quer que seja”.

Ele também chamou de “traidores da pátria” os políticos que, segundo ele, incentivam sanções contra o Brasil. A princípio, a fala foi interpretada como recado indireto a Eduardo Bolsonaro (PL-SP), citado como articulador junto ao governo americano.

Defesa da soberania nacional

No discurso, Lula usou a palavra “soberania” diversas vezes e disse que o Brasil não voltará a ser colônia de ninguém. Ainda assim, o petista destacou que governar significa cuidar do povo brasileiro, sem interferência estrangeira.

Em discurso, o presidente havia afirmado que “somos capazes de cuidar da nossa terra e da nossa gente, sem interferência de nenhum governo estrangeiro”.

Além disso, Lula já havia reforçado e defendido a independência do Judiciário dizendo que não cabe ao presidente interferir nas decisões da Corte. Ocasionalmente, o recado responde a críticas de Donald Trump, que chamou o julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal de “vergonha internacional”.

Críticas a políticos e defesa do Judiciário

O presidente classificou como inadmissível a atuação de políticos brasileiros que, segundo ele, estimulam ataques ao país. Ele declarou que a História não perdoará essas ações. Desse modo, as críticas miraram aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, sobretudo seu filho, Eduardo Bolsonaro.


Financial Times analisa defesa do PIX (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

O deputado e filho do ex-presidente é investigado por incentivar sanções americanas contra o Brasil e, em agosto, foi indiciado pela Polícia Federal. Para Lula, tal conduta representa traição aos interesses nacionais.

Em contrapartida, aos ataques, o petista também reforçou a defesa do Pix e da regulamentação das redes sociais. Ele afirmou que o sistema de pagamentos é público, gratuito e símbolo de soberania. Sobre as redes, declarou que elas não podem servir como espaço para crimes, discursos de ódio e fake news.

Por fim, Lula prometeu defender as riquezas nacionais e as instituições democráticas contra qualquer tentativa de golpe. “Defender nossa soberania é defender o Brasil”, concluiu.

Brasileiros deportados dos EUA em 2025 aumentam devido à política migratória de Trump

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), intensificando a política migratória de Donald Trump, tem realizado voos semanais com o intuito de deportar imigrantes brasileiros que residem de forma ilegal em solo estadunidense. Anteriormente, os voos aconteciam a cada 15 dias. Dados apontam que, entre janeiro e agosto de 2025, foram repatriadas para o Brasil 1730 pessoas. 

Conforme apuração do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania brasileiro (MDHC), de abril a julho de 2025, o país repatriou 612 brasileiros vindos do país norte-americano em operações coordenadas pelo governo federal. Levando em consideração o período de fevereiro até o final de julho, esse número totaliza 1.223 pessoas, divididos em 12 voos fretados. De acordo com levantamento realizado pelo governo federal, em 2023 o número de deportados foi de 1.240. Já em 2024 a cifra ficou em 1.648 repatriados.

Perfil dos repatriados

Segundo estudos realizados pelo MDHC, há uma diversidade nos perfis destes repatriados. Conforme apuração feita até o final de julho de 2025, 949 deportados são homens, 220 são mulheres e outros 54 não tiveram o gênero informado. A maioria tem entre 18 e 29 anos, mas há também, outras faixas etárias abrangendo pessoas de 30 a 49 anos. Além disso, a maior parte (89,13%) chegou desacompanhada e mais da metade foi acolhida por familiares após desembarcar em solo brasileiro. 


Publicação sobre o aumento no número de repatriados brasileiros (Foto: reprodução/Instagram/@itamaratygovbr)


Para a secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Élida Lauris, o processo de deportação de brasileiros pelos EUA não é novidade, entretanto destaca que houve uma intensificação nas ações e uma maior regularidade nos voos, demonstrando que a política de deportações do governo Donald Trump ganhou estrutura e ritmo mais definidos.

Primeiras deportações 

Ainda conforme apontou o  MDHC, os primeiros retornos começaram em 7 fevereiro de 2025 com um voo trazendo 111 brasileiros deportados para os aeroportos de Fortaleza, no Ceará, e de Confins, em Minas Gerais. O acolhimento contou com equipes do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania, Polícia Federal, Defensoria Pública, Itamaraty e outros ministérios relacionados com o tema. Com o objetivo de reduzir o trauma da deportação e acelerar o atendimento, incluiu distribuição de kits de higiene, apoio psicológico, orientações para acesso ao SUS, além de medidas preventivas de saúde como a vacinação.

Devido a este fluxo migratório, o programa “Aqui é Brasil”, lançado em 6 de agosto deste ano, foi formalizado, oferecendo acolhimento imediato nos aeroportos, assistência psicossocial, alimentação, abrigo, regularização documental e apoio à reintegração social e econômica. A ação é fruto da articulação entre diversos órgãos federais e organismos internacionais, tendo o orçamento de R$ 15 milhões para um ciclo de 12 meses.


Programa do governo federal brasileiro “Aqui é Brasil” sobre acolhimento aos repatriados (Foto: reprodução/X/@mdhcbrasil)

Sob o slogan “Tornando a América segura novamente” e liderado pela secretária Kristi Noem, o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) tem realizado ações sistemáticas contra a imigração ilegal no país, deportando cidadãos considerados criminosos e violentos. Em suas páginas oficiais há publicações sobre pessoas de diversas partes do mundo, e os possíveis crimes praticados por elas. Para especialistas, estas publicações são uma forma de ratificar a política migratória do governo Trump, questionadas por organizações multilaterais quanto a sua condução em desacordo com políticas de direitos humanos.

China exibe novo arsenal em desfile militar com a presença de Putin, Kim Jong-un e Dilma 

A China expôs seus novos armamentos em um desfile na Praça da Paz Celestial, em Pequim, nesta terça-feira (03). Mísseis antinavios, drones submersíveis, escudo antimíssil, tanques e mais de 10 mil soldados fizeram parte do espetáculo que comemora os 80 anos da rendição do Japão aos aliados na Segunda Guerra Mundial. Líderes mundiais como Putin e Kim Jong-un, além da presidente do Banco do BRICS, Dilma Rousseff estiveram presentes.

Potência Militar

O governo de Xi Jinping tem como ponto central o investimento militar. Desde 2013, o líder chinês mobilizou fundos para modernizar o Exército de Libertação Popular (ELP), saindo de coadjuvante na Ásia para se igualar, em alguns pontos, com as Forças Armadas dos Estados Unidos. Sem envolvimento direto em conflitos desde o com o Vietnã em 1979, Pequim passou a fabricar e aperfeiçoar sua própria tecnologia de guerra. 


Novos armamentos chineses exibidos em grande desfile militar de comemoração aos 80 anos da vitória sobre o Japão (reprodução/Lintao Zhang/Getty Images Embed)


Na exibição do renovado arsenal de guerra, o exército chinês apresentou armas de nova geração como:

  • Drone submarinos AJX002: equipamentos não tripulados semelhantes a torpedos; 
  • Escudo antimíssil HQ – 29: pode interceptar mísseis a 500 quilômetros de altitude;
  • Mísseis antinavio YJ – 20: capazes de causar danos críticos a grandes embarcações;
  • Laser de defesa aérea: arma de energia direcionada que deve ser montado em navios de guerra.

União Geopolítica

O presidente Xi Jinping convidou líderes mundiais para assistir a comemoração do fim da Segunda Guerra, estavam lá: Vladimir Putin, da Rússia; Narenda Modi, da Índia; e Kim Jong-un, da Coréia do Norte. Além dos mais conhecidos, lideranças do Irã, Paquistão, Cuba e outros países aliados marcaram presença. O Brasil foi representado por Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais do Governo Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff, presidente do Banco dos Brics. 


Vladimir Putin, Xi Jinping e Kim Jong-un durante o desfile militar chinês em Pequim
(reprodução/ALEXANDER KAZAKOV/POOL/AFP/Getty Images Embed)


Nesta segunda-feira (1), Putin e Modi já haviam se reunido com Xi Jinping em cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCS), bloco de segurança regional. Durante o evento, que contava com mais de 20 países, o líder chinês fez críticas implícitas ao presidente dos EUA, Donald Trump, e sua política tarifária, além de difundir o desejo da criação de uma nova ordem mundial que prioriza a economia e a segurança dos países do ‘Sul Global’, como o Brasil e os outros componentes do BRICS. 

Fraudes em vistos podem gerar proibição vitalícia de entrada nos EUA

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil anunciou novas medidas para intensificar o combate a fraudes em vistos para os EUA e à imigração ilegal. Além disso, o governo proibirá permanentemente a entrada no país de cidadãos que apresentarem informações falsas ou tentarem obter o visto de forma irregular. Ainda, quem facilitar a entrada ou abrigar estrangeiros em situação irregular poderá responder criminalmente.

Taxa para solicitação de visto será reajustada

De forma complementar, a partir de 1º de outubro, o governo aumentará a taxa para emissão de vistos de US$ 185 (cerca de R$ 1.006) para US$ 250 (aproximadamente R$ 1.360). Chamado de Visa Integrity Fee, o reajuste integra um pacote fiscal defendido pelo presidente Donald Trump e aprovado pelo Congresso. Especialistas estimam que a arrecadação pode alcançar US$ 40 bilhões nos próximos dez anos.

Entrevista presencial volta a ser obrigatória

Turistas e viajantes a negócios terão que participar de entrevistas presenciais, mesmo aqueles que antes eram isentos. Dessa forma, o governo busca reduzir pedidos inconsistentes e analisar melhor o perfil de cada candidato. Consultores de imigração afirmam que a medida amplia a triagem e fecha brechas exploradas em processos anteriores.

Fraudes em vistos dos EUA: estudantes terão redes sociais avaliadas

Solicitantes dos vistos F, M e J, destinados a estudantes e intercambistas, deverão manter seus perfis em redes sociais abertos durante o processo. Assim, as autoridades podem verificar informações e confirmar se os candidatos cumprem os requisitos legais de entrada.

Com isso, consultores explicam que a exigência responde a casos em que brasileiros solicitavam vistos sem comprovação financeira ou sem intenção legítima de permanência.


Embaixada dos EUA no Brasil incentiva autodeportação em post (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN)

Impactos das medidas contra fraudes em vistos dos EUA

Especialistas em direito internacional destacam que o governo Trump vem adotando uma linha mais rigorosa na política migratória. Dessa forma, além de reforçar a segurança, as novas regras funcionam como instrumento de pressão diplomática, em meio às tensões entre Brasil e Estados Unidos.

Além disso, há a possibilidade de criação de novas taxas, incluindo uma modalidade premium para agilizar entrevistas, estimada em cerca de US$ 1.000 (R$ 5.410). No entanto, a cobrança segue em discussão e pode ser implementada nos próximos meses.

Como solicitar o visto

O processo de solicitação inclui preencher o formulário DS-160 no site da Embaixada, enviar foto pessoal e agendar entrevista em um dos consulados do Brasil. A partir de 2 de setembro, será necessário apresentar o recibo da nova taxa de US$ 250.

Além do passaporte válido e documentos básicos, o governo poderá solicitar que o candidato comprove renda, justifique o propósito da viagem e demonstre intenção de retornar ao Brasil após o período autorizado de estadia. Assim, o processo garante maior controle e transparência na emissão dos vistos.

Hamas se pronuncia sobre possível investida dos EUA para realocar população Palestina

Um dirigente político do Hamas declarou nesta segunda-feira (1º) que Gaza não pode ser tratada como mercadoria, em reação a notícias divulgadas pela imprensa sobre uma possível proposta dos Estados Unidos que sugeriria a remoção dos moradores da região.

Segundo Bassem Naim, membro da liderança política do grupo, afirmou que Gaza é inegociável e constitui parte inseparável do território nacional palestino.

Possível planejamento

De acordo com informações obtidas pelo jornal norte-americano The Washington Post, o plano em estudo previa a transferência voluntária de quase 2 milhões de habitantes para outros países ou para zonas consideradas seguras dentro da própria Faixa de Gaza, até que a região fosse reconstruída após dois anos de conflitos.


Gaza é uma região de forte interesse estadunidense (Vídeo: reprodução/YouTube/Jovem Pan News)

Um representante do Hamas, que falou à AFP sob anonimato, declarou que o movimento se opõe a qualquer iniciativa que force a saída de palestinos de suas casas enquanto Israel mantém controle sobre o território, classificando tais ideias como ineficazes e desiguais.

Ainda segundo o documento, quem aceitasse deixar Gaza teria direito a um incentivo de US$ 5 mil (cerca de R$ 27 mil), além de apoio financeiro para custear quatro anos de moradia e auxílio alimentar durante um ano.

Reconstrução de Gaza

Segundo o plano descrito, donos de terrenos em Gaza poderiam receber “ativos digitais” como forma de apoio para recomeçar a vida em outro local ou, alternativamente, ter a possibilidade de trocar suas terras atuais por moradias em complexos residenciais planejados, entre seis e oito “cidades inteligentes”, baseadas em tecnologias de Inteligência Artificial, a serem erguidas dentro da própria Faixa.

O Washington Post também relatou que a proposta prevê que a Faixa de Gaza seja administrada, durante um período de dez anos, por um organismo chamado Fundo para a Reconstrução, Aceleração e Transformação Econômica de Gaza (GREAT Trust). Após esse tempo, a administração passaria a uma autoridade Palestina reestruturada e considerada livre de radicalismo.

Questionado pela AFP, o Departamento de Estado dos Estados Unidos não se manifestou sobre o suposto projeto, divulgado poucos dias depois de um encontro oficial em Washington.

Trump reage à decisão judicial e diz que EUA serão “destruídos” sem tarifas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender sua política tarifária neste domingo (31), em publicação na rede Truth Social. A manifestação ocorreu em resposta à decisão da Justiça americana, tomada na última sexta-feira (29), que considerou ilegais a maior parte das tarifas impostas durante seu governo.

Segundo Trump, a revogação dessas medidas colocaria em risco a segurança e a economia do país. Ele afirmou que, sem os valores arrecadados por meio das tarifas, o poderio militar norte-americano seria “instantaneamente obliterado”. De acordo com o republicano, a eliminação da política poderia levar à “completa destruição” dos Estados Unidos.

Na mesma publicação, o ex-presidente destacou que a decisão da Corte contou com uma divisão apertada. “Em uma votação de 7 a 4, juízes da esquerda radical não se importaram, mas um democrata, nomeado por Obama, votou para salvar nosso país. Gostaria de agradecê-lo por sua coragem. Ele ama e respeita os EUA”, escreveu Trump, citando também a participação de um magistrado indicado por ele próprio durante seu primeiro mandato.

Tarifa como estratégia política

Desde a campanha de 2016, Trump colocou as tarifas no centro de sua plataforma econômica. O objetivo declarado era proteger a indústria nacional e reduzir a dependência de importações. Já na presidência, ele utilizou a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) para justificar os pacotes tarifários aprovados em 2018, que afetaram países como China, Canadá e México.

A legislação concede ao presidente autoridade para agir em situações de ameaça “incomum e extraordinária”. Embora não mencione explicitamente tarifas, Trump argumentou que a norma dava base legal para regular ou bloquear importações em nome da segurança nacional.


Presidente Donald Trump (Foto: reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)


Contestações judiciais

As tarifas, porém, foram alvo constante de questionamentos. Diversas ações judiciais, incluindo uma movida pelo Estado da Califórnia, contestaram a legalidade da medida. Tribunais em Washington já haviam considerado que a IEEPA não conferia ao presidente poder para impor tais barreiras comerciais.

A decisão recente da Corte de Apelações do Circuito Federal reforça esse entendimento, mas o embate ainda não está encerrado. É esperado que o caso seja levado à Suprema Corte, onde aliados de Trump acreditam ter mais chances de reverter a sentença.

Donald Trump anula proteção federal de Kamala Harris

O presidente Donald Trump assinou o “Memorando para o secretário de Segurança Interna” determinando o fim da proteção do Serviço Secreto à ex-vice-presidente Kamala Harris a partir de 1° de setembro de 2025. A prorrogação de um ano concedida por Joe Biden — que ia além dos seis meses previstos por lei — foi anulada no momento exato em que Harris inicia sua turnê de divulgação do livro “107 Days”, que será lançado em 23 de setembro, aumentando sua exposição pública e sua vulnerabilidade.

O que é o Serviço Secreto e por que isso importa

O Serviço Secreto dos Estados Unidos é a agência federal responsável pela proteção de ex-presidentes, com cobertura vitalícia, e de ex-vice-presidentes, por apenas seis meses após deixarem o cargo. No caso de Harris, Biden havia estendido esse prazo em mais um ano, até julho de 2026. A revogação abrupta dessa proteção expõe Harris a riscos diretos, especialmente em um contexto de polarização política. Sem a cobertura federal, ela pode ter de recorrer a segurança privada, o que implica custos elevados e logística complexa para sua equipe.

Contexto político e impacto simbólico

A decisão de Trump ocorre justamente quando Harris retoma os holofotes políticos com o lançamento do livro “107 Days”, publicado pela Simon & Schuster. A obra relata os bastidores de sua breve candidatura presidencial em 2024 e será seguida por uma turnê em 15 cidades nos EUA e no exterior, a partir de 24 de setembro. A retirada da proteção federal amplia o risco em aparições públicas e simboliza um ato de fragilização política em um momento de maior visibilidade. Medidas semelhantes já foram aplicadas por Trump contra outros adversários, incluindo Hunter e Ashley Biden, além de ex-assessores como Mike Pompeo e John Bolton, em gestos que críticos classificam como retaliações pessoais.


Kamala Harris, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, discursa no evento “State of the People Power” (Foto: reprodução/Mario Tama/Getty Images Embed)


Reações à decisão

A medida gerou fortes críticas. A líder democrata no Senado, Patty Murray, classificou a revogação como “um ato de perseguição política perigoso e sem precedentes”. O ex-presidente Barack Obama afirmou em nota que a decisão “coloca em risco não apenas Kamala Harris, mas também a tradição de proteger a integridade do processo democrático”. Já aliados republicanos de Trump defenderam a medida, alegando “corte de privilégios excessivos” e “ajuste legal necessário”.

Para especialistas em segurança, no entanto, a decisão rompe com práticas consolidadas de proteção institucional. “Mesmo sem obrigação legal, há precedentes de manutenção de segurança a figuras públicas com forte exposição, como foi o caso do ex-vice-presidente Dick Cheney”, disse o ex-agente do Serviço Secreto Jonathan Wackrow à CNN.

A decisão final sobre eventuais recursos ainda poderá ser contestada judicialmente, mas, por ora, Harris inicia sua turnê literária sem o amparo da proteção federal.

Trump planeja grande operação de imigração em Chicago

O governo Donald Trump se prepara para realizar uma operação de grande escala voltada à fiscalização da imigração em Chicago. A ação deve começar na sexta-feira, 5 de setembro, e marca um novo atrito entre o presidente e cidades lideradas por democratas, que adotam políticas que limitam a cooperação com autoridades federais. Além disso, a iniciativa sinaliza um reforço na atuação federal em áreas com políticas de “santuário”.

Segundo fontes, o plano inclui o aumento do efetivo de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). Também, outras agências federais podem participar. Veículos blindados estão sendo enviados à cidade e, caso seja necessário, a Guarda Nacional poderá atuar para reforçar a segurança.

Contexto da operação em Chicago

Chicago já recebeu operações federais de imigração durante o governo Biden. Esse aumento ocorreu principalmente após a chegada de mais imigrantes pela fronteira sul, intensificada por decisões do governador do Texas, Greg Abbott, que enviou pessoas para cidades democratas.

Durante o governo Trump, a cidade enfrentou processos federais relacionados às políticas de “santuário”. No entanto, a Justiça decidiu que o governo federal não tinha legitimidade para contestar a medida. Além disso, tentativas de suspender repasses federais foram bloqueadas.


Operação contra imigrantes ilegais nos EUA (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Planejamento da ação federal

As autoridades da Casa Branca afirmam que o planejamento segue em andamento. Em paralelo, negociações estão em curso para utilizar uma base naval ao norte de Chicago como centro de operações. O czar da fronteira, Tom Homan, disse que mobilizará “um grande contingente”, sem detalhar números.

Gregory Bovino, responsável pelas operações de imigração em Los Angeles, deve liderar a ação em Chicago. Por sua vez, um representante da Segurança Interna destacou que o DHS tem atuado para remover criminosos de alto risco, incluindo membros de gangues e autores de crimes graves. Dessa forma, o objetivo é proteger as comunidades americanas.

Reações políticas locais

O governador de Illinois, JB Pritzker, criticou a operação. Ele acusou o governo federal de “militarizar cidades e tentar minar a democracia”. Vale destacar que afirmou que nem seu gabinete nem o prefeito de Chicago foram consultados sobre o envio de forças federais. Segundo Pritzker, faltou coordenação com as autoridades locais.

De acordo com autoridades da Casa Branca, a operação de imigração é distinta de planos do presidente para reforçar a segurança pública em Chicago. Dessa forma, esses planos visam combater a criminalidade doméstica de forma mais ampla, semelhante às ações em Washington, D.C.

Trump planeja reunião para decidir futuro da Faixa de Gaza

Na última quarta-feira (27), o presidente americano, Donald Trump, liderou uma reunião que pautava os planos futuros para a Faixa de Gaza após o hipotético fim da guerra entre Israel e o Hamas. Além do chefe da Casa Branca, estavam presentes o ministro das Relações Exteriores israelense, Gidenon Sa’ar, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio. 

A motivação do encontro teria sido adiada pelo enviado especial americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, que prometeu uma finalização da guerra “de um jeito ou de outro”. Witkoff ainda declarou que o planejamento do futuro de Gaza deve ser traçado nesta quinta-feira (28). 

A motivação do encontro teria sido adiada pelo enviado especial americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, que prometeu uma finalização da guerra “de um jeito ou de outro”. Witkoff ainda declarou que o planejamento do futuro de Gaza deve ser traçado nesta quinta-feira (28). 

Impasse nas tratativas de resolução da guerra

A reunião da última quarta-feira (27) durou aproximadamente uma hora e foi considerada positiva para ambos os lados. Apesar disso, o ministro das Relações Exteriores israelense, Gidenon Sa’ar, negou o reconhecimento do Estado da Palestina por parte de Israel, revelando o pensamento da improvável existência de duas nações no território. 


Civis palestinos lutam contra a fome durante a guerra na Faixa de Gaza. (Foto: Reprodução/AFP/Getty Images embed)


Além disso, Egito e Catar redigiram uma proposta de cessar-fogo, na qual foi aceita pelo Hamas no último dia 18 de agosto, no entanto, Israel segue sem dar resposta sobre a tentativa de trégua no conflito. Esse plano, ainda não assinado por Benjamin Netanyahu, prevê uma paralisação da guerra por 60 dias, liberação de reféns,  além da retirada das tropas israelenses do território de Gaza.

Apesar disso, Netanyahu segue ordenando a evacuação dos palestinos na Faixa de Gaza, utilizando-se do uso de bombas e tanques militares que intimidam a população do território. Para o chefe do Estado de Israel, a cidade serve como esconderijo para os membros do Hamas, afirmação negada pelas autoridades palestinas. 

Histórico do conflito

Em 1947 a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs a criação do  Estado de Israel em área na qual pertencia à Palestina, com o intuito de solucionar o antissemitismo. Assim, a partir de 1948, a região foi dividida em dois Estados, um judeu, pertencente à Israel e um árebe, pertencente à Palestina

A configuração proposta pela ONU gerou uma série de conflitos históricos entre os dois povos, com a ocupação de judeus em áreas que, inicialmente, deveriam pertencer aos palestinos.

Até o fechamento desta reportagem, desde o início do conflito entre Israel X Hamas em 2023, mais de 62 mil habitantes da Faixa de Gaza foram mortos. Além dos homens mortos em combate há também situações em que mulheres, crianças e idosos, sofrem pelos desdobramentos da guerra com a falta de suprimentos básicos como água e alimento agravam a situação dos civis que permanecem no território.