Putin é ameaçado com sanções para acordo imediato com Ucrânia

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump intensificou a pressão sobre o presidente russo, Vladimir Putin, nesta quarta-feira (22), para que faça um acordo de paz com a Ucrânia, ameaçando com medidas econômicas mais duras, se Moscou não concordar em acabar com a guerra.

Trump chamou o presidente russo, Vladimir Putin, diretamente pelo nome em post feito no Truth Social, argumentando que sempre teve um bom relacionamento com o líder, mas que era hora de resolver “essa guerra ridícula!”


Post feito pelo Presidente Trump na rede social (Reprodução/Truth Social/@realdonaldtrump)


Sanções do EUA

Essa foi a posição mais severa de Trump em relação a Putin, desde que ele retornou à Casa Branca nesta semana, apesar dos temores de que seria Kiev, e não Moscou, que ele forçaria a fazer um acordo de paz.

Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, na última terça-feira, Trump disse apenas que “parece provável” que ele aplicaria sanções adicionais, se Putin não se apresentasse à mesa de negociações.

No entanto, o presidente dos EUA se recusou a dizer se daria continuidade à política de Biden, de enviar bilhões de dólares em armamentos para ajudar a Ucrânia.

A Rússia já enfrenta sanções esmagadoras dos EUA por causa da guerra, desde que invadiu a Ucrânia em 2022, e o comércio diminuiu para um nível baixo. O governo do antecessor de Trump, Joe Biden, impôs sanções abrangentes contra o setor de energia de Moscou, no início deste mês.

Relações entre Putin e Trump

Os Estados Unidos importaram US$ 2,9 bilhões em mercadorias da Rússia de janeiro a novembro de 2024 – uma queda acentuada em relação aos US$ 4,3 bilhões no mesmo período de 2023, de acordo com o Departamento de Comércio dos EUA.

Trump também disse que espera encontrar Putin, com quem teve uma cúpula em seu primeiro mandato em Helsinque, em breve.


Trump e Putin em encontro no Palácio Presidencial em Helsinque (Foto: reprodução/Instagram/@bbcnews)


Antes de sua nova posse na segunda-feira (20), Trump prometeu acabar com a guerra na Ucrânia “dentro de 24 horas”, aumentando as expectativas de que alavancaria a ajuda para forçar Kiev a fazer concessões territoriais a Moscou.

No dia da posse, Putin parabenizou Trump e disse que estava aberto ao diálogo e a um acordo para uma paz de longo prazo.

Presidente da Ucrânia disponibiliza bombeiros para ajudar no combate dos incêndios na Califórnia 

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, anunciou no último domingo (12), que o corpo de bombeiro ucraniano está em estado de alerta para ajudar no combate dos incêndios na Califórnia.

O presidente da Ucrânia utilizou sua conta na plataforma X (antigo Twitter) para notificar que tanto o ministro do Interior da Ucrânia, quanto os diplomatas, foram instruídos por ele para possível ajuda ao estado da Califórnia. 


Anúncio feito pelo presidente Volodymyr Zelensky em seu perfil no X (Vídeo: reprodução/X/@ZelenskyyUa)

Além disso, o presidente do país que está em guerra com a Rússia desde fevereiro de 2022, declarou na mesma publicação que a situação em Los Angeles é extremamente difícil e que os ucranianos podem ajudar a salvar vidas americanas. Zelensky comunicou que 150 bombeiros já estão preparados e que a assistência prestada aos americanos se dá por meio dos canais relevantes. 

Relação entre EUA e Ucrânia

O anúncio da prestação de ajuda de Zelensky aos EUA se dá em um momento de inconstância entre os dois países. Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, os EUA declarou total apoio ao país europeu. O governo de Joe Biden deu cerca de 65 bilhões de dólares em ajuda ao país para o combate da guerra contra a Rússia. 


Trump elogiou Putin em várias ocasiões (Foto: reprodução/BBC NewsBrasil)


Porém, a mudança do governo de Joe Biden para o do presidente eleito Donald Trump coloca a relação entre os países como incerta. Na quinta-feira (9), a administração do governo de Biden, pronunciou que foi feita a parcela final de ajuda militar à Ucrânia no valor de 500 milhões de dólares. 

O presidente eleito, Donald Trump, afirmou que a guerra entre os países tem que acabar e que não irá abandonar a Ucrânia. No entanto, Trump disse que o valor e a forma de apoio à Ucrânia precisam ser revistos. O presidente criticou os ataques com mísseis aos militares russos apoiados pelos EUA. Além disso, Trump também se mostrou simpatizante com a posição da Rússia sobre a adesão da Ucrânia à Otan.

Outros países na ajuda do combate aos incêndios

Fora a ajuda oferecida pelo presidente Volodymyr Zelensky, o estado da Califórnia conta também com amparo do Canadá e do México. Antes do anúncio do presidente ucraniano, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau anunciou o envio de 60 bombeiros para a assistência no estado americano. 

No sábado (11), a Força Aérea Mexicana enviou 74 funcionários do Exército e da Comissão Nacional de Florestas (CONAFLOR) para o auxílio na contenção do fogo gerado pelos incêndios florestais. Os mexicanos correspondem a 30% da população do estado.

Israel bombardeia Iêmen como forma de retaliação

Aviões israelenses realizaram bombardeios no Iêmen nesta sexta-feira (10), atingindo uma usina elétrica e dois portos controlados pelos Houthis. A ofensiva foi uma retaliação aos ataques de drones lançados pelos Houthis contra Israel e um porta-aviões norte-americano no Mar Vermelho nos últimos dois dias.

Portos e infraestrutura atingidos

Os ataques israelenses deixaram uma pessoa morta e nove feridas. O porto de Ras Issa foi atingido, assim como o de Hodeidah, alvo de nove bombardeios. A província de Amran também sofreu ataques. Segundo a empresa britânica Ambrey, Israel buscava atingir instalações de armazenamento de petróleo, mas nenhum navio mercante foi danificado.

Em outro ataque, 13 bombardeios foram direcionados à estação central de energia na capital do Iêmen, Sanaa. A ação deixou três pessoas gravemente feridas, destruiu casas e causou danos significativos à infraestrutura local.


Pessoas saindo de lugar devastado por bombardeios em Iêmen (Foto: reprodução/X/@g1)

Tensão crescente no Oriente Médio

O Exército israelense afirmou que os alvos atingidos são considerados fontes de energia que sustentam o “regime terrorista” dos Houthis.

Nos últimos dias, os Houthis intensificaram ataques contra Israel, disparando três drones em direção a Tel Aviv, além de alvejar um porta-aviões norte-americano na região.

O conflito entre Israel e os Houthis aumenta a tensão no Oriente Médio, já marcada por disputas geopolíticas e ações militares na região do Mar Vermelho. A escalada de violência ameaça ampliar o impacto humanitário no Iêmen, um país que já enfrenta uma grave crise humanitária devido a anos de guerra.

O cenário agrava as preocupações internacionais sobre a estabilidade na região e a segurança do comércio marítimo, especialmente em áreas estratégicas como o Mar Vermelho.

O crucial como o Mar Vermelho, um corredor estratégico para o transporte global de petróleo e mercadorias. A intensificação das hostilidades também pode atrair a participação de outras potências regionais e globais, complicando ainda mais as tentativas de mediação e resolução de conflitos.

Além disso, a comunidade internacional teme que os confrontos entre Israel e os Houthis possam desviar a atenção dos esforços para mitigar a crise humanitária no Iêmen, onde milhões de pessoas continuam a enfrentar fome, deslocamento e falta de acesso a serviços básicos. Organizações humanitárias alertam que a escalada do conflito pode dificultar a entrega de ajuda vital à população iemenita, agravando ainda mais o sofrimento das comunidades mais vulneráveis.

Atentado em Moscou: Ucrânia reivindica morte de general russo Igor Kirillov

 Nesta terça-feira, (17) de dezembro, o tenente-general Igor Kirillov, chefe das forças de defesa nuclear, biológica e química da Rússia, morreu em um atentado a bomba em Moscou. O ataque aconteceu quando um explosivo, escondido em uma scooter elétrica estacionada na entrada de um edifício residencial, foi detonado remotamente, resultando na morte de Kirillov e de seu assistente. 

General deixava edifício quando houve a explosão

Segundo o site G1, o comitê de Investigação informou que: “Um artefato explosivo colocado em uma scooter estacionada perto da entrada de um imóvel residencial foi ativado na avenida Riazanki em Moscou”, e terminou dizendo, “O comandante das forças russas de defesa radiológica, química e biológica, Igor Kirillov, e seu adjunto morreram”.


Local do atentado que matou general Igor Kirillov( Foto: reprodução/Alexander Nemenov/ Uol News)

Kirillov foi acusado de usar armas químicas proibidas

Segundo a SBU, o general já tinha sido acusado de usar armas químicas proibidas durante a invasão militar russa em território ucraniano, que iniciou em 2022. De acordo com informações desta terça-feira, o ataque teve como alvo uma autoridade russa desde 2022, quando se iniciou a guerra.

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) reivindicou a responsabilidade pela ação, classificando Kirillov como um “alvo legítimo”. Segundo a SBU, o general teria desempenhado um papel ativo no suposto uso de armas químicas contra tropas ucranianas durante o conflito em curso entre os dois países. Desde 2017, o general Kirillov comandava as forças russas especializadas em defesa radiológica, química e biológica, sendo uma figura central na estratégia militar de Moscou. Seu nome constava em listas de sanções de países ocidentais devido a alegações de envolvimento em violações de convenções internacionais sobre armamentos proibidos.

O evento gera preocupações sobre a segurança interna em Moscou e a resposta de Vladimir Putin, em um momento delicado das relações russo-ucranianas. A morte de Kirillov pode ter implicações significativas no cenário militar e político da região.

EUA anunciam novo pacote militar para a Ucrânia

A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira (12) um novo pacote de assistência militar à Ucrânia, reforçando seu compromisso em apoiar o país no combate à invasão russa. O envio inclui sistemas de defesa aérea avançados, munições e equipamentos estratégicos.

O novo pacote reflete a continuidade do apoio ocidental à Ucrânia, em um momento crítico do conflito, e ressalta a crescente tensão geopolítica na região.


Tudo sobre o pacote — (Vídeo: Reprodução /YouTube /DD INDIA)

O que está incluído no novo pacote militar?

O pacote de ajuda militar anunciado pelos Estados Unidos inclui sistemas de defesa aérea Patriot, munições de longo alcance e equipamentos para fortalecer a segurança das fronteiras ucranianas. Especialistas indicam que esses itens são cruciais para neutralizar os ataques russos a infraestruturas estratégicas, como redes de energia e centros urbanos.

Além disso, foram incluídos drones e tecnologia de vigilância que ampliam a capacidade de resposta do exército ucraniano. De acordo com o Pentágono, a seleção dos itens foi feita com base nas demandas mais urgentes apresentadas por Kiev, que tem priorizado a defesa de áreas densamente povoadas e a proteção de rotas de abastecimento.

Impacto geopolítico do apoio dos EUA

A decisão reflete a disposição dos EUA em continuar apoiando a Ucrânia em um momento em que o conflito parece longe de um desfecho. Analistas afirmam que o envio de sistemas de defesa avançados é uma mensagem clara de resistência às pressões da Rússia e um sinal de comprometimento com a segurança da Europa Oriental.

Moscou, no entanto, critica abertamente a postura americana, acusando o governo Biden de prolongar o conflito e fomentar tensões globais. A resposta da Rússia pode incluir um aumento das hostilidades, colocando em risco negociações diplomáticas.

Por outro lado, o governo ucraniano destaca que a assistência internacional tem sido vital para manter a resistência e recuperar territórios ocupados. Esse apoio fortalece a posição de Kiev em possíveis diálogos de paz futuros, enquanto coloca os Estados Unidos como um dos principais aliados da Ucrânia no cenário global.

EUA autorizam uso de mísseis de longo alcance contra a Rússia

Em ideia ventilada há algum tempo, e agora oficialmente confirmada, os Estados Unidos autorizaram o uso de mísseis de longo alcance por parte da Ucrânia, após ataque ocorrido no último domingo, vindo de Moscou, contra a rede elétrica do país. O armamento liberado pelos norte-americanos tem um alcance de 300km de distância e já estava disponível há um tempo para as forças da Ucrânia, mas seu uso ainda era limitado.


Liberação das armas dos Estados Unidos para a Ucrânia (Vídeo: reprodução/Youtube/UOL)


Causas da liberação dos mísseis para a Ucrânia

Após o ataque de Moscou contra a rede elétrica da Ucrânia, que ocorreu por conta da tentativa de recuperar a região de Kursk, ocupada por tropas ucranianas; o país sofreu com imensos danos nas questões estruturais de energia.

De acordo com fontes diretas do governo estadunidense, o que fez com que as armas fossem liberadas para a Ucrânia foi a ida de tropas da Coreia do Norte para lutar pela Rússia, mudando a visão dos americanos sobre os mísseis.

A ação russa terminou com 11 mortos e 20 feridos, além de diversas regiões sem energia e destruição de grande parte da capacidade de produção de energia da Ucrânia, em um ataque com 120 mísseis e 90 drones russos.

Caminho até a liberação das armas

Tendo isso ventilado há algum tempo, o uso dos Sistemas de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS) foram, enfim, liberados pelos norte-americanos. Armamentos parecidos foram disponibilizados antes por França e Reino Unido, mas não geraram uma resposta grande por parte da Rússia, mesmo tendo um alcance maior do que os norte-americanos.

A condição norte-americana, cerca de um ano após o início da guerra, em fevereiro de 2022, era que as armas não fossem usadas para ataques no território russo, o que mudou agora por conta de todos os acontecimentos.

Ucrânia nega envolvimento com suspeito de tentativa de assassinato de Donald Trump

A Ucrânia negou nesta segunda-feira (16), qualquer ligação com Ryan Routh, o homem suspeito de tentar assassinar o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A negativa veio após surgirem informações de que o suspeito era um fervoroso defensor da Ucrânia, o que levantou especulações sobre um possível elo entre o incidente e o apoio americano ao país europeu.

Apoio à Ucrânia, mas sem conexão oficial

Routh, de 58 anos, foi detido no domingo (15) após ser flagrado com um rifle em um dos campos de golfe de Trump, localizado em Nova Jersey. Publicações em redes sociais e entrevistas à imprensa mostraram que ele era um entusiasta da Ucrânia, tendo viajado para o país logo após a invasão russa em 2022. Em uma das suas aparições públicas, ele afirmava estar comprometido em recrutar voluntários estrangeiros para lutar ao lado dos ucranianos, embora tenha sido rejeitado por ser considerado muito velho.

Apesar de seus discursos inflamados a favor da causa ucraniana, autoridades de Kiev negaram qualquer envolvimento com Routh. A Legião Internacional da Ucrânia, que recruta voluntários estrangeiros para lutar no conflito, afirmou que ele jamais fez parte de suas operações ou teve qualquer relação oficial com as forças ucranianas. “Nunca tivemos qualquer tipo de contato com ele. Ele parecia desorientado e suas propostas não foram levadas a sério“, disse Oleksandr Shaguri, oficial do Departamento de Coordenação de Estrangeiros das Forças Terrestres da Ucrânia.


Ryan Wesley Routh falando durante uma entrevista em um comício pedindo apoio estrangeiro à Ucrânia em 27 de abril de 2022. (Foto: Reprodução/AFPTV/AFP/GETTY IMAGES/www.rollingstone.com)

Propaganda russa e teorias conspiratórias

Em Moscou, o Kremlin aproveitou rapidamente a situação para sugerir uma conexão entre o ataque e o apoio dos EUA à Ucrânia. Dmitry Peskov, porta-voz do governo russo, afirmou que “brincar com fogo tem suas consequências“, insinuando que o incidente estaria ligado à postura de Washington em relação ao conflito na Europa Oriental.

Entretanto, o governo ucraniano refutou essas insinuações, acusando Moscou de usar o episódio para propagar desinformação e teorias da conspiração. Andriy Kovalenko, chefe do Centro de Combate à Desinformação da Ucrânia, declarou que “o inimigo usará qualquer oportunidade para lançar mentiras sobre o ‘rastro ucraniano’ no ataque”. Kovalenko reforçou que não há nenhuma evidência de envolvimento do país e classificou as declarações russas como pura manipulação.

Trump, por sua vez, minimizou o incidente em suas redes sociais, agradecendo ao Serviço Secreto e à polícia por garantirem sua segurança. Com a eleição presidencial marcada para 5 de novembro, o atentado destaca os desafios em torno da proteção de candidatos em meio a uma campanha.

Rússia conta com apoio de países do BRICS para mediar negociações com Ucrânia

Durante um discurso no Fórum Econômico Oriental em Vladivostok, na Rússia, o presidente russo, Vladimir Putin, comentou  que países como Brasil, China e Índia podem atuar na mediação de paz com a Ucrânia, em contraste com os Estados Unidos e potências europeias, ao qual ele acusa de prolongar o confronto. 

Putin ainda expressou a relação de confiança dos países e respeito na disposição para resolução de conflitos e se mostrou disponível a negociar com a Ucrânia:

“Se a Ucrânia tiver interesse em continuar com as negociações, eu posso fazer isso”, afirmou.


Valdimir Putin discursando em uma das conferências do BRICS em 2023 (Foto: Reprodução/Per-Anders Petterson/Getty Images News)


Ele também sugeriu que conversas iniciais com a Turquia poderiam fundamentar negociações, mesmo sendo interrompidas sem acordo prévio.

Além disso, Vladimir Putin criticou a pressão ocidental sobre Kiev considerando um grande empecilho para as negociações. O porta-voz presidencial Dmitri Peskov reiterou: “Hoje não vemos condições para realizar negociações de paz”.

O presidente solicitou a retirada das tropas ucranianas da região de Kursk e afirmou que o ataque na cidade russa, enfraqueceu as defesas ucranianas, ajudando a Rússia a avançar em regiões como Donbass.

Sem acordo

No mês de maio deste ano, Brasil e China apresentaram propostas de negociações para cessar o conflito entre Ucrânia e Rússia com participações iguais das partes, mas foi rejeitado pelo país Ucraniano que não aceitou assumir a responsabilidade dos confrontos por entender que assim, a Rússia teria motivação pelas invasões realizadas.

Kiev chegou a convidar os países do BRICS propondo uma Cúpula da Paz, mas nenhum dos países assinou o documento. Putin acusou o Kiev e o Ocidente pelo abandono ao tratado em Istambul, afirmando que não passou de estratégias para derrotar a Rússia: 

“É verdade que ainda havia alguns detalhes a serem finalizados, mas no geral a aprovação ainda é válida. É um documento. Mas então o Sr. Johnson (ex-primeiro-ministro britânico) chegou, como é sabido, e instruiu os ucranianos a lutar até o último ucraniano. O que está acontecendo hoje na tentativa de alcançar a derrota estratégica da Rússia”, declarou.

Rússia segue disposta

O presidente russo declarou que está à disposição em negociações baseadas nos acordos anteriores e que não se dispõe a tratados com novos pontos:

“Se surgir uma vontade de negociar, não a rejeitaremos”, conclui.

Putin alegou ainda que a trégua já estaria findada se a Ucrânia tivesse assinado os documentos.

A próxima reunião de cúpula acontece em outubro e os líderes dos países do BRICS (China, Brasil e Índia), participarão para definição de uma possível resolução. Os líderes da China e Índia têm uma relação bilateral com Rússia e Ucrânia, já o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, prefere defender o cessar-fogo e as negociações de paz.

Putin culpa Ucrânia e acusa país por tentativa de bombardeio em Kursk

Vladimir Putin, presidente da Rússia, acusou o governo ucraniano de ameaça à segurança ao tentar bombardear a usina nuclear de Kursk, no dia 6 de agosto em uma ofensiva da capital ucraniana, Kiev. 

Durante uma reunião transmitida por uma emissora estatal russa, o presidente Putin aparece ao lado de membros governamentais e afirma, sem provas, que “a nação inimiga tentou atacar” a região durante a noite. 

Ataque à usina

Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ela “teria sido informada” e prometeu enviar especialistas para avaliar a situação. O local do suposto ataque fica a 50km dos combates entre as tropas militares russas e ucranianas e, receberá a visita na próxima semana de Rafael Grossi, diretor da AIEA.


Foto destaque: Presidente da Rússia, Vladmir Putin (Reprodução/Mikhail Svetlov/Getty Images)

Em contrapartida, a Ucrânia nega totalmente a suposta tentativa de ataque à usina. O chefe do departamento de combate à desinformação dentro do Conselho de Segurança Nacional e Defesa do país, Andrii Kovalenko, declarou que “o cenário que a o governo quer, onde forças militares ucranianas atam a usina de Kursk e são acusadas de terrorismo nuclear, não ocorreu” e sugeriu, ainda, que a própria Rússia poderia ter inventado essa provocação para chamar atenção em nível internacional, mas não apresentou provas.

Conflito nuclear

Desde o início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, ambas as nações tem se acusado mutuamente de ameaçar a segurança nuclear e nacional. Em seus primeiros dias de ofensiva militar, o governo russo tomou uma base de energia abandonada em Chernobyl, no norte ucraniano e também a usina de Zaporíjia.

E, no início de agosto, foi registrado um incêndio em uma das torres de resfriamento na usina de Zaporíjia e, embora autoridades locais e a agência nuclear da ONU tenham afirmado que não houve ou há risco de acidente, as capitais Moscou e Kiev trocaram suposições sobre quem estaria responsável pelo incêndio. 

Em contraste com as acusações, Putin sofre críticas pela falta de transparência em suas declarações ao público sobre a gravidade da ofensiva ucraniana, uma vez que o governador de Kursk afirmou que 133 mil pessoas precisaram fugir ou serem retiradas dos distritos fronteiriços desde que a Ucrânia iniciou sua ofensiva. 

Alemanha cede sistema de defesa antimíssil para Ucrânia

Segundo o embaixador de Berlim, a Ucrânia recebeu mais um sistema de defesa aérea Patriot, nesta sexta-feira (5). Este é o terceiro sistema de defesa após meses de apelos por parte dos ucranianos por equipamentos que defendessem seus civis e infraestrutura do país frente aos constantes ataques aéreos russos.

Ataques russos e pedidos ucranianos

Moscou prosseguiu com seus ataques aéreos na Ucrânia, em especial nas redes elétricas que alimentam a nação nos últimos meses, resultando em apagões devastadores para a população local.

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, declarou no início de 2024  que seu país precisava no mínimo de sete sistemas Patriot para se proteger dos ataques russos.

O embaixador alemão Martin Jaeger se pronunciou no X a respeito de como o sistema Patriot irá ajudar a aumentar o grau de proteção da população e da infraestrutura ucraniana. Além disso, ele completa que a tripulação ucraniana concluiu o treinamento na Alemanha.

O que é um ‘sistema Patriot’?

São conhecidos como sistema de defesa antimíssil Patriot e tem sido um grande aliado da Ucrânia quando se diz repeito a sua estratégia defensiva. Esse equipamento já foi usado em outros países como Arábia Saudita, Iraque e Israel. 


Sistema Patriot sendo usado por Israel em ação (Vídeo: reprodução/YouTube/Felipe Silva)

Foi criado no começo dos anos 60, tendo sido fabricado por uma empresa americana conhecida na indústria bélica, chamada Raytheon. O radar de um sistema Patriot pode rastrear 50 mísseis e atacar cinco deles em uma única vez e, alcança os alvos mesmo a 160km de distância.

O sistema Patriot requer uma grande quantidade de pessoal para operá-lo, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais cada unidade precisa de cerca de 90 soldados para a sua operação.

Como ele ajuda a Ucrânia?

O sistema de defesa é usado como reforço na defensiva dos ucranianos contra os ataques russos.

Esse recurso só chegou à Ucrânia após uma série de apelos a países ocidentais com sistemas de defesa aérea mais sofisticados, a fim de proteger sua estrutura energética civil contra a Rússia.

Até a chegada dos sistemas Patriot, os soldados ucranianos estavam usando sistemas de defesa aérea de curta distância e mísseis americanos antigos.