Tribunal Supremo da Venezuela rejeita recurso e confirma reeleição controversa de Maduro

Em mais um capítulo da complicada saga da eleição de Maduro à presidência da Venezuela, o Tribunal Supremo de Justiça do país (TSJ) recusou um recurso apresentado pelo ex-candidato à Presidência Enrique Márquez, onde ele pedia que a Corte declarasse a nulidade de uma sentença emitida pelo próprio TSJ, que havia confirmado a reeleição de Nicolás Maduro na eleição do dia 28 de julho, sob várias acusações de manipulação na votação.

Uma vez no âmbito do processo do recurso eleitoral contencioso interposto, a referida câmara recolheu e examinou todas as provas necessárias de acordo com os fatos e a lei, incluindo uma perícia exaustiva, detalhada e completa.”

Decisão da corte venezuelana

O tribunal, que é a corte mais elevada do país, equivalente ao STF no Brasil, vem sendo acusado recentemente de decisões favoráveis a Maduro, possivelmente motivadas pelo medo de retaliações.

Os resultados que também foram marcados por uma série de protestos com a população insatisfeito com o resultado oficial das urnas.


Protestos violentos marcaram as noites seguintes a divulgação dos resultados (Foto:Reprodução/Getty Images News/Jesus Vargas/Getty Images Embed)


Análise da Corte

De acordo com a Corte, a análise “comprovou a integridade indiscutível dos resultados anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral, os quais apontam que o candidato eleito para o mandato presidencial de 2025 a 2031 foi o cidadão Nicolás Maduro”.

Ao apresentar a solicitação, Márquez, que foi um dos 10 candidatos na eleição ocorrida em julho, argumentou que a decisão tomada pela Sala Eleitoral do TSJ apresentava uma “violação da soberania popular demonstrada no sufrágio e no devido processo”, referindo-se à certificação feita pela Corte em relação às eleições de 28 de julho.

Resultados contestados ao redor do mundo

A reeleição de Maduro também está sendo contestada fora do país, com boa parte da comunidade internacional se recusando a reconhecer a vitória do atual presidente venezuelano como legítima.

Botafogo tem Almada e mais cinco jogadores convocados para a Data-FIFA

Nesta quarta-feira (2), o técnico Lionel Scaloni divulgou a lista dos 27 convocados da Argentina para as Eliminatórias da Copa do Mundo de outubro. As grandes novidades foram o retorno de Lionel Messi, que havia ficado fora da última convocação devido a uma lesão no tornozelo, e a presença de Thiago Almada, meia do Botafogo, que volta a ser chamado após sua última participação em junho de 2023, durante os amistosos contra Austrália e Indonésia.

Além de Almada, o Botafogo terá outros cinco desfalques importantes durante a Data-FIFA, com jogadores convocados para representar suas seleções.


Thiago Almada após marcar pelo Botafogo (Foto: reprodução/Alexandre Schneider/Getty Images Embed)


Almada de volta à Seleção Argentina

Aos 23 anos, Thiago Almada continua a ser uma das grandes promessas do futebol argentino. Revelado pelo Vélez Sarsfield, onde completou 100 partidas aos 20 anos, o meia chamou a atenção com suas atuações, o que culminou em sua transferência para o Atlanta United, da Major League Soccer (MLS), em 2022, por 18 milhões de dólares — na época, a maior contratação da história da liga norte-americana.

Em 2024, Almada voltou a ser destaque no mercado, desta vez no futebol brasileiro. Sob a administração de John Textor, o Botafogo pagou 25 milhões de dólares (cerca de R$ 137,4 milhões) para trazê-lo do Atlanta United, estabelecendo um novo recorde de contratação no futebol nacional.

Após uma fase de adaptação, Almada consolidou-se como titular no time comandado por Artur Jorge. Vivendo grande fase, o meia argentino marcou dois gols nos últimos cinco jogos e foi decisivo na disputa de pênaltis contra o São Paulo, garantindo a classificação do Botafogo para as semifinais da CONMEBOL Libertadores. Até o momento, Almada acumula 29 partidas, 8 gols e 1 assistência com a camisa alvinegra em 2024.


Jefferson Savarino pelo Botafogo (Foto: reprodução/ALEXANDRE LOUREIRO/Getty Images Embed)


Mais convocados

Além de Almada, o Botafogo terá outros cinco jogadores ausentes durante a Data-FIFA. Savarino, presença frequente nas listas da seleção venezuelana, foi chamado novamente pelo técnico Fernando Batista. Ao todo, o Botafogo cederá seis jogadores às seleções após o confronto contra o Athletico-PR, no próximo sábado. Curiosamente, Almada e Savarino se enfrentarão no duelo entre Argentina e Venezuela, marcado para o dia 10 de outubro, pela 9ª rodada das Eliminatórias. Já na rodada seguinte, a Venezuela encara o Paraguai, que contará com Gatito Fernández, outro jogador do Botafogo convocado para defender seu país.

Além de Savarino e Gatito, Luiz Henrique e Igor Jesus foram chamados para a Seleção Brasileira, e o zagueiro Bastos, que voltou a ser convocado, defenderá a seleção de Angola.

Maduro apoia asilo de opositor e confirma vitória; González Urrutia chega à Espanha

Nicolás Maduro declarou que respeita a decisão do opositor Edmundo González Urrutia de solicitar asilo político na Espanha. Além disso, reafirmou sua vitória nas eleições de 28 de julho e prometeu que os desejos da oposição por paz e harmonia no país serão atendidos, garantindo que a paz prevalecerá.

Nicolás Maduro expressou respeito pela decisão do ex-diplomata Edmundo González Urrutia de solicitar asilo político na Espanha, desejando-lhe sucesso em sua nova vida. Em um programa de TV, Maduro afirmou que compreende a escolha de González e ressaltou que a saída do opositor foi negociada de maneira impecável, embora não tenha revelado detalhes sobre como a negociação foi conduzida.


Nicolas Maduro vence as eleições na Venezuela (foto: reprodução/Instagram/@nicolasmaduro)

Clima em Venezuela tenso após eleições

Maduro afirmou que, apesar de ter muitos defeitos, valoriza a palavra e cumpriu seus compromissos tanto pessoal quanto coletivamente, mantendo os segredos de Estado. Ele ressaltou que a negociação da saída de González Urrutia foi feita com total respeito e sigilo. Sobre a sua vitória nas eleições, Maduro declarou que agiu de forma justa e que o país está agora calmo e apoia o resultado das eleições.

González Urrutia, que enfrentava um mandado de prisão e cinco acusações criminais do Ministério Público, chegou à Espanha no domingo. Ele havia se escondido desde 30 de julho, passando um período na Embaixada da Holanda em Caracas antes de ser transferido para a Embaixada da Espanha em 5 de setembro. Seu voo pousou na base aérea de Torrejón, perto de Madri, por volta das 16h (11h no horário de Brasília).

Pelas famílias venezuelanas

González Urrutia afirmou em comunicado que deixou a Venezuela pensando em sua família e nas famílias do país, com o objetivo de evitar “um conflito de dor e sofrimento”. Ele destacou que apenas o diálogo, a democracia e a vontade popular podem restaurar a paz. Segundo seu advogado, José Vicente Haro, a decisão foi tomada em razão do perigo iminente para sua vida. A operação para sua saída, planejada por duas semanas, envolveu o ex-primeiro-ministro espanhol José Luiz Rodríguez Zapatero e autoridades venezuelanas como Jorge Rodríguez e Delcy Rodríguez, que anunciaram sua partida.

A Justiça venezuelana investiga o candidato por divulgar registros eleitorais em um site que o declara vencedor, acusando-o de desobediência, conspiração, usurpação de funções e sabotagem. María Corina Machado, também investigada, afirmou que pretende continuar na Venezuela para seguir com sua luta, apesar de não ter recebido intimação ou mandado de prisão.

Uruguai Solicita investigação de crimes contra a humanidade na Venezuela

Seguindo o pedido da Argentina, em um comunicado lançado nesta última sexta-feira (6), O Ministério das Relações Exteriores do Uruguai revelou que fez uma solicitação ao promotor do TPI (Tribunal Penal Internacional) inicie a investigação de possíveis crimes contra a humanidade cometidos na Venezuela.  

Solicitação do Uruguai

A nota informa que o Mistério das relações do país forneceu informações definidas como “complementares e objetivas” para conduzir a investigação que o Tribunal conduz desde meados de 2018. Embora, até o momento, Nicolás Maduro não tenha acusações formais feitas pelo tribunal, vários promotores e outras figuras políticas continuam buscando provas sobre as caçoes do governo do atual presidente venezuelano. 

O comunicado foi assinado em Montevidéu pelo Chanceler uruguaio, Omar Paganini e afirmar sobre um agravamento das crises humanitárias e institucionais vividas na Venezuela depois das eleições de 28 julho que reelegeu maduro. Uruguai também pede ao promotor do TPI, Karim Khan, comece a investigação dos recentes casos do país vizinho e determinar quais são considerados crimes sob a jurisdição do Tribunal, e caso necessário, adotar medidas para garantir a proteção dos diretos humanos para a população urgentemente. 


Casos agravam após a eleição de Maduro em 28 de julho (Foto: reprodução/Matias Delacroix/AP Photo)

“A decisão do governo uruguaio se baseia no agravamento da repressão contra a população civil e os líderes políticos opositores por parte dos serviços de segurança do regime após a fraude eleitoral de 28 de julho.’’ Informa a nota de Paganini.    

Argentina solicita prisão

A notícia venho algumas horas após o governo argentino informar que pedirá ao TPI emitir uma ordem de prisão para Nicolás Maduro. Conforme comunicado pela Chancelaria de Javier Milei, a solicitação será divulgada nesta segunda-feira (9) e trará evidências coletadas nas investigações do TPI e de datas posteriores às eleições de julho. 

“São elementos suficientes para considerar os méritos da emissão dos mandados de prisão”. Diz o governo argentino. 


Presidente da Argentina, Javier Milei (Foto: reprodução/Tomas Cuesta/AFP)

O atual presidente da Argentina, Milei sempre foi crítico do regime chavista de Maduro, inclusive não reconhecendo o resultado do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) e afirma que o candidato da oposição Edmundo González foi o verdadeiro vencedor das eleições. 

Presidente do Brasil, Colômbia e México debatem soluções para crise na Venezuela com Nicolás Maduro

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, Gustavo Petro, da Colômbia, e Andrés Manuel López Obrador, do México, devem se reunir nesta quarta-feira (4) com Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, para discutir soluções para a crise política no país. A iniciativa, liderada por Petro, busca encontrar saídas diplomáticas que preservem a soberania venezuelana e diminuam os impactos regionais.

A reunião ocorre em meio a uma crescente preocupação internacional, manifestada por diversos países e organizações, após a emissão de um mandado de prisão contra o líder opositor venezuelano Edmundo González.

Busca por soluções regionais

O chanceler colombiano Luis Gilberto Murillo afirmou à CNN que os três presidentes estão comprometidos em encontrar soluções que respeitem a soberania da Venezuela, mas que também contemplem a necessidade de mediação externa, devido ao impacto da crise em países vizinhos. Segundo Murillo, a reunião será conduzida com discrição diplomática, buscando evitar um agravamento da situação política venezuelana.


Luis Gilberto Murillo, chanceler colombiano substituto temporário de Álvaro Leyva — (Foto: Reprodução/Esteban Vega La-Rotta/Revista Dinero)

Além disso, Murillo destacou a importância de os próprios venezuelanos liderarem o processo de resolução dos conflitos internos.

Preocupação internacional cresce

A reunião acontece um dia após Brasil e Colômbia emitirem uma nota conjunta expressando “profunda preocupação” com a recente ordem de prisão emitida contra o candidato opositor Edmundo González, um movimento que, segundo os dois países, “afeta gravemente” os compromissos democráticos firmados pelo governo venezuelano nos Acordos de Barbados.

O mandado de prisão, solicitado pelo Ministério Público venezuelano, acusa González de vários crimes, incluindo usurpação de funções e falsificação de documentos públicos. Na terça-feira (03), a comunidade internacional, liderada por EUA e União Europeia, rejeitou o mandado de prisão emitido por um tribunal da Venezuela.

O assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, disse à Reuters que o governo brasileiro considera muito preocupante o pedido de prisão do candidato da oposição na Venezuela, Edmundo González.

É uma coisa errada ao nosso ver. O Brasil tomou parte do acordo de Barbados, fizemos parte do processo de negociação, nos sentimos autorizados a criticar, disse Celso Amorim, à Reuters.

Com a reunião de quarta-feira, espera-se que Lula, Petro e López Obrador possam exercer pressão diplomática sobre Maduro para reverter medidas que dificultem o processo democrático e contribuam para a estabilidade política na Venezuela e em toda a região.

Maduro antecipará o Natal na Venezuela para 1º de Outubro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (2), que o Natal será antecipado para o dia 1º de outubro. A decisão foi divulgada durante um pronunciamento transmitido pela televisão estatal, no qual Maduro afirmou que a medida é um gesto de agradecimento ao povo venezuelano.

Embora ainda seja setembro, o espírito natalino já está presente. Portanto, para homenagear e agradecer a todos vocês, decidi que este ano as celebrações de Natal começarão em 1º de outubro”, declarou o presidente. A antecipação das festividades natalinas ocorre em um contexto de tensões políticas no país, com manifestações contra o governo após suspeitas de fraude eleitoral nas recentes eleições.

Oposição contesta resultado das eleições

A decisão de antecipar o Natal foi anunciada no mesmo dia em que a Promotoria venezuelana pediu a prisão de Edmundo González Urrutia, ex-candidato da oposição. Urrutia, com a opositora María Corina Machado, acusa Maduro de ter fraudado os resultados das eleições de 28 de julho para garantir sua reeleição. A oposição realizou uma contagem independente dos votos, que mostrou boletins de urna apontando para a vitória de Urrutia.

No entanto, o governo venezuelano e suas autoridades, alinhadas ao chavismo, consideram as ações da oposição como ilegais. O mandado de prisão contra Urrutia menciona crimes como usurpação de funções, falsificação de documentos públicos, incitação à desobediência civil, formação de quadrilha, sabotagem e associação ilícita. As acusações foram detalhadas pelo portal argentino Infobae.


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (Foto: Reprodução/Federico Parra/AFP)

Repercussão internacional e medidas dos EUA

Além dos acontecimentos internos, a situação na Venezuela chamou a atenção internacional, especialmente dos Estados Unidos. Também nesta segunda-feira, autoridades americanas apreenderam um jato presidencial de Maduro, que estava estacionado na República Dominicana. Os Estados Unidos alegam que a compra do Dassault Falcon 900 violou sanções econômicas impostas ao regime venezuelano, sendo o jato transferido para a Flórida.

A decisão de Maduro de antecipar o Natal ocorre em meio a um cenário de crise política e econômica no país. Com a medida, o presidente parece buscar uma forma de apaziguar os ânimos da população, tentando desviar o foco das tensões políticas que têm marcado sua gestão. Enquanto isso, a oposição e a comunidade internacional continuam a pressionar por respostas e transparência em relação ao processo eleitoral e às sanções econômicas em vigor.

ONU denuncia abuso de força e detenções arbitrárias na Venezuela pós-eleições

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, expressou preocupação com o aumento de detenções arbitrárias e o uso desproporcional da força na Venezuela desde as eleições presidenciais realizadas em 28 de julho. De acordo com Türk, essas ações têm contribuído para um clima de medo no país, onde mais de 2,4 mil pessoas foram presas após o anúncio da reeleição de Nicolás Maduro.

Mortes e Prisões Marcam Resposta do Governo

Conforme relatado pela ONU, muitas dessas detenções envolvem acusações de incitação ao ódio ou violação da legislação antiterrorismo. Além disso, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, informou que pelo menos 25 pessoas morreram e 192 ficaram feridas em protestos que eclodiram após a divulgação dos resultados eleitorais. A repressão violenta foi amplamente criticada por organizações de direitos humanos, que veem nas ações do governo uma tentativa de silenciar a oposição.

Os protestos ocorreram em diversas cidades venezuelanas, incluindo Caracas, e envolveram tanto bairros pobres quanto áreas tradicionalmente chavistas. A oposição, liderada por figuras como Edmundo González Urrutia, contesta a legitimidade da vitória de Maduro, alegando fraude eleitoral. O Centro Carter, um dos poucos observadores internacionais presentes, afirmou que as eleições não atenderam aos padrões de imparcialidade democrática.


Policial joga bomba de gás lacrimogêneo contra manifestantes na Venezuela (Yuri CORTEZ/AFP)

ONU e TPI Mantêm Pressão Internacional

A situação na Venezuela atraiu a atenção não só da ONU, mas também do Tribunal Penal Internacional (TPI). Karim Khan, procurador-geral do TPI, confirmou que seu escritório recebeu diversos relatos de violência contra manifestantes. Khan afirmou que está monitorando de perto os eventos no país e poderá abrir investigações se houver evidências suficientes de crimes contra a humanidade.

Volker Türk pediu a libertação imediata de todos os detidos de forma arbitrária e a garantia de julgamentos justos para os acusados. Ele destacou que o uso desproporcional da força e ataques a manifestantes, especialmente por apoiadores armados do governo, não devem ser tolerados. Além disso, Türk expressou preocupações sobre possíveis novas legislações que poderiam restringir ainda mais o espaço cívico e democrático na Venezuela.

Apesar das pressões internacionais, o governo de Maduro continua a descrever os protestos da oposição como atos de terrorismo. Tarek William Saab, em declarações recentes, comparou a situação no país à guerra na Ucrânia, acusando os Estados Unidos de financiarem uma tentativa de golpe contra um governo legitimamente eleito. A retórica agressiva do governo indica que, por enquanto, pouco deve mudar na abordagem adotada para lidar com a oposição interna.

Justiça acolhe pedido de MP Venezuelano e expede ordem de prisão de Gonzáles

Na última segunda-feira, (20), a Justiça Venezuela expediu um mandado de prisão contra o candidato de oposição, Edmundo Gonzáles, da eleição ocorrida em julho. O documento acata o pedido do Ministério Público que o acusa de crimes como associação criminosa, falsificação de documentos oficiais, incitação de atividades ilegais, sabotagem de sistemas e usurpação de funções da autoridade eleitoral.

O MP venezuelano é controlado por chavistas e aliado do presidente Nicolás Maduro. De acordo com o órgão, o pedido de prisão tem como justificativa o fato de González ter  ignorado três intimações para comparecer ao local e prestar esclarecimentos sobre situações  das quais  está sendo acusado.

Gonzáles teria ignorado três intimações

O mandado de prisão diz que Edmundo González, após ser detido, precisa ser colocado à disposição do MP, imediatamente. Tarek Saab, procurador-geral, alegou que as intimações não acatadas por Gonzáles, tinham como ojetivo ouvi-lo sobre a publicação das atas impressas das urnas eleitorais em um site.


Ordem de prisão de Edmundo Gonzáles expedida em 02 de setembro de 2024 (Foto: reprodução/Instagram/funesaranda)


Edmundo González teria vencido as eleições

Um site do grupo de oposição publicou mais de 80% de todos os documentos emitidos pelas urnas. Os dados das atas vêm sendo usados pela oposição para afirmar que Edmundo González venceu a eleição presidencial de 28 de julho.

María Corina Machado, líder da oposição, se manifestou sobre o mandado de prisão.

“Maduro perdeu completamente o contato com a realidade. O mandado de prisão emitido pelo regime para ameaçar o presidente eleito Edmundo González ultrapassa uma nova linha que apenas fortalece a determinação do nosso movimento. Os venezuelanos e as democracias ao redor do mundo estão mais unidos do que nunca em nossa busca pela liberdade.”

— María Corina Machado

O procurador-geral continua afirmando que as atas divulgadas pela oposição não são verdadeiras. As autoridades venezuelanas, porém, não publicaram as atas eleitorais.

De acordo com a opinião internacional, as eleições presidenciais venezuelanas não foram transparentes. A repressão contra a oposição no país também vem sendo denunciada.

Maduro anuncia “megaeleição” para 2025

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, declarou que planeja conduzir eleições em 2025 para escolher deputados da Assembleia Nacional, governadores, legisladores estaduais e vereadores.

“Em 2025, o que vem é a mãe das eleições, uma megaeleição porque a Assembleia Nacional tem que eleger deputados e deputadas, é preciso eleger os 23 governadores por estado e também as 335 autarquias, os 23 conselhos legislativos e os 335 conselhos municipais”

Nicolás Maduro

No auge da crise venezuelana, gerada pela controvérsia do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ao proclamar Nicolás Maduro vencedor sem as devidas provas de validação e a posterior confirmação pelo Supremo Tribunal de Justiça, Maduro compareceu, na segunda-feira (26), à XI Cúpula Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da ALBA-TCP, recebendo o endosso dos estados membros.

Em uma de suas declarações, o presidente da Venezuela assegurou que os preparativos para as eleições futuras estão em andamento e advertiu que “aqueles que não reconhecem o poder eleitoral” estarão impedidos de participar em 2025.


Nicolas Maduro (Foto: reprodução/Carlos Becerra/Getty Images Embed)


Para um bom entendedor, palavras claras“, enfatizou o presidente. Maduro expressou concordância com Jorge Rodríguez, líder da Assembleia Nacional, que recentemente sugeriu a avaliação de uma nova legislação partidária. Esta lei impediria a candidatura de indivíduos rotulados como “fascistas” a cargos públicos eleitos por voto popular.

Segundo Maduro aqueles que não reconhecem o poder eleitoral, o poder judicial, os poderes do Estado, que não respeitam o direito à paz, e que, em última análise, não reconhecem o poder deste Constituição, por lei, não poderão participar dos próximos processos eleitorais.

Eleição Venezuelana

No dia 29 de julho foi confirmada a vitória de Nicolás Maduro à presidência da Venezuela, porém com tantas polêmicas a vitória não foi reconhecida por boa parte da comunidade internacional.

Na Venezuela o processo de votação eleitoral ocorre com a urna eletrônica como no Brasil, e também com o voto impresso, e o Poder Eleitoral fica responsável por fiscalizar os votos.

Onda de imigração na Venezuela

Conhecidos como “comandos políticos”, ativistas tinham o objetivo de depor o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Segundo a oposição, agora centenas desses ativistas e observadores eleitorais estão abandonando o país devido às repercussões da polêmica eleição presidencial do último mês.

Governo brasileiro não assina comunicado que refuta resultado eleitoral na Venezuela

Durante o comunicado oficial emitido na última sexta-feira, o governo brasileiro afirmou que não assinou o comunicado que refuta o resultado eleitoral na Venezuela por não concordar com o teor do texto. A justificativa oficial foi de que o país é um dos únicos que ainda dialoga com ambos os lados da política venezuelana.

O comunicado divulgado foi assinado pelos Estados Unidos, União Europeia e mais dez países da América Latina, além da OEA. No comunicado, os signatários afirmaram que as eleições realizadas na Venezuela foram fraudadas.

Suprema Corte venezuelana valida Maduro como presidente

Recentemente, a Suprema Corte do país reconheceu o atual presidente Nicolás Maduro como vencedor das eleições venezuelanas, sendo que, anteriormente, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) já havia dado a vitória ao candidato. No entanto, isso ocorreu em meio às polêmicas de que ambos os órgãos vêm se recusando a apresentar as atas de votação.


Governo venezuelano ainda se recusa a entregar atas eleitorais (Foto: reprodução/Getty Images/News/Jesus Vargas/Getty Images Embed)


Além das polêmicas e pressões externas, dentro do país, a oposição alega que tanto o CNE quanto o TSJ são controlados por Maduro, o que tira a credibilidade da validação de ambos. De acordo com eles, o verdadeiro vencedor das eleições foi Edmundo Gonzalez.

Governo brasileiro já foi próximo de Maduro

O governo brasileiro, principalmente Lula, que já chegou a ser bem próximo de Maduro, vem recebendo pressões tanto internas quanto externas para tomar uma postura concreta sobre a contestação do resultado eleitoral venezuelano.

A própria eleição, que vai completar um ano na próxima semana, vem cercada de controvérsias, que vão desde a prisão de candidatos da oposição até a recusa de Maduro em admitir uma possível derrota. Além disso, o caos na política internacional do país levou países como os Estados Unidos a voltarem a impor sanções pesadas no país sul-americano.