Fuvest 2026 divulga gabarito da 1ª fase do vestibular

A Fuvest divulgou neste domingo (23) o gabarito oficial da 1ª fase do vestibular 2026, liberando os quatro cadernos de prova (V1 a V4) para consulta. Os arquivos estão disponíveis no site da fundação, que confirmou para 1º de dezembro a divulgação da lista de convocados para a 2ª fase e dos novos locais de prova.

Com o gabarito publicado, os candidatos já podem estimar o próprio desempenho. A Fuvest reforça que a pontuação da 1ª fase integra a nota final do processo seletivo, e não apenas o filtro para a etapa discursiva. No portal, também estão disponíveis as versões completas dos cadernos, permitindo conferência detalhada.

Cursos mais concorridos

A tendência de anos anteriores se mantém: Medicina segue como o curso mais procurado, segundo dados oficiais e relatórios recentes da Fundação. Psicologia e Relações Internacionais aparecem na sequência entre as graduações tradicionalmente mais disputadas. Esse perfil sustenta a expectativa de notas de corte elevadas. Rankings atualizados de concorrência devem ser publicados pela própria Fuvest após o fechamento das convocações.

Nos painéis de inscrição, também se observa maior procura por cursos de Comunicação e áreas das Ciências Sociais Aplicadas, o que impacta a distribuição de concorrência entre campi. A Fuvest orienta que candidatos consultem diretamente o site para acompanhar informativos, prazos, guias de correção e procedimentos para eventuais recursos.


 

Cadernos de prova da 1ª fase são disponibilizados (Foto: reprodução/Instagram/@fuvest.oficial)


Como foi a prova e o que esperar da 2ª fase

Aplicada em 23 de novembro, a 1ª fase contou com 90 questões de múltipla escolha cobrando conteúdos gerais do Ensino Médio. Os quatro cadernos e o gabarito oficial já podem ser acessados online. A 2ª fase ocorre em 14 e 15 de dezembro, com provas discursivas, incluindo redação e questões específicas por área. O desempenho nesses dois dias será determinante para a classificação final e para a distribuição das vagas.

Nos anos anteriores, a Fuvest manteve estabilidade na estrutura de avaliação, algo que também se repete nesta edição. A fundação costuma divulgar análises de desempenho após o encerramento do vestibular, indicando padrões de acertos por disciplina, dificuldades recorrentes e mudanças de tendência. Essas informações ajudam tanto candidatos quanto escolas a compreender o comportamento da prova no longo prazo.

Enem 2026 será usado para avaliar o ensino médio e pode ser aplicado em países do Mercosul

O Enem 2026 trará mudanças estruturais importantes na educação brasileira, segundo o ministro Camilo Santana. Em coletiva realizada neste domingo (16), após a conclusão da aplicação do Enem 2025, o Ministério da Educação confirmou que o exame passará a avaliar oficialmente a qualidade da aprendizagem no ensino médio e poderá ser expandido para países do Mercosul. Os estudos sobre essa internacionalização devem ser concluídos até março do próximo ano.

Enem 2026 substituirá o Saeb na avaliação do ensino médio

Durante o anúncio, Camilo Santana explicou que o Enem 2026 assumirá o papel do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) na etapa final da educação básica. A partir de 2026, todos os alunos do 3º ano do ensino médio deverão participar do exame, permitindo ao governo medir anualmente a qualidade da aprendizagem — algo que o Saeb realiza apenas a cada dois anos.


Ministro da Educação anuncia mudanças da próxima edição do Enem (Vídeo: reprodução/X/@inep_oficial)


Segundo o ministro, a mudança acompanha a motivação natural dos estudantes, que já veem o Enem como porta de entrada para o ensino superior. “Vamos ter condições de avaliar muito melhor a qualidade da aprendizagem no ensino médio”, afirmou Santana. Para as demais etapas da educação básica, o Saeb continuará sendo aplicado normalmente.

Prova poderá ser aplicada no Mercosul em português

Outra novidade anunciada foi a possibilidade de aplicação do Enem 2026 em capitais de países vizinhos — Buenos Aires, Montevidéu e Assunção. O objetivo é ampliar o acesso de estudantes do Mercosul às universidades brasileiras, fortalecendo a integração regional. Caso aprovado, o exame será aplicado em português e poderá contar com versão digital.

O presidente do Inep, Manuel Palacios, destacou que o formato ainda está em estudo e deve ser definido até março, prazo para que o edital do Enem 2026 possa incluir detalhes sobre inscrições internacionais. Santana também citou a retomada das obras da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), cuja conclusão está prevista para 2026 e alinhada à expansão do exame.

Balanço do Enem 2025

A coletiva também apresentou um balanço preliminar do Enem 2025, que registrou 4,8 milhões de inscritos e aproximadamente 70% de presença nos dois dias de prova. Cerca de 1.700 candidatos foram eliminados, e a aplicação ocorreu em 1.805 municípios, distribuídos por mais de 12 mil locais e mais de 165 mil salas.

A operação envolveu mais de 585 mil pessoas e trouxe novidades, como o uso de detectores de metal, o aumento no número de fiscais e a adoção da metodologia de testlets. Além disso, quase 100 mil participantes fizeram o exame com a finalidade de obter a certificação do ensino médio.

Prazo para solicitar isenção da taxa de inscrição do Enem termina nesta sexta (25)

O período para solicitar a gratuidade da taxa de inscrição do Enem 2025 vai até as 23h59 (horário de Brasília) desta sexta-feira, 25 de abril. O mesmo prazo se aplica para quem precisa apresentar justificativa de ausência nas provas do exame realizado em 2024. Os pedidos devem ser registrados na Página do Participante, acessada por meio da conta Gov.br, plataforma digital que reúne os serviços do governo federal.

Solicitação de isenção da taxa

Indivíduos que atendem a determinados critérios socioeconômicos podem se inscrever no Enem 2025 sem a necessidade de pagar pela inscrição.

A isenção da taxa é concedida a estudantes que estão no último ano do ensino médio em escolas públicas, assim como aqueles que completaram essa fase educacional apenas em instituições públicas ou como bolsistas integrais em escolas privadas.

Também têm direito à gratuidade os candidatos pertencentes a famílias de baixa renda que estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), bem como os jovens participantes do programa Pé-de-Meia, voltado à permanência e conclusão dos estudos.

O valor da inscrição para este ano ainda não foi anunciado.

Justificativa de ausência

Quem obteve isenção da taxa de inscrição no Enem 2024, mas não compareceu às provas nos dias marcados, precisa apresentar uma justificativa formal caso queira solicitar a gratuidade novamente em 2025.

Para isso, é necessário enviar documentos que comprovem o motivo da ausência em uma das datas oficiais do exame ou nas datas da reaplicação, realizadas nos dias 11 e 12 de dezembro.

São aceitas diversas razões para justificar a falta, como ocorrência de assalto, envolvimento em acidente de trânsito, falecimento de parente próximo, nascimento de filho, casamento ou união estável, mudança de residência em função de cuidados com familiares, além de internações médicas, emergências de saúde ou privação de liberdade.

A relação completa de documentos válidos para cada caso pode ser consultada no Anexo I do edital publicado pelo Inep.


Estudantes de escolas públicas têm direito à isenção (Foto: reprodução/X/@g1)

Resultado das solicitações

O resultado das solicitações de isenção da taxa do Enem será disponibilizado em 12 de maio. Aqueles que tiverem o pedido negado têm o período de 12 a 16 do mesmo mês para apresentar recurso. No dia 22 de maio, será divulgada a decisão final sobre os recursos.

É importante ressaltar que a concessão da isenção não assegura automaticamente a participação no exame.

O INEP reforça que todos os candidatos, mesmo os isentos do pagamento, deverão efetuar a inscrição para o Enem 2025 quando o prazo for aberto.

Os participantes que tiverem o recurso negado deverão arcar com o valor da taxa para garantir a inscrição na avaliação.

Prazo para solicitar isenção no Enem começa nesta segunda

Os candidatos interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já podem solicitar a isenção da taxa de inscrição a partir desta segunda-feira (14). O prazo para envio do pedido vai até o dia 25 de abril, por meio da Página do Participante, disponível no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Quem pode solicitar a isenção

A isenção é voltada a três perfis principais de candidatos. O primeiro é o estudante que estiver matriculado no terceiro ano do ensino médio em 2025, em escola pública declarada ao Censo Escolar da Educação Básica.

Também podem solicitar o benefício aqueles que tenham cursado todo o ensino médio em escola da rede pública, ou como bolsistas integrais em instituições privadas, desde que a renda familiar per capita não ultrapasse um salário mínimo e meio. O terceiro grupo é formado por inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), que devem declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Candidatos que obtiveram a isenção no Enem 2024 e não compareceram aos dois dias de prova precisam justificar a ausência com documentação oficial para ter direito novamente à gratuidade. Entre os documentos aceitos estão atestados médicos, boletins de ocorrência, certidões (de óbito, nascimento, casamento ou união estável), mandado de prisão, comprovante de intercâmbio ou mudança de domicílio. Autodeclarações e documentos assinados apenas por pais ou responsáveis não serão aceitos.

Sobre o resultado da solicitação

O resultado preliminar das análises dos pedidos de isenção e das justificativas de ausência será divulgado no dia 12 de maio. Candidatos que tiverem o pedido negado poderão entrar com recurso entre os dias 12 e 16 de maio. O resultado final estará disponível em 22 de maio.


Logo do Enem (Foto: reprodução/X/@g1)

Apesar da possibilidade de isenção da taxa, o Inep alerta que a aprovação do benefício não garante a inscrição automática no exame. As inscrições para o Enem 2025 ainda não estão abertas, e o cronograma oficial será divulgado posteriormente, por meio de edital específico.

Mais informações estão disponíveis no site oficial: enem.inep.gov.br/participante.

Alunos do Ensino Médio querem escolher o que estudar, aponta pesquisa do Datafolha

A ONG Todos Pela Educação publicou os resultados de uma pesquisa encomendada ao Datafolha, que aponta o desejo de estudantes do Novo Ensino Médio por autonomia no currículo, o que significa ter a possibilidade de escolher o que estudar.

A maioria dos estudantes ouvidos, entre 14 e 16 anos, não concorda com o modelo antigo do Ensino Médio, vigente até 2017, quando todos faziam as mesmas disciplinas.

Estudantes desejam currículo ‘flexível’

Segundo o levantamento mostrado no site do Todos pela Educação, 65% dos entrevistados desejam um currículo “flexível”. Isso, para eles, significa poder se aprofundar em temas de seu interesse, alinhados a seus projetos de vida.

Nesse grupo, 35% preferem uma escola que ofereça, em parte do tempo, as mesmas disciplinas para todos os alunos e, em outra, a possibilidade de aprofundar conhecimentos em disciplinas escolhidas por eles.

Outros 30% optariam por uma escola que combine uma parte com as mesmas disciplinas para todos os alunos e outra com a possibilidade de fazer um curso técnico profissional. E 35% defendem a manutenção do modelo pré-reforma do ensino médio: uma escola com as mesmas disciplinas para todos os alunos durante toda a etapa.


O novo ensino médio foi aprovado em 2017 e começou a ser implementado nas escolas em 2023 (Foto: reprodução/Senado Federal) 

Novo Ensino Médio sofre críticas

O formato do Novo Ensino Médio tem sido criticado por vários setores, desde especialistas e pesquisadores, a professores e estudantes. Alguns pedem sua revogação completa, outros grupos sugerem que a proposta deveria ser, pelo menos, ajustada.

Entre as críticas, está justamente o fato de que a parte flexível do currículo se afastou do aprofundamento das matérias que são cobradas na prova do Enem, que é realizada no terceiro ano do Ensino Médio.

Curso técnico sem perder foco no Enem

O Datafolha também perguntou para os jovens que mostraram interesse em fazer um curso técnico integrado ao ensino médio se eles desistiriam dessa opção, caso tivessem menos aulas de disciplinas que caem nas provas do Enem e de vestibulares. Para essa questão, 77% indicaram que ainda escolheriam fazer o técnico, e 21% disseram que abririam mão. Esses alunos também demonstraram, segundo a pesquisa, disposição em ficar mais horas na escola para fazer o curso técnico.