Depois de ataque em ponto de distribuição de água, famílias tentam sobreviver em Gaza
Várias crianças morreram neste domingo (13) após um bombardeio israelense atingir um ponto de distribuição de água no centro da Faixa de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde palestino, controlado pelo Hamas, ao menos 139 corpos foram levados a hospitais nas últimas 24 horas. Ainda há vítimas sob os escombros, e o número elevado de mortes […]
Várias crianças morreram neste domingo (13) após um bombardeio israelense atingir um ponto de distribuição de água no centro da Faixa de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde palestino, controlado pelo Hamas, ao menos 139 corpos foram levados a hospitais nas últimas 24 horas. Ainda há vítimas sob os escombros, e o número elevado de mortes no domingo segue uma série de fatalidades que já estavam acontecendo, principalmente no sábado.
Famílias com recursos escassos
Muitas famílias em Gaza enfrentam dificuldades de acesso à água potável. A família al-Manasra é uma delas. Todos os dias, eles caminham até um ponto de distribuição, semelhante ao local onde oito pessoas morreram no domingo em um ataque que, segundo o exército israelense, não atingiu o alvo pretendido.
Instalados em um acampamento improvisado próximo aos escombros de um edifício destruído na Cidade de Gaza, os membros da família al-Manasra relatam que seus filhos já apresentam sintomas como diarreia e doenças de pele. A falta de combustível também comprometeu os serviços de coleta de lixo e tratamento de esgoto, aumentando o risco das doenças.
A busca de água para as famílias é cansativa e frequentemente sem sucesso. Na barraca onde vivem, eles fazem o possível para manter a higiene, varrendo o chão. No entanto, a escassez de água impede uma limpeza adequada e em algumas ocasiões, a louça das poucas refeições que conseguem fazer fica sem lavar por dias. Para lidar com a situação, seguem regras rígidas de uso da água, priorizando as necessidades mais urgentes.
Ajuda humanitária
Com 21 meses de conflito, a maioria dos mais de 2 milhões de habitantes de Gaza passou a depender quase totalmente da ajuda humanitária.
Especialistas em segurança alimentar já alertam para a ameaça iminente de fome. Após o término do último cessar-fogo, em março, Israel impôs bloqueios e restrições severas à entrada de assistência no território.
