EUA reforçam compromisso com segurança da Ucrânia após reunião com líderes europeus

O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (18) que os Estados Unidos estão dispostos a apoiar a segurança da Ucrânia em negociações de paz no leste europeu. A fala ocorreu durante o encontro com Volodymyr Zelensky, realizado em Washington. A iniciativa faz parte dos esforços internacionais para buscar uma solução pacífica para o conflito, que se arrasta há mais de três anos.

Trump reforçou que caberia às nações europeias liderar os esforços de proteção a Kiev. Mesmo assim, ressaltou que os Estados Unidos também prestarão assistência significativa. “Quando se trata de segurança, haverá muita ajuda. Eles já estão presentes, mas nós também daremos apoio”, declarou no Salão Oval.

Reunião multilateral reforça proteção de Kiev

Depois da conversa entre os presidentes, foi realizada uma mesa de diálogo que contou com representantes do Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Finlândia, União Europeia e Otan. O objetivo foi mostrar solidariedade à Ucrânia e discutir garantias de proteção no cenário pós-conflito. Além disso, o encontro coletivo serviu para alinhar estratégias de segurança e reforçar a cooperação internacional, considerada essencial para garantir a estabilidade regional.

Os líderes europeus destacaram a importância de manter um fluxo constante de informações e assistência militar, econômica e humanitária. A presença desses representantes reforça o compromisso do bloco em apoiar Kiev e sinaliza ao Kremlin que qualquer avanço militar será monitorado e respondido de forma coordenada. A coordenação entre diferentes países deve intensificar a pressão diplomática contra a Rússia e favorecer a possibilidade de um cessar-fogo prolongado.


Trump se reúne com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e líderes europeus na Casa Branca (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN)

Zelensky valoriza garantias americanas

Zelensky descreveu a conversa com Trump como “muito construtiva”. Ele ressaltou a importância das garantias de segurança oferecidas pelos EUA e destacou que esse apoio fortalece a confiança mútua entre os países. Segundo o presidente ucraniano, essas medidas ajudam a criar um ambiente favorável para negociações de paz futuras e aumentam a credibilidade internacional da Ucrânia.

Zelensky também destacou que o engajamento dos Estados Unidos pode motivar outros países a intensificar a assistência à Ucrânia. Além disso, os líderes europeus enfatizaram que a cooperação estratégica entre Washington e seus aliados é crucial para proteger a integridade territorial e garantir, ao mesmo tempo, a estabilidade política ucraniana, criando assim condições mais favoráveis para um acordo de paz consistente.

Conflito e perspectivas para a segurança da Ucrânia

Desde a invasão russa em fevereiro de 2022, a guerra resultou em mais de um milhão de vítimas entre mortos e feridos e causou destruição significativa em vastas regiões da Ucrânia. Nesse cenário, a Rússia avança de forma lenta, porém contínua, explorando sua superioridade militar. Analistas afirmam que o suporte americano pode ter papel determinante nas negociações de paz, contribuindo para a manutenção da integridade territorial ucraniana.

Ao mesmo tempo, a presença de líderes europeus reforça a relevância da cooperação internacional e da diplomacia multilateral como caminhos para encerrar o confronto. Com isso, Kiev busca consolidar apoio externo e avançar nas tratativas por um acordo de paz duradouro.

Flávio Dino determina que sanções estrangeiras não valem no Brasil

O ministro Flávio Dino determinou nesta segunda-feira (18) que nenhuma lei, ato administrativo ou decisão judicial de outro país possui validade imediata no Brasil. Portanto, medidas estrangeiras só têm efeito no Brasil se o STF as homologar ou se forem validadas via cooperação jurídica internacional.

A decisão foi tomada após os Estados Unidos anunciarem sanções contra Alexandre de Moraes.
Por isso, o STF reforçou que ordens externas não podem interferir automaticamente nas operações financeiras brasileiras. A Lei Magnitsky, que motivou as sanções, permite que os EUA bloqueiem bens, contas bancárias e restrinjam a entrada no país de indivíduos acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos.

Como Flávio Dino determinou a blindagem de Alexandre de Moraes

Dino deixou claro que nenhuma determinação vinda do exterior pode atingir operações financeiras no Brasil sem o aval da Corte. Primeiramente, ele comunicou o Banco Central. Em seguida, alertou a Febraban e demais entidades do setor, evitando que instituições nacionais acatem ordens externas sem o devido processo legal.

Além disso, o ministro criticou países que impuseram sanções unilaterais sem respaldo em tratados internacionais, classificando tais medidas como “neocolonialismo e protecionismo”.


Flávio Dino barra validade de decisões estrangeiras no Brasil sem aval do STF (Vídeo: reprodução/BASTIDORES CNN)

Autonomia da Justiça brasileira frente a sanções internacionais

A decisão protege Alexandre de Moraes das restrições aplicadas pelos EUA e, ao mesmo tempo, reforça a autonomia do STF. Para Dino, respeitar a soberania nacional é essencial para preservar o sistema jurídico e a segurança institucional.

Além disso, a cooperação jurídica internacional permite que países solicitem medidas judiciais, investigativas ou administrativas para casos concretos, mas essas ações só têm efeito no Brasil se a Justiça as homologar, com coordenação do Ministério da Justiça e do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI).

Com a decisão, instituições financeiras brasileiras não podem aplicar sanções estrangeiras sem autorização prévia da Corte, garantindo que medidas externas não interfiram automaticamente nas relações jurídicas e financeiras do país.

População brasileira se divide sobre proposta de anistia a condenados do 8 de janeiro

Mais da metade dos brasileiros ouvidos em pesquisa recente apresentam opiniões divergentes sobre a anistia a condenados do 8 de janeiro. O levantamento Atlas/Bloomberg apontou que 51,2% são contrários à medida. Enquanto isso, 46,9% se declararam a favor, e 1,9% não souberam opinar.

A proposta de anistia seria ampla, geral e irrestrita, abrangendo líderes políticos e manifestantes condenados ou investigados por tentativas de invasão ao Congresso Nacional, ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal, ocorridas em 8 de janeiro de 2023. Além disso, a medida provocou debates sobre Justiça, impunidade e impacto político, refletindo opiniões divergentes entre especialistas e cidadãos.

Divisão da população sobre anistia

Em comparação com a pesquisa anterior, realizada em março, o percentual de pessoas contrárias ao perdão subiu de 50,4% para 51,2%. Por outro lado, o apoio recuou de 47,8% para 46,9%. A parcela de indecisos manteve-se praticamente estável, com 1,9% de participação.


Hugo Motta comenta sobre penas do 8 de janeiro (Vídeo: Reprodução/YouTube/CNN)

Assim, a pesquisa confirma que a população continua dividida sobre a medida. Pequenas variações nos percentuais podem alterar a percepção geral da sociedade ao longo do tempo. Além disso, especialistas afirmam que debates públicos e novas informações sobre processos judiciais podem influenciar futuras opiniões, especialmente em um cenário político dinâmico.

Metodologia da pesquisa sobre a medida de anistia

A coleta de dados ocorreu entre os dias 3 e 6 de agosto, com 2.447 participantes, por meio de questionários on-line e recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento também permite analisar a percepção da população sobre medidas legais e políticas relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Dessa forma, ele oferece dados atualizados sobre a divisão de opiniões no país e contribui para o entendimento de como o perdão a condenados do 8 de janeiro é recebido pelos cidadãos. Assim, os resultados podem orientar debates futuros sobre medidas legais e decisões políticas relacionadas a episódios de grande repercussão.

Trump classifica Brasil como um dos piores parceiros comerciais e reforça críticas políticas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (14) que o Brasil é um dos piores parceiros comerciais do mundo e classificou o processo contra Jair Bolsonaro como uma “execução política”. Além disso, ele criticou as barreiras tarifárias que dificultam as relações comerciais entre os dois países, destacando que essas medidas tornam acordos bilaterais mais complicados. “Eu sou muito bom com pessoas, ele [Jair Bolsonaro] é um homem honesto. Acho que o que eles fizeram… essa é uma execução política, o que eles estão tentando fazer com Bolsonaro. Acho que isso é terrível”, declarou Trump.

Trump critica Brasil e política comercial brasileira. O presidente americano classificou o país como um dos “piores parceiros comerciais do mundo” e justificou a tarifa de 50% aplicada a produtos brasileiros. Segundo ele, o Brasil cobrou, por décadas, taxas consideradas “exorbitantes” contra os EUA, dificultando acordos bilaterais. “Eles também nos trataram muito mal como parceiros comerciais por muitos e muitos anos, um dos piores países do mundo por isso. Eles cobraram tarifas altíssimas e dificultaram muito fazer qualquer coisa”, afirmou.

Trump detalhou ainda: “O Brasil tem sido um péssimo parceiro comercial em termos de tarifas… eles nos cobram tarifas enormes, muito, muito maiores do que as que cobramos, e, basicamente, nós nem estávamos cobrando nada. (…) Eles cobram tarifas enormes e tornaram tudo muito difícil de fazer. Então, agora estão sendo cobrados 50% de tarifas, e não estão felizes, mas é assim que funciona”.

Trump critica Brasil e minimiza aproximação com China

Por outro lado, questionado sobre a aproximação do Brasil com a China, Trump disse não estar “nem um pouco preocupado”. No entanto, ele destacou que o desempenho econômico dos EUA impressiona outros países, inclusive a China. “Não, não estou preocupado nem um pouco. Não, eles podem fazer o que quiserem, eles não estão indo muito bem. O que nós estamos fazendo em termos de economia, estamos impressionando todo mundo, incluindo a China”, afirmou o presidente americano.

Trump aponta falhas do Brasil e apoia Bolsonaro

Desde julho, Trump associou as novas tarifas ao cenário político brasileiro e reforçou sua defesa a Bolsonaro. De forma complementar, ele criticou a Justiça brasileira, classificando o processo contra o ex-presidente como uma “caça às bruxas”:

O presidente Bolsonaro é um bom homem. Conheci muitos primeiros-ministros, presidentes, reis e rainhas, e sei que sou ótimo nisso. O presidente Bolsonaro não é um homem desonesto. Ele ama o povo brasileiro. Ele lutou muito pelo povo brasileiro”.


Donald Trump critica Brasil e reforça defesa a Bolsonaro durante entrevista (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN)

Trump ainda reforçou:

O Brasil tem algumas leis muito ruins acontecendo (…) Isso é realmente uma execução política que estão tentando fazer com o Bolsonaro”.

Posição do governo brasileiro

Governo brasileiro reafirma sua independência institucional e ressalta que não se curvará a pressões externas. O presidente Lula destacou ainda que não ficará “chorando” caso os EUA não queiram comprar produtos brasileiros e enfatizou que continuará buscando novos mercados para os produtos nacionais. Nesse contexto, autoridades afirmam que o país seguirá fortalecendo parcerias comerciais com outras nações, diversificando destinos de exportação e seguindo com estratégias próprias de comércio internacional.

Dólar sob pressão: por que o trono da moeda americana segue firme

O domínio do dólar no comércio internacional dura quase oito décadas, desde que Bretton Woods e o Plano Marshall consolidaram a moeda como pilar da economia global, ambos os planos refletem a ascensão dos Estados Unidos como potência mundial. Mesmo com o avanço da pauta pela desdolarização, liderada por países como Brasil, China e Rússia, especialistas alertam: tirar a moeda americana do trono é tarefa para décadas e exige mais que vontade política.

O dólar como pilar do domínio do dólar global

O domínio do dólar foi consolidado após a Segunda Guerra Mundial, quando os EUA emergiram como a maior potência industrial e militar. No acordo de Bretton Woods, a moeda americana foi equiparada ao ouro e se tornou referência para transações internacionais.

Poucos anos depois, o Plano Marshall despejou bilhões de dólares na reconstrução da Europa Ocidental. O objetivo era evitar o avanço soviético e manter o continente alinhado a Washington. Assim, boa parte do mundo passou a girar em torno do dólar.

Rede financeira e infraestrutura que sustentam o domínio do dólar global

O sistema criado após a guerra combinou confiança, liquidez e infraestrutura financeira sob liderança americana. E, embora ciclos de contestação surjam, como no recente encontro do Brics, onde Brasil e Rússia defenderam negociações em moedas locais, a substituição do dólar exige mais do que alianças políticas. É preciso uma alternativa igualmente robusta, estável e amplamente aceita.

Desafios da desdolarização e fortalecimento do domínio do dólar global

No século XIX, a libra esterlina era a moeda do comércio global, reflexo da supremacia britânica. Mas a Segunda Guerra mudou o tabuleiro. Com a Europa enfraquecida, o domínio do dólar consolidou-se como instrumento econômico e geopolítico.

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o dólar ainda responde por 58% das reservas internacionais dos bancos centrais. Esse número caiu em relação aos 70% do início dos anos 2000, mas continua muito à frente de qualquer rival. Além disso, mais de 70% das transações internacionais passam pela moeda americana, reforçando seu papel no sistema Swift.

O peso político da moeda americana nas relações internacionais

Na cúpula do Brics realizada no Rio de Janeiro, Lula e Putin defenderam o uso de moedas locais nas transações internas do bloco. A proposta irritou Washington. O presidente americano, Donald Trump, reagiu com ameaças de tarifas e, pouco depois, anunciou a taxação de 50% sobre importações brasileiras. Analistas interpretaram o gesto como retaliação.

Mas, para economistas, trocar o dólar por outra moeda é um processo muito mais complexo. “A substituição de uma moeda dominante exige mais do que vontade política: é necessário um emissor que ofereça estabilidade macroeconômica, segurança jurídica, infraestrutura financeira comparável e, acima de tudo, confiança dos agentes privados”, afirma Luis G. Ferreira, vice-CEO da EFG Asset Management.

O exemplo europeu e o avanço do yuan chinês

O euro é um exemplo claro dessa dificuldade. Criado em 1999 para integrar a União Europeia e rivalizar com o dólar, ele responde hoje por apenas 20% das reservas mundiais.

A China, por sua vez, elevou sua participação nas transações internacionais para 20% e utiliza o yuan em negociações com mais de 120 países. Ainda assim, a falta de convertibilidade plena e o risco político limitam o avanço da moeda.


Análise: Brasil busca países do Brics (Reprodução/CNN)

A dependência brasileira do dólar

No Brasil, a ligação com o dólar é profunda. Embora o Banco Central mantenha 5% das reservas em yuan, cerca de US$ 350 bilhões permanecem atrelados à moeda americana.

“Todas as transações internacionais do país são em dólar, inclusive com nossos principais parceiros, à exceção da China”, lembra Mauro Rochlin, professor da FGV. “Qualquer mudança significativa levaria décadas”, conclui.

Futuro incerto, mas o trono do dólar permanece firme

Defensores da desdolarização olham para alternativas como ouro e moedas fortes: franco suíço, libra esterlina e yen japonês. Porém, nenhuma reúne todas as condições para destronar a moeda americana. Como resume Matheus Spiess, economista: “Diferentemente da libra esterlina, que foi gradualmente substituída, o dólar não tem um concorrente à altura no curto prazo.”

Tragédia nos Lençóis Maranhenses: queda de avião de deputado mata jovem veterinária e piloto

Um acidente aéreo no último sábado (9) resultou na queda de avião nos Lençóis Maranhenses, em Santo Amaro do Maranhão, deixando duas pessoas mortas. A aeronave de pequeno porte, prefixo PU-GIV, pertence ao deputado estadual Francisco Nagib Buzar de Oliveira (PSB) e caiu nas proximidades da Lagoa das Pedras.

O Corpo de Bombeiros confirmou que as vítimas eram Bruna Emanoely, médica veterinária recém-formada, e Manoel Victor Britto, piloto e pai de dois filhos. O avião levava apenas os dois ocupantes no momento do acidente.

Queda de avião nos Lençóis Maranhenses: quem eram as vítimas

Bruna, de 23 anos, concluiu recentemente a graduação no Instituto de Treinamento e Atualização Veterinário (Itavet), onde ficou conhecida pela dedicação aos estudos. “Bruna era aluna assídua e muito dedicada em tudo o que se propôs a fazer, uma perda enorme para o futuro da nossa profissão”, afirmou a instituição em nota.

Natural de Santa Inês (MA), a jovem era filha de proprietários de um restaurante local. A família suspendeu as atividades do estabelecimento neste domingo (10) em sinal de luto e, além disso, publicou uma mensagem descrevendo-a como “alegre e bondosa”.

O piloto Manoel Victor Britto havia obtido a habilitação recentemente. Formado pela Universidade Salgado de Oliveira, em Recife (PE), ele se apaixonou pela aviação e costumava sobrevoar a região dos Lençóis Maranhenses. Além disso, era pai dedicado de dois filhos e irmão de cinco irmãs.

Manoel era um amigo próximo que a aviação me presenteou”, relatou o deputado Francisco Nagib


Avião de deputado cai nos Lençóis Maranhenses e deixa dois mortos (Reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Resgate e investigação do acidente

Equipes do Centro Tático Aéreo, do 2° Batalhão de Turismo da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Prefeitura de Santo Amaro e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) participaram das buscas.
Logo após localizar a aeronave, os socorristas levaram os corpos para o Hospital de Santo Amaro e, posteriormente, para o Instituto Médico Legal (IML), em São Luís.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) investiga as causas da queda. Enquanto isso, familiares e amigos seguem em luto e buscam forças para lidar com a perda.

Mesmo diante da dor, pessoas próximas ressaltam que Bruna e Manoel serão lembrados pela dedicação às suas áreas e pelo carinho com que tratavam todos ao redor. Além disso, Bruna, de 23 anos, planejava passar o Dia dos Pais em São Luís com os pais, o que torna a data ainda mais dolorosa para a família.

Bomba em voo da Azul: PF descarta explosivos em pouso emergencial em Brasília

Na noite desta quinta-feira (7), a Polícia Federal descartou a presença de bomba em voo da Azul que precisou realizar um pouso emergencial no Aeroporto Internacional de Brasília. A aeronave decolou de São Luís (MA) com destino a Campinas (SP) e fez a manobra preventiva após um bilhete com ameaça de explosivos ser encontrado no banheiro da aeronave.

Segundo a PF, o bilhete indicava a presença de explosivos no compartimento de cargas. Por isso, a tripulação acionou os protocolos de segurança e desviou a rota, pousando na capital por volta das 20h45. Os 170 passageiros e tripulantes desembarcaram sem ferimentos, graças a uma ação rápida e coordenada durante o procedimento.

PF realiza varredura e descarta bomba em voo da Azul

O plano de contingência do aeroporto entrou em ação imediatamente. As equipes da Polícia Federal inspecionaram o avião e analisaram todas as bagagens por raio-x. Às 2h45 desta sexta-feira (8), a corporação confirmou que não havia explosivos a bordo do voo da Azul.

Após a varredura, a aeronave voltou a operar normalmente. As autoridades continuam investigando para identificar o responsável pela ameaça, enquanto reforçam o compromisso com a segurança dos passageiros.


Após suspeita de bomba, voo da Azul fez pouso de emergência em Brasília (Vídeo: reprodução/YouTube/g1globo)

Passageiros são realocados e operações prosseguem

Durante a inspeção, os passageiros permaneceram na ‘sala de segurança’ do terminal e prestaram depoimentos. Eles foram liberados no fim da madrugada e realocados em outros voos da Azul, que garantiu total suporte aos clientes afetados.

A Inframerica, administradora do Aeroporto de Brasília, informou que uma das pistas sofreu suspensão temporária, mas a outra manteve as operações regulares, minimizando o impacto nas demais viagens.

Segurança aérea reforçada contra falsas ameaças

Casos como esse destacam a aplicação de protocolos rigorosos para garantir a segurança dos voos. Além disso, esses episódios demonstram que falsas ameaças geram custos elevados, atrasos significativos e transtornos para passageiros e companhias aéreas.

Por esse motivo, as autoridades mantêm vigilância constante para prevenir riscos, enquanto adotam medidas para evitar ações que possam comprometer a segurança aérea. Dessa forma, a prevenção visa preservar a integridade dos passageiros e a confiança no transporte aéreo.

Trump pressiona Rússia após fim do ultimato sobre guerra na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressiona a Rússia após o fim do prazo para encerrar o conflito na Ucrânia, que terminou nesta sexta-feira (8) sem acordo. Diante do impasse, Trump reafirmou a intenção de aplicar tarifas de até 100% e sanções mais severas contra Moscou. Além disso, as medidas também miram países que mantêm comércio de energia com a Rússia.

Pressão de Trump sobre Rússia e busca por cúpula

No início da semana, Trump prometeu avançar com as chamadas “sanções secundárias”. Essas medidas podem atingir a Índia, segunda maior compradora do petróleo russo, e possivelmente a China, principal cliente energético de Moscou. Apesar da retórica dura, a Casa Branca confirmou que o presidente prepara um encontro com Putin. A reunião pode ocorrer já na próxima semana, em formato bilateral ou trilateral, incluindo também o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Trump não condicionou a reunião a um encontro prévio entre Putin e Zelensky. Segundo ele, o objetivo principal é “parar o derramamento de sangue”. O republicano não descarta novas medidas econômicas caso Moscou não demonstre abertura para um acordo de paz.

Resistência do Kremlin e reação internacional

O Kremlin ignorou o ultimato. Segundo fontes próximas ao governo russo, Putin acredita que a Rússia mantém vantagem militar e não cederá sob pressão. Moscou insiste que qualquer negociação precisa incluir garantias de segurança para ambas as partes. No entanto, evita atender diretamente às exigências norte-americanas.

A iniciativa de uma cúpula foi discutida entre Putin e o enviado especial de Trump, Steve Witkoff. O Kremlin afirma que a proposta partiu do presidente dos EUA, enquanto a Casa Branca sustenta que a ideia veio dos russos. A possibilidade de um encontro nos Emirados Árabes Unidos está em negociação, mas ainda não há confirmação oficial.

Enquanto isso, líderes europeus e o presidente ucraniano discutem como lidar com as movimentações diplomáticas. Eles temem que uma nova rodada de conversas sirva apenas para adiar medidas mais duras contra Moscou.


Donald Trump estipula prazo para fim da guerra na Ucrânia que termina nesta sexta-feira (8) (Vídeo: Reprodução/YouTube/CNN)

Semanas decisivas para a guerra na Ucrânia

Especialistas em geopolítica avaliam que a postura de Trump busca equilibrar pressão econômica e abertura diplomática. Para isso, a estratégia tenta criar um cenário em que Putin se sinta compelido a negociar, mas sem dar sinais de recuo que possam enfraquecer a imagem norte-americana. No entanto, analistas alertam que esse tipo de ultimato pode ter efeito limitado. Para que funcione, ele precisa vir acompanhado de um plano concreto para encerrar o conflito.

Além disso, em meio à crise, Trump pressiona Rússia com sanções e negociações, buscando um desfecho para o conflito que tem provocado instabilidade global.

Com o ultimato encerrado e as conversas diplomáticas ainda incertas, o impasse entre Washington e Moscou se aprofunda. Trump aposta em sanções e tarifas para forçar um cessar-fogo. Enquanto isso, Putin mantém a narrativa de que a Rússia está em vantagem.

O desfecho das próximas semanas será decisivo para definir se a pressão econômica dos Estados Unidos resultará em negociações de paz ou se a guerra na Ucrânia entrará em um novo ciclo de escalada.

Submarinos nucleares da Rússia escapam de desastre após terremoto

Um forte terremoto na base nuclear da Rússia de magnitude 8,8 atingiu o extremo oriente do país na última semana, colocando em risco uma das principais instalações da frota de submarinos estratégicos. A base de Rybachiy, localizada na Península de Kamchatka, abriga embarcações com capacidade para lançar mísseis balísticos intercontinentais e, por isso, pode ter sofrido danos estruturais.

A informação foi publicada pelo The New York Times, com base em imagens de satélite analisadas pela empresa Planet Labs. As fotos revelam que parte de um píer flutuante se desprendeu da estrutura principal. Além disso, o local abriga parte essencial da força nuclear russa no Pacífico.

Impacto do terremoto na base nuclear da Rússia atinge frota estratégica

Embora não tenha havido vítimas, o tremor, cujo epicentro ocorreu a menos de 130 km da base, gerou preocupação sobre a integridade das instalações. Especialistas alertam que a proximidade com a Baía de Avacha, onde operam submarinos das classes Borei, Yasen-M e Belgorod, evidencia a vulnerabilidade das estruturas militares em regiões sísmicas.

No entanto, o grupo Conflict Intelligence Team informou que os danos foram limitados e que não há indícios de impacto na prontidão da frota. Ainda assim, ao menos cinco submarinos estavam atracados no momento do tremor. Até o momento, a Rússia não se pronunciou oficialmente sobre o incidente, e a imprensa local manteve silêncio.

Submarinos de ataque e torpedos Poseidon

Entre as embarcações operadas na base estão os submarinos estratégicos Borei e Borei-A, que compõem o braço mais temido da tríade nuclear russa. Eles transportam mísseis com ogivas capazes de alcançar alvos em qualquer continente. Também há relatos da presença de submarinos da classe Yasen, considerados uma das ameaças submersas mais avançadas em operação.

Outro ponto de atenção foi a possível presença do Belgorod, o maior submarino do mundo, projetado para missões secretas e transporte do torpedo nuclear Poseidon. Caso estivesse atracado durante o abalo sísmico, qualquer avaria poderia ter representado um risco de proporções globais.


Erupção do vulcão Krasheninnikov na Península de Kamchatka, Rússia, após terremoto de magnitude 8,8 (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN)

Risco geológico reacende debate estratégico

O episódio reforça críticas à estratégia de centralizar o arsenal nuclear em áreas remotas, porém instáveis. Kamchatka, apesar de isolada e protegida por enseadas, é uma das regiões com maior atividade sísmica do planeta. Analistas ouvidos por veículos internacionais afirmam que desastres naturais representam um risco tão imprevisível quanto ameaças militares.

Além disso, o portal The War Zone alerta que variações no nível do mar podem comprometer amarras, causar inundações e até afetar sistemas sensíveis em manutenção. A recente erupção vulcânica e o terremoto na base nuclear da Rússia colocam em xeque a viabilidade de manter ativos estratégicos em regiões de alto risco geológico.

Flávio assume autoria de vídeo e nega que Bolsonaro quis burlar restrições

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (5) que a publicação de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais partiu exclusivamente dele e que não houve qualquer intenção de burlar as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Consequentemente, a declaração ocorre no contexto da prisão domiciliar de Bolsonaro, determinada após o ministro Alexandre de Moraes considerar que o ex-presidente descumpriu restrições, inclusive por meio de terceiros.

Dessa forma, Flávio removeu a postagem após receber pedido dos advogados de Bolsonaro, que teria sido surpreendido com a decisão enquanto cumpria uma das determinações judiciais: o toque de recolher.

Senador defende direito de se manifestar

Durante entrevista coletiva no Congresso Nacional, Flávio Bolsonaro se defendeu, afirmando que exerceu seu direito como cidadão ao divulgar o vídeo de seu pai: “Fui eu que postei. Não foi o presidente Jair Bolsonaro que me pediu para fazer isso, nem houve intenção de usar terceiros para contornar a decisão judicial”, declarou o senador.

No vídeo, Bolsonaro aparece agradecendo apoiadores pelas manifestações em Copacabana. Ainda assim, para o ministro Moraes, a divulgação configura um descumprimento direto das restrições impostas ao ex-presidente, que está proibido de se manifestar nas redes, mesmo de forma indireta.

A medida cautelar dizia respeito ao presidente, não a mim. Na minha cabeça, isso não traria problema algum”, argumentou Flávio.

STF impõe prisão domiciliar a Bolsonaro após descumprimento

A decisão do STF sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro gerou reações. O Congresso se dividiu diante da medida. O ministro entendeu que o ex-presidente voltou a descumprir medidas ao preparar conteúdos que foram publicados por filhos e apoiadores nas redes sociais.

O ministro classificou a medida como “flagrante desrespeito”, apontando tentativa de mascarar o descumprimento da ordem judicial. A postagem de Flávio foi citada como um dos principais exemplos dessa prática.


Flávio Bolsonaro discursa no Congresso após decisão de prisão domiciliar imposta ao pai (Reprodução/YouTube/CNN Brasil)

“Pacote da paz” e reação no Congresso

Com o avanço das tensões, a prisão domiciliar de Bolsonaro, determinada pelo STF, levou Flávio Bolsonaro a anunciar a proposta de um “pacote da paz”. O conjunto de medidas inclui anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e o fim do foro privilegiado. Segundo o senador, a proposta representa uma resposta concreta às recentes decisões do Supremo.

Não podemos mais adiar a votação da anistia. O Congresso precisa fazer valer sua prerrogativa”, disse o senador.

Parlamentares aliados ao ex-presidente também anunciaram que vão obstruir os trabalhos da Câmara e do Senado em protesto contra a prisão domiciliar.

Prisão domiciliar imposta pelo STF restringe contato com Bolsonaro

A decisão de Moraes proíbe visitas ao ex-presidente e também o uso de aparelhos eletrônicos, diretos ou por terceiros. No momento, Flávio afirmou que apenas a filha mais nova, Laura, tem contato com o pai por residir na mesma casa. Ele também disse que pretende pedir autorização judicial, junto com o irmão Carlos, para visitar Bolsonaro. A decisão que impôs prisão domiciliar a Bolsonaro pelo STF continua repercutindo entre parlamentares e familiares.

Não há motivo para que filhos sejam impedidos de visitar o pai. Isso ultrapassa o limite do razoável”, concluiu.

A medida imposta pelo STF tem gerado críticas de aliados e familiares do ex-presidente, que consideram a decisão excessiva, especialmente por restringir visitas dos filhos. Além disso, o caso tem ampliado o debate sobre os limites das decisões judiciais envolvendo figuras públicas. Enquanto a defesa de Bolsonaro busca recursos para flexibilizar a ordem, o clima entre seus apoiadores segue de indignação e mobilização. Por isso, espera-se que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias.