Moraes chama retirada de sanções dos EUA de vitória do Judiciário brasileiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou que a retirada de sanções dos Estados Unidos representa uma vitória do Judiciário brasileiro. Segundo ele, a decisão reafirma soberania, democracia e independência institucional, após meses de tensão diplomática envolvendo seu nome.

Além disso, Moraes, atualmente ministro e vice-presidente do STF, destacou que o Judiciário não cedeu a pressões externas e manteve atuação firme. O magistrado fez a declaração durante evento de lançamento do canal SBT News, em São Paulo, nesta sexta-feira (12).

Reação de Moraes e atuação do governo brasileiro

Durante o discurso, Moraes agradeceu o empenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas negociações com os Estados Unidos. Segundo o ministro, o diálogo conduzido pelo governo brasileiro foi decisivo para reverter as sanções aplicadas.

Além disso, Moraes afirmou acreditar mais no poder da palavra do que em instrumentos de coerção política. Assim, para ele, a diplomacia foi essencial para preservar a imagem das instituições brasileiras no cenário internacional. Ainda assim, o ministro voltou a criticar o uso da Lei Magnitsky contra autoridades de países democráticos. Na avaliação de Moraes, a medida representou tentativa indevida de interferência na soberania nacional.

O que previa a sanção e como ocorreu a retirada

As sanções haviam sido aplicadas em julho deste ano com base na Lei Magnitsky. Por causa disso, os bens de Moraes, de sua esposa Viviane, e de empresas vinculadas ao casal ficaram bloqueados. Além disso, cidadãos americanos estavam proibidos de realizar transações financeiras envolvendo o ministro ou sua família. Como resultado, qualquer descumprimento poderia gerar punições civis ou criminais, mesmo sem intenção comprovada. 


O ministro Alexandre de Moraes com sua esposa, Viviane Barci de Moraes (Foto: reprodução/EVARISTO SA/AFP/Getty Images Embed)


No entanto, o governo americano retirou Moraes e Viviane da lista de sancionados sem detalhar os motivos. Fontes diplomáticas indicam que o gesto ocorreu após conversas diretas entre Lula e Donald Trump. Segundo o Itamaraty, havia sinais de recuo desde o último telefonema entre os dois presidentes. Assim, o governo brasileiro trabalhava com a expectativa de solução antes do fim do ano.

Repercussões políticas e cenário internacional

Apesar disso, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro criticaram a decisão dos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro afirmou ter recebido a notícia com pesar e reiterou críticas ao ministro do STF. Já nos bastidores, parlamentares governistas avaliam que a retirada fortalece o discurso de defesa institucional.

Além disso, diplomatas veem o gesto como um passo para normalizar relações bilaterais. No entanto, as tensões comerciais permanecem, sobretudo por tarifas sobre produtos manufaturados brasileiros. O governo brasileiro afirma que seguirá negociando para reduzir os impactos econômicos. Recentemente, o Financial Times classificou Moraes como um dos heróis globais de 2025. O jornal destacou sua atuação firme na defesa das instituições democráticas brasileiras.

Ministros discutem possibilidade de anular decisão da Câmara sobre Zambelli

A decisão da Câmara dos Deputados de manter o mandato de Carla Zambelli (PL-SP) abriu uma disputa jurídica. À primeira vista, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmam que a medida é ilegal e pode ser anulada pela Corte, já que a deputada recebeu condenação definitiva em regime fechado.

Segundo esses ministros, a Câmara deveria apenas cumprir a determinação do Supremo, sem submeter o caso ao plenário. A princípio, eles argumentam que Zambelli não tem condições legais de exercer o mandato após a decisão final.

Pressão por revisão e possível recuo da Câmara

Por um lado, um dos ministros afirmou que a Casa deveria rever o ato para evitar novo conflito institucional. Já outro ministro reforçou que o caminho mais adequado seria um recuo formal por parte dos deputados, o que reduziria o desgaste entre os Poderes.

Ainda hoje (11), o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), pretende entrar com mandado de segurança no STF. Assim, o recurso pode abrir caminho para a anulação da votação e a retomada imediata do cumprimento da sentença.

Votação apertada e impasse constitucional

Na quarta-feira (10), o plenário rejeitou a cassação com 227 votos favoráveis, 170 contrários e 10 abstenções. Embora a maioria tenha apoiado a perda do mandato, eram necessários 257 votos. Assim, como a condenação do STF já estava transitada em julgado, a determinação previa a cassação automática.


Zambelli em audiência na Itália (Foto: reprodução/X/@g1)


Além disso, a suspensão dos direitos políticos impede Zambelli de votar ou disputar cargos durante a pena. Apesar disso, os deputados entenderam que ela poderia permanecer no cargo. Analogamente, o caso lembra o episódio de 2013, quando Natan Donadon manteve o mandato após condenação pelo STF. O impasse agora envolve a interpretação da Constituição e pode levar o tema novamente ao Supremo.

Condenações e situação jurídica de Zambelli

Como resultado, Zambelli cumpre duas penas, sendo a principal de 10 anos de prisão, fruto da invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao lado do hacker Walter Delgatti Neto. A Primeira Turma do STF confirmou a condenação por inserir documentos falsos na base do Conselho, incluindo um suposto mandado contra o ministro Alexandre de Moraes.

A deputada também recebeu pena de 5 anos e 3 meses por perseguição armada a um eleitor de Lula em 2022. Anteriormente, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o Ministério Público da Itália deu parecer favorável à extradição, reforçando a execução da sentença combinada no Brasil.

Lula diz a Trump que não aceita conflito na América Latina

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quinta-feira (11) que expressou a Donald Trump sua preocupação com a escalada militar na América Latina. A princípio, Lula afirmou que a conversa ocorreu por telefone na semana passada e tratou diretamente da tensão envolvendo a Venezuela.

Ainda mais, Lula relatou que reforçou ao presidente dos Estados Unidos que a região defende estabilidade. “Nós não queremos guerra na América Latina. Nós somos uma zona de paz”, disse o presidente durante discurso em Belo Horizonte.

A tensão crescente na Venezuela

Ainda durante o relato, Lula afirmou que Trump reagiu com menção ao poderio militar norte-americano. Assim, para o presidente brasileiro, porém, o diálogo deve prevalecer. Ele disse que prefere “o poder da palavra” a qualquer demonstração bélica. Pouco antes, a fala ocorreu na abertura da Caravana Federativa, em Minas Gerais. Mais tarde, a Secretaria de Comunicação ajustou a data da ligação e informou que a conversa citada ocorreu na semana anterior.


Barricada antitanque em Caracas após tensões regionais (Foto: reprodução/Juan Barreto/AFP/Getty Images Embed)


Ao passo que a crise venezuelana domina o cenário geopolítico sul-americano, desde agosto os Estados Unidos mantêm forte presença militar no Caribe sob o argumento de combater o narcotráfico. A movimentação, no entanto, tem sido interpretada por governos da região como pressão direta sobre o regime de Nicolás Maduro. Na semana passada, Lula conversou com o presidente venezuelano e discutiu a necessidade de preservar a paz no continente.

Atuação diplomática do Brasil

Nesse ínterim, Trump declarou em novembro que os EUA podem iniciar operações terrestres para enfrentar grupos ligados ao tráfico na Venezuela. Segundo o republicano, ações navais dificultaram rotas criminosas e abriram espaço para uma nova fase militar.

Enquanto isso, o Brasil busca mediar o impasse, visto que Lula já se ofereceu para aproximar EUA e Venezuela em diferentes ocasiões. Ele defende que o respeito à soberania regional precisa orientar qualquer decisão. Pouco depois, em outubro, o presidente alertou que invasões unilaterais criariam um ambiente sem regras claras. A conversa entre Lula e Trump também abordou caminhos para cooperação envolvendo polícias e ministérios da Justiça dos países. Para o governo brasileiro, a construção de soluções conjuntas reduz riscos e fortalece a estabilidade regional.

A disputa ganhou novos contornos após Trump afirmar que Maduro ignorou um ultimato para deixar o cargo. Além disso, fontes internacionais relataram que Washington teria oferecido passagem segura à família do líder venezuelano para acelerar uma transição política. A iniciativa buscava diminuir tensões no Caribe em meio ao avanço de operações militares norte-americanas.

Anitta pode interpretar Carmen Miranda em novo projeto

A cantora Anitta pode interpretar a lendária Carmen Miranda em um novo projeto audiovisual feito por uma gigante do streaming. A princípio, a informação foi divulgada nesta sexta-feira (6), pela coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo, e movimentou fãs da cantora.

Anteriormente, Anitta participou do American Music Awards de 2022 usando um vestido inspirado em Carmen no filme “Uma noite no Rio”. Carmen Miranda marcou a música, o cinema e o imaginário brasileiro ao longo das décadas de 1930 a 1950. Ela se tornou um ícone global com seu estilo único, sua força cênica e seus figurinos que atravessaram gerações.

A força simbólica de Carmen Miranda

Carmen nasceu em Marco de Canaveses, viveu no Brasil e nos Estados Unidos e brilhou no rádio, no teatro e no cinema. Ela popularizou o samba no exterior e transformou a fantasia de baiana em referência mundial. Além disso, estrelou oito filmes durante os anos de guerra e consolidou sua imagem como símbolo brasileiro em Hollywood.

Alguns de seus principais filmes incluem “Serenata Tropical” (1940), “Uma Noite no Rio” (1941), “Aconteceu em Havana” (1941), “Entre a Loura e a Morena” (1943), e o brasileiro “Banana da Terra” (1939).


Carmen Miranda ao ritmo de “Chica Chica Boom Chic” (Vídeo: reprodução/Instagram/@carmenmirandaforever)


Seu chapéu de frutas, sua presença explosiva e seu carisma a tornaram reconhecida internacionalmente. Mesmo com papéis que reforçavam muitas vezes estereótipos latinos, ela deixou uma marca definitiva na cultura brasileira. 

Anitta e sua nova fase pessoal e artística

Por outro lado, Anitta também vive um momento de transição importante. Em entrevista à revista Travel + Leisure, a cantora contou que devolveu a casa em Los Angeles e voltou a morar na Barra da Tijuca. Segundo ela, a decisão representou um reencontro com suas raízes e com o bem-estar que faltava na rotina internacional.

A artista destacou que, apesar do sucesso global com faixas como “Envolver”, ela buscava vitalidade, família e equilíbrio. Assim, a mudança aponta para uma fase mais centrada em autenticidade do que em projeção. Essa virada coincide com as discussões sobre o possível papel de Carmen Miranda. 


Anitta a caráter de Carmen Miranda (Foto: reprodução/Instagram/@michellyx)


Anitta já participou de algumas produções cinematográficas, como “Copa de Elite” (2014), “Breaking Through” (2015), “Meus 15 Anos” (2017) e “Minha Vida em Marte” (2018). Caso o projeto avance, Anitta unirá sua trajetória no pop à história de uma das maiores artistas brasileiras, aproximando duas figuras que influenciaram gerações.

Daniel Kaluuya anuncia avanço no filme solo do Spider-Punk

O ator britânico confirmou que o Spider-Punk ganhará um filme solo, que está em desenvolvimento na Sony. Sobretudo, a informação surgiu em entrevista recente ao Deadline. O personagem é uma versão alternativa de Hobie Brown, que surgiu nos quadrinhos em 2015. Ele vive na Terra 138 e se destaca pelo visual rebelde e discurso abertamente antissistema. Kaluuya explicou que trabalha no primeiro rascunho ao lado do roteirista Ajon Singh e destacou o entusiasmo com o projeto. 

Novidades sobre “Homem-Aranha: Além do Aranhaverso”

Enquanto o filme do Spider-Punk avança, a Sony redefiniu o calendário do terceiro longa do Aranhaverso. A animação estreia em 18 de junho de 2027. As primeiras imagens já foram divulgadas, e um teaser acompanha o material promocional.


Spider-Punk: bastidores de criação (Vídeo: reprodução/YouTube/@sonypictures)


O novo filme terá direção de Bob Persichetti e Justin K. Thompson. Os dois longas anteriores arrecadaram mais de US$ 1 bilhão e consolidaram Miles Morales no centro da franquia. Nesse sentido, Kaluuya comentou que os filmes do Aranhaverso influenciam diretamente sua carreira e ampliam suas referências criativas. Segundo ele, a equipe da franquia reúne alguns dos profissionais mais talentosos da animação. Por isso, Kaluuya quer participar de ambientes que estimulam aprendizado e desenvolvimento artístico.

Expansão do Universo Aranha

Além das continuações, a Sony também avança no desenvolvimento de projetos derivados. As gravações de Homem-Aranha 4 devem ocorrer em Glasgow, segundo o jornal The Herald, e o elenco já confirmado inclui Tom Holland, Zendaya como MJ e Jacob Batalon nos papéis clássicos. Assim, o universo do herói segue crescendo enquanto as filmagens retomadas aumentam a expectativa do enredo, do vilão principal e de como o filme vai lidar com o tempo perdido.

Por outro lado, o filme do Spider-Punk pode ampliar ainda mais esse movimento. Com o sucesso de “Através do Aranhaverso”, a nova produção expõe o interesse da Sony em explorar diferentes heróis ligados ao multiverso do Homem-Aranha. Kaluuya afirmou que a resposta intensa do público motivou a criação do longa e o personagem ganhou destaque após o último filme, lançado em 2023.

STF inicia julgamento do núcleo 2 da trama golpista nesta semana

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa, nesta terça-feira (9), o julgamento dos seis réus do núcleo 2 da trama golpista. A princípio, o grupo é acusado de integrar ações que tentaram derrubar a ordem constitucional em 2022. Se houver condenação, os ministros vão definir prisões, perdas de cargos e inelegibilidades, além de terem autonomia para determinar reparações financeiras e outros efeitos civis.

A Primeira Turma já condenou, em novembro, nove réus do núcleo 3. O grupo incluía nove militares e um agente da Polícia Federal. Além disso, o núcleo 1, considerado crucial, levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão. Esse núcleo também resultou na condenação de mais sete envolvidos. Já o núcleo 4 tratou da difusão de desinformação e terminou com sete condenações.

Quem integra o núcleo 2 da acusação

O núcleo reúne seis acusados ligados ao governo anterior. Entre eles, está Filipe Martins, ex-assessor internacional da Presidência. Também integra o grupo o general da reserva Mário Fernandes, aliado de Jair Bolsonaro. Ainda mais, a lista inclui Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF. 


STF um dia após a conclusão do caso contra Jair Bolsonaro e outros réus do “núcleo 1” (Foto: reprodução/Ton Molina/NurPhoto/Getty Images Embed)


Além disso, estão envolvidos Fernando de Sousa Oliveira, delegado e ex-dirigente da Segurança do DF, e Marcelo Câmara, coronel da reserva e ex-assessor do ex-presidente. Por fim, a acusação inclui Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça. Todos respondem por cinco crimes, entre eles, organização criminosa e golpe de Estado. Além disso, constam abolição violenta do Estado Democrático de Direito e danos ao patrimônio público. O processo também aborda deterioração de bem tombado.

Acusação detalha crimes e possíveis punições

Segundo a denúncia, o grupo atuou de forma coordenada para tentar impedir o funcionamento dos Poderes. A acusação também afirma que houve uso de violência e ameaça para atacar instituições. Assim, os réus podem receber penas severas. Se o STF condenar o grupo, cada réu receberá pena individual. Nesse sentido, os ministros também podem impor indenizações por danos morais coletivos. Ainda mais, podem decretar a perda de cargos e mandatos quando a prisão superar quatro anos.

Os efeitos não são automáticos, portanto, eles precisam aparecer expressamente na decisão final. Em caso de condenação definitiva, todos perdem direitos políticos. Dessa forma, ficam impedidos de votar e disputar eleições. Além disso, a Lei da Ficha Limpa torna inelegíveis, por oito anos após o cumprimento da pena, condenados por organização criminosa. Para os militares, pode haver perda de posto e patente quando a pena ultrapassar dois anos. Nesse caso, a decisão cabe ao Superior Tribunal Militar.

Clima institucional se tensiona após declarações paralelas

Enquanto os julgamentos avançam, o ministro Gilmar Mendes afirmou que a Lei do Impeachment perdeu validade histórica. Segundo ele, a decisão que restringe pedidos contra ministros do STF apenas aplica a Constituição. Assim, só a PGR pode apresentar denúncias por crime de responsabilidade.

Gilmar diz que Lei do Impeachment perdeu validade e limita pedidos ao STF

O ministro Gilmar Mendes afirmou nesta quarta-feira (3), que a Lei do Impeachment perdeu validade histórica. Segundo ele, a decisão não protege o Supremo Tribunal Federal (STF), mas aplica a Constituição vigente.

Ainda mais, o decano concedeu liminar que restringe pedidos de impeachment. Assim, apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode solicitar afastamentos de ministros da Corte.

Liminar reforça debate constitucional

Inicialmente, Gilmar explicou que a lei é de 1950. Além disso, ele lembrou que o texto regulamentava a Constituição de 1946. Portanto, na avaliação do ministro, a norma não se ajusta à Carta de 1988. Durante evento em Brasília, ele defendeu a decisão. Ainda segundo o ministro, aplicar a Constituição é dever do Judiciário. Assim, a discussão atual exige atualização legislativa e interpretação compatível com o sistema constitucional.


Ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Dias Toffoli (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Ton Molina/NurPhoto)


O ministro também destacou riscos institucionais. Para ele, interpretações antigas poderiam permitir afastamentos com quórum reduzido. Dessa forma, decisões judiciais ficariam vulneráveis a pressões políticas episódicas. Conforme afirmou, a lei antiga permitiria abertura de processos com apenas 41 senadores presentes. Nesse cenário, poucos votos poderiam afastar ministros do Supremo.

Portanto, o modelo seria incompatível com a Constituição atual. Gilmar complementou dizendo que o impeachment abusivo fragiliza a independência judicial. Assim, magistrados poderiam decidir sob medo de retaliações políticas. Por consequência, direitos fundamentais ficariam ameaçados.

Reação do Senado e tensão entre Poderes

Por outro lado, a decisão provocou reação imediata no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, criticou publicamente a liminar do ministro. No plenário, Alcolumbre cobrou respeito institucional e afirmou que o Judiciário deve preservar as prerrogativas constitucionais do Legislativo. Além disso, o senador disse que espera reciprocidade nessa relação, mas também classificou a decisão como tentativa de usurpar competências do Senado. Para ele, a Lei 1.079 garante a qualquer cidadão o direito de denúncia. Assim, apenas o Legislativo poderia rever essa escolha.


Decisões de Gilmar Mendes foram comentadas pelo Senado (Vídeo: reprodução/YouTube/g1)


O senador argumentou que eventuais abusos não justificam anular a lei. Portanto, mudanças deveriam ocorrer por meio legislativo, não judicial. Caso contrário, haveria violação da separação dos Poderes. Ele também destacou projetos em tramitação. Entre eles, citou proposta do senador Rodrigo Pacheco sobre novo marco legal. A matéria tramita atualmente na CCJ.

Além disso, Alcolumbre criticou decisões monocráticas. Para ele, leis aprovadas pelo Congresso exigem análise colegiada do Supremo. Nesse sentido, lembrou a PEC 8, já aprovada no Senado. Enquanto isso, o STF deverá julgar o caso no plenário virtual. O julgamento ocorrerá entre 12 e 19 de dezembro. Até lá, a liminar continua válida.

Nolan leva “A Odisseia” aos cinemas com trailer exibido ao lado de Avatar

Na próxima semana, o primeiro trailer de “A Odisseia” deve estrear nos cinemas. O longa-metragem, produzido por Christopher Nolan, terá uma prévia durante as sessões de “Avatar: Fogo e Cinzas”. A saga Avatar está programada para estrear nos cinemas brasileiros em 18 de dezembro deste ano.

Nolan, diretor de cinema, roteirista e produtor britânico, teve sucesso em outras produções cinematográficas como “Interestelar”, “Batman Begins” e “Amnésia”. A Odisseia, poema épico atribuído a Homero, acompanha as aventuras do herói grego Odisseu, interpretado por Matt Damon, em sua volta para casa após a Guerra de Troia. O teaser a ser divulgado terá duração de quase 2 minutos.

Prévia marca nova etapa da campanha de lançamento

Anteriormente, um teaser exclusivo apareceu nos cinemas junto a Jurassic World: Recomeço. No entanto, a Universal não liberou aquele material oficialmente nas plataformas digitais. Agora, a estratégia deve mudar. Assim, a distribuidora pretende divulgar o trailer amplamente, alcançando também o público fora das salas de cinema. 


Teaser de “A Odisseia” tem quase 2 minutos (Vídeo: reprodução/YouTube/KH Studio)


Além disso, exibições em salas IMAX podem incluir uma prévia estendida. Essas exibições especiais podem ultrapassar cinco minutos. Nesse sentido, a experiência busca valorizar o formato premium, marca recorrente nos filmes de Nolan. Já a estreia do longa permanece prevista para julho de 2026.

Elenco estrelado aposta em mitologia e escala épica

A Odisseia adapta o poema clássico atribuído a Homero. A narrativa acompanha Odisseu em sua longa jornada de retorno à Ítaca após a Guerra de Troia. Durante o percurso, o herói enfrenta a ira do deus Poseidon. O protagonismo ficará com Matt Damon, confirmado como Odisseu.

Ainda segundo a imprensa grega, Anne Hathaway interpretará Penélope, esposa do herói. O elenco inclui ainda Tom Holland como Telêmaco e Zendaya como a deusa Atena. Charlize Theron viverá Circe, enquanto Lupita Nyong’o interpretará Clitemnestra. Além disso, o filme reúne Robert Pattinson, Jon Bernthal, Mia Goth e John Leguizamo. Nolan também retoma parcerias frequentes. O compositor Ludwig Göransson assina a trilha sonora. Hoyte Van Hoytema retorna como diretor de fotografia.

Após o sucesso de “Oppenheimer”, que arrecadou mais de US$ 900 milhões, a Universal Pictures concede ao diretor seu maior grau de liberdade criativa. Assim, A Odisseia busca combinar mitologia, espetáculo visual e densidade dramática.

 

Liniker surpreende no “Ivete Clareou” em Salvador com pagode baiano

O palco do “Ivete Clareou”, em Salvador, viveu um encontro inesperado e vibrante neste fim de semana. Liniker apareceu de surpresa durante o show e dividiu a cena com Ivete Sangalo em um momento que incendiou o público. Juntas, elas interpretaram “Febre”, faixa do álbum Caju, agora com suingue de pagode e sotaque baiano. A reação do público foi imediata e logo os fãs fizeram um coro, enquanto o clima do Wet se misturava ao calor típico da capital baiana.

Gravação impulsiona impacto cultural e celebra trajetórias

A união entre Liniker e Ivete destacou afinidades musicais além de estilos diferentes. De um lado, Ivete puxou o pagode com naturalidade. Já de outro, Liniker acompanhou com entrega e potência vocal. Assim, o encontro ganhou força simbólica e afetiva entre duas vozes que têm história musical.


Ivete e Liniker cantaram na turnê “Ivete Clareou” (Vídeo: reprodução/Instagram/@ivetesangalo)


A participação ocorreu em meio a uma fase especial da carreira de Liniker. Anteriormente, durante a 26ª edição do Grammy Latino, a artista recebeu sete indicações com o álbum Caju. Três concorreram às categorias principais da premiação. Até o momento, Liniker já conquistou três estatuetas importantes. Simultaneamente, ela venceu como Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, Melhor Canção e Melhor Interpretação Urbana. Em 2022, ela já havia feito história como a primeira artista trans brasileira vencedora do prêmio.

Ivete revisita raízes e arrasta multidões pelo país

Enquanto isso, Ivete Sangalo celebra mais de 30 anos de carreira com a turnê “Ivete Clareou”. Em outras palavras, o projeto marca seu reencontro com o samba e o pagode, gêneros ligados à sua formação musical. A inspiração vem de grandes nomes, como Clara Nunes. O espetáculo também dá nome ao 16º álbum de estúdio da cantora.

A estreia da turnê ocorreu no Jockey Club, em São Paulo, onde Ivete surgiu no palco com o clássico “mainha chegou”. Desde então, já passou por Belo Horizonte, Rio de Janeiro e agora Salvador. Além disso, o show combina nostalgia, energia popular e releituras cuidadosas. Em suma, a proposta aproxima diferentes gerações e traz a força da música brasileira nos palcos. Após Salvador, o projeto segue para Porto Alegre. A apresentação acontecerá no Parque Harmonia, em 13 de dezembro.

Gaza: Relatórios palestinos indicam que número de mortos supera 70 mil

Neste sábado (29), o número de mortos na Faixa de Gaza superou 70 mil, conforme dados das autoridades palestinas. Ao mesmo tempo, equipes de emergência continuam removendo destroços acumulados após meses de ofensivas contínuas. Além disso, representantes locais afirmam que muitos corpos ainda não foram localizados nem registrados oficialmente.

Desde a implementação do cessar-fogo, há aproximadamente seis semanas, equipes de resgate localizaram mais de 600 corpos. Entretanto, profissionais envolvidos nas buscas relatam entraves operacionais que dificultam a retirada integral dos escombros. Por esse motivo, analistas avaliam que o total de vítimas ainda deve aumentar de maneira significativa.

Resgates continuam e desaparecidos preocupam autoridades

No cenário atual, a Defesa Civil de Gaza estima que cerca de dez mil pessoas permanecem soterradas no território. Ainda segundo o órgão, essas vítimas morreram durante bombardeios realizados ao longo do conflito. Diante disso, equipes mantêm buscas mesmo diante da falta de maquinário e combustível.


Ataque retaliatório de Israel a Gaza (Foto: reprodução/Omar AL-QATTAA/AFP/Getty Images Embed)


Além disso, o Ministério da Saúde informou a morte de mais de 350 palestinos após o início da trégua. De acordo com o comunicado, os óbitos ocorreram durante ações das forças israelenses. Ainda assim, o cessar-fogo segue oficialmente válido, apesar das denúncias frequentes.

Mortes de civis alimentam divergências e críticas

As autoridades da Faixa de Gaza divulgam os dados sem separar civis de integrantes do Hamas. Ainda assim, o Ministério da Saúde local sustenta que mulheres e crianças formam a maior parte das vítimas. Conforme o levantamento, mais de dez mil mulheres e aproximadamente 20 mil crianças morreram ao longo de dois anos de conflito.

Assim também, Israel reconhece a morte de civis palestinos durante o conflito armado. Porém, o governo israelense questiona a confiabilidade dos números apresentados pelo ministério local. Além disso, acusa o Hamas de operar em áreas civis e usar moradores como proteção estratégica.

Acordos recentes ampliam expectativas e tensões

No início de outubro, o Hamas libertou os últimos 20 reféns israelenses que permaneciam em poder do grupo. A medida integrou o acordo de cessar-fogo firmado com mediação internacional. Durante as negociações, o presidente dos Estados Unidos classificou o gesto como um marco simbólico. Paralelamente, Israel deu início à liberação de cerca de 1.968 prisioneiros palestinos, o que renovou expectativas de redução das tensões na região.


Israel anunciou ataques aéreos após o cessar-fogo (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


Posteriormente, Hamas e Israel anunciaram um acordo de paz referente à primeira fase da trégua. Dias depois, Trump alertou que Israel poderá retomar a região se houver descumprimento do acordo. Segundo ele, a Casa Branca apoiará ações severas diante de novas mortes em Gaza. Por fim, o presidente reforçou a exigência de cumprimento rigoroso dos termos acertados.