Sobre Mateus Pessoa

Mateus é formado em Tecnologia da Informação pela Uninassau e atualmente estuda Jornalismo na Estácio de Sá. Ele iniciou sua carreira em produção audiovisual em 2022, trabalhando em um projeto para a Stellantis, a gigante automotiva multinacional que detém marcas como Jeep, RAM, Fiat e Peugeot.

Ataque armado em Nova York, atirador invade prédio corporativo na Park Avenue

Na noite de segunda-feira, 28 de julho de 2025, a cidade de Nova York foi palco de um tiroteio chocante que abalou a tranquilidade da Park Avenue, uma das vias mais emblemáticas e movimentadas de Manhattan. Por volta das 18h30 (horário local), o caos se instalou quando um indivíduo, munido de um fuzil de assalto e trajando um colete à prova de balas, deflagrou uma série de disparos nas imediações do edifício 345 Park Avenue.

Este arranha-céu imponente, com seus 44 andares, é um centro nevrálgico de negócios, abrigando sedes de corporações de renome como a NFL, Blackstone e o Bank of America, tornando o local um epicentro de intensa atividade diária.

O ataque se desenrolou rapidamente, com o atirador iniciando os disparos na rua antes de invadir o prédio, onde se entrincheirou no 33º andar. A violência resultou em três pessoas feridas por projéteis: um policial que prestava serviços de segurança privada no local, e dois civis. Segundo as autoridades locais, o atirador foi neutralizado, enquanto o policial atingido também teria falecido. Não há nenhuma confirmação oficial sobre o estado de saúde das outras duas vítimas.

Resposta Imediata e Abrangente das Autoridades

A resposta das autoridades foi imediata e de magnitude impressionante. A Polícia de Nova York mobilizou uma operação de nível 3, a mais alta em sua escala, isolando completamente a área do incidente. Um alerta de “shelter-in-place” (abrigar-se no local) foi emitido, instruindo cidadãos e trabalhadores a buscarem refúgio em segurança.

Estima-se que cerca de 100 pessoas ficaram retidas dentro do edifício durante a tensa ação policial. As redes sociais foram inundadas com imagens do cenário de emergência, mostrando uma vasta presença de viaturas policiais, agentes fortemente armados e a utilização de cães farejadores, evidenciando a seriedade da situação.


Cidade de Nova York mobiliza policiais ao nível 3 (Vídeo: reprodução/X/@areamilitarof)

Envolvimento do FBI e Mistério Persistente Sobre o Atirador

O FBI foi prontamente acionado para colaborar com as investigações, dada a gravidade e a natureza do incidente. No entanto, até o momento, a identidade do atirador e suas motivações permanecem um mistério, adicionando uma camada de complexidade à tragédia.

Entre o Instinto e o Afeto, a nova aposta da HBO Max e Discovery

Zona de Sobrevivência é o mais novo reality show de sobrevivência lançado pela HBO Max e Discovery, com estreia marcada para o dia 29 de julho, às 20h25. A produção se destaca por sua proposta inovadora, que combina aventura extrema com uma intensa carga emocional, ao colocar as famílias dos participantes no centro das decisões mais cruciais da competição.

Ao longo de dez episódios, doze competidores amadores são levados a ambientes remotos e hostis, onde enfrentam desafios físicos e psicológicos severos. Isolados do mundo exterior e sem qualquer informação sobre o que os aguarda, os participantes precisam lidar com situações de medo, exaustão e imprevisibilidade. No entanto, o grande diferencial do programa está na dinâmica entre os competidores e seus familiares, que acompanham tudo de um centro de comando remoto.

O Poder da Família, um botão de extração que testa laços e limites

Essas famílias têm um papel decisivo: podem interromper a participação de seus entes queridos a qualquer momento, acionando o chamado “botão de extração”. Isso significa que a permanência dos competidores não depende somente de sua força física ou coragem, mas também da resistência emocional de quem os ama. Essa interação direta entre os participantes e seus familiares transforma o reality em um verdadeiro experimento sobre os limites humanos e os laços afetivos.

A estreia será em dose dupla, com dois episódios exibidos simultaneamente na HBO Max e no canal Discovery. A partir da semana seguinte, os episódios inéditos serão lançados sempre às terças-feiras, no mesmo horário. Ao final da temporada, somente um participante será coroado vencedor, recebendo um prêmio de 250 mil dólares, o equivalente a mais de 1,3 milhão de reais.


Cenas do novo reality da Discovery Zona de Sobrevivência (Fotos: reprodução/Instagram/@discoverybr)


Além da Sobrevivência, uma reflexão sobre empatia e conexão humana

Mais do que um simples reality de resistência, “Zona de Sobrevivência” propõe uma reflexão profunda sobre empatia, conexão familiar e a capacidade humana de enfrentar o desconhecido. A produção promete envolver o público não somente pela adrenalina das provas, mas também pela carga emocional que permeia cada decisão tomada dentro e fora do campo de sobrevivência.

Falha na Microsoft expõe organizações a espionagem cibernética

A Microsoft confirmou recentemente que uma falha crítica no SharePoint, seu popular software de colaboração corporativa, não foi completamente corrigida pelo patch de segurança lançado no início do mês. Essa vulnerabilidade permitiu que grupos de hackers realizassem uma campanha de espionagem cibernética em larga escala, atingindo cerca de 100 organizações em um único fim de semana, incluindo entidades governamentais e empresas privadas de diversos setores.

A falha havia sido inicialmente identificada durante uma competição de segurança em maio, mas a correção inicial da Microsoft se mostrou ineficaz. Posteriormente, a empresa lançou atualizações adicionais para resolver o problema. Em comunicado oficial, a Microsoft atribuiu os ataques a três grupos de hackers com origem na China, incluindo os chamados “Linen Typhoon” e “Violet Typhoon”. Apesar das acusações, o governo chinês negou envolvimento, afirmando que se opõe a qualquer forma de ataque cibernético e criticando a falta de provas concretas.

Ataque cibernético, alvos de alto nível e ampla abrangência

Entre os alvos comprometidos está a Administração Nacional de Segurança Nuclear dos Estados Unidos, responsável pela manutenção do arsenal nuclear do país. Ainda não se sabe se dados confidenciais foram acessados, mas a gravidade do incidente gerou preocupação em diversas esferas governamentais e empresariais. Estima-se que mais de 8.000 servidores vulneráveis possam ter sido explorados, abrangendo setores como bancos, saúde, auditorias, indústrias e órgãos públicos.


Matéria sobre o ataque cibernético a Microsoft (Vídeo: reprodução/YouTube/InfoMoney)

Resposta e recomendações, a urgência da segurança híbrida

Especialistas em segurança recomendam ações imediatas, como a auditoria e isolamento de servidores SharePoint, análise de logs em busca de comportamentos suspeitos, limitação de movimentações laterais na rede e tratamento do caso como um comprometimento de domínio completo.

O incidente também reacendeu o debate sobre a segurança em ambientes híbridos, onde sistemas locais antigos coexistem com soluções em nuvem. A Microsoft, por sua vez, anunciou uma atualização gratuita do Windows 10, incentivando a migração para o Windows 11, promovido como mais seguro, moderno, confiável, eficiente, robusto, estável, rápido, funcional, intuitivo, atualizado e protegido.

Fusões em alta indicam cenário promissor, diz JPMorgan

O JPMorgan Chase projeta um cenário otimista para o mercado global de fusões e aquisições (M&A) no segundo semestre, impulsionado pela crescente disposição dos executivos em operar em meio à incerteza dos mercados e políticas globais. Após um período de desaceleração devido à guerra comercial, os volumes de M&A globais dispararam 27% no primeiro semestre, alcançando US$ 2,2 trilhões. Esse crescimento foi notavelmente impulsionado por um aumento de 57% nos “mega negócios” – transações acima de US$ 10 bilhões – conforme dados do JPMorgan, um dos maiores negociadores do mundo.

Proatividade e o Impacto da IA no M&A

Anu Aiyengar, chefe global de consultoria, fusões e aquisições do JPMorgan, destaca uma mudança de mentalidade: as empresas não estão mais esperando por certezas, mas agindo proativamente. Os conselhos estão encorajando as equipes a buscar acordos transformadores, especialmente os mega negócios, para fortalecer cadeias de suprimentos e impulsionar a tecnologia em um mundo instável. A persistência das transações transfronteiriças, apesar dos riscos regulatórios, reflete a necessidade crucial de escala para multinacionais que enfrentam protecionismo político e mudanças tecnológicas rápidas.

A inteligência artificial (IA) é um catalisador significativo para o M&A no segundo semestre. Com o mercado de IA projetado para crescer de US$ 60 bilhões em 2022 para US$ 1,8 trilhão até 2030, e com 40% das empresas norte-americanas já adquirindo ferramentas de IA, o investimento neste setor é massivo. Empresas de tecnologia preveem gastar US$ 1 trilhão em data centers nos próximos cinco anos, evidenciando a busca por inovação e infraestrutura.


Publicação sobre previsão de fusões entre empresas (Foto: reprodução/X/@istoe_dinheiro)

Os Setores promissores são da tecnologia, industrial e energia

Aiyengar enfatiza que o mercado recompensa a escala. Negócios de US$ 500 milhões já não são suficientes para gerar um impacto significativo. “Como os problemas que você precisa resolver são grandes, mergulhar de cabeça não funciona. Você precisa fazer algo significativo”, afirma ela.

Os setores de tecnologia, industrial e energia são os mais promissores para o resto do ano. A Ásia, em particular, dobrou sua atividade de negócios no primeiro semestre, e esse ritmo deve continuar. Contudo, o mercado mais aquecido e caro para aquisições é atualmente o norte-americano, devido ao seu tamanho, resiliência do consumidor e agilidade das empresas, tornando-o atraente em um ambiente volátil.

Enem 2025 bate recorde de inscrições, segundo o INEP

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 registrou um marco significativo, com 4.811.338 inscrições confirmadas em todo o território nacional. Esse número, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), representa um notável aumento de 11,2% em comparação com a edição de 2024 e um salto ainda mais expressivo de 38% em relação a 2022. Essa crescente participação reafirma o papel central do Enem como a principal via de acesso ao ensino superior no Brasil.

Uma das grandes conquistas desta edição foi a significativa adesão dos concluintes do ensino médio da rede pública. Um total de 1.390.815 alunos, correspondendo a 72,6% dos estudantes com inscrição pré-preenchida, confirmaram sua participação. Essa alta taxa é um reflexo direto da retomada do modelo de inscrição automática para esses alunos em 2025, uma medida implementada como parte de uma política de incentivo à participação no exame. A iniciativa visa reduzir as barreiras de acesso e garantir que um número maior de estudantes da rede pública tenha a oportunidade de buscar a educação superior.

Destaque para isenção da taxa de inscrição

A questão da isenção da taxa de inscrição também se destacou, com a maioria dos candidatos confirmados, cerca de 3.049.710, sendo beneficiados com a gratuidade. Em contrapartida, 1.761.628 inscritos realizaram o pagamento integral da taxa. Além disso, o Enem 2025 reintroduziu a possibilidade de utilização do exame para obter certificação de conclusão do ensino médio ou proficiência parcial, uma alternativa voltada para maiores de 18 anos. Aproximadamente 98.558 candidatos optaram por essa modalidade, ampliando as funcionalidades e o alcance do exame para além do ingresso universitário.

Geograficamente, o estado de São Paulo liderou o ranking de inscritos, com 751.648 candidatos. Minas Gerais e Bahia seguiram de perto, com 464.994 e 428.019 inscrições, respectivamente. Esses dados foram compilados a partir das inscrições confirmadas até o encerramento do prazo regular. As provas do Enem 2025 estão programadas para os dias 9 e 16 de novembro. Contudo, em virtude da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá em Belém, três municípios paraenses–Belém, Ananindeua e Marituba–terão datas alternativas para a aplicação das provas: 30 de novembro e 7 de dezembro, a fim de evitar conflitos logísticos e de segurança.


INEP divulga recorde de inscrição no Enem 2025 (Foto: reprodução/Instagram/@inep_oficial)


Enem como porta de entrada para o ensino superior e oportunidades internacionais

Para auxiliar os participantes, o portal do Inep disponibiliza uma página com orientações detalhadas e uma seção de perguntas frequentes sobre o exame. As notas do Enem são cruciais para o acesso ao ensino superior no país, sendo utilizadas em programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Adicionalmente, as notas do exame são reconhecidas por instituições de ensino superior em Portugal que possuem convênio com o Inep, oferecendo uma oportunidade de intercâmbio educacional para os estudantes brasileiros.

Justiça Eleitoral torna Pablo Marçal inelegível até 2032

Pablo Marçal, empresário e filiado ao PRTB, foi condenado pela terceira vez à inelegibilidade pela Justiça Eleitoral de São Paulo, em razão de irregularidades cometidas durante sua campanha à Prefeitura da capital paulista em 2024. A decisão mais recente, assinada pelo juiz Antonio Maria Patiño Zorz, aponta práticas como abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e captação ilícita de recursos. Apesar de ser a terceira condenação, o tempo de inelegibilidade não é acumulativo, o que significa que Marçal permanecerá impedido de disputar eleições até 2032.

Condutas ofensivas e estratégias digitais

Entre os comportamentos considerados mais graves estão ataques a adversários políticos, como a acusação de que Guilherme Boulos seria usuário de drogas, além de insinuações de corrupção envolvendo a Justiça Eleitoral e a candidata Tábata Amaral. O juiz também destacou que Marçal violou o princípio da igualdade entre os candidatos ao incentivar eleitores a produzirem e distribuírem materiais de campanha por conta própria, transferindo a eles os custos e obrigações legais.

Durante o período eleitoral, Marçal também promoveu sorteios de brindes e dinheiro para aumentar seu engajamento nas redes sociais. Após ter seus perfis suspensos temporariamente, passou a utilizar influenciadores digitais para continuar divulgando sua candidatura. Mesmo sem ter avançado ao segundo turno, o juiz considerou que a gravidade das ações justificava a condenação.


Matéria sobre a inelegibilidade de Pablo Marçal (Vídeo: reprodução/YouTube/Rádio BandNews)

Marçal reage à decisão e enfrenta histórico de condenações eleitorais

Em nota, Marçal afirmou que recebeu a decisão com tranquilidade e reafirmou sua confiança na Justiça, acreditando que as instâncias superiores poderão reverter a sentença.

As outras duas condenações envolvem práticas semelhantes. Em uma delas, ele foi acusado de oferecer apoio político em troca de doações financeiras. Na outra, foi responsabilizado por impulsionar sua candidatura irregularmente nas redes sociais, atingindo milhões de pessoas. Uma dessas decisões também impôs multa de R$ 420 mil. As ações foram movidas por adversários políticos, como o PSB, partido de Tábata Amaral.

Eduardo Bolsonaro tem contas bloqueadas por ordem do STF

Nesta segunda-feira, 21 de julho de 2025, o cenário político brasileiro foi abalado pela notícia do bloqueio das contas bancárias e chaves Pix do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A medida, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), insere-se no âmbito de uma investigação em andamento que visa apurar possíveis articulações internacionais do parlamentar, sobretudo com o governo dos Estados Unidos, então sob a liderança de Donald Trump.

O próprio deputado relatou ter tomado conhecimento do bloqueio ao tentar efetuar duas transferências via Pix, ambas sem sucesso. Em declaração concedida ao colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, Eduardo Bolsonaro não hesitou em classificar a decisão como um “passo natural de ditadura”. Para ele, a ação se configura como uma tentativa de asfixia financeira com claros propósitos de intimidação política. Apesar das severas restrições impostas, o parlamentar reafirmou sua intenção de continuar empreendendo esforços para que o governo norte-americano amplie as sanções contra ministros do STF, incluindo o próprio Alexandre de Moraes.

Restrições de Contato e Investigações sobre Coação

Além do impedimento de acesso aos seus recursos financeiros, Eduardo Bolsonaro foi proibido de manter contato com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no contexto das investigações. As autoridades buscam esclarecer se houve coação no curso do processo, haja vista que Jair Bolsonaro teria remetido recursos ao filho enquanto este se encontrava nos Estados Unidos. Essa linha de investigação adiciona uma camada de complexidade ao caso, levantando questões sobre a eventual influência ou auxílio indevido em meio às apurações.


Matéria sobre bloqueio das contas de Eduardo Bolsonaro (Vídeo: reprodução/YouTube/Itatiaia)

Repercussão Internacional e Tensão Diplomática

A repercussão do caso transbordou as fronteiras nacionais, ganhando novos contornos com o anúncio do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Ele declarou a suspensão dos vistos de Alexandre de Moraes e de seus aliados, justificando a medida como uma resposta ao que denominou “perseguição política” no Brasil. Esse movimento por parte do governo norte-americano sinaliza uma escalada na tensão diplomática, evidenciando o impacto internacional das decisões tomadas no cenário jurídico político brasileiro. Diante de todas as adversidades e restrições impostas, Eduardo Bolsonaro declarou estar preparado para enfrentar as dificuldades e persistir em sua atuação política, demonstrando resiliência frente aos desafios.

Ameaças de Eduardo Bolsonaro: Diretor da PF age com firmeza

A recente declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro, feita durante uma transmissão ao vivo e direcionada a servidores da Polícia Federal (PF), acende um sinal de alerta sobre os limites da liberdade de expressão e os riscos à integridade das instituições democráticas brasileiras.

Ao afirmar que poderia “se mexer” contra investigações em curso e ao se referir a um delegado como “cachorrinho”, o parlamentar ultrapassa os limites do discurso político legítimo, promovendo ataques pessoais e insinuando tentativas de intimidação contra agentes da lei. Tais declarações não apenas desrespeitam profissionais da segurança pública, mas também colocam em xeque a autonomia das instituições encarregadas de garantir a legalidade e a justiça no país.


Matéria sobre live de Eduardo Bolsonaro ameaçando a PF (Vídeo: reprodução/YouTube/Band Jornalismo)

Reação Institucional da Polícia Federal

Diante da gravidade das falas, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, anunciou que os comentários do deputado serão incluídos no inquérito já existente, que investiga Eduardo Bolsonaro por suposta obstrução de Justiça, coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Essa resposta institucional é essencial para reafirmar que a Polícia Federal não se submeterá a pressões políticas e que todos os cidadãos, independentemente de cargo ou influência, estão sujeitos ao império da lei.

As declarações direcionadas a delegados como Fábio Alvarez Shor, responsável por investigações sensíveis envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, revelam uma estratégia preocupante de deslegitimação e ameaça. Em um Estado Democrático de Direito, a atuação das autoridades deve ocorrer com independência, imparcialidade e sem medo de retaliações. A tentativa de intimidar servidores públicos que cumprem seu dever constitucional representa um ataque direto à democracia e à ordem institucional.

Compromisso com a Justiça e a Defesa do Estado de Direito

A firmeza da Polícia Federal em repudiar essas tentativas de intimidação é fundamental para preservar o Estado de Direito. A garantia de que “nenhum investigado intimidará a Polícia Federal” deve ser mais do que uma frase de efeito: precisa ser um compromisso público com a justiça, a legalidade e a proteção das instituições que sustentam a democracia brasileira. O episódio serve como um lembrete de que a vigilância cidadã e a atuação firme das autoridades são indispensáveis para impedir retrocessos e assegurar que o país continue trilhando o caminho da transparência e da responsabilidade institucional.

Trump volta atrás após fazer declarações com a intenção de demitir Jerome Powell

Nesta terça-feira (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar controvérsia ao comentar sobre o futuro de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Em um curto intervalo de tempo, Trump fez declarações contraditórias que reacenderam o debate sobre a independência da política monetária nos EUA.

Durante uma reunião com parlamentares republicanos na Casa Branca, Trump teria sinalizado a intenção de demitir Powell, demonstrando insatisfação com a condução da política de juros. No entanto, no dia seguinte, recuou publicamente, afirmando que a demissão era “altamente improvável”. Essa mudança repentina de postura gerou incertezas nos mercados financeiros, que reagiram negativamente à possibilidade de interferência política no Fed.

Taxa de juros no centro do embate entre Trump e Powell

O principal ponto de tensão entre Trump e Powell gira em torno da taxa de juros. Enquanto o presidente do Fed adota uma postura cautelosa, argumentando que cortes prematuros podem agravar a inflação, Trump pressiona por reduções mais agressivas, com o objetivo de impulsionar o crescimento econômico. Essa divergência se intensificou especialmente diante dos impactos da política comercial adotada por Trump durante seu mandato, que, segundo Powell, contribuiu para a instabilidade econômica.

Do ponto de vista legal, a demissão de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, não é simples e apresenta múltiplos desafios. A legislação americana prevê que o presidente do Fed só pode ser destituído em casos de má conduta grave, e não há precedentes claros sobre a possibilidade de o presidente dos EUA tomar essa iniciativa unilateralmente. Ainda assim, Trump já demonstrou disposição para desafiar normas institucionais em outras ocasiões, o que torna o cenário ainda mais incerto e cheio de controvérsias.


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Matéria da Real time sobre a intenção de Trump na demissão de Powell (Vídeo: reprodução/X/CNBC/@roloureirotv)


Desafios à Autonomia Institucional e o Papel do Congresso

A situação levanta questionamentos significativos sobre os limites da autoridade presidencial e o respeito à autonomia das instituições econômicas vitais para a estabilidade do país. Caso a ameaça se concretize, o Congresso poderá ser forçado a se posicionar diante de uma possível crise institucional sem precedentes, com sérias implicações.

Brasil regulamenta Lei da Reciprocidade e define regras para retaliação comercial

O governo brasileiro deu um passo importante na defesa de sua soberania e competitividade internacional ao regulamentar, por meio de decreto presidencial, a Lei da Reciprocidade Econômica. A norma, publicada no Diário Oficial da União em 15 de julho de 2025, estabelece critérios para que o país possa reagir de forma proporcional a medidas unilaterais adotadas por outros países ou blocos econômicos que prejudiquem o Brasil em áreas como comércio, investimentos e propriedade intelectual.

A legislação prevê a possibilidade de adoção de contramedidas em três situações principais: quando houver interferência externa nas decisões soberanas do Brasil; quando forem violados acordos comerciais firmados com o país; ou quando forem impostas exigências ambientais mais rigorosas do que aquelas praticadas internamente, sem acordo prévio. Essas ações podem incluir desde a suspensão de concessões comerciais até a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos e serviços vindos do país que adotou a medida hostil.

Governo cria comitê para negociações

Para coordenar essas respostas, foi criado o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, presidido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O comitê é composto também por representantes da Casa Civil, da Fazenda e das Relações Exteriores, podendo contar com outros ministérios conforme o tema em análise.


Lula assina decreto da reciprocidade (Foto: reprodução/X/@LulaOficial)


Brasil define tipos de retaliação em nova lei

O decreto também diferencia dois tipos de resposta: as contramedidas ordinárias, que seguem um trâmite mais detalhado, e as provisórias, que podem ser adotadas com maior agilidade em situações excepcionais. Ambas visam proteger os setores nacionais mais afetados, priorizando áreas menos dependentes das importações do país alvo.

Embora o texto não mencione diretamente os Estados Unidos, a regulamentação ocorre em meio a tensões comerciais com o governo americano, que anunciou recentemente um aumento significativo nas tarifas sobre produtos brasileiros.

A nova lei oferece ao Brasil uma base legal sólida para reagir de forma estratégica e coordenada, fortalecendo sua posição nas negociações internacionais.