Trabalhadores estão receosos com a chegada da Inteligência Artificial

Como é do conhecimento de muita gente, as tecnologias têm evoluído muito nos últimos anos, uma prova disso são as IAs (Inteligências Artificiais) que estão sendo desenvolvidas para inúmeras atividades em diversos setores da sociedade. E ela veio pra ficar, as pessoas querendo ou não, mas muitos não confiam nesse tipo de tecnologia ainda. 

De acordo com uma pesquisa global feita pela consultoria KPMG em parceria com a Universidade de Queensland, que ouviu aproximadamente 17 mil pessoas em 17 países que lideram o uso da IA em cada região global, como Brasil, China, Alemanha, Reino Unido, África do Sul, Coreia do Sul e EUA, e procurou entender como as pessoas estão se sentindo sobre o uso da IA no universo profissional. 

 


Mão de robô com dedo iliminado (Foto: reprodução/Canaltech)


Obviamente que todo tipo de mudança tem seus prós e contras, muitos enxergam essa chegada da IA como uma maneira de melhorar a qualidade da mão de obra trazendo eficiência, eficácia e inovação, por outro lado os que veem riscos dizem que além de tirar empregos das pessoas, pode acabar gerando problemas cibernéticos como a segurança, perda de privacidade, falha do sistema, entre outros. O que realmente preocupa é como essa IA será usada pelos trabalhadores, como será ensinado a eles como operarem. Visto que muitos ainda não tem acesso a essa tecnologia. Empresas que adotarem esse método no seu método de trabalho terão de conciliar com esses problemas e quem não está apto a essa novidade. 

Voltando a pesquisa, podemos observar que os mais jovens e quem tem formação universitária estão mais aptos a aceitar o uso da IA. A receptividade também é vista atuando melhor na área da saúde do que na de recursos humanos, por exemplo. Tem diferença também entre os países pesquisados. Brasil, China, Índia e África do Sul, por exemplo, são mais confiantes e estão confortáveis com essa tecnologia no trabalho, enquanto os ocidentais estão entre os que menos confiam no uso da IA.

Foto destaque: Mãos de robô e humano tocando em algo tecnológico Foto: reprodução/Tilt uol

‘Partilha de custos’ justa entre bigtechs é tema quente no maior evento de telecomunicações do mundo

A semana de tecnologia em Barcelona já iniciou com mensagem clara das operadoras para as bigtechs, sobre a partilha justa dos custos de infraestrutura do setor.

Entre 27 de fevereiro e 2 de março, é esperada a passagem de mais 80 mil pessoas na Mobile World Congress (MWC), incluindo executivos do meio tecnológico, agentes de inovação e de regulação, que já podem esperar a pauta do ‘financiamento das estruturas de rede’ como umas das principais discussões entre grandes empresas de tecnologia e as empresas de telecomunicações da União Europeia.

Ainda na cerimônia de abertura do evento, representantes do setor de telefonia anunciaram sobre as mudanças tecnológicas esperadas para os anos seguintes, com a exploração do metaverso, da inteligência artificial e de um aumento expressivo na demanda de tráfego de dados, mas que no entanto, seria necessario a participação financeira de bigtechs nos altos custos que isso irá gerar.

A computação de nuvem mudou o patamar, mas não vai ser o suficiente com todo o tráfego que a Web 3.0 deve gerar“, reiterou José María Álvarez-Pallete, CEO da Telefónica e conselheiro da GSMA. “É hora de colaboração entre empresas de tecnologia, big techs e indústria. Colaborar significa todos partilhar o compromisso de forma justa“, completou.


Empresas de telecomunicação exigem pagamento de taxas por bigtechs (Foto:Reprodução/Teletime/Bruno do Amaral)


Thierry Breton, um dos líderes da telecom da União Europeia, já havia lançado na quinta-feira a consulta de “partilha justa”, onde as bigtechs custeariam com os gastos dos sistemas que lhes auxiliam a acessar consumidores. Entretanto, o esperado é que empresas como a Alphabet, Meta e Netflix usem o evento para contestar essas propostas.

Em um encontro que a Netflix conseguiu entre seu CEO, Greg Peters, e Breton durante a conferência, a plataforma argumentou que suas empresas já possuem investimentos pesados com infraestrutura e o pagamento de mais taxas prejudicaria o investimento em produtos que visam o benefício dos consumidores.

Mas apesar do descontentamento no meio tecnológico, empresas como Deutsche Telekom, Orange, Telefónica e Telecom Italia já estão na ativa para que bigtechs paguem as taxas.

 

Foto destaque: ‘Partilha justa’ de custos entre bigtechs é tema de debate na MWC. Reprodução/ divulgação/MWC

Nova logo da Nokia marca início de mudanças da empresa no mercado tech

Repaginando o visual e os objetivos da empresa, a Nokia comunicou neste domingo (26) a mudança de seu logotipo pela primeira vez após quase 60 anos. A decisão da fabricante de equipamentos de telecomunicação faz parte de um conjunto de planos que visam o crescimento mais competitivo da marca no mercado.

Agora, a nova identidade visual brinca com cinco formas diferentes, que em composição escrevem a palavra NOKIA, e o fundo, antes azul, agora é tomado por uma gama de cores vibrantes que mudam conforme o uso.

Às vésperas da apresentação da empresa no Mobile World Congress (MWC), que acontecerá em Barcelona a partir desta segunda-feira (27) até 2 de março, o presidente-executivo Pekka Lundmark comentou com a Reuters que “Antes estávamos associados a smartphones, mas agora somos uma empresa de tecnologia corporativa“.


Logotipo da Nokia é trocado depois de 60 anos (Foto:Reprodução/divulgação/Nokia)


Assim que assumiu o comando da empresa de origem finlandesa em 2020, Lundmark traçou uma nova estratégia dividida em três partes, que envolvem a redefinição, aceleração e a escalada da marca. Já com a inicialização concluída, Lundmark afirmou que a segunda fase está apenas no começo.

Apesar da Nokia ainda manter os planos de expansão de sua vertente de provedores de serviço, vendendo equipamentos para empresas de telecomunicação, o foco agora também foi redirecionado com a venda de equipamentos para outras empresas.

Colaborações entre empresas de tecnologia e fabricantes de equipamentos de telecomunicações, como a Nokia, estão sendo cada vez mais comuns no setor de manufatura e têm apresentado bons resultados ajudando o impulsionamento da adoção de redes 5G privadas e equipamentos para fábricas automatizadas. 

A ambição da marca no mercado vem com fortes possibilidades de sucesso, dada a busca constante de empresas por tecnologia inovadoras para aumento da eficiência e produtividade.

No ano passado registramos crescimento excelente de 21% no setor empresarial, que representa atualmente 8% das nossas vendas, ou seja, cerca de 2 milhões de euros (ou 2,1 milhões de dólares). Queremos chegar aos dois dígitos o mais rápido possível “, comentou Lundmark.

 

Foto destaque: Nokia anuncia mudança da logo pela primeira vez em 60 anos. Reprodução/divulgação/Nokia

Inspirada em Black Mirror, nova tecnologia possibilita reviver experiências do passado

Um novo programa, feito pela empresa de tecnologia Wist, pode recriar antigas experiências da vida de uma pessoa. A possibilidade se dá pela utilização de um óculos de RV (realidade virtual), que consegue transformar qualquer momento gravado em uma prática imersiva. 

Para experimentar o recurso, o usuário terá que baixar o aplicativo Vivid, responsável por adaptar uma filmagem padrão, feita no modo 2D, para um modelo mais avançado, o 3D. A partir disso, será possível passar as imagens para aparelhos de realidade virtual. O processo tende a ser simples, já que a nova plataforma poderá ser instalada nos smartphones. 

Andrew McHugh, fundador da Wist, credita o desenvolvimento do projeto às modernas funcionalidades dos celulares, que têm sensores e softwares avançados. “Podemos transformá-lo em realidade. Durante a captura, conseguimos salvar a cor, a profundidade, a pose do dispositivo, o áudio e todas as outras informações da cena”, ressaltou o empresário. 


Cena da série Black Mirror (Foto: Netflix). 


A ideia pode soar como algo familiar para os fanáticos por séries. Isso porque o programa foi inspirado na trama de Black Mirror, considerado um dos grandes sucessos da Netflix. Em sua primeira temporada, os personagens se deparam com uma tecnologia que grava e recria momentos do passado de cada um, exatamente o que deve fazer o aplicativo desenvolvido pela empresa.  

Dividida em cinco temporadas, a ficção explora a interação entre os seres humanos e a tecnologia, com ênfase nas consequências adversas que essa junção pode causar. A sua estrutura é curiosa. Segundo Charlie Brooker, idealizador da série, cada episódio tem elenco, cenário e realidade diferente dos outros, o que possibilita o telespectador assistir as mais diversas histórias. 

O aplicativo está em fase de testes, por isso os vídeos ainda apresentam falhas e algumas cenas ficam com partes ausentes. A intenção da Wist é lançá-lo oficialmente quando esses problemas forem corrigidos. 

Foto destaque: Óculos de realidade virtual (Foto: Hardware). 

Tik Tok acusa UE de não avisar sobre suspensão do app

Nesta sexta feira dia 24 de fevereiro de 2022, a plataforma chinesa Tik Tok disse que a Comissão Europeia não consultou o aplicativo sobre a decisão de banir os vídeos curtos dos celulares dos funcionários por motivos de segurança, essa decisão também foi acatada por outro órgão importante da União Europeia. Representantes da UE disseram que os colaboradores serão obrigados a remover o aplicativo de celulares pessoais que tenham acesso a contas corporativas.   

A direção do Tik Tok, disse que seus dados não podem ser acessados por Pequim, além disso, a plataforma relata que não foi contatada por nenhuma instituição da UE sobre a possível proibição: “Portanto, estamos realmente operando sob uma nuvem. E a falta de transparência e a falta do devido processo. Francamente, seria de se esperar, você sabe, algum tipo de envolvimento neste assunto”  Reuters Caroline Greer, diretora de políticas públicas e relações governamentais do TikTok. 


foto: Um conteúdo do Tik Tok em uma mesa marrom. (reprodução/Flickr/HS You)


A Comissão Europeia falou sobre as afirmações feitas pelo chefe da indústria da União Europeia, Thierry Breton em uma coletiva à imprensa nesta quinta-feira. Foi avalizado que a UE não precisa da razão sobre as decisões tomadas para garantir a qualidade do serviço prestado. “Suspender o uso do TikTok é uma decisão puramente interna por razões de segurança digital para proteger os dados e a equipe da Secretaria-Geral do Conselho (GSC). Como o GSC não tem relação contratual com o TikTok, não há obrigação de consultá-los ou informá-los”, disse Breton. 

Greer afirmou que o presidente-executivo do Tik Tok, Shou Zi Chew, se encontrou com Breton e outros comissários em Bruxelas, eles estavam preocupados e um pouco confusos: “Ele sempre esteve muito disponível, sabe, respondendo à Comissão… Entramos em contato para uma reunião em qualquer formato que eles gostariam que acontecesse”.

Foto de destaque: Logo do Tik Tok em um celular. (reprodução/Tecmundo)

Empresa lança postos de combustível com robôs no lugar de frentistas

Uma empresa dinamarquesa chamada Autofuel está revolucionando a indústria de postos de combustível com o lançamento do primeiro posto de gasolina com robôs na Finlândia. Este serviço inovador é destinado tanto para carros convencionais quanto para veículos elétricos e autônomos, e promete mudar a forma como as pessoas abastecem seus veículos. 

Para utilizar o posto de gasolina com robôs, o cliente precisa se cadastrar no serviço, fornecendo detalhes como o número da placa do veículo, o tipo de combustível desejado e informações de pagamento. Além disso, é necessário instalar uma tampa de tanque especial em seu veículo, que permite que a máquina de bombeamento abra o tanque de combustível e faça o abastecimento de forma autônoma.

Quando o motorista se aproxima do posto de gasolina equipado com o sistema Autofuel, ele verá uma tela que indica onde estacionar o veículo. Uma vez estacionado, o sistema identifica o cliente através da placa do carro e o robô de bombeamento abre o tanque de combustível, dispensando o combustível de forma autônoma. Durante o processo, o cliente recebe informações sobre o reabastecimento e uma mensagem aparecerá na tela quando o robô concluir o serviço.


Frentista (Foto: Reprodução/Ag6encia Sindical)


O motorista poderá continuar sua viagem assim que a luz verde acender e o robô fechar a porta do tanque de combustível do carro. O pagamento é feito durante o processo, e o cliente pode escolher entre pagar com cartão de crédito ou através de uma conta online.

Embora a tecnologia seja inovadora e possa oferecer mais conveniência para os motoristas, muitos se perguntam se isso significa o fim dos frentistas. No entanto, a Autofuel afirmou que seu objetivo não é substituir os trabalhadores humanos, mas sim melhorar a eficiência e a qualidade do serviço nos postos de gasolina. Segundo a empresa, os robôs são capazes de realizar o reabastecimento de forma mais rápida e precisa, além de eliminar a possibilidade de erros humanos.

É possível que o uso de robôs nos postos de gasolina se torne cada vez mais comum no futuro, especialmente em um mundo onde a automação está se tornando cada vez mais presente em diversos setores. 

Foto destaque: Autofuel. Reprodução/SupercarBlondie

União Europeia ordena a desinstalação do TikTok dos smartphones de seus funcionários

Na manhã da última quinta-feira (23), a União Europeia enviou um e-mail para todos os funcionários que trabalham no braço executivo do bloco continental, para a Comissão Europeia, ordenando que todos estes desinstalem o aplicativo de seus celulares.

A proibição da rede social vem depois de a Bytedance, empresa chinesa dona do app, admitir que os dados de usuários de todo o mundo podem ser acessados na sede do aplicativo, na China. Órgãos do governo federal e de governos regionais dos Estados Unidos também já baniram o uso de TikTok em celulares oficiais.



UE bane o TikTok entre seus funcionários. (Reprodução/Twitter)


O objetivo da ordem é muito claro, segundo o email, medida foi tomada para evitar o vazamento de informações confidenciais da Comissão Europeia e aumentar a segurança cibernética dentro das estruturas do bloco – os países europeus têm legislações rígidas para garantir a privacidade dos dados de seus cidadãos.

“O fato de que o governo chinês, se realmente quiser, pode fazer com que qualquer empresa em suas fronteiras cumpra as solicitações de acesso a dados, acho que está realmente na raiz de muitas dessas preocupações sobre o TikTok” disse Justin Sherman, um membro não residente da Cyber ​​Statecraft Initiative do Atlantic Council.

Um número crescente de legisladores dos EUA está pedindo que o governo Biden tome medidas contra o TikTok, citando aparentes preocupações com segurança nacional e privacidade de dados. A pressão renovada sobre o TikTok ocorre à medida que a influência da plataforma continua a crescer nos Estados Unidos. Depois que Trump deixou o cargo, o governo Biden revogou a ordem executiva e recuou em grande parte das tentativas oficiais de banir o TikTok do país de vez.

No ano passado, o TikTok disse que superou 1 bilhão de usuários ativos mensais em todo o mundo, e mais de 100 milhões de usuários estão nos Estados Unidos, de acordo com algumas estimativas de pesquisa de mercado.

Foto Destaque: TikTok. (Reprodução/Twitter)

Mercedes terá carros com TikTok e Zoom instalados a partir do fim de 2023

A montadora automobilística alemã Mercedes, anunciou na última quarta-feira (22) que os modelos de seu novo carro, o E-Class, que será lançado no último trimestre desse ano, virão com o TikTok pré-instalado a fim de entretenimento para os passageiros, além de virem com Zoom para reuniões e ainda o jogo Angry Birds.

Além das opções de entretenimento e profissionais, a montadora anunciou uma parceria de longo prazo com a Google, para incluir no carro sistema de navegação com mapas e também o Youtube também pré-instalado.



Interior do novo modelo E-Class. (Reprodução/Twitter)


O mais novo Mercedes-Benz E-Class vem com uma versão atualizada do MBUX, o sistema de informação e entretenimento da marca. O carro vem com uma tela que ocupa todo o painel dianteiro. Nela, dá para assistir aos TikToks na parte central, mas somente quando o carro está estacionado. Enquanto o carro está em movimento, a rede social fica disponível somente na tela do passageiro ao lado do motorista, para evitar distrações.

O sistema traz ainda uma nova arquitetura de software para facilitar a instalação de programas de terceiros e uma nova loja de apps. O movimento da Mercedes é mais um passo da companhia para reforçar a presença no mercado chinês, país de origem do aplicativo. Mas outros mercados, como dos Estados Unidos, também terão a pré-instalação do TikTok nos carros.

“Quando escolhemos todos esses aplicativos diferentes, vamos mercado por mercado ou região por região. […] Nós olhamos para o que é mais usado — música ou filme e assim por diante — e tentamos avançar nessa lista”, explicou o CEO da montadora alemã, Ola Källenius.

A nova versão do MBUX é a preparação para o que virá em 2024: o MB.OS, um sistema operacional completo, feito pela própria Mercedes-Benz com base no Linux.

Foto Destaque: Símbolo da Mercedes-Benz. (Reprodução/Twitter)

Youtube e Twitter serão julgados por postagens perigosas

A Suprema Corte dos Estados Unidos irá julgar se as principais empresas de mídia social, incluindo Twitter, Facebook e YouTube, são responsáveis por postagens perigosas em suas plataformas. Processos judiciais questionam as proteções que essas empresas afirmam ser necessárias para evitar que a internet se transforme em uma terra de ninguém. Os críticos afirmam que essas plataformas estão indo longe demais e que precisam ser responsabilizadas. Nos próximos dias, a Suprema Corte ouvirá argumentos sobre dois processos, um contra o YouTube e outro contra o Twitter.

O primeiro caso foi movido por familiares de uma vítima dos ataques terroristas de Paris em 2015. Eles alegam que o YouTube deve ser responsabilizado após o seu algoritmo recomendar vídeos de recrutamento do Estado Islâmico para potenciais apoiadores. O segundo culpa o Twitter por seu papel no ataque terrorista de 2017, que aconteceu na Turquia.

O primeiro caso questiona se o YouTube pode ser responsabilizado pelas recomendações que faz, sob a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações de 1996, que protege plataformas de mídia social de responsabilidade legal, dizendo que elas não são responsáveis por conteúdos postados por terceiros em sua plataforma.


Youtube (Foto: Reprodução/UOL)


As empresas de tecnologia argumentaram que uma decisão judicial dizendo que o YouTube pode ser responsabilizado teria consequências desastrosas, resultando em restrições amplas de qualquer conteúdo que poderia possivelmente ser considerado legalmente censurável.

O caso do Twitter, que também envolve o Facebook e o Google, não diz respeito à Seção 230, mas questiona se as empresas de mídia social podem ser responsabilizadas sob a Lei Antiterrorismo, que permite ações judiciais contra qualquer pessoa que “ajuda e incita” um ato de terrorismo internacional.

A decisão da Suprema Corte sobre esses casos pode ter um impacto significativo na forma como as plataformas de mídia social são regulamentadas e responsabilizadas por postagens perigosas em suas plataformas. A administração Biden argumentou que a Seção 230 deveria ser restringida para tornar mais fácil processar plataformas de mídia social, alertando contra uma “leitura excessivamente ampla” do estatuto que poderia “minar a importância de outros estatutos federais”. As decisões nos dois casos chegarão com o recesso da Suprema Corte, no final de junho ou início de julho.

Foto destaque: Twitter. Reprodução: UOL

Microsoft avança com Chat GPT-4 enquanto Google erra com Bard e perde valor de mercado, aponta Marco Marcelino

Após o lançamento fracassado do Bard, o Google vai se concentrar ainda mais em seus esforços para fazer com que seu software de chatbot do Modelo de Linguagem para Aplicativos de diálogo funcione melhor – e provavelmente vai conseguir. Mas a gigante de tecnologia ainda precisa lidar com uma ameaça mais crítica ao seu negócio, no campo dos mecanismos de busca, que tem se deteriorado ao longo dos anos.

Segundo Marco Marcelino, CEO da Serinews, empresário digital e especialista em dados, a busca generativa, que dispensa a necessidade de várias páginas de anúncios, pode oferecer uma resposta mais coerente. “e é por isso que a gestão do Google declarou um “código vermelho” após o lançamento do Chat GPT em novembro. Após duas décadas no topo, o ‘código vermelho’ do Google é claramente um reconhecimento de as coisas vão mudar. A empresa correu para lançar, em resposta ao Chat GPT (Generative Pre-trained Transformer), a ferramenta Bard (Bayesian Augmented Reading and Decoding), mas os resultados iniciais foram terríveis. E o preço das ações do Google despencou, perdendo US$ 100 bilhões em um dia. Seguramente o erro mais caro da história”, afirma.

Erro galáctico

A inteligência artificial do Google falhou em um dos primeiros testes a que foi submetida. A companhia divulgou informações falsas sobre o equipamento da NASA em anúncio sobre a IA (inteligência artificial) no Twitter. O erro está na informação de que o James Webb tirou as primeiras fotos de um astro externo à Via Láctea. Na verdade, quem tirou a primeira foto de um exoplaneta foi o VLT (Very Large Telescope), do Observatório Europeu do Sul, ainda em 2004. 

É possível que o Bard tenha se “confundido” com notícias recentes que divulgaram a primeira foto de um exoplaneta do James Webb – o que é diferente de um registro inédito em toda a história. “A primeira imagem de um planeta fora da nossa galáxia, a Via Láctea, foi tirada em 2004, quase duas décadas antes de o telescópio James Webb ser lançado ao espaço. Este erro foi uma gafe da empresa que se orgulha da eficácia de seus resultados de busca. O negócio de busca anual de US$ 162 bilhões do Google (para 2022) acabou de anunciar que não estava pronto para competir”, pondera.

Mas, segundo o especialista em dados, embora esse erro do Google talvez não tenha sido pior que a tela azul do Windows que marcou a apresentação de Bill Gates, quando apresentava o Windows 98, ainda assim é grave. “Não é tão grave mas é como se fosse. E esse momento pode ter marcado a perda de um reinado. Enquanto Google bate cabeça com a apresentação do Bard, a Microsoft anuncia com entusiasmo que está lançando uma versão integrada de seu mecanismo de busca Bing com o Chat GPT-4 da OpenAI, uma atualização do ChatGPT. Quem diria, o Bing, que até então era massacrado pelo Google no quesito busca na internet.

 A era de domínio do Google está chegando ao fim?



Para Marco Marcelino, essa era da hegemonia do Google está prestes a acabar. “Eu apostaria que sim, embora os esforço vão fazer o Bard funcionar melhor e ter uma posição de destaque. O ponto é que o Google sofre ao mesmo tempo em que tenta posicionar uma tecnologia evolutiva, uma ameaça ao seu negócio de busca. A busca generativa como tem sido chamada, dispensa a necessidade de várias páginas e com isso morrem inúmeros formatos de anúncio. Além de oferecer uma resposta mais coerente com a procura. E é por isso que eu acredito que a gestão do Google declarou código vermelho”. 



O especialista também alerta das outras guerras que o Google tem travado, para além da tecnológica. “Ao mesmo tempo, vale lembrar que o governo americano segue processando o Google por seu monopólio e alega que a empresa usou meios anticompetitivos, excludentes e ilegais para eliminar ou reduzir severamente qualquer ameaça à sua dominação sobre as tecnologias de publicidade digital”.

Em comparação com a participação de mercado de 90% do Google, o Bing sempre foi um “também” em mecanismos de busca. No entanto, seu investimento inicial na OpenAI deu ao Bing uma vantagem significativa nas novas guerras de busca generativa.

Apropriadamente, a Microsoft deu ao seu próprio software de linguagem natural o nome de Prometheus.

Como uma arquitetura com 175 bilhões de parâmetros, o Chat GPT permite que ele seja usado em tarefas ainda mais complexas de linguagem natural, como a geração de textos coerentes e a realização de diálogos com humanos de forma mais natural.

Foto Destaque: Reprodução