Calor extremo quebra recordes na Europa e força fechamento de escolas
A maior onda de calor do ano foi registrada no continente europeu entre o fim de junho e o início de julho de 2025, atingindo países como França, Espanha, Itália e Portugal. O fenômeno obrigou o fechamento de mais de 1.300 escolas na França, afetou pontos turísticos em cidades como Paris e Barcelona e elevou […]
A maior onda de calor do ano foi registrada no continente europeu entre o fim de junho e o início de julho de 2025, atingindo países como França, Espanha, Itália e Portugal. O fenômeno obrigou o fechamento de mais de 1.300 escolas na França, afetou pontos turísticos em cidades como Paris e Barcelona e elevou o risco de incêndios florestais. O calor extremo ocorre devido a uma cúpula de ar quente que foi aprisionada sobre a Europa, elevando as temperaturas para níveis históricos.
A cidade de Barcelona, na Espanha, registrou o junho mais quente em mais de 100 anos, com máxima de 37,9 °C medida pelo observatório Can Fabra. Já em Portugal, o recorde para o mês foi superado, com a marca de 46,6 °C. Em meio ao verão europeu, os episódios de calor intenso vêm ocorrendo com mais frequência e de forma antecipada.
Escolas são fechadas e turistas enfrentam restrições
Mais de 1.300 escolas foram fechadas ou tiveram o funcionamento reduzido na França, segundo o Ministério da Educação. A medida foi tomada após o aumento repentino das temperaturas, que ultrapassaram os 40 °C em regiões como Paris, onde foi emitido alerta máximo pelas autoridades meteorológicas.

Além disso, pontos turísticos precisaram ser adaptados ao novo cenário. O topo da Torre Eiffel foi fechado até o dia 3 de julho, e turistas sem ingressos foram orientados a adiar suas visitas. Em Barcelona, moradores e visitantes buscaram proteção com guarda-chuvas e evitaram longas exposições ao sol.
Especialistas alertam para futuro ainda mais quente
De acordo com o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, a Europa é atualmente o continente que mais aquece no planeta — com temperaturas subindo o dobro da média global. Estima-se que, até o final do século, o número de dias com ondas de calor possa ser até dez vezes maior, com verões marcados por picos de até 50 °C.
O Mar Mediterrâneo também foi afetado. No Mar Balear, na costa espanhola, as águas ficaram até 6 °C mais quentes que o normal, atingindo os 30 °C. Esse aquecimento contribui para a intensificação dos eventos climáticos extremos e para a elevação do risco de incêndios florestais em solos já secos, como os da França e do sul da Itália.
A situação reforça os alertas de cientistas e especialistas sobre a necessidade urgente de ações climáticas. A repetição de ondas de calor intensas, como a que foi registrada na Europa neste fim de junho, evidencia os efeitos das mudanças climáticas globais e os impactos diretos no cotidiano da população.
