Canadenses revidam tarifas de Trump com boicote a produtos dos EUA

Donald Trump começou a aplicar tarifas sobre o aço vendido por todos os países para os Estados Unidos, incluindo até mesmo o Brasil.  Com o país vizinho Canadá não foi diferente, ele sobretaxou em 25% o aço e o alumínio canadenses, com essa tarifa entrando em vigor no dia 12 de março. Sentimento de revolta […]

24 mar, 2025
Foto destaque: Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá (Reprodução/EFE/Chris Roussakis)
Foto destaque: Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá (Reprodução/EFE/Chris Roussakis)
Primeiro Ministro do Canadá

Donald Trump começou a aplicar tarifas sobre o aço vendido por todos os países para os Estados Unidos, incluindo até mesmo o Brasil. 

Com o país vizinho Canadá não foi diferente, ele sobretaxou em 25% o aço e o alumínio canadenses, com essa tarifa entrando em vigor no dia 12 de março.

Sentimento de revolta canadense

Esse mesmo percentual vai ser cobrado em diversos produtos do Canadá, algo que gerou um sentimento de nacionalismo por parte dos canadenses, fazendo com que os produtos de supermercado sejam os principais alvos de aumento de preço.

Em resposta, o governo canadense reagiu impondo uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos vindos dos Estados Unidos. Mesmo assim, Trump insiste em provocar e afirmar que o Canadá, em breve, fará parte dos Estados Unidos. Ou seja, a boa relação que havia entre os países está ficando em risco.

Demarcação dos próprios produtos

Para tentar dar uma resposta, os mercados do Canadá adotaram algumas estratégias para valorizar os produtos internos e boicotar diretamente os Estados Unidos.

Aplicativos que permitem escanear códigos de barras para verificar a origem dos produtos se tornaram mais populares. Além disso, diversos supermercados começaram a utilizar símbolos nacionais para destacar os itens fabricados no Canadá.


Canadenses revidam tarifas de Trump com boicote a produtos dos EUA
Bebidas alcóolicas canadenses são incentivadas a serem compradas nos mercados (Foto: reprodução/X/@Flaviamaynarte)

O conflito comercial interfere na movimentação de cidadãos na fronteira entre os países, desde o mês passado, houve uma diminuição de 23% no fluxo de pessoas.


Um professor de sociologia da Universidade de Toronto, Lorne Tepperman, destaca que, fenômenos como este, acabam aproximando mais os indivíduos que estão na mesma situação: 

“Quando as pessoas se sentem ameaçadas, elas tendem a se unir. As pessoas se juntam porque sentem medo, sentem antagonismo, se sentem desrespeitadas, e estamos sentindo tudo isso no Canadá agora”, disse o professor.

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