Esposa de Mauro Cid pode receber pensão se ele for expulso do Exército

Apesar de correr grande risco de ser expulso das forças armadas, a esposa de Mauro Cid ainda teria direito a receber um valor correspondente à última patente do ex-ajudante de ordens, que seria equivalente à proporção de tempo de contribuição para a previdência militar, conforme apurou a coluna do G1.  Tal fato está embasado no […]

28 ago, 2023

Apesar de correr grande risco de ser expulso das forças armadas, a esposa de Mauro Cid ainda teria direito a receber um valor correspondente à última patente do ex-ajudante de ordens, que seria equivalente à proporção de tempo de contribuição para a previdência militar, conforme apurou a coluna do G1. 

Tal fato está embasado no Art.20 do Estatuto do Militar (lei n 13.954, de 2019), que sustenta que oficiais da ativa, reserva remunerada ou reformado, que são contribuintes obrigatórios de pensão militar e que têm direito a receber o correspondente ao posto que possuiam, em caso de perda do cargo. 


Esposa de Mauro Cid pode receber pensão se ele for expulso do Exército

Depoimento do tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid na CPMI do 8 de janeiro (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/ Reprodução: CNN)


Outro caso que se assemelha ao de Cid é o de Ailton Barros, ex-militar e  também acusado de participar do esquema de fraude de cartões de vacinação. Cid e Barros permanecem presos desde de maio deste ano. Apesar de ter sido expulso do exército em 2006, a esposa de Barros, recebe pensão integral há 15 anos, por ser, legalmente, considerada viúva. 

Mauro Cid e os diversos processos no STF 

Entrada irregular de jóias da Arábia Saudita, falsificação de cartões de vacina e até participação em planejamento de golpe de estado. São essas as acusações que pesam contra Mauro Cid, que é alvo de processos no Supremo Tribunal Federal (STF), podendo resultar em sua expulsão do exército. 


Esposa de Mauro Cid pode receber pensão se ele for expulso do Exército

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, na CPI dos Atos Golpistas —( Foto: Geraldo Magela/Agência Senado/ Reprodução:G1)


A legislação prevê que militares condenados pela Justiça Comum há mais de dois anos sejam julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM), no processo que julga indignidade e incompatibilidade para com o cargo, que tem como punição a expulsão da corporação. 

Atualmente, o militar encontra-se impedido de assumir tropas ou de receber promoções na carreira. Porém, apesar de estar preso, continua recebendo seu salário normalmente. 

Foto destaque: Mauro Cid, na CPMI do 8 de Janeiro (Foto Lula Marques/Agência Brasil/ Reprodução: Carta Capital) 

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