Jovem se torna advogado e ganha caso da morte de sua mãe por erro médico na justiça

Selwin Paulo Pessôa, de 32 anos, conseguiu ganhar na justiça uma indenização pela morte de sua mãe, Selma, após erro médico. A curiosidade sobre o caso é que foi Selwin quem representou a família no processo. Formado advogado desde 2013, Selwin é filho de Selma Aparecida de Moraes Pessôa, que faleceu em decorrência de erro […]

03 abr, 2023

Selwin Paulo Pessôa, de 32 anos, conseguiu ganhar na justiça uma indenização pela morte de sua mãe, Selma, após erro médico. A curiosidade sobre o caso é que foi Selwin quem representou a família no processo.

Formado advogado desde 2013, Selwin é filho de Selma Aparecida de Moraes Pessôa, que faleceu em decorrência de erro médico em 2005. Selwin seguiu a carreira de advogado, a mesma de seus pais, ele assumiu o escritório da família e o caso de sua mãe, que antes era seu pai quem estava à frente.

“Hoje, que sou advogado e defendo médicos, a gente entende que tem situações que realmente não há o que o médico faça, mas você pega o laudo de um órgão público, com toda a presunção de veracidade, com todo o respeito que tem, e ver que sua mãe morreu por falha humana, é realmente chocante”, relata Selwin.


Jovem se torna advogado e ganha caso da morte de sua mãe por erro médico na justiça

Selwin ao centro ao lado de seu pai (à direita) e a irmã (à esquerda), em sua formatura de direito – Arquivo pessoal (Reprodução/G1)


O caso:

Selma na época passou por processo cirúrgico de celulite nas pernas, após 8 dias em recuperação ela se queixou de dores no abdômen e foi levada a (UPA) Unidade de Pronto Atendimento de Votorantim (Sp), chegando no hospital o laudo médico indicou “gases intestinais” e foi liberada. Após três dias as dores voltaram e ela se dirigiu novamente ao hospital, foi submetida a exame de sangue, que constatou septicemia, uma doença causada por infecção. Somente após 26 horas de espera ela foi levada a UTI médica, porém acabou não resistindo e vindo a falecer.

Selwin guarda com carinho as lembranças com a mãe, o jovem já se habituava com a profissão de advogado desde novo, ele contou que ia ao fórum de Votorantim e ajudava a mãe a digitalizar os processos.

“Já era meu sonho ser advogado, sempre foi. Aí eu entrei na faculdade de direito e me formei. Fiz alguns cursos de especialização, estou terminando um mestrado no México. Me formei e, a pedido do meu pai, eu assumi o processo e estou tocando”, contou ele.

Segundo Selwin diz que o objetivo é divulgar a história.

Foi terrível. Acredito que a mãe seja sempre a cabeça da família e para a gente foi muito difícil. Lembro até hoje. É uma experiência que eu não recomendo para ninguém porque é muito doloroso perder a mãe. Não há dinheiro que pague a vida de uma mãe”, diz Selwin.

Eu pretendo entrar com uma ação civil pública contra a prefeitura para que ela entre com uma ação de regresso contra a equipe médica que atendeu minha mãe. Não acho correto que os contribuintes paguem por isso”, Finalizou Selwin.

Selwin Paulo Pessôa conseguiu ganhar o caso e a Justiça definiu o pagamento de indenização no valor de R$ 1 milhão a Prefeitura de Votorantim. O pagamento deve demorar em torno de quatro anos, devido a ordem de precatório.

 

Foto destaque: Selwin Paulo Pessôa, advogado que atuou no caso de sua mãe Selma Aparecida. Arquivo pessoal (Reprodução/G1)

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