Tarcísio admite falhas e diz que governo vai instalar sirenes em áreas de risco
Após as tragédias causadas pelas fortes chuvas que deixou estragos nas últimas semanas em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador da cidade reuniu-se em uma conferência de imprensa em São Sebastião nesta Quinta-feira (23/02) onde anunciou novas medidas que deverão ser tomadas. Uma delas foi que o governo virá a instalar sirenes nas áreas […]
Após as tragédias causadas pelas fortes chuvas que deixou estragos nas últimas semanas em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador da cidade reuniu-se em uma conferência de imprensa em São Sebastião nesta Quinta-feira (23/02) onde anunciou novas medidas que deverão ser tomadas. Uma delas foi que o governo virá a instalar sirenes nas áreas de risco atingidas constantemente por deslizamentos e desastres por todo o Estado.
O anúncio claro veio como uma resposta de emergência dada após a tragédia ocorrida no Litoral Norte do Estado, que deixou 49 mortos, com o temporal que o atingiu no último final de semana. O governador também admitiu que os sistemas de alerta atuais falharam e não foram eficazes para prevenir o número de vítimas e danos causados.
“Vamos instalar o sistema de sirenes, que já existem em outros Estados. E não adianta instalar o sistema de sirenes se não tiver capacitação, se não tiver treinamento. Porque disparou a sirene a pessoa tem que saber para onde ir, qual o ponto de apoio, tem que ter confiança que o suprimento vai chegar no ponto de apoio“, disse o governador.
O sistema de sirenes são de vital importância pois, como exemplo, no estado do Rio de Janeiro, o uso das sirenes vem em ativa por dez anos, principalmente após a tragédia que tirou a vida de mais de mil pessoas nas cidades da Região Serrana ocorridas em 2011.
A medida das sirenes porém foi recebida com um ponto contrariado na forma de Felipe Augusto (PSDB), o prefeito de São Sebastião que em entrevista a Band, disse ser contrário à instalação das sirenes ao dizer que “não é sirene que salva vida“.
Porém Waldez Góes, ministro do Desenvolvimento Regional, defendeu o sistema de sirenes salientando a necessidade de seu uso para orientar a população, dizendo: “Esse sistema já existe no Brasil e no mundo. As pessoas tem que ter consciência que, quando a sirene tocar, é preciso deixar essas áreas”.

Governador Tarcísio de Freitas em conferência de emergência em São Paulo (Foto: Reprodução / Folha)
O Governador Tarcísio, ainda em conferência, reconheceu que o envio de mensagens SMS da Defesa Civil alertando para os temporais não tiveram eficácia e afirmou que o governo já estuda novos meios de comunicação via celular que possa avisar a população de possíveis riscos.
“Vamos chamar as empresas de telefonia para tornar os avisos via telefonia móvel mais efetivos. Todo mundo tem celular hoje. Mas o sistema de alarme via celular ainda não está funcionando. Por lei federal, as telefônicas têm obrigação de fornecer o alerta, mas a lei não estabelece como. Foram disparados 2,6 milhões de alertas antes da chuva que tivemos agora, via SMS, e a gente viu que isso, eventualmente, não tem efetividade. Aqui no litoral mais de 30 mil pessoas receberam“, disse Tarcísio.
Ainda na Defesa Civil, o governador disse que radares meteorológicos serão substituidos, prometendo: “Substituição de radares antigos por radares modernos. Nós temos radares operados pela Unesp que são da década de 1970. OS radares de modo geral são antigos no Brasil e a gente vai tentar substituir por radares de última geração. E procurar trazer mais radares para o litoral“.
Tarcísio também fez uma brecha ao fazer um agradecimento: “Por exemplo, a gente falava para o pessoal aproveitar o tempo bom e sair do Litoral Norte. Vocês iam lá e publicavam isso. Anteontem, 7 mil carros deixaram o litoral. E no dia de ontem mais 7 mil. Então, 14 mil deixaram o litoral em dois dias de operação. Então vocês têm feito um trabalho de utilidade pública muito relevante” – disse o governador.
O governador concluiu direcionando uma mensagem a pacientes que tiveram que deixar de procurar hospitais devido a incapacidade de locomoção. “Nós temos cem vagas de hemodiálise no hospital de Caraguatatuba. Então é importante que os doentes renais crônicos possam ir. A gente está tendo 20% de faltosos. Então, é importante que as pessoas compareçam para fazer sua hemodiálise. Havia dificuldade de acesso. Não há mais. A Rio-Santos está desbloqueada. Se houver necessidade, se houver dificuldade de deslocamento, a gente faz a internação“, concluiu.
Tarcísio ainda afirma que o governo deverá planejar uma linha de crédito envolvendo o turismo das cidades do litoral como forma de reparar prejuízos, podendo vir a financiar uma agenda cultural.
Foto Destaque: Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Reprodução / Band)
