Chefe de Direitos Humanos da ONU implora pelo fim do ataque de Israel à Gaza

Volker Turk, Alto Comissário para os Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), suplicou pelo fim da invasão terrestre de Israel à Gaza. Após o início da ocupação, nesta terça-feira (16), o exército israelense declarou que a ofensiva deve durar meses. A ação, que tem como objetivo a tomada do controle da região, já […]

17 set, 2025
Foto destaque: Tanques israelenses na fronteira com Gaza para continuar a invasão terrestre (Reprodução/Amir Levy/Getty Images Embed)
Foto destaque: Tanques israelenses na fronteira com Gaza para continuar a invasão terrestre (Reprodução/Amir Levy/Getty Images Embed)
Tanques de Israel em invasão a Gaza

Volker Turk, Alto Comissário para os Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), suplicou pelo fim da invasão terrestre de Israel à Gaza. Após o início da ocupação, nesta terça-feira (16), o exército israelense declarou que a ofensiva deve durar meses. A ação, que tem como objetivo a tomada do controle da região, já matou mais de 100 palestinos, de acordo com lideranças locais. 

Expansão dos ataques 

O exército israelense iniciou uma ofensiva terrestre na Cidade de Gaza, que, segundo eles, tem como objetivo destruir a infraestrutura do Hamas. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que as forças do país só vão recuar quando a missão for concluída. O chefe dos Direitos Humanos da ONU apelou à comunidade pelo fim da “carnificina”. Volker questionou os bombardeios a abrigos e áreas residenciais, os definindo como uma expansão dos ataques. 


Postagem de Volken Turk condenando o ataque de Israel a membros do Hamas em Doha na semana passada (Foto: reprodução/X/volker_turk)

Cerca de 100 mil habitantes deixaram a região após pedido de Israel, que anunciou um novo corredor de fuga para acelerar a saída dos moradores para a região sul. A ONU alertou que a ocupação terrestre de Gaza pode levar ao deslocamento forçado de 1 milhão de palestinos. A União Europeia anunciou que planeja sanções e rompimento de acordos comerciais com o governo de Benjamin Netanyahu.  

Histórico do conflito e genocídio

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada após o ataque do Hamas a Israel, que matou cerca de 1200 pessoas em outubro de 2023. De acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza, assegurados pela ONU, até agosto deste ano, mais de 61 mil palestinos já haviam morrido em decorrência da ofensiva. Uma investigação do jornal britânico, The Guardian, identificou que 42 mil dos mortos eram civis. 


Ataque israelense a prédio de Gaza nesta semana (Vídeo: reprodução/YouTube/folha de s. paulo)

A Comissão Internacional Independente de Inquérito das Nações Unidas constatou que Israel cometeu genocídio em Gaza. O texto conclui que o governo israelense executou 4 das 5 práticas genocidas definidas pelo Direito Internacional, que são: assassinato de um grupo nacional, étnico, racial ou religioso; consumação de danos físicos e mentais; imposição condições de vida calculadas para provocar destruição física total ou parcial; imposição medidas destinadas a impedir nascimentos.

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