EUA vetam cessar-fogo em Gaza na ONU
Nesta quinta-feira (18), os Estados Unidos vetaram a resolução da ONU que exigia cessar-fogo e acesso irrestrito à ajuda humanitária em Gaza, aprofundando a crise no território. A medida, redigida por 10 membros do Conselho de Segurança da ONU, foi vetada pelos Estados Unidos. Se aprovada, exigiria que Israel suspendesse todas as restrições à ajuda […]
Nesta quinta-feira (18), os Estados Unidos vetaram a resolução da ONU que exigia cessar-fogo e acesso irrestrito à ajuda humanitária em Gaza, aprofundando a crise no território.
A medida, redigida por 10 membros do Conselho de Segurança da ONU, foi vetada pelos Estados Unidos. Se aprovada, exigiria que Israel suspendesse todas as restrições à ajuda humanitária à Palestina e que o Hamas libertasse todos os reféns, garantindo um cessar-fogo permanente. O veto bloqueou qualquer avanço na proteção de civis, intensificando a pressão sobre a comunidade internacional e a urgência de soluções humanitárias.
Entenda o conflito entre Israel e Hamas
Em 7 de outubro de 2023, o Hamas lançou um ataque surpresa contra Israel, disparando milhares de foguetes e realizando incursões terrestres. O ataque resultou na morte de 1.195 israelenses e estrangeiros, além de 251 reféns. Em resposta, Israel iniciou a Operação Espadas de Ferro, uma ofensiva militar em Gaza que já causou mais de 65 mil mortes palestinas e deslocou cerca de 250 mil pessoas, segundo dados da ONU.
Após mais de um ano de intensos combates, um cessar-fogo mediado por Estados Unidos, Egito e Catar entrou em vigor em janeiro de 2025. No entanto, as hostilidades foram retomadas em março, com uma nova ofensiva israelense que resultou em centenas de mortos e feridos. Em agosto de 2025, a violência se intensificou novamente, com bombardeios e ataques aéreos em Gaza, exacerbando a crise humanitária na região.
EUA e sua intervenção na guerra em Gaza
Os Estados Unidos voltam a usar o seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU pela sexta vez desde o início do conflito, bloqueando medidas que buscavam pressionar Israel e o Hamas a cumprir acordos humanitários e de cessar-fogo. Analistas apontam que a decisão reflete a prioridade de Washington em proteger seus aliados estratégicos na região, mesmo diante do agravamento da crise civil em Gaza.
O veto reforça a percepção de que a diplomacia internacional encontra limitações quando confronta interesses políticos e militares dos EUA. Organizações humanitárias alertam que a população palestina continua sem acesso seguro a suprimentos essenciais, enquanto as negociações de paz permanecem estagnadas e sem perspectiva de solução imediata.
