O governo do presidente Javier Milei anunciou nesta segunda-feira (24) a retirada do sigilo de documentos relacionados à ditadura (1976-1983). A decisão permitirá o acesso a arquivos históricos mantidos sob sigilo por órgãos de inteligência e militares, promovendo um novo capítulo no debate sobre memória e direitos humanos no país.
Segundo o site CNN Brasil, o escritório da Presidência informou que, “esta administração sustentará que o que aconteceu no passado deve ficar nos arquivos da história e não mais na Inteligência do Estado, pondo um fim na intransparência que envolveu os documentos durante décadas e tornando disponíveis à sociedade”.
Mês que é lembrado Golpe das Forças Armadas
Ainda segundo nota da administração federal, reconhecer o passado e a ter a liberdade de discuti-lo, são condições fundamentais para “construir um futuro onde a história seja história e não somente uma narrativa política e partidária”.
Vale lembrar que nesta última segunda-feira (24), foi relembrado na Argentina a data dos 49 anos do golpe das Forças Armadas de 1976, período que também é comemorado o Dia Nacional em Memória da Verdade e da Justiça. E conclui a nota dizendo que: “ em uma data como esta, os argentinos devem valorizar a paz que foi alcançada pela democracia e ainda reafirmar os compromissos com a celebração integral, e sem omitir ou distorcer políticas”.
Visão da Casa Rosada
Já segundo informações do jornal Metrópole, a decisão do governo foi recebida com críticas e apoio de diferentes setores. Setores da sociedade civil e alguns grupos de direitos humanos, como as Mães e Avós da Praça de Maio questionam a administração de promover revisionismo histórico e de buscar equivalência entre a repressão do estado e ações de grupos armados, conhecida como “ teoria dos dois demônios”. Os argumentos na Casa Rosada são de que: “ é preciso ampliar a transparência e garantir uma memória completa” sobre esse período.