Mortes por desnutrição levam ONU e UE a pressionar Israel por ajuda em Gaza
Na última terça-feira (22), na Faixa de Gaza, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia (UE) pediram formalmente que o governo de Israel facilite a entrada de ajuda humanitária na região. A pressão internacional foi intensificada após relatos de que, somente nas últimas 48 horas, ao menos 20 pessoas teriam morrido de […]
Na última terça-feira (22), na Faixa de Gaza, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia (UE) pediram formalmente que o governo de Israel facilite a entrada de ajuda humanitária na região. A pressão internacional foi intensificada após relatos de que, somente nas últimas 48 horas, ao menos 20 pessoas teriam morrido de desnutrição. O episódio reforça uma onda de indignação global provocada por imagens de palestinos mortos enquanto tentavam acessar alimentos básicos.
Segundo autoridades das Nações Unidas, mais de mil pessoas já perderam a vida desde 27 de maio, data em que Israel iniciou operações conjuntas com os Estados Unidos para a distribuição de suprimentos. Ainda assim, o esquema montado foi descrito por a ONU como “uma armadilha mortal sádica”, destacando a gravidade do contexto humanitário.

A porta-voz da Agência da ONU para Refugiados Palestinos afirmou que médicos, jornalistas e trabalhadores humanitários já enfrentam quadros extremos de fome e exaustão. De acordo com comunicado da agência France Presse, profissionais de imprensa não têm mais forças sequer para seguir com as reportagens — e correm risco de morrer se não forem retirados da região.
Reações internacionais expõem mal-estar com Israel
As críticas foram reforçadas por declarações de autoridades internacionais. Durante uma entrevista em Londres, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, classificou as imagens como “horrorizantes e nojentas”. Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que as cenas são “insuportáveis”.
O governo de Israel nega a existência de fome generalizada na Faixa de Gaza e acusa o Hamas de desviar os alimentos destinados à população civil. Em resposta, o Hamas atribuiu ao bloqueio e à escassez de insumos a responsabilidade pelas mortes.
A crise humanitária em Gaza continua sendo acompanhada com preocupação por órgãos internacionais, que pedem acesso seguro, contínuo e desobstruído para o envio de alimentos e suprimentos médicos.
