MPDFT quer incluir estelionato em caso contra Bruno Henrique
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recorreu de uma decisão do Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) envolvendo o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, e seu irmão, Wander Lima Pinto Júnior. Ambos são acusados de envolvimento em manipulação de resultados no futebol. O recurso, apresentado nesta terça-feira (12), pede que os dois […]
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recorreu de uma decisão do Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) envolvendo o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, e seu irmão, Wander Lima Pinto Júnior. Ambos são acusados de envolvimento em manipulação de resultados no futebol.
O recurso, apresentado nesta terça-feira (12), pede que os dois também sejam denunciados por estelionato. O juiz responsável pelo caso, Fernando Brandini Barbagalo, entendeu que Bruno Henrique não representa risco de fuga e não questionou a decisão de primeira instância.
Se forem condenados por fraude esportiva, os réus podem receber penas que variam de dois a seis anos de prisão, além de multa.
Fiança de R$ 2 milhões
No mesmo documento, o MPDFT solicita a fixação de fiança no valor de R$ 2 milhões. A medida visa garantir que Bruno Henrique não interfira nas investigações e compareça caso seja chamado novamente para prestar depoimento.
A análise do pedido ficará a cargo dos magistrados responsáveis, mas ainda não há prazo para a decisão. Bruno Henrique foi denunciado por fraude esportiva em 16 de julho, há quase um mês.
A petição, enviada nesta terça-feira (12), pede que a dupla também seja denunciada por estelionato ( Foto: reprodução/Instagram/@leodias)
Cartão amarelo investigado
O jogador é investigado por, supostamente, ter recebido um cartão amarelo de forma proposital na partida contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro de 2023. A conduta teria favorecido apostadores ligados ao esquema.
Além do MPDFT, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) também denunciou o atacante, que pode ser suspenso do futebol por, no mínimo, seis meses. O caso ainda será julgado.
Se confirmadas as acusações, o episódio pode se tornar um dos mais recentes casos de manipulação de resultados envolvendo um atleta de destaque no cenário brasileiro, reforçando a preocupação com a integridade esportiva no país. O caso também mobilizou a atenção da imprensa esportiva e dos torcedores, gerando debates sobre ética no esporte.
O episódio levantou questionamentos sobre a necessidade de medidas mais rigorosas para coibir fraudes no futebol brasileiro. A investigação segue em andamento, com novos desdobramentos esperados nas próximas semanas.
