Louvre reforçará segurança com dispositivos anti-intrusão após roubo milionário
Após furto de joias avaliadas em mais de R$ 550 milhões, museu francês anuncia medidas emergenciais para proteger acervo histórico
A ministra da Cultura da França, Rachida Dati, anunciou nesta sexta-feira (31) que o Museu do Louvre instalará novos dispositivos anti-intrusão até o fim do ano. A decisão foi tomada após o roubo cinematográfico de 19 de outubro, quando quatro ladrões invadiram o museu e levaram joias avaliadas em cerca de US$ 102 milhões (aproximadamente R$ 550 milhões).
De acordo com as autoridades, os criminosos utilizaram um caminhão com plataforma elevatória para alcançar uma janela do prédio histórico. Dois deles usaram uma serra circular para romper as vitrines e retirar as peças, enquanto outros dois fugiram em motocicletas levando os objetos roubados. O caso levantou questionamentos sobre a vulnerabilidade do museu mais visitado do mundo.
Relatório aponta falhas graves e segurança obsoleta
Durante uma entrevista à emissora TF1, Rachida Dati afirmou que, por mais de duas décadas, o Louvre “subestimou o risco de intrusão e roubo”. Segundo ela, o relatório preliminar sobre os sistemas de vigilância revela que equipamentos estavam desatualizados e protocolos de resposta obsoletos, o que facilitou a ação dos ladrões.
A diretora do museu, Laurence des Cars, também reconheceu falhas estruturais. Ela explicou que as câmeras de segurança não cobriam adequadamente o ponto de entrada usado pelos criminosos, pois a única instalada estava direcionada para o lado oposto da varanda por onde eles acessaram o prédio.
Janela do museu por onde os ladrões entraram (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Edward Berthelot)
Medidas emergenciais e investigação em andamento
Apesar das falhas externas, Dati destacou que os sistemas internos funcionaram corretamente durante o roubo, mas ressaltou a necessidade de “ações urgentes” para evitar novos incidentes. Entre as medidas anunciadas estão os novos dispositivos de segurança perimetral, embora a ministra não tenha revelado detalhes sobre o tipo de tecnologia que será implementada.
Até o momento, sete suspeitos foram presos em conexão com o crime. Dois deles enfrentam acusações formais de furto e conspiração criminosa. Entre as peças levadas estão uma tiara de pérolas que pertenceu à imperatriz Eugênia e um conjunto de safiras da rainha Maria Amélia, ambos considerados tesouros inestimáveis da história francesa.
Com a instalação dos novos equipamentos, o governo francês espera restabelecer a confiança na segurança do Louvre e preservar o museu mais visitado do mundo.
