SUS agora oferece acompanhamento nutricional gratuito para pessoas com autismo

O presidente Lula sancionou uma alteração na lei, nesta terça-feira (29) que concede a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) o direito a acompanhamento alimentar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o novo decreto, publicado no Diário Oficial da União, apenas profissionais de saúde habilitados com base em protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas […]

30 abr, 2025
Foto destaque: Logo do SUS (Reprodução/Felipe Silva/Behance)
Foto destaque: Logo do SUS (Reprodução/Felipe Silva/Behance)
Logo oficial do Sistema Único de Saúde (SUS)

O presidente Lula sancionou uma alteração na lei, nesta terça-feira (29) que concede a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) o direito a acompanhamento alimentar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o novo decreto, publicado no Diário Oficial da União, apenas profissionais de saúde habilitados com base em protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas de acordo com a autoridade competente.

A Rede de tratamentos do SUS

A proposta original é do PL4.262/2024, apresentada pela ex-deputada Aline Gurgel, que tem como objetivo combater os desafios de alimentação enfrentados por pessoas com o transtorno do espectro autista. O texto alterou a lei Berenice Piana que criou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com o Espectro Autista (Lei 12.764) de 27 de dezembro de 2012.

Com a mudança, o acompanhamento nutricional faz parte dos serviços públicos. Dessa forma, a terapia nutricional se junta a outros tratamentos disponibilizados pelo SUS para pessoas com o transtorno autista como, fonoaudiologia, psicoterapia e terapia ocupacional. Atualmente, cerca de 2 milhões de pessoas com autismo vivem no Brasil, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).


SUS agora oferece acompanhamento nutricional gratuito para pessoas com autismo
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista coletiva em coletiva de imprensa no Vietnã (Foto: reprodução/Ricardo Stuckert/PR)

A importância do acompanhamento alimentar

A revista da Associação Brasileira de Nutrição (Rasbran) publicou uma pesquisa em que a seletividade alimentar aflige 53,4% das crianças e adolescentes dentro do espectro autista. Isso ocorre porque pessoas com autismo têm dificuldade em experimentar novos sabores e texturas devido à alta sensibilidade sensorial e emocional.

Essas restrições alimentares geram um consumo repetitivo de alimentos, o que pode causar um grave déficit de nutrientes essenciais para uma vida saudável. Isso no longo prazo pode gerar problemas como obesidade e anemia. Portanto, a intervenção de um profissional na área pode prevenir essas enfermidades, assim como detectar rapidamente outras condições de risco.

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