Trump e Netanyahu discutem cessar-fogo em Gaza e realocação de palestinos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que seu governo e os Estados Unidos estão buscando países dispostos a acolher palestinos atualmente residentes na Faixa de Gaza. A afirmação foi feita durante encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca. “Estamos trabalhando em estreita colaboração com os Estados Unidos para encontrar países que […]

08 jul, 2025
Foto destaque: Trump e Netanyahu discutem cessar-fogo (Reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)
Foto destaque: Trump e Netanyahu discutem cessar-fogo (Reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)
Trump e Netanyahu

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que seu governo e os Estados Unidos estão buscando países dispostos a acolher palestinos atualmente residentes na Faixa de Gaza. A afirmação foi feita durante encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca. “Estamos trabalhando em estreita colaboração com os Estados Unidos para encontrar países que busquem realizar o que sempre dizem, que querem dar aos palestinos um futuro melhor”, afirmou Netanyahu.

Acordo de paz e plano de reconstrução

Durante a reunião, Trump afirmou haver “ótima cooperação” por parte de países do Oriente Médio consultados sobre o plano, sem nomear os países. O presidente israelense defendeu que a eventual migração poderia oferecer aos palestinos um “futuro melhor”. Trump, por sua vez, sugeriu que os EUA poderiam assumir a reconstrução da Faixa de Gaza após o conflito, inclusive com a criação de uma “Riviera do Oriente Médio”, composta por resorts e centros turísticos no território atualmente devastado pela guerra.

O encontro acontece em um momento de tratativas por um possível cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas. Trump demonstrou otimismo, afirmando acreditar que um entendimento pode ser alcançado ainda nesta semana. Por sua vez, o Hamas já se mostrou favorável a uma proposta que inclui a suspensão dos bombardeios por parte de Israel, a liberação de reféns em troca de prisioneiros palestinos e a redução da presença militar israelense na Faixa de Gaza. Apesar da falta de avanços práticos, fontes próximas às tratativas em Doha, no Catar, consideram o clima positivo.


Negociação para cessar-fogo (Vídeo: reprodução/YouTube/@cnnbrasil)


Nobel da Paz e articulações regionais

Além da situação em Gaza, os líderes também acordaram sobre a situação do envio de armas à Ucrânia. Trump, que havia suspendido o apoio, disse que “eles precisam ser capazes de se defender”. Sobre o Irã, o norte-americano declarou que deseja retomar negociações para um novo acordo nuclear e mencionou a possibilidade de suspender sanções. Netanyahu agradeceu pelos recentes ataques dos EUA a instalações iranianas, que acabaram resultando em uma trégua temporária com Teerã.

Logo no início da reunião, Netanyahu revelou ter indicado Donald Trump ao Prêmio Nobel da Paz, destacando seus “esforços para promover a paz no Oriente Médio”. Em meio a processos por corrupção que ainda o cercam, o premiê recebeu apoio público do presidente norte-americano, que afirmou que as investigações podem prejudicar sua capacidade de conduzir negociações diplomáticas. Netanyahu também manifestou a intenção de intensificar conversas voltadas à normalização de relações com países como Líbano, Síria e Arábia Saudita.

O encontro também foi a primeira aparição pública de Trump após demonstrar apoio ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, através de suas redes sociais. A aliança entre Trump e Netanyahu se fortalece em um contexto de realinhamento geopolítico no Oriente Médio, com ambos defendendo uma postura firme contra o Hamas e o Irã, e promovendo agendas internas fortemente ideológicas. O apoio mútuo parece ir além da diplomacia, refletindo estratégias de manutenção de poder e influência regional.

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